Coroa de Cristo - Euphorbia milii

Cuidados com a Coroa de Cristo - Euphorbia miliiA coroa de Cristo (Euphorbia milii) é um arbusto espinhoso originário de Madagascar, que pertence à família Euphorbiaceae.

É um arbusto suculento semi herbáceo, bastante ramificado, com ramos lenhosos providos de grandes espinhos agressivos. O tamanho difere conforme a variedade. As variedades anãs crescem em média até 50 cm de altura, têm um crescimento mais sobre a horizontal, caules mais delgados e espinhos mais vastos. As variedades arbustivas podem ultrapassar um metro e meio de altura, apresentam caules espessos, as folhas são mais alongadas.

As flores surgem na ponta dos caules, ao longo de todo o ano, mas é na Primavera e no Verão que elas expressam maior abundancia. As cores variam do vermelho, ao rosa, amarelo e branco. Na verdade as flores da Coroa de Cristo são minusculas e o que nos salta à vista são brácteas (folhas modificadas), à semelhança do que acontece com com a Poinsétia conhecida como Estrela de Natal

Cuidados com a Coroa de Cristo (Euphorbia milii)



Condições favoráveis: Aprecia uma boa exposição solar, com pelo menos quatro horas de sol direto por dia. Suporta  as altas temperaturas, resiste ao frio e ao vento, apesar de sofrer com o frio acentuado e a geada. Cresce bem na maioria dos solos, mas prefere solos leves, com mistura arenosa, boa capacidade drenante e moderadamente fértil.

Irrigação: A coroa de Cristo é uma planta tolerante à seca, sendo que aguenta grandes períodos sem água, mas cresce mais bonita e frondosa quando lhe é fornecida água de um modo moderado.

Poda: É recomendada uma poda de formação, ela revigora e refresca a planta, também estimula a formação de novos rebentos e consequentemente mais botões florais.

Coroa de Cristo - Euphorbia miliiCuidados: A coroa de Cristo é muito resistente e fácil de cuidar, contudo é preciso algum cuidado com o seu manuseio, que deve sempre ser feito com luvas grossas. A planta possui espinhos duros e agressivos e têm seiva lactescente toxica, que pode provocar queimaduras e irritações na pele, nos olhos e mucosas.

Usos: A croa de Cristo floresce o ano inteiro, uma característica importante quando se procura cor, ela forma belos maciços, e bordaduras de canteiros. Mas além de ser utilizada como planta ornamental, ela também é cultivada como cerca viva, é praticamente impossível atravessá-la, ela impede a passagem de pessoas e animais, devido à presença dos espinhos duros .

Propagação da Coroa de Cristo


A multiplicação por estaquia é a mais usual, porque permite preservar as características da planta mãe e as estacas enraízam facilmente. São escolhidas as pontas dos ramos que apresentam folhas nas extremidades. A estaca demora aproximadamente um mês a enraizar e pode ser colocada logo no local definitivo.
Também é possível realizar a multiplicação da coroa de Cristo por via da sementeira. A germinação das sementes leva entre uma a duas semanas dependendo das condições existentes. O transplante das novas mudas deve ser realizado quando estas apresentem 4 a 6 folhas verdadeiras.

Nomes populares: Coroa de Cristo, coroa de espinhos, colchão de noiva, dois irmãos, martírios, duas amigas, coroa de nossa senhora, bem casados, dois irmãos.

Faucária Tuberculosa

Como cuidar Faucária TuberculosaA Faucária Tuberculosa pertence é uma planta da família Aizoaceae, originária da Africa do Sul. Dentro do gênero faucária , encontramos várias espécies que se confundem, entre elas: Faucária lupina, Faucária tigrina , Faucária tuberculosa, Faucária felina.

A faucária é uma pequena suculenta resistente e muito decorativa. Geralmente a planta não ultrapassa os 10 cm, cada cabeça forma até 8 folhas, que emergem aos pares diretamente do centro. Com o tempo vão surgindo novas rosetas à volta da planta mãe e vão formando moitas que cobrem o solo na totalidade.

 As folhas são triangulares e espessas,
distingue-se das de outras suculentas pelos grandes tubérculos ou verrugas na superfície da folha superior e os pequenos dentes brancos macios ao longo das bordas que se parecem com a boca de um animal ou as pequenas garras das plantas carnívoras.

Floresce no Outono, as flores surgem no centro da roseta, com tonalidade amarela dourada e fazem lembrar a flor do dente de leão. Abrem por volta do meio dia e mantem-se abertas até ao final da tarde, fechando durante a noite. Se o tempo se apresentar nublado elas não abrem.

Cuidados com a Faucária Tuberculosa


Condições favoráveis: Aprecia uma exposição ensolarada, gosta de receber sol pelo menos 3 horas por dia, mas também se desenvolvem bem na sombra parcial. Quando a faucária é exposta ao sol forte as folhas adquirem tonalidades mais fortes com tendencias arroxeadas.
O solo deve ser uma mistura leve, que apresente uma boa capacidade de drenagem.

Rega: A rega deve ser moderada, é conveniente deixar secar a terra entre as regas. O excesso de água leva à podridão das raízes  e das folhas, mas a falta também é prejudicial, pode levar à morte da planta e das rosetas que a circundam. Tendo em atenção que o Inverno é o período de descanso da planta, a rega deve ser muito reduzida.

Multiplicação: A Faucária propaga-se por meio da sementeira ou por meio das novas rosetas que surgem à volta da planta mãe, sendo este 2º  método mais comum. Retiram-se as rosetas com cuidado e plantam-se num substrato poroso, são colocadas à sombra e mantidos em meio ligeiramente húmido, com temperatura aproximada a 21º.

Faucária TuberculosaUsos da faucária: É perfeitamente adequada ao plantio de jardins rochosos, de pequenos arranjos de suculentas, onde contrasta muito bem com as outras plantas.

A minha experiencia: A faucária tuberculosa foi uma das minhas primeiras aquisições. Coloquei-a num arranjo junto com outras suculentas e ai se têm mantido até agora com poucos cuidados. Já retirei duas pequenas rosetas que cresceram muito bem, uma das quais se vê na foto acima.

Nomes populares: faucária, mandíbula de tubarão, mandíbula de tigre.

Sugestão: Veja como cuidar a suculenta que se encontra na foto à esquerda da faucária: Cultivo da Jade de prata - Crassula arborescens