8.17.2017

Curiosidades sobre a vinha

Poda e curiosidades sobre a vinha

Curiosidades sobre as doenças da vinha


➣A videira na altura da floração têm as energias mais direccionadas para a reprodução,
logo fica mais susceptível a doenças, dai ser importante um tratamento nessa fase.

➣Não aplique fungicidas sistémicos após o bago de ervilha a videira perde sistemia, portanto não vale a pena usar sistémicos, abaixo dos 13º C também não devem ser usados.

➣Para haver míldio é necessário a combinação dos três 10:
Temperatura média diária acima do 10º
Precipitação acima 10 mm
Panpanos com mais de 10 cm

➣Ao passar em frente a vinhas é frequente ver-se roseiras plantadas no topo da carreira. Como devem imaginar a intenção não é decorativa, têm um propósito importante na protecção da vinha. É isso mesmo esta linda flor de perfume suave e beleza incomparável, têm uma extrema sensibilidade que se revela útil na agricultura.
As roseiras são susceptíveis ao mesmo tipo de doenças fúngicas da videira e revelam os sinais primeiro. Esta característica permite tomar medidas preventivas e desta forma antecipar-se às pragas. Outra qualidade das roseiras é o facto delas atraírem insectos úteis.

Intervenção verde na vinha


Desfolha
Desponta
Levantamento da vegetação
Desladroamento
Desponta
Monda

➣Desfolha- Fazer uma desfolha moderada em folhas mais velhas da videira por volta de Junho, evitar as folhas novas em alta produção. Não retirar demasiado folhas na zona dos cachos.
Tire as folhas na zona dos cachos, contudo tenha em atenção os escaldões

➣Desponta- Não esquecer que a desponta faz rebentar as netas, deve portanto evitar fazê-la na altura da maturação dos cachos, já que os nutrientes tendem a ser desviados para as netas.
Uma desponta for feita na altura certa é favorável, já que as netas mais tarde vão ajudar com nutrientes no acabamento do cacho.
Fazer uma desponta e retirar as netas no inicio da floração ajuda a diminuir o desavinho.

➣Quando nasce mais que um talão num olho na rebentação, é aconselhável retirar, contudo deve ter atenção com esta prática na altura de geadas.Esta prática é pouco utilizada, porém é de extrema importância, é a maneira mais barata de controlar a produção.

➣A poda em verde acarreta importantes benefícios, Permite uma melhor distribuição dos fitofarmacos e favorece um melhor arejamento, um factor muito importante na prevenção de doenças.

➣Monda- Normalmente esta prática só é usada em vinhos topo de gama e se a poda for bem feita praticamente não é necessária fazer. Mas se for necessária deve-se ter em consideração que deve ser feita no inicio do pintor e deve ser superior a 30%, menos não interfere com a qualidade.
O míldio da videira

Poda da videira


A época de poda deve ser feita durante o repouso vegetativo. Isto é cerca de 2 a 3 semanas após a queda da folha até à semana que procede o abrolhamento. Nesta fase que dura aproximadamente três meses, as reservas das folhas já foram canalizadas para o atempamento da vara. Nas videiras afectadas pela escoriose não se deve realizar podas severas.

A poda consiste no corte das varas da videira, poderá ser leve ou mais acentuado conforme o vigor da planta. O vigor depende do solo, da própria casta ou até da forma como a poda foi realizada no ano anterior. O pretendido é manter a videira em equilíbrio, estimular nova frutificação e manter o vigor da planta o maior numero de anos possível.

Designa-se poda longa, quando se deixam pelo menos 4 olhos por vara, já na poda curta deixam-se apenas 2 a 3 olhos.

O sistema de vara gemida ou seja torcida não é muito favorável, já que ao praticá-la estamos a fazer com que os cachos fiquem mais juntos. Esta prática só é benéfica nas videiras com pouco vigor. Mas se procura-mos uma produção de qualidade é aconselhável a vara direita.

8.05.2017

Sarna do pessegueiro

Sarna do pessegueiro sintomas e prevenção

A sarna do pessegueiro (Cladosporium Carpophilum) é uma doença que ataca especialmente as rosáceas entre elas o pessegueiro, a nectarina, o damasqueiro, a macieira, a ameixoeira e a cerejeira. A doença é causada por um fungo que sobrevive ao inverno sob a forma de micélio. Geralmente os esporos são produzidos uma semana antes da queda das sépalas, esta acção é privilegiado pela humidade relativa elevada  e pelas temperaturas altas, entre os 25º e os 35º.

Danos da sarna no pessegueiro


O fungo ataca toda a parte vegetativa da planta as folhas, ramos e rebentos, contudo é nos frutos que ele mais se evidencia e acarreta  maiores danos.
Caracteriza-se especialmente pelo aparecimento de pequenas manchas circulares de tom verde azeitona  na superfície dos pêssegos já em fase de desenvolvimento. Geralmente iniciam-se à volta do pedúnculo, numa fase posterior as manchas escurecem e acabam por ficar pretas.
À medida que o fruto cresce poderão surgir uma rachaduras, que servem de porta de entrada a outros seres patogénicos.

Controle da sarna do pessegueiro


Na fase da dormência pulverize a planta com enxofre, e um fungicida à base de cobre, normalmente estes tratamentos reduzem substancialmente a acção do fungo.
Realize a poda de limpeza e a poda verde, de moda a reduzir a densidade da folhagem e permitir a circulação de ar no interior do pessegueiro, esta prática também permite a entrada dos raios solares no interior da árvore e consequentemente a redução da humidade dentro da copa.
Pulverize o pessegueiro de enxofre molhável 2 semanas após a queda das sépalas, mantenha os tratamentos até 40 dias antes da apanha do fruto.
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