Conheça as vantagens da cobertura de solo (Mulching)

Vantagens da cobertura de solo (Mulching)

A cobertura do solo com material vegetal seco, conhecida pelo termo Mulching em inglês é uma técnica que oferece muitas vantagens ao solo e às plantas, proporcionando um equilíbrio semelhante ao que a natureza oferece. Esta prática é uma das ferramenta mais importantes da agricultura biológica e, felizmente, é cada vez mais comum na fruticultura, horticultura e jardinagem. É principalmente útil na retenção da humidade dos solos, aumenta fertilidade, previne as infestantes e reduz os trabalhos de manutenção. Veja a seguir todas as vantagens que o mulching oferece.

Conheça 6 vantagens da cobertura de solo (mulching)


Retém a humidade do solo. A cobertura do solo com material orgânico evita a evaporação da água do solo, ajudando a manter a humidade do solo por mais tempo o que, por sua vez, ajuda a poupar a água de rega. Tendo em conta que a água potável será cada vez mais rara e cara nos próximos anos, esta medida é muito importante.

 Enriquece o solo. A cobertura vegetal vai-se decompondo aos poucos pela ação dos micro-organismos e pequenos seres vivos que coabitam no solo, transformando-se em húmus. O solo fica mais rico e retém por mais tempo os nutrientes e os minerais.

➤ Previne a erosão do solo. A ação do vento e da chuva forte leva ao arrastamento de partículas importantes para a estrutura do solo. A camada de matéria vegetal permite manter a camada superficial do solo protegida contra estes agentes e impede o arrastamento dessas partículas.

➤ Dificulta o desenvolvimento das ervas daninhas. É uma forma de controlo barata e que não causa prejuízos ao meio ambiente, pois restringe a luz que chega à superfície do solo. Não invalida totalmente a germinação das sementes das infestantes, mas dificulta bastante o seu desenvolvimento e atrasa bastante o seu crescimento.

Propicia uma temperatura mais constante no solo. Esta vantagem é benéfica tanto nos climas muito quentes, como nos climas muito frios. A camada vegetal protege as raízes das plantas ao evitar grandes oscilações de temperatura no solo, gerando assim um microclima favorável à maioria das plantas. Evita também as rachaduras provocadas pelas oscilações de temperatura, sendo que o contraste entre o frio e o calor provoca a dilatação e retração do solo, o que, consequentemente, leva ao seu rachamento.

Protege o solo das condições ambientais severas. Como já foi referido anteriormente, protege o solo do frio e do calor, servindo também de proteção contra as chuvas fortes. Quando a chuva é muito intensa, promove a compactação e endurecimento da terra, levando também ao seu encharcamento. A camada de matéria vegetal evita o impacto das gotas sobre a terra, facilitando e propiciando uma estrutura equilibrada.

➤ Propicia um ambiente equilibrado pois favorece o desenvolvimento de minhocas e de micro-organismos benéficos do solo o que, consequentemente, torna a terra mais rica e porosa.

As boas práticas da cobertura de solo (mulching)


A cobertura orgânica do solo pode ser composta por diversos materiais de restos vegetais, tais como: cascas de árvores, folhas secas, serradura, restos de grama, entre outros.
Também existe a cobertura inorgânica, sendo esta feita por materiais que não se decompõem, tais como pedras, cascalho, pneus picados, plástico, entre outros. Apesar de serem coberturas bonitas, não oferecem as mesmas vantagens da cobertura orgânica.

Para que uma cobertura de solo resulte, é necessário que o terreno se apresente limpo, livre de daninhas e ligeiramente húmido. É aconselhável arejar a superfície da terra com ajuda de uma enxada ou moto enxada, caso sejam terrenos de maior dimensão.

Escolha a matéria vegetal e coloque nas entre as linhas da cultura. Evite encostar na planta de modo a prevenir que ela fique húmida demais e sofra de ataque de fungos. Não exagere na altura da camada vegetal, pois uma camada muito grossa pode levar a que as raízes cresçam demasiado sobre a superfície da terra. O ideal é manter uma faixa até um máximo de cinco centímetros de altura. Por fim, regue bem de modo a acamar o material vegetal. A reposição do material vegetal deve ser feita sempre que necessário, já que este vai-se decompondo pela ação dos micro-organismos.
Nas árvores frutíferas deixe em torno de 10 a 30 centímetros à volta do tronco da planta e não convém que o mulching ultrapasse os 10 a 15 centímetros de altura.

Apesar da cobertura de solo apresentar inúmeros benefícios para o solo e plantas, existe um senão: em climas húmidos ou invernos chuvosos, o mulching cria um ambiente propício a pragas como caracóis e lesmas. (Lesmas e caracóis, como se livrar deles)

Benefícios da canela para a horta e jardim

Benefícios da canela nas plantas, horta e jardim

A canela faz um brilharete na culinária, aromatizando e enriquecendo os sabores de uma maneira peculiar e insubstituível. Em relação ao seu papel na saúde há também estudos que evidenciam as suas importantes propriedades anti inflamatórias, antioxidantes, bactericidas e fungicidas,entre outras (Benefícios da canela). Mas sabia que ela também pode ser uma ótima auxiliar da horta e do jardim? Conheça todos os detalhes a seguir.

Conheça os benefícios da canela nas plantas da horta e do jardim


O uso da canela na horta e no jardim é muito versátil, esta especiaria ajuda a manter as plantas saudáveis e bonitas, pode ser usada no enraizamento de estacas, previne o aparecimento de fungos e mantém vários tipos de pragas longe das suas plantas. Existem no mercado vários tipos de produtos para estes efeitos, mas na generalidade contém substancias químicas, mas nós no cantinho verde tentamos procurar sempre soluções mais sustentáveis e a canela é um ótimo recurso natural. Conheça a seguir todas as vantagens de usar a canela e conheça a melhor maneira de a aplicar na horta e no jardim.

Como usar a canela na horta e no jardim


Fungicida de canela: A canela têm propriedades fungicidas, ajuda a prevenir a incidência dos fungos, os principais potenciadores das doenças das plantas. Geralmente os sintomas da presença destes agentes infeciosos carateriza-se pelo aparecimento de mofo, bolor ou podridão.
Receita do fungicida: Junte duas colheres de sopa de canela a um litro de água morna e mexa bem. Deixe a solução repousar durante a noite. No dia seguinte coe a mistura com um filtro fino, como por exemplo o filtro de café e coloque num borrifador. É recomendado pulverizar regularmente as plantas, como medida preventiva e curativa. Em ataques severos recomenda-se eliminar primeiro as partes mais afetadas da planta antes do tratamento. Conheça outro potente fungicida natural: Calda de cavalinha contra doenças fungicas e insectos

Estimular o enraizamento das plantas com canela: A canela acelera o processo de enraizamento da planta, protege contra os fungos e facilita a cicatrização dos tecidos. Basta molhar a base da estaca e passá-la pelo pó de canela ou apenas emergi-la na solução de água com canela e mantê-la por alguns minutos antes de a plantar na terra. As sementes também podem ser beneficiadas ao serem polvilhadas com canela, este processo ajuda a semente no processo inicial de germinação.Conheça outros enraizantes naturais: Hormonas de enraizamento caseiras

Repelir pragas com canela: Espalhe um pouco de canela ao redor das plantas, esta especiaria  têm um odor forte que não agrada aos insetos. As formigas também não gostam dela, elas não conseguem caminhar sobre a canela em pó e afastam-se do local. Há também quem utilize esta especiaria como repelente contra alguns tipos de caruncho, entre os quais aqueles que atacam o feijão, o arroz e o milho. Leia também: 14 plantas repelentes uteis na horta.

Cicatrização das plantas com canela: Polvilhe canela nas feridas e lesões das plantas, nas folhas e nas raízes machucadas, nos cortes das podas severas ou nos enxertos. Ela é um excelente cicatrizante natural, ajuda a promover a cicatrização rápida e e ao mesmo protege as partes expostas do aparecimento de fungos.

Estudo relacionado com a ação fungicida da canela


Um estudo realizado na Universidade Federal de São Carlos, comprovou que a canela pode combater o fungo cercóspora, que causa manchas nas folhas de alface. Teoricamente a capacidade da canela no controle do fungo advém das suas capacidades fungicidas comprovadas e de dois princípios ativos, o cinamaldeído e o eugenol, duas substancias responsáveis pelo aroma e sabor da canela.
A solução é feita à razão de 5 gramas de canela para 100 ml de água. Leva-se a ferver por cinco minutos e depois a mistura é filtrada, de seguida são pulverizadas as sementes de alface com esta solução antes da sementeira. Todos os detalhes do estudo: Canela e água sanitária podem controlar doenças da alface.

Fonte de imagem: Pixabay

Colar de Jade - Crassula Marnieriana

Colar de Jade - Crassula Marnieriana
Nome cientificoCrasula marnieriana
Género: Crassula
Família: Crassulaceae
Ordem: Saxifragales
Origem: Africa do Sul, Lesoto e Suazilândia.
Ciclo de vida: Perene
Época de floração: Fim do Verão até ao principio do Outono.
Nomes vulgares: Pagoda chinês, colar de jade, planta colar de jade, colar de bebé, planta de minhoca, colar de videira.

Cultivo da Colar de Jade - Crassula Marnieriana


A Crassula marnieriana é uma pequena suculenta de crescimento lento, que atinge 15 a 20 centímetros de comprimento. Destaca-se pela sua forma peculiar, a perfeita simetria e disposição das folhas, que estão empilhadas em hastes verticais lembrando as contas de um colar. As folhas são carnudas, arredondadas, bordas avermelhadas e com revestimento pó fino esbranquiçado, que lhe conferem uma tonalidade azul. Com o tempo a base da planta torna-se lenhosa e torna-se pendente.

Condições ambientais: Aprecia ambientes de muita claridade, suporta viver em interiores desde que receba pelo menos 4 a 6 horas de sol. Quando a Crassula Marnieriana se encontra em ambientes com menos luminosidade ela apresentas folhagem verde, quando recebe alguma sol pleno, ela fica com a margem das folhas avermelhadas.
Suporta climas secos e altas temperaturas, é igualmente resistente ao frio desde que mantida em ambiente seco.

Rega da Crassula Marnieriana: Deixe secar o substrato entre as regas e nunca permita água acumulada no prato. Tal como a maioria das suculentas ela não tolera o encharcamento e facilmente apodrece com o excesso de humidade, principalmente em ambientes frios.

Como multiplicar a Crassula Marnieriana: A propagação faz-se facilmente por meio das pequenas mudas que rebentam no solo à volta da planta mãe ou  por meio do corte de estacas da planta principal. Corte uma pequena estaca e deixe-a secar por uns 3 dias à sombra, deste modo há menos probabilidades do corte apodrecer quando colocada na terra. O substrato usado deve apresentar boa drenagem, sendo a mistura de cactos e suculentas a ideal.

Colar de Jade - Crassula MarnierianaFloração da Crassula Marnieriana: A planta floresce no fim do Verão principio de Outono. As
flores assemelham-se a uma estrela de tonalidade rosada. Surgem em grupo na ponta das hastes.

Usos da Crassula Marnieriana: Esta suculenta predispõe-se com sucesso em sestas pendentes, resulta num visual muito interessante que faz lembrar belas cascatas. É igualmente muito atrativa em arranjos com outras suculentas, onde o conjunto das plantas é favorecido pelo contraste da tonalidade e textura da planta.

Curiosidades sobre a Crassula Marnieriana: Esta suculenta recebe o nome Crassula Marnieriana em homenagem ao famoso botãnico Francês: Julien Marnier Lapostolle.

Sedum nussbaumerianum (Stonecrop)

Sedum nussbaumerianum (Stonecrop)
Nome cientifico: Sedum nussbaumerianum
Origem: México
Ordem: Saxifragales
Família: Crassulace
Sub amilia: Sedoideae
Gênero: Sedum
Ciclo de vida: Perene
Nomes populares: Sedum de ouro, sedum dourado, sedum adolph.
Sinonimos: sedum adolphii, sedum nussbaumerianum

O Sedum nussbaumerianum é uma suculenta deslumbrante, carateriza-suculenta com rosetas casuais de folhas grossas e pontiagudas com tonalidade verde amarelada carnuda e contorno avermelhado, quando expostas ao sol pleno alcançam uma atraente tonalidade bronze vivo. À medida que as rosetas envelhecem, elas vão criando novas folhas, as mais antigas caem ou secam, sendo que algumas enraízam no contato com  a terra, quando as condições são adequadas. A aparência e cor da planta tornam-na numa grande valia no uso das plantações combinadas.

Como cuidar o Sedum nussbaumerianum



Sedum nussbaumerianum (Stonecrop)
Sedum nussbaumerianum exposta ao sol
 Luz: A planta aprecia pelo menos 6 horas diárias de luz solar direta. A cor das folhas varia conforme as condições de luz fornecidas e as estações do ano, quando recebem muito sol ficam com a tonalidade bronze que se vê na foto à direita.

 Temperatura- Depois de estabelecido o sedum nussbaumerianum é resistente ao calor e à seca, mas não tolera o frio acentuado e a geada.

 Regas: No Verão a rega realiza-se na média de um a dois dias por semana. No Inverno faz-se com intervalos de 15 dias ou mais, tudo depende das condições ambientais.

 Solo: Não é exigente e tolera a maioria dos solos, mas prefere os que apresentam textura leve e bem drenados.

 Cuidados básicos: O sedum nussbaumerianum é uma planta de baixa manutenção, não requer muitos cuidados, podemos dizer que tolera a negligencia e é uma boa planta para os jardineiros iniciantes.

➢ Floração: A floração surge desde o final do Inverno até à Primavera, as flores apresentam-se ao longo de uma inflorescência e são brancas, ligeiramente perfumados com formato de estrela.

➢ Multiplicação: Propaga-se por meio de estacas, folhas e sementes. A propagação da planta é tão fácil, que se cair um talo sobre o solo ele pode enraíza sozinho. Leia mais em: (Multiplicar suculentas)

 Utilização: É aplicada em jardins de pedra, cestos pendentes ou em vasos com outras suculentas. A propagação fácil e o crescimento rápido fazem do sedum nussbaumerianum um excelente candidato à cobertura de solos.

Curiosidades: Sedum nussbaumerianum recebeu um premio de mérito pelo Royal Horticultural Society.

Pragas e doenças do Sedum nussbaumerianum


Lesmas e caracóis: Se verificar que a sua suculenta apresentar folhas roídas e trilhas brilhantes, poderemos estar perante um problema de lesmas. Aplicar moluscicida pode ser a solução, mas é possível adotar métodos naturais: remova a praga manualmente (preferencialmente à noite) e espalhe casca de ovo triturada sobre a superfície do solo.

Podridão: Se a sua suculenta apresentar definhamento, descoloração das folhas, raízes definhadas ou morte das folhas e dos rebentos, poderemos estar sob um quadro de excesso de humidade. Geralmente o excesso de água ajuda a proliferação de fungos e bactérias que enfraquecem a planta e podem levar ao seu definhamento total. Perante estes sintomas remova as partes danificadas, coloque a suculenta em local arejado e reduza as regas.

➢ Infestação de pulgão: Geralmente a existência destes afídeos manifesta-se na planta por folhas e ramos distorcidas, com uma melada sobre a superfície dos tecidos. Use um inseticida ou passe um algodão embebido em álcool, pulverize com uma mistura de água e vinagre. Leia mais aqui: (Como utilizar o vinagre na horta e no jardim)

➢ Cochonilha: A presença de folhas meladas também pode ser indicadora de cochonilha. Trate do mesmo modo que foi sugerido ao ataque de afídeos.

Vespa velutina nigrithorax ou vespa asiática

Vespa velutina ou vespa asiática

A vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax) é uma especie nativa do Sudeste Asiático, do Nepal, Indonésia, Norte da Índia e Sul da China. Alega-se que ela tenha chegado acidentalmente à Europa entre 2003 e 2004, através do porto de Bordéus, por meio de um contentor carregado de louças e bonsais oriundas do Sul da China. Em Portugal o primeiro registo desta praga deu-se em 2011 perto de Viana do castelo, desde então têm vindo a progredir por todo o território continental, avançando de Norte para Sul.

Fora do seu habitat natural é uma especie invasora e constitui uma grande preocupação, ela possui uma forte capacidade de adaptação e dispersão, com impacto negativo no nosso ecossistema. Esta praga é capaz de matar acima de 30 abelhas por minuto e dizimar um enxame em poucos dias, levando a quebras alarmantes de produção na apicultura e pondo em perigo a existência das abelhas autóctones.

No Oriente as abelhas nativas desenvolveram mecanismos de defeza contra as vespas velutinas. Quando a predadora entra na colmeia, a colonia de abelhas fecha-lhe a saída e rodei-a, formam uma especie de bolha ao seu redor e começam todas a bater as asas. Esta ação provoca o aumento da temperatura, que se torna fatal à velutina. As abelhas suportam temperaturas até 42º, já as vespas suportam apenas 40º. Este mecanismo embora eficiente, torna-se muito desgastante para as abelhas, elas aquecem a temperatura até 41º, quase se matando a si próprias.

Como identificar a vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax)


A vespa asiática diferencia-se perfeitamente das demais vespas pelo facto de ser bem maior, à excepção da vespa crabro que é igualmente grande e apresenta comportamento similar, apesar desta se integrar perfeitamente no nosso ecossistema sem causar desequilíbrios. A crabro é uma especie autóctone e desempenha um papel importante na nossa fauna no controle de outras especies. Além disso ela representa um importante obstáculo à rápida progressão da vespa velutina, visto que estas duas especies competem pelos mesmos recursos e um enfraquecimento da população da vespa crabro abriria as portas na totalidade à vespa velutina.

Os ninhos da vespas velutina e crabro são semelhantes, mas existem algumas diferenças, o ninho da
velutina possui apenas um orifício saída-entrada, na lateral superior, já o ninho das crabro pode possui mais de um orifício ou então um mais largo, com localização na base.

Ao contrário da crabro (vespa europeia) a Velutina é uma especie diurna, ela interrompe a sua atividade ao anoitecer. Contudo a luz artificial ou mesmo ruídos intensos  podem despoletar a sua atenção e desencadear ataques.

Vespa asiática e vespa Crabro
            Vespa Asiática                                                                             Vespa Crabro     

A principal diferença física entre a Vespa crabro e a Vespa velutina (conhecida como vespa asiática), são os segmentos abdominais, na Vespa velutina são quase todos negros, na Vespa crabro só os primeiros são quase inteiramente negros, sendo o amarelo mais saliente..

Vespa velutina ou vespa asiática
Vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax): A dimensão da vespa velutina varia ente os 2,5 e os 3,5
cm., sendo que as rainhas podem atingir os 3,5 cm. A especie apresenta tórax e cabeça negros, face alaranjada e patas amarelas. Grande parte do abdômen é negro com 3 listras amarelas sendo a listra mais próxima do ferrão a mais larga e apelativa.



Vespa Europeia - Crabro
Vespa crabro ou vespa europeia: É ligeiramente maior que a vespa asiática, sendo que o seu comprimento varia entre os 3 e os 3,5 cm, à excepção das vespas fundadoras (rainhas) que podem ultrapassar os 4 cm. A cabeça é amarelada ou vermelho ferrugem. O abdómen é predominantemente amarelo. As patas são acastanhadas e mais claras na extremidade inferior.


Ciclo biológico da vespa velutina ou vespa asiática


O ciclo de vida da vespa velutina é anual, sendo o seu desenvolvimento condicionado pelas condições climáticas. A duração de vida de uma obreira situa-se entre os 30 a 55 dias, esta variante está condicionada pelas temperaturas, já a rainha (vespa fundadora) têm uma longevidade aproximada a um ano.

Durante o Inverno as rainhas fecundadas hibernam em locais abrigados, principalmente em árvores, rochas, fendas de construções ou no solo.  Em Março-Abril as fundadoras (rainhas) que sobreviveram ao frio saem da hibernação, procuram alimento e exploram o território à procura de um local ideal para nidificar. Procuram especificamente locais protegidos, água abundante por perto e comida fácil.

Em Abril-Maio elas iniciam a construção dos ninhos primários, estes geralmente podem atingir 5 a 10 centímetros de diâmetro, o suficiente para pôr as primeiras dezenas de ovos e dar inicio a uma nova colonia. Inicia-se a postura, dá-se a eclosão dos ovos fecundados, formam-se novas vespas asiáticas e dá-se a mudança para um ninho secundário. Geralmente as vespas nascidas nos ninhos primários são mais pequenas do que as nascidas no ninho secundário, dado que as lavas não são tão bem alimentadas, devido à falta de obreiras no ninho.

O ninho secundário é geralmente construído em grandes altitudes, habitualmente acima do 10 metros de altura, mas também há casos em que os ninhos se encontram  escondidos no subsolo. Os locais preferidos são as copas das árvores, beirados das habitações, armazéns desocupados, alpendres ou paredes. Geralmente o desenvolvimento destes ninhos verifica-se mais de Julho a Outubro. coincidente também com a maior atividade das vespas, relativamente à predação de insetos, principalmente de abelhas.
Entre Outubro Novembro dá-se o acasalamento e fecundação das novas rainhas e as velhas rainhas morrem. Depois do acasalamento os machos também sucumbem e as novas rainhas fecundadas abandonam o ninho. Os ninhos perdem  a atividade e são abandonados, não sendo reutilizados no ano seguinte.

Ninho Vespa velutina ou vespa asiática


Ninho das vespas asiáticas: Os ninhos primários têm cerca de 5 a 10 centímetros de diâmetro, são esféricos e muito frágeis. Os ninhos secundários podem alcançar um metro de altura e 50 a 80 centímetros de diâmetro. Os secundários têm apenas um orifício lateral de entrada e saída e são compostos por várias galerias de células e compartimentos. São construídos com fibras de celulose amassadas com água e podem assumir formas diversas, sendo uma das mais comuns a forma de pera. Podem albergar por volta de 2000 vespas asiáticas, criar em torno de 20 000 e centenas de rainhas fundadoras.

Alimentação das vespas velutinas - vespas asiáticas


As vespas adultas alimentam-se principalmente de néctar, líquidos açucarados, fruta madura,como peras, maçãs, figos, uvas, ameixas, entre outros. O consumo alimentar delas é tão significativo que pode levar a grandes estragos nos pomares. As larvas são alimentadas com proteína animal e dada a grande quantidade de larvas nos ninhos secundários, as vespas são obrigadas a procurar grande quantidade de alimento rico em proteínas, resultando assim numa grande procura de insetos, sendo a abelha de mel um dos principais alvos, mas também ataca outros tipos de insetos e outras especies como: moscas, borboletas, larvas, vespas de outra especie e aranhas, entre outros.

O perigo da vespa asiática para o homem


Sabe se que a presença da vespa velutina têm constituído um grave problema à segurança da população e saúde publica. Vários são os casos registados da picada deste insecto, com um mau desfecho, no entanto vale salientar que apesar da picada da vespa velutina ser muito dolorosa, ela só se torna potencialmente perigosa se a vitima for alérgica. Em caso de picada não espere pelos sintomas, dirija-se imediatamente ao centro de saúde mais próximo.

Não tente de modo algum destruir os ninhos, recorra a um técnico habilitado. Acima de tudo recomenda-se prudencia à aproximação desta especie, a vespa velutina é particularmente agressiva quando se sente incomodada no ninho, podendo perseguir em grupo a fonte de ameaça em torno de 500 metros.

Controle da vespa velutina ou asiática


Não existe nenhum método de controle eficaz, mas a destruição dos ninhos por pessoal especializado é considerado um dos mecanismos mais eficientes. Mas a sua detecção não é fácil, geralmente o avistamento é dificultado pela folhagem da copa das árvores. O inverno é uma das melhores alturas para os descobrir, dada a queda das folhas das árvores, contudo a partir de Dezembro a destruição dos ninhos não têm grande efeito biológico, a destruição é particularmente eficaz quando realizada até finais de Julho-Agosto. É nesta altura que se inicia a criação das rainhas fundadoras, são estas que garantem a sobrevivência da especie no ano seguinte.

A destruição de um ninho de asiáticas deve ser obrigatoriamente realizada por um técnico especializado. Este deve capaz de fazer um reconhecimento coreto e decidir qual o método indicado de aniquilação. Uma destruição mal feita pode levar à proliferação de outros ninhos, é portante primordial extinguir toda a colonia. Além disso uma exterminação mal realizada pode potenciar o comportamento defensivo da colonia e aumentar a agressividade das vespas sobreviventes, colocando em perigo a integridade física da população humana circundante.

No meio de toda esta apoquentação surge uma nova esperança, está a ser criada uma capsula que funciona como um cavalo de troia. A vespa asiática é atraída pela capsula que têm material atrativo e leva-a para o ninho, confundindo-a com alimento. A capsula contém um biocida que atua dentro do ninho, contamina-o e aniquila toda a colonia de vespas. Leia mais em: Um projeto que visa eliminar a praga da vespa asiática.

O controle da vespa asiática é uma necessidade urgente e todas as medidas são bem vindas. Se avistar um ninho comunique de imediato às autoridades, poderá fazê-lo através dos seguintes meios: Câmera municipal, junta de freguesia, proteção civil, linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) ou preencha o formulário da plataforma sosvespa.


Armadilhas para a captura de vespas asiáticas


Fazer armadilhas de captura com garrafas plásticas e colocar lá dentro um liquido atrativo é outra medida que têm sido utilizada. O isco varia conforme a estação do ano.
No inicio da Primavera o principal objetivo é capturar as fundadoras, cada vespa eliminada será menos um ninho nos meses de Verão. A partir de Maio as vespas asiáticas procuram proteína para alimentar as larvas, são usadas soluções contendo carne ou peixe juntamente com água.
É recomendado fazer armadilhas seletivas, com orifícios de entrada de 9 mm, de modo a evitar a entrada da cabro. Propões-se também fazer outro buracos de 6 mm de modo a possibilizar a fuga de outros insetos mais pequenos, entre eles as abelhas.
Coloque estas armadilhas nos locais de avistamento ou pendure-as nas árvores de fruto.

1ª Opção
  • 50 ml de vinho branco
  • 50 ml de groselha
  • 50 ml de cerveja preta
2ª Opção
  • Néctar de pera
  • Vinagre
3ª Opção
  • 5 litros de água
  • 2 Quilos de açúcar
  • 50 gramas de fermento de padeiro

Plantas que atraem abelhas

Plantas e flores que atraem abelhas
A polinização é o processo inicial da formação dos frutos e sementes. Dela depende o sucesso da fecundação do ovulo da flor e consequentemente o desenvolvimento e a qualidade dos frutos e das sementes.

Cerca de 85% das plantas com flores dependem dos polinizadores e as abelhas são as mais eficazes da natureza, elas são capazes de polinizar milhares de flores num só dia e visitam cerca de dez flores por minuto.  Albert Einstein dizia mesmo: "Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas quatro anos de existência". Mas a verdade é que a população de abelhas está a reduzir, elas morrem e desaparecem sem deixar rasto. Os especialistas defendem que este fenómeno pode estar associado ao ataque de parasitas,  às más práticas agrícolas, ao uso indiscriminado de agrotoxicos e à carência de matéria prima fornecedora de néctar.

Atualmente vislumbra-se outro perigo, as vespas velutinas conhecidas também por vespas asiáticas, elas atacam diretamente as abelhas e as colmeias, matando milhares de abelhas num só dia, pondo em risco a população. A vespa velutina nigritorax chegou à Europa em 2004, esta especie predadora veio por via marítima da China para Bordéus em França. Supõe-se que tenha vindo dentro de contentores num carregamento de bonsais. Desde então a praga têm vindo a alastrar-se na Europa e entrou no território português, em Setembro de 2011 foi detetado o primeiro ninho de vespas  em Portugal, perto de Viana do Castelo. Posteriormente alargaram-se para Braga e Vila Real, atualmente já há milhares de ninhos em Portugal e esta especie invasora já se encontra confirmada no Porto, Aveiro, Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Lisboa, Alentejo.

4 medidas importantes para ajudar as abelhas


Existem diversas medidas no sentido de travar a extinção das abelhas, algumas simples, outras radicais, apenas ao alcance dos especialistas. Mas nós podemos ajudar a salvar as abelhas? Claro que sim, existem pequenas grandes-coisas que todos podemos fazer.

Plantar flores seja em jardim vasos ou floreiras é uma das medidas que se podem tomar para ajudar as abelhas a sobreviver. Uma abelha produz 5 gramas de mel por ano, para a produção de 1 quilo de mel é necessário que as abelhas visitem 5 milhões de flores.
Evitar ao máximo o uso de pesticidas e quando estritamente necessário leia o rotulo e certifique-se de que o produto não prejudica a existência das abelhas.
Evitar o consumo de alimentos geneticamente modificados e alimentos de agricultura convencional, onde são usados abusadamente os agroquímicos.
Se avistar um ninho de vespas velutinas avise as autoridades, poderá fazê-lo por um dos seguintes meios: a GNR através da linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), preencha o formulário da plataforma sosvespa ou peça a colaboração da sua junta de freguesia. 

As plantas preferidas das abelhas


 As abelhas polinizam todo o tipo de flores, são  particularmente atraídas por plantas aromáticas, especialmente as que dão flores miúdas com tonalidades claras e dão floração em massa. Elas fornecem uma grande quantidade de pólen e néctar e são denominadas de plantas melíferas.

➢ Tomilho
➢ Alfazema
➢ Salvia
➢ Alecrim
➢ Manjericão
➢ Funcho
➢ Orégão
➢ Hortelã
➢ Coentros
➢ Dente de leão

Outras flores que agradam às abelhas


➢ Margaridas
➢ Girassóis
➢ Chagas ou capuchinhos
➢ Cistus
➢ Calêndula
➢ Borragem
➢ Madressilva
➢ Trevos
➢ Alfafas
➢ Abutilon
➢ Malváceas
➢ Urzes
➢ Silva

Como cultivar Bromélias

Como cultivar bromélias

As bromélias são plantas herbáceas, perenes e a maioria é epífita. Surpreendem-nos pelo formato e vasta  diversidade da coloração da folhagem, folhas essas que podem ser listradas, apresentar uma só cor ou várias tonalidades.
As folhas formam uma especie de roseta e apresentam um copo central, usado para reter a água das chuvas e do orvalho, juntamente com resíduos orgânicos. Estes reservatório alberga um minie ecossistema e desempenham uma função importante para a sobrevivência de várias especies e da própria planta.

As inflorescências das bromélias são fascinante, apresentam numerosas flores de pequenas dimensões que vão abrindo espaçadamente ao longo do tempo, geralmente as cores são intensas com o objetivo de atrair os polinizadores.
Dependendo da especie e das condições do ambiente as bromélias podem atingir a maturidade ou a floração em meses ou dezenas de anos. As bromélias florescem apenas uma vez na vida, após a floração terminam o seu ciclo de vida, mas deixam pequenas mudas mudas para assegurar a sua ascendência.

Dependendo do local onde vivem, podemos classificar as bromélias em 4 tipos, as epífitas, as terrestres, as rupícolas e as aéreas .
➢ As epífitas crescem sobre o tronco das árvores, apesar de se hospedarem noutras plantas elas não são parasitas. No seu habitat natural cada árvore chega a albergar centenas de exemplares no seu tronco, criando um complexo sistema ecológico. Temos como exemplo: as neoregelia, vriesea, guzmania e canistropsis.
As bromélias terrestres vivem no solo. Temos o exemplo de: aechmea, ananas, abacaxi, billbergia, dyckia, criptanthus, puya.
➢ Existem também especies de bromélias rupícolas que vivem fixadas nas rochas, algumas debaixo
do sol direto.
➢ As bromélias aéreas são na maioria especie de tillandsia, vivem sem qualquer tipo de substrato. A generalidade vive sobre as árvores, mas há também especies rupicolas. Leia mais em: Cultivo da tillandsia - planta do ar

Várias especies de bromélias

Como cultivar e cuidar as bromélias


Condições favoráveis: As bromélias são plantas tropicas e não gostam de geada nem de frio. A maioria gosta de ficar na meia sombra, embora algumas tolerem o sol direto. Apreciam ambiente humido, igual ao que encontram no seu habitat natural, nas florestas tropicais.
As bromélias de folhas macias verdes ou veres escuras, geralmente apreciam ambientes de menor luminosidade, mas nunca um local escuro.
As bromélias de folhas rígidas, espinhadas, acinzentadas, prateadas ou avermelhas, gostam de mais luminosidade, sendo que algumas suportam mesmo o sol direto.

Rega: Apreciam o substrato ligeiramente húmido, mas sempre moderado,  o excesso de humidade pode levar ao apodrecimento das raízes. O mais importante é molhar as folhas e manter o reservatório central com água. Na fase mais quente do ano faça uma pulverização regular à folhagem, mas nunca debaixo do sol direto. As plantas de folhas macias apreciam ambientes mais humidos em comparação com as de folhas mais rígidas.

Substrato: O solo não deve estar compactado, a bromélia aprecia um substrato bem drenado e poroso. A mistura ideal deverá assemelhar-se ao seu meio natural e permitir que a raiz da planta seja bem aerada, poderá conter casca de pinho, húmus de minhoca, turfa, resíduos de folhas seca, etc.

Adubação: A fertilização da bromélias deve ser realizada com bastante precaução, trata-se de uma planta sensível que absorve os nutrientes com facilidade. Use um adubo de boa qualidade, a relação de NPK deve ser 2-1-4, é possível encontrar adubos específicos a bromélias, eles garantem as necessidades especificas destas plantas. A adubação pode ser feita pela via foliar entre a primavera e o Outono, o adubo foliar deve ser bem diluído e pode ser aplicado a cada 5 dias.

Pragas e doenças: As bromélias são plantas bastante resistentes às pragas e doenças, mas tal como a maioria das plantas também sofrem com estas maleitas, contudo elas têm uma particularidade importante, elas são muito sensíveis aos inseticidas e fungicidas, quando usados devem ser utilizados em doses baixas, metade do indicado na embalagem. Face a um ataque de pragas tente removê-las com ajuda de um algodão humedecido ou uma escova de dentes. Nunca utilize fungicidas à base de cobre, este elemento é contra indicado às bromélias.

Cuidados: As bromélias não têm cuidados específicos, elas dispensa as podas, apenas necessitam de que sejam removidas as folhas secas. Evite colocá-las em ambientes muito poluídos, elas são sensíveis aos fumos e aos químicos voláteis.

Usos: A flor das bromélias é usada em arranjos florais, geralmente são oferecidos a pessoas inspiradoras e com grande força de vontade. As bromélias são particularmente valorizadas para a elaboração de jardins verticais usando placas de fibra de coco, xaxim ou outro material vegetal.

Curiosidade: O seu nome é derivado de uma homenagem prestada ao botânico sueco: Olof Bromelius.


Multiplicação das bromélias


➢ Depois da floração a planta mãe morre, mas deixa pequenas mudas ao seu redor que podem ser transplantadas.
➢ Tenha o cuidado de enterrar demasiado a pequena bromélia na hora do plantio, ela não gosta de ficar demasiado enterrada, mantenha a base das folhas acima do solo.
➢ Não use um vaso muito grande, porque muito espaço facilita o perigo da humidade excessiva da raízes.
➢ Coloque sempre um material drenante no fundo do vaso, estes podem ser cacos ou casca de árvores.
➢ Não permita que a planta fique insegura, evite que ela balance porque isso pode prejudicar o
desenvolvimento de novas raízes. Fixe bem a planta, se necessário com ajuda de um tutor.
➢ A sementeira pode também ser uma opção de propagação, principalmente para as bromélias que são menos propensas a dar rebentos à volta da planta mãe, como o caso da bromélia imperial. 

Incenso Bastardo - Plectranthus forsteri marginatus

Incenso Bastardo- Plectranthus forsteri marginatus
Nome cientifico: Plectranthus forsteri marginatus
Género: Plectranthus
Família: Lamiaceae
Ordem: Lamiales
Origem: Europa   Oceania
Ciclo de vida: Perene
Época de floração: Junho-Julho
Nomes vulgares: Incenso bastardo, mirra bastarda, planta vela, planta de incenso, hera sueca, falsa hortelã.

O Incenso Bastardo Plectranthus forsteri marginatus é uma planta perene, que apresenta uma folhagem atraente, com folhas aredondadas e bordas dentadas com margens brancas, surgem sobre hastes que vão ficando avermelhadas com a idade.

A planta liberta um intenso aroma idêntico ao incenso utilizado nas cerimonias religiosas, um facto que dá origem ao seu nome. O odor libertado também permite utilizar a planta como repelente de insetos. Tradicionalmente diz-se que esta planta quando cultivada e mantida por perto trás sorte.

O incenso bastardo apresenta algumas características invasivas, quando cultivado no chão é necessário tomar algumas precauções de modo a evitar o seu alastramento descontrolado.

Cuidados com o incenso bastardo - Plectranthus forsteri marginatus


Condições favoráveis: Aprecia uma boa exposição solar ou meia sombra, suporta o sol direto. Tolera bem o frio, mas não suporta a geada, no Inverno tende a perder algumas folhas, mas na Primavera a planta volta a rebentar vigorosamente.
O incenso bastardo aprecia solos ricos e aceita solos secos ou húmidos com boa drenagem..

Cuidados: Requer regas regulares. Retire as folhas secas e amarelas da planta, faça também uma pequena poda de limpeza quando verificar que a sua planta se encontra envelhecida. Preste atenção atenção à cochonilha e aos ácaros.

Multiplicação: Propaga-se facilmente por meio da divisão de rama, por estaca e sementeira.

Utilização: O Incenso bastardo é uma planta indicada para vasos suspensos ou como cobertura do solo, devido ao efeito pendente dos seus longos e flexíveis ramos. Tradicionalmente é utilizado para purificar o ar e como repelente de insetos.

Uso medicinal: Embora o incenso bastardo pertence à mesma família do boldo da terra, uma planta medicinal empregada popularmente nas dores de estomago, não foram encontradas referencias cientificas sobre o potencial bioativo do Plectranthus forsteri marginatus, embora se pese essa possibilidade.

Alfineteiro - Euphorbia enopla

Alfineteiro - Euphorbia enopla
Nome cientifico: Euphorbia enopla
Família: Euphorbiaceae
Origem: África do Sul
Nome comum: Euphorbia Alfineteiro

A Euphorbia enopla é uma suculenta muito ramificada, as hastes geralmente ramificam-se em direção à parte superior e criam um efeito que faz lembrar um castiçal de vários braços. As hastes estão generosamente cobertas de espinhos avermelhados, longos, robustos e altamente decorativos, que estão dispostos em fileiras ao longo das nas margens das nervuras. As folhas são efêmeras e minusculas. As flores masculinas surgem num pedúnculo solitário com 8 a 15 mm. As flores femininas são mais curtas e apresentam 4 a 6 brácteas pequenas. Á semelhança do que acontece com outras Euphorbias, quando a planta é cortada liberta um seiva leitosa espessa e branca, conhecida como látex.

A Euphorbia enopla é muito fácil de cultivar, não exige muitos cuidados, sucumbe mais facilmente ao excesso de zelo do que à negligencia. Contudo agradece alguns mimos e algumas práticas são essências para a harmonia e beleza desta planta.

Cuidados com a Euphorbia enopla


 Localização: Prospera melhor quando é cultivada num local ensolarado, preferencialmente sol direto e intenso durante todo o ano. As plantas que não são cultivadas em sol pleno crescem mais rápido, mas ficam desordenadas e à medida que crescem podem necessitar de tutores. No Inverno tolera geada ligeira.

 Solo:  A Euphorbia enopla cresce melhor num substrato indicado a cacto e suculentas, exige uma boa drenagem mas não é muito seletivo quanto ao resto.

 Regas: Regue generosamente sempre que o solo se apresentar seco, mas não deixe o solo exageradamente húmido, certifique de oferecer uma boa drenagem à planta. Ao contrário de outras suculentas a Euphorbia enopla não lida bem com longos períodos de seca, mas também não tolera o solo húmido, certifique-se sempre que ela não receba excesso de água, esta pode levar à podridão das raízes.

 Transplante: A Euphorbia enopla é uma planta que alcança grandes dimensões, podendo ultrapassar o metro de altura. Por este facto é recomendado o ser transplante a cada ano ou dois anos.

 Fertilização: Na primavera e no verão, forneça um fertilizante indicado a cactos e suculentas diluído em água na proporção indicada no rotulo da embalagem, pode ser fornecido mensalmente, ou quinzenalmente, conforme as necessidades da planta.

➢ Cuidados: A seiva da planta é toxica quando ingerida, é irritante para a pele e olhos. É recomendado o uso de luvas durante a sua manutenção e ter especial atenção de evitar o seu contacto com os olhos e a boca.

Multiplicação da Euphorbia enopla


 Propagação por estaca: A planta ramifica-se com expressividade e as compensações são um método eficaz de propagação. Remova uma estaca e deixe-a secar por 2 ou 3 dias, de modo a permitir que a ferida cicatrize. Como já foi referido o látex da planta é toxico e é exigido aluns cuidados na manutenção da planta, .
Propagação por semente: A Euphorbia enopla pode ser cultivada a partir da semente, contudo esta pode ser difícil de germinar. A semente é semeada sob a superfície de uma  bandeja com uma mistura de substrato com areia. Vaporiza-se regularmente, de modo a manter a superfície do substrato ligeiramente húmido. A germinação ocorre em aproximadamente 1 a 3 semanas dependendo das condições ambientais.

Outras Euphorbias


Aqui em cantinho verde - horta e jardim, também pode encontrar:
➢ Coroa de Cristo - Euphorbia milii
➢ Poinsétia- Euphorbia pulcherrima

Solo ácido e solo alcalino - saiba como ajustar o pH

Solo ácido e solo alcalino - saiba como ajustar o pH
O pH dos solos é a medida da acidez e da alcalinidade dos solos, basicamente o significado é potencial hidrogeniônico. Os níveis variam de 0 a 14, sendo o 7 neuro abaixo do 7 é acido, acima do 7 é básico ou alcalino. A faixa ideal da maioria das plantas situa-se entre os 5,5 e os 7,5 quando a acidez do solo se encontra dentro destes parâmetros, os nutrientes do solo apresentam-se disponíveis, contudo existem várias plantas que encontram as condições ideais fora dessa faixa.

O pH está diretamente ligado às rochas que deram origem ao solo, mas é influenciado por outros fatores entre eles: a interação do clima, a concentração de sais, metais ou ácidos, os fertilizantes ou substancias orgânicas que são acrescentadas ao seu preparo. No Brasil e em Portugal os solos são predominantemente ácidos.

A importância do pH do solo


A medida do pH do solo é um aspecto importante da agricultura, pois ela é determinante no desenvolvimento e produtividade das plantas. O pH demarca a eficácia das plantas absorverem os nutrientes e atingirem o seu potencial de produção total. Quando o solo está em desequilíbrio não é capaz de satisfazer as exigências das plantas, estas começam a apresentar carências pela dificuldade em captar os elementos nutritivos, mesmo que eles estejam presentes em grandes quantidades.

O pH do solo é determinante até na cor de algumas flores, como as hortênsias. Se o pH do solo estiver ácido, as hortênsias apresentarão cor azul, se o pH for alcalino, elas apresentarão cores que variam do rosa ao quase branco. A intensidade dessas cores depende do teor de intensidade da acidez ou alcalinidade do solo, ou seja, quanto mais ácido, mais intenso será o azul e quanto mais básico, mais clara será a flor.
Escala de pH

Como determinar e corrigir o pH do solo


Determinar o tipo de solo é um dos primeiros factores a ter em conta na hora de escolher o melhor método para corrigir o pH do solo. A correção deve ser cautelosa, deve ser realizada em base numa análise ao solo de modo a não provocar desequilíbrios maiores.

O processo mais comum e viável de avaliar o pH do solo é através da recolha de amostras de terra e enviar para centros de análises. Mas existem outros métodos que pode realizar em casa, apesar de não oferecerem resultados tão concretos.

Poderá medir  medir o pH da área que pretende cultivar com ajuda de um estojo medidor de pH, que se encontra em lojas especializadas ou em centros de jardinagem. O processo é fácil, é necessário cavar um buraco com cerca de 5 a 10 centímetros e enchê-lo com água destilada. Insira a sonda medidora nessa lama.

Verifique a acidez do solo com materiais caseiros. Recolha a terra e coloque uma pequena porção em dois copos iguais e adicione água destilada até formar uma pasta. Num dos copos  misture o bicarbonato de sódio, aproximadamente uma colher de sobremesa e mexa, na outra taça verta o vinagre. Espere alguns instantes e observe a reação de cada combinação, se a mistura de bicarbonato de sódio esfervecer é sinal que a terra é ácida, se for a terra com vinagre a esfervecer é sinal que o nosso solo é básico ou calcário. Se nenhuma das duas combinações reagir, o solo é neutro.
Se pretende uma leitura precisa, poderá adquirir umas fitas indicadoras de pH e mergulhá-as na solução da terra que pretende analisar, misturada com água destilada. Depois de imergir a fita na lama obtida espere uns 30 segundos e passe-a rapidamente por água destilada e compare a tonalidade obtida com as cores da caixa.

Também é possível medir a acidez em casa, usando um repolho.Ferva o repolho até ele libertar o pigmento. Misture água destilada  e deixe repousar aproximadamente 3 horas.
Depois adicione a terra ou outra substancia que pretenda analisar. Observe o comportamento da mistura, se ela for verde a substancia é alcalina, se ficar vermelha é acida.

Como corrigir o pH do solo


Solos alcalinos
O solo alcalino é um solo cujo o pH se situa acima de 7. Contém uma parte parte importante de calcário, sendo difícil manter vegetais sensíveis a este elemento, eles facilmente amarelecem devido à clorose férrica, um mal frequente neste tipo de terra.
Incorpore materiais orgânicos para reduzir o pH. Este método é barato e natural, pode ser usado estrume, composto, turfa, adubos verdes, resíduos de folhas e galhos. Conforme os microrganismos vão decompondo o material, vão-se libertando substancias ácidas ao solo. Com o tempo estes materiais orgânicos tendem a diminuir o pH do solo, contudo vale lembrar que o procedimento é lento, mas a inclusão destes materiais têm outros benefícios, melhoram a drenagem e a aeração do solo.
Aplique enxofre. Este elemento aumenta a acidez do solo gradualmente, mas depende de outros factores como humidade, temperatura e bactérias do solo.
Acrescente sulfato de alumínio. Este é um modo rápido, contudo ele provoca uma reação química que pode levar a efeitos indesejáveis, por este motivo alguns agricultores preferem não o usar.  .

Solos ácidos
Os solos ácidos apresentam um pH inferior a 7 e apesar de serem predominantemente férteis, a disponibilidade dos nutrientes é muito reduzida às plantas. Contém uma baixa percentagem de cálcio, um macronutriente secundário que além de promover a redução da acidez do solo e diminuir a toxidade pelo cobre ou alumínio, aumenta a disponibilidade de outros nutrientes, potencia a atividade microbiana, melhora o desenvolvimento das raízes, garante o vigor e proporciona rigidez aos tecidos das plantas. Em solos com um pH inferior a 5,5, a solubilidade do cálcio, do magnésio e do fósforo é reduzida.
A correção dos solos ácidos faz-se com substancias alcalinas como cal, calcário em pó, conchas moídas, marga ou cinzas de madeira.
➢ A calagem é o método mais utilizado para aumentar o pH do solo. Consiste na adição de compostos que contém cal ou calcário em pó. O processo deve ser realizado no Outono, incorporando o calcário ao solo numa cava profunda. A cal têm um baixo impacto em solos secos, por esse facto é recomendado regar o solo regularmente, de modo a potencializar o efeito do corretivo.
A cal agrícola é um pó bastante fino, que o solo absorve com muita facilidade. Contudo, é mais difícil de espalhar e pode entupir o aplicador.
➢ As cais granulada e em pasta são fáceis de espalhar, mas não são tão eficientes na alteração pH.
➢ A cal hidratada é recomendada apenas para os solos muito ácidos, é mais solúvel em água que as restantes e sobe o pH do solo rapidamente.
➢ Algumas fontes de cal contêm micronutrientes, como dolomita, mistura de carbonatos de magnésio e cálcio. São recomendadas a terrenos que apresentem deficiência de magnésio, não aplique desmesuradamente, sob o risco de provocar desequilíbrios por excesso de nutrientes.
➢ A aplicação de cinzas de madeira não é viável em grandes extensões pelo facto de serem necessárias grandes quantidades, mas em pequenas hortas pode ser bastante favorável, apesar de não serem tão eficientes quanto o calcário a curto prazo. Têm porém a vantagem de acrescentar micronutrientes importantes como o cálcio, fosforo, potássio,  boro, fosfato. Leia em: As vantagens da cinza na agricultura.

Plantas indicadoras do pH do solo


Plantas indicadoras de solos alcalinos: Dente-de-leão (Taraxacum officinale), Alfafa (Medicago sativa), Morugem (Stellaria media), Cenoura (Daucus carota), Chenopodium (Chenopodiaceae), Chicória (Cichorium intybus).
Plantas indicadoras de solos ácidos: Junça (Cyperus rotundus), Azedinha ( Oxalis oxyptera), Serradela brava (Ornithopus compressus), Milhãs (Echinochloa), Fetos (Pteridium aquilinum), Erva Pinheira (Sedum anglicum), Malmequer da Praia (Aster tripolum), Margarida ( Bellis perennis).

Plantas de solos ácidos : azáleas, camélias, mandioca, mirtilos, coníferas.
Plantas de solos levemente ácidos : A maioria das horticultas, das plantas ornamentais e relva.
Plantas de solos alcalinos: brincos de princesa, azevinho, azinheira, oliveira, diospireiro (caqui), Figueira, cotonéaster, campanulas, clematis, cravos, syringa, feijão comum.

Orelha de elefante - Kalanchoe thyrsiflora

Orelha de elefante - Kalanchoe  thyrsiflora ou planta de remo
Nome cientifico: Kalanchoe tetraphylla
Origem: Africa, Africa do Sul
Ordem: Saxifragales
Família: Crassulaceae
Gênero: Kalanchoe
Ciclo de vida: Bienal, Perene
Clima: Equatorial, Tropical, Subtropical, Mediterrâneo, Oceânico, Semi Árido
Sinonímia:  Kalanchoe luciae, Bryophyllum thyrsiflora, Kalanchoe tetraphylla.
Nomes populares: Orelha de elefante, planta de remo, repolho do deserto, senhora branca, panquecas vermelhas, planta da pá, língua de cão.

A Kalanchoe tetraphylla é uma suculenta cativante, apresenta folhas grandes, planas e arredondadas, que lembram as orelhas de elefante. As  folhas são recobertas de uma camada cerosa que lembra um pó branco que se concentra em maior quantidade no caule. Apresentam tonalidades que variam do verde azulado a um degradé vermelho rosado consoante a intensidade da luz que recebem. Com o tempo planta formar um grande conjunto de rosetas e atingir 60 centímetros de diâmetro e de altura, formando touceiras muito vistosas.

Ela pode ser plantada no chão ou em vaso. É especialmente indicadas a jardins ou jardineiras com pouca disponibilidade de água ou a zonas costeiras, ela resiste à salinidade do ar. Conjuga lindamente com outras suculentas em vaso ou jardins de pedra, presta-se a enfeitar varandas e terraços ensolarados.

Como cuidar a Kalanchoe thyrsiflora


 Luz: Aprecia ambientes ensolarados e luminosos, mas tenha cuidado a luz solar forte pode queimar a ponta das folhas. A melhor maneira de a adaptar ao sol pleno é mudando-a gradualmente até ela se adaptar. Quando colocada em local com pouca luz, ela perde a intensidade do vermelho e fica mais verde.

 Temperatura- Apesar da Kalanchoe  thyrsiflora ter alguma rusticidade, ela não suporta temperaturas demasiadamente frias. Se vive num local onde as temperaturas baixem abaixo de -6º, deve ter o cuidado de resguardar a plantas nas fases frias do ano. Se a colocar dentro de casa, localize-a preferencialmente numa janela virada a Sul.

 Regas: Regue moderadamente no Verão e reduza a rega no Inverno. Tenha sempre o cuidado de deixar secar bem a terra entre as regas. Não deixe água acumulada sob o pratinho do vaso, o excesso de humidade leva à decomposição das folhas e das raízes.

 Transplante: Estas suculentas não exigem transplante frequente. Quando for realizado tome cuidado com o manuseio, as folhas são sensíveis e facilmente se estragam. Use uma mistura indicada a cactos e suculentas ou um substrato comum misturado com areia. É importante colocar material drenante no fundo do vaso.

 Fertilização: No Verão alimente a planta quinzenalmente com um adubo indicado a cactos e suculentas.

 Cuidados básicos: É necessário tomar medidas contra as lesmas e os caracóis, eles facilmente destroem as folhas e desfiguram a planta em pouco tempo. (Como se livra das lesmas e caracóis).
Melhore o aspeto e a saúde da planta retirando as folhas velhas e secas, elas saem com facilidade.

➢ Floração: A orelha de elefante chega à maturidade entre 2 a 4 anos, no processo surge uma haste floral no meio da roseta que pode atingir um metro de altura. Após a floração a planta mãe morre, mas em compensação deixa herdeiros, ficam várias mudas para a substituir na base do caule. As flores apresentam tonalidade amarela e são bastante perfumadas.


Multiplicação da Kalanchoe thyrsiflora


Propaga-se por via da semente, da folha ou por separação das pequenas mudas que vão surgindo no caule, sendo o método de propagação de mudas o mais rápido e eficiente.

Propagação por semente: Prepare um substrato arenoso e distribua nele as sementes. Cubra-as com uma fina camada de substrato peneirado e mantenha num local com boa luminosidade, mas sem receber luz solar direta. Cubra com uma chapinha de vidro ou plástico transparente e pulverize regularmente de modo a não deixar o solo secar.

Propagação por folha: Nos períodos mais quentes do ano, torça ligeiramente a base da folha, "executando um puxão limpo", de modo a que ela saia inteira e intacta. Deixe-a cicatrizar por alguns dias antes de colocá-la num solo bem drenado. Leia mais em: Como multiplicar as suculentas

Propagação de mudas da estaca: Com uma faca bem afiada e estéril, corte cuidadosamente a pequena muda pela base, tentando mantê-la o mais intacta possível e deixe cicatrizar por dois ou três dias. Plante-a em solo bem drenado e resguarde-a das correntes de ar e luz solar forte e regue sempre que o solo secar.

Curiosidades sobre a Kalanchoe  thyrsiflora


Existe alguma confusão entre a Kalanchoe thyrsiflora e a Kalanchoe luciae, na realidade elas são muito parecidas e até têm as mesmas alcunhas.
A folha da kalanchoe luciaie é mais comprida em comparação com a largura, têm a tonalidade vermelha mais acentuada e avançada, dependendo da quantidade de sol pode ficar toda vermelha. O agrupamento das folhas também é mais aberto ao contrário da Kalanchoe  thyrsiflora que apresenta uma roseta mais fechada.
Kalanchoe  thyrsiflora têm a tonalidade mais azulada e apresenta a camada cerosa parecida a um pó branco mais acentuada, além disso a tonalidade vermelha distribui-se mais pelo perímetro das folhas.
A floração das duas também apresenta diferenças, sendo que a kalanchoe luciaie apresenta flores amarelas claras pálidas quase brancas, com pouco cheiro, já a Kalanchoe thyrsiflora oferece flores amarelas com tonalidade mais viva e bem perfumadas.
No meio de todas estas diferenças há pontos em comum, a maneira de cultivo e de propagação é o mesmo.

Cultura do pessegueiro - Prunus persica

Cultivo do pessegueiro - Prunus persica
Pessegueiro - Paraguaio (Prunus persica var. platycarpa)
Nome cientifico: Prunus persica
Origem: Asia: China, Afeganistão, Irão.
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Gênero: Prunus
Subgénero: Amygdalus
Especie: Prunus persica
Ciclo de vida: P
Clima: Temperado
Nomes comuns: pessegueiro, alpercheiro, aparta-caroços, calvos-durázios, carecas, maracotões, nectarinas, pavias.

O pessegueiro Prunus persica é uma pequena árvore frutífera de folha caduca, que atinge em média 4 a 6 metros de altura. Possui um tronco castanho acinzentado, marcado por pequenas fissuras, que suporta uma copa densa. Suas folhas são estreitas e compridas, de tonalidade verde clara e margem serrilhada.

É cultivado com grande regularidade, porque ninguém resiste aos seus deliciosos frutos, os pêssegos são ricos em vitamina A e C, ácido fólico, ferro, potássio, fosforo e magnésio. Atuam como energéticos, depurativos, laxantes e diuréticos. As folhas também são usadas em infusão, são-lhe atribuídas propriedades laxantes e calmantes.

As flores são vistosas e surgem geralmente no inicio da Primavera, apresentam tonalidade rosada e desenvolvem-se em pedúnculos individuais, na maior parte das vezes despontam antes da formação das folhas. Tanto o pessegueiro como a nectarina são autoférteis ou seja não necessitam de outros exemplares para frutificarem, sendo viável plantar uma árvore isolada. A polinização é essencialmente realizada por abelhas e pela ação do vento.

Condições favoráveis ao cultivo do pessegueiro


Os pessegueiros toleram uma grande variedade de solos, desde que apresentem boa drenagem. Contudo preferem solos profundos, de textura média pesada, ricos em matéria orgãnica e pH de 6,7 a 7,0. Não toleram os solos encharcados, nem ambientes demasiadamente húmidos.

Gosta de boa exposição solar com proteção dos ventos frios, prefere Invernos frios e Primaveras soalheiras e secas. A temperatura ótima de desenvolvimento situa-se entre os 10 e os 22 º C.
As Primaveras húmidas são potenciadoras da doença fúngica conhecida como lepra, uma doença que têm como principal caraterística  as folhas encarquilhadas. Leia mais em: Lepra dos pessegueiros - (Taphrina deformans).
O pessegueiro precisa de 150 a 600 horas de frio para induzir corretamente a floração. Os Invernos quentes e húmidos ocasionam a abertura dos gomos que serão danificados pelas geadas da estação seguinte.

A floração do pessegueiro pode surgir muito cedo e ser alvo das geadas tardias. Nas regiões de frio severo é recomendado a plantação da árvore junto a uma parede ou outra construção virada a Sul, deste modo a planta beneficiará do calor irradiado pela estrutura.

Como plantar um pessegueiro


Ao comprar um pessegueiro é importante escolher um viveiro de confiança, de modo a não plantar uma árvore contaminada que seja um foco de infeção para outras plantas.

A fase de repouso vegetativo é a altura mais indicada para a plantação do pessegueiro, de meados do Outono até fim do Inverno. Após a aquisição da jovem frutífera, removem-se as raízes partidas ou secas e imergem-se em água durante algumas horas.
Escava-se um buraco com o dobro da largura do torrão de terra, forma-se um cone de terra no fundo da cova e ajustam-se as raízes à sua volta, por fim aconchegam-se com a terra circundante. Faça uma caldeira à volta do pessegueiro e regue. Certifique-se que o colo da planta fique 3 centímetros acima do nível do solo.

Se escolher plantar a sua frutífera no Verão ou na Primavera, escolha uma árvore em vaso, certifique-se de que ela apresente boa vitalidade e uma folhagem regular. Remova o pessegueiro do vaso e corte as raízes circulares usando uma tesoura afiada e desinfetada.
Abra um buraco mais largo que as raízes. Coloque a jovem árvore no topo de um pequeno monte de terra no meio do buraco, sem desmanchar o torrão de da planta. Forme uma caldeira à volta e regue.
Se se tratar de um pessegueiro enxertado, ao plantar posicione o interior da curva da junção do enxerto do lado oposto ao do sol .

Tratos culturais do pessegueiro


Os pessegueiros sofrem com diversas pragas, doenças e carências nutricionais. A mosca da fruta é uma das pragas mais comuns, sendo caraterizada pela presença de pequenas larvas brancas no interior do fruto e o tornam improprio ao consumo. (Armadilhas para eliminar a mosca da fruta).
Controle as doenças fúngicas com fungicida de cobre, que deve começar a ser aplicado no Outono, estendendo-se pelo Inverno.
Pragas do pessegueiro: Mosca da fruta, afídeos, cochonilha, pássaros e ácaros.
Doenças do pessegueiro: Crivado, moniliose, oídio, lepra, cancro bacteriano, vírus do mosaico amarelo.

É importante fertilizar com fertilizantes orgânicos, como estrume, guano ou húmus de minhoca, colocando uma camada de 3-5 cm à volta do tronco.
Coloque uma camada de mulching (Palha ou ervas sem semente) à volta da árvore, afastado alguns centímetros do tronco. Esta prática permite reter a humidade solo e à medida que se vai decompondo vai acrescentando nutrientes à terra.

As regas devem realizar-se nos meses mais secos do ano, especialmente nos períodos da formação e crescimento dos frutos. A rega gota a gota é a mais recomendada, ela melhora a eficiência e distribuição da água.

Quando a produção de pêssegos é muito abundante há a necessidade de efetuar uma monda, que consiste na remoção do excesso de frutos. Quando os frutos apresentam cerca de 1 centímetro de diâmetro, executa-se um desbaste de modo a que os que ficam fiquem distanciados um dos outros 10 a 15 centímetros.

É importante fazer uma análise ao solo, de modo a detectar possíveis desequilíbrios no pH do solo. Aplique o corretivo apenas quando a análise do solo o revelar necessário.

O contato dos ramos com arames ou outro tipo de estrutura é de evitar, sob o risco de causar danos à árvore, como feridas e gomose. Também é de salientar que se deve preservar a árvore de práticas que causem feridas no tronco.

Poda do pessegueiro


O pessegueiro é uma árvore de fruto que precisa de podas anuais, de modo a garantir produções de qualidade. A poda têm como objetivo reduzir o porte da árvore, estimular o aparecimento de novos lançamentos que assegurem a frutificação do próximo ciclo, tendo em conta que o pessegueiro produz em ramos do ano, ou seja, nos ramos novos. Conta-se também com o favorecimento da entrada de luz, além de manter o interior da planta limpo e arejado. Os cortes devem ser limpos e a distribuição dos ramos harmoniosa. Uma copa areja e bem arquitetada, permite prevenir a incidência de pragas e doenças, além de propiciar frutos coloridos, com melhor nível de qualidade e sabor. Os pessegueiros que não são podados ficam mais susceptíveis às doenças e apresentam um ciclo de vida mais curto.
A poda divide-se em poda de formação, poda verde, poda de frutificação e poda de renovação.

Poda de formação: Têm como objetivo orientar a copa da jovem árvore de modo a sustentar as novas produções. É realizada em plantas jovens a partir de um ano de idade até que a planta tome o formato desejado. Na Primavera são escolhidos ramos saudáveis, bem distribuídos e separados entre si por uns 15 a 20 centímetros. Suprimi-se pela base os restantes ramos e eliminam-se os rebentos abaixo do primeiros ramos estruturais e ao longo do tronco. Posteriormente no Inverno, as pernadas são encurtadas em 10% caso sejam vigorosas e 25 % se forem fracas. O corte deve ser realizado junto a uma gema vegetativa direcionada para o exterior da copa.

Poda verde: Em árvores adultas a poda verde é realizada com o intuito de eliminar ramos que crescem dirigidos ao interior da copa da planta, permitindo melhor arejamento e entrada de luz solar.
Faz-se durante o período de vegetação, florescimento, frutificação e maturação dos frutos. Têm como principal objetivo eliminar os ramos ladrões e moldar a plantas jovens na forma desejada.

Poda de frutificação: O objetivo desta poda passa por manter o equilibro entre a vegetação e a produção, manter os frutos mais próximos dos ramos principais, formar novos ramos produtivos para o ciclo seguinte, eliminação ou encurtamento dos ramos que já produziram, suprimir os ramos mal localizados, quebrados, ramos ladrões, doentes e secos. A melhor época para a realização da poda de frutificação é logo a seguir ao inchamentos das gemas, ou seja após o Inverno.

Poda de renovação: É realizada no Inverno e é destinada a recuperar árvores mal tratadas, seja pelo ataque de pragas e doenças, seja pelo efeito da má condução. A poda de renovação é feita de um modo severo, retirando os ramos básicos da árvore, deixando apenas os ramos primários com 30 a 50 centímetros de comprimento. Após a rebentação dos novos ramos, escolhem-se os melhor posicionados, que são posteriormente conduzidos à formatação de uma nova copa.

Recomenda-se fazer a poda anual do pessegueiro após a ultima geada, os cortes abertos face ao frio ficam mais susceptíveis ao risco de infeção de cancro bacteriano ou prateado das folhas. A poda deve realizar-se quando a seiva está a subir, isto é a partir de Fevereiro.

Curiosidades e características do pessegueiro


Ao contrário do que o nome botânico possa sugerir (Prunus persica), o pessegueiro não teve origem na Pérsia, segundo tudo indica foi na China, onde foi cultivado por vários séculos e posteriormente foi levado para a Europa e outras regiões do globo. Foi introduzido no Brasil em 1532, por Martim Afonso de Sousa, sendo as árvores provenientes da Madeira.

A nectarina (Prunus persica var. nucipersica) é uma mutação do pêssego causada por um gene recessivo. Identifica-se pela pele lisa, em geral os frutos apresentam um tamanho mais reduzido, mas é descrita como sendo mais saborosa e agradável.
Os tratos culturais da nectarina seguem as mesmas diretrizes do cultivo do pessegueiro, embora a sua rusticidade seja inferior.
O paraguaio (Prunus persica var. platycarpa) é outra variedade também obtida pela mutação natural do pêssego. Resulta num fruto achatado muito perfumado e doce.

Ciclo biológico: Um pessegueiro têm uma média de 15 a 20 anos de vida produtiva, sendo que pode viver mais de 25  a 30 anos. O começo da produção inicia-se aos 3 anos e alcança a plena produção entre os 6 e os 12 anos.

Principais variedades de pêssego


Dentro da denominação comum de pêssegos, encontramos uma grande variedade de frutos, desde os  pubescentes (com pelo) ou os carecas de pele lisa como as nectarinas. A data de maturação indicada na descrição das variedades é referente a Portugal.

Variedades de pêssegos pubescentes (com pelo)

Empertiga: Produção em Julho. Pele vermelha e polpa amarela, grande e saboroso.
Demeure:  Fruto de grandes dimensões , com pele colorida de vermelho,  produção em Julho. Polpa esbranquiçada de excelente sabor.
Longarela: Produção em Agosto. Casca e polpa branco amarelada, sumarento e aromático. Alta produtividade.
Cardinal:  Frutos vistosos de pele avermelhada, produção em Junho. Polpa amarela consistente..
Springtime: Fruto de pele vermelha Produção de Maio a Junho. Polpa branca, firme e saborosa
Dixired: Alta produção, de Junho a Julho. Casca vermelha e polpa amarela, consistente e saborosa.
Redhaven: Fruto médio de bom sabor, com pele amarela recoberta de vermelho escuro, com produção em Agosto. Polpa firme, amarela tornado-se vermelha junto ao caroço.
Royal Gold: Fruto grande de pele colorida de vermelho sob uma base amarela, maturação de Maio a Junho. Polpa amarela e firme.
Hale´s Early: Fruto médio com pele amarela manchada de vermelho e maturação de meados a finais de Julho. Polpa tenra amarelo pálida, saborosa.
Duke of York: Frutos grandes de cor carmesim e maturação em meados de Julho. Polpa tenra de cor amarela pálida, de bom sabor.
Peregrine: Frutos grandes , com tonalidade carmesim e maturação em Agosto. Polpa firme de tonalidade branco esverdeada, sumarenta de excelente sabor.
Rochester: Fruto médio de tonalidade amarelo claro manchado de carmesim e amadurecimento em princípios de Agosto. Polpa firme amarela e sumarenta de sabor regular.
Royal George: Fruto grande com casca amarelo clara manchada de vermelho escuro e amadurecimento em fins de Agosto e princípios de Setembro. Polpa firme e saborosa, de cor amarela clara e avermelhada junto ao caroço.
Dymond: Fruto grande, com coloração amarelo pálido machado e pintalgado de vermelho escuro, amadurecimento em Setembro. Polpa firme e sumarenta de sabor muito agradável.
Bellegarde: Fruto grande de cor amarelo dourado, pintalgado de carmesim escuro e amadurecimento em Setembro. Polpa firme e muito saborosa.

Algumas variedades de pêssegos carecas (nectarinas)

Early Rivers: Fruto grande de casca amarela raiada de vermelho, maturação em fins de Julho..Polpa amarelo clara, sumarenta e saborosa.
Lord Napier: Fruto grande, laranja amarelado manchado de carmesim, maturação em princípios de Agosto. Polpa branca de sabor muito agradável.
Humboldt: Fruto médio a grande de cor laranja avermelhado manchado de carmesim escuro, amadurecimento em meados de Agosto. Polpa dourada e saborosa.
Elruge: Fruto de tamanho médio, com casca verde clara manchada de carmesim, maturação em Agosto. Polpa branca esverdeada e avermelhada perto do caroço, de bom sabor.
Pine Apple: Fruto médio a grande de coloração carmesim, amadurecimento em príncipios de Setembro. Polpa amarela de excelente sabor.
Todêa: Fruto vermelho, aparta caroço, maturação em Agosto. Polpa firme de coloração branca e perfumada.

Feto Renda Portuguesa - Davallia fejeensis

Feto ou Samambaia Renda Portuguesa - Davallia fejeensisNome cientifico: Davallia fejeensis
Origem: Austrália, Ilhas Fiji
Ordem: Polypodiales
Família: Davalliaceae
Gênero: Davallia
Especie: D. Fejeensis
Ciclo de vida: Perene

Nomes populares: renda portuguesa, samambaia pé de coelho, samambaia pé de lebre.


A Renda portuguesa (Davallia fejeensis) é uma planta herbácea rizomatosa com folhas de aparência delicadas finamente rendadas.

Os rizomas são grandes e longos, estão cobertos duma fina pelagem marrom e fazem lembrar um pé de coelho, motivo pelo qual ela é apelida em Inglês por "Rabitt`s Foot Fern".

A renda portuguesa têm um crescimento lento e atinge um porte médio de de 20 a 40 centímetros de comprimento. Na natureza crescem em ambientes sombreados e solos ricos em matéria orgãnica.

Cuidados com a Renda Portuguesa


Solo e localização: Aprecia ambiente quentes e húmidos, mas tolera o ar seco e prospera onde muitas outras samambaias têm dificuldade de se adaptarem. Demanda locais com boa luminosidade mas fora do sol direto.
Aprecia um subtrato poroso rico em matéria orgânica. A planta agradecerá se adicionar cascas de árvore e carvão ao substrato, encontrará este material nos substratos indicados a orquídeas.

Rega: A renda portuguesa tal como a maioria dos fetos gosta de bastante água, mas não ao ponto de deixar a terra encharcada. A rega deve ser regular na fase de crescimento e menos intensa no Inverno, procure não deixar água estagnada no pratinho. A falta de água provoca o amarelecimento e posterior secagem das folhas, quando acontece corte as folhas afetadas pela base.
Nos dias quentes borrife a folhagem da renda portuguesa, ela vai adorar e ficar ainda mais bonita.

Transplante e multiplicação: Passado 2 a 3 anos da permanência no mesmo vaso, a renda portuguesa demanda ser reenvasada. Retire o vaso, descompacte a terra e remova a terra velha. Aproveita para fazer novas mudas, fazendo a divisão dos rizomas da planta em 2 ou 3 divisões, dependendo do tamanho do exemplar. Reenvase a planta com um subtrato novo, rico em matéria orgânica, no fundo do vaso coloque material drenante.

Cuidados: Corte regularmente as folhas secas. Aplique um fertilizante liquido diluído indicado a plantas de folhagem verde, uma vez a cada 2 semanas na fase de crescimento. No Inverno as folhas ficam amarelas e caem, mas na Primavera a planta rebenta em força e fica verde de novo, se nesta fase as folhas não caírem na totalidade recomenda-se cortá-las no fim do Inverno pela base, de modo a rejuvenescer a planta e potenciar o vigor dos novos brotos.

Usos: Adapta-se a vasos, jardineiras pendentes protegidas do sol. Ficam lindas em jardins verticais, terraços protegidos, ambientes internos ou penduradas sob a sombra da copa das árvores.

Problemas comuns da Renda Portuguesa


Folhas amareladas e pontas acastanhadas: Verifique ambiente está muito seco e se a temperatura está  muito alta, se assim for procure aumentar os níveis de umidade do ar borrifando a planta.

Folhas frondosas e planta com pouco crescimento: Geralmente a causa mais provável  é a necessidade de fertilizantes no solo, mas também poderá ser indicativo de excesso de água e temperatura fria ou uma exposição solar excessiva ou insuficiente.