Cultivo da physalis



Cultivo da physalis
A physalis é uma planta rústica de cultivo extremamente fácil  e com uma produção muito interessante. Os seus frutos são delicados com uma cor que vai do amarelo ao laranja, rodeados de uma capa delicada com aspecto de balão. São principalmente procurados pelas suas propriedades medicinais (benefícios do physalis para a saúde), no entanto são encontrados no mercado com um preço muito elevado.

O seu cultivo não é só reservado a quem tenha um jardim ou uma horta, porque também produz muito bem em vaso. Trata-se de uma planta com poucas exigências e que resiste muito bem às pragas e doenças sendo por isso uma boa opção de escolha como fruta biológica.

A  physalis  é uma planta arbustiva de ciclo rápido que chega a alcançar os 2 metros de altura. É nativa da Amazônia e pertence às solenaceas a mesma família dos tomateiros.
Apresenta uma boa adaptação aos climas e solo e não mostra sensibilidade a algum tipo de doença em especifico. Em climas frios é cultivada como anual, em zonas de clima temperado é cultivada como vivaz, podendo viver por 3 a 4 anos.

Apresenta um sistema radicular superficial e extenso. As folhas são lanceoladas de um verde pouco intenso e as flores são amarelas pálidas. A polinização é entomofilia, ou seja dá-se através de insectos. A formação do fruto leva em média 10 semanas, desde o inicio da floração até ao vingamento do physalis.

Muitos se deparam com  a dificuldade de obter esta planta, no entanto ela está acessível a todos. Basta comprar os frutos em qualquer loja e semear as suas sementes. Elas têm uma alta taxa de germinação, a multiplicação é tão bem sucedida que pode dar características invasoras ao physalis. Até porque os pássaros alimentam-se das bagas e transportam as sementes para outros locais.

Sementeira e plantação da physalis


Deve ser  semeada em local protegido no inicio da Primavera. A terra deve ser mantida húmida mas sem encharcar. A germinação dá-se entre 15 a 20 dias, dependendo das condições climáticas.
Quando a planta atingir 10 a 15 cm, planta-se em local definitivo respeitando um espaçamento superior a 80 cm.
Dá-se bem em solos pobres, apesar de preferir solos ricos em matéria orgânica com o pH entre entre os 5,5  e os 6, com preferência por local protegido.

O physalis é uma planta rustica que não necessita de grandes adubações, o excesso de azoto potencia ao crescimento excessivo da folhagem e reduz a produção dos frutos.

Produzira melhor e oferecerá frutos de maior qualidade se for tutorada e conduzida. A poda raramente é necessária, mas dê um pequeno desbaste quando a planta se encontra demasiado frondosa, elimine os ramos secos ou caso a planta cresça em demasia execute uma poda ligeira, de modo a melhorar a arquitetura da planta a facilitar a apanha.

A planta de physalis pode produzir entre 2 a 3 kg, cerca de 300 frutos por planta. Os frutos começam a alcançar a maturação no inicio do verão devendo ser colhidos gradualmente à medida que amadurecem. A maturação verifica-se quando o capucho seca e quando o fruto muda de cor.

É preciso ter em atenção que as folhas de physaliz e os frutos verdes são tóxicos.

A minha experiencia com o Physalis em Portugal


Apesar do physaliz ser uma planta de origem tropical ela dá-se perfeitamente em Portugal, eu diria bem demais até. Quando se têm um pé de physaliz uma vez, nunca mais acaba, as sementes são transportadas pelos pássaros e vão nascendo pequenas plantas por todo o lado. Eu já nem planeio a sementeira, aproveito sempre as plantas nascediças. Outra característica desta plantas é a sua capacidade de adaptação, é certo que logo que aparecem as primeiras geadas, as folhas queimam-se e caem e a planta desaparece quase na totalidade, porém logo no inicio da Primavera ela rebenta e cresce rapidamente sem grandes cuidados. A minha produção de phiysalis é sempre muito generosa e eu comecei a desidratar os meus frutos e como-os pelo ano forra sob a forma de passas.

Nomes populares: Physalis, fisális, capuchinhos,  cereja de Judeu, capota, lanterna chinesa, bucho de rã, alquequenje, tomate de capuz, tomatinho, tomate silvestre, saco de bode, golden berry.

Como ter orquídeas bonitas e saudáveis

Como cuidar as Orquídeas
As orquídeas são todas as plantas que compõe a família Orchidaceae, uma das maiores do reino vegetal. Existem em quase todo o planeta, com diversas cores, formas e tamanhos, algumas apresentam aspeto pouco atrativo, porém a maioria cativa-nos pela sua sua elegância e beleza peculiar.

O seu grande interesse é maioritariamente ornamental, à grande exceção do gênero vanilla, da qual se obtêm a especiaria conhecida por baunilha.
São conhecidas e apreciadas desde a antiguidade, simbolizam harmonia e perfeição espiritual, requerem uma atenção especial, mas não são difíceis de cultivar.

Como cuidar as Orquídeas 


Adubação das orquídeas: Não usar adubos com alto teor de azoto, este promove o crescimento das folhas em deterioramento das flores. Os adubos químicos são conhecidos por NPK ou seja N é nitrogénio, P o fosforo, K o potássio. O ideal é usar um adubo com composição 10-20-10, trata-se de uma formula rica em fosforo o responsável pela estimulação da floração nas plantas.
Não adubar em excesso as orquídeas, use o bom senso leia as recomendações dos fabricantes, na dúvida mais vale aplicar menos. O excesso de adubo acabará por matar a planta pela queima química.

Como regar orquídeas: Evitar regar com água da torneira, a água tratada contém cloro. Caso não tenha outra opção deve manter a água em repouso por 24 horas.Sempre que possível recuperar a água das chuvas. 
Deixe secar a terra entre as regas, o excesso de água pode levar ao apodrecimento das raízes, suportam a seca mas o excesso de água pode ser fatal. O ideal é borrifar a folhagem da planta e deixar cair alguma água sobre o solo.
Grande parte das orquídeas têm pseudobolbos, um órgão que armazena água e nutrientes, quando há escassez a orquídea vai buscar às reservas. 

Tamanho do vaso das Orquídeas: Os vasos não devem ser grandes, para não permitir uma grande acumulação de água que poderia ajudar na proliferação de fungos e levar à podridão. Além disso as orquídeas precisam de dominar o espaço que as circunda, então ela vai fazer crescer raízes abranger  todo o vaso e isso vai incrementar um esforço adicional em deterioramento do crescimento vegetal. Em plantas convalidas pode até mesmo levá-las à morte.

Transplantar orquídeas: Regra geral elas têm de ser transplantadas num máximo de 4 anos. Na natureza a maioria das orquídeas cresce sobre as árvores então o ideal é fornecer-lhes um substrato que forneça características parecidas ao seu ambiente natural. Os substratos indicados a orquídeas têm essas características, porém ao fim dum tempo ele começa a apodrecer, perde qualidades e torna-se mais ácido. Quando o substrato começa a ficar muito deteriorado, verifica-se que as orquídeas começam a levantar como se estivessem a fugir do substrato. 
Na hora da mudança deve retirar o máximo de subtrato velho sem judiar muito das raízes, faça-o como se estivesse a desembaraçar cabelo. Elimine o excesso de raízes e coloque a planta num vaso ligeiramente maior e preencha com substrato novo, sem recalcar. Convém colocar uma camada de material drenante no fundo do vaso antes de fazer o transplante, que pode ser: isopor, cascalho, cacos de barro. Há quem use argila expandida, porém no caso das orquídeas ela não é recomendada, pelo facto de libertar um gás prejudicial à planta.

Manutenção das orquídeas: Não molhe as folhas da orquídea nas horas de calor. A humidade conjugada com a temperatura alta ajuda a proliferação de fungos ou bactérias, causando manchas nas folhas e o apodrecimento dos rebentos novos. 
Não use pratos por baixo dos vasos e caso os use despeje-os após a rega.
Manter as plantas com boa ventilação, com alta humidade relativa e boa iluminação. A falta destas condições conduzem normalmente ao aparecimento de pragas.
Deixar secar a terra dos vasos entre cada rega.
Caso necessite aplicar produtos químicos, Nunca o faça com a temperatura acima do 25º , dê sempre preferência a temperaturas abaixo dos 20º.

Floração das orquídeas: A floração da orquídea requer um grande gasto de energia por parte da planta. Se a orquídea não estiver equilibrada e em boas condições, ela vai evitar florir, de modo a poupar energia. Uma floração intensa numa planta debilitada, pode levar à morte da mesma. Portanto para conseguir fazer as orquídeas florirem é necessário todas as indicações descritas até aqui.

Foto: Pixabay