Lepra dos pessegueiros - (Taphrina deformans)

Lepra dos pessegueiros  (Taphrina deformans)
A Lepra dos pessegueiros é uma doença que pode causar sérios danos aos pessegueiros. É causada por um fungo (Taphrina deformans), que ataca as partes verdes da árvore (ramos e folhas), em cultivares mais sensíveis pode também atingir as flores, os frutos e a parte terminal de alguns ramos.
A doença afeta amendoeiras e quase todas as variedades de pessegueiros sendo as nectarinas (pêssegos carecas) as mais susceptíveis.

Ciclo biológico do fungo da lepra do pessegueiro


O fungo (Taphrina deformans) hiberna sob a forma de ascósporo na rugosidade da superfície dos ramos ou nas escamas dos gomos. A infeção manifesta-se na abertura dos gomos foliares, em Primaveras frias e húmidas, com humidade relativa superior a 95% e quando as temperaturas oscilam entre os 9 e os 26º C, sendo a temperatura ótima de 20ºC. O desenvolvimento cessa quando o tempo se torna mais quente (acima dos 26º C) e seco.

Os ataques são facilmente reconhecíveis pelas áreas avermelhadas, aspeto enrolado e deformado  das folhas. Geralmente as folhas afetadas acabam por cair e os gomos dão origem a novas folhas, um processo que acaba por enfraquecer a árvore. Por vezes os próprios gomos terminais também são atingidos, apresentam-se curtos, enrolados, adquirem uma cor cor verde amarelada e acabam por secar. No ano seguinte a frutificação pode ser seriamente prejudicada.
As flores afetadas geralmente abortam e acabam por tombar, as que não caem acabam por dar frutos de aspeto rugoso e descoloridos.

Tratamento e prevenção da lepra dos pessegueiros


O tratamento da lepra dos pessegueiros é mais eficaz se for realizado precocemente, com caldas à base de cobre (Calda bordalesa). Veja como a fazer em casa: Utilidades e preparação da Calda bordalesa 
Realize o primeiro tratamento nos fins do Outono, quando a maioria das folhas tiverem caído.
O segundo tratamento realiza-se no fim do Inverno, aos primeiros sinais de inchamento dos gomos, quando se consegue ver no cume do gomo uma ponta verde avermelhada (sinais das primeira folha). Nesta fase efetue uma aplicação de calda bordalesa, mais tarde quando a vegetação já estiver em curso trate com enxofre, pois o cobre é fitotóxico à parte vegetativa do pessegueiro.

Há quem use uma calda com sumo de limão, referenciando-a como uma tratamento eficaz contra a lepra. É usado o sumo de um limão em 10 litros de água e pulveriza-se as folhas do pessegueiro.

A calda de cavalinha é outro tratamento usado pelo povo contra a lepra. Sabe-se que esta planta têm propriedades uteis no tratamento de diversas doenças e pragas. Leia mais sobre: Cavalinha contra doenças fúngicas e insectos.
Use 500 gr de cavalinha seca ou 2,5 Kg de cavalinha verde e coloque de molho em 5 litros de água. Deixe a macerar por 2 dias. Coe e dilua cada litro do preparado em 10 litros de água. Pulverizar desde o inchamento dos gomos até ao inicio da floração.

Os tratamentos referidos acima são permitidos em agricultura biológica, contudo existe uma serie de produtos comerciais que se podem utilizar, mas fica sempre a duvida em relação aos possíveis resíduos que possam apresentar. 

Cultura da mangueira (Mangifera indica)

Cultura da mangueira (Mangifera indica)
A mangueira (Mangifera indica) é uma árvore de fruto que pertence à família Anacardiaceae e ao gênero Mangífera.
É uma árvore vigorosa nativa das florestas do Sul e Sudeste da Asia, é considerada a maior frutífera do mundo, chega a ultrapassar os 30 metros de altura.

As folhas são perenes, medem ente 15 a 35 centímetros de comprimento por 6 a 16 centímetros de largura.  As flores são diminutas e estão dispostas em inflorescências.
O fruto apresenta forma ovoide, fica suspenso na árvore num longo pedúnculo.

Condições favoráveis ao cultivo da mangueira


A mangueira é uma árvore tropical, aprecia climas quentes com estações bem definidas para se desenvolver e frutificar convenientemente. Temperaturas muito elevadas (acima dos 36ºC) e temperaturas frias (abaixo dos 10º), prejudicam o crescimento e desenvolvimento e produção da manga. As temperaturas ótimas situam-se entre os 20 e os 29ºC. Contudo também se desenvolvem em climas frios, desde que sejam tomados alguns cuidados (A minha experiencia do cultivo da manga em Portugal).

Pode ser plantada em vários tipos de solos, desde que apresentem boa drenagem, mas encontra as condições ideais nos solos profundos, areno argilosos com fertilidade média e pH situado entre 5,5 e 7,5. Os solos sujeitos ao encharcamento devem ser evitados, ele é um dos principais inimigos da mangueira, leva ao apodrecimento das raízes e consequente morte da planta.

Práticas culturais da mangueira


Plantação da mangueira: A correção deve ser realizadas em base à analise de solo. A cova deve ser aberta com dimensão de 50x50x50. A terra de plantio deve ser misturada com estrume de curral bem curtido.  Caso opte por usar adubação química, incorpore um adubo com baixo teor de azoto (N), alto teor em fosforo (P),  potássio (K) e rico em micronutrientes. Coloque metade da mistura da terra no fundo da cova, ajuste o torrão da planta de mangueira no centro e aconchegue com o restante solo, tendo o cuidado de não ultrapassar a base do colo da árvore. Crie uma caldeira à volta da pequena árvore e regue generosamente.

Rega da mangueira: Quando jovem regue a mangueira regularmente, depois de adulta regue-a sempre que ela se apresentar seca. Durante o desenvolvimento dos frutos é recomendado regas regulares, de modo a permitir um bom desenvolvimento das mangas e prevenir a sua queda. Durante a floração evite molhar a folhagem da mangueira se ela necessitar de rega, dirija a água diretamente ao solo.

Adubação da mangueira: Forneça um fertilizante equilibrado em macro e micronutrientes. As quantidades de adubo deverão ser gradualmente aumentadas em função do tamanho da árvore. Se recorrer a um adubo químico escolha um que em que o teor de potássio (K) seja sensivelmente o dobro do teor de azoto (N).

Poda da mangueira: O objetivo da poda na mangueira é permitir uma bos distribuição dos ramos e manter o crescimento vegetativo equilibrado. A árvore deve ser aberta de modo a permitir a entrada dos raios solares e proporcionar uma boa aeração. Elimine os ramos muito tumultuados e os ramos do centro da copa, de modo a permitir a entrada do sol no interior da mangueira. Esta etapa deve ser feita antes do florescimento. Depois da poda dos ramos, pincele a zona de corte com uma pasta à base de cobre ou até mesmo com tinta látex.

Flor de manga - mangueira
Flor de mangueira
Floração da mangueira: Após a aberturas das flores a mangueira aprecia pelo menos 15 dias de sol. A chuva no período de florescimento é extremamente limitante, dificulta a polinização da flor e favorece a incidência de doenças fúngicas sobre as panículas florais. Pulverize a mangueira antes da abertura da flor com calda bordalesa, de modo a prevenir a incidência das doenças fúngicas, que atuam sobre os ramos florais e prejudicam o vingamento dos frutos.

Colheita da manga:O amadurecimento do fruto é condicionado pelo clima, quando mais quente mais rápido é o processo. O período de desenvolvimento do fruto varia de 120 a 150 dias, da floração à colheita, regra geral as mangas apresentam-se maduras quando adquirem a coloração rosada ou amarelada dependendo da variedade. As mangas podem ser colhidas ainda verdes e colocadas a amadurecer em local protegido da chuva e do sol com temperaturas a rondar os 18 e os 20º C.

Desfolha da mangueira: A desfolha é praticada com a finalidade de aliviar o sombreamento nos frutos, eliminar algumas folhas permite o contato do sol com as mangas. Esta técnica melhora a qualidade e coloração dos frutos,porém  deve ser realizada com equilíbrio, principalmente do lado da copa mais sujeito ao sol, sob o risco de causar a queima dos frutos.
Nas regiões mais quentes onde as mangas ficam suscetíveis à queima provocada pelo sol forte, os produtores utilizam a técnica de pulverizar a fruta com cal dissolvida em água, que serve como protetor solar.

Limpeza do solo: Mantenha as ervas daninhas afastadas do tronco da mangueira, criando um um circulo limpo de pelos menos um metro de raio. O objetivo é evitar a competição pelos nutrientes e afastar algumas pragas que poderiam se hospedar no meio das plantas invasoras.

Principais doenças da mangueira: Dento das doenças mais comuns da mangueira, destacan-se a antracnose, oídio, fusariam, seca da mangueira (Ceratocystis fimbriata) e mancha angular bacteriana. A mosca da fruta é a principal praga, deposita os ovos no fruto, posteriormente desenvolvem-se larvas que provocam a destruição dos frutos. É possível minimizar o ataque com algumas medidas naturais, leia mais em: Armadilhas para eliminar a mosca da fruta

Cultivo da manga em vaso


A mangueira também pode ser cultivada em vaso, desde que este tenha pelo menos a capacidade de 50 litros de terra, que sejam apresentadas boas condições de drenagem e fornecida uma adubação equilibrada.
➢ Coloque material drenante no fundo do vaso de modo a facilitar o escoamento da água, coloque uma camada de um bom composto orgânico e posicione a mangueira no centro.
➢ Aconchegue a planta com o resto do composto até à base do caule, pressione com as mãos e regue generosamente.
➢ Proteja a planta com uma camada de mulching, sem o chegar demasiadamente ao tronco.
➢ A atenção com a rega deve ser redobrada, regue a planta regularmente nas fases de maior calor e reduza no Inverno.
➢ Mantenha o vaso em local ensolarado, com pelo menos 6 horas de sol diárias.
➢ Forneça, um adubo equilibrado com macro e micronutrientes. Faça-o regularmente, em média uma vez por mês, durante a fase de calor.
➢ Pode a mangueira no fim do Inverno, antes de se iniciar a floração, de modo a manter o tamanho da pequena árvore proporcional ao vaso.

Multiplicação da mangueira


A propagação é feita por semente ou por enxertia, contudo a segunda opção é a mais viável, a enxertia garante as qualidades da planta mãe e geralmente ao segundo ano ela já produz frutos.

Obter uma planta de manga a partir da semente é um processo muito demoroso, uma mangueira produzida neste modo leva aproximadamente 7 ou mais anos a produzir, sendo que os frutos podem sair com características diferentes da planta mãe.
O procedimento é simples, depois de retirara a polpa da manga lava-se a semente e seca-se à sombra por um ou dois dias. Com ajuda de objeto rígido retira-se a amêndoa que se encontra no interior. A seguir é posta a germinar em areia humedecida ou em algodão molhado. Após a germinação transfere-se para um vaso com uma mistura de terra vegetal e estrume de curral bem curtido.

Algumas variedades de mangas


➢ Tommy Atkins: O fruto é médio a grande, com aproximadamente 400 a 700 gr, casca espessa e resistente, de cor amarela a vermelho purpura. A semente é pequena e monoembriônica. A polpa é de excelente sabor, firme, suculenta e pouca fibra. Arvore vigorosa com produção regular, precoce a meia estação, relativamente resistente à antracnose.
➢ Keitt: Os frutos são grandes 700 a 900 gr, cor verde amarelado corado de vermelho rosáceo. Polpa amarelo intenso, livre de fibras. Semente pequena e poliembriônica. É relativamente resistente ao míldio e à antracnose. Árvore muito produtiva, relativamente resistente à antracnose e maturação tardia.
➢ Kent: Os frutos são grandes 600 a 750 gr, ovalados, a casca é verde clara amarelada, tornando-se avermelhada, quando madura, e de maturação tardia; polpa amarelo-alaranjada, doce, sem fibra, aromática e sucosa. Semente pequena e monoembriônica. Árvore vigorosa e produtiva
➢ Haden: Frutos médios 400 a 600 gr, cor amarela rosada. Polpa doce amarelo alaranjado livre de fibras. A semente é pequena e monoembriônica. Planta muito vegetativa, sensível à antracnose e à seca da mangueira (Ceratocystis fimbriata). Produção precoce a meia estação.
➢ Van Dyke: Os frutos são médios 300 a 400 gr, a casca é amarela com manchas vermelhas. Polpa muito doce e firme e semente pequena. Árvore muito produtiva, maturação de meia estação
➢ Surpresa: Frutos médios a grandes 400 a 600 gr de cor amarelo intenso. Polpa amarela muito doce e sem fibras. Arvore muito produtiva relativamente resistente à antracnose. Maturação de meia estação a tardia.

Coroa de Cristo - Euphorbia milii

Cuidados com a Coroa de Cristo - Euphorbia miliiA coroa de Cristo (Euphorbia milii) é um arbusto espinhoso originário de Madagascar, que pertence à família Euphorbiaceae.

É um arbusto suculento semi herbáceo, bastante ramificado, com ramos lenhosos providos de grandes espinhos agressivos. O tamanho difere conforme a variedade. As variedades anãs crescem em média até 50 cm de altura, têm um crescimento mais sobre a horizontal, caules mais delgados e espinhos mais vastos. As variedades arbustivas podem ultrapassar um metro e meio de altura, apresentam caules espessos, as folhas são mais alongadas.

As flores surgem na ponta dos caules, ao longo de todo o ano, mas é na Primavera e no Verão que elas expressam maior abundancia. As cores variam do vermelho, ao rosa, amarelo e branco. Na verdade as flores da Coroa de Cristo são minusculas e o que nos salta à vista são brácteas (folhas modificadas), à semelhança do que acontece com com a Poinsétia conhecida como Estrela de Natal

Cuidados com a Coroa de Cristo (Euphorbia milii)



Condições favoráveis: Aprecia uma boa exposição solar, com pelo menos quatro horas de sol direto por dia. Suporta  as altas temperaturas, resiste ao frio e ao vento, apesar de sofrer com o frio acentuado e a geada. Cresce bem na maioria dos solos, mas prefere solos leves, com mistura arenosa, boa capacidade drenante e moderadamente fértil.

Irrigação: A coroa de Cristo é uma planta tolerante à seca, sendo que aguenta grandes períodos sem água, mas cresce mais bonita e frondosa quando lhe é fornecida água de um modo moderado.

Poda: É recomendada uma poda de formação, ela revigora e refresca a planta, também estimula a formação de novos rebentos e consequentemente mais botões florais.

Coroa de Cristo - Euphorbia miliiCuidados: A coroa de Cristo é muito resistente e fácil de cuidar, contudo é preciso algum cuidado com o seu manuseio, que deve sempre ser feito com luvas grossas. A planta possui espinhos duros e agressivos e têm seiva lactescente toxica, que pode provocar queimaduras e irritações na pele, nos olhos e mucosas.

Usos: A croa de Cristo floresce o ano inteiro, uma característica importante quando se procura cor, ela forma belos maciços, e bordaduras de canteiros. Mas além de ser utilizada como planta ornamental, ela também é cultivada como cerca viva, é praticamente impossível atravessá-la, ela impede a passagem de pessoas e animais, devido à presença dos espinhos duros .

Propagação da Coroa de Cristo


A multiplicação por estaquia é a mais usual, porque permite preservar as características da planta mãe e as estacas enraízam facilmente. São escolhidas as pontas dos ramos que apresentam folhas nas extremidades. A estaca demora aproximadamente um mês a enraizar e pode ser colocada logo no local definitivo.
Também é possível realizar a multiplicação da coroa de Cristo por via da sementeira. A germinação das sementes leva entre uma a duas semanas dependendo das condições existentes. O transplante das novas mudas deve ser realizado quando estas apresentem 4 a 6 folhas verdadeiras.

Nomes populares: Coroa de Cristo, coroa de espinhos, colchão de noiva, dois irmãos, martírios, duas amigas, coroa de nossa senhora, bem casados, dois irmãos.

Faucária Tuberculosa

Como cuidar Faucária TuberculosaA Faucária Tuberculosa pertence é uma planta da família Aizoaceae, originária da Africa do Sul. Dentro do gênero faucária , encontramos várias espécies que se confundem, entre elas: Faucária lupina, Faucária tigrina , Faucária tuberculosa, Faucária felina.

A faucária é uma pequena suculenta resistente e muito decorativa. Geralmente a planta não ultrapassa os 10 cm, cada cabeça forma até 8 folhas, que emergem aos pares diretamente do centro. Com o tempo vão surgindo novas rosetas à volta da planta mãe e vão formando moitas que cobrem o solo na totalidade.

 As folhas são triangulares e espessas,
distingue-se das de outras suculentas pelos grandes tubérculos ou verrugas na superfície da folha superior e os pequenos dentes brancos macios ao longo das bordas que se parecem com a boca de um animal ou as pequenas garras das plantas carnívoras.

Floresce no Outono, as flores surgem no centro da roseta, com tonalidade amarela dourada e fazem lembrar a flor do dente de leão. Abrem por volta do meio dia e mantem-se abertas até ao final da tarde, fechando durante a noite. Se o tempo se apresentar nublado elas não abrem.

Cuidados com a Faucária Tuberculosa


Condições favoráveis: Aprecia uma exposição ensolarada, gosta de receber sol pelo menos 3 horas por dia, mas também se desenvolvem bem na sombra parcial. Quando a faucária é exposta ao sol forte as folhas adquirem tonalidades mais fortes com tendencias arroxeadas.
O solo deve ser uma mistura leve, que apresente uma boa capacidade de drenagem.

Rega: A rega deve ser moderada, é conveniente deixar secar a terra entre as regas. O excesso de água leva à podridão das raízes  e das folhas, mas a falta também é prejudicial, pode levar à morte da planta e das rosetas que a circundam. Tendo em atenção que o Inverno é o período de descanso da planta, a rega deve ser muito reduzida.

Multiplicação: A Faucária propaga-se por meio da sementeira ou por meio das novas rosetas que surgem à volta da planta mãe, sendo este 2º  método mais comum. Retiram-se as rosetas com cuidado e plantam-se num substrato poroso, são colocadas à sombra e mantidos em meio ligeiramente húmido, com temperatura aproximada a 21º.

Faucária TuberculosaUsos da faucária: É perfeitamente adequada ao plantio de jardins rochosos, de pequenos arranjos de suculentas, onde contrasta muito bem com as outras plantas.

A minha experiencia: A faucária tuberculosa foi uma das minhas primeiras aquisições. Coloquei-a num arranjo junto com outras suculentas e ai se têm mantido até agora com poucos cuidados. Já retirei duas pequenas rosetas que cresceram muito bem, uma das quais se vê na foto acima.

Nomes populares: faucária, mandíbula de tubarão, mandíbula de tigre.

Sugestão: Veja como cuidar a suculenta que se encontra na foto à esquerda da faucária: Cultivo da Jade de prata - Crassula arborescens

Cultura da Pitangueira

A pitangueira (Eugenia uniflora) é uma árvore de fruto nativa da mata Atlântica  do Brasil, que pertence à família Myrtaceae, a mesma do araçá, goiaba, escova de garrafa e do eucalipto, entre outras. Apesar de ser tipicamente brasileira, ela pode ser encontrada em outras partes do globo, como: vários países da América do Sul, América Central e América do Norte, em Africa e Portugal (Madeira).

As folhas são persistentes, opostas, pequenas, coriáceas, ovais acuminadas. São avermelhadas quando jovens e vão gradativamente ficando verdes à medida que crescem. Quando pressionadas exalem um aroma característico. Na tradição popular o chá de folhas de pitangueira é usado pelas suas qualidades terapêuticas.São principalmente utilizadas para combater a febre, gripes, diarreia, gota e reumatismo.
 Apresentam propriedades anti inflamatórias, antifúngicas, digestivas, hipotensoras, antitumorais, analgésicas, entre outras.

Flor de pitangaAs flores da pitangueira são brancas, portam muitos estames e atraem os insetos polinizadores, podem surgir uma ou mais vezes ao ano, dependendo maioritariamente do clima e da região. Do inicio da floração até à maturação do fruto decorrem cerca de 30 dias.

As pitangas, também chamadas de cereja brasileira, são pequenas e doces, apresentam uma drupa carnosa, a casca geralmente vermelha, mas existem variedades roxas e negras. São ricas em vitamina A e C, complexo B e cálcio, ferro e fósforo. São consumidas em fresco, na preparação de doces e geleias, licores e sumos.

Condições favoráveis ao cultivo da Pitangueira


Condições ambientais: A pitangueira aprecia ambientes climas quentes, contudo tolera o frio até 0º, com -1ºC sofre paragem de crescimento. As temperaturas ótimas situam-se entre os 23 e os 27ºC.
Requer sol pleno e um ambiente com humidade média a alta, entre os 70 e os 80%. Necessita
Não suporta vento forte, ele potência a queda das flores em detrimento da frutificação.

Aprecia solos leves, profundos, férteis, enriquecidos com matéria orgânica e húmidos mas com uma boa capacidade de drenagem. Não gosta de solo alcalinos, o ideal é o pH entre os 6 e os 6,5. Não tolera a salinidade ou a estiagem prolongada.

Como cuidar a pitangueira


Como plantar a pintangueira: A melhor altura de plantação é no Outono e no Inverno. Abra uma cova com o dobro do tamanho do torrão da planta. No fundo da cavidade é colocado estrume bem curtido, que deve ser coberto com uma camada de terra antes de colocar o torrão. Depois de colocar o torrão, aconchegue com o resto da terra e forme uma caldeira à volta da planta. Regue generosamente de modo a acomodar a raiz da pitangueira.

Adubação da pitangueira: A adubação é realizada anualmente com o acréscimo de estrumes bem curtidos, composto, adubo verde ou farinha de ossos, sob a copa duas vezes ao ano. Exigências nutritivas: 1:1:1 (N:P:K). Mantenha a base da pitangueira livre de ervas daninhas, de modo a estas não competirem com os nutrientes.

Propagação da pitangueira: O método de multiplicação mais usual é por via da sementeira. As sementes têm um bom poder germinativo, mas levam aproximadamente 2 meses a germinar. Todavia a enxertia é o melhor meio de obtenção da nova planta, ela garante a variedade e a qualidade da muda.

Poda da pitangueira: A planta é capaz de resistir a podas intensas e frequentes, contudo quando exagerada ela compromete a frutificação seguinte. Corte os ramos indesejáveis, fracos ou secos. Realize a poda da planta de modo a permitir uma boa entrada de luz. A melhor altura é o inicio da Primavera.

Rega: Nas épocas quentes regue com frequência e com generosidade, principalmente na altura da plantação, da floração e frutificação. A pitangueira aprecia uma boa humidade do solo, mas sem encharcamento.

Pragas e doenças: Uma das principais pragas da pitangueira é a mosca da fruta. A fêmea deposita os ovos no fruto, após alguns dias nasce uma larva que se alimenta da polpa e torna o fruto improprio ao consumo.
Outras das pragas recorrentes são a broca e a cochonilha, devem ser vigiadas e controlada logo no inicio do aparecimento.
Também são testemunhadas a presença de formigas, porém quando existem geralmente elas são indicativas da presença de outras pragas. Veja aqui alguns métodos de controle: Como acabar com as formigas
Quanto às doenças, a ferrugem é uma das mais comuns, apesar de pouco incidente.

Pitangueira em vaso: O diâmetro do vaso é que vai determinar o tamanho da pitangueira, quanto maior o tamanho mais a planta cresce, contudo é recomendado um vaso com pelos menos 50 litros de capacidade. É imperativo colocar o vaso num local ensolarado. A terra deve ser enriquecida com composto orgânico, devendo este material ser reposto todos os anos. A rega deve mais vigiadas, o solo deve ser mantido húmido mas sem encharcar.

Curiosidades da pitangueira


Quanto tempo demora a pitangueira a dar fruto? O inicio da frutificação depende de vários factores, porém a normalidade circunda os 3 anos após o plantio.

É possível plantar Pitanga em Portugal? A pitangueira é muito cultivada na Madeira, em Portugal, como árvore de frutos e como planta ornamental. Mas é uma especie ainda pouco divulgada no Continente e ao contrário de outras árvores de fruto exóticas ela não têm tido muita oferta nos viveiros. Contudo já há relatos positivos de árvores que frutificam com sucesso.

Madeira da pitangueira: A madeira desta  árvore de fruto é usada na fabricação e como complemento de ferramentas e instrumentos agrícolas.

Nomes populares: Pitanga, pitangueira, cereja do Brasil, cereja brasileira, pitanga do mato, cereja de Suriname.

Fotos pixabay 

Cultivo do medronheiro

Cultivo do medronheiro o arbusto do medronho
O medronheiro (Arbutus unedo) conhecido também por ervedeiro é um arbusto frutífero ou ornamental, que pertence à família Ericaceae, a mesma dos mirtilos e das azáleas, entre outros. É nativo da região mediterrânica, Europa Ocidental e algumas zonas do Sul da Irlanda. Em Portugal encontra-se em todo o continente, porém é no Algarve que se encontra a maior concentração, principalmente nas serras do Caldeirão e Monchique.

Apresenta um porte arbustivo ou arbóreo, com copa arredondada e irregular. As folhas são persistentes, verdes, simples, alternas, de 6 a 10 cm, coriáceas lanceoladas ou oblongas, com borda serrada e com um brilho ceroso na página superior.

O medronheiro têm um ciclo fora do habitual, a floração ocorre ao mesmo tempo que a frutificação, sendo os dois coincidentes com o Outono/Inverno. O fruto leva entre 10 e 11 meses a amadurecer.

As flores são muito decorativas, estão dispostas em panículas, com pequenos cálices, corola branca levemente rosada com 5 lóbulos, são hermafroditas, são maioritariamente polinizadas por abelhas. O fruto (medronho) é redondo com superfície granulosa, com aproximadamente 2 cm de diâmetro, inicialmente é verde, posteriormente passa a amarelo e quando atinge a maturação adquire tonalidade vermelha. A colheita do medronho começa em Outubro e estende-se ao inicio do Inverno. 

Condições favoráveis ao cultivo do medronheiro


Têm uma grande capacidade de resistência e particularmente promissora no impacto ambiental, resiste à secura do solo e do ar, assim como às temperaturas elevadas do Verão. Têm igualmente uma forte capacidade de regeneração, é uma das primeiras plantas a brotar após um incêndio, consegue rebentar a partir das raízes e volta a ficar apto à produção após 2 a 3 anos.

O medronheiro é um arbusto rustico que cresce bem na maioria das terras, até mesmo solos pobres  deteriorados ou com salinidade. Porém aprecia solos ricos em matéria orgânica com pH ácido.

Requer muita luz natural e obtêm melhores resultados quando cultivado em pleno sol durante todo o ano. Subsiste bem às oscilações climáticas, resiste à geada e temperaturas altas, contudo prefere climas suaves. Suporta a poluição atmosférica, a exposição marítima e o sombreamento.

Manutenção do medronheiro


Forneça matéria orgânica à planta: O medronheiro não é uma árvore muito produtiva, porém o acréscimo de matéria orgânica permite proporcionar produções mais regulares. Faça uma cobertura em torno da árvore com matéria vegetal, evitando encostá-la ao tronco.

Rega do medronheiro: Necessita de poucos recursos hídricos, mas beneficia com uma rega regular. Na fase inicial de crescimento, necessita de ser regado com mais frequência e de forma mais abundante. À medida que se vai desenvolvendo, vai necessitando de menos água. O medronheiro é uma planta resistente que consegue sobreviver aos períodos de seca.

Poda do medronheiro: A planta têm tendência em se ramificar desde baixo mas é possível podar os ramos baixos e deste modo consegue-se a formação de um tronco limpo. É recomendado desbastar copas demasiadamente densas em que a entrada de luz é dificultada, devem ser retirados os ramos doentes e fracos ou que apresentem flores secas. Deve ser efetuada em medronheiros que já tiverem alguns anos e se apresentem muito altos e desprovidos de folhas na sua base. A poda deve ser realizada após a época das geadas.

Propagação do Medronheiro: A multiplicação do medronheiro é geralmente feita por via da semente, estaquia ou mergulhia. Apesar do método da sementeira ser o método preferidona  propagação do medronheiro, é de salientar que as sementes apresentam uma taxa de germinação baixa, cerca de 20%. A semente  precisa de várias semanas de frio para germinar. Uma das possibilidades é colocá-la no frigorifico entre os 3 e os 5ªC por 2 ou 3 meses antes de a semear.

Colheita do medronho: O medronheiro leva aproximadamente 5 a 6 anos a frutificar, contudo existem algumas práticas que podem acelerar este tempo. Uma árvore produz em média 10 a 20 Kg por ano. A melhor maneira de consumir o medronho é ao natural, diretamente da árvore.

Curiosidades do Medronheiro


Existe a crença de que os medronhos embebedam, mas não passa de um mito. Segundo um artigo publicado pela Universidade de Coimbra, esta afirmação é falsa. Esta resposta é sustentada em base num estudo realizado pelo investigador Jorge Canhoto. Leia o artigo aqui: Comer medronhos não embebeda, beber aguardente sim

O medronheiro é cultivado principalmente pelo seu fruto, para a a produção de aguardente de alambique, mas presta-se igualmente à elaboração de licores, vinagres e compotas. Também têm grande interesse para o consumo em fresco, devido às suas qualidades medicinais, que permitem combater os radicais livres, responsáveis por várias doenças degenerativas, além disso melhora a saúde dos ossos e controla os níveis de colesterol.

A planta medronheiro utiliza-se igualmente para a produção de mel, sendo que o néctar das suas flores dá um sabor característico ao mel.

As folhas e as cascas do medronheiro possuem taninos que são utilizados na curtição das peles. A madeira também é manuseada e torneada, além de ser um excelente combustível.

O medronheiro é uma espécie tolerante ao sal, sendo uma boa opção na criação de barreiras nas zonas costeiras. Além disso as suas grandes raízes ajudam a estabilizar a terra.

Nomes populares: medronho, medronheiro, ervedeiro, ervodo, ervedo, arvore do morango, strawberry tree (inglês), madronho (espanhol).

Cacto Parodia leninghausii

ultivo do Cacto Parodia leninghausii
O Parodia leninghausii é um cacto colunar nativo da América do Sul, da província do Rio Grande, no Sul do Brasil, uma região com as quatro estações bem definidas. No seu habitat natural cresce em paradões rochosos, no meio das fendas das rochas. Nesse ambiente ele encontra porções de solo com boa drenagem e ricos em matéria orgânica, derivada dos resíduos de outras plantas.

Na faze inicial ele apresenta uma forma mais arredondada, conforme vai crescendo ele vai adquirindo a forma colunar. Na idade adulta ele alcança uma média de 100 cm. de altura, 12 cm de diâmetro e cerca de 30 costelas muito próximas umas das outras. Apresenta espinho finos e flexíveis, com a particularidade de serem pouco agressivos. Conforme a variedade os espinhos podem apresentar tonalidade amarelada ou esbranquiçada.
Na sua base vão-se formando novas plantas, que vão crescer de um modo paralelo à planta mãe.
Geralmente só floresce após 4 ou 5 anos crescimento, quando apresenta 20 cm de altura ou mais. As flores são amarelas sedosas, com aproximadamente 5 cm de diâmetro, são muito atrativas e surgem no topo do cato. Os frutos são globosos e contém inúmeras sementes castanhas escuras.

O Parodia leninghausii cultiva-se sem grande dificuldade, os cuidados aplicados regem-se pelos mesmos que são empregues à maioria dos cactos e suculentas.

Principais cuidados como o cacto Parodia leninghausii


Ambiente: É um cacto com muita resistência ao frio, suporta temperaturas negativas até -4º, ou possivelmente mais, desde que o composto esteja seco. A temperatura ótima situa-se entre os 20 e os 30ºC.
Têm necessidade de uma boa exposição solar, incluindo algumas horas de sol direto, excepto nos períodos de maior calor.

Rega: Tal como a maioria dos cactos o Parodia leninghausii é resistente à seca. Certifique-se de deixar secar o solo entre as regas. O excesso de irrigação pode levar ao apodrecimento da planta ou ao aparecimento de doenças fúngicas. Ao regar evite molhar o corpo do cacto, principalmente nas horas de calor, quando o sol incide diretamente na planta.

Solo: O substrato deve permitir uma rápida drenagem da água e uma boa porosidade de modo a assegurar que as raízes respirem. Cresce de modo ótimo numa mistura de areia com um substrato equilibrado. O reenvasamento deve ser efetuado na época quente a cada 2 ou 3 anos, dependendo do crescimento das raízes.

Multiplicação: Propaga-se facilmente através das sementes ou das mudas que surgem na base da planta mãe. São postos a enraizar durante a Primavera e o verão em meia sombra.

Cuidados: Entre a primavera e o início do outono forneça um fertilizante líquido indicado a cactos e suculentas diluído na água da rega.

Floração: A melhor maneira de incentivar a floração, passa por permitir que a planta usufrua de período de resfriamento no Inverno, diminuindo drasticamente as regas nessa fase. Outra medida importante é fornecer uma fertilização adequada durante a época de crescimento.

Pragas e doenças: Raramente é afetado por pragas, mas em certas condições pode ser atacado por cochonilhas. O excesso de humidade é o maior inimigo e está na origem da maioria das doenças fúngicas.

Nomes populares: torre amarela, bola de ouro, bola de limão, balão dourado.

Echeveria Ron Evans ou Emerald Ripple

Cuidados com a Echeveria Ron Evans ou Emerald Ripple
A Echeveria Ron Evans ripple é igualmente chamada de Echeveria Emerald Ripple é uma suculenta, da família Crassulaceae.

A planta apresenta elegantes rosetas densamente agrupadas, de um verde brilhante, macio e suave, que assumem matizes avermelhadas quando exposta ao sol. O caule é curo e pouco visível. As raízes são finas e pouco profundas, perfeitamente apropriadas ao cultivo em vaso. As flores apresentam tonalidade amarela alaranjada e começam a surgir na Primavera. Na foto já se podem ver as inflorescências a querer dar o ar da sua graça.

Cuidados com a Echeveria Ron Evans 


Ambiente: Aprecia uma boa exposição solar de preferencia sol pleno embora tolere sombra parcial. Um bom aporte de luz solar garante cores mais intensas, sendo que a planta ganha uma tonalidade avermelhada na orla das folhas. Resiste muito bem ao calor e ao frio, suporta temperaturas até -4ºC. No Inverno a Echeveria Ron Evans tende a perder as folhas inferiores, tornando-se pernaltuda.

Rega: A Echeveria Ron Evans é bastante resistente à seca, contudo uma irrigação controlada garante uma planta mais exuberante. Durante o período de crescimento a regue deve ser moderada, sendo recomendada a sua redução na fase de repouso. O essencial é deixar secar o solo entre as regas.

Pragas: Poderá ser sujeita ao ataque da cochonilha, sendo possível remove estes parasitas com ajuda de um algodão embebido em álcool, ou com um cotonete nos pontos mais inacessíveis.

Propagação: A multiplicação é muito rápida e fácil, se for executada durante a Primavera até ao Outono. É muito praticada através das pequenas rosetas que surgem em grande numero à volta da planta mãe. Também é possível propagá-la por via das folhas. Leia mais em: Como multiplicar as suculentas.

Solo: É essencial que o solo seja poroso e garanta uma boa drenagem da água. Tal como outras suculentas a Echeveria Ron Evans não suporta o encharcamento, que geralmente leva ao apodrecimento das suas raízes.

Cuidados: A Echeveria Ron Evans é uma planta de baixa manutenção, contudo poderá melhorar o seu aspeto, mantendo-a limpa das folhas amarelas ou secas. Quando a planta se apresenta muito pernaltuda, cote a roseta a poucos centímetros do solo e coloque-a noutro vaso. Quanto à parte decapitada, ela irá produzir novos rebentos e dará origem a novas plantinhas.

Nomes populares: esmeralda, galinha e pintainhos da esmeralda, ondulação, ondulação esmeralda.

Orelha de coelho - Opuntia Microdasys

Cacto Orelha de coelho - Opuntia Microdasys
O Orelha de coelho Opuntia microdasys é uma planta originário do México, que pertence à família Cactaceae e entra na categoria de cactos e suculentas.
O tronco deste cacto é dividido por segmentos achatados (artículos) também chamados de palmas e que fazem lembrar as orelhas do coelho ou a cabeça de um Mickey.

Têm um aspeto fofo e mimoso, mas não se iludam, este cacto têm espinhos fininhos que se agrupam em tufos, que facilmente se entranham na pele. Embora eles sejam praticamente invisíveis, eles permanecem espetados por vários dias, causando bastante incomodo. Dependendo do cultivar estes tufos de picos podem ter tonalidade branca, creme,amarela clara ou avermelhada.

As flores despontam nos meses mais quentes, são grandes, amarelas e surgem isoladas, contudo não são muito frequentes.

Como cuidar o Orelha de Coelho Opuntia Microdasys


Condições ambientais: Aprecia uma boa exposição solar, quando crescem em ambiente de pouca luz as "orelhas" crescem pálidas, finas e alongadas, perdendo assim um pouco da sua magia visual. Caso isso aconteça, aumente gradativamente a luz.
Adapta-se a clima equatorial, tropical, subtropical, temperado e semi árido. É resistente ao frio, chega a suportar temperaturas até -10ºC.

Transplante: Mude a planta quado ela apresentar as raízes amontoadas, transfira-a para um vaso maior, com o cuidado de colocar uma camada de material drenante no fundo do recipiente. O substrato deve ser leve e arejado, uma mistura de substrato com areia em partes iguais, preenche os requezitos. Na dúvida adquira um substrato indicado a cactos e suculentas, que possui o equilibro coreto.

Rega: Durante o período de crescimento que vai de Abril até Setembro o Opuntia Microdasys necessita de ser regado com regularidade, mas sem encharcar, com o cuidado de deixar secar a terra entre as regas. No Inverno reduza drasticamente a rega, ambientes frios associados a muita humidade podem levar ao apodrecimento da planta.

Cuidados: Durante a fase de crescimento, forneça um fertilizante liquido indicado a cacto e suculentas diluído na água da rega, a cada três semanas, conforme as instruções do fabricante.

Pragas e doenças: As cochonilhas podem ser um problema, assim que detectar a sua presença, remova-as com um algodão ou cotonete embebido em álcool.

Nomes populares: Orelha de coelho, orelha de Mickey, opúntia, palma brava, bunny cactus (inglês)

Outras suculentas com nomes mimosos: Orelhas de Gato, Galinha e Pintos, Orelha de Shrek, Cabeça de Velho.

Multiplicação do Orelha de Coelho 


Estaca: A propagação é fácil, retira-se uma orelha inteira (artigo), de preferencia entre Maio e Agosto, puxando com a mão ou executando um corte limpo com uma faca. Não se esqueça de usar as luvas, caso contrário vai sentir o incomodo dos picos por alguns dias. O artigo deve ser escolhido em base ao seu bom desenvolvimento e ausência visível de doenças ou pragas. Após deixar cicatrizar a base da estaca por 2 ou 3 dias, plante-a enterrando-a numa mistura de substrato com areia. Mantenha a nova muda num ambiente com boa luminosidade, mas sem sol direto, com temperatura entre os 10 e os 16ºC. Quando maior for o segmento do Opuntia Microdasys, maiores serão as probabilidades de sucesso de enraizamento.

Semente: A sementeira também apresenta bons resultados, as sementes são grandes e estão envolvidas por uma película dura e grossa, recomenda-se a sua imersão por 1 ou 2 dias. Depois colocam-se sobre uma cama húmida de substrato misturado com areia. Cobre-se com uma película plástica ou chapa de vidro transparente em local iluminado com temperaturas a rondar os 20 a 30ºC até à germinação, que poderá levar mais de 45 dias.

Especies e variedades de Opuntia


Opuntia basilaris: segmentos azulados e flores vistosas de coloração rosa.
Opuntia brasiliensis: corpo verde brilhante e flores marrons amareladas.
Opuntia humifusa: espinhos muito longos e frutos vermelhos comestíveis.
Opuntia ficus.indica: conhecida por figueira da Índia, com frutos amarelo avermelhado.
Opuntia macrocentra: raquetes azuis arroxeadas e frutos comestíveis vermelho escuros.
Opuntia robusta, segmentos azuis acinzentados e flores amarelas.
Opuntia subulata, hastes cilíndricas

Foto: Pixabay

Cultivo do Melão

Cultivo do Melão
A planta do melão, o meloeiro (Cucumis melo) é uma planta trepadeira anual, provavelmente originária do Oriente Médio, que pertence à família  cucurbitaceae, a mesma da melancia, da abobora, pepino, courgette, entre outros.

O meloeiro uma planta herbácea, o seu sistema radicular é aprumado, sendo que a raiz pivotante chega a alcançar um metro de profundidade, embora a maioria das suas raízes se apresentem nos primeiros 30 a 40 centímetros superficiais do solo.

A planta do melão têm flor macho e fêmea, as flores masculinas e femininas nascem separadamente na mesma planta. A fecundação das flores do meloeiro dá-se pela polinização cruzada, uma tarefa  facilitada pela ação das abelhas que transportam o néctar de umas plantas para outras. Uma polinização adequada garante um aumento na qualidade das sementes e dos frutos produzidos, mas o processo tem sido afetado pelo emprego intensivo de insumos químicos indicados ao controle de pragas e doenças, contudo é possível optimizar o processo com a polinização manual. As flores femininas reconhecem-se pela existência de um entumescimento na parte inferior, que faz lembrar um pequeno melão.

Condições favoráveis ao cultivo do melão


Desenvolve.se bem em climas secos, quentes, com boa luminosidade, exige ser cultivado em pleno sol. A temperatura ideal da cultura do melão situa-se junto de 25 e os 32ºC, embora possa crescer confortavelmente dentro de 18 e os 35ºC. É muito sensível à geada e ao frio.
Durante a maturação dos frutos é vantajoso um clima quente e seco, pois o frio, a humidade do solo e do ar conduzem a frutos aguados, com menor teor de açúcar.

Adapta-se a vários tipos de solos, mas prefere solos ricos em matéria orgânica, leves, soltos e bem drenados. O encharcamento pode causar a asfixia radicular e o apodrecimento dos frutos. P pH deve situar-se nos 6,7 e 7,0.

Sementeira e plantação do melão


Sementeira do melão

➢ Geralmente a sementeira direta é realizada desde Abril a Maio, altura em que já não há risco das geadas tardias. Limpe e areje a terra em profundidade, incorpore estrume ou composto bem curtido. Regue a terra antes de semear, as sementes precisam da humidade para germinar, mas sem exageros. A germinação dá-se entre 3 a 10 dias, dependendo das condições climáticas.
➢ A sementeira pode ser realizada em covas ou regos. O espaçamento varia de 0,50 a 1,00 m. entre plantas e 2 m. entre linhas, dependendo da variedade e fertilidade do solo.
Coloque  2 a 3 sementes por cova, à profundidade de 2 a 5 cm. Após a germinação elimine as mais fracas e deixe apenas a mais vigorosa. Contudo se a semente for de qualidade superior e apresente uma boa taxa de germinação, coloque apenas uma por cova.
➢ É possível antecipar a plantação recorrendo à sementeira em pequenos recipientes ou tabuleiros apropriados, que são colocados em local protegido até à plantação. Esta técnica permite ter um melhor control sobre as condições climáticas, temperatura e humidade. O processo é bastante simples, basta colocar 1 semente em cada cavidade e cobrir com 1 cm de terra.

Plantação do melão

➢ As pequenas mudas estarão prontas ao transplante quando se apresentarem bem enraizadas, atingirem 3 mm de espessura, 3 a 4 cm de altura e criarem a 3ª folha definitiva, geralmente o processo dá-se dentro 20 a 45 dias após a germinação. Na hora do plantio segue-se as mesmas condições da sementeira direta, ao invés da semente coloca-se a muda do meloeiro.
➢ No local definitivo é possível plantar as pequenas plantas sobre uma cama protegida com plástico preto perfurado ou tela. Esta prática têm quatro vantagens importantes: não deixa criar ervas daninhas, mantém a temperatura do solo mais estável e evita a evaporação da água, permitindo manter a humidade do solo por mais tempo e evita o contacto do fruto com o solo.

Cuidados com a cultura do melão


Após o plantio do melão é favorável cobrir a plantação com manta térmica, apenas no inicio do desenvolvimento da cultura, ela possibilita um ambiente estável às pequenas plantas, chega a aumentar a temperatura em 3ºC  e ainda protege a cultura das pragas aéreas.

A cultura do melão requer irrigações regulares e controladas, sem exageros, o melão não aprecia água em demasia, além disso o excesso leva os melões a gretar. A rega deve ser realizada de modo a evitar molhar as folhas, a humidade sobre a folhagem facilita o desenvolvimento das doenças fúngicas. Evite regar o melão 3 dias antes da colheita, isso favorecerá a doçura dos frutos.

A planta do melão ocupa muito espaço, mas pode ser "capada", deste modo ela é limitada no seu crescimento em comprimento e favorece a produção de mais hastes. Se o meleiro desenvolver um grande numero de frutos, é possível realizar uma monda, retire-os quando eles apresentam o tamanho de uma noz, mantendo apenas um pequeno melão por haste. Esta técnica permite que a planta conduza a energia para um menor numero de frutos, melhorando significativamente a qualidade dos mesmos. 

Evite o contacto direto do melão com o solo, este meio facilita a ocorrência de doenças fúngicas e de algumas pragas. Na falta de cama , poderá colocar uma base de palha, um pedaço de madeira ou uma telha sobre o melão. Poderá igualmente girar regularmente o melão de modo a reduzir o seu tempo de contato com o solo. 

Colheita do melão 


Da sementeira até à colheita decorrem entre 3 a 5 meses, dependendo da temperatura, luz e variedade escolhida. É difícil determinar quando o fruto está completamente maduro, mas geralmente nesta fase apresentam uma coloração mais intensa. Ao colher o melão procure fazê-lo pela manhã e deixe-o com aproximadamente 2 cm de talo, este procedimento facilitará a sua conservação.

O melão continua o processo de amadurecimento após a colheita, porém não atinge a doçura e a qualidade de um fruto amadurecido na planta.

Cultivo do melão em Portugal


Supõe-se que o melão tenha sido introduzido na Península Ibérica pelos Árabes. Portugal dispõe de boas condições para a produção de melão, têm clima e solo adequados. As zonas geográficas que apresentam maior expressão no cultivo do melão são no Sul do país, Ribatejo e Alentejo, embora também se façam produções do mesmo na região Norte. O processo de apanha dá-se desde o finais do mês de Junho até Outubro, mas é no período de Julho e Agosto que os produtores dão maior escoamento ao melão. Apesar das boas condições ambientais e da boa qualidade dos frutos nacionais, Portugal não é auto suficiente e importa grandes quantidades de melões do exterior, principalmente da Espanha.
Os cultivares de melão mais comuns em Portugal são o branco do Ribatejo, o casca de carvalho, o amarelo e o pele de sapo.

Pragas e doenças do melão


É sensível a diversas pragas e doenças, como o aranhiço-vermelho, o oídio, a verticiliose e a fusariose e a podridão do colo. Algumas destas doenças são causadas por excesso de humidade, que potencia o desenvolvimento de fungos. A pulverização com calda de leite têm-se revelado eficiente no tratamento do oídio, veja aqui: Leite de vaca no tratamento de doenças das plantas.

Cultivo da framboesa

Cultivo da framboesa
As frutas vermelhas têm conquistado cada vez mais relevância entre os consumidores, são deliciosas, ricas em propriedades e poucos calóricas. Uma boa descrição para a framboesa que têm vindo a ganhar espaço nas pequenas hortas familiares e culturas comerciais.

A framboeseira europeia (Rubus idaeus) encontra-se no estado selvagem nas regiões frias e húmidas dos matos localizados nas encostas dos montes na Escandinávia, prolongando-se pela Europa e Ásia Central.

Existe alguma confusão entre as framboeseiras (framboesa) e as silvas (amora), são duas frutas irmãs que pertencem ao gênero Rubus e à família Rosaceae. As suas flores possuem 5 pétalas e lembram uma rosa silvestre. A framboesa distingue-se da amora por apresentar um aspeto mais oco quando se separa da planta, enquanto a amora é maciça e suculenta. Quanto à coloração a framboesa poderá apresentar várias tonalidades que variam do vermelho, ao rosa e amarelo vivo.

Condições e cultivo da framboesa


As framboeseiras preferem solos ligeiramente ácidos com pH situado entre 6,0 e 6,7. O solo deve ter uma boa capacidade de retenção de água e ao mesmo tempo boa capacidade de drenagem, a planta não tolera o encharcamento. Pode desenvolver-se noutros tipos de solos desde que haja a correção necessária e seja administrada água e nutrientes necessários. Geralmente, nos solos com pH superior a 7,0 verifica-se a carência de ferro e manganês.

Apreciam climas frios e locais de alta altitude, o frio é essencial para estimular a floração da planta. Prefere uma boa exposição solar, mas suportam o sombriamento parcial, a exposição ao sol melhora a qualidade dos frutos e reduz a ocorrência das doenças provocadas por fungos. Convém plantar as framboeseiras em locais protegidos dos ventos fortes, estes danificam as varas da planta e atrapalham o movimento dos insetos polinizadores.

Como plantar framboesas


Geralmente os exemplares adquiridos em viveiros oferecem mais garantias de sanidade, contudo também é possível realizar pela pega de estacas.
A plantação deve ser realizada na estação da dormência.
Limpe o solo, areje a terra em profundidade e Incorpore estrume ou composto bem curtido.
É recomendado a plantação em linhas no sentido Norte/Sul, de modo a reduzir o sombreamento entre as plantas, sendo que as varas devem ficar a uma distancia aproximada a 45 cm e 1,80 entre linhas.
A planta deve ficar a uma profundidade de 7,5 cm de modo a facilitar novas rebentações.
Após o plantio regue abundantemente o pé da framboesa.
Se optar por fazer a plantação em vaso, certifique-se que este tenha acima de 30 cm de altura e de diâmetro. Plante apenas uma framboesa em cada vaso.

Poda da framboeseira


A poda é uma operação cultural de extrema importância, é essencial para a vitalidade da planta e obtenção de boas produções. Ela revigora a planta, permite um melhor arejamento e distribuição da luz solar. É executada consoante as variedades: remontantes ou não remontantes.

Remontantes: Designam-se por remontantes as que frutificam no ramo do ano e produzem mais vezes ao longo do ano. Começam a produzir frutos no primeiro ano, geralmente na parte superior da vara, no ano seguinte essa mesma vara volta a produzir na parte inferior. Neste caso a poda baseia-se no corte das extremidades das varas de primeiro ano que produziram frutos e na eliminação rente ao solo da vara após o segundo ano de frutificação.

Não remontantes: Florescem no ramo do ano anterior, produzem uma unica colheita ao ano, mas mais abundante. Emitem varas que não vão produzir fruto nesse ano mas sim no ano seguinte, sendo que depois de produzir essa vara não torna a fazê-lo satisfatoriamente. Neste caso a poda baseia-se na eliminação das varas que frutificaram nesse ano, poderá identificá-as pela cor castanha. Deixe apenas 6 a 8 ramos, escolha os mais vigorosos e bem verdes, são eles que garantem a produção do ano seguinte.

Além da poda de produção é também recomendada a poda de limpeza, que consiste na eliminação dos ramos envelhecidos, debeis ou secos. Cortar as varas que se desenvolvem fora da linha de plantação e executar um devaste quando a planta apresentar uma densidade de vegetação muito grande.

Cuidados da framboeseira


Um dos aspetos importantes no cultivo da framboesa é a rega, especialmente no Verão, quando as temperaturas são mais elevadas. As framboesas crescem melhor e produzem frutos de maior calibre e sabor em solos frescos. Regue com regularidade nas fases de maior calo, evitando molhar as varas, de modo a reduzir as ocorrências de doenças provocadas por fungos.

Ao longo de toda a época de crescimento elimine as ervas daninhas. Realize sachas com o cuidado de não danificar as raízes das framboeseiras.
Após a plantação aplique uma camada de mulching com aproximadamente 5 cm, mas fora do contato com as varas. O mulching consiste na aplicação de uma camada vegetal, que possibilita um control natural das ervas daninha, liberta matéria orgânica e conserva a humidade do solo.

A framboeseira cresce como trepadeira, é essencial realizar o tutoramento das varas, de modo a fixá-las e prevenir a sua inclinação devido ao excesso de peso, além de proteger o fruto das pragas do solo e das sujidades.

A framboesa tende a alastrar e invadir o solo circundante, espalhando-se para fora dos seus limites. Nas pequenas hortas poderá colocar um obstáculo que impeça a sua invasão, ou eliminá-las com a realização de sachas.

É necessária vigilância de modo a detectar possíveis ataques de afídeos, lagarta do escaravelho da framboesa. No Inverno realize um tratamento com calda oleosa.

Colheita da framboesa


Geralmente começa a produzir logo no primeiro ano, mas é ao 2 e ao 3º ano que começará a verificar melhores colheitas. Considera-se uma boa produção média, quando se alcança uma 7 a 10 Kg por cada 3 metros lineares de cultura.

A colheita exige muito cuidado de modo a não machucar o fruto, a framboesa é muito sensível  precisa de muito "carinho" na hora da apanha.
A frequência da colheita é determinante, minimiza a incidência das doenças e das pragas, além de dar menos oportunidade às aves.
A recolha é muito fácil, quando as framboesas estão maduras basta puxá-las ligeiramente e elas se soltam intactas. Quando o consumo não é imediato, não é recomendado a apanha dos frutos quando estes ainda se encontram húmidos.

Variedades de framboesas


Existem muitas variedades de framboesas, mas basicamente elas dividem-se em duas categorias: as remontantes (florescem várias vezes ao ano) e as não remontantes (florescem na Primavera).

Variedades Remontantes: Autumn Cygnet, Amira, Autumn Bliss, Heritage, Princess, Galant, Joan Squire, Ruby, Joan J, Summi, Erika, Polka, Porana Rosa, Fall Gold.

Variedades Não remontantes: Malling Gaia, Tulameen, Glen Moy, Malling Julia, Meeker, Glen Clova, Malling Leo, Glen Rosa, Glen Magna, Glen Lyon, Glen Ample, Glen Prosen, Chilliwack, Puyallup, Golden Queen (framboesa amarela).

A cultura de outros frutos silvestres 



Echeveria Purpusorum

Cultivo Echeveria Purpusorum
A Echeveria purpusorum é uma suculenta de crescimento lento, que pertence à família crassulaceae, subfamília sedoideae e gênero Echevéria. É originária do México (Puebla e Oaxaca), no seu habitat natural cresce em locais quentes e secos.

Forma uma roseta compacta, com folhas invulgarmente espessas e amontoadas, com aproximadamente 4 cm de comprimento e 2,5 de largura. A tonalidade pode variar do verde oliva escuro, verde acinzentado ou verde esbranquiçado e são pintalgadas por manchas castanhas avermelhadas.
As flores são vermelho alaranjadas e surgem num caule longo, de aproximadamente 20 m de comprimento.

Apesar do seu aspeto delicado e exótico Echeveria purpusorum não é nada difícil de cultivar, tal como acontece com a maioria das suculentas, uma rega regrada e um bom aporte de luz, são a base do sucesso.

Como cuidar a Echeveria Purpusorum


 Luz: A Echeveria purpusorum  aprecia o sol direto, apesar de suportar locais sombreados, mas quanto mais luz receber melhor irá crescer e exibir o seu contraste de cores. Não mude uma planta que esteja ambientada com menos claridade para um local de sol direto, isso provocará graves queimaduras foliares, faça-o de um modo progressivo até a planta se adaptar.

 Temperatura- No Inverno pode suportar geadas ligeiras, mas é preferível manter a suculenta num ambiente entre os 5 e os 10ºC

 Regas: É importante que o substrato seque entre cada irrigação, nunca deixe água acumulada sob o prato. A planta suporta longos períodos sem água, mas crescerá mais forte e bonita se receber a rega adequada. Reduza drasticamente as regas nos períodos frios.

 Transplante:  Deve ser realizado quando se verifica que o raizame está muito apertado, preferencialmente na estação quente. Geralmente são reenvasadas a cada dois anos, mas não é uma regra. Use um solo poroso que permita uma boa drenagem e facilite a evacuação da água, encontrará estas caraterísticas nos substratos indicados a cactos e suculentas.

 Fertilização: Esta suculenta precisa de pouca fertilização, mas em caso de necessidade forneça-lhe um adubo indicado a cactos e suculentas, entre a Primavera e o fim do Verão, mas em quantidades minimas.

 Cuidados: Remova as folhas secas ou estragas à medida que a planta cresce, com o cuidado de não danificar o caule, elas constituem um refugio para as pragas.

 Pragas e doenças: São sensíveis ao pulgão e aos bichos da conta (Oniscidea). É importante manter a planta num local bem arejado de modo a prevenir a incidência de pragas e doenças.

➢ Multiplicação: Não é muito fácil de enraizar, têm uma percentagem de sucesso inferior à maioria das suculentas, mas é possível fazê-lo por meio de estacas de folhas, estacas de caule ou por via de semente. Leia mais em: Como multiplicar suculentas

Jade de prata - Crassula arborescens

Cuidados da Jade de prata - Crassula arborescens
A Crassula arborescens subsp. undulatifolia, é uma suculenta suculenta resistente da família crassulaceae, originária da Africa do Sul.
Conhecida como jade de prata, é uma variante da tradicional planta de jade, que se destaca pelas pela ondulação das suas folhas azuis acinzentadas com uma camada cerosa, frequentemente contornadas com uma linha vermelho purpura.
Cresce na forma de um arbusto denso e compacto, com hastes robustas, uma característica que faz desta planta uma bela candidata para a elaboração de bonsais.

Como cuidar a Jade de prata


Condições favoráveis ao crescimento: Aprecia ambientes com boa ventilação e boa luminosidade, adapta-se a locais de sol pleno ou sombra parcial. Sendo que uma boa intensidade de luz realça a margem vermelho purpura do contornos das folhas. As crássula arborescens crescem bem em ambientes quentes ou frios, contudo geralmente não suportam temperaturas abaixo dos 5ºC. No período de repouso, a planta não deve ser submetida a temperaturas superiores a 13ºC.

Rega do Jade de prata : Quando estabelecida a jade ondulada é muito resistente à seca, regue-a apenas quando o substrato se apresentar seco. Tal como acontece com outras suculentas, o excesso de água pode ser fatal.

Cuidados : Uma poda de limpeza pode melhorar a saúde e a aparência da planta. Geralmente as plantas de jade precisam de pouca ou nenhuma fertilização, contudo se ela apresentar folhas pálidas ou com aspeto definhado, administre na Primavera um adubo indicado a cactos e suculentas.

Transplante: Caso necessário transplanta a suculenta na época quente. Use uma mistura indicada a cactos e suculentas. Na ausência desta, procure um subtrato rico em matéria orgânica e misture-o com areia lavada, é essencial que o solo apresente uma boa drenagem.

Multiplicação da jade de prata : A propagação da jade de prata geralmente é realizada por sementes semeadas na Primavera, estaca de caule ou apenas por estaca de folha, que enraízam facilmente numa cama de substrato arenoso. Leia mais em: Como multiplicar as suculentas

Pragas e doenças: As cochonilhas são uma das pragas mais recorrentes. Caracterizam-se pelo aparecimento amarelos-castanho ou pequeno pontos brancos com aspeto de algodão, que se alojam principalmente em torno do nó das folhas. Limpe a área afetada com um algodão embebido em álcool, em superfícies mais pequenas utilize um cotonete.

Floração da jade de prata: As inflorescência surgem entre a Primavera e Verão. As flores têm formato de estrela branca ou rosa, com 5 pétalas lanceoladas. Aós a polinização adquirem tonalidades acastanhadas.

Usos da jade ondulada: A jade ondulada é cultivada como planta ornamental, sendo principalmente usada em jardins resistentes à seca. É muito valorizada em jardins de pedra ou declives rochosos. É igualmente usada na decoração de varandas, jardineira, ou como planta de interior na beira de janelas ensolaradas.

Curiosidades da Jade de prata ondulada

Crassula ovata
 Planta de Jade-Crassula ovata 

Segundo a lenda chinesa, tal como acontece com a planta Jade Crassula ovata, a jade de prata também atrai dinheiro para casa se colocada na porta da frente da casa, quando colocada na porta traseira,
incentivará o dinheiro a sair.

Nomes populares: Jade encaracolado, jade ondulado, jade de prata, planta de dólar de prata, planta ou árvore de dinheiro, jade chinês.

Cultivo da fava

Cultivo e sementeira da fava
A faveira (Vicia faba) pertence à família das leguminosas e têm origem no Médio Oriente e chegou a Portugal pelo Norte de África. É uma hortícola anual herbácea, com porte ereto e pouco ramificado. Os caules são quadrangulares, fortes e parcialmente ocos, podendo atingir 120 cm de altura. Possui um sistema radicular aprumado e profundo..

A faveira floresce em dias curtos, exibe flores brancas, com pontos negros purpura e surgem agrupadas nos ramos laterais.
A fecundação das flores é cruzada, é feita principalmente por abelhas.
Os frutos consistem numa vagem aplanada, com 5 a 40 centímetros, dependendo da variedade, cada uma pode conter de 2 a 12 grãos.

Tal como as outras leguminosas a faveira estabelece uma relação simbiótica com o rizóbio, as suas raízes albergam estas bactérias capazes de fixar o azoto do ar e reduzem-no em formas mais assimiláveis pela planta. Esta simbiose também permite que a faveira possa ser utilizada como um adubo verde.

Condições favoráveis à cultura da fava


As favas adaptam-se a variados tipos de solos, mas prefere solos profundos com textura média, ricos em matéria orgânica e boa capacidade de retenção de líquidos. O pH ideal situa-se entre os 5,5 e 7,5. Têm tolerância moderada à salinidade e à acidez. Não convém cultivar favas no mesmo local por mais de dois anos seguidos.

Aprecia uma exposição solar direta, pelo menos algumas horas por dia. A fava gosta de frio, tolera temperaturas de 0ºC e geadas ligeiras. As temperaturas baixas extremas, podem queimar  a flor e parte da vegetação superficial.

É importante manter o terreno livre de ervas daninha, elas entram em competição com as faveiras , pelo nutrientes e pela água. As sachas e a amontoa devem ser realizadas na fase inicial da cultura, além de removerem as infestantes, permitem aliviar a compactação do solo e potenciar a circulação de ar pelas raízes.

Sementeira da fava


Em zonas temperadas a sementeira é feita no Outono, em zonas frias é recomendado esperar o fim do Inverno.
A densidade da sementeira ronda os 200 kg por ha, a semente deve ficar enterrada à profundidade de 3 a 5 centímetros, as linhas devem ser distanciadas 40 centímetros e 15 a 20 cm entre plantas.

A rega só deve acontecer se não chover, na falta de chuva tenha o cuidado de manter a terra ligeiramente húmida. A faveira resiste ao encharcamento temporário, em contra partida ela também se adapta a situações de seca, quando sofre de deficit hídrico ela acelera o ciclo cultural.

Pragas e doenças da fava 


Os afídeos (Aphis sp.) são a praga mais importante, principalmente durante a fase de floração, surgem com o tempo seco e quente.
As favas são frequentemente atacadas pelo pulgão negro, ele investe nas partes mais jovens e tenras das plantas, suga a seiva, atrofia-a a planta e pára a prolongação da parte vegetativa. Para evitar esta situação recorre-se à desponta, cortando as pontas dos ramos acima da penúltima flor. Este procedimento além de reduzir o ataque de afídeos, também canaliza a energia da planta para a formação de vagens fortes.
No modo ecológico poderá pulverizar a planta com uma infusão de urtiga, ou com calda de sabão
➢ Calda de sabão inseticida
➢ Preparação do chorume de urtiga)

Em épocas húmidas e chuvosas, podem aparecer doenças fúngicas como ferrugem, míldio, oídio e botriites. Em pequenas hortas poderá controlá-las com calda  de cavalinha ou com bicarbonato de sódio.
➢ Calda de cavalinha contra doenças fúngicas e insectos
➢ Fungicida natural de bicarbonato de sódio

Colheita da fava


A colheita das vagens faz-se no decorrer do mês de Abril até Maio, geralmente dá-se 85 a 240 dias após a sementeira, conforme a época de sementeira e as condições climáticas do local e a variedade. As vagens são colhidas quando se apresentam bem desenvolvidas e antes que o filamento lateral fique negro (chamado de unha negra), a melhor maneira é fazer uma colheita escalonada, à medida que as vagens enchem. Em Portugal existe um ditado popular que diz: "Maio as dá, Maio as leva".

Quando a finalidade é colher semente, deve-se deixar concluir o processo de maturação e esperar que a vagem seque. A recolha da vagem deve ser realizada pela manhã, de modo a facilitar o procedimento e evitar que elas se abram e libertem os grãos. Depois de colhidas e devidamente secas, as sementes devem ser guardadas em local escuro e seco até à data da próxima sementeira. Evite o ataque do gorgulho, levando a semente de fava à arca congeladora por uns dias, no minimo 48 horas, depois retire-a e guarde-a normalmente. A semente de fava com mais de ano, começa a perder capacidades germinativas.

As favas prestam-se à congelação assim como ao consumo em fresco. Apesar da principal finalidade do cultivo da faveira ser para a produção da sementes, as pontas da planta e as vagens pequenas e tenras também podem ser cozinhadas e consumidas como o feijão verde. Das favas secas, também se faz farinha que pode servir para fazer pão.

As variedades de favas mais cultivadas


Aqualduce: uma das variedades com maior produtividade, temporã, de vagem comprida com aproximadamente 35 a 40 cm, contendo 10 a 12 grãos.
➢ Algarvia:  temporã, rustica e resistente, de vagem larga e curta.
➢ Algarvia roxa: extremamente precoce e muito produtiva, vagem de tamanho moderado, grão grande e de cor roxo quase negro.
➢ Muchamiel:  precoce de alta produtividade, produz vagens de aproximadamente 20-22 cm de comprimento, com 6 a 7 grãos rugosos, muito saborosos e suculentos
➢ Fava de Sevilha: variedade muito precoce e produtiva, com vagens de 25 cm agrupadas aos pares.
➢ A assária: muito produtiva com numerosos afilhamentos, vagens medianas com 6 a 8 sementes.

Cacto Cabeça de Velho - Cephalocereus senilis

Cultivo do Cacto cabeça de velho - Cephalocereus senilis
O Cephalocereus senilis é vulgarmente conhecido como Cacto cabeça de velho e é nativo do México, mais concretamente no leste de Hidalgo. No seu habitat natural cresce em modo colunar ereto, ramifica-se apenas na base, atinge altura de 15 a 20 metros e 30 centímetros de diâmetro. Atualmente é pouco encontrado na natureza, sendo uma especie ameaçada pelo facto de ser muito coletado e usado para fins decorativos.

Destaca-se de outros cactos pelo facto de exibir pelos branco prateados e desgranhados, semelhantes a cabelo, que na verdade são espinhos modificados e servem de proteção conta a geada e o sol. Mas não se deixem enganar pelo aspeto macio, por baio dos cabelos escondem-se espinhos afiados.
As suas flores são noturnas, crescem em forma de funil, a sua coloração varia entre vermelho, rosa, amarelo ou branco, embora a planta não floresça até 10 a 20 anos de idade. Os frutos desenvolvem-se 3 a 4 semanas após a floração.

Cuidados com o Cacto cabeça de velho - Cephalocereus senilis


Ambiente: Aprecia climas quente e secos, mas suporta temperaturas frias, as plantas adultas  toleram temperaturas até -10, por períodos reduzidos.

Luminosidade:Requer muita luz solar, até porque ela estimula o crescimento dos seus longos cabelos.

➢ Solo: Exige uma mistura de solo que apresente uma boa capacidade de drenagem e que seja fértil.

Rega: Tal como a maioria do cactos necessita de pouquíssima água, deixe o substrato secar bem entre as regas. As plantas jovens são particularmente suscetíveis à podridão radicular

Adubação: No período de crescimento fertilize-o mensalmente com um adubo equilibrado indicado a cactos. Forneça-lhe cálcio, este elemento fortifica a planta e melhora o aspeto do cabelo. Poderá fazê-lo com adição de casca de ovo moída, saiba mais em: (Uso da casca de ovo nas plantas).

Pragas: É facilmente sujeito a ataques de ácaros e cochonilha, pelo que devem ser inspecionados freqüentemente , de forma a intervir rapidamente e prevenir ataques mais severos.

Propagação do Cacto velho - Cephalocereus senilis


O cacto velho é fácil de multiplicar a partir de estacas ou sementes.
Por via da sementeira, o processo é demorado, leva muito tempo até a muda adquirir o aspeto reconhecível de cacto. O procedimento da sementeira é realizado na primavera e deve ser feito em modo protegido. Semeia-se em substrato arenoso, coberto com um plástico ou chapa de vidro, com temperatura ambiente a rondar os 25º.
Por via das estacas, é um processo mais rápido e eficiente, sendo a Primavera e o Verão a melhor altura para o fazer. A estaca deve ser cortada e mantida em lugar sombreado e seco até cicatrizar. De seguida enterre a parte basal numa mistura arenosa e regue moderadamente até a nova muda apresentar o surgimento de algumas raízes.

Nomes comuns: cacto cabeça de velho, cacto velho, homem velho, velho do México, ancião, barba de velho.

Cultura do Mirtilo

Cultura do Mirtilo
O mirtilo Vaccinium corymbosum é um fruto silvestre, que cresce num pequeno arbusto,  originário da América do Norte e que pertence à família Ericaceae, a mesma dos rododendros e das azáleas. Foi introduzido na Europa na década de 80, mais precisamente em França, em Portugal a introdução da planta  deu-se em 1990, na região do Severo do Vouga, desde então a cultura têm vindo a crescer e a ganhar cada vez mais importância.

A  planta caracteriza-se como um arbusto de folha caduca,com ramificação vertical, folhagem verde intensa e densa. Alcança em média 1,5 a 3 metros de altura e largura e é  geralmente encontrado na forma moitas densas.
A época de floração dá-se de Maio a Junho, as flores são pequenas e formam campanulas invertidas de  tonalidade branca. Os frutos nascem em aglomerados de bagas azuis negras, revestidas com uma camada cerosa e amadurem gradativamente ao longo de várias semanas. Estes preciosos frutos destacam-se pelas suas inúmeras propriedades anti oxidantes e anti inflamatórias.

Condições favoráveis ao cultivo do mirtilo


O mirtilo é uma planta rustica de climas temperados,  com boa capacidade de resistência ao frio, sendo este essencial durante a fase da dormência. Não aprecia temperaturas demasiado altas no verão. O local de plantação deve ser escolhido deve receber luz solar direta e estar protegido dos ventos fortes. As áreas baixas que sejam suscetíveis às geadas precoces devem ser evitadas.

Uma das grandes particularidades desta planta é o facto de gostar de solos ácidos, com pH entre 4,5 a 5,5. Valores superiores, podem provocar o aparecimento de carências férricas. Se o solo não apresentar o pH adequado poderá acidificá-lo com material em decomposição, turfa, casca de pinheiro e limalha de ferro.

Os mirtilos apreciam solos arenosos, leves, ricos em matéria orgânica e com boa drenagem. Os solos argilosos devem ser evitados. Um bom aporte de matéria orgânica, é uma mais valia, visto que aumenta a porosidade, o arejamento e a drenagem do solo, disponibiliza micronutrientes e ajuda a manter o pH equilibrado.

Dificilmente resistem ao excesso de água resultante da má drenagem, mas o problema poderá ser ultrapassado com a plantação em camalhão e a abertura de balas entre as linhas. Mas apesar desta condição, são muito exigentes em água e este é um fator limitante à cultura. A planta do mirtilo não têm pelos radiculares, um facto que o deixa particularmente sensível ao stress hídrico. A água deve ser distribuída uniformemente, de modo a manter o solo  permanentemente húmido à volta das raízes mas sem exageros.

É recomendada a plantação de pelo menos duas plantas de mirtilo, com a finalidade de potenciar a polinização cruzada e deste modo melhorar a produção e a qualidade dos frutos.
O espaçamento deve respeitar  0,75 a 1,00 m. entre plantas e 2,75 a 3,00 m. entre linhas, esta variação depende do vigor das variedades escolhidas.

O cultivo do mirtilo em vaso é uma prática comum, os recipientes devem ser largos e profundos, no minimo 50 cm de profundidade e o mesmo de largura. É importante colocar uma camada de material drenante no fundo, de modo a prevenir o encharcamento, o substrato pode ser uma mistura de casca de pinho com turfa. A raiz da planta de mirtilo sai pelos buracos dos vasos e tende em agarrar-se ao solo, pelo o que é necessário rodar o vaso de modo a não permitir o alargamento das raízes.

Manutenção do mirtilo


Controle de infestantes: É importante controlar a ervas daninhas, a planta de mirtilo têm as raízes pouco profundas e é facilmente afetado pela competição de nutrientes e água com outras plantas. A cobertura do solo com material vegetal como casca de pinheiro ou palha é uma das soluções, poupa mão de obra, mantém o solo limpo e reduz a evaporação de água, em áreas extensas é aplicada tela.

Colheita do mirtilo: Geralmente a maturação das bagas coincide com o Verão, em Portugal  são colhidas entre Junho e Agosto, dependendo da variedade. A apanha do mirtilo é feita de forma manual, as bagas são colhidas uma a uma de um modo gradual, porque não amadurecem de um modo uniforme.

Poda do mirtilo


A poda do mirtilo não se afasta muito da técnica aplicada a outras especies, realiza-se em função da idade da plantação e do vigor. Deve ser realizada na fase de dormência, ou seja no inverno, preferencialmente antes de as gemas incharem e antes da planta iniciar o período de floração.
 Numa fase inicial realiza-se a poda de formação, que consiste na eliminação ramos cruzados, secos, mal formados e os que  cresçam para o interior da planta, com o objetivo de abrir o interior do arbusto e permitir a entrada de luz e um bom arejamento.
 Em plantas maduras, retiram-se pela base os ramos com 4 ou mais anos. Retiram-se ramos inteiros com a finalidade de facilitar o arejamento e a iluminação no interior da planta. Cortam-se as pontas finas.

Finalizado o processo da poda, realize um tratamento de Inverno com produtos à base de cobre como calda bordalesa (Preparação da calda bordalesa), de modo a prevenir a incidência da doenças fúngicas durante o período vegetativo da planta. Este procedimento é fundamentável para para a saúde da planta e para uma boa produção.

Propagação do mirtilo


A propagação do mirtilo faz-se por meio de estaca ou de semente, sendo a multiplicação por estaca a mais indicada porque permite obter mudas idênticas à planta selecionada. A operação deve ser realizada na época de dormência, depois da planta perder as folhas. O material deve ser recolhido de plantas plantas saudáveis, em bom estado sanitário, sendo escolhidas as estacas dos ramos jovens.

Geralmente a planta de mirtilo frutifica 2 a 3 anos após o plantio, mas demora aproximadamente 6 a 7 anos até alcançar a sua produtividade máxima. Geralmente a partir do 7º ano, uma plantação de mirtilo bem gerida pode produzir na ordem das 9 toneladas por hectare.

Uma planta de mirtilo têm uma longevidade média de 15 a 20 anos, conforme  as  variedades escolhidas e os cuidados na sua manutenção.

Nomes comuns: mirtilo, arando, blueberry (inglês), myrtille (francês), arándano (espanhol)

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