Calendário hortícola de Junho

Calendário hortícola de Junho

Práticas culturais do mês de Junho


  • Junho é um mês de grandes atividades, atualize as cavas e as sachas.
  • As regas neste mês são primordiais, principalmente nos dias quentes e secos.
  • Proteja as plantas mais sensíveis dos raios solares mais intensos.
  • Retire os rebentos laterais dos tomateiros.
  • Corte os estolhos dos morangueiros à medida que estes vão crescendo.
  • Execute a capação das melancias, do melão e dos pepinos.
  • Amontoe os aipos e os cardos de modo a estimular o estiolamento.
  • Prepare os terrenos destinados às culturas de Outono
  • Lavre à volta das matas de modo a evitar incêndios.
  • Continue a regar e a tratar os batatais. Cultivo da batata 

As luas de Junho de 2020

🌕 Lua cheia- 05 Junho
🌖 Quarto minguante- 13 Junho
🌑 Lua nova- 21 Junho
🌒Quarto crescente- 28 Junho
(Influencia da lua nas plantas)

Sementeiras e plantações do mês de Junho


 Semear para posterior plantação: Acelgas, aipo, alface, alho porro, beterraba, couve flor, endivia, tomate.

 Na horta semear diretamente no solo: Aboboras, agriões , cenouras, ervilha de trepar, feijão de trepar, feijão anão, rabanetes, courgette, pepino, espinafre.

 Hortícolas a plantar: Tomateiros, pimentos, chicória, espinafre, melão, melancia, courgette, beringela, meloa, pepino, acelgas, alcachofra, alface, couve flor, endivida, repolho de Verão, repolho vermelho, batata, batata doce.

 Flores a semear e a plantar: Cravos tunicos, petúnias, cravos, manjericos, cravinas, gladiolos, lírios, verbenas, amores perfeitos, gípsofilas, goivos, flor de papel, sécias.

Ditados populares de Junho


"Junho calmoso, ano formoso"
"Lavra pelo São João se queres ter palha e pão"
"Chuva de Junho, peçonha do mundo"
"Junho chuvoso, ano perigoso"
"Em Junho foice no punho"
"Maio frio e Junho quente: bom pão, vinho valente"
"Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pansa"
"Quem quiser bom melão, semeia-o na manhã de S. João"
"Ande onde andar há-de vir no S. João"
"Pelo S. João a sardinha pinga no pão"

Cultivo da planta do mamão papaia (mamoeiro)

Cultivo da planta do mamão e da papaia (mamoeiro)

O meu entusiasmo por árvores de fruto é ilimitada, ando sempre à procura de plantas e frutos novos. Já tive o prazer de comer mangas de produção própria e agora tenho a expectativa de comer mamão papaia. Mesmo não conhecendo nenhum exemplar desta árvore em Portugal, decidi experimentar. O começo da minha experiência teve inicio num mamão de supermercado, retirei-lhe as sementes, sequei-as, semeei-as e deu-se o inicio da minha nova aventura, que podem ver na foto acima. Com base em muita pesquisa passei aos seguintes passos, vamos ver se chego a bom porto.

Características das plantas do mamão papaia


Segundo consta a papaia é uma planta que pode atingir os 5 metros de altura e embora pareça uma árvore, ela é apenas uma erva gigante de crescimento rápido e vida curta.
Contudo parece que existe macho e fêmea e na na fase inicial não existe uma forma confiável de ver se a planta é macho ou fêmea. A planta macho produz um caule longo e fino com diversas folhas, contudo é na floração que podemos definir o sexo do mamoeiro. As flores do mamoeiro macho ficam dependuradas e afastadas do caule da planta.
Embora as flores dos mamoeiros machos não se transformem em frutos viáveis, elas têm a importante função de fecundar as flores dos mamoeiros fêmeas. Espere que a planta cresça aproximadamente 90 cm de altura para determinar o género de cada planta.
Contudo existem algumas plantas que são hermafroditas, ou seja produzem flores dos dois tipos e se autopolinizam. Geralmente os mamões e as papaias que se encontram no mercado têm origem em plantas hermafroditas, geram mais interesse pelas características do fruto e pela viabilidade económica.

A papaia é uma planta tropical, que se desenvolve melhor com temperaturas entre os 19º e os 25º. Quando a temperatura desce abaixo dos 15º, a planta sofre, pára o desenvolvimento vegetativo e reduz o florescimento.

Sementeira e plantação do mamão


O solo deve ser profundo, permeável e rico em matéria orgânica. A planta também necessita de um bom aporte de potássio, boro e zinco. O pH deve situar-se entre os 5,5  e os 6,7. Recomenda-se a correcção da acidez do solo através da calagem.

A planta da papaia gera melhores resultados com adubação orgânica, os estrumes de gado bem curtidos são os mais indicados. Este tipo de fertilização, têm aínda a vantagem de melhorar a estrutura do solo.

O mamoeiro pode ser multiplicado por meio de sementes, de estaca ou enxertia. Contudo a propagação de sementes é a mais utilizada. São escolhidas as sementes de um fruto sadio, livres de pragas e doenças visíveis, deve apresentar um bom tamanho e forma regular.

Coloque 4 sementes num vaso com substrato, com cerca de 1.25 cm profundidade e regue-as, tendo o cuidado de não encharcar. Depois de elas germinarem retire as mais pequenas e deixe apenas uma, a maior ou a que apresentar melhor desenvolvimento. A germinação leva aproximadamente 15 dias.

Transplante as plantas quando elas alcançarem os 15 a 20 cm. Quando colocadas definitivamente no lugar, deve respeitar de um espaço de 2 metros entre as plantas e 3 a 4  metros entre linhas.

Tratos culturais do mamoeiro


Deve-se eliminar o excesso de brotos, de forma a prevenir ataques de pragas e doenças.

A rega deve ser persistente, mas sem exageros. O mamoeiro é uma planta exigente em água, contudo é sensível ao encharcamento.

Em condições favoráveis a floração dá-se 4 a 6 meses após a sementeira, os frutos levam 5 a 6 meses a completar a maturação. Devem ser colhidos com uma ligeira torção, com o cuidado de não ferir a casca.

As maleitas mais preocupante da papaia são o vírus do mosaico e vírus da mancha anelar do mamoeiro. O virus do mosaico provoca o amarelecimento e enrugamento das folhas mais novas, o clareamento das nervuras e uma paralisação no crescimento da planta que se vai reflectir na qualidade do fruto, ou mesmo a morte da planta.
O vírus da mancha anelar, também apresenta o amarelecimento das folhas e clareamento das nervuras, apresenta também a redução da lamina foliar e umas estrias oleosas nos pecíolos. Leva a redução da produção e à possível imprestabilidade dos frutos.
Como não existem tratamentos específicos para estas doenças, a melhor forma de controle reside na eliminação das plantas contagiadas.