Cultivo da Equinácea - Echinacea purpurea

Cultivo da Equinácea - Echinacea purpurea
A Equinácea Echinacea purpurea é um gênero de planta herbácea nativa da América do Norte,constituída por 9 especies, que pertence à família das Asteraceae. No seu habitat natural encontram-se em pradarias ou florestas pouco densas e margens arenosas dos rios, contudo corre grandes riscos de extinção devido ao seu uso e abuso.
A equinácea é uma planta vivaz cheia de qualidades, atrai borboletas no jardim e oferece importantes valores terapêuticos na área de saúde (Benefícios da Echinacea purpurea). Pode ser cultivada no jardim formando lindas bordaduras e macicos, depois de florirem podem ser colhidas, secas e utilizadas ao longo do ano. É uma planta silvestre, perene e pratense. Seu caule é ereto e ramificado, com folhas lanceoladas verdes escuras, serrilhadas e ásperas. As raízes são aprumadas e cilíndricas que emitem um odor aromático e adocicado. Não é muito cultivada em Portugal, porém temos boas condições climáticas para o seu plantio.

Como Cultivar a equinácea - Echinacea purpurea


Condições favoráveis: Embora não seja muito exigente, a equinácea aprecia solos ricos em matéria orgânica com boa drenagem, com pH situado entre os 6 e os 7,5.
Aprecia irrigações regulares, mas não tolera o encharcamento.
Em Invernos rigorosos a planta desaparece por completo, mas volta a rebentar em força na Primavera e forma de novo uma linda planta que pode ultrapassar um metro de altura.

Praticas culturais: Em Julho realize uma poda na planta, ela irá potenciar nova vegetação e possibilitará nova floração entre Outubro e Novembro. De 4 em 4 anos as raízes devem ser arrancadas, este procedimento deve ser realizado no Outono.

Multiplicação da equinácea: A propagação é feita principalmente por sementes, contudo também é possível realizá-la por divisão vegetativa.
Sementeira: Colha as flores e coloque-as a secar. Depois de secas abra os capítulos sobre um papel e recolha as sementes que apresentarem melhor formação. A melhor época de sementeira encontra-se entre o fim do Inverno e principio da Primavera. Geralmente a germinação das sementes ocorre entre 10 a 12 dias, em ambiente quente e iluminado.
Divisão vegetativa: A melhor época para executar esta operação é no Outono após a floração ou na Primavera. Corte parte do rizoma, reservando algumas raízes e partes dos ramos.
Depois de estabelecidas a plantas formam touceiras de grandes dimensões, plante as novas mudas com espaçamento de 50 cm entre plantas e entre linhas.

Curiosidades sobre a equinácea


A "flor" da equinácea é na verdade uma inflorescência, define-se como um conjunto de flores agrupadas, semelhantes à margaridas. O disco central é amarronzado com formato cônico e aparenta um ouriço do mar, denominado em grego como "echinos"  do qual derriva o nome botânico echinacea. A polinização é realizada por abelhas e borboletas e as sementes atraem as aves.
As flores são duráveis e podem ser utilizadas como flor de corte, em vasos ou arranjos florais.

Nomes comuns: Equinácea, flor de cone, flor roxa cônica, margarida de cone, purpura, rudbéquia, cometa roxo, coneflower.

Columéia batom - Aeschynanthus radicans

Como cuidar a Columéia batom - Aeschynanthus radicans
A columéia batom (Aeschynanthus radicans), também conhecida por planta batom, é  nativa da Asia e pertence á família Gesneriaceae.

É uma planta pendente perene, rizomatosa, epífita, que apresenta flores vistosas, com um formato que lembram pequenos batons, surgem no Verão e atraem os beija flor.

Suas folhas surgem em ramos finos e longos, são ovaladas, opostas, um tanto carnudas e cerosas, de tonalidade verde levemente bronzeado.

Como cuidar a columéia batom (Aeschynanthus radicans)


Condições favoráveis: A columéia é uma planta de clima equatorial, sub tropical, tropical. A flor batom aprecia locais bem iluminados, com luz difusa, sem a incidência direta do sol. Se a planta apresentar caules demasiadamente alongados, poucas folhas e poucas flores, é indicativo de pouca luminosidade. Procure dar-lhe mais luz, caso contrário ela não irá resistir.
Gosta de ambiente quente, com temperaturas situadas entre os 18 e os 20º, com alto grau de humidade. Em Invernos mais rigorosos, recomenda-se que a columéia seja cultivada sob proteção, não suporta as correntes de ar, nem as geadas.

Transplante: A cada dois anos mude a sua columéia de vaso, procurando escolher um que tenha o diâmetro ligeiramente acima. O solo de cultivo deve ser fértil e apresentar uma boa drenagem e ser rico em detritos vegetais. Escolha uma mistura bastante porosa e arejada, inclua elementos como fibra de coco, musgo, casca de árvores, turfa.

Rega: A irrigação deve feita em intervalos regulares, mas sem excessos, a planta não tolera o encharcamento. Evite a água muito fria, a planta batom aprecia ser regada com água morna. No Inverno as regas devem ser reduzidas, sob o risco de lavarem as raízes da planta ao apodrecimento.
Se os ramos da columélia começarem a apodrecer e as folhas a caírem, quer dizer que ela está demasiado húmida. Se for o caso, deixe o substrato secar, diminua a quantidade de regas e forneça uma menor quantidade de água em cada irrigação. Caso as folhas enruguem ou sequem nas pontas, poderá ser falta de água.

Reprodução : A columéia batom propaga-se pela divisão da planta ou por estacas de caule, postas a enraizar na Primavera. Corte uma ponta do ramo com 10 a 15 centímetros, retire as folhas mais próximas da base e espete em subtrato poroso. Regue a estaca de modo a aconchegar a terra e mantenha em local protegido e bem iluminado, fora da incidência direta dos raios solares.
Geralmente o enraizamento é fácil, no seu ambiente natural, os caules das columéias enraízam quando encostam aos ramos da árvore

Usos : A columeia têm um grande valor decorativo, mesmo quando não está em floração, geralmente é usada em jardins verticais, jardineiras altas, cestas e vasos pendentes, pelo facto de os seus ramos chegarem a atingir um metro de comprimento e produzirem cascatas vistosas e abundantes. Presta-se ao plantio em placas de fibras, juntamente com outras plantas epífitas como algumas orquídeas, ripsális ou bromélias. Em climas amenos pode ser colocada no tronco das árvores.

Cuidados com a columéia batom


Evite trocar a sua columéia batom de lugar, elas não gosta de mudanças.
Borrife a planta regularmente com água tépida, de modo a aumentar a humidade do ar. Um dos principais sintomas de falta de humidade atmosférica é quando a planta apresenta um aspeto cansado e as suas folhas secam.
Se pretender obter uma planta mais densa corte as pontas dos ramos, esta prática vai permitir a formação de novas gemas. Pode sempre acima de um nó.
Adube a planta com um adubo equilibrado cada 2 semanas, pare no Inverno. Se os caules da sua planta se mostrarem finos e delgados, poderá ser um indicativo de falta de nutrientes.
Após a floração elimine a ponta dos galhos, cortando os caules pela metade do seu tamanho.

Curiosidades sobre a Aeschynanthus radicans


A columéia batom pertence ao género botãnico A eschynanthus, que conta com mais de 150 espécies. No seu ambiente natural é uma planta epífita, cresce no ramos das árvores, nas florestas tropicais, alimenta-se de resíduos que se acumulam nas fendas ou cavidades dos ramos. São da mesma família das violetas, apesar de diferirem muito no aspeto e nos cuidados. Leia também: Cultivo da Violeta Africana.

Nomes populares: Columéia batom, Planta batom, flor batom, lipstick (inglês).
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