Como Combater Os Trevos E Os Oxalis


 O trevo é um vilão que aparece sem aviso e teima em não desaparecer dos nossos vasos e dos nossos jardins, mas há formas de o controlar e de o remover de uma maneira muito fácil.

Na verdade teimamos em chamar trevo a tudo, mas grande parte do que aparece no meio das nossas plantas é o Oxalis, têm forma de crescimento muito parecida, aprecia os mesmos ambientes e controla-se da mesma forma, mas são duas plantas distintas.
O trevo pertence à família das leguminosas (Fabaceae), enquanto a Oxalis pertence à família Oxalidaceae.
Nos Oxalis as flores são formadas por pétalas sedosas e as folhas lembram pequenos corações.
Já o trevo verdadeiro pertence ao género Trifolium e distingue-se muito facilmente pela floração que lembra pequenas espigas e pelas folhas de formato meio oval. 

Mas aparências à parte e apesar de alguns benefícios estas plantas não são bem vindas aos nossos cultivos, são invasoras e competem com as nossas plantas por alimento e espaço.

Como Eliminar o trevo e o Oxalis


Antes de partir para a solução, fica a duvida, porque é que aparece tanto trevo no meio das nossas plantas. E esta questão é importante, porque se nos quisermos ver livres dos trevos temos que perceber o porquê deles aparecerem, caso contrário vai ser sempre uma uma luta infrutífera.

Os trevos e os Oxalis são plantas que gostam de solos ácidos, geralmente aparecem em meios com baixo teor de cálcio, por isso não é à toa que os trevos e os Oxalis sejam indicadores de solos ácidos. 
Então se os trevos e os Oxalis gostam de solos ácidos, vamos contrariar essa condição, vamos lhe dar o oposto, e como é que podemos fazer isso?

Correção da acidez do solo


🍀  Há muitas opções de correção de acidez do solo, mas a principal e a mais utilizada é a calagem. Temos o corretivo agrícola como por exemplo o calcário calcítico composto apenas por calcário e temos o calcário dolomítico que é composto por calcário e também por magnésio, são duas opções naturais permitidas na agricultura biológica. Mas é preciso ter muito cuidado porque a aplicação de corretivos à toa pode provocar desequilíbrios no solo e pôr em causa as nossas produções, o ideal é fazer uma análise ao solo.

🍀 Num modo mais caseiro temos as cinzas de madeira, que são um excelente corretivo natural e que ainda aporta vários outros nutrientes, além de outras vantagens. Vejam mais em: Benefícios da cinza para as plantas.

🍀 As cascas de ovo também são um excelente corretivo rico em cálcio, mas têm de ser finamente trituradas até ao ponto de pó, porque pedaços maiores demoram muito tempo a se se decomporem, a fazerem efeito e a serem assimiladas pelas plantas. Dependendo da forma como se usam as cascas de ovo podem ter outras funções: 5 maneiras de utilizar a casca de ovo na horta e no jardim

🍀 A farinha de osso também pode ser aplicado com o intuito de contrariar os solos ácidos, contudo a sua ação é bastante mais leve, que as opções anteriores. A farinha de osso é um excelente adubo orgânico que além de ser rico em cálcio é rica em outro elementos como por exemplo o fosforo.

🍀 Adubo liquido de cálcio é outra possibilidade, porém em termos de correção é ineficaz, geralmente é utilizada quando se verificam anomalias pontuais provocados pela falta de cálcio. Esta opção é vantajosa apenas no tratamento de choque, não têm a capacidade de alterar o pH do solo, 

Remoção Manuel do trevo e do Oxalis


A remoção manual, é trabalhosa mas eficaz. É importante arrancar a planta na totalidade, incluindo a raiz e os bolbos subterrâneos, qualquer bolbo ou porção do mesmo vai gerar uma nova planta. 
Nos vazos é bastante fácil remover o raizame dos trevos com a ajuda de um garfo. Espetam-se os dentes do garfo no solo, rodam-se várias vezes e levanta-se para cima, esta dinâmica arranca quase tudo, funciona mesmo muito bem.
Este procedimento será mais eficaz se aplicarem corretivo ante de iniciar esta ação.
Veja o procedimento no nosso cal de WouTube em: https://youtu.be/VYGbqSWv15I

Controle Químico Dos Trevos Ou Oxalis


O controle químico é bastante eficaz, porém não está ao alcance de todos e têm a inconveniência de afetar o meio ambiente. Quando esta medida é a escolhida é importante optar por um herbicida sistémico, porque este é absorvido pelas folhas e percorre toda a planta, incluindo a raiz. A aplicação deve ser realizada fora da altura de plantio, porque qualquer planta que seja atingida vai sucumbir. Outra questão importante é que quanto mais frondosa estiver a planta melhor o herbicida vai atuar, porque há mais superfície de absorção e mais hipóteses de transportar herbicida suficiente para acabar com as raízes.
Quando a invasão do trevo afeta o relvado é possível escolher um herbicida seletivo especifico. Os herbicidas seletivos têm a capacidade de acabar apenas com alguns tipos definidos de plantas. No relvado ele condena as plantas de folhas largas e manter as gramíneas, que são plantas com folhas longas, estreitas e nervuras paralelas.

Os Trevos são fixadores de azoto e melhoram a qualidade dos solos


Até agora falamos apenas das inconveniências dos trevos, mas estas plantas também apresentam vantagens importantes para o solo e plantas vizinhas. Á semelhança de outras plantas leguminosas da família Fabaceae têm a capacidade de fixar azoto do ar por meio de uma relação simbiótica com bactérias existentes nas suas raízes. Digamos que a planta troca favores com essas bactérias (Rhizobium spp.). As bactérias vivem dentro de nódulos radiculares e captam o azoto do ar, em troca a planta fornece-lhes açucares e compostos orgânicos produzidos na fotossíntese.
os Trevos também podem aumentar  a fertilidade do solo ao ser incorporado no mesmo como adubo verde e deste modo acrescentar matéria orgânica. 

Trevo de 4 Folhas


Sabem porque é que surgem trevos de quatro folhas? 
Os trevos de 4 folhas advém do Trifolium repens, conhecido como o trevo bravo, e  resulta de uma mutação genética. A improbabilidade de encontrarmos esta modificação é muito baixa, ronda apenas os 0.02%. é mesmo uma questão de sorte. 

Como Reutilizar Substrato Usado

Como salvar substrato usado

Por norma mudamos as plantas de vaso e substituímos o substrato velho e usado por um novo e está tudo certo,  mas quem têm muitos vasos de plantas sabe que esta prática pesa fundo no orçamento. O custo da troca de substrato pode ser bem alto, mas há uma forma bem simples de amenizar esta despesa e a palavra chave é, reciclar. Reutilizar o substrato velho pode ser a solução, esta prática permite economizar algum dinheiro, evitar o desperdício e ainda aprender um saber novo, mas antes de meter mão à obra é  imprescindível ter em conta algumas exigências fundamentais. 

Mas o que é preciso para ter um substrato perfeito e equilibrado? Pretende-se que seja um solo poroso, de modo permitir a entrada de ar, drenar bem a água e ao mesmo tempo reter alguma, é importante que seja rico em nutrientes e em matéria orgânica.
Outro aspeto importante e fundamental é que o substrato esteja sadio, libre de doenças e de pragas.

Como recuperar e reestruturar um substrato velho e esgotado


Arejar o substrato: A principal característica de um substrato cansado e esgotado é a compactação, é por isso essencial arejá-lo. Este deve deve mexido e descompactado para permitir soltá-lo e arejá-lo, mas há elementos que podemos acrescentar ao substrato para potenciar estas características.
Casca de arroz carbonizada, ela areja e solta o solo e ainda acrescenta matéria orgânica à mistura. 
Nem sempre é fácil encontrar a casca de arroz, mas esta pode ser substituída por outras cascas, como casca de amendoim, de feijão, de fava ou outos similares. Depois de bem secos são carbonizados num forno até alcançar o aspeto escuro que caracteriza a carbonização. Depois de arrefecerem, fragmentam-se as cascas de um modo grosseiro. 
Carvão britado, ele têm excelentes caraterísticas porosas que permitem que seja um ótimo condicionador do solo com várias capacidades (As vantagens do carvão vegetal nas plantas). 
Perlite, estes pequenos grânulos brancos muito leves e porosos, asseguram um bom arejamento do solo, aumenta a capacidade de drenagem e ao mesmo tempo melhora a capacidade de retenção de água do solo. 

Enriquecer o substrato: Outro ponto importante é ter em conta que um substrato velho perdeu matéria orgânica e por conseguinte nutrientes. Vamos então agregar componentes que enriqueçam a mistura. Há vários elementos que podem ser adicionados para este efeito.
Húmus de minhoca, aquela matéria vegetal que foi transformada pelas minhocas, pode ser de compra ou aquela que foi transformada em casa pela técnica da compostagem(Como fazer compostagem domestica).
Estrume de gado muito bem curtido. Um estrume para estar no ponto assimilável para as plantas, em condições ideais leva pelo menos quatro meses a decompor-se.
Cinza de madeira, acrescenta os macro nutrientes fosforo, potássio e nitrogénio (este ultimo em quantidades muito reduzidas). Contém também cálcio, magnésio e algum enxofre, boro, contém vestígios de ferro, manganês, zinco, cobre, sódio e molibdénio (Benefícios da cinza nas plantas).

Descontaminar o substrato: Se tivermos em mãos uma substrato infetado o processo é diferente e exige outras etapas. 
Quando o solo está contaminado patógenos como  ácaros, fungos, cochonilha, nematodos, entre outros, é recomendado colocá-lo num saco e jogá-lo fora. Porque quando usado indevidamente misturado com outro composto, em canteiros, ou espalhado pelo jardim ou pela horta ele pode espalhar os organismos nocivos e provocar novas contaminações. Porém é possível descontaminar o substrato através da esterilização química ou física. A Esterilização química é feita com produtos químicos e a física é realizada com a exposição do substrato a temperaturas acima dos 70º. É possível fazê-lo nos fornos de casa, colocando o substrato num tabuleiro e mantê-lo à temperatura de 100º por pelo menos 30 minutos, depois desta exposição deixa-se o mesmo arrefecer dentro do forno. 
Outro modo possível de desinfeção é a solarização, porem este método de esterilização requer um período mais alargado, acima de quatro semanas, este tempo varia conforme a incidência do sol e a época do ano. Coloca-se o substrato dentro de um saco transparente, estende-se dentro do mesmo, fecha-se bem fechado e coloca-se ao sol. Note-se que neste procedimento o substrato deve estar húmido.

A desinfeção do solo mata os microrganismos nocivos e não só, os microrganismos benéficos também sofrem e como eles são essenciais ás plantas é preciso repô-los.
Duas das formas possíveis é adicionando húmus de minhocas ou bokashi (Bokashi - adubo orgânico caseiro).