Utilidades e preparação da Calda bordalesa

Utilidades e preparação da Calda bordalesa

A calda bordalesa também conhecida como calda sulfocálcica é uma mistura à base de cal virgem e sulfato de cobre, que resulta num produto pouco tóxico, é usada em vários métodos agrícolas, o convencional e o biológico ou orgânico.
Supõe-se que tenha sido usada pela primeira vez em 1882 em Bordeaux na França, com o intuito de curar as doenças da videira. Os agricultores desta região tratavam as videiras com água de cal e constataram que quando ela era preparada em recipientes de cobre o tratamento era mais eficiente, daí o nome calda bordalesa ou mistura de Bordeaux.

Calda bordalesa para que serve


Os seus atributos são vários, a calda bordalesa têm ação fungicida, bactericida, repelente de insectos, fertilizante e fortificantes.  Aplica-se em diversas culturas hortícolas, em árvores de fruta e flores e tal como a maioria dos produtos é mais eficiente quando aplicada de forma preventiva. A aplicação da calda bordalesa nas laranjeiras e noutros citrinos antes do frio é muito comum, quando ela é aplicada antes das primeiras geadas, têm ação fortificante que robustece e caustica a planta, ajudando-a a suportar melhor o frio, esta prática também se alarga a outras árvores. Acresce ainda a vantagem de poder ser usada em modo de produção biológica.
A calda bordalesa poderá ser comprada pronta ou feita em casa, sendo a segunda opção a mais econômica e o único modo viável aos que não possuem cartão de aplicador de produtos fitofarmacêuticos.

Como fazer calda bordalesa


A preparação mais comum da calda bordalesa dá-se na proporção de uma parte de cal, uma parte de sulfato de cobre e 100 partes de água. A seguir fica o exemplo para 20 litros.

200 gr de cal virgem
200 gr de sulfato de cobre
20 litros de água

Antes de mais deve escolher um vasilhame de plástico, madeira ou betão. Na véspera ou seja no dia anterior, coloque o sulfato de cobre dentro de um saquinho de pano ralo e emerja-o em água. Há quem opte por amornar a água com o intuito de acelerar a diluição do sulfato de cobre.

A cal deverá ser colocada num balde metálico com uma pequena quantidade da água, deixe ferver e acrescente mais água, suficiente para diluir a cal e mexa bem. Neste procedimento deverá ter cuidado a redobrar, sob o risco de se queimar, use luvas apropriadas.

Junte o sulfato de cobre diluído lentamente sobre a calda de cal virgem, faça-o sempre nesta ordem, nunca ao contrário. Mexa bem e acrescente mais água, até obter o volume de 20 litros, coe num crivo de malha fina e despeje no pulverizador.

Deverá ter o cuidado de verificar o pH da calda bordalesa, que não deverá ficar ficar nem muito alto nem muito baixo, o ideal situa-se entre os 6,5 e os 7. O método certo e eficaz é o uso das fita medidora do pH, que deverá ser mergulhada na calda.
Há também o método tradicional que consiste em colocar um pingo da calda sobre a lamina de uma faca ou canivete de ferro e se formar uma mancha vermelha é sinal que a calda está ácida. Porém este método é falível e apenas indica a acidez.
Lembrando que o sulfato de cobre é ácido e cal é básica, deverá fazer a correção acrescentando o elemento em falta conforme o resultado, isto claro depois de diluído.

Aplicação mais habitual da calda bordalesa é a quinzenal, não devendo ultrapassar os 3 kg de produto por ha ao ano, de forma a proteger o meio ambiente. Não pulverize a calda em dias de sol quente ou em dias de temperaturas muito baixas.

Depois de misturada a solução deve ser logo utilizada, têm um tempo limite de 24 horas. Contudo se cada calda for guardada em separado numa garrafa plástica rolhado poderá durar até um ano.

Cultivo do Tamarindeiro Árvore do Tamarindo

Tamarindeiro Árvore do Tamarindo

O tamarindo é uma vagem com casca escura e lenhosa quebradiça, que contém no seu interior sementes duras envolvidas por uma polpa agridoce, rica em vários nutrientes importantes à saúde: (Benefícios do tamarindo). Provém da árvore chamada taramindeiro, também conhecida por tamarineiro, cujo nome cientifico é Tamarindus Indica e pertence à família das Fabaceae e subfamília Caesalpinoideae. Trata-se de uma grande e bela árvore decorativa, com um porte que é capaz de alcançar os 30 metros de altura. As diferentes partes da planta são utilizadas em alguns países como remédio caseiro na luta contra diversas doenças. Temos como exemplo o chá das folhas do taramindeiro que é usado nas Filipinas contra a febre da malária.

O tamarindeiro é uma árvore originária da África tropical que aprecia ambientes quentes e húmidos, porém existem relatos de árvores bem sucedidas no litoral centro de Portugal. Segundo esses testemunhos a árvore sofre com o frio e as geadas do inverno, perde a folha mas rebenta na primavera. A frutificação dá-se por volta de Outubro e Novembro. Este facto só vale nas árvores adultas, nos estágios iniciais de crescimento as geados poderão afectar a planta irreversivelmente.

A possibilidade do tamarindeiro se desenvolver em Portugal deixou-me entusiasmada e levou-me a arriscar uma nova experiência. Sendo eu uma grande apreciadora deste fruto, o tamarindo faz-me lembrar o amendoim no aspecto exterior e a polpa faz-me lembrar a tâmara. Sempre que posso, compro uma boa porção deles. Na minha ultima aquisição, guardei as sementes e lancei as mão à obra. O meu primeiro passo foi fazer uma pesquisa aprofundada e o segundo, lançar as sementes à terra. Logo que possa dou novidades.

Sementeira e plantação do tamarindo


Prefere solos profundos areno-argilosos, com boa drenagem e o pH entre os 5,5 e os 6,5, em áreas abertas e soalheiras. Gosta de ambientes quentes e húmidos, sendo a temperatura óptima de 25º.

Coloque 3 a 4 sementes de tamarindo num vaso com um substrato especifico para sementeiras a uma profundidade de 1 a 2 cm, com o cuidado  de não ultrapassar muito esta medida, sob o risco da germinação não se dar em perfeitas condições. Regue diariamente mas moderadamente até se dar a germinação das novas plantas, que em média e conforme as condições podem demorar entre 5 a 10 dias e mais de um mês a serem avistadas á superfície do solo.
Após a germinação, retire as plantas mais fracas e mantenha a mais vigorosa. Após a muda alcançar os 30 a 40 centímetros, transplante-a para o local definitivo.

Plante a nova árvore numa cova de 50x50 cm, incorpore matéria orgânica. Irrigue a cova e proteja a superfície à volta da planta com palha. O transplante das novas plantas deve ser efectuado em dias nublados e de preferência chuvosos.

Tratos culturais do tamarindo


O tamarindeiro é uma árvore rústica que não necessita de grandes cuidados para sobreviver e dar uma boa produção de frutos, contudo no inicio de ciclo e na fase da frutificação a árvore requer alguns cuidados.
No inicio de vida a planta é muito susceptível a fungos, de modo que a atenção à acumulação de água deve ser redobrada, evite terrenos com tendência ao encharcamento.
O tamarindo aprecia solos ricos em matéria orgânica. Os adubos verdes e as coberturas de solo como a palha favorecem a fertilidade da terra e interferem positivamente no desenvolvimento da planta.
Controle as ervas daninhas de modo a que estas não entrem em competição com a  árvore de tamarindo.
Vá retirando os ramos secos e doentes, remova também os os que se dirigem ao centro, de modo a clarear a copa da árvore.


Frutificação e apanha do tamarindo


Um tamarindeiro adulto produz em média 150 kg a 250 kg por ano. A árvore começa a frutificar 4 a 6 anos após a sementeira. Entre o inicio da floração e a maturação do tamarindo decorrem cerca 8 a 9 meses. Depois do amadurecimento o fruto pode-se manter na árvore por várias semanas.