Como ter orquídeas bonitas e saudáveis

Como cuidar as Orquídeas
As orquídeas são todas as plantas que compõe a família Orchidaceae, uma das maiores do reino vegetal. Existem em quase todo o planeta, com diversas cores, formas e tamanhos, algumas apresentam aspeto pouco atrativo, porém a maioria cativa-nos pela sua sua elegância e beleza peculiar.

O seu grande interesse é maioritariamente ornamental, à grande exceção do gênero vanilla, da qual se obtêm a especiaria conhecida por baunilha.
São conhecidas e apreciadas desde a antiguidade, simbolizam harmonia e perfeição espiritual, requerem uma atenção especial, mas não são difíceis de cultivar.

Como cuidar as Orquídeas 


Adubação das orquídeas: Não usar adubos com alto teor de azoto, este promove o crescimento das folhas em deterioramento das flores. Os adubos químicos são conhecidos por NPK ou seja N é nitrogénio, P o fosforo, K o potássio. O ideal é usar um adubo com composição 10-20-10, trata-se de uma formula rica em fosforo o responsável pela estimulação da floração nas plantas.
Não adubar em excesso as orquídeas, use o bom senso leia as recomendações dos fabricantes, na dúvida mais vale aplicar menos. O excesso de adubo acabará por matar a planta pela queima química.

Como regar orquídeas: Evitar regar com água da torneira, a água tratada contém cloro. Caso não tenha outra opção deve manter a água em repouso por 24 horas.Sempre que possível recuperar a água das chuvas. 
Deixe secar a terra entre as regas, o excesso de água pode levar ao apodrecimento das raízes, suportam a seca mas o excesso de água pode ser fatal. O ideal é borrifar a folhagem da planta e deixar cair alguma água sobre o solo.
Grande parte das orquídeas têm pseudobolbos, um órgão que armazena água e nutrientes, quando há escassez a orquídea vai buscar às reservas. 

Tamanho do vaso das Orquídeas: Os vasos não devem ser grandes, para não permitir uma grande acumulação de água que poderia ajudar na proliferação de fungos e levar à podridão. Além disso as orquídeas precisam de dominar o espaço que as circunda, então ela vai fazer crescer raízes abranger  todo o vaso e isso vai incrementar um esforço adicional em deterioramento do crescimento vegetal. Em plantas convalidas pode até mesmo levá-las à morte.

Transplantar orquídeas: Regra geral elas têm de ser transplantadas num máximo de 4 anos. Na natureza a maioria das orquídeas cresce sobre as árvores então o ideal é fornecer-lhes um substrato que forneça características parecidas ao seu ambiente natural. Os substratos indicados a orquídeas têm essas características, porém ao fim dum tempo ele começa a apodrecer, perde qualidades e torna-se mais ácido. Quando o substrato começa a ficar muito deteriorado, verifica-se que as orquídeas começam a levantar como se estivessem a fugir do substrato. 
Na hora da mudança deve retirar o máximo de subtrato velho sem judiar muito das raízes, faça-o como se estivesse a desembaraçar cabelo. Elimine o excesso de raízes e coloque a planta num vaso ligeiramente maior e preencha com substrato novo, sem recalcar. Convém colocar uma camada de material drenante no fundo do vaso antes de fazer o transplante, que pode ser: isopor, cascalho, cacos de barro. Há quem use argila expandida, porém no caso das orquídeas ela não é recomendada, pelo facto de libertar um gás prejudicial à planta.

Manutenção das orquídeas: Não molhe as folhas da orquídea nas horas de calor. A humidade conjugada com a temperatura alta ajuda a proliferação de fungos ou bactérias, causando manchas nas folhas e o apodrecimento dos rebentos novos. 
Não use pratos por baixo dos vasos e caso os use despeje-os após a rega.
Manter as plantas com boa ventilação, com alta humidade relativa e boa iluminação. A falta destas condições conduzem normalmente ao aparecimento de pragas.
Deixar secar a terra dos vasos entre cada rega.
Caso necessite aplicar produtos químicos, Nunca o faça com a temperatura acima do 25º , dê sempre preferência a temperaturas abaixo dos 20º.

Floração das orquídeas: A floração da orquídea requer um grande gasto de energia por parte da planta. Se a orquídea não estiver equilibrada e em boas condições, ela vai evitar florir, de modo a poupar energia. Uma floração intensa numa planta debilitada, pode levar à morte da mesma. Portanto para conseguir fazer as orquídeas florirem é necessário todas as indicações descritas até aqui.

Foto: Pixabay

Cultivo do feijão - Phaseolus vulgaris

Cultivo do feijoeiro e colheita do feijão

Nome cientifico: Phaseolus vulgaris
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Favaceae
Gênero:  Phaseolus
Especie: P. vulgaris
Ciclo de vida: Anual

Características do feijoeiro


O feijoeiro é uma planta anual herbácea, da família das leguminosas. Têm grande importância na alimentação humana, ele é rico em nutrientes essenciais como proteínas, ferro, cálcio, carboidratos, fibras e vitaminas principalmente do complexo B. Existe um grande numero de variedades, estas variam no ciclo, na forma, cor, sabor e tamanho da semente e da vagem.

O feijão cru é toxico, ele contém lectina, uma substancia que não é processada pelo sistema digestivo humano e que pode desencadear respostas variáveis no nosso organismo como sensação de inchaço, dor no estômago, obstipação ou diarreia, vomito. Contudo essa toxidade é eliminada após a demolha e a cozedura a altas temperaturas, sendo o seu consumo totalmente seguro.

O feijoeiro assim como outras leguminosas têm uma associação simbiótica com uma bactéria conhecida como rizóbio, ela aloja-se na raiz da planta e têm a capacidade de captar e fixar o nitrogénio do ar. Esta particularidade faz do feijoeiro um bom aliado no melhoramento da fertilidade do solo.

Condições favoráveis ao cultivo do feijoeiro


O feijoeiro prefere solos leves e profundos, com boas capacidades de drenagem e ricos em matéria orgãnica..
Não suporta a geada e é sensível à baixa de temperatura, sendo que esta se deve manter entre os 15 e os 30º C, a temperatura ótima situa-se entre os 18 e os 25º C.
O cultivo do feijoeiro requer alta luminosidade com luz solar direta, contudo em regiões de forte radiação suporta sombramento parcial.

Sementeira e plantação do feijão


Pode ser cultivado desde os fins da primavera até até meados de outono. Existem muitas variedades desde as variedades trepadoras até às variedades anãs, sendo as segundas mais viáveis para uma produção mais precoce.

A germinação do feijão requer temperatura mínima superior a 10ºC, daí só ser aconselhada a sua sementeira a partir dos finais da primavera. Quando se pretende colheitas precoces é recomendado semear o feijão em tabuleiros ou vasos na na proteção de uma estufa de uma janela ensolarada.
Semear a semente de feijão a uma profundidade de 3 a 7 cm, com distancia de 15 x 60 cm entre sulcos nas variedades trepadoras e 8 x 45 cm nas variedades anãs.

Poderá manter uma produção regular de vagens de feijão destinadas ao consumo fresco, escalonando as sementeiras com espaço de 2 semanas entre si.

As variedades trepadoras requerem suportes fortes, com uma altura a rondar os 2 metros. Tradicionalmente usam-se as canas, mas atualmente é bastante recorrente optar pelo uso de paus de madeira ou postes tratados,  ligados entre si por arame ou  fio resistente (Tutoramento do feijão de atrepa).

Tratos culturais da planta do feijão


Antes da sementeira ou plantação enterrar uma quantidade generosa de matéria orgânica.
Se optar pela adubação química deve dar dar preferência a um adubo rico em fosforo e potássio. A cinza de madeira também têm uma quantidade generosa destes dois elementos (As vantagens da cinza na agricultura).

Execute uma sacha no primeiro mês de cultivo, de modo a arejar o solo e remover as ervas invasoras que disputam com o feijoeiro pelos nutrientes, após esta operação amontoe a terra à volta da planta.

A rega deve ser regular, de modo a manter o solo húmido mas não encharcado. A partir da floração a planta requer mais humidade, aumente a frequência das regas. A falta de humidade pode comprometer a formação da flor.

Pragas e doenças do feijoeiro


A contaminação mais comum denomina-se por Ferrugem (Uromyces appendiculatus), consiste no amarelecimento das folhas e aparecimento de pequenas pontuações esbranquiçadas e ligeiramente salientes. Provoca danos nas folhas, nas vagens e todas as outras partes verdes. A ferrugem do feijoeiro pode causar danos tanto mais severos quanto mais cedo ocorrer no ciclo da cultura, sendo que as epidemias severas são favorecidas pela ocorrência regular de orvalho e temperaturas moderadas.

Numa fase inicial as lemas e os caracóis podem provocar grandes danos aos feijoeiros, contudo com algumas medidas podem ajudar a controlar a praga e atenuar os estragos. (Ver como controlar caracóis e lesmas)

O pulgão e a psila são algumas das pragas recorrentes do feijoeiro, contudo devem-se tentar os métodos naturais para as controlar e só em caso de insucesso é que se deve partir para os meios químicos (Calda inseticida de sabão)

Em épocas húmidas a podridão cinzenta causada pelo fungo brotrytis pode causar danos à cultura. A melhor forma de a prevenir é assegurar uma boa ventilação à volta das plantas.


Colheita e armazenamento do feijão


A colheita de feijão verde começa entre 50 e 90 dias após a sementeira, dependendo da variedade plantada e das condições de cultivo. Realiza-se quando as vagens se apresentam bem desenvolvidas, firmes e tenras. A apanha deve ser regular, de modo a estimular a formação de novas flores e a formação de novas vagens. Á medida que as vagens se vão desenvolvendo,vão-se tornando fibrosas e ganham aqueles “fios” que o tornam desagradável ao consumo em verde.


Dependendo da variedade a maturação do feijão verifica-se 80 a 100 dias após a sementeira. Nas plantações de maiores dimensões a colheita é realizada quando 90% das vagens se apresentam secas. É recolhida a planta e colocada a secar ao sol e posteriormente efetua-se a malhagem.

O gorgulho é um grande inimigo no armazenamento do feijão seco. Meta o feijão seco na arca congeladora por dois dias ou mais, esta prática natural é infalível no combate desta praga.