Guia dos Cactos e das Suculentas

Como cuidar Cactos e Suculentas
Os cactos e as suculentas são plantas que exigem pouco e oferecem muito. São resistentes à maioria das condições e permitem ser cultivados até pelos que não possuem muito tempo livre.

Já foi o tempo em que os cactos e as suculentas não eram apreciados, eram considerados vulgares e pouco interessantes. Hoje estão em alta, são apreciados e valorizados pelas variedade de cores, texturas e formas. São tão versáteis, que podem ser usadas nos mais diversos tipos de decoração.

Os cactos e suculentas permitem-nos alargar  a imaginação, com alguma criatividade podemos dar origem a arranjos incríveis. E é muito simples fazer estas misturas, basta juntar cores, texturas e formatos, colocá-los em qualquer tipo de contentor como: louça, vidro, terrários ou outro tipo de objetos e obtêm-se facilmente um arranjo espetacular.

Como cultivar cactos e suculentas 


Luminosidade: A maioria das suculentas aprecia iluminação solar direta, pelos menos 6 horas diária. Dentro de casa, procure colocá-las em janelas ensolaradas ou outros locais onde elas possam receber o máximo de luz possível. Elas não vão sobreviver em locais sombrios como: casas de banho ou prateleiras internas, salvo algumas exceções como: Ripsális ou cato macarrão, hatiora, dama da noite, entre outras.
Se a planta começar a mostrar sinais de estiolamento,  a crescer para cima de um modo desequilibrado e as folhas começarem a alongarem, significa que a suculenta está recebendo pouco sol.

Escolha do vaso: É importante escolher vasos furados que permitam uma boa drenagem da água. Contudo se escolher recipientes sem furos: Coloque 2 a 3 cm de gravilha ou argila expandida no fundo do recipiente, cubra com um geotêxtil e disponha  o substrato por cima. Esta medida ajuda a proteger a base da planta do excesso de humidade, que pode levar ao apodrecimento das suas raízes. O tamanho do vaso é decisivo no tamanho da suculenta, ou seja ela vai crescer de acordo com o espaço que têm disponível. Em vasos pequenos as suculentas permanecerão pequenas, em vasos grandes conseguiremos plantas de maior porte.

Substrato: Os cactos e as suculentas são maioritariamente de origem desértica, apreciam solos leves, muito porosos e altamente drenáveis. A melhor maneira de conseguir condições parecidas é misturando areia no substrato, pode ser areia de construção lavada ou de rio, não deve ser usada areia vinda de praias do mar. 

Rega: Regue apenas as suas suculentas quando a terra se apresentar seca. Se usar prato debaixo do vaso, certifique-se que ele não acumule água. Esta é uma regra de ouro, geralmente o excesso de água é o principal fator associado ao fracasso do cultivo de suculentas. Ao contrário das outras plantas, quando as folhas das suculentas murcham indicam que ela está apodrecendo por excesso de água.

Adubação:  Forneça um adubo indicado a plantas suculentas e faça-o apenas na Primavera e no Verão, uma vez por Mês. Adicione cálcio,  as plantas de sol forte necessitam de um maior aporte de cálcio, ele permite deixar os caules e as folhas das suculentas mais resistentes. Poderá encontrar este nutriente em abundancia na casca de ovo triturada (Uso da casca de ovo nas plantas).

Manutenção: As suculentas não necessitam de podas, porém convém sempre remover folhas secas, partes secas ou murchas, de modo a permitir um desenvolvimento vigoroso e saudável.

Multiplicação: A capacidade de sobrevivência destas plantas, verifica-se até no modo de propagação. Na natureza as folhas que caem da planta mãe caem no chão, ganham raízes e formam novas plantinhas. Em casa podemos adotar este mecanismo e dar origem a novas plantas de uma forma prática e econômica: (Como multiplicar as suculentas). Esta técnica não se aplica a cactos.

Qual a diferença entre cactos suculentas?


Um cato é uma suculenta, mas nem todas as suculentas são cactos.
As suculentas são plantas que se adaptaram a viver em condições extremas. A exposição a ambientes agrestes levou-as a desenvolverem mecanismos de sobrevivência como sistemas de redução da perda de água e a capacidade de armazenar grandes quantidades de água,  deste modo elas conseguem sobreviver a longos períodos de seca. Em condições extremas, elas são capazes de minimizar o gasto de energia, parrando o crescimento e ficando inativas.
Os cactos são um subgrupo dentro das suculentas, no seu habitat natural vivem em condições extremamente agreste, com uma grande discrepância de amplitudes térmicas que podem ir do -20º  aos 50ºC, estas condições obrigam-nos a aprimorar os mecanismos de sobrevivência. Eles possuem aréolas, pequenos orifícios salientes por onde nascem rebentos, espinhos e flores. Os espinhos protegem-nos dos predadores, reduzem a circulação de ar pela planta, permitindo reduzir a perda de água, amenizam a intensidade do sol e do frio noturno.

Curiosidades dos cactos e suculentas


Os cactos e suculentas cultivados em condições inadequadas de temperatura ou água, são mais suscetíveis a desenvolverem doenças fúngicas como a ferrugem. o fungo penetra na pele da planta, agride os tecidos que acabam por ficar moles e a suculenta acaba por ficar preta. Nestas situações as partes pretas devem ser descartadas e as partes saudáveis devem ser replantadas num novo subtrato.

Os cactos e suculentas subdividem-se em dois grupos
Plantas do deserto: Gostam de sol direto e sobrevivem com pouca água
Plantas da floresta: Preferem sombra e alguma humidade atmosférica.

O nome cacto, deriva do grego que Káktos, que quer dizer planta espinhosa. 

Oleandro (Nerium oleander)

Cultivo do Oleandro (Nerium oleander)
O Oleandro (Nerium oleander), também conhecido por loendro, é uma planta que pertence à família Apocynaceae, sendo originária da Africa do Sul, do leste do Mediterrâneo e Sul de Asia. É um arbusto lenhoso perene de grande porte, que pode alcançar os 3 a 6 metros de altura.
Oferece flores exuberantes simples ou dobradas, com tonalidades que vão do branco ao vermelho, passando pelo rosado. As suas folhas são estreitas e longas, fazendo lembrar a ponta de uma lança.

É pouco exigente e bastante resistente, é habitual encontrá-lo em locais poluídos e de baixa manutenção como: beiras de estradas, na faixa central de autoestradas e parques públicos.

Contudo há um grande senão, esta planta é linda mas perigosa, todas as suas partes são extremamente toxica para humanos e animais domésticos. Quando ingerida uma unica folha pode provocar fortes dores abdominais, sonolência, pulsação acelerada, falta de ar, diarreia, náuseas, coma e morte. Convém ser manuseado com luvas, a sua seiva em contacto com a pele pode provocar fortes irritações.

Cultivo do Oleandro


 Luz: O oleandro  aprecia lugares ensolarados e suporta perfeitamente os raios solares diretos. Em locais sombrios a planta tende a ficar mais debilitada e as flores são mais ténues.

 Temperatura- Prefere Suporta várias condições e tipos de clima, incluindo o ar marítimo. Embora o Oleandro suporte condições fortemente adversas, ele encontra a temperatura ideal entre os 15 e os 25º C. Pode ficar muito afetado ou até mesmo não sobreviver a temperaturas muito baixas (abaixo dos -5ºC). Caso a folhagem do seu Oleandro tenha sido queimada pela geada, execute uma poda de limpeza e ele voltará a rebentar, desde que a raiz se tenha mantido intacta.

 Regas: O Oleandro desenvolveu mecanismos para suportar condições hostis, inclusive a suportar longos períodos de seca, pode inclusive sobreviver um Verão inteiro sem ser regado. Apesar de resistir bem à falta de água, o oleandro agradece regas frequentes. No Verão, regue a cada 2 ou 3 dias, no Inverno regue a cada 15 a 30 dias caso não chova.

 Solo:  Dá-se em vários tipos de solos, mas atinge toda a sua beleza em solos férteis, que apresentem boa drenagem. Geralmente cultiva-se diretamente no solo, mas também se adapta ao cultivo em vasos e jardineiras, que podem ser colocados em terraços e varandas.

 Poda: Retire ramos e flores secas regularmente. Remova os ramos que se reproduzem vigorosamente e abra a copa de modo a dar forma e permitir a entrada de luz solar no interior da planta. Na Primavera suprima os rebentos que surgem na base da planta.

➢ Floração: A floração dá-se desde o final da Primavera até meados de Outono, com especial abundancia em Junho. Para florescer o Oleandro necessita de uma boa exposição solar.

➢ Aspetos sensíveis: Se as folhas do Oleandro caírem, poderá ser indicativo de falta de nutrientes. Caso seja necessário aplique um adubo equilibrado na água da rega a cada 2 semanas, de Março a Setembro.

Como multiplicar e propagar Oleandros


Propaga-se por estacas, ou por via da sementeira.
➢ Em meados do Verão, retire estacas semi lenhosas 15 a 20 cm de altura e coloque-as em água até surgirem as raízes. Plante em terra vegetal e regue abundantemente.
➢ A multiplicação por semente deve ser realizada na primavera, a uma temperatura de 18 a 20º. Coloque as sementes em recipientes com subtrato à base de turfa e cubra com vidro ou plástico transparente. Depois das novas plantas atingirem 6 a 8 cm de altura, transplante-as para vasos individuais.

Curiosidades sobre o Oleandro 


O Oleandro cresce espontaneamente em Portugal, principalmente nas margens dos rios. Pela sua resistência os Oleandros são usados em sebes fazendo o efeito de "paredes" contra o vento. Deste odo modo proteger terraços ou plantas mais sensíveis, conta os estragos do vento.

Como já foi referido o Oleandro é extremamente venenoso. Isso deve-se principalmente a dois compostos ativos presentes na planta, a oleandrina e a neriantina. Até mesmo as flores têm um aroma considerado toxico. Depois de manipular o seu Oleandro, lave bem as mãos. Geralmente as principais vitimas são as crianças, que tendem a meter tudo o que apanham à boca, o mesmo se aplica aos animais domésticos, principalmente aos filhotes.


Nomes populares: Oleandro, espirradeira, loendro, loandro, aloendro, alandro, loureiro rosa, adelfa, nério, flor de São José, cevadilha.

Foto Pixabay