11.14.2014

Tratamento da lepra nos coelhos.


Doenças dos coelhosA lepra dos coelhos é uma doença com uma taxa de sobrevivência muito reduzida. As evidencias apontam para percentagens de sucesso mínimas, inferiores a 10%.
Sacrificar a vida do animal é a prática mais recorrente.
Eu pergunto-me: será que não desistimos dos nossos animais cedo demais?

Passo a explicar. Sou conhecida por ser incapaz de matar um animal e quando necessito de os sacrificar com a única finalidade de comer, recorro à ajuda de um familiar.
Por esta razão quando surgiu um ataque da lepra do coelho na minha produção, nenhum foi abatido.
O estado de doença alcançado foi lastimoso, cheguei a perder as esperança, tal era o seu estado.
Vivia obcecada em lhes dar as melhores condições possíveis e dei-lhes tudo o que estava ao meu alcance.
Na altura tinha 3 coelhas de reprodução com mais de um ano e 3 juvenis com cerca de 3 meses.

Após um período superior a 1 mês, as 3 coelhas e um juvenil começaram a mostrar sinais de recuperação evidentes.
Os outros dois juvenis morreram num espaço de tempo superior a 15 dias, após o aparecimento dos sintomas da doença.
Tomando em conta que a taxa de mortalidade é superior a 90%, eu considerei o meu resultado um caso de sucesso.

As fotos que aqui apresento mostram os coelhos já em franca recuperação, já que no auge da doença apresentavam os sintomas comuns da lepra  muitos tumores, inchaços que os impediam de abrir os olhos e muitas dificuldades respiratórias.

Deixo-vos aqui os procedimentos, que acredito terem sido a razão do meu sucesso



Conhecendo o coelho como um animal muito sensível, a sua alimentação fazia parte das minhas preocupações.Receava dar-lhes verde, frutas ou até folhas de couve.
Nesta fase da doença, a minha única preocupação era alimentá-los. Eles deixaram de pegar em alimentos secos. Passei a dar especialmente verduras murchas, casca de banana, maçãs e até cascas de mango. A minha principal intenção era fazê-los comer.

Doença dos coelhos Tanto quanto sei a maioria dos animais morre por desnutrição, devido à sua incapacidade em se alimentarem. O pó da ração torna-se perigoso, associado ao corrimento do coelho pode originar infecções ou até obstruir a entrada nasal. Por essa razão passei a peneirar a ração antes de a fornecer aos coelhos.

Os coelhos formam uma espécie de tumores e apresentam a pele descamada. Passei óleo de coco sobre as zonas afectadas, especialmente no focinho e orelhas.

Mantinha um frasco de álcool nas coelheira e aplicava umas gotas sobre o dorso do coelho.  Uma acção feita ao acaso, à qual eu não sei se tinha razão de ser.

Mantinha as instalações limpas e, ao contrário do dia a dia, deixei de usar a cal viva, receei que o pó agredisse mais ainda o seu estado.
Nesta fase optei pela lixívia, acreditando que o cheiro forte no ar afasta-se os insectos ou quem sabe, reduzir a multiplicação das bactérias. Já que se sabe que o coelho não morre pela doença mas pelas infecções oportunistas que se instalam devido à sua grande fragilidade.

Espero que esta minha experiência vos seja de alguma utilidade, e que obtenham resultados positivos com os vossos animais.

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