2.20.2018

Prímula : Veja como a cultivar


As prímulas fazem parte da família Primulaceae são plantas perenes, de porte baixo e especialmente valorizadas pela suas belas flores que apresentam  uma vasta gama de cores e as tornam ideais na decoração de vasos, floreiras e jardins.
Apresentam um porte baixo, que normalmente se situa entre os 15 cm e os 30 cm, dependendo da espécie. Possuem folhas simples, arredondadas e cordiformes, com as margens ligeiramente dentadas,  agrupadas em formato de roseta. As flores surgem no fim do inverno e apresentam-se acima das folhas formando um aprimorado bouquet.
O género compreende mais de 500 espécies, sendo as mais comum a P. vulgaris, a P. aucaulis, P. malacoides, a P. obconica e a P. praenitens.

Cuidados a ter com a prímula


 Luz: A prímula aprecia locais iluminados, porém sem exposição solar directa, o ideal é um local de meia sombra.

 Temperatura- A temperatura ideal situa-se entre os 10º e os 15ºC. Acima dos 16º as flores da prímula começam a murchar mais depressa. Não tolera geadas, nem ar condicionado.

 Regas: A prímula necessita de um substrato húmido para oferecer uma floração abundante. Contudo deve ser evitado o encharcamento, que pode levar ao apodrecimento da planta. No cultivo em floreiras é recomendado colocar um prato com gravilha por baixo do vaso da planta, de modo a não permitir que as raízes entrem em contacto com a água e ao mesmo tempo manter um bom grau de humidade.

 Transplante:  Quando notar que as raízes saem dos orifícios dos vasos, transplante a planta empregando uma terra leve, rica em matéria orgânica e com boa drenagem. O ideal será escolher um substrato à base de turfa.

 Cuidados para manter a prímula florida: Apesar de perenes, elas devem ser tratadas como anuais, já que perdem a beleza após a floração, contudo com alguns cuidados é possível mantê-la florida porém sem a exuberância da floração inicial. Mantenha a terra húmida, adube regularmente e na fase de mais calor coloque-a num local húmido e sombrio do jardim.

 Fertilização: A planta deve ser fertilizada uma a cada duas semanas durante a floração com um adubo rico em azoto, fosforo e potássio.

Pragas e doenças: As prímulas podem se atacadas pela ferrugem, podridão cinzenta, afídeos e alguns tipos de lagartas.

 Poda: Retire as flores murchas e as flores amarelas da prímula, de modo a manter a saúde e o vigor da planta.

Aspectos sensíveis das prímulas


As folhas murcham e para o crescimento: Normalmente estes sintomas são indicativos de excesso de água ou de ambiente demasiado húmido.

As folhas amarelecem: Geralmente o amarelecimento das folhas das prímulas está associado a falta de nutrientes e esta condição piora após a floração.

Apodrecimento das folhas e dos ínvolucros das flores: Trata-se de um problema de bolar causado por excesso de humidade e falta de ventilação. Retire as partes afectadas e trate com um fungicida.

Multiplicação das prímulas


A multiplicação da prímula realiza-se por divisão de tufos. Esta operação é realizada no inicio da primavera a cada dois ou três anos.
A multiplicação também pode ser efectuada por sementes. Obtenha as sementes das prímulas e semeias numa bandeja de sementeira no final do verão, principio do Outono. Quando as pequenas prímulas alcançarem os 10 cm transplante-as para o local definitivo.

Curiosidades sobre a prímula


O nome prímula surge do latim primus, que significa primeiro e está relacionado com o facto de ser uma das primeiras flores a abrir após o inverno.

As prímulas têm uns pelinhos pequeninos que podem provocar alergias nas mucosas e nas peles mais sensíveis, como tal é recomendado o uso de luvas na hora de manuseá-las.

A prímula é também conhecida como pão e queijo, bras, rosas de páscoa, primavera, pão de leite, quejadilho.

2.15.2018

Cuidado com as flores tóxicas

Cuidado com as flores tóxicas e venenosas

Existem flores de todo o tipo, as comestíveis que embelezam e enriquecem os nossos pratos, as que alegram os nossos jardins e as que não deviam nem estar perto. Existem um grande sem numero de flores que apresentam características tóxicas que podem inclusive levar à morte, algumas são tão poderosas que até mesmo o contacto pode provocar danos sérios. Se têm crianças em casa, vale repensar nas flores que pretende adquirir.

10 flores belas e potencialmente tóxicas


1 Antúrio (Anthurium). Esta planta quando em contacto com a boca pode provocar inchaço e inflamação da boca e lábios, dificuldade de deglutição, poderá inclusive afectar a voz provocando rouquidão.

2 Glória da manhã (Ipomeoea tricolor) É uma trepadeira herbácea de características invasoras, com flores em forma de funil que se abrem pela manhã e se fecham antes do inicio da noite. A planta apresenta uns pequenos pelos que podem provocar irritações nas parte mais sensíveis da pele e as sementes contém substancias psicoativas que criam reacções adversas quando ingeridas.

3 Jarros(Zantedeschia aethiopica) ou boca de jarro, Lírio do Nilo e copo de leite . Todas as partes da planta são tóxicas e perigosas, porém as raízes são as mais tóxicas. Os sintomas apresentam-se como vómitos, diarreia, ardor e inchaço na língua, boca e garganta que poderão dificultar a passagem de ar. O contacto com a seiva também pode ocasionar irritações na pele mais sensível.

4 Maravilhas (Mirabilis jalapa) ou Belas Noites, Boas Noites, Beijos de Frade. É uma planta ornamental que apresentam uma grande variedade de cores, sendo a rosa forte a mais comum. O seu uso deve ser evitado, principalmente as raízes e as sementes. O contacto com a pele pode causar irritações cutâneas e quando ingerida pode provocar diarreias, náuseas e fortes dores de estômago.

5 Loendro (Nerium oleander) ou cevadilha. O aloendro é uma das plantas ornamentais mais cultivas em Portugal, é frequentemente encontrado nas divisórias das auto estradas,  nos parques e jardins públicos, apesar de ser um arbusto extremamente tóxico. Toda a planta é extremamente venenosa, quando ingerida basta uma folha para matar um homem. O contacto com a derme pode causar irritações cutâneas nas peles sensiveis. Os sintomas de toxidade após a ingestão: irritação da boca, náuseas, vómitos e dores abdominais, seguidas de pulsação fraca, dores de cabeça, confusão mental, vertigens, sonolência, falta de ar, coma e morte.

6 Lírio do vale (Convallaria majalis) ou campainhas, Flor de maio,  Muguet, Muguete, Cirio de nossa Senhora, Convalária. É uma planta ornamental  que simboliza prosperidade e felicidade. É oferecida no dia das mães em alguns países como a França, embora apresente características tóxicas. Em pequenas quantidades não provoca muitos danos. mas à medida que a dose aumenta os sintomas vão-se manifestando com náuseas, cólicas, podendo até levar ao aumento do ritmo cardíaco.

7 Acónitos (Aconitum napellus) ou Mata Lobos e Rainhados Venenos. É uma planta muito tóxica da família das ranunculaceaea, sendo que todas as suas variedades são venenosas. Na idade média o veneno do acónito foi usado em flechas pelos arqueiros. Os sintomas de envenenamento por esta planta são falta de ar, salivação exagerada, tremores e aumento do ritmo cardíaco. 10 gr da raiz desta planta são suficientes para matar um ser humano. O acónito deve ser manuseado com luvas, já que ele pode igualmente provocar sintomas pelo toque.

8 Campainha (Digitalis purpurea) ou dedaleira. Esta planta têm princípios activos importantes para a medicina, mas para quem não sabe usá-la ela torna-se muito perigosa. As suas flores quando ingeridas tornam-se tóxicas e levam a problemas cardíacos, contracções estomacais, náuseas e vómitos.

9 Trombeta de anjo (Brugmansia suaveolens). Apenas o nome é angelical, esta planta é muito perigosa e pode levar a sintomas de paralisia dos músculos, taquicardia, confusão visual e auditiva, dilatação das pupilas e morte.

10 Rododendro (Rododendrum) nos quais estão incluídos as azáleas. Toda a planta é tóxica e pode levar a sintomas de vómitos prolongados, arritmias cardíacas, dores de cabeça, falta de coordenação, convulsões e em casos mais graves a morte. (Saiba mais sobre a azálea)

Algumas destas flores são utilizadas em medicamentos homeopáticos, porém em doses controladas sob o risco de criar feitos nefastos.
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