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Lepra dos pessegueiros - (Taphrina deformans)

Lepra dos pessegueiros  (Taphrina deformans)
A Lepra dos pessegueiros é uma doença que pode causar sérios danos aos pessegueiros. É causada por um fungo (Taphrina deformans), que ataca as partes verdes da árvore (ramos e folhas), em cultivares mais sensíveis pode também atingir as flores, os frutos e a parte terminal de alguns ramos.
A doença afeta amendoeiras e quase todas as variedades de pessegueiros sendo as nectarinas (pêssegos carecas) as mais susceptíveis.

Ciclo biológico do fungo da lepra do pessegueiro


O fungo (Taphrina deformans) hiberna sob a forma de ascósporo na rugosidade da superfície dos ramos ou nas escamas dos gomos. A infeção manifesta-se na abertura dos gomos foliares, em Primaveras frias e húmidas, com humidade relativa superior a 95% e quando as temperaturas oscilam entre os 9 e os 26º C, sendo a temperatura ótima de 20ºC. O desenvolvimento cessa quando o tempo se torna mais quente (acima dos 26º C) e seco.

Os ataques são facilmente reconhecíveis pelas áreas avermelhadas, aspeto enrolado e deformado  das folhas. Geralmente as folhas afetadas acabam por cair e os gomos dão origem a novas folhas, um processo que acaba por enfraquecer a árvore. Por vezes os próprios gomos terminais também são atingidos, apresentam-se curtos, enrolados, adquirem uma cor cor verde amarelada e acabam por secar. No ano seguinte a frutificação pode ser seriamente prejudicada.
As flores afetadas geralmente abortam e acabam por tombar, as que não caem acabam por dar frutos de aspeto rugoso e descoloridos.

Tratamento e prevenção da lepra dos pessegueiros


O tratamento da lepra dos pessegueiros é mais eficaz se for realizado precocemente, com caldas à base de cobre (Calda bordalesa). Veja como a fazer em casa: Utilidades e preparação da Calda bordalesa 
Realize o primeiro tratamento nos fins do Outono, quando a maioria das folhas tiverem caído.
O segundo tratamento realiza-se no fim do Inverno, aos primeiros sinais de inchamento dos gomos, quando se consegue ver no cume do gomo uma ponta verde avermelhada (sinais das primeira folha). Nesta fase efetue uma aplicação de calda bordalesa, mais tarde quando a vegetação já estiver em curso trate com enxofre, pois o cobre é fitotóxico à parte vegetativa do pessegueiro.

Há quem use uma calda com sumo de limão, referenciando-a como uma tratamento eficaz contra a lepra. É usado o sumo de um limão em 10 litros de água e pulveriza-se as folhas do pessegueiro.

A calda de cavalinha é outro tratamento usado pelo povo contra a lepra. Sabe-se que esta planta têm propriedades uteis no tratamento de diversas doenças e pragas. Leia mais sobre: Cavalinha contra doenças fúngicas e insectos.
Use 500 gr de cavalinha seca ou 2,5 Kg de cavalinha verde e coloque de molho em 5 litros de água. Deixe a macerar por 2 dias. Coe e dilua cada litro do preparado em 10 litros de água. Pulverizar desde o inchamento dos gomos até ao inicio da floração.

Os tratamentos referidos acima são permitidos em agricultura biológica, contudo existe uma serie de produtos comerciais que se podem utilizar, mas fica sempre a duvida em relação aos possíveis resíduos que possam apresentar. 

Calda de cavalinha contra doenças fungicas e insectos

Calda de cavalinha no tratamento de doenças fungicas e praga na agricultura biologica

A cavalinha Equisetum arvense, também é conhecida por pinheirinha pela sua semelhança a um pequeno pinheiro, é uma planta vivaz, cujo o habitat natural localiza-se preferencialmente em zonas húmidas e sombrias perto de cursos de água. É uma planta resistente, com características invasivas, que facilmente ganha o estatuto de infestante.

A cavalinha é extraordinária, apresenta efeito fungicida, inseticida e fortificante. Pode ser usada na horta de forma preventiva ou curativa, no controle de vários insetos nocivos, assim como das doenças provocadas por fungos. Destacam-se também as suas importantes propriedades medicinais (Benefícios da erva cavalinha para a saúde)

Indicações da calda de cavalinha 


A calda de cavalinha é um poderoso fungicida natural, é utilizada na agricultura biológica com o fim de controlar diversas patologias das plantas. Conta também com ação inseticida, bacteriana e fortificante, contém sílica, uma substancia que aumenta a resistência das plantas, age nas paredes celulares, fortalece-as e torna-as mais resistentes aos ataques. Todas esta características permitem utilizar a calda de cavalinha contra diversas pragas, doenças fúngicas ou bacterianas, seja no modo preventivo ou curativo
.

A calda de cavalinha é eficaz contra:

  • Míldio
  • Lepra do pessegueiro
  • Ferrugem
  • Podridão cinzenta
  • Oídio
  • Fungos do solo
  • Algumas viroses
  • Ácaros
  • Pulgões


Como preparar a calda de cavalinha


500 gr de cavalinha seca ou 2,5 Kg de cavalinha verde
5 litros de água
Caso a cavalinha seja seca triture-a, se for verde desfaça-a em pedaços mais pequenos.
Coloque a cavalinha em em 5 litros de água e deixe-a de molho por 24 horas. Depois coe a maceração, guarde-a em recipientes plásticos bem fechados e guarde em local escuro e fresco. Quando bem acondicionada a calda de cavalinha pode conservar as suas qualidades até 3 meses.

Modo de uso da calda: 
➢ Dilua 1 litro do preparado em 10 litros de água para tratamento foliar contra insetos e doenças fúngicas ou bacterianas. Os tratamentos deverão ser efetuados no fim do dia.
Se a plantar apresentar sintomas de doença, faça aplicações de 3 em 3 dias. No modo preventivo, pulverize de 15 em 15 dias.
➢ Contra as doenças do solo, pulverize o produto puro sobre a superfície do solo.

Curiosidades sobre a cavalinha 


Calda de cavalinha no tratamento de pragas e doenças fúngicas
A cavalinha apresenta dois tipos de caule, fértil e estéril. O caule fértil surge na primavera e morre no verão, é curto, não possui clorofila, apresenta tons cinzentos avermelhados e gera na ponta uma inflorescência em forma de espiga que produz esporos responsáveis pela sua reprodução.
O caule estéril é longo, pode atingir os 90 cm de altura, têm tonalidade verde, surge depois dos caules férteis murcharem e morre no inicio do inverno. Apresenta muitos nós, ramificações e é utilizado para fins medicinais.

Na natureza poderá encontrar a cavalinha em terrenos húmidos ou na margem de cursos de água. Poderá também encontrar a cavalinha em viveiros e floristas e pode inclusive cultiva-la como planta ornamental. Outra opção é compra-la já seca em lojas ou casas de produtos naturais. Se optar por colhe-la, escolha o verão, seque-a à sombra num lugar seco e ventilado.

Outras utilidades da cavalinha: Ajuda a polir moveis, compõe arranjos florais, é usada como corante verde, no passado era usada como "esfregão" no arreamento de panelas.

Nomes populares: cavalinha, erva pinheira, equiseto, cola de lagarto (Uruguai), yerba del tigre, yunquillo, equiseto menor, tembladera pequena (Colombia), horsetail (Inglaterra), équiset (França), lixa vegetal.

Se gosta de soluções naturais, sugiro que veja também: Como fazer chorume de urtiga

Utilidades e preparação da Calda bordalesa

Utilidades e preparação da Calda bordalesa

A calda bordalesa também conhecida como calda sulfocálcica é uma mistura à base de cal virgem e sulfato de cobre, que resulta num produto pouco tóxico, é usada em vários métodos agrícolas, o convencional e o biológico ou orgânico.
Supõe-se que tenha sido usada pela primeira vez em 1882 em Bordeaux na França, com o intuito de curar as doenças da videira. Os agricultores desta região tratavam as videiras com água de cal e constataram que quando ela era preparada em recipientes de cobre o tratamento era mais eficiente, daí o nome calda bordalesa ou mistura de Bordeaux.

Calda bordalesa para que serve


Os seus atributos são vários, a calda bordalesa têm ação fungicida, bactericida, repelente de insectos, e fertilizante e fortificantes.  Aplica-se em diversas culturas hortícolas, em árvores de fruta e flores e tal como a maioria dos produtos é mais eficiente quando aplicada de forma preventiva. A aplicação da calda bordalesa nas laranjeiras e noutros citrinos antes do frio é muito comum, quando ela é aplicada antes das primeiras geadas, têm ação fortificante que robustece e caustica a planta, ajudando-a a suportar melhor o frio, esta prática também se alarga a outras árvores.
A calda bordalesa poderá ser comprada pronta ou feita em casa, sendo a segunda opção a mais econômica e o único modo viável aos que não possuem cartão de aplicador de produtos fitofarmacêuticos.

Como fazer calda bordalesa


A preparação mais comum da calda bordalesa dá-se na proporção de uma parte de cal, uma parte de sulfato de cobre e 100 partes de água. A seguir fica o exemplo para 20 litros.

200 gr de cal virgem
200 gr de sulfato de cobre
20 litros de água

Antes de mais deve escolher um vasilhame de plástico, madeira ou betão. Na véspera ou seja no dia anterior, coloque o sulfato de cobre dentro de um saquinho de pano ralo e emerja-o em água. Há quem opte por amornar a água com o intuito de acelerar a diluição do sulfato de cobre.

A cal deverá ser colocada num balde metálico com uma pequena quantidade da água, deixe ferver e acrescente mais água, suficiente para diluir a cal e mexa bem. Neste procedimento deverá ter cuidado a redobrar, sob o risco de se queimar, use luvas apropriadas.

Junte o sulfato de cobre diluído lentamente sobre a calda de cal virgem, faça-o sempre nesta ordem, nunca ao contrário. Mexa bem e acrescente mais água, até obter o volume de 20 litros, coe num crivo de malha fina e despeje no pulverizador.

Deverá ter o cuidado de verificar o pH da calda bordalesa, que não deverá ficar ficar nem muito alto nem muito baixo, o ideal situa-se entre os 6,5 e os 7. O método certo e eficaz é o uso das fita medidora do pH, que deverá ser mergulhada na calda.
Há também o método tradicional que consiste em colocar um pingo da calda sobre a lamina de uma faca ou canivete de ferro e se formar uma mancha vermelha é sinal que a calda está ácida. Porém este método é falível e apenas indica a acidez.
Lembrando que o sulfato de cobre é ácido e cal é básica, deverá fazer a correcção acrescentando o elemento em falta conforme o resultado, isto claro depois de diluido.

Aplicação mais habitual da calda bordalesa é a quinzenal, não devendo ultrapassar os 3 kg de produto por ha ao ano, de forma a proteger o meio ambiente.

Depois de misturada a solução deve ser logo utilizada, têm um tempo limite de 24 horas. Contudo se cada calda for guardada em separado numa garrafa plástica rolhado poderá durar até um ano.

Calda de mamona contra doenças e pragas

Calda de mamona contra doenças e pragas

A mamona é uma planta tóxica que pertence à família das Euforbiaceas. Possui características físicas inconfundíveis, a começar pelas folhas grandes e pecioladas com a forma de estrela de oito pontas. As flores são unissexuadas, coexistindo os dois sexos no mesmo ramo.

A planta da mamona é cultivada no Egipto desde a antiguidade, pensas-se que ela foi dispersada pelos escravos na antiga época colonial. Na altura o óleo obtido da planta era usado na lubrificação dos instrumentos utilizados na transformação da cana de açúcar. Hoje o óleo é usado com fins medicinais: Benefícios do óleo de rícino

Mas hoje vamos falar especificamente da calda de mamona, que é de extrema utilidade na agricultura.  A calda de mamona detém propriedades insecticidas, fungicidas e até algum efeito biofertilisante, combate diversas doenças provocadas por fungos e vírus, é utilizada como adubação foliar e como repelente de diversos insectos. Ela pode ser aplicada na horticultura no geral, nas árvores de fruto, nas flores e plantas de interior.
Ao aplicar deve borrifar a planta de modo homogénio de forma que as toxinas da mamona actuem devidamente sobre as pragas. Falamos especificamente da toxina ricina e da toxina reacinina, juntas elas ajudam a danificar as paredes das células das pragas.

Como preparar a calda de mamona


Vai necessitar de uma proporção de 4 folhas de mamona grandes para um litro de água.

Extraia o talo às folhas de mamona, eles não têm interesse, é na folha que se concentram os princípios activos.
Rasgue e coloque as folhas de mamona num recipiente junto com a água e com a ajuda de um pau pressione bem as folhas, a finalidade é extrair o máximo de princípios activos.
Depois das folhas bem pizadas, deixe-as a macerar no escuro por doze horas. A melhor maneira é preparar a solução no fim de tarde e deixar actuar durante a noite, a luz pode alterar as qualidades da solução.

Depois de decorrido o tempo indicado, coe a calda e passe-a para o pulverizador à razão de um litro de caldo para 9 litros de água.
No acto da pulverização tenha o cuidado de evitar as horas de mais calor, sob o risco de provocar queimaduras das plantas. A melhor maneira de não correr riscos é aplicar a solução ao final da tarde, é uma hora de menos calor e têm a noite pela frente.
Outro cuidado que deve ser tido em conta é a proteção pessoal, já que esta calda de mamona também é tóxica para nós seres humanos e animais no geral.

Além de todas as funcionalidades já referidas, a calda de mamona também atua na eliminação de formigas. Prepara-se a calda conforme as instruções e aplica-se diretamente nos formigueiros.

Sarna do pessegueiro

Sarna do pessegueiro sintomas e prevenção

A sarna do pessegueiro (Cladosporium Carpophilum) é uma doença que ataca especialmente as rosáceas entre elas o pessegueiro, a nectarina, o damasqueiro, a macieira, a ameixoeira, a amendoeira e a cerejeira. A doença é causada por um fungo que sobrevive ao inverno sob a forma de micélio. Geralmente os esporos são produzidos uma semana antes da queda das sépalas, esta acção é privilegiado pela humidade relativa elevada  e pelas temperaturas altas, entre os 25º e os 35º.

Danos da sarna no pessegueiro


O fungo ataca toda a parte vegetativa da planta as folhas, ramos e rebentos, contudo é nos frutos que ele mais se evidencia e acarreta  maiores danos.
Caracteriza-se especialmente pelo aparecimento de pequenas manchas circulares de tom verde azeitona  na superfície dos pêssegos já em fase de desenvolvimento. Geralmente iniciam-se à volta do pedúnculo, numa fase posterior as manchas escurecem e acabam por ficar pretas.
À medida que o fruto cresce poderão surgir uma rachaduras, que servem de porta de entrada a outros seres patogénicos.

Controle da sarna do pessegueiro


Na fase da dormência pulverize a planta com enxofre, e um fungicida à base de cobre, normalmente estes tratamentos reduzem substancialmente a acção do fungo.
Realize a poda de limpeza e a poda verde, de moda a reduzir a densidade da folhagem e permitir a circulação de ar no interior do pessegueiro, esta prática também permite a entrada dos raios solares no interior da árvore e consequentemente a redução da humidade dentro da copa.
Pulverize o pessegueiro de enxofre molhável 2 semanas após a queda das sépalas, mantenha os tratamentos até 40 dias antes da apanha do fruto.

Prevenção do míldio

Prevenção do míldio
O míldio é uma doença das plantas causada por fungos . O seu tratamento é difícil e a melhor forma de controle passa pela prevenção.
É uma das doenças que mais quebras provoca nas produções.

O míldio é originado por vários tipos de fungos., que apresentam uma propagação muito rápida, pela facilidade em que têm de produzir as esporas.
O fungo do míldio sobrevive como micélio nos restos das plantas e é facilmente disseminado pelo vento e pela água.

Condições favoráveis ao míldio


O fungo do míldio é um patogénico que é favorecido pela humidade relativa superior a 90º e por uma temperatura entre os 10º e os 25º. Estas duas associações criam as condições ideais para o desenvolvimento da doença.
As temperaturas acima dos 30º, não são favoráveis à doença, no entanto este agente patogénico mantém-se vivo e assim que as condições voltam a ser favoráveis ele reinicia o seu ciclo.

Sinais do míldio

Sintomas e danos do míldio


Inicialmente a doença manifesta-se nas folhas, surgem umas manchas oleosas que vão evoluindo até adquirir um aspeto acastanhado, enrugado e seco.
Com a evolução da doença o pecíolo e o caule também acabam por ser afetados.
Na parte inferior da folha podem surgir uns esporos brancos que representam o corpo vegetativo do fungo.
Nos frutos a doença caracteriza-se por uma mancha marmorizada acastanhada que acaba por invadir todo o fruto e leva a podridão do mesmo.

Como prevenir o míldio


Escolha variedades mais resistentes à doença.
Facilite a ventilação ao redor da planta.
Elimine os resíduos das plantas, dado que estes além do míldio podem disseminar outras doenças.
Faça tratamentos com um fungicida preventivo.
Plantas muito azotada são mais suscetíveis de adquirir esta doença.

Tratamento do míldio


Elimine todas as parte afetadas com uma tesoura de poda bem afiada.
Não aproveite os detritos para a compostagem, porque infetaria todo o composto.
Finalizado o trabalho. desinfete com álcool a tesoura de poda e qualquer outra ferramenta que tenha usado.
A melhor maneira de combater o míldio é na forma preventiva com fúngicidas preventivos. Quando a doença se encontra instalada, recorra ao tratamento com um fungicida curativo, peça aconselhamento personalizado numa loja especializada. Se preferir os meios naturais experimente a calda de cavalinha, ela atua contra vários tipos de fungos: (Calda de cavalinha contra doenças fúngicas e insetos)

Lagarta da couve

Lagarta da couve combate e tratamento

Hoje vamos falar da lagarta da couve a Pieris Brássicae, elas causam grandes buracos na folha, deixando apenas as nervuras mais grossas. Atacam principalmente a couve galega, a couve flor, os brocolos, o nabo, o rabanete e o rábano.

Características das lagartas da couve


Os adultos são borboletas brancas com manchas negras na extremidade das asas, as fêmeas apresentam duas marcas negras no interior das mesmas.
As lagartas medem aproximadamente 3,5 a 4 cm de comprimento, com cor verde amarelado,  dorso com pontas pretas e uma tira branca ao longo do corpo.
Os adultos depositam os ovos na parte inferior das folhas das couves, a eclosão dos ovos dá-se após 10 a 15 dias.

Como eliminar e afastar as lagartas da couve


As lagartas têm uma particularidade, são gregárias, ou seja vivem em conjunte, esta particularidade permite fazer a eliminação manual de uma forma eficaz.
Logo que as detecte, elimine as lagartas ou os ovos que são facilmente reconhecidos pela sua coloração amarelada , inspecione bem toda a planta , principalmente a página inferior da couve, quando a infestação é grande a maneira mais viável é destruir toda planta. Todas as lagartas devem ser removidas e esmagadas, uma lagarta esquecida é suficiente para provocar uma nova infestação em poucos dias. Por norma esta prática é suficiente para erradicar a praga numa fase inicial.

Sabemos que a eliminação manual nem sempre é viável, particularmente nas grande áreas, nesses casos a  melhor forma de combate  é a prevenção, poderá ser feita com armadilhas sexuais ou com infusão de boldo.
Depois da praga instalada, poderá ser combatida polvilhando-a com pó de rocha, cinzas de madeira ou insecticida de sabão. Veja aqui: Como preparar uma calda de inseticida de sabão.
Outro método biológico eficaz passa pela utilização do bacillus thuringiensis, é uma bactéria que produz proteínas que têm efeito insecticida que atuam por ingestão contra vários tipos de lagartas.

Algumas práticas populares passam por colocar folhas de tomateiro sobre as couves, O cheiro do tomateiro têm um efeito repulsivo sobre as borboletas e evita que elas depositem os ovos na planta.
Há também quem plante hortelã nas imediações das couves, porém este método é um pouco arriscado, a hortelã têm características invasivas. (Cultivo da hortelã)