Ciclame (cyclamen persicum)

Como cuidar de ciclamen ou cyclamen

O ciclame (cyclamen persicum) provém da região mediterrânica, mais concretamente da faixa litoral entre a Grécia e a Síria. É uma planta herbácea tuberosa, de 15 a 20 cm de altura, que floresce principalmente no inverno. No mercado encontramos uma vasta variedade de ciclames: com flores pequenas, flores grandes, duplas ou com franja, apresentam belíssimas cores que vão do branco, ao cor de rosa, violeta e vermelho. Mas a beleza do ciclame também é representada nas folhas, que aparentam a forma de coração com umas manchinhas cinzas marmoreadas.

Cuidados com o ciclame


 Luz: O ciclame adapta-se a vários tipos de luminosidade. Porém, é nos ambientes bem iluminados sem a incidência de luz direta que ele atinge a plenitude da sua beleza.

 Temperatura: O ciclame aprecia climas mais frios, com temperaturas ideais que rondam entre os 12º e os 18º. Abaixo dos 6º a planta entra em stress e em ambientes excessivamente quentes a floração tenderá a durar menos.

 Regas: Mantenha o substrato húmido até à floração, evitando o encharcamento. Procure não regar por cima, opte pela rega através do prato deixando a planta absorver a água por 20 a 30 minutos. Depois, verta a água excedente de modo a preservar o tronco do ciclame da humidade excessiva. Após a floração reduza as regas diárias.

 Transplante:  Realize o transplante do ciclame depois da floração, por volta do Verão. Coloque o tubérculo num vaso ligeiramente maior, a meia profundidade, ou seja deixe-o semi enterrado. Coloque-o num lugar fresco até surgirem as novas folhas.

Plantação no exterior: Apesar de ser vendido como planta de interior, o ciclame também se adapta bem no exterior, em canteiros e bordaduras, desde que receba a proteção de plantas maiores, como forma de o proteger dos raios solares diretos. Procure respeitar o espaçamento de 22 a 30.

Solo ideal: O ciclame aprecia solos e substratos ricos em matéria orgânica, com uma boa capacidade drenante e o pH situado entre 5,5 e os 5,8.

 Fertilização: Se transplantar os ciclames anualmente, eles não necessitarão de fertilização. Contudo se as folhas apresentarem um aspeto pálido, forneça-lhes um adubo liquido na água da rega de 15 em 15 dias antes da floração.

 Cuidados: Os ciclames não necessitam de poda, porém as flores e as folhas devem ser eliminadas à medida que vão murchando, de modo a prevenir a proliferação de fungos e prolongar a floração.

 Pragas e doenças: A planta sofre frequentemente de botrytis, um bolor cinzento que se manifesta nas folhas. Geralmente a proliferação deste fungo inicia-se pelo excesso de humidade e pela falta de ventilação. Remova as folhas afetadas, reduza as regas, coloque a planta num local mais arejado e se necessário use um fungicida.

Aspetos sensíveis do ciclame


As folhas murcham: Depois de descartada a possibilidade de falta de água, este sintoma poderá indicar que o seu ciclame se encontre num local demasiado quente e seco. Coloque a planta num local mais fresco.

As folhas amarelecem: Provavelmente a planta tenha sido colocada num local pouco iluminado e demasiado quente. Recomenda-se muda-lo de lugar.

Folhas com manchas pardo amareladas: Estes sintomas são indicativos de ataque de podridão cinzenta. Retire as folhas afetadas e trate com um fungicida. Poderá escolher meios naturais: (Calda de cavalinha contra doenças fúngicas)


Multiplicação do ciclame


Depois da floração e da murcha da flor geram-se uns frutinhos com aspeto de cápsula, cheia de sementes. Após este processo a planta inicia o seu percurso em direção à dormência, as folhas amarelecem e caem. As sementes caem à terra e darão inicio a novas plantinhas, que poderão ser repicadas para outro local.

A multiplicação do ciclame pode também ser realizada  pela divisão do tubérculo: Depois da dormência, que se observa com o desaparecimento das flores e das folhas, desenterre o tubérculo e corte-o, certificando-se que todas as partes cortadas contêm gemas, geralmente dá para fazer dois ou três pedaços. Coloque-o numa cova, com tamanho suficiente para o cobrir na totalidade. Não compacte o substrato, de modo a permitir o desenvolvimento das raízes.

Sementeira manual: Semeie no final do Verão em tabuleiros. O substrato deve deve ser mantido ligeiramente húmido, num ambiente protegido da luz solar direta e de correntes de ar. A germinação é demorada, pode levar de 3 semanas a 2 meses, conforme as condições ambientais. Quando as novas plantas alcançarem 4 a 5 folhas, repique-as e coloque-as em vasos definitivos.
as plantas resultantes demoram um pouco mais a desenvolver-se, levam aproximadamente 14 a 15 meses a florir.

Curiosidades sobre o ciclame


O género cyclamen é composto por mais de 23 espécies, todas nativas do Mediterrâneo. A espécie mais conhecida e encontrada nas floristas é o Cyclamen persicum, também conhecido por florist cyclamen.
Temos também os Cyclames rústicos, conhecidos pela sua resistência  e tolerância a temperaturas negativas, usuais no países de climas frios. Dentro desta espécie os mais comuns são os Cyclamen coum e o Cyclamen hederifolium.


O ciclame floresce uma vez por ano e a  sua floração dura em média 2 meses. Também é conhecido por cyclamen, ciclame da Pérsia, violeta dos Alpes. 

Calda de cavalinha contra doenças fúngicas e insectos

Calda de cavalinha no tratamento de doenças fungicas e praga na agricultura biológica
Nome Científico: Equisetum spp
Ordem: Equisetales
Família: Equisetaceae
Género: Equisetum
Clima: Continental, Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Temperado, Tropical
Origem: África, América, Ásia, Europa
Ciclo de Vida: Perene

A cavalinha (Equisetum), também é conhecida por pinheirinha pela sua semelhança a um pequeno pinheiro, é uma planta vivaz, cujo o habitat natural localiza-se preferencialmente em zonas húmidas e sombrias perto de cursos de água. É uma planta resistente, com características invasivas, que facilmente ganha o estatuto de infestante.

A cavalinha é extraordinária, apresenta efeito fungicida, inseticida e fortificante. Pode ser usada na horta de forma preventiva ou curativa, no controle de vários insetos nocivos, assim como das doenças provocadas por fungos. Destacam-se também as suas importantes propriedades medicinais (Benefícios da erva cavalinha para a saúde)

Vantagens do uso da calda de cavalinha 


A calda de cavalinha é um poderoso fungicida natural, é utilizada na agricultura biológica com o fim de controlar diversas patologias das plantas. Conta também com ação inseticida, bacteriana e fortificante, contém sílica, uma substancia que aumenta a resistência das plantas, age nas paredes celulares, fortalece-as e torna-as mais resistentes aos ataques. Todas esta características permitem utilizar a calda de cavalinha contra diversas pragas, doenças fúngicas ou bacterianas, seja no modo preventivo ou curativo
.

A calda de cavalinha é eficaz contra:

  • Míldio
  • Lepra do pessegueiro
  • Ferrugem
  • Podridão cinzenta
  • Oídio
  • Fungos do solo
  • Algumas viroses
  • Ácaros
  • Pulgões


Como preparar a calda de cavalinha


75 gr de cavalinha seca ou 500 gramas de cavalinha verde
5 litros de água
Caso a cavalinha seja seca triture-a, se for verde desfaça-a em pedaços mais pequenos.
Coloque a cavalinha em em 5 litros de água e deixe-a de molho por 24 horas. Depois coe a maceração, guarde-a em recipientes plásticos bem fechados e guarde em local escuro e fresco. Quando bem acondicionada a calda de cavalinha pode conservar as suas qualidades até 3 meses.

Modo de uso da calda: 
➢ Dilua 1 litro do preparado em 10 litros de água para tratamento foliar contra insetos e doenças fúngicas ou bacterianas. Os tratamentos deverão ser efetuados no fim do dia.
Se a plantar apresentar sintomas de doença, faça aplicações de 3 em 3 dias. No modo preventivo, pulverize de 15 em 15 dias.
➢ Contra as doenças do solo, pulverize o produto puro sobre a superfície do solo.

Curiosidades sobre a cavalinha 


Calda de cavalinha no tratamento de pragas e doenças fúngicas
A cavalinha apresenta dois tipos de caule, fértil e estéril. O caule fértil surge na primavera e morre no verão, é curto, não possui clorofila, apresenta tons cinzentos avermelhados e gera na ponta uma inflorescência em forma de espiga que produz esporos responsáveis pela sua reprodução.
O caule estéril é longo, pode atingir os 90 cm de altura, têm tonalidade verde, surge depois dos caules férteis murcharem e morre no inicio do inverno. Apresenta muitos nós, ramificações e é utilizado para fins medicinais.

Na natureza poderá encontrar a cavalinha em terrenos húmidos ou na margem de cursos de água. Poderá também encontrar a cavalinha em viveiros e floristas e pode inclusive cultiva-la como planta ornamental. Outra opção é compra-la já seca em lojas ou casas de produtos naturais. Se optar por colhe-la, escolha o verão, seque-a à sombra num lugar seco e ventilado.

Outras utilidades da cavalinha: Ajuda a polir moveis, compõe arranjos florais, é usada como corante verde, no passado era usada como "esfregão" no arreamento de panelas.

Nomes populares: cavalinha, erva pinheira, equiseto, cola de lagarto (Uruguai), yerba del tigre, yunquillo, equiseto menor, tembladera pequena (Colombia), horsetail (Inglaterra), équiset (França), lixa vegetal.

Se gosta de soluções naturais, sugiro que veja também: Como fazer chorume de urtiga