10.13.2017

Cultivo da salsa

Cultivo da salsa

A salsa (Petroselinum Sativum) é cultivada há mais de 300 anos, hoje é uma das plantas aromáticas mais utilizadas na cozinha mediterrânica e na maioria dos pratos que levam azeite e vinagre. Na área da saúde ela também lança as suas cartadas, é rica em diversos nutrientes e contém propriedades importantes. Veja aqui os pormenores: (Benefícios da salsa)
Na horta ela é uma excelente companheira para os outros vegetais, ela afasta a mosca da cebola e da cenoura.

A salsa é uma planta bienal, demora aproximadamente 24 meses a completar o seu ciclo, no primeiro ano emite as folhas frescas e tenras, no segundo ano começa a emitir um galho que vai dar origem ás flores e posteriormente ás sementes.
O seu cultivo é bem fácil e permite ter sempre à mão um pésinho de salsa, seja num cantinho do jardim ou num vaso no peitoril da janela, bastam apenas 20 cm de profundidade para ela se desenvolver em boas condições.

Local e condições de cultivo da salsa


A salsa aprecia solos férteis, ricos em matéria orgânica, com boa drenagem e ligeiramente ácidos ou seja com o pH entre os 5,5 e os 6,7.

A salsa suporta bem as flutuações de temperatura e dá-se bem numa grande variedade de climas, porém é no clima ameno entre os 10º e os 22º, que ela encontra as condições ideais.

Adapta-se a locais ensolarados ou de sombra parcial, contudo deve-se proteger dos da luz solar directa nas horas de maior calor.

Sementeira da salsa


Deve ser preferencialmente semeada directamente no local definitivo, ela não gosta de ser mudada, contudo é possível fazê-lo. Para o efeito semeie a salsa em recipientes pequeno e individuais, de modo a não desfazer o torrão de terra na hora do transplante.

Coloque as sementes separadas e cubra-as com uma camada fina de terra.
Um dos factores mais importantes para uma boa germinação das sementes de salsa é a humidade. Durante o processo de germinação, que leva aproximadamente de três a cinco semanas consoante as condições climáticas, as sementes nunca devem secar.

Tratos culturais da salsa


A salsa é uma planta com fraca tolerância à falta de água, regue com frequência mas com alguma moderação na quantidade, de modo a manter o solo húmido, mas sem encharcamento sob o risco de se criarem fungos.

Como já foi descrito acima,  a salsa ao fim de um ano começa a espigar, a partir dai deixa de haver as folhas frescas e tenras para comer, contudo pode ir cortando as hastes florais de modo a atrasar o processo.

As principais doenças que afectam a salsa são o míldio e a septoriose e a praga principal são os afídios. A melhor forma de de prevenir será o arejamento, o controle das infestantes e a rotação da cultura.

Elimine as ervas daninhas, de modo a que estas não entrem em competição com a salsa. Em épocas de geadas resguarde a planta.

Colheita da salsa


A colheita da salsa dá-se aproximadamente 60 a 90 dias após a sementeira, dependendo das condições climatéricas. As folhas devem ser recolhidas por inteiro, ou seja as folhas juntamente com o pecíolo. Procure não colher mais de um terço das folhas.


Se pretende obter semente, deixe o processo se concretizar numa planta, depois da parte floral secar, corte a cabeça com as sementes, esfregue segurando o talo e as cabeças entre as mãos, de moda a separar as sementes e guarde-as em local escuro e seco até à nova sementeira.

10.10.2017

Calda bordalesa

Calda bordalesa contra pragas e doenças

A calda bordalesa é uma mistura à base de cal virgem e sulfato de cobre, que resulta num produto pouco tóxico e que é usada em vários métodos agrícolas, o convencional, o biológico ou orgânico.
Supõe-se que tenha sido usada pela primeira vez em 1882 em Bordeaux na França, com o intuito de curar as doenças da videira. Os agricultores desta região tratavam as videiras com água de cal e constataram que quando ela era preparada em recipientes de cobre o tratamento era mais eficiente, daí o nome bordalesa.

Calda bordalesa para que serve


Os seus atributos são vários, a calda bordalesa têm acção fungicida, bactericida, repelente de insectos, e fertilizante e fortificantes.  Aplica-se em diversas culturas hortícolas, em árvores de fruta e flores e tal como a maioria dos produtos é mais eficiente quando aplicada de forma preventiva. A aplicação da calda bordalesa nas laranjeiras e noutros citrinos antes do frio é muito comum, quando ela é aplicada antes das primeiras geadas, têm acção fortificante que robustece a planta e ajuda-a suportar melhor o frio, esta prática também se alarga a outras árvores.
A calda bordalesa poderá ser comprada pronta ou feita em casa, sendo a segunda opção a mais económica. causticar

Como fazer calda bordalesa


A preparação mais comum dá-se na proporção de:
200 gr de cal virgem
200 gr de sulfato de cobre
20 litros de água

Antes de mais deve escolher um vasilhame de plástico, madeira ou betão. Na véspera ou seja no dia anterior, coloque o sulfato de cobre dentro de um saquinho de pano ralo e emerja-o em água. Há quem opte por amornar a água com o intuito de acelerar a diluição do sulfato de cobre.

A cal deverá ser colocada num balde metálico com uma pequena quantidade da água, deixe ferver e acrescente mais água, suficiente para diluir a cal e mexa bem. Neste procedimento deverá ter cuidado a redobrar, sob o risco de se queimar, use luvas apropriadas.

Junte o sulfato de cobre diluído lentamente sobre a calda de cal virgem, faça-o sempre nesta ordem, nunca ao contrário. Mexa bem e acrescente mais água, até obter o volume de 20 litros, coe num crivo de malha fina e despeje no pulverizador.

Deverá ter o cuidado de verificar o pH da calda bordalesa, que não deverá ficar ficar nem muito alto nem muito baixo, o ideal situa-se entre os 6,5 e os 7. O método certo e eficaz é o uso das fita medidora do pH, que deverá ser mergulhada na calda.
Há também o método tradicional que consiste em colocar um pingo da calda sobre a lamina de uma faca ou canivete de ferro e se formar uma mancha vermelha é sinal que a calda está ácida. Porém este método é falível e apenas indica a acidez.
Lembrando que o sulfato de cobre é ácido e cal é básica, deverá fazer a correcção acrescentando o elemento em falta conforme o resultado, isto claro depois de diluido.

Aplicação mais habitual da calda bordalesa é a quinzenal, não devendo ultrapassar os 3 kg de produto por ha ao ano, de forma a proteger o meio ambiente.

Depois de misturada a solução deve ser logo utilizada, têm um tempo limite de 24 horas. Contudo se cada calda for guardada em separado numa garrafa plástica rolhado poderá durar até um ano.
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