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Lepra dos pessegueiros - (Taphrina deformans)

Lepra dos pessegueiros  (Taphrina deformans)
A Lepra dos pessegueiros é uma doença que pode causar sérios danos aos pessegueiros. É causada por um fungo (Taphrina deformans), que ataca as partes verdes da árvore (ramos e folhas), em cultivares mais sensíveis pode também atingir as flores, os frutos e a parte terminal de alguns ramos.
A doença afeta amendoeiras e quase todas as variedades de pessegueiros sendo as nectarinas (pêssegos carecas) as mais susceptíveis.

Ciclo biológico do fungo da lepra do pessegueiro


O fungo (Taphrina deformans) hiberna sob a forma de ascósporo na rugosidade da superfície dos ramos ou nas escamas dos gomos. A infeção manifesta-se na abertura dos gomos foliares, em Primaveras frias e húmidas, com humidade relativa superior a 95% e quando as temperaturas oscilam entre os 9 e os 26º C, sendo a temperatura ótima de 20ºC. O desenvolvimento cessa quando o tempo se torna mais quente (acima dos 26º C) e seco.

Os ataques são facilmente reconhecíveis pelas áreas avermelhadas, aspeto enrolado e deformado  das folhas. Geralmente as folhas afetadas acabam por cair e os gomos dão origem a novas folhas, um processo que acaba por enfraquecer a árvore. Por vezes os próprios gomos terminais também são atingidos, apresentam-se curtos, enrolados, adquirem uma cor cor verde amarelada e acabam por secar. No ano seguinte a frutificação pode ser seriamente prejudicada.
As flores afetadas geralmente abortam e acabam por tombar, as que não caem acabam por dar frutos de aspeto rugoso e descoloridos.

Tratamento e prevenção da lepra dos pessegueiros


O tratamento da lepra dos pessegueiros é mais eficaz se for realizado precocemente, com caldas à base de cobre (Calda bordalesa). Veja como a fazer em casa: Utilidades e preparação da Calda bordalesa 
Realize o primeiro tratamento nos fins do Outono, quando a maioria das folhas tiverem caído.
O segundo tratamento realiza-se no fim do Inverno, aos primeiros sinais de inchamento dos gomos, quando se consegue ver no cume do gomo uma ponta verde avermelhada (sinais das primeira folha). Nesta fase efetue uma aplicação de calda bordalesa, mais tarde quando a vegetação já estiver em curso trate com enxofre, pois o cobre é fitotóxico à parte vegetativa do pessegueiro.

Há quem use uma calda com sumo de limão, referenciando-a como uma tratamento eficaz contra a lepra. É usado o sumo de um limão em 10 litros de água e pulveriza-se as folhas do pessegueiro.

A calda de cavalinha é outro tratamento usado pelo povo contra a lepra. Sabe-se que esta planta têm propriedades uteis no tratamento de diversas doenças e pragas. Leia mais sobre: Cavalinha contra doenças fúngicas e insectos.
Use 500 gr de cavalinha seca ou 2,5 Kg de cavalinha verde e coloque de molho em 5 litros de água. Deixe a macerar por 2 dias. Coe e dilua cada litro do preparado em 10 litros de água. Pulverizar desde o inchamento dos gomos até ao inicio da floração.

Os tratamentos referidos acima são permitidos em agricultura biológica, contudo existe uma serie de produtos comerciais que se podem utilizar, mas fica sempre a duvida em relação aos possíveis resíduos que possam apresentar. 

Cultura da mangueira (Mangifera indica)

Cultura da mangueira (Mangifera indica)
A mangueira (Mangifera indica) é uma árvore de fruto que pertence à família Anacardiaceae e ao gênero Mangífera.
É uma árvore vigorosa nativa das florestas do Sul e Sudeste da Asia, é considerada a maior frutífera do mundo, chega a ultrapassar os 30 metros de altura.

As folhas são perenes, medem ente 15 a 35 centímetros de comprimento por 6 a 16 centímetros de largura.  As flores são diminutas e estão dispostas em inflorescências.
O fruto apresenta forma ovoide, fica suspenso na árvore num longo pedúnculo.

Condições favoráveis ao cultivo da mangueira


A mangueira é uma árvore tropical, aprecia climas quentes com estações bem definidas para se desenvolver e frutificar convenientemente. Temperaturas muito elevadas (acima dos 36ºC) e temperaturas frias (abaixo dos 10º), prejudicam o crescimento e desenvolvimento e produção da manga. As temperaturas ótimas situam-se entre os 20 e os 29ºC. Contudo também se desenvolvem em climas frios, desde que sejam tomados alguns cuidados (A minha experiencia do cultivo da manga em Portugal).

Pode ser plantada em vários tipos de solos, desde que apresentem boa drenagem, mas encontra as condições ideais nos solos profundos, areno argilosos com fertilidade média e pH situado entre 5,5 e 7,5. Os solos sujeitos ao encharcamento devem ser evitados, ele é um dos principais inimigos da mangueira, leva ao apodrecimento das raízes e consequente morte da planta.

Práticas culturais da mangueira


Plantação da mangueira: A correção deve ser realizadas em base à analise de solo. A cova deve ser aberta com dimensão de 50x50x50. A terra de plantio deve ser misturada com estrume de curral bem curtido.  Caso opte por usar adubação química, incorpore um adubo com baixo teor de azoto (N), alto teor em fosforo (P),  potássio (K) e rico em micronutrientes. Coloque metade da mistura da terra no fundo da cova, ajuste o torrão da planta de mangueira no centro e aconchegue com o restante solo, tendo o cuidado de não ultrapassar a base do colo da árvore. Crie uma caldeira à volta da pequena árvore e regue generosamente.

Rega da mangueira: Quando jovem regue a mangueira regularmente, depois de adulta regue-a sempre que ela se apresentar seca. Durante o desenvolvimento dos frutos é recomendado regas regulares, de modo a permitir um bom desenvolvimento das mangas e prevenir a sua queda. Durante a floração evite molhar a folhagem da mangueira se ela necessitar de rega, dirija a água diretamente ao solo.

Adubação da mangueira: Forneça um fertilizante equilibrado em macro e micronutrientes. As quantidades de adubo deverão ser gradualmente aumentadas em função do tamanho da árvore. Se recorrer a um adubo químico escolha um que em que o teor de potássio (K) seja sensivelmente o dobro do teor de azoto (N).

Poda da mangueira: O objetivo da poda na mangueira é permitir uma bos distribuição dos ramos e manter o crescimento vegetativo equilibrado. A árvore deve ser aberta de modo a permitir a entrada dos raios solares e proporcionar uma boa aeração. Elimine os ramos muito tumultuados e os ramos do centro da copa, de modo a permitir a entrada do sol no interior da mangueira. Esta etapa deve ser feita antes do florescimento. Depois da poda dos ramos, pincele a zona de corte com uma pasta à base de cobre ou até mesmo com tinta látex.

Flor de manga - mangueira
Flor de mangueira
Floração da mangueira: Após a aberturas das flores a mangueira aprecia pelo menos 15 dias de sol. A chuva no período de florescimento é extremamente limitante, dificulta a polinização da flor e favorece a incidência de doenças fúngicas sobre as panículas florais. Pulverize a mangueira antes da abertura da flor com calda bordalesa, de modo a prevenir a incidência das doenças fúngicas, que atuam sobre os ramos florais e prejudicam o vingamento dos frutos.

Colheita da manga:O amadurecimento do fruto é condicionado pelo clima, quando mais quente mais rápido é o processo. O período de desenvolvimento do fruto varia de 120 a 150 dias, da floração à colheita, regra geral as mangas apresentam-se maduras quando adquirem a coloração rosada ou amarelada dependendo da variedade. As mangas podem ser colhidas ainda verdes e colocadas a amadurecer em local protegido da chuva e do sol com temperaturas a rondar os 18 e os 20º C.

Desfolha da mangueira: A desfolha é praticada com a finalidade de aliviar o sombreamento nos frutos, eliminar algumas folhas permite o contato do sol com as mangas. Esta técnica melhora a qualidade e coloração dos frutos,porém  deve ser realizada com equilíbrio, principalmente do lado da copa mais sujeito ao sol, sob o risco de causar a queima dos frutos.
Nas regiões mais quentes onde as mangas ficam suscetíveis à queima provocada pelo sol forte, os produtores utilizam a técnica de pulverizar a fruta com cal dissolvida em água, que serve como protetor solar.

Limpeza do solo: Mantenha as ervas daninhas afastadas do tronco da mangueira, criando um um circulo limpo de pelos menos um metro de raio. O objetivo é evitar a competição pelos nutrientes e afastar algumas pragas que poderiam se hospedar no meio das plantas invasoras.

Principais doenças da mangueira: Dento das doenças mais comuns da mangueira, destacan-se a antracnose, oídio, fusariam, seca da mangueira (Ceratocystis fimbriata) e mancha angular bacteriana. A mosca da fruta é a principal praga, deposita os ovos no fruto, posteriormente desenvolvem-se larvas que provocam a destruição dos frutos. É possível minimizar o ataque com algumas medidas naturais, leia mais em: Armadilhas para eliminar a mosca da fruta

Cultivo da manga em vaso


A mangueira também pode ser cultivada em vaso, desde que este tenha pelo menos a capacidade de 50 litros de terra, que sejam apresentadas boas condições de drenagem e fornecida uma adubação equilibrada.
➢ Coloque material drenante no fundo do vaso de modo a facilitar o escoamento da água, coloque uma camada de um bom composto orgânico e posicione a mangueira no centro.
➢ Aconchegue a planta com o resto do composto até à base do caule, pressione com as mãos e regue generosamente.
➢ Proteja a planta com uma camada de mulching, sem o chegar demasiadamente ao tronco.
➢ A atenção com a rega deve ser redobrada, regue a planta regularmente nas fases de maior calor e reduza no Inverno.
➢ Mantenha o vaso em local ensolarado, com pelo menos 6 horas de sol diárias.
➢ Forneça, um adubo equilibrado com macro e micronutrientes. Faça-o regularmente, em média uma vez por mês, durante a fase de calor.
➢ Pode a mangueira no fim do Inverno, antes de se iniciar a floração, de modo a manter o tamanho da pequena árvore proporcional ao vaso.

Multiplicação da mangueira


A propagação é feita por semente ou por enxertia, contudo a segunda opção é a mais viável, a enxertia garante as qualidades da planta mãe e geralmente ao segundo ano ela já produz frutos.

Obter uma planta de manga a partir da semente é um processo muito demoroso, uma mangueira produzida neste modo leva aproximadamente 7 ou mais anos a produzir, sendo que os frutos podem sair com características diferentes da planta mãe.
O procedimento é simples, depois de retirara a polpa da manga lava-se a semente e seca-se à sombra por um ou dois dias. Com ajuda de objeto rígido retira-se a amêndoa que se encontra no interior. A seguir é posta a germinar em areia humedecida ou em algodão molhado. Após a germinação transfere-se para um vaso com uma mistura de terra vegetal e estrume de curral bem curtido.

Algumas variedades de mangas


➢ Tommy Atkins: O fruto é médio a grande, com aproximadamente 400 a 700 gr, casca espessa e resistente, de cor amarela a vermelho purpura. A semente é pequena e monoembriônica. A polpa é de excelente sabor, firme, suculenta e pouca fibra. Arvore vigorosa com produção regular, precoce a meia estação, relativamente resistente à antracnose.
➢ Keitt: Os frutos são grandes 700 a 900 gr, cor verde amarelado corado de vermelho rosáceo. Polpa amarelo intenso, livre de fibras. Semente pequena e poliembriônica. É relativamente resistente ao míldio e à antracnose. Árvore muito produtiva, relativamente resistente à antracnose e maturação tardia.
➢ Kent: Os frutos são grandes 600 a 750 gr, ovalados, a casca é verde clara amarelada, tornando-se avermelhada, quando madura, e de maturação tardia; polpa amarelo-alaranjada, doce, sem fibra, aromática e sucosa. Semente pequena e monoembriônica. Árvore vigorosa e produtiva
➢ Haden: Frutos médios 400 a 600 gr, cor amarela rosada. Polpa doce amarelo alaranjado livre de fibras. A semente é pequena e monoembriônica. Planta muito vegetativa, sensível à antracnose e à seca da mangueira (Ceratocystis fimbriata). Produção precoce a meia estação.
➢ Van Dyke: Os frutos são médios 300 a 400 gr, a casca é amarela com manchas vermelhas. Polpa muito doce e firme e semente pequena. Árvore muito produtiva, maturação de meia estação
➢ Surpresa: Frutos médios a grandes 400 a 600 gr de cor amarelo intenso. Polpa amarela muito doce e sem fibras. Arvore muito produtiva relativamente resistente à antracnose. Maturação de meia estação a tardia.

Cultura da Pitangueira

A pitangueira (Eugenia uniflora) é uma árvore de fruto nativa da mata Atlântica  do Brasil, que pertence à família Myrtaceae, a mesma do araçá, goiaba, escova de garrafa e do eucalipto, entre outras. Apesar de ser tipicamente brasileira, ela pode ser encontrada em outras partes do globo, como: vários países da América do Sul, América Central e América do Norte, em Africa e Portugal (Madeira).

As folhas são persistentes, opostas, pequenas, coriáceas, ovais acuminadas. São avermelhadas quando jovens e vão gradativamente ficando verdes à medida que crescem. Quando pressionadas exalem um aroma característico. Na tradição popular o chá de folhas de pitangueira é usado pelas suas qualidades terapêuticas.São principalmente utilizadas para combater a febre, gripes, diarreia, gota e reumatismo.
 Apresentam propriedades anti inflamatórias, antifúngicas, digestivas, hipotensoras, antitumorais, analgésicas, entre outras.

Flor de pitangaAs flores da pitangueira são brancas, portam muitos estames e atraem os insetos polinizadores, podem surgir uma ou mais vezes ao ano, dependendo maioritariamente do clima e da região. Do inicio da floração até à maturação do fruto decorrem cerca de 30 dias.

As pitangas, também chamadas de cereja brasileira, são pequenas e doces, apresentam uma drupa carnosa, a casca geralmente vermelha, mas existem variedades roxas e negras. São ricas em vitamina A e C, complexo B e cálcio, ferro e fósforo. São consumidas em fresco, na preparação de doces e geleias, licores e sumos.

Condições favoráveis ao cultivo da Pitangueira


Condições ambientais: A pitangueira aprecia ambientes climas quentes, contudo tolera o frio até 0º, com -1ºC sofre paragem de crescimento. As temperaturas ótimas situam-se entre os 23 e os 27ºC.
Requer sol pleno e um ambiente com humidade média a alta, entre os 70 e os 80%. Necessita
Não suporta vento forte, ele potência a queda das flores em detrimento da frutificação.

Aprecia solos leves, profundos, férteis, enriquecidos com matéria orgânica e húmidos mas com uma boa capacidade de drenagem. Não gosta de solo alcalinos, o ideal é o pH entre os 6 e os 6,5. Não tolera a salinidade ou a estiagem prolongada.

Como cuidar a pitangueira


Como plantar a pintangueira: A melhor altura de plantação é no Outono e no Inverno. Abra uma cova com o dobro do tamanho do torrão da planta. No fundo da cavidade é colocado estrume bem curtido, que deve ser coberto com uma camada de terra antes de colocar o torrão. Depois de colocar o torrão, aconchegue com o resto da terra e forme uma caldeira à volta da planta. Regue generosamente de modo a acomodar a raiz da pitangueira.

Adubação da pitangueira: A adubação é realizada anualmente com o acréscimo de estrumes bem curtidos, composto, adubo verde ou farinha de ossos, sob a copa duas vezes ao ano. Exigências nutritivas: 1:1:1 (N:P:K). Mantenha a base da pitangueira livre de ervas daninhas, de modo a estas não competirem com os nutrientes.

Propagação da pitangueira: O método de multiplicação mais usual é por via da sementeira. As sementes têm um bom poder germinativo, mas levam aproximadamente 2 meses a germinar. Todavia a enxertia é o melhor meio de obtenção da nova planta, ela garante a variedade e a qualidade da muda.

Poda da pitangueira: A planta é capaz de resistir a podas intensas e frequentes, contudo quando exagerada ela compromete a frutificação seguinte. Corte os ramos indesejáveis, fracos ou secos. Realize a poda da planta de modo a permitir uma boa entrada de luz. A melhor altura é o inicio da Primavera.

Rega: Nas épocas quentes regue com frequência e com generosidade, principalmente na altura da plantação, da floração e frutificação. A pitangueira aprecia uma boa humidade do solo, mas sem encharcamento.

Pragas e doenças: Uma das principais pragas da pitangueira é a mosca da fruta. A fêmea deposita os ovos no fruto, após alguns dias nasce uma larva que se alimenta da polpa e torna o fruto improprio ao consumo.
Outras das pragas recorrentes são a broca e a cochonilha, devem ser vigiadas e controlada logo no inicio do aparecimento.
Também são testemunhadas a presença de formigas, porém quando existem geralmente elas são indicativas da presença de outras pragas. Veja aqui alguns métodos de controle: Como acabar com as formigas
Quanto às doenças, a ferrugem é uma das mais comuns, apesar de pouco incidente.

Pitangueira em vaso: O diâmetro do vaso é que vai determinar o tamanho da pitangueira, quanto maior o tamanho mais a planta cresce, contudo é recomendado um vaso com pelos menos 50 litros de capacidade. É imperativo colocar o vaso num local ensolarado. A terra deve ser enriquecida com composto orgânico, devendo este material ser reposto todos os anos. A rega deve mais vigiadas, o solo deve ser mantido húmido mas sem encharcar.

Curiosidades da pitangueira


Quanto tempo demora a pitangueira a dar fruto? O inicio da frutificação depende de vários factores, porém a normalidade circunda os 3 anos após o plantio.

É possível plantar Pitanga em Portugal? A pitangueira é muito cultivada na Madeira, em Portugal, como árvore de frutos e como planta ornamental. Mas é uma especie ainda pouco divulgada no Continente e ao contrário de outras árvores de fruto exóticas ela não têm tido muita oferta nos viveiros. Contudo já há relatos positivos de árvores que frutificam com sucesso.

Madeira da pitangueira: A madeira desta  árvore de fruto é usada na fabricação e como complemento de ferramentas e instrumentos agrícolas.

Nomes populares: Pitanga, pitangueira, cereja do Brasil, cereja brasileira, pitanga do mato, cereja de Suriname.

Fotos pixabay 

Cultivo do medronheiro

Cultivo do medronheiro o arbusto do medronho
O medronheiro (Arbutus unedo) conhecido também por ervedeiro é um arbusto frutífero ou ornamental, que pertence à família Ericaceae, a mesma dos mirtilos e das azáleas, entre outros. É nativo da região mediterrânica, Europa Ocidental e algumas zonas do Sul da Irlanda. Em Portugal encontra-se em todo o continente, porém é no Algarve que se encontra a maior concentração, principalmente nas serras do Caldeirão e Monchique.

Apresenta um porte arbustivo ou arbóreo, com copa arredondada e irregular. As folhas são persistentes, verdes, simples, alternas, de 6 a 10 cm, coriáceas lanceoladas ou oblongas, com borda serrada e com um brilho ceroso na página superior.

O medronheiro têm um ciclo fora do habitual, a floração ocorre ao mesmo tempo que a frutificação, sendo os dois coincidentes com o Outono/Inverno. O fruto leva entre 10 e 11 meses a amadurecer.

As flores são muito decorativas, estão dispostas em panículas, com pequenos cálices, corola branca levemente rosada com 5 lóbulos, são hermafroditas, são maioritariamente polinizadas por abelhas. O fruto (medronho) é redondo com superfície granulosa, com aproximadamente 2 cm de diâmetro, inicialmente é verde, posteriormente passa a amarelo e quando atinge a maturação adquire tonalidade vermelha. A colheita do medronho começa em Outubro e estende-se ao inicio do Inverno. 

Condições favoráveis ao cultivo do medronheiro


Têm uma grande capacidade de resistência e particularmente promissora no impacto ambiental, resiste à secura do solo e do ar, assim como às temperaturas elevadas do Verão. Têm igualmente uma forte capacidade de regeneração, é uma das primeiras plantas a brotar após um incêndio, consegue rebentar a partir das raízes e volta a ficar apto à produção após 2 a 3 anos.

O medronheiro é um arbusto rustico que cresce bem na maioria das terras, até mesmo solos pobres  deteriorados ou com salinidade. Porém aprecia solos ricos em matéria orgânica com pH ácido.

Requer muita luz natural e obtêm melhores resultados quando cultivado em pleno sol durante todo o ano. Subsiste bem às oscilações climáticas, resiste à geada e temperaturas altas, contudo prefere climas suaves. Suporta a poluição atmosférica, a exposição marítima e o sombreamento.

Manutenção do medronheiro


Forneça matéria orgânica à planta: O medronheiro não é uma árvore muito produtiva, porém o acréscimo de matéria orgânica permite proporcionar produções mais regulares. Faça uma cobertura em torno da árvore com matéria vegetal, evitando encostá-la ao tronco.

Rega do medronheiro: Necessita de poucos recursos hídricos, mas beneficia com uma rega regular. Na fase inicial de crescimento, necessita de ser regado com mais frequência e de forma mais abundante. À medida que se vai desenvolvendo, vai necessitando de menos água. O medronheiro é uma planta resistente que consegue sobreviver aos períodos de seca.

Poda do medronheiro: A planta têm tendência em se ramificar desde baixo mas é possível podar os ramos baixos e deste modo consegue-se a formação de um tronco limpo. É recomendado desbastar copas demasiadamente densas em que a entrada de luz é dificultada, devem ser retirados os ramos doentes e fracos ou que apresentem flores secas. Deve ser efetuada em medronheiros que já tiverem alguns anos e se apresentem muito altos e desprovidos de folhas na sua base. A poda deve ser realizada após a época das geadas.

Propagação do Medronheiro: A multiplicação do medronheiro é geralmente feita por via da semente, estaquia ou mergulhia. Apesar do método da sementeira ser o método preferidona  propagação do medronheiro, é de salientar que as sementes apresentam uma taxa de germinação baixa, cerca de 20%. A semente  precisa de várias semanas de frio para germinar. Uma das possibilidades é colocá-la no frigorifico entre os 3 e os 5ªC por 2 ou 3 meses antes de a semear.

Colheita do medronho: O medronheiro leva aproximadamente 5 a 6 anos a frutificar, contudo existem algumas práticas que podem acelerar este tempo. Uma árvore produz em média 10 a 20 Kg por ano. A melhor maneira de consumir o medronho é ao natural, diretamente da árvore.

Curiosidades do Medronheiro


Existe a crença de que os medronhos embebedam, mas não passa de um mito. Segundo um artigo publicado pela Universidade de Coimbra, esta afirmação é falsa. Esta resposta é sustentada em base num estudo realizado pelo investigador Jorge Canhoto. Leia o artigo aqui: Comer medronhos não embebeda, beber aguardente sim

O medronheiro é cultivado principalmente pelo seu fruto, para a a produção de aguardente de alambique, mas presta-se igualmente à elaboração de licores, vinagres e compotas. Também têm grande interesse para o consumo em fresco, devido às suas qualidades medicinais, que permitem combater os radicais livres, responsáveis por várias doenças degenerativas, além disso melhora a saúde dos ossos e controla os níveis de colesterol.

A planta medronheiro utiliza-se igualmente para a produção de mel, sendo que o néctar das suas flores dá um sabor característico ao mel.

As folhas e as cascas do medronheiro possuem taninos que são utilizados na curtição das peles. A madeira também é manuseada e torneada, além de ser um excelente combustível.

O medronheiro é uma espécie tolerante ao sal, sendo uma boa opção na criação de barreiras nas zonas costeiras. Além disso as suas grandes raízes ajudam a estabilizar a terra.

Nomes populares: medronho, medronheiro, ervedeiro, ervodo, ervedo, arvore do morango, strawberry tree (inglês), madronho (espanhol).

Cultivo do Melão

Cultivo do Melão
A planta do melão, o meloeiro (Cucumis melo) é uma planta trepadeira anual, provavelmente originária do Oriente Médio, que pertence à família  cucurbitaceae, a mesma da melancia, da abobora, pepino, courgette, entre outros.

O meloeiro uma planta herbácea, o seu sistema radicular é aprumado, sendo que a raiz pivotante chega a alcançar um metro de profundidade, embora a maioria das suas raízes se apresentem nos primeiros 30 a 40 centímetros superficiais do solo.

A planta do melão têm flor macho e fêmea, as flores masculinas e femininas nascem separadamente na mesma planta. A fecundação das flores do meloeiro dá-se pela polinização cruzada, uma tarefa  facilitada pela ação das abelhas que transportam o néctar de umas plantas para outras. Uma polinização adequada garante um aumento na qualidade das sementes e dos frutos produzidos, mas o processo tem sido afetado pelo emprego intensivo de insumos químicos indicados ao controle de pragas e doenças, contudo é possível optimizar o processo com a polinização manual. As flores femininas reconhecem-se pela existência de um entumescimento na parte inferior, que faz lembrar um pequeno melão.

Condições favoráveis ao cultivo do melão


Desenvolve.se bem em climas secos, quentes, com boa luminosidade, exige ser cultivado em pleno sol. A temperatura ideal da cultura do melão situa-se junto de 25 e os 32ºC, embora possa crescer confortavelmente dentro de 18 e os 35ºC. É muito sensível à geada e ao frio.
Durante a maturação dos frutos é vantajoso um clima quente e seco, pois o frio, a humidade do solo e do ar conduzem a frutos aguados, com menor teor de açúcar.

Adapta-se a vários tipos de solos, mas prefere solos ricos em matéria orgânica, leves, soltos e bem drenados. O encharcamento pode causar a asfixia radicular e o apodrecimento dos frutos. P pH deve situar-se nos 6,7 e 7,0.

Sementeira e plantação do melão


Sementeira do melão

➢ Geralmente a sementeira direta é realizada desde Abril a Maio, altura em que já não há risco das geadas tardias. Limpe e areje a terra em profundidade, incorpore estrume ou composto bem curtido. Regue a terra antes de semear, as sementes precisam da humidade para germinar, mas sem exageros. A germinação dá-se entre 3 a 10 dias, dependendo das condições climáticas.
➢ A sementeira pode ser realizada em covas ou regos. O espaçamento varia de 0,50 a 1,00 m. entre plantas e 2 m. entre linhas, dependendo da variedade e fertilidade do solo.
Coloque  2 a 3 sementes por cova, à profundidade de 2 a 5 cm. Após a germinação elimine as mais fracas e deixe apenas a mais vigorosa. Contudo se a semente for de qualidade superior e apresente uma boa taxa de germinação, coloque apenas uma por cova.
➢ É possível antecipar a plantação recorrendo à sementeira em pequenos recipientes ou tabuleiros apropriados, que são colocados em local protegido até à plantação. Esta técnica permite ter um melhor control sobre as condições climáticas, temperatura e humidade. O processo é bastante simples, basta colocar 1 semente em cada cavidade e cobrir com 1 cm de terra.

Plantação do melão

➢ As pequenas mudas estarão prontas ao transplante quando se apresentarem bem enraizadas, atingirem 3 mm de espessura, 3 a 4 cm de altura e criarem a 3ª folha definitiva, geralmente o processo dá-se dentro 20 a 45 dias após a germinação. Na hora do plantio segue-se as mesmas condições da sementeira direta, ao invés da semente coloca-se a muda do meloeiro.
➢ No local definitivo é possível plantar as pequenas plantas sobre uma cama protegida com plástico preto perfurado ou tela. Esta prática têm quatro vantagens importantes: não deixa criar ervas daninhas, mantém a temperatura do solo mais estável e evita a evaporação da água, permitindo manter a humidade do solo por mais tempo e evita o contacto do fruto com o solo.

Cuidados com a cultura do melão


Após o plantio do melão é favorável cobrir a plantação com manta térmica, apenas no inicio do desenvolvimento da cultura, ela possibilita um ambiente estável às pequenas plantas, chega a aumentar a temperatura em 3ºC  e ainda protege a cultura das pragas aéreas.

A cultura do melão requer irrigações regulares e controladas, sem exageros, o melão não aprecia água em demasia, além disso o excesso leva os melões a gretar. A rega deve ser realizada de modo a evitar molhar as folhas, a humidade sobre a folhagem facilita o desenvolvimento das doenças fúngicas. Evite regar o melão 3 dias antes da colheita, isso favorecerá a doçura dos frutos.

A planta do melão ocupa muito espaço, mas pode ser "capada", deste modo ela é limitada no seu crescimento em comprimento e favorece a produção de mais hastes. Se o meleiro desenvolver um grande numero de frutos, é possível realizar uma monda, retire-os quando eles apresentam o tamanho de uma noz, mantendo apenas um pequeno melão por haste. Esta técnica permite que a planta conduza a energia para um menor numero de frutos, melhorando significativamente a qualidade dos mesmos. 

Evite o contacto direto do melão com o solo, este meio facilita a ocorrência de doenças fúngicas e de algumas pragas. Na falta de cama , poderá colocar uma base de palha, um pedaço de madeira ou uma telha sobre o melão. Poderá igualmente girar regularmente o melão de modo a reduzir o seu tempo de contato com o solo. 

Colheita do melão 


Da sementeira até à colheita decorrem entre 3 a 5 meses, dependendo da temperatura, luz e variedade escolhida. É difícil determinar quando o fruto está completamente maduro, mas geralmente nesta fase apresentam uma coloração mais intensa. Ao colher o melão procure fazê-lo pela manhã e deixe-o com aproximadamente 2 cm de talo, este procedimento facilitará a sua conservação.

O melão continua o processo de amadurecimento após a colheita, porém não atinge a doçura e a qualidade de um fruto amadurecido na planta.

Cultivo do melão em Portugal


Supõe-se que o melão tenha sido introduzido na Península Ibérica pelos Árabes. Portugal dispõe de boas condições para a produção de melão, têm clima e solo adequados. As zonas geográficas que apresentam maior expressão no cultivo do melão são no Sul do país, Ribatejo e Alentejo, embora também se façam produções do mesmo na região Norte. O processo de apanha dá-se desde o finais do mês de Junho até Outubro, mas é no período de Julho e Agosto que os produtores dão maior escoamento ao melão. Apesar das boas condições ambientais e da boa qualidade dos frutos nacionais, Portugal não é auto suficiente e importa grandes quantidades de melões do exterior, principalmente da Espanha.
Os cultivares de melão mais comuns em Portugal são o branco do Ribatejo, o casca de carvalho, o amarelo e o pele de sapo.

Pragas e doenças do melão


É sensível a diversas pragas e doenças, como o aranhiço-vermelho, o oídio, a verticiliose e a fusariose e a podridão do colo. Algumas destas doenças são causadas por excesso de humidade, que potencia o desenvolvimento de fungos. A pulverização com calda de leite têm-se revelado eficiente no tratamento do oídio, veja aqui: Leite de vaca no tratamento de doenças das plantas.

Cultivo da framboesa

Cultivo da framboesa
As frutas vermelhas têm conquistado cada vez mais relevância entre os consumidores, são deliciosas, ricas em propriedades e poucos calóricas. Uma boa descrição para a framboesa que têm vindo a ganhar espaço nas pequenas hortas familiares e culturas comerciais.

A framboeseira europeia (Rubus idaeus) encontra-se no estado selvagem nas regiões frias e húmidas dos matos localizados nas encostas dos montes na Escandinávia, prolongando-se pela Europa e Ásia Central.

Existe alguma confusão entre as framboeseiras (framboesa) e as silvas (amora), são duas frutas irmãs que pertencem ao gênero Rubus e à família Rosaceae. As suas flores possuem 5 pétalas e lembram uma rosa silvestre. A framboesa distingue-se da amora por apresentar um aspeto mais oco quando se separa da planta, enquanto a amora é maciça e suculenta. Quanto à coloração a framboesa poderá apresentar várias tonalidades que variam do vermelho, ao rosa e amarelo vivo.

Condições e cultivo da framboesa


As framboeseiras preferem solos ligeiramente ácidos com pH situado entre 6,0 e 6,7. O solo deve ter uma boa capacidade de retenção de água e ao mesmo tempo boa capacidade de drenagem, a planta não tolera o encharcamento. Pode desenvolver-se noutros tipos de solos desde que haja a correção necessária e seja administrada água e nutrientes necessários. Geralmente, nos solos com pH superior a 7,0 verifica-se a carência de ferro e manganês.

Apreciam climas frios e locais de alta altitude, o frio é essencial para estimular a floração da planta. Prefere uma boa exposição solar, mas suportam o sombriamento parcial, a exposição ao sol melhora a qualidade dos frutos e reduz a ocorrência das doenças provocadas por fungos. Convém plantar as framboeseiras em locais protegidos dos ventos fortes, estes danificam as varas da planta e atrapalham o movimento dos insetos polinizadores.

Como plantar framboesas


Geralmente os exemplares adquiridos em viveiros oferecem mais garantias de sanidade, contudo também é possível realizar pela pega de estacas.
A plantação deve ser realizada na estação da dormência.
Limpe o solo, areje a terra em profundidade e Incorpore estrume ou composto bem curtido.
É recomendado a plantação em linhas no sentido Norte/Sul, de modo a reduzir o sombreamento entre as plantas, sendo que as varas devem ficar a uma distancia aproximada a 45 cm e 1,80 entre linhas.
A planta deve ficar a uma profundidade de 7,5 cm de modo a facilitar novas rebentações.
Após o plantio regue abundantemente o pé da framboesa.
Se optar por fazer a plantação em vaso, certifique-se que este tenha acima de 30 cm de altura e de diâmetro. Plante apenas uma framboesa em cada vaso.

Poda da framboeseira


A poda é uma operação cultural de extrema importância, é essencial para a vitalidade da planta e obtenção de boas produções. Ela revigora a planta, permite um melhor arejamento e distribuição da luz solar. É executada consoante as variedades: remontantes ou não remontantes.

Remontantes: Designam-se por remontantes as que frutificam no ramo do ano e produzem mais vezes ao longo do ano. Começam a produzir frutos no primeiro ano, geralmente na parte superior da vara, no ano seguinte essa mesma vara volta a produzir na parte inferior. Neste caso a poda baseia-se no corte das extremidades das varas de primeiro ano que produziram frutos e na eliminação rente ao solo da vara após o segundo ano de frutificação.

Não remontantes: Florescem no ramo do ano anterior, produzem uma unica colheita ao ano, mas mais abundante. Emitem varas que não vão produzir fruto nesse ano mas sim no ano seguinte, sendo que depois de produzir essa vara não torna a fazê-lo satisfatoriamente. Neste caso a poda baseia-se na eliminação das varas que frutificaram nesse ano, poderá identificá-as pela cor castanha. Deixe apenas 6 a 8 ramos, escolha os mais vigorosos e bem verdes, são eles que garantem a produção do ano seguinte.

Além da poda de produção é também recomendada a poda de limpeza, que consiste na eliminação dos ramos envelhecidos, debeis ou secos. Cortar as varas que se desenvolvem fora da linha de plantação e executar um devaste quando a planta apresentar uma densidade de vegetação muito grande.

Cuidados da framboeseira


Um dos aspetos importantes no cultivo da framboesa é a rega, especialmente no Verão, quando as temperaturas são mais elevadas. As framboesas crescem melhor e produzem frutos de maior calibre e sabor em solos frescos. Regue com regularidade nas fases de maior calo, evitando molhar as varas, de modo a reduzir as ocorrências de doenças provocadas por fungos.

Ao longo de toda a época de crescimento elimine as ervas daninhas. Realize sachas com o cuidado de não danificar as raízes das framboeseiras.
Após a plantação aplique uma camada de mulching com aproximadamente 5 cm, mas fora do contato com as varas. O mulching consiste na aplicação de uma camada vegetal, que possibilita um control natural das ervas daninha, liberta matéria orgânica e conserva a humidade do solo.

A framboeseira cresce como trepadeira, é essencial realizar o tutoramento das varas, de modo a fixá-las e prevenir a sua inclinação devido ao excesso de peso, além de proteger o fruto das pragas do solo e das sujidades.

A framboesa tende a alastrar e invadir o solo circundante, espalhando-se para fora dos seus limites. Nas pequenas hortas poderá colocar um obstáculo que impeça a sua invasão, ou eliminá-las com a realização de sachas.

É necessária vigilância de modo a detectar possíveis ataques de afídeos, lagarta do escaravelho da framboesa. No Inverno realize um tratamento com calda oleosa.

Colheita da framboesa


Geralmente começa a produzir logo no primeiro ano, mas é ao 2 e ao 3º ano que começará a verificar melhores colheitas. Considera-se uma boa produção média, quando se alcança uma 7 a 10 Kg por cada 3 metros lineares de cultura.

A colheita exige muito cuidado de modo a não machucar o fruto, a framboesa é muito sensível  precisa de muito "carinho" na hora da apanha.
A frequência da colheita é determinante, minimiza a incidência das doenças e das pragas, além de dar menos oportunidade às aves.
A recolha é muito fácil, quando as framboesas estão maduras basta puxá-las ligeiramente e elas se soltam intactas. Quando o consumo não é imediato, não é recomendado a apanha dos frutos quando estes ainda se encontram húmidos.

Variedades de framboesas


Existem muitas variedades de framboesas, mas basicamente elas dividem-se em duas categorias: as remontantes (florescem várias vezes ao ano) e as não remontantes (florescem na Primavera).

Variedades Remontantes: Autumn Cygnet, Amira, Autumn Bliss, Heritage, Princess, Galant, Joan Squire, Ruby, Joan J, Summi, Erika, Polka, Porana Rosa, Fall Gold.

Variedades Não remontantes: Malling Gaia, Tulameen, Glen Moy, Malling Julia, Meeker, Glen Clova, Malling Leo, Glen Rosa, Glen Magna, Glen Lyon, Glen Ample, Glen Prosen, Chilliwack, Puyallup, Golden Queen (framboesa amarela).

A cultura de outros frutos silvestres 



Cultura do Mirtilo

Cultura do Mirtilo
O mirtilo Vaccinium corymbosum é um fruto silvestre, que cresce num pequeno arbusto,  originário da América do Norte e que pertence à família Ericaceae, a mesma dos rododendros e das azáleas. Foi introduzido na Europa na década de 80, mais precisamente em França, em Portugal a introdução da planta  deu-se em 1990, na região do Severo do Vouga, desde então a cultura têm vindo a crescer e a ganhar cada vez mais importância.

A  planta caracteriza-se como um arbusto de folha caduca,com ramificação vertical, folhagem verde intensa e densa. Alcança em média 1,5 a 3 metros de altura e largura e é  geralmente encontrado na forma moitas densas.
A época de floração dá-se de Maio a Junho, as flores são pequenas e formam campanulas invertidas de  tonalidade branca. Os frutos nascem em aglomerados de bagas azuis negras, revestidas com uma camada cerosa e amadurem gradativamente ao longo de várias semanas. Estes preciosos frutos destacam-se pelas suas inúmeras propriedades anti oxidantes e anti inflamatórias.

Condições favoráveis ao cultivo do mirtilo


O mirtilo é uma planta rustica de climas temperados,  com boa capacidade de resistência ao frio, sendo este essencial durante a fase da dormência. Não aprecia temperaturas demasiado altas no verão. O local de plantação deve ser escolhido deve receber luz solar direta e estar protegido dos ventos fortes. As áreas baixas que sejam suscetíveis às geadas precoces devem ser evitadas.

Uma das grandes particularidades desta planta é o facto de gostar de solos ácidos, com pH entre 4,5 a 5,5. Valores superiores, podem provocar o aparecimento de carências férricas. Se o solo não apresentar o pH adequado poderá acidificá-lo com material em decomposição, turfa, casca de pinheiro e limalha de ferro.

Os mirtilos apreciam solos arenosos, leves, ricos em matéria orgânica e com boa drenagem. Os solos argilosos devem ser evitados. Um bom aporte de matéria orgânica, é uma mais valia, visto que aumenta a porosidade, o arejamento e a drenagem do solo, disponibiliza micronutrientes e ajuda a manter o pH equilibrado.

Dificilmente resistem ao excesso de água resultante da má drenagem, mas o problema poderá ser ultrapassado com a plantação em camalhão e a abertura de balas entre as linhas. Mas apesar desta condição, são muito exigentes em água e este é um fator limitante à cultura. A planta do mirtilo não têm pelos radiculares, um facto que o deixa particularmente sensível ao stress hídrico. A água deve ser distribuída uniformemente, de modo a manter o solo  permanentemente húmido à volta das raízes mas sem exageros.

É recomendada a plantação de pelo menos duas plantas de mirtilo, com a finalidade de potenciar a polinização cruzada e deste modo melhorar a produção e a qualidade dos frutos.
O espaçamento deve respeitar  0,75 a 1,00 m. entre plantas e 2,75 a 3,00 m. entre linhas, esta variação depende do vigor das variedades escolhidas.

O cultivo do mirtilo em vaso é uma prática comum, os recipientes devem ser largos e profundos, no minimo 50 cm de profundidade e o mesmo de largura. É importante colocar uma camada de material drenante no fundo, de modo a prevenir o encharcamento, o substrato pode ser uma mistura de casca de pinho com turfa. A raiz da planta de mirtilo sai pelos buracos dos vasos e tende em agarrar-se ao solo, pelo o que é necessário rodar o vaso de modo a não permitir o alargamento das raízes.

Manutenção do mirtilo


Controle de infestantes: É importante controlar a ervas daninhas, a planta de mirtilo têm as raízes pouco profundas e é facilmente afetado pela competição de nutrientes e água com outras plantas. A cobertura do solo com material vegetal como casca de pinheiro ou palha é uma das soluções, poupa mão de obra, mantém o solo limpo e reduz a evaporação de água, em áreas extensas é aplicada tela.

Colheita do mirtilo: Geralmente a maturação das bagas coincide com o Verão, em Portugal  são colhidas entre Junho e Agosto, dependendo da variedade. A apanha do mirtilo é feita de forma manual, as bagas são colhidas uma a uma de um modo gradual, porque não amadurecem de um modo uniforme.

Poda do mirtilo


A poda do mirtilo não se afasta muito da técnica aplicada a outras especies, realiza-se em função da idade da plantação e do vigor. Deve ser realizada na fase de dormência, ou seja no inverno, preferencialmente antes de as gemas incharem e antes da planta iniciar o período de floração.
 Numa fase inicial realiza-se a poda de formação, que consiste na eliminação ramos cruzados, secos, mal formados e os que  cresçam para o interior da planta, com o objetivo de abrir o interior do arbusto e permitir a entrada de luz e um bom arejamento.
 Em plantas maduras, retiram-se pela base os ramos com 4 ou mais anos. Retiram-se ramos inteiros com a finalidade de facilitar o arejamento e a iluminação no interior da planta. Cortam-se as pontas finas.

Finalizado o processo da poda, realize um tratamento de Inverno com produtos à base de cobre como calda bordalesa (Preparação da calda bordalesa), de modo a prevenir a incidência da doenças fúngicas durante o período vegetativo da planta. Este procedimento é fundamentável para para a saúde da planta e para uma boa produção.

Propagação do mirtilo


A propagação do mirtilo faz-se por meio de estaca ou de semente, sendo a multiplicação por estaca a mais indicada porque permite obter mudas idênticas à planta selecionada. A operação deve ser realizada na época de dormência, depois da planta perder as folhas. O material deve ser recolhido de plantas plantas saudáveis, em bom estado sanitário, sendo escolhidas as estacas dos ramos jovens.

Geralmente a planta de mirtilo frutifica 2 a 3 anos após o plantio, mas demora aproximadamente 6 a 7 anos até alcançar a sua produtividade máxima. Geralmente a partir do 7º ano, uma plantação de mirtilo bem gerida pode produzir na ordem das 9 toneladas por hectare.

Uma planta de mirtilo têm uma longevidade média de 15 a 20 anos, conforme  as  variedades escolhidas e os cuidados na sua manutenção.

Nomes comuns: mirtilo, arando, blueberry (inglês), myrtille (francês), arándano (espanhol)

Outras Culturas



Cultura do morango
Cultura do morango
Cultura da cerejeira
Cultivo da cerejeira

Cultura do morango

Cultura do morango ou morangueiro
Os morangos são dos frutos mais apreciados e desejados. Mas na verdade este fruto vermelho é um pseudocarpo ou seja um pseudofruto ou um falso fruto. Os verdadeiros frutos do morangueiro são os aquênios, os vários pontinhos escuros que se avistam no seu exterior.

O morangueiro é uma planta  perene, herbácea, de pequeno porte, que pertence ao gênero fragaria e família das Rosaceae. O morango comum, conhecido também por morango de jardim é o resultado do cruzamento entre o Fragaria chiloensis e a fragaria virginiana.

Apesar de serem dos frutos mais apetecíveis, os morangos estão entre os vegetais e frutos mais sujos, ou seja, contém maior concentração de vestígios de pesticidas e outros aditivos químicos, pelo que é recomendado o cultivo próprio, além da enorme diferença de sabor entre os morangos plantados em casa e dos comprados no supermercado.

Condições favoráveis ao cultivo dos morangos


Os morangueiros são uma cultura tipica de climas amenos, não sendo muito tolerante a temperaturas altas. Apreciam sol direto, pelo menos 5 a 6 horas diárias, esta é uma condição essencial ao bom desenvolvimento da planta, a uma boa floração, qualidade e doçura dos frutos. As melhores produções obtêm-se quando os dias ensolarados contrastam com noites frias, durante o período de frutificação. Resiste bem ao frio, a geada queima a flor, mas a planta só sofre se as temperaturas descerem abaixo de zero. Em regiões muito quentes é recomendado o sombreamento das plantas nos períodos mais quentes do dia.

Os morangueiros gostam de solos ricos em matéria orgânica, com pH situado entre os 5,3 e os 6,5, contudo também toleram pH entre os 5,0 e os 7,0. Adaptam-se à maioria dos contentores, podem ser plantados diretamente no solo, em vasos, jardineiras, tubos, paletes, jardins verticais e cestos suspensos. Quando cultivado em recipientes, é recomendada a a colocação de uma camada de material drenante no fundo do vaso.

Manutenção e dos morangueiros


Poda do morangueiro: A planta requer uma boa limpeza, remova periodicamente todas as folhas secas, amareladas ou danificadas. Esta prática permite um melhor arejamento das plantas e permite reduzir os riscos de podridão e de doenças fúngicas. Pode as primeiras flores ou frutos, de modo a permitir que a força da planta se dirija para a folhagem e raízes. Recolha regularmente os morangos maduros, quanto mais retiramos mais incentivamos a planta a produzir.
Os morangueiros produzem estolhos, que podem ser usados para a produção de novas plantas, contudo todos os que não sejam necessários devem se cortados, de modo a que a energia da planta não seja desviada em detrimento da produção de frutos.

Rega do morangueiro: A irrigação é uma condição essencial, nunca deve faltar, principalmente nos períodos de floração e frutificação. O morangueiro não tolera a seca, aprecia alguma humidade no solo, mas não tolera o encharcamento. A rega deve ser ser feita pela manhã, de modo a que a folhagem tenha tempo de secar antes da noite, deste modo reduzem-se as hipóteses da planta sofrer de doenças fúngicas.

Manutenção do solo: As ervas daninhas afetam o desenvolvimento da planta e a qualidade da colheita, manter  solo livre de infestantes é crucial para obter boas produções.
Remova as ervas à mão ou coloque uma camada de material vegetal à volta da planta, pode ser palha, casca de pinheiro, serradura, ou outro elementos que tenha à mão. Isto vai permitir manter a humidade do solo, afastar as infestantes e proteger os morangos do contato direto com o solo, mantendo-os em melhores condições sanitárias. Poderá trocar o material vegetal por plástico preto perfurado, ele também oferecem as mesmas funções, apesar de não acrescentar matéria orgânica ao solo e não permitir um equilíbrio tão perfeito das temperaturas do solo.

Colheita dos morangos: A apanha destes frutos é muito delicada, deve ser realizada para consumo imediato e não devem ser guardados por mais de 3 dias. O processo deve ser realizado pela manhã ou em dias frescos, os morangos colhidos pelo calor perdem qualidades mais rapidamente e duram menos tempo. Os morangos que se apresentem danificados, podres ou lesados devem ser removidos e retirados do morangal, de modo a não atraírem lesmas e caracóis ou outro tipo de pragas e doenças.

Rotação de cultura: O morangueiro é muito afetado pelos fungos do solo, pelo que é recomendada a rotação de culturas, de modo a minimizar as infestações. Na rotação de cultura não devem ser incluídas plantas como tomateiros, pimenteiros, berinjelas, batatas, beterrabas,  pelo facto de sofrerem doenças comuns. Em contra partida são recomendadas plantas como o milho, sorgo, brócolos, couve flor, repolho. Em terras afetadas são exigidos um minimo de três anos antes de voltar a plantar morangos.

Ciclo de produção do morangueiro: Os morangueiros são plantas perenes, porém eles produzem bem apenas nos primeiros 3 anos, sendo assim necessária a renovação do morangal.
➢ Primeiro ano de produção: o morangueiro produz bem, mas não atinge o maior rendimento.
➢ Segundo ano: a planta atinge a sua plenitude, a produção é abundante, os morangos atingem um bom tamanho e qualidade.
➢ Terceiro ano: as produções são boas mas os frutos são um pouco menores.
➢ Quarto ano: as produções são menores e os frutos são mais pequenos.

Como plantar morangueiros


Antes de plantar o morangueiro apare a raiz, de modo a não ultrapassar os 10 a 12 centímetros de comprimento, retire as folhas velhas e alguma flor que possa ter surgido. Se os seus morangueiros estão em vaso desfaça ligeiramente o torrão de terra. Enterre as raízes na totalidade, aconchegue bem a planta mas tenha o cuidado de não o enterrar a coroa, caso contrário ela pode apodrecer.
O distanciamento entre linhas deve respeitar os 25 a 35 cm ou 30 a 40 cm.

Também é possível propagar o morangueiro por via da sementeira, contudo não é o método mais recomendado, é demorado e as características da planta mãe não são garantidas. Poderá conseguir as sementes em lojas de agropecuária ou até mesmo em alguns supermercados. Outra maneira de conseguir as sementes, é retirando-as dos morangos maduros. A sementeira é feita em modo protegido entre Fevereiro e Março.

Época de plantar morangos em Portugal

Há dois tipos de morangueiros, os remontantes e os não remontantes.
Os remontantes: de dias longos, frutificam de Junho a Outubro, devem ser plantados Entre Janeiro e Março. Variedades: Diamante, Selva, Albion, Aroma, Irvina.
Os não remontantes: de dias curtos, produzem morangos de Abril a Junho e devem ser plantadas entre Outubro e Janeiro. Variedades: Comarosa, Ventana, Chandler, Kwesta, Carisma, Camarillo, S. Juan, El Capitan, El Dorado, Chiflon, Agoura e Candonga

Doenças e pragas dos morangueiros 


Lesmas e caracóis: Estes moluscos alimentam-se de diversos materiais vegetais em especial os mais carnudos, danificam os morangos e comprometem toda a colheita. Retire todos os detritos espalhados pelo chão, deste modo reduzirá possíveis habitats, evite o encharcamento e humidade excessiva. Leia mais sobre: (Lesmas e caracóis, como se livrar deles)

Antracnose: Conhecida popularmente por chocolate ou coração vermelho, esta é uma doença é provocada por várias espécies de Colletotrichum. Afeta as folhas do morangueiro que acabam por apresentar manchas necróticas de cor escura, mas também pode afetar o sistema radicular e os frutos. Os morangos afetados apresentam uma podridão seca, escurecem e mumificam.

Micosferela: Conhecida também por pinta da folha ou mancha da folha. É causada pelo fungo Mycosphaerella fragariae. Inicialmente manifesta-se por pequenas manchas arredondadas de coloração purpura, seguidamente essas manchas desenvolvem-se e adquirem tonalidades acastanhadas com centro acinzentado. Em ataques severos essas manchas podem juntar-se e afetar toda a folha, além de poderem infetar os pecíolos, cálices e frutos.
A doença é favorecida com alta humidade relativa, acima dos 80%. A melhor medida de controle da doença passa por proteger a planta da chuva, que pode ser realizada com estufins ou estufas. O controle químico deve ser realizado com a aplicação de um fungicida à base de cobre.

Oídio: Esta doença é causada pelo fungo Sphaerotheca macularis. Têm maior incidência nos climas húmidos e quente. Revela-se como manchas esbranquiçadas pulverulentas, que afeta folhas, estolões, flores e frutos. É facilmente controlada com um fungicida à base de enxofre.

Cultivo da Nogueira (Juglans regia)

Cultivo da Nogueira Juglans regia

A nogueira comum  Juglans regia, pertence à família Juglandaceae. É uma árvore caduca de longa longevidade, nativa da Europa e da Asia, que vive em média 300 a 400 anos, mas quando se apresenta em boas condições consegue ultrapassar largamente esta média.
É valorizada pelos seus deliciosos frutos (nozes) e pela sua madeira de excelente qualidade.
O fruto da nogueira é vulgarmente conhecido apenas pelo nome de noz, mas também pode ser denominado por noz persa ou noz inglesa.

Condições favoráveis ao cultivo da nogueira


A nogueira é uma árvore frutífera de grande porte, requer muito espaço, atingindo em média altura de 7,5 metros em 20 anos. A sua raiz é profunda e pivotante, ou seja, têm uma raiz principal que se distingue facilmente das secundárias. Recomenda-se uma distancia de 10 a 12 metros de distancia de outros exemplares.
Aprecia terrenos profundos, ricos em matéria orgânica, ,húmidos mas com boa drenagem, a nogueira não suporta o encharcamento. O pH ideal situa-se entre os 6,5 e os 7,5.

Poderá plantar a nogueira por via da semente ou poderá escolher uma árvore com qualidade reconhecida adquirida num viveiro.
As nozes precisam de período de frio para estimular a germinação, devem ser semeadas no Outono para permitir a germinação na Primavera. O buraco deve ter apenas a profundidade suficiente para  cobrir a noz. No primeiro ano a pequena nogueira vai atingir entre 30 a 60 centímetros.

Manutenção da nogueira


Mantenha a terra livre de infestantes à volta da árvore, principalmente nos primeiros 4 anos. Após este período poderá simplesmente manter as ervas controladas por capinas, deixando ficar os desperdícios que constituem um bom aporte de matéria orgânica.

As nogueiras apreciam regas do final da Primavera até ao final do Verão, embora sejam cultivadas em modo sequeiro na produção familiar, mas com um rendimento inferior. As regas permitem o  melhor desenvolvimento das árvores, melhoram a produção e a qualidade das nozes.

A nogueira praticamente dispensa a poda, quando existe têm como objetivo favorecer a entrada de luz, a eliminação de ramos secos e doentes. Geralmente a árvore é cultivada sob a forma normal de guia central.

Floração e frutificação da nogueira


Uma árvore que não produza frutos e que apresente um desenvolvimento atrofiado, pode estar a sofrer uma carência nutricional, motivada pela falta de adubação, falta de água, sombreamento excessivo ou incidência de doenças e pragas. Em contrapartida uma nogueira com excesso de vigor também leva à ausência de frutificação, geralmente é ocasionada por podas severas, enxertia em cavalo vigoroso ou excesso de azoto.

A nogueira é uma árvore de crescimento lento, só produz fruto após 5 a 10 anos e atinge o seu pico de produção mais ou menos aos 30. Esta frutífera têm tendencia a dar boas produções a cada dois anos, sendo as produções intermédias inferiores.

A nogueira é uma especie monoica, ou seja, apresenta flores masculinas e femininas separadas. A floração manifesta-se antes das folhas, as flores masculinas surgem nos ramos do ano anterior, 5 a 10 dias antes das flores femininas. Agrupam-se numa inflorescência comprida, cilíndrica e pendente,chamada de amento ou amentilho. As flores femininas surgem no topo dos ramos do ano e são quase imperceptíveis, são esféricas e discretas.

A maturação dos frutos dá-se no inicio do Outono. As nozes apanham-se varejando a árvore e recolhem-se do chão à medida que vão caindo. Apos a apanha, deve-se efetuar o descasque, retirando o invólucro que as envolve. Esta operação deve ser realizada o mais cedo possível, caso contrário a remoção torna-se difícil. Em condições normais de armazenamento as nozes aguentam 10 a 11 meses, desde que não sejam lixiviadas.
Atenção: Os invólucros das nozes mancham a pele e as roupas, recomenda-se o uso de luvas na sua manipulação. 

Curiosidades sobre a nogueira


Tenha em conta que a nogueira, principalmente a nogueira preta Juglans nigra (indicada à produção de madeira) pode prejudicar o desenvolvimento de algumas plantas como: batateira, tomateiros, mirtilos, pinheiros, macieiras, entre outros.

Em Portugal temos vários tipos de árvores que fazem parte da historia do país e que se destacam de outras da mesma especie pela idade, porte, interesse histórico e raridade. No caso da nogueira sobressai uma árvore monumental no distrito de Bragança, concelho de Vinhais, freguesia de Paçó, na localidade de Quintela: Refª KNJ1/394. Saiba mais sobre o assunto no: Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas

Veja também outros artigos relacionados com: Árvores e plantas de frutos.
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Cultivo das laranjeiras e citrinos no geral

Cultivo dos Citrinos
Os citrinos são uma especie, que pertencem à família Rutaceae, originários do sudeste tropical e subtropical da Asia. São árvores de folha perene, que podem atingir 5 a 10 metros de altura. Os frutos são ricos vitamina C, antioxidantes essenciais e em ácido cítrico, que lhes confere o sabor característico ácido.

Os citrinos são o grupo de árvores frutíferas nos quais se integram a laranjeira (Citrus sinesis), laranja amarga (Citrus aurantium), tangerina (Citros deliciosa), clementina (Citrus reticulata), limoeiro (Citrus limon), limeira (Citrus aurantifolia), entre outros.

A citricultura têm um grande peso em Portugal, sendo a região do Algarve a principal região de citrinos. O prestigio das laranjas do Algarve é reconhecido no mercado nacional e no Europeu, as suas características devem-se às condições edafoclimáticas da região e ao modo de cultivo pouco intensivo.

Manutenção e tratamento dos citrinos


A melhor localização para plantar um citrino é em locais abertos, em pleno sol, com pelo menos 6 a 8 horas de sol direto. Requerem muito calor e uma localização abrigada dos ventos fortes. Em zonas frias recomenda-se proteger o pé da árvore com uma camada de palha. Os citrinos resistem ao frio e a geadas ligeiras, desde de que a chegada do frio se verifique de um modo gradual, a descida brusca da temperatura na maioria das vezes danifica a madeira nova. É recomendado pulverizá-los com calda bordalesa, além de ser um fungicida preventivo ela enrijece a planta e torna-a mais resistente ao frio.

Os citrinos requerem um solo ácido ou neutro, com boa drenagem e rico em matéria orgânica, eles são muito exigentes, necessitam de ter todos os nutrientes necessários ao seu bom desenvolvimento, sofrem facilmente de cloroses provocadas por carência de minerais.

Periodicamente remova as ervas daninhas ao redor do tronco da árvore, de modo a evitar elas roubem os nutrientes aos citrinos. 

Os citrinos são exigentes em água, apreciam regas abundantes na época de calor. A falta de água pode induzir a importantes perdas de produção e na altura da formação do fruto pode levar ao rachamento.

Plantação e propagação de citrinos


Todas as culturas comerciais são obtidas por meio do enxerto, é o método que garante manter a variedade pretendida. Para o porta enxerto é escolhida uma especie resistente às doenças e às pragas.
Embora também seja possível semear a semente dos citrinos com sucesso, as árvores obtidas só frutificarão muito mais tarde e a qualidade da fruta não é garantida, apesar de existirem algumas sementeiras bem sucedidas em que a nova planta produz fruta correspondente à variedade semeada. A germinação da semente é estimulada pelo frio, se quiser experimentar coloque a semente 2 semanas no frigorifico, na gaveta do frio antes da sementeira, em fim de Março, principio de Abril.

A plantação dos citrinos deve ser realizada na Primavera, quando já não há riscos de geadas. Ao plantar um citrino, abra uma cova 4 vezes mais larga que o torrão, coloque estrume bem curtido no fundo e cubra com alguma terra, de modo a que as raízes da planta não entrem em contato com ele. Coloque o torrão da planta e aconchegue-o com a terra. Não cubra acima do nível do vaso, enterre apenas até ao nível do ponto de inserção do caule com a terra. Calque muito bem a terra e no final regue abundantemente, de modo a eliminar as bolsas de ar que possam existir à volta das raízes.

Poda dos citrinos


A condução dos citrinos deve ser realizada desde cedo, de modo a educar e formar a arquitetura da planta.
Os citrinos não apreciam podas severas, elas deverão ser essencialmente podas de limpeza e de desbaste, que devem ser realizadas após a colheita dos frutos. É recomendado remover as partes secas e os ramos ladrões (ramos eretos com espinhos). Todos os ramos que estão virados para o interior da planta devem ser eliminados, devemos manter o  citrino come se fosse uma taça, de modo a manter a planta arejada e favorecer a entrada do sol.
Os cortes de maiores dimensões devem ser protegidos com uma pasta à base de cobre, de forma a a prevenir a entrada de doenças. (Utilidades e preparação da calda bordalesa)

Pragas dos citrinos


Os citrinos são atacados por vários tios de pragas, entre os ataques mais comuns encontram-se a mosca branca lanígera, a cochonilha, afídeos, mosca da fruta, fumagina e a lagarta mineira.

Cochonilha dos Citrinos
As cochonilhas são uma praga recorrente destas fruteiras, são pequenos insetos cinzentos que sugam a seiva da planta e segregam um óleo, que atrai outros insetos e torna a hospedeira susceptível ao ataque de fungos. Encontram-se habitualmente nas partes mais inacessíveis da planta como axilas das folhas, no veio das folhas, nos caules e até mesmo no fruto. Pode ser combatida com óleo de verão, um produto facilmente encontrado nas lojas de pecuária e que é permito em agricultura biológica.

Mosca branca dos CitrinosA mosca branca lanígera dos citrinos são pequenos insetos com asas brancas, que se encontram geralmente na parte inferior das folhas mais novas. As fêmeas depositam os seus ovos na superfície inferior da folha, após eclodirem as ninfas começam a sugar a seiva dos tecidos foliares, enfraquecendo o citrino. Assemelham-se às cochonilhas pelo facto de se apresentarem cobertas por uma especie de algodão. Estes insetos causam prejuízos no desenvolvimento e vigor da planta, além disso eles
também são vetores de viroses. A aplicação de inseticida deve ser ponderada.

Fumagina: É um fungo que surge após o ataque de outros parasitas. Torna o citrino menos eficiente na realização da fotossíntese. Pode ser removido com um jato de água ou com calda de sabão. Veja como a preparar: (Calda inseticida de sabão)

As lagartas mineiras abrem galerias e alimentam-se dos tecidos internos das folha mais tenras dos citrinos e causam atraso de crescimento nas plantas mais jovens. Nas árvores adultas a produtividade não é muito afetada. O control desta praga não é fácil,  porque ela encontra-se fora do alcance dos produtos de contato, sendo apenas combatida com produtos sistêmicos.

O citrino não dá fruta


É comum ouvirmos a minha árvore não frutifica, o melhor é dar-lhe uma coça! Apesar de esta afirmação parecer um tanto ou quanto cômica, ela funciona.
Quando plantamos uma árvore ela passa por um período de adaptação e é normal que ela não frutifique no primeiro ou no segundo ano. Porém o citrino poderá gostar tanto do local que começa a crescer vigorosamente, de tal modo que a planta nem se preocupa com a reprodução que é feita através dos frutos.
Ao darmos uma "coça" na árvore, interferimos com a normal circulação da seiva e a planta vai sentir-se ameaçada. Ao sentir-se em risco vai redirecionar as suas energias e entra na fase de produção, de modo a garantir a geração seguinte, criando sementes.

Cultivo da Romãzeira - Punica granatum

Cultivo da Romãzeira - Punica granatum
A romãzeira (Punica granatum), pertence à família Punicaceae e têm origem no Sudeste da Europa e Médio Oriente. É uma árvore de fruto rustica cultivada há mais de 2000 anos, que se destaca pela longevidade, facilmente atingem os 90 a 100 anos.

Caracteriza-se como uma pequena arvoreta ou arbusto ramoso, que atinge entre os 3 e os 6 metros quando plantada no jardim. Os ramos possuem tonalidade cinzenta, por vezes espinhosos, os ramos  novos nascem com coloração avermelhada e vão mudando de cor à medida que envelhecem. As folhas são caducas, ligeiramente lanceoladas, de tonalidade verde brilhantes, lustrosas na página superior.

É uma árvore distinta pelo aspeto das suas lindas e exuberantes flores vermelho alaranjadas, que podem ser solitárias ou em grupos de 2 ou 3. Os frutos, as romãs, são esféricos e apresentam casca coriácea, chamam atenção pelo seu aspeto exótico e pode ir da tonalidade amarelada a avermelhada, atingem aproximadamente o diâmetro de 12 centímetros e estão recheadas de muitas sementes envoltas numa polpa translucida liquida e adocicado, reconhecidas pelas suas largas capacidades medicinais (Benefícios da romã). 

Solo e localização ideal da romãzeira  


A romãzeira pode ser cultivada em vários tipos de solos, desde que apresentem boa drenagem e boa profundidade. Contudo a árvore prefere solos férteis, profundos e ricos em matéria orgânica. Adapta-se bem em pequenos jardins ou em cultivo de vaso ou jardineiras. Tolera moderadamente a salinidade e a seca.

Quando cultivada em vaso, certifique-se que ele tenha um tamanho superior a 40x60 centímetros, aplique uma boa drenagem no fundo. Nesta condição a romãzeira deve ser regada e adubada com maior frequência. Geralmente neste modo de cultivo é escolhida a variedade anã (Punica granatum nana).

A romãzeira prefere um clima ameno, porém adapta-se a várias condições, suporta inclusive o frio dos invernos rigorosos, porém é suscetível às geadas tardias.
Necessita de uma boa exposição solar, a romãzeira só frutifica adequadamente se receber luz solar direta em grande parte do dia, no minimo 4 horas diárias.

Floração e frutificação da romãzeira


Geralmente a romãzeira inicia a produção 3 a 4 anos após a plantação. Em Portugal a floração dá-se no fim da Primavera ao Verão e o amadurecimento das romãs ente Outubro e Novembro. Conforme as romãs começarem a madurecer, vá colhendo-as antes que a casca abra fissuras, deste modo elas poderão se conservar durante várias semanas.

A adubação de Outono é essencial para uma boa floração. A adubação deve ser rica em fosforo, a proporção ideal de nutrientes é de 4-14-8, ou seja 4 de nitrogénio, 14 de fosforo e 8 de potássio. Não adube a romãzeira durante a floração. Como forma de adubação natural poderá usar húmus de minhoca e cinzas de madeira, elas são ricas em fosforo, potássio e cálcio. (Benefícios da cinza na agricultura).

A romãzeira aprecia temperaturas quentes na época de maturação, simultaneamente com alguma humidade no ar e no solo. As regiões de ventos fortes penalizam a frutificação da planta, pela queda excessiva da flor. O excesso de humidade propicia o aparecimento de fungos na casca da romã.

Como plantar e cuidar a romãzeira


A época ideal de plantação é na altura do repouso vegetativo. Abra uma cova com 60x40 centímetros, e enriqueça com estrume de curral curtido. Aconchegue a terra ao trona da, romãzeira e regue-a de imediato, isso permitirá que o solo se ajuste melhor à raiz.

Remova as ervas daninhas ao redor do pé da romãzeira, não permita que elas roubem os nutrientes à planta. Coloque uma camada de mulching à volta do tronco, ele retem a humidade do solo, aumenta a fertilidade  e reduz o aparecimento das ervas daninhas.

Regue generosamente a romãzeira, tal como a maioria das árvores de fruto ela aprecia um bom aporte de água, mas tenha em atenção de que ela não gosta de solos encharcados.

A romãzeira pode ser mantida na forma de pequena árvore ou de arbusto. No Inverno faça uma poda de limpeza, desbaste os ramos, de modo a arejar a copa e permitir a entrada de luz. Corte os rebentos que se formam junto à base e raspe os musgos que se formam nos troncos. .

Curiosidades sobre a romãzeira


A romãzeira multiplica-se por semente, por estaca de pontas ou pelos rebentos que surgem à volta do troco da planta mãe. A multiplicação por estaca realiza-se na época de dormência, logo após a queda das folhas. A propagação por estaca garante uma frutificação mais precoce e possibilita que as plantas obtidas tenham maior semelhança com a planta mãe.

A romãzeira é cultivada atualmente em mais de 100 países, sendo a Espanha um dos maiores produtores do mundo. Em Portugal a maior concentração de árvores de romã encontra-se no algarve, que gera entre 80% a 95% da produção nacional, contudo a produção não é autossuficiente. A maioria das romãs encontradas no mercado nacional provém da Espanha. As variedades mais comuns no continente português são: Mollar, Mollar de Elche, Dejativa e Asseria.

A valorizarão da romã é milenária, aparece nos textos bíblicos, onde é associada à paixão e à fecundidade. Está associada a rituais e simpatias para atrair a prosperidade no Ano Novo.

Nomes populares: Romãzeira, romanzeira, romanzeiro, romeira, romeira da granada, grenadier (francês), pomegranate (inglês), granada (espanhol).

Cultivo da Cerejeira

Cultivo e tratamento da Cerejeira
A cerejeira (Prunus avium) pertence à família Rosaceae. É uma árvore de clima temperado, com folha caduca, bastante rústica, é cultiva em muitas das regiões da Europa e da Ásia Ocidental.

Os pequenos frutos das cerejeiras são conhecidos por cerejas, a sua coloração varia entre o amarelo e várias tonalidades de rosado, desde o claro ao quase negro. A cerja doce apresenta uma polpa macia e suculenta. A cerja ácida é conhecida por ginja (Prunus cerasus), possui a polpa mais firme, é usada principalmente em conservas, licores, doces e geleias. Leia também: Benefícios da cereja para a saúde.

Solo e localização ideal da cerejeira


O cultivo da cereja é realizado em regiões de Invernos frios. A árvore necessita de 800 a 1000 horas de frio para produzir satisfatoriamente, contudo já existem variedades que requerem menos horas de frio. Na hora de compra é importante esclarecer este ponto com o viveirista, de modo a comprar uma cerejeira adequada ao clima da sua região.

O local escolhido deve ser soalheiro e se possível protegido dos ventos fortes.
É tolerante a vários tipos de solos, desde que apresentem boa drenagem, a cerejeira não suporta o encharcamento. Os solos profundos, móveis, fresco e com bom aporte de matéria orgânica, com pH entre os 6,7 e os 7,5, são os mais apreciados por esta árvore de fruto.
Os solos delgados, leves, arenosos e delgados, são os menos indicados para esta frutífera.

Manutenção e poda da cerejeira


Tradicionalmente a maioria das árvores podam-se no Inverno, a cerejeira não. O lenho da cerejeira cicatriza muito mal e fica susceptível a doenças como o cancro bacteriano e a monoliose. A poda da cerejeira deve ser realizada na Primavera, quando os gomos iniciam a rebentação ou após a apanha do fruto. Os cortes devem ser oblíquo-os e nas junções com outros ramos o corte deve ser raso.
A cerejeira não reage bem à poda de grandes ramos, corte apenas o estritamente necessário. Quando cortar ramos com diâmetro superior a 5 centímetros, aplique um unguento sobre as seções de corte (pode ser com tinta látex, silicone ou outro material que estanque) .

O principal objetivo da poda da cerejeira é eliminar ramos cruzados, secos ou com sinais de doença e clarear o centro da árvore. Manter a copa aberta vai permitir que os raios solares abranjo melhor todos os ramos e promove um maior arejamento, deste modo previne-se algumas doenças e incentiva-se  floração.
Se houver frutos ou flores na altura da poda, corte acima dois grupos de folhas, de modo a manter a seiva nesta região.

Outro modo de abrir a copa passa por puxar os ramos para baixo, a tarefa deve ser feita com cuidado, de modo a não os esgalhar. Espete uma estaca no chão, prenda uma borracha no ramo que pretende curvar, passe um fio ou arame na borracha e ate à estaca no chão. Esta técnica aplica-se a árvores jovens.

Tome atenção ao musgo que se vai formando, ele alberga algumas pragas e fungos. Remova-o com ajuda de uma escova de roupa ou com um jato de água.

Doenças e tratamentos da cerejeira


O cancro bacteriano é a enfermidade que causa maiores prejuízos. Carateriza-se pela secura de um ramo ou mesmo do tronco e na Primavera e Verão verifica-se a saída de um goma em alguns pontos. Elimina-se a parte doente, executando o corte na madeira sã e desinfeta-se a seção de corte com uma pasta cúprica.
É recomendado realizar 3 tratamentos no Inverno, principio, meio e fim da queda das folhas. Esta medida permite prevenir doenças como cancro bacteriano e monoliose. Veja a nossa sugestão: Utilidade e preparação da calda bordalesa.

As pragas mais clássicas das cerejeira ocorrem no fruto, são as famosas moscas da cereja que resultam nas pequenas larvas brancas. Vivem no solo e com o aumento da temperatura começam a eclodir. As fêmeas acasalam com os machos e fazem a postura nas cerejas. Porém é possível preveni-las ou pelos menos amenizá-las, usando armadilhas sexuais ou garrafas mosquiteiras. Sugerimos que veja a nossa proposta: Armadilhas para eliminar a mosca da fruta.

As subidas de temperatura favorecem o aparecimento de pulgão. Vigie a aparência das folhas da cerejeira, se elas começarem a encarquilhar e a mostrarem-se pegajosas é sinal de pulgão. Pulverize a árvore com uma calda de sabão ou calda de mamona (veja como preparar a calda de mamona). Se o ataque  for forte faça uma cura com inseticida adequado e recomendado por técnicos especializados.

Fertilização da cerejeira


A cerejeira aprecia um bom aporte de nutrientes para se desenvolver e frutificar. Requer suplementos orgânicos que lhe forneçam nitrogênio, fosforo, potássio e micronutrientes em quantidades adequadas. Coloque o fertilizante escolhido à volta da copa da árvore. Se escolher fazer a fertilização com um adubo químico, coloque-o em pequenas covas à volta da árvore e cubra com terra.

Faça uma cobertura com matéria morta à volta da árvore, sem deixar que ela toque no tronco. Esta camada vai favorecer a fertilidade do solo e manter a humidade, além de reduzir a ocorrência de ervas daninhas.

Floração da cerejeira


A floração da cerejeira é breve mas exuberante, as flores vão do branco ao rosa. Em Portugal a floração da cerejeira começa em Março, em Maio começam a aparecer as primeiras cerejas e conforme as variedades, continuam no decorrer de Junho e eventualmente alguma em Julho.

As variedades tradicionais necessitam de outras plantas polinizadoras, e quando não existem outras cerejeiras nas proximidades elas não produzem frutos.
Atualmente existem variedades autoférteis, estas conseguem autofertilizarem-se e produzem frutos mesmo quando estão isoladas.
Na época de floração é importante a presença de colmeias por perto, aprimoram a polinização.

A estação das cerejas é curta, mas o escalonamento permite desfrutar este fruto por mais tempo. A produção é escalonada conforme a variedade, entre as as cereja do cedo e tardias decorem 8 a 10 semanas.

Algumas variedade de cerejeiras ordenadas segundo a época de amadurecimento:

Abril: Lisboeta.
Maio: Bigareau Hatif Burlat, Linda de Fontelo, Moreau, Quatro Setenta, Francesa de Alenquer.
Maio/Junho: Bigareau Napoléon, Sum mit.
Junho: Bigareau D´or, Bigareau Gross Coeuret, Ginja cor vermelha, Napoléon Blanc, Van.
Junho/Julho: Bical vermelha.
Julho: Bical preta, Rijal ou de Saco.

Curiosidades sobre a cerejeira


Em média uma cerejeira leva 4 anos a produzir, mas este período pode ser condicionado por vários factores.
As cerejas devem deixar-se amadurecer na árvore, depois de colhidas devem ser consumidas, tão depressa quanto possível. Quando colhidas as cerejas devem ser retiradas com o pedúnculo, de modo a prevenir a ocorrência da podridão castanha.

Em Portugal a cerejeira é cultiva em várias localidades, principalmente no Norte, mas a região do fundão é a mais notória. A cereja do fundão goza de uma grande fama e reputação, assume uma forte importância agrícola e gastronômica.

Algumas variedades de cereira são cultivadas com a finalidade de produzir madeira nobre, apesar de também frutificarem os seus fruto não são tão doces. A madeira é valiosa e de muito boa qualidade, é dura e resistente, com borne amarelado e cerne avermelhado.

Nomes comuns: cerejeira, cerejeira da Europa, cerdeira, cereza (espanhol), cherry tree (inglês), cerisier (francês).