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Como fazer adubo liquido de estrume

como fazer Adubo liquido biofertilizante de estrume

Na natureza as plantas são adubadas de uma forma natural e cíclica,recebem nutrientes através da decomposição de folhas e dos animais. Em nossa casa seja nos vasos ou no jardim não há esse equilíbrio e cabe-nos a nós complementar essas necessidades para que elas cresçam harmoniosamente.
Há muitas maneiras de fertilizar as fertilizar, o leque de opções é grande, mas se pretende-mos um adubo, prático, económico e que não agrida o meio ambientes, as escolhas ficam mais reduzidas. E é aqui que entra o adubo liquido biofertilizante de estrume, ele reúne todas essas condições é sustentável e possui vários nutrientes uteis ao crescimento das plantas, macro e micro nutrientes.
Outras opções orgânicas: Adubos e fertilizantes naturais.

Este adubo liquido pode-se fazer em casa, é feito a partir de estrume curtido e pode ser aplicada em todo o tipo de plantas, seja na horta ou no jardim. Se não tiverem estrume em casa podem comprar aquele que vem embalado nos centros de jardinagem.

As vantagens de usar adubo liquido biofertilizante de estrume nas culturas


➢ É um adubo completo e equilibrado, rico em nitrogénio e outos macro nutrientes, conta também com micro nutrientes, essenciais para o desenvolvimento das plantas.
➢ Possibilita o reaproveitamento de matéria-prima, utilizando técnicas naturais e contribui para a preservação do meio ambientes. 
➢ É económico, este adubo liquido apresenta um custo inferior aos fertilizantes químicos.
➢ Garante uma excelente nutrição e permite a produção de alimentos mais saudáveis
➢ Melhora o crescimento, a qualidade e a produtividade das plantas, nutre-as, fortalece-as e torna-as mais resistentes às doenças e ao ataque de pragas.
➢ É favorável ao meio ambiente, promove e estimula a atividade biológica do solo, não é tóxico e não altera o equilíbrio biológico do ecossistema.

Preparação do adubo liquido feito com estrume


Converter estrume sólido em adubo líquidos é muito fácil e esta transformação facilita a aplicação e permite uma rápida disponibilidade à planta. Este fertilizante liquido é adequado para todas as plantas da horta, plantas ornamentais de interior ou exterior, ele é diluído e não vai queimar. 

Para preparar a calda vamos precisar de um balde, estrume curtido e água. A diluição é feita aproximadamente  a 5%, ou seja 1/2 litro (volume) de estrume para 9 litros de água.

Coloca-se o estrume no fundo do balde e acrescenta-se a água.
Tapa-se o balde e deixa-se atuar a mistura por 10 dias em local arejado e protegido do sol.
Se preferirem podem transferir a calda para um recipiente fechado.
Passado os 10 dias côa-se a calda. Guarda-se a parte liquida num outro recipiente fechado e a parte solida que restou incorpora-se no solo à volta das plantas, ela continua a ter qualidades fertilizantes e melhora a textura do solo.
Esta calda fertilizante deve ser guardada em local fresco e sombreado e pode ser usada até 6 meses.

Como aplicar a calda fertilizante de estrume


Após realizar as etapas referidas atrás, o fertilizante líquido está pronto a ser usado, mas só depois de diluído. Antes da aplicação este deve ser diluído a 10%, uma parte de calda para nove partes de água. Exemplo: 1 litro de calda de estrume para 9 litros de água.
O preparado pode ser pulverizado ou aplicado diretamente no solo.
Quando é escolhida opção de pulverização, deve-se evitar aplicar nas horas de maior calor. Pulveriza-se a planta e o solo ao redor.
No solo, aplica-se aproximadamente 50 ml de ca calda diluída próximo às raízes das plantas. Lembrando que é recomendado regar as plantas antes de adubar.
De um modo geral a frequência da fertilização faz-se de duas em duas semanas, mas esta dinâmica varia conforme as necessidades da cultura, se as plantas que necessitam de uma maior manutenção, encurte os períodos.
Não é recomendado aplicar a calda sobre plantas em processo de floração, porque pode repelir insetos responsáveis pela polinização.

Como usar borra de café nas plantas

Como usar borra de café nas plantas
A borra de café fazem parte do cotidiano de grande parte da população mundial. Seja dentro da cápsula ou em pó no modo mais clássico, temos em nossa casa uma ajuda preciosa para a horta ou jardim. É essencialmente usada com dois propósitos, como repelente de pragas e como fertilizante do solo caseiro.
A borra de café acrescenta nutrientes importantes ao solo e podem trazer benefícios para as plantas desde que se empreguem de forma adequada e com cautela. São uma valiosa fonte de matéria orgânica e nitrogênio, contém também magnésio, cálcio, potássio entre outros minerais. A borra de café podem ser usadas na compostagem, diretamente sobre a superfície da terra á volta das plantas ou mesmo produzir um bio fertilizante caseiro. Todas as borras de café servem, desde que não tenham açúcar.

Como utilizar a borra de café na horta e jardim


Fertilizante liquido com borra de café: Misture 4 colheres de sopa em dois litros de água.  Coloque a mistura dentro de uma garrafa e rolhe bem. Mantenha o preparado ao abrigo dos raios solares por sete dias, antes de usar. Não enrosque a tampa da garrafa com demasiada força, pois a mistura vai fermentar. Abra a garrafa todos os dias para que os gases sejam liberados.
Depois dos sete dias vai verificar que o preparado ficou escuro e liberta pouco gaz ao abrir a garrafa, é sinal que o processo correu bem. 
Aplique a mistura á volta das plantas, com o cuidado de não molhar as folhas e preferencialmente após uma boa irrigação. Eu faço um furo na tampa da garrafa com ajuda de um prego e aplico assim mesmo, diretamente da garrafa. O objetivo não é encharcar o solo, é aplicar uma porção que permita estimular a planta.
Recomenda-se fazer a aplicação com intervalos de pelo menos quinze dias. Veja também como fazer: (Fertilizante de borra de café e casca de ovo).
Este fertilizante liquido vai fornecer principalmente nitrogénio ás plantas. É adequado para aumentar o crescimento vegetativo e realçar o verde das folhas. É necessário ter em atenção que as adubações azotadas (nitrogénio) podem dificultar a floração, quando as adubações são exageradas. Os principais sinais de excesso de nitrogénio são: Aumento considerável do tamanho das folhas, excesso de brotações, o verde das folhas torna-se mais escuro


Como aplicar borra de café nas plantas: Esta prática mantém a permeabilidade e facilita a drenagem do solo, ademais, permite atrair organismos benéficos para o desenvolvimento e o crescimento saudável das plantas. Por exemplo, são um bom atrativo para as minhocas
A borra de café é excelentes mas deve ser usadas com moderação, tudo o que é demais estraga. Ela demora a decompor-se e quando usada pura e em grandes quantidades diretamente no solo, rouba nutrientes essenciais ás planta para concluir a sua decomposição. Deste modo gera-se um desequilíbrio que acaba por definhar as culturas. Mas quando aplicada em pequenas quantidades, a borra de café é umas excelentes aliada da horta e do jardim. 
As aplicações deverão ter intervalo de pelo menos um mês.
  • 1 kg de borra de café para um metro de terreno
  • 1 colher de café / um vaso pequeno
  • 1 colher de sobremesa / vaso médio
  • 1 colher de sopa / vaso grande
Quando aplicadas desta forma e com o intuito de fertilizar, convém dar-lhe uma secagem prévia, esta ação vai permitir espalhá-las de uma maneira mais uniforme. Depois o ideal é remexer ligeiramente o solo. Se a borra de café ficar amontoada por cima da superfície do solo, pode compactar e dificultar a entrada de água na terra, além da possibilidade de atrair mosquitos, criar bolores e fungos. É certo que alguns fungos são benéficos, mas os que surgem nos resíduos de café (fungos cinzas escuros) podem afetar a saúde das plantas, principalmente as que já se encontrem debilitadas.

Transforme a borra de café em composto orgânico: Outra boa maneira de usar a borra de café é transformá-la em composto orgânico, juntando-as com outos resíduos produzidos em casa. Não devem ultrapassar os 20% do volume total dos materiais utilizados. Quando colocada no compostor ela passa pelo processo de decomposição e os seus nutrientes ficam mais acessíveis ás plantas. 
O ideal é deixar fermentar por aproximadamente 60 dias antes de aplicar no solo. 
É preciso ter em atenção que no processo de compostagem, a borra de café é considerada material de compostagem "verde", é preciso misturá-la com resíduos "castanhos", de forma a não desequilibrar a mistura. veja mais em: Como fazer compostagem domestica

Borra de café contra pragas da horta: Outra das vantagens do uso da borra de café é a sua ação repelente. Para o efeito é espalhada sobre a superfície do solo á volta das plantas, com o intuito de proteger as culturas contra caracóis, lesmas e formigas. Não se deve abusar na quantidade, sob o risco de formar uma camada rígida que impede a entrada de água no solo. 
A borra de café não aniquila a praga, atuam como repelente. O odor do café, aliado à capacidade de se fixar na pele das lesmas e caracóis, mantém estas pragas longe das culturas.
Podem ser usadas do mesmo modo como repelente de gatos. Parece que os felinos não gostam de escavar terra com borra de café.

Bokashi - adubo orgânico caseiro

Como fazer adubo Bokashi
Como faço o meu Bokashi - https://youtu.be/iddMhcXrDWM

O adubo bokashi (também conhecido como biokashi) é um adubo orgânico de origem vegetal ou animalsubmetido a um processo de fermentação controlada. O nome têm origem japonesa e significa diluir, dissolver e é também uma palavra que se usa para designar composto orgânico. É também conhecido por "fermento da vida", porque vitaliza o solo, introduz microrganismos benéficos, estimula o aumento e a diversidade de organismos que vivem na terra. Proporcionando assim condições favoráveis ao crescimento sadio e equilibrado das plantas.

Como fazer kenki bokashi (fermentação anaeróbia)


O Bokashi é feito por meio de uma técnica japonesa que permite fazer um adubo orgânico, que substitui perfeitamente os adubos químicos, contém apropriadamente os nutrientes essenciais N, P, K, Ca, Mg e S, além dos micronutrientes. Ao contrário dos adubos químicos, ele fornece os nutrientes à planta de forma gradual, moderada e racional, pois a sua absorção não se realiza pelo processo de osmose, mas sim, através de microrganismos que se multiplicam na rizosfera das plantas.
Há duas maneiras de preparar o bokashi, um dos processos é conhecido por fermentação aeróbica que é realizado com a presença de ar e o outro por fermentação anaeróbica (kenki bokashi), faz-se sem a presença de ar.

Um dos elementos mais importantes na preparação de bokashi é o inoculante: o EM (Effective Microorganisms), uma mistura de micro organismos benéficos. Os micro organismos trabalham em simbiose com as plantas, fornecem-lhes nutrientes e estas por sua vez passam glicose ao micro organismos. O EM pode ser comprado pronto ou ser feito em casa. Leia mais em: Como capturar os microrganismos eficientes na natureza.

Existem várias formulas de preparar o bokashi, os ingredientes podem ser variáveis, de acordo com a disponibilidade. Os elementos são adaptados aos produtos de cada região, tendo como base principal o cuidado de variar os materiais utilizados de modo a conseguir uma maior diversidade de nutrientes. As principais matérias-primas recomendadas para se fazer o Bokashi são:

Principais ingredientes do bokashi


➢ Farelos de diversos cereais (arroz, trigo, cevada, milho, etc.). No lugar dos farelos também pode ser acrescentado mandioca, milho triturado ou até mesmo ração para animais desde que seja triturada.
➢ Sementes trituradas: soja, amendoim, mamona, girassol, etc.
➢ Materiais vegetais: palha, cascas trituradas, etc
➢ Farinhas de origem animal (peixe, carne, osso), pode colocá-los sozinhos ou fazer uma mistura dos mesmos
➢ Minerais: pó de rocha, calcário, cinzas, carvão, etc.
➢ EM ativado, na proporção de 1 litro de água sem cloro, 20 ml de EM-4 e 20 g de açúcar mascavado ou melaço (Esta proporção é variável)

Como preparar bokashi


Misture todos os elementos secos e humedeça com o fermento EM diluído e água suficiente até atingir 50% de umidade, isto é, quando se apertar um punhado da mistura e ela fica molhado sem escorrimento de água entre os dedos. A mistura não pode ficar muito húmida, ela estará no ponto quando ao apertar com a mão se forme tipo de uma bola que se desfarela facilmente ao toque.
Coloque a mistura dentro um saco plástico escuro sem nenhum furo, retire todo o ar, aperte bem e compacte o mais que puder, feche hermeticamente o saco. É fundamental que a mistura não entre em contato com o ar durante o processo, pretendemos que ocorra uma fermentação anaeróbica. Guarde num lugar sombrio por 21 dias, depois estará pronto a usar. O bokashi pronto deve apresentar um odor agridoce, meio parecido com a silagem, se apresentar um odor desagradável é porque o objetivo não foi conseguido (provavelmente entrou em contato com ar).

O Kenki Bokashi deve ser usado o mais breve possível, se pretende aumentar a duração seque-o à sombra, deste modo previne-se que entre em processo de fermentação aeróbica e atinja altas temperaturas. Espalhe-o sobre uma superfície protegida e deixe-o secar à sombra. É normal que durante a secagem do kenki bokashi haja a multiplicação de fungos filamentosos de aspeto esbranquiçado sobre a superfície.
O bokashi depois de seco, pode ser armazenado por um máximo, 6 meses.
Saberemos que o nosso adubo bokashi está ativo quando depois de aplicado surgir um bolor branco no solo.

No processo de fermentação aeróbica (com a presença de ar), o material não é embalado, é apenas coberto com a finalidade de evitar a desidratação. Requer um pouco mais de trabalho pelo facto de ser necessário revirar diariamente, de modo a não deixar alcançar altas temperaturas, evitando assim que os nutrientes se percam. Este processo é mais rápido que o anaeróbico, fica pronto em aproximadamente uma semana, dependo das condições ambientais.

Possíveis formulas de bokashi


1 kg de farelo de arroz
400 gramas de farelo de trigo
300 gramas de fubá
300 gramas de farelo de soja
100 gramas de açúcar mascavado
1 copo de pó de carvão
1 cabeça e as tripas de uma sardinha trituradas em 200 ml de água
EM ativado até atingir o ponto de humidade

4,5 kg de farelo de arroz (pode trocar por farelo de trigo, soja, etc... ou a mistura destes)
1 kg de torta, pode ser de mamona ou outra (tudo o que produza óleo)
0,6 kg de farinha de ossos
0,5 kg de cinza de madeira
0,5 kg de palha de arroz ou outra
EM ativado até atingir o ponto de humidade

5 kg de farelo de trigo ou arroz
3,5 kg de farelo de soja, algodão ou mamona
1,5 kg de palhas, cascas ou folhas secas
300 g de farinha de ossos
150 g de fosfato natural
150 g de pó de rocha
300 g de açúcar mascavo
EM ativado até atingir o ponto de humidade

A utilização do adubo bokashi melhora vários aspectos do solo


➢Aumenta a quantidade e a diversidade de micro-organismos no solo.
➢ Melhora as características físicas do solo, torna-o mais arejado, poroso, com maior capacidade de retenção de humidade e reduz a erosão.
➢ Aumenta o conteúdo de macro e micronutrientes no solo
➢ Fertiliza o solo com nutrientes quelatados, que são libertados gradualmente e de forma equilibrada. Os nutrientes são libertados gradativamente por um período que varia entre 1 a 3 meses.
➢Estimula a produção de substancias bioativas, como enzimas que favorecem o desenvolvimento das raízes.
➢ Controla e previne as pragas e as doenças das plantas e da terra.

Como usar o adubo bokashi


O bokashi pode ser usado na horta biológica, jardins, no cultivo de hortaliças, cultivo de agrícolas em geral e até flores em vasos. Geralmente aplica-se à rasão de 200 ou 300 gramas por m², dependo da composição do bokashi e das plantas em questão. Deve ser praticado em solos com boa disponibilidade de matéria orgãnica, caso  contrario poderá levar ao endurecimento do solo. Não use durante a floração da planta. Aplique umas vez a cada dois ou três meses.

Ele tanto pode ser usado como adubo de fundo como de cobertura, a uma profundidade máxima de 10 centímetros. Não o coloque diretamente em contato com as plantas. Terá uma maior eficiência se tapar a área adubada com cobertura orgânica, o objetivo é proteger os fungos que são foto sensíveis, na natureza eles vivem abaixo da camada superficial do solo.

Nas plantas envasadas forneça uma colher de chá ou de sopa de bokashi por mês, dependendo do tamanho do vaso (num vaso de 20 centímetros uma colher de sopa é suficiente). Aplique-o sobre o substrato num canto do vaso, com o cuidado de não o posicionar demasiado perto da planta. Na próxima adubação coloque o adubo num canto oposto. O bokashi é um adubo muito usado e apreciado pelos orquidófilos.

O bokashi pode ser usado como base de um poderoso fertilizante liquido para pulverizar as plantas em geral. Faça um saché com 100 gramas de adubo bokashi, utilize um tecido poroso e deixe de molho em 10 litros de água durante 12 horas. No dia seguinte esprema o saché e pulverize as plantas com essa solução. Realize até duas aplicações por mês.

Nas plantas epífitas, use o sachê de bokashi. Coloque um colher de sopa de adubo no meio de um pedaço de tecido poroso e ate. Coloque o embrulho perto da planta mas não encostado. Quando regar dirija a água ao embrulho.

Coleta e multiplicação de microrganismos eficazes - EM

Coleta e multiplicação de micro organismos eficazes ou eficientes - EM

Os microrganismos eficazes são minúsculos seres vivos compostos por fungos, baterias, leveduras e actinomicetos, que desempenham um papel importantíssimo estabelecendo o equilíbrio e vida do solo. A presença dos microrganismos eficientes proporciona um solo mais rico em energia vital fazendo com que a capacidade natural de produção seja plena

Existe pouca documentação científica sobre o uso dos microrganismos eficazes, mas há algumas fontes que afirmam que a descoberta e o desenvolvimento deste inoculante é da responsabilidade do Dr. Teuro Higa, professor da Universidade de Ryukyus, Okinawa, Japão, por volta de 1982.

Vantagens do uso dos microrganismos eficazes - EM


  • O uso do EM reduz os impactos ambientais proporciona sistemas limpos, permite a produção de alimentos saudáveis, equilibrados nutricionalmente e livres de resíduos químicos. 
  • Aceleram o processo de decomposição da matéria orgânica, aumentam a sua eficácia como fertilizantes e facilitam a libertação de maiores quantidades de alimentos para as plantas.
  • Fermentam a matéria orgânica ao invés de a deteriorar, proporcionando um processo limpo e livre de odores.
  • Melhoram a fertilidade, ajudam na fixação do nitrogénio, recompõe os aspetos biológicos, físicos e químicos do solo.
  • Diminuem ou reduzem as doenças do solo e das plantas. Auxiliam no controle de microrganismos nocivos às plantas, reduzem as doenças patogénicas do solo e auxiliam no controle das doenças da folhagem.
  • Têm ação fortificante, melhora o metabolismo da planta e aumenta a produção agrícola. 

Coleta de microrganismos eficazes (EM)


Os Microrganismos podem ser cultivados em qualquer época do ano. No entanto as estações chuvosas devem ser evitadas, são mais propicias ao crescimento de fungos menos desejáveis ​​para o uso pretendido. Para a coleta e multiplicação do EM irá precisar dos seguintes elementos:
Coza cerca de 700 gramas de arroz em água, sem qualquer tipo de aditivo. Quando ele arrefecer coloque-o numa bandeja, numa telha, garrafa plástica cortada ao meio, pratos, ou outros que tenha à mão. Interessa que que escolha um recipiente que possa ser coberto e amarrado, de modo a que o arroz fique protegido no meio. No Japão usam como meio de captura uma cana de bambu aberta ao meio. Numa das metades é colocado o arroz cozido, a outra serve de tampa. Na ausência de bambu adaptam-se outras possibilidades, eu uso dois pratos de barro, coloco o arroz numa das metades e cubro com o outro, depois prendo os dois pratos com um elástico forte.

Busque um meio virgem como uma floresta, escolha um lugar com bastante matéria orgânica. Coloque a bandeja de arroz cozido sobre esse solo e cubra-a com a camada superficial de matéria orgânica do local da colheita e espere 7 a 15 dias. Após os 7 dias, verifique se o arroz está coberto de um mofo branco ou colorido, caso o crescimento de fungos for escasso, volte a cobrir a caixa e aguarde mais 3 dias antes de verificar novamente.

Como cultivar os microrganismos (EM) depois de coletados



Ao desenterrar o arroz ele deve encontrar-se com manchas coloridas, uma caraterística que testemunha a presença dos microrganismos. Quanto mais cores melhor, poderão ser amarelos, azuis, rosas, laranjas, etc. As colorações no arroz variam em função do tipo de local onde foram capturados os microrganismos. A recomendação é que pode usar qualquer uma dessas tonalidades, menos os tons escuros, os pretos, marrons e os cinzas, porque são dominantes. Descarte os fungos escuros e aproveite os coloridos.
Depois de escolhidos e coletados os microrganismos, o passo seguinte é multiplicar os seus números.
  • 5 garrafas plásticas
  • 700 gramas de açúcar mascavado ou demerara (aproximadamente 100 gramas por litro de água). Pode trocar o açúcar por melaço na mesma proporção, 10 % da quantidade de água.. 
  • 700 gramas de arroz branco (aproximadamente)
  • Água sem cloro
➢Divida o arroz colorido em mais ou menos 5 garrafas de plástico.
➢Distribua o açúcar mascavado ou o melaço em cada garrafa.
➢Acrescente a água mas não encha a garrafa na totalidade, deixe um espaço livre.
➢Aperte a garrafa de modo a fazer o liquido chegar ao gargalo e rolhe bem. A ideia é permitir uma fermentação anaeróbica, sem ar.
➢Ao fim de algum tempo a mistura vai fermentar e a parte amolgada da garrafa vai inchar, abra-a, liberte o gaz e aperte de novo.
➢Repita a operação até já não haver mais gaz (entre 10 a 15 dias). Coe o preparado e reserve em garrafas plásticas bem rolhadas. Armazene em local  fresco e escuro até o máximo de um ano.

O EM tem um odor doce e agradável, a coloração é alaranjada, esta poderá ser mais clara ou mais escura dependendo da matéria prima utilizada.

Aplicações dos microrganismos eficientes - EM


➢ O uso do liquido de micro organismos eficazes é utilizado na pulverização do solo ou das plantas na proporção de 10 ml de ME por 10 lt de água. No caso de queimar as bordas das folhas, utilize uma concentração inferior, 5 ml para 10 litros de água. Não realizar as pulverizações nos horários de maior calor, fazer as pulverizações pela manhã, bem cedinho, no final do dia ou em dias nublados.

➢ Usados sobre as pilhas de compostagem aceleram a decomposição de qualquer tipo de matéria orgânica. A utilização de microrganismos benéficos gera uma maior concentração de nutrientes e faz com que o processo de preparação seja mais rápido e eficaz.

➢ O EM é um dos elementos mais importantes na preparação de bokashi. Dilua o liquido de ME na proporção de 20 ml de ME e 20 gramas de açúcar mascavado para 1 litro lde água. 
Aplique o caldo sobre os materiais até alcançar uma humidade a rondar os 50%. Leia mais em: Bokashi - adubo orgânico caseiro

➢ A inoculação de sementes permite aumentar a produtividade do cultivo das leguminosas. Com a inoculação pretende-se associar as bactérias fixadoras de nitrogénio ás plantas e deste modo dispensar o uso de adubos nitrogenados. Mergulhe por uma hora as sementes numa solução de EM a 10%, ou seja, 1 ml de EM em 1 litro de água.

➢ O EM elimina o mau cheiro, trata os resíduos nos espaços dos animais. Pode ser usados nas fossas sépticas, cama do gado, estrume, fezes de cães e gatos, entre outros. Pulverize os resíduos com uma solução de EM a 10% a cada 3 dias, nas horas de menor calor, até o cheiro diminuir, depois uma pulverização por mês poderá ser suficiente. Podem também ser usados na limpeza de caixas de gordura das pias, dos ralos e no tratamento dos resíduos da casa de banho.

➢ O preparado de   microrganismos eficazes reduz a propagação de moscas e formigas. Pulverizado sobre o chão ou sobre os animais a 10%, o EM,  têm a capacidade de afastar as moscas, formigas e carraças (carrapatos).

➢ Retira a ferrugem das instalações, máquinas e ferramentas. Realize a limpeza das ferramentas com uma solução de EM a 5%.

➢ Descontamina a água e restaura o equilíbrio natural do sistema aquático com efeitos benéficos e sustentáveis. Aplique um litro de EM em 1000 litros de água, após descontaminar a lagoa ou outro espaço, faça a manutenção mensal com 1 litro de EM para 10000 de água.

➢ Ameniza os efeitos dos agentes poluidores, reduzindo o impacto ambiental. Sendo usados nos saneamentos, nos aterros sanitários resíduos de industrias. É realizada uma pulverização diária sobre a superfície dos resíduos.

Foto: Pixabay

Adubo de casca de banana

As cascas de banana tendem em ir diretamente para o lixo, mas sabia que elas além de possuírem diversas possibilidades de uso como lustrar sapatos, clarear os dentes, desinflamar a pele, elas também são ricas em nutrientes essenciais ao crescimento das plantas e podem ser utilizadas como fertilizante.

Esta fruta têm a particularidade de acumular grandes quantidades de minerais, grande parte desses elementos permanecem na casca e podem ser aproveitados. O adubo de casca de banana têm excelentes resultados nas plantas em geral, principalmente em árvores e plantas de fruto. Há quem relate que as roseiras adubadas com casca de banana oferecem um perfume mais prolongado.

Como usar casca de banana na adubação das plantas


As cascas de banana devem ser cortadas em pequenos pedaços ou trituradas, depois colocam-se no buraco da plantação ou na superfície do solo, enterrando-as ligeiramente próximas da planta do jardim, da horta ou dos vasos e deixa-se a natureza fazer o seu trabalho. Se preferir bata-as com água no liquidificador e regue a plantas com esta calda.

Também poderá preparar um adubo liquido, colocando 5 cascas de banana em 1 litro de água por dois ou três dias. Depois coa-se e joga-se a parte solida na terra ou na compostagem.
Outra maneira mais rápida passa por colocar as cinco cascas de banana cortadas numa panela com 1 litro de água e deixar ferver por 15 minutos, depois é só juntar mais 1/2 litro de água fria e deixar arrefecer. Por fim segue os mesmos passos do anterior, coa-se e coloca-se os resíduos na compostagem.
Reserve o adubo liquido numa garrafa bem rolhada, na hora de usar dilua uma parte de adubo com 5 partes de água. Adube somente uma vez por semana.

Características do adubo de casca de banana


As cascas de banana são uma importante fonte de potássio, fosforo e magnésio, três macronutrientes essenciais ao crescimento equilibrado das plantas. Contém também, embora em quantidade inferior: cálcio, ferro, zinco, cobre.

Potássio (K): Durante o seu crescimento a banana tende a acumular grandes quantidades de potássio principalmente na casca . Este macronutriente é essencial ao desenvolvimento das plantas, é um dos três elementos consumido em maior quantidade, acompanhado do Azoto (N) e do fosforo (P). Ele contribui em várias atividades bioquímicas das plantas, é importante à fotossíntese, à formação dos frutos, resistência da planta face ao frio e às doenças.

Fosforo (P): A presença de fosforo no solo é indispensável ao crescimento e produção vegetal. Contribui na formação das raízes, têm uma função importante na fotossíntese, respiração, divisão e crescimento de células, armazenamento e transferência de energia. Melhora a resistência das plantas às doenças, favorece a formação de flores, produção de frutos e sementes.

Magnésio (Mg): Participa em várias reações enzimáticas, é um importante macronutriente indispensável ao desenvolvimento das plantas. É um constituinte da clorofila e a sua carência identifica-se principalmente com o amarelecimento das folhas mais velhas entre as nervuras.

Nota: As plantas precisam de adubos que contenham macronutrientes em maiores quantidades e embora a casca de banana contenha um bom teor de fosforo e potássio, não é tão abonada de nitrogénio. Poderá encontrar este ultimo elemento em outros adubos caseiros, veja em: Fertilizante de borra de café e casca de ovo
Veja também: Conheça os sintomas e as carências nutricionais das plantas

Nitrogénio (N): É um dos nutriente mais requisitados pelos vegetais, é essencial ao desenvolvimento  e reprodução das plantas.A sua ausência leva ao amarelecimento das folhas e à diminuição de crescimento das plantas, em casos mais severos pode mesmo causar a necrose dos tecidos. 

Calda de cavalinha contra doenças fúngicas e insectos

Calda de cavalinha no tratamento de doenças fungicas e praga na agricultura biológica
Nome Científico: Equisetum spp
Ordem: Equisetales
Família: Equisetaceae
Género: Equisetum
Clima: Continental, Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Temperado, Tropical
Origem: África, América, Ásia, Europa
Ciclo de Vida: Perene

A cavalinha (Equisetum), também é conhecida por pinheirinha pela sua semelhança a um pequeno pinheiro, é uma planta vivaz, cujo o habitat natural localiza-se preferencialmente em zonas húmidas e sombrias perto de cursos de água. É uma planta resistente, com características invasivas, que facilmente ganha o estatuto de infestante.

A cavalinha é extraordinária, apresenta efeito fungicida, inseticida e fortificante. Pode ser usada na horta de forma preventiva ou curativa, no controle de vários insetos nocivos, assim como das doenças provocadas por fungos. Destacam-se também as suas importantes propriedades medicinais (Benefícios da erva cavalinha para a saúde)

Vantagens do uso da calda de cavalinha 


A calda de cavalinha é um poderoso fungicida natural, é utilizada na agricultura biológica com o fim de controlar diversas patologias das plantas. Conta também com ação inseticida, bacteriana e fortificante, contém sílica, uma substancia que aumenta a resistência das plantas, age nas paredes celulares, fortalece-as e torna-as mais resistentes aos ataques. Todas esta características permitem utilizar a calda de cavalinha contra diversas pragas, doenças fúngicas ou bacterianas, seja no modo preventivo ou curativo
.

A calda de cavalinha é eficaz contra:

  • Míldio
  • Lepra do pessegueiro
  • Ferrugem
  • Podridão cinzenta
  • Oídio
  • Fungos do solo
  • Algumas viroses
  • Ácaros
  • Pulgões


Como preparar a calda de cavalinha


75 gr de cavalinha seca ou 500 gramas de cavalinha verde
5 litros de água
Caso a cavalinha seja seca triture-a, se for verde desfaça-a em pedaços mais pequenos.
Coloque a cavalinha em em 5 litros de água e deixe-a de molho por 24 horas. Depois coe a maceração, guarde-a em recipientes plásticos bem fechados e guarde em local escuro e fresco. Quando bem acondicionada a calda de cavalinha pode conservar as suas qualidades até 3 meses.

Modo de uso da calda: 
➢ Dilua 1 litro do preparado em 10 litros de água para tratamento foliar contra insetos e doenças fúngicas ou bacterianas. Os tratamentos deverão ser efetuados no fim do dia.
Se a plantar apresentar sintomas de doença, faça aplicações de 3 em 3 dias. No modo preventivo, pulverize de 15 em 15 dias.
➢ Contra as doenças do solo, pulverize o produto puro sobre a superfície do solo.

Curiosidades sobre a cavalinha 


Calda de cavalinha no tratamento de pragas e doenças fúngicas
A cavalinha apresenta dois tipos de caule, fértil e estéril. O caule fértil surge na primavera e morre no verão, é curto, não possui clorofila, apresenta tons cinzentos avermelhados e gera na ponta uma inflorescência em forma de espiga que produz esporos responsáveis pela sua reprodução.
O caule estéril é longo, pode atingir os 90 cm de altura, têm tonalidade verde, surge depois dos caules férteis murcharem e morre no inicio do inverno. Apresenta muitos nós, ramificações e é utilizado para fins medicinais.

Na natureza poderá encontrar a cavalinha em terrenos húmidos ou na margem de cursos de água. Poderá também encontrar a cavalinha em viveiros e floristas e pode inclusive cultiva-la como planta ornamental. Outra opção é compra-la já seca em lojas ou casas de produtos naturais. Se optar por colhe-la, escolha o verão, seque-a à sombra num lugar seco e ventilado.

Outras utilidades da cavalinha: Ajuda a polir moveis, compõe arranjos florais, é usada como corante verde, no passado era usada como "esfregão" no arreamento de panelas.

Nomes populares: cavalinha, erva pinheira, equiseto, cola de lagarto (Uruguai), yerba del tigre, yunquillo, equiseto menor, tembladera pequena (Colombia), horsetail (Inglaterra), équiset (França), lixa vegetal.

Se gosta de soluções naturais, sugiro que veja também: Como fazer chorume de urtiga

Fertilizante de borra de café e casca de ovo

Fertilizante liquido de borras de café e casca de ovo

A borra de café têm imensas utilidades seja na agricultura, na cosmética ou nas limpezas, ela é sempre eficiente.

Hoje particularmente vamos falar de um adubo caseiro feito com a borra de café. Ela é um excelente fertilizante, contribui com uma quantidade significativa de nutrientes importante ao bom desenvolvimento das plantas. Falamos especificamente do nitrogénio (2,3), fosforo (0,15) e potássio (0,35), acresce ainda de alguns micronutrientes importantes como o cálcio (0,08), o magnésio (o,13), o cobre, o zinco, o ferro, o manganês, acumula aínda aminoácidos como alanina, arginina e asparagina.
Uma outra vantagem das borras de café é que não vão interferir muito com a acidez do solo, elas possuem um pH de entre os 6,5 a 6,8, normalmente o pH adequado à maioria das plantas.

Como fazer fertilizante liquido  de borra de café com casca de ovo


O fertilizante é feito com uma proporção de 100 gr de borra de café ( cerca de quatro colheres de sopa) com 2 litro de água e 2 colheres de sopa de casca de ovo seca e moída.
Coloque todos os ingredientes numa garrafa  e agite, mantenha a mistura a macerar por 24 horas.
Depois agite de novo e coloque o fertilizante liquido ao redor da planta sem exagerar, faça-o de 15 em 15 digas ou de 10 em 10 caso a suas plantas apresentem mais necessidades.
Também poderá usar o fertilizante sem adição da água, ou seja apenas usa a mistura seca, colocando um pouco à volta da planta. Porém deste modo a mistura é um pouco menos eficiente, porque a água ajuda a extrair os nutrientes da mistura e torna-os mais acessíveis ás plantas.

No dia a dia reserve as suas borras de café num caixa fechada e guarde-as no frio, de moda a não contraírem fungos ou outros microrganismos que possam afetar o fertilizante.
As cascas de ovo devem ser secas ao sol ou no forno e depois trituradas o mais finamente possível. Poderá usar o liquidificador e deste modo também afiará o mesmo (Uso das cascas de ovo para afiar as laminas)

Quando pretenderem adubar plantas que necessitam de um meio ácido, façam o adubo liquido da mesma maneira, porém sem a casca de ovo. Dentro deste tipo de vegetais temos as azáleas, rododendros, camélia, gardénia entre outras.

Outras maneiras de usar as borras de café


A borra de café podem ser depositada na compostagem junto com todos os outros detritos. Os micro-organismos vão atuar sobre ela, sobre os restantes elementos e transformar o todo numa matéria com nutrientes disponíveis no imediato às plantas. Além disso as borras atraem minhocas e sabe-se que estes seres vivos têm um papel muito importante na decomposição da matéria orgânica.

Uma outra hipótese de utilização dos nosso resíduos de pó de café é colocá-lo como cobertura da terra à volta das plantas. Ele vai ser transformado lentamente pelos micro-organismos e vai libertar gradualmente todos os nutrientes de um modo equilibrado, aumenta a quantidade de matéria orgânica no solo e permite melhorar a composição da terra.

O pó de café pode ser misturado e envolvido na terra numa percentagem baixa, sempre abaixo da proporção de 10 partes de borras de café para 20 partes de terra.

A borra de café também afugenta algumas pragas da horta, como caracóis e lesmas, contudo o modo de uso é diferente. O pó de café deve ser bem seco e depois é espalhado ao redor da planta, as vantagens são redobradas. Afasta os indesejáveis sem fazer uso de químicos e enriquece o solo envolvente.

Conheça outras utilidades das borras de café e das cascas do ovo


Reutilize as borras de café de 10 maneiras diferentes
Usos da casca de ovo na horta

Calda de mamona contra doenças e pragas

Calda de mamona contra doenças e pragas

A mamona (Ricinus communis)é uma planta tóxica que pertence à família das Euforbiaceas. Possui características físicas inconfundíveis, a começar pelas folhas grandes e pecioladas com a forma de estrela de oito pontas. As flores são unissexuadas, coexistindo os dois sexos no mesmo ramo.

A planta da mamona é cultivada no Egipto desde a antiguidade, pensas-se que ela foi dispersada pelos escravos na antiga época colonial. Na altura o óleo obtido da planta era usado na lubrificação dos instrumentos utilizados na transformação da cana de açúcar. Hoje o óleo é usado com fins medicinais: Benefícios do óleo de rícino

Mas hoje vamos falar especificamente da calda de mamona, que é de extrema utilidade na agricultura.  A calda de mamona detém propriedades insecticidas, fungicidas e até algum efeito biofertilisante, combate diversas doenças provocadas por fungos e vírus, é utilizada como adubação foliar e como repelente de diversos insectos. Ela pode ser aplicada na horticultura no geral, nas árvores de fruto, nas flores e plantas de interior.
Ao aplicar deve borrifar a planta de modo homogénio de forma que as toxinas da mamona actuem devidamente sobre as pragas. Falamos especificamente da toxina ricina e da toxina reacinina, juntas elas ajudam a danificar as paredes das células das pragas.

Como preparar a calda de mamona


Vai necessitar de uma proporção de 4 folhas de mamona grandes para um litro de água.

Extraia o talo às folhas de mamona, eles não têm interesse, é na folha que se concentram os princípios activos.
Rasgue e coloque as folhas de mamona num recipiente junto com a água e com a ajuda de um pau pressione bem as folhas, a finalidade é extrair o máximo de princípios activos.
Depois das folhas bem pizadas, deixe-as a macerar no escuro por doze horas. A melhor maneira é preparar a solução no fim de tarde e deixar actuar durante a noite, a luz pode alterar as qualidades da solução.

Depois de decorrido o tempo indicado, coe a calda e passe-a para o pulverizador à razão de um litro de caldo para 9 litros de água.
No ato da pulverização tenha o cuidado de evitar as horas de mais calor, sob o risco de provocar queimaduras das plantas. A melhor maneira de não correr riscos é aplicar a solução ao final da tarde, é uma hora de menos calor e têm a noite pela frente.
Outro cuidado que deve ser tido em conta é a proteção pessoal, já que esta calda de mamona também é tóxica para nós seres humanos e animais no geral (Plantas venenosas - precauções e cuidados)

Além de todas as funcionalidades já referidas, a calda de mamona também atua na eliminação de formigas. Prepara-se a calda conforme as instruções e aplica-se diretamente nos formigueiros.

Uso da casca de ovo na horta


Uso da casca do ovo na horta e jardim

Regra geral as cascas de ovo que utilizamos na cozinha acabam no lixo, porém elas têm imensas utilidades seja no jardim seja na horta.
As cascas de ovo possuem nutrientes essenciais às plantas, elas são uma potencial fonte de cálcio, fosforo, potássio, magnésio e outros minerais, ademais elas possuem características físicas que lhes permitem afastar algumas pragas.

5 maneiras de utilizar a casca de ovo na horta e no jardim


➢ A primeira regra passa por triturar a casca de ovo. Colocar as cascas inteiras diretamente no solo não adianta muito, vai demorar muito tempo até elas se decomporem e as plantas absorverem os seus nutrientes. A solução passa por reduzir as cascas de ovo a pó, depois de secas. Poderá Também adicionar o pó de casca do ovo ao compostor e enriquecer o substrato.
Atenção: As cascas de ovo podem alterar o pH do solo, use-as com cuidado em plantas acidófilas: azáleas, mirtilos, camélias, gardênias, plantas carnívoras, etc.  Misture-as com borras de café. Veja aqui a nossa sugestão: Fertilizante de borras  de café e casca de ovo.

➢ Fazer um fertilizante rico em cálcio: Algumas plantas têm necessidades de um aporte rico em cálcio, como as roseiras, as macieiras, dentre outras. Podemos secar bem as cascas de ovo, triturá-las e misturá-las com borras de café. Teremos um adubo enriquecido com diversos nutrientes, depois é só usar como qualquer outro fertilizante.
Adicione 2 ou 3 colheres de café espalhadas à volta da planta. Funciona como fertilizante de libertação lenta, a casca de ovo é rica em cálcio e outros elementos, quando a trituramos e misturamos com a terra ou substrato que vamos utilizar, o cálcio vai-se libertar gradualmente e satisfazer as necessidades das nossas plantas. 

➢ Controle de lesmas e caracóis: Triture as cascas de ovo e espalhe-as à volta da planta, é uma maneira eficiente e ecológica de manter estas pragas afastadas, com a vantagem de simultaneamente estar a enriquecer a terra.

➢ Como recipiente para novas sementeiras: Quando inteiras poderá utilizar as metades de cascas de ovo como com invólucros para as novas sementeiras. Com ajuda de uma faca ou outro objecto afiado faça um pequeno furo no fundo da casca, encha-a de substrato e coloque a semente pretendida. Na hora do transplante, plante diretamente na terra com casca e tudo.

➢ Enriqueça a ração dos animais domésticos. Depois de secas, triture a as cascas de ovo e acrescente-as à alimentação dos animais. As galinhas precisam de um bom aporte de cálcio e quando este falta elas podem começar a comer os próprios ovos.  Esta dica sai um pouco do âmbito da horta e do jardim e entra na pecuária, mas não deixa de estar interligada.

Fruta mais doce

Fruta mais doce

Quando o objectivo é obter fruta mais doce, com vitalidade e desenvolvimento dentro dos parâmetros ideais, é necessário que ela tenha à disposição nutrientes dentro das proporções correctas.

O potássio é o elemento mais importante na obtenção de fruta doce, contudo a adição deste elemento nem sempre é a solução. Já que ele até pode estar na terra, mas não estar disponível à planta por várias razões. A medida de SOS quando se pretende fruta doce, é administrar um adubo foliar rico em potássio na fase de maturação do fruto.
Poderá encontrar potássio em quantidade generosa nas cinzas de madeira.

Causas do desequilíbrio do solo


A acidez do solo é um dos factores mais determinantes, já que consoante o seu equilíbrio vai permitir às plantas a absorção dos nutrientes ou não. Fazer uma análise ao solo é a forma mais correcta de tirar as duvidas e de não entrar em exageros desnecessários.

O bloqueio também pode ser provocado pelo desequilíbrio dos macro nutrientes e micronutrientes no solo, já que estes se podem auto bloquear. É aqui que se fazem notar os malefícios da adição de adubos químicos descontroladamente. A forma mais certa e e equilibrada será a adição de adubos compostos.

Outra das causas deste desequilíbrio poderá estar no decrescimento dos coloides no solo. A existência destes elementos é vital para as plantas e indispensável para o processo de assimilação dos nutrientes. A melhor forma de os manter é através da adição de estrumes ou compostos naturais ao solo. A principal causa da desertificação está ligada à ausência dos coloides.

Condições ideais para a obtenção de fruta mais doce


Conclusão, é absolutamente necessário respeitar a regras da natureza,existe um equilíbrio que devemos valorizar e aceitar. É fundamental respeitar a vida do solo e manter o equilíbrio dos microrganismos benéficos essenciais ao processo normal da decomposição e à síntese. Evitar ao máximo os insecticidas e os herbicidas. que são potenciais desestabilizadores da vida no solo.
Devêmos criar as melhores condições para as plantas se desenvolverem a um ritmo natural, disponibilizar matéria orgânica, nutrientes, água e cobertura do solo. Estas medidas são importantes para proporcionar fruta mais doce e à vitalidade da planta no geral.

Carências nutricionais das plantas, conheça os sintomas

Carências nutricionais das plantas, conheça os sintomas

A falta ou excesso de qualquer nutriente pode causar graves problemas no desenvolvimento da planta e causar carências nutricionais. Existem vários nutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas: gasosos, sólidos e líquidos, que se dividem em dois grupos, os macro nutrientes e os micronutrientes.
Os gasosos não são preocupantes, são extraídos diretamente da atmosfera. Sendo eles o carbono, o oxigénio e o hidrogénio. Os restantes são normalmente absorvidos pela planta através do solo.

Os macronutrientes são de um modo geral absorvidos em maior quantidade pela planta.
Os micronutrientes são necessários às plantas em pequenas quantidades e acima de determinadas concentrações podem causar efeitos tóxicos. Todos os nutrientes são importantes, a definição de macro e de micro apenas definem a quantidade necessária, não a importância.

Carência não significa ausência, o elemento em questão até pode estar, mas é anulado pelo excesso ou falta de outro elemento. Para todos há necessidade de um equilíbrio, uma só carência pode comprometer todo a nutrição da planta e o excesso de um nutriente pode comprometer o desempenho e a absorção de outro.

Sintomas das carências nutricionais das plantas


Carência de azoto (N)
Amarelecimento e queda prematura das folhas, as primeiras folhas a ficarem amarelas, são sempre as mais velhas. Provoca o encurtamento dos entrenós e potencia paragem de crescimento dos lançamentos jovens. Reduz a quantidade  e qualidade da produção, diminui a percentagem de vingamento dos frutos.
Excesso de azoto- Aumenta o vigor e consequentemente a planta fica mais propicia a doenças. Atrasa a maturação dos frutos.

Deficiência de fosforo (P)
Diminuição de crescimento da planta, raízes atrofiadas, os rebentos e os talos ficam mais finos e murcham. Perda de vigor generalizada e floração insignificante, fraca qualidade dos frutos.  Os sintomas de deficiência se manifestam primeiramente nas folhas mais velhas, com cor amarelada ou verde azulada, falta de brilho e alguma rigidez. No milho a carência de fosforo manifesta-se com coloração arroxeada.

Falta de potássio (K)
Amarelecimento das folhas mais velhas na zona do limbo, podendo também levar à necrose em casos avançados, a começar pelas folhas mais velhas. O crescimento é retardado.
Frutos duros, com calibre e coloração inferior. Atraso na maturação dos frutos. 

Falta de magnésio (Mg)
O principal sintoma de deficiência de magnésio é caracterizado pelo amarelecimento das folhas velhas na forma de clorose internerval, com posterior necrose. As folhas ficam amarelas com nervuras muito verdes. Diminui o desenvolvimento da planta, o rendimento e a qualidade. 

Deficiência de boro (B)
Redução do tamanho, amarelecimento e deformação das folhas novas e posteriormente morte da gema apical. Crescimento reduzido, deformação dos pontos de crescimento e encurtamento dos entrenós, menor resistência ás infeções, diminuição da área foliar. Bolhas nas cascas das árvores.
Abortamento floral. Deformação, dessecamento e rachamento dos frutos. 

Falta de cálcio (Ca)
As folhas mais novas deformam e amarelecem entre as nervuras, contudo as nervuras não ficam tão verdes como na falta de magnésio. Pode levar a planta à morte. Formação de "bitter pit" nos frutos, ou seja umas manchas negras e amargas. Redução da firmeza dos frutos, descoloração e firmeza da polpa. Inferior capacidade de conservação.

Falta de cobre (Cu)
Amarelecimento das folhas e dos ramos mais novos, deformação dos pontos de crescimento.

Falta de zinco (Zn)
Folhas mais novas amarelas e muito pequenas, frutos pequenos e dificuldade na maturação, entrenós curtos.

Carência de Enxofre (S): As folhas ficam amarelecidas á semelhança da deficiência de azoto, contudo neste caso, o amarelecimento é mais uniforme estendendo-se a toda a planta.

Deficiência de Manganês (Mn): Crescimento vegetativo atrofiado, baixa produção e qualidade reduzida.

Nem sempre é fácil ter certezas apenas com o aspeto da planta, até porque alguns sintomas das carências nutricionais se confundem. A única forma de chegar a uma conclusão certa é através da analise foliar. 

Urina usada como fertilizante na agricultura

Urina usada como fertilizante na agricultura

Imagine que descobria que a sua urina poderia ser utilizada como fertilizante na sua horta com bastantes vantagens à mesma, usava-a?
Pois é, parece que segundo alguns estudos a urina poderá mesmo ser uma mais valia na agricultura. Esta prática com o nome de pee-cycling, já é utilizada por alguns agricultores, com resultados muito satisfatórios.
Esta acção devolve os nutrientes ao solo, pode tornar a agricultura mais sustentável e contribui na redução de poluentes.

Alguns pesquisadores acreditam que a urina poderá ser uma boa alternativa aos fertilizantes nitrogenados, com menos prejuízo para o ambiente. Chegaram à conclusão que a sua iteração é bastante similar à dos adubos químicos azotados.

A urina humana contem mais de 3000 compostos, dentro deles encontra-se a ureia, o nitrogénio, o fosforo e o potássio. Quando associada ao composto no processo da compostagem, enriquece o mesmo e permite que o nitrogénio se mantenha durante mais tempo no solo à mercê das plantas.

Ainda assim, com todas as vantagens, o baixo custo e a acessibilidade, existem algumas controvérsias quanto ao uso da urina. A OMS "Organização mundial de saúde" empenhou-se no caso e revelou que não existem contras, desde que a urina não seja aplicada directamente na planta.

Se pensa que o uso da urina como fertilizante está pouco difundido, desengane-se. Foi lançado um projecto em Amesterdão com o fim de recolher urina para ser usada posteriormente como fertilizante. A ideia passou por colocar colectores em vários pontos da cidade e incentivar voluntárias a doarem a sua urina.

Uma experiência feita em pés de tomateiros, demonstrou que os que foram fertilizados com a mistura de urina diluída em água geraram uma produção de tomate 4 vezes superior.

Como fertilisar com a urina


Misture urina com cinzas de madeira. Uma nova pesquisa demonstrou que a mistura de urina com cinza, resultou numa produção maior por parte das plantas.
Parece que estas duas substancias se complementam uma à outra, isto segundo um estudo feito na Universidade de Kupio, na Finlândia.
Enquanto a urina possui um alto teor de nitrogénio, a cinzas de madeira são ricas em cálcio e magnésio, fosforo e potássio.

A aplicação directa no solo é a mais usual. Dilua a urina em 10 partes de água.
Não deverá guardar a urina além de 24 horas, sob risco de contrair cheiros e alterar a sua qualidade. Caso opte por fazê-lo, guarde em recipientes bem rolhados e em local escuro.

Uma outra forma, já aqui referida é juntar a urina à compostagem.

Valores e importância do estrume

Valores e importância do estrume
O estrume é um correctivo físico de elevada importância para a agricultura. Contém inúmeras quantidades de nutrientes, estimula a vida na terra, reverte solos pesados tornando-o mais soltos, ajuda a reter a humidade e até ajuda a reter alguns dos nutrientes fornecidos pelos adubos, retardando a sua lixiviação, ou seja o seu arrastamento pela água.

Conservação e valor do estrume


O valor do estrume varia muito com a espécie pecuária em questão, com o tipo de alimentação, com o tipo de material usado nas camas e principalmente como este é guardado. Os nutrientes contidos no estrume são facilmente e gradualmente absorvidos pelas plantas.

No geral uma tonelada de estrume bem acondicionada e conservada contém em média cerca de 5 kg de azoto (N), 3 kg de fosforo (P), e 7 kg de potássio (K). O estrume de galinha é um dos mais rico em azoto (N) e fosforo (P).
A composição do chorume é bastante variável e depende muito da quantidade de água que lhe é adicionada.

A conservação do estrume é muito importante, já que este perde grande parte do seu valor, principalmente a parte liquida muito rica em elementos nobres. Perde por volatilização (perdem-se no ar) ou por lixiviação ( arrastados pela água) .
Uma das formas de conservar a parte líquida é aplicar quantidades adequadas de palhas ou matos nas camas dos animais.

Por norma durante a fermentação dá-se alguma perda de azoto (N) para a atmosfera, por volatização. Para minimizar este efeito aplique superfosfato ás camas dos animais.
Aplique 500 gr por dia na cama dos animais de grande porte, 100 gr por dia e por cada m2 nos currais do gado ovino, 100 a 150 gr por dia e m2 nas pocilgas e 30 gr por m2 duas vezes por semana nos aviários.
A aplicação de superfosfato enriquece o estrume, ajuda a prevenir algumas doenças como mamites, diarreias entre outros e ainda ajuda a diminuir os maus cheiros.

O estrume depois de espalhado sobre a terra deve ser imediatamente enterrado.
Nunca junte cal ao estrume. Quando houver necessidade de efetuar uma calagem, espalhe primeiro o calcário e só depois o estrume. Enterre imediatamente com a lavoura.

Composição média do estrume por tonelada


Bovinos
Matéria orgânica: 186 kg
Azoto (N): 5 kg
Fosforo (P): 3 kg
Potássio (K): 7 kg
Oxido de cálcio (CaO): 5 kg

Equídeos
Matéria orgânica: 172 kg
Azoto (N): 5 kg
Fosforo (P): 4 kg
Potássio (K): 3 kg

Ovinos
Matéria orgânica: 226 kg
Azoto (N): 10,1 kg
Fosforo (P): 7 kg
Potássio (K): 8 kg

Suínos
Matéria orgânica: 196 kg
Azoto (N): 8 kg
Fosforo (P): 10,2 kg
Potássio (K): 6 kg
Oxido de cálcio (CaO): 7 kg

Galináceos
Matéria orgânica: 219 kg
Azoto (N): 9 kg
Fosforo (P): 13 kg
Potássio (K): 7 kg
Oxido de cálcio (CaO): 18 kg

Adubos e fertilizantes naturais

Adubos e fertilizantes naturais

 Acrescentar adubos ou fertilizantes aos canteiros ou aos vasos, têm como finalidade favorecer o crescimento, a saúde e a frutificação das plantas.Ter plantas bonitas e saudáveis com alternativas naturais e econômicas, não é difícil, a solução é bem simples e pode estar na cozinha, no jardim ou na horta.

5 alternativas de adubos naturais e econômicos


Os adubos naturais são a solução mais segura, mais fácil, mais barata e podem ser aplicados em todas as plantas, sejam da horta ou do jardim

Fertilizante de casca de ovo


As cascas de ovo são uma excelente fonte de cálcio, fosforo e potássio. Portanto da próxima vez que usar ovos não deite a casca fora.
Seque as casca de ovo, ao sol ou no forno. Depois de secas triture-s num almofariz ou num liquidificador. Espalhe sobre a terra à volta da planta, elas vão agradecer. Leia mais: Uso da casca de ovo na horta

Poderá igualmente preparar um adubo liquido. Ferva o pó de 20 cascas de 20 cascas de ovo em 3 litros de água, por alguns minutos. Depois deixe a mistura em infusão por 8 horas. aplique nas plantas uma vez por semana.

Fertilizante de cinza vegetais


As cinzas vegetais são uma excelente fonte de cálcio, magnésio fosforo e outros elementos essências ao bom desenvolvimento das plantas. Aplicam-se em camadas finas sobre a terra ou sob a forma de calda numa mistura com cal. Leia mais:
➢ As vantagens da cinza na agricultura
➢ Água de cinza e cal

Fertilizante de casca de banana


A casca da banana é rica em magnésio, fosforo e potássio. Corte a casca da banana  em pequenas porções e junte-as à terra das plantas.
Também pode triturar a casca de 5 bananas com 1 litro de água e regar as plantas com esta calda.

Adubo de borras de café


As borras de café são excelentes para nutrir as plantas, contém nitrogénio, potássio, zinco, magnésio, ferro, enxofre entre outros.
Deve-se usar uma parte de café com 4 partes de água e regar as plantas 1 vez por semana. Cuidado, elas podem acidificar a terra, em plantas sensíveis à acidez, junte casca de ovo ou cinzas.

Fertilizante de urtiga


O fertilizante de urtiga é rico em azoto, potássio, magnésio, silício, ferro e macro nutrientes. Além da ação fertilizante, a urtiga também possui propriedades protetoras, sendo uma boa auxiliar no combate a pragas.
Introduza 1 kilo de urtigas em 10 litros de água, deixar macerar na água por 2 ou três dias. Deve ser usado à razão de 1 lt de caldo para 10 litros de água.
Leia mais: Benefícios do uso das urtigas na horta.

Como fazer compostagem domestica

Como fazer compostagem domestica

"Na natureza na se cria, nada se perde, tudo se transforma"

A sustentabilidade ambiental é, sem dúvida alguma, um dos principais desafios da nova geração. Há procedimentos que estão ao alcance de todos e são um grande contributo para reduzir a pegada ecológica: a separação de resíduos e a compostagem doméstica.
A compostagem caseira é um processo ecológico sustentável que permite reduzir o volume de lixo que vai para os aterros, previne a contaminação do meio ambiente e dos lençóis freático. Como prémio obtém-se um adubo natural e económico rico em nutrientes essenciais ás plantas, uma excelente alternativa aos fertilizantes químicos.

Transforme o seu lixo em matéria orgânica 


A técnica é simples e não requer grandes conhecimentos técnicos, envolve o controle da decomposição dos resíduos orgânicos e transforma-os num adubo natural. O processo dá-se com a decomposição e fermentação de resíduos por ação dos microrganismos, que na presença de oxigênio resulta num composto orgânico.

Neste procedimento relativamente simples, só tem de juntar resíduos verdes a resíduos castanhos de um modo equilibrado para obter um material orgânico com aspeto de terra. É fundamental ter a maior diversidade de resíduos possível, numa proporção igual de verdes e castanhos.
São considerados resíduos verdes materiais com frescos com bastante humidade como exemplo: folhas verdes, frutas, aparas de relva, flores, ervas e plantas sem sementes, vegetais, borras de café, entre outos
Os resíduos castanhos são os materiais vegetais com pouca humidade como: folhas secas, palha, aparas de madeira, serradura, entre outros.

O local escolhido deve ser á preferencialmente à sombra, com um ponto de água por perto, caso seja necessário humedecer o composto. A compostagem deverá sempre ter um bom teor de humidade, mas nunca encharcada. 
Os materiais escolhidos são dispostos em camadas alternadas de resíduos verdes e castanhos, de modo a haver um equilibro que permita um retenção de calor entre os 60º a 70º. Revire periodicamente a pilha é essencial um bom arejamento, sem oxigénio os microrganismos não sobrevivem e eles são essências para a transformação dos resíduos orgânicos. 
O composto fica pronto ao fim de 2 a 12 meses dependendo dos materiais usados. Saberá que o composto está pronto, quando este apresentar a cor castanho escuro, uma textura granulosa e o cheiro agradável a terra.

Vantagens da compostagem


➢ Elimina os organismos patogênicos, reduzindo assim a propagação de doenças.
➢ Elimina as sementes ou outros órgãos de propagação de infestantes.
➢ Mais rapidez na transformação dos materiais em matéria orgânica.
➢ Um resultado mais equilibrado, devido aos vários tipos de materiais usados.
➢ Melhora a estrutura do solo, a circulação da água e do ar no mesmo, a penetração as raízes das plantas e diminuir os riscos de erosão. 
➢ Torna o solo menos sensível às secas por aumentar a sua capacidade de retenção de água.
➢ É excelente fonte de nutriente: azoto, fosforo, potássio e inúmeros micro nutrientes, além de melhorar a capacidade de retenção destes elementos.
➢ Aumenta a capacidade biológica e favorece a sobrevivência de inúmeros microrganismos essenciais ao solo e ás plantas.

Materiais que pode adicionar à compostagem


  • Lixo doméstico, praticamente todo o lixo orgânico da cozinha pode ser utilizado em compostagem, excluindo restos de carnes ou peixe por atraírem vermes, moscas e resultam em maus cheiros.
  • Estrumes dos animais (O valor do estrume)
  • Podas das árvores e arbustos, difíceis de serem degradados, mas em contrapartida deixam as pilhas volumosas e facilitam a penetração do ar.
  • Relva do jardim e folhas
  • Palhas ou fenos em pequenas quantidades.
  • Serradura, apresentam uma degradação bastante lente, convém alterná-las com elementos mais acelerados como esterco.
  • Papeis e cartão, excluindo os papeis coloridos devido às tintas tóxicas e não biodegradáveis.
  • Cinzas são uma ótima fonte de potássio e fosforo (Principais propriedades da cinza)
  • Penas, são muito ricas em nitrogênio.

Materiais que deve evitar na pilha de compostagem


  • Gorduras
  • Madeiras tratadas ou envernizadas
  • Lacticínios e todos os derivados
  • Carne
  • Peixe e marisco
  • Restos de plantas doentes
  • Medicamentos
  • Plantas tratadas com produtos quimicos

    Água de cinza e cal

    Água de cinza e cal contra doenças e pragas

    Os vantagens da água de cinza e cal nas plantas 


    A água de cinza e cal é uma calda ecológica obtida a partir da mistura da cinza e da cal que actua como fertiprotetor das plantas, aumentando a sua resistência contra as doenças e contra as pragas, reduzindo significativamente a sua ocorrência.
    Estes dois elementos juntos exercem um papel fundamental na resistência das plantas, contribuem na estrutura e fortalecimento das suas células e têm uma acção repelente contra as pragas.
    Esta mistura contém uma quantidade significativa de macro nutrientes como cálcio, magnésio, potássio e vários tipos de micronutrientes, que estimulam a resistência das plantas contra as doenças fúngicas e bacterianas. (As vantagens da cinza na agricultura).

    Como preparar a calda de cinza e cal


    Coloca-se a cinza na água por 24 horas. Findo este tempo acrescenta-se a cal. Deixa-se a mistura em repouso, pelo tempo mínimo de 1 hora.
    Por fim a água de cinza e cal deve ser filtrada para não entupir os pulverizadores.
    Outra regra de ouro é nunca aplicar a calda pelas horas de maior calor.

    Para o control de pragas: 500 gr de cinza e 500 gr de cal para 10 litros de água.
    Para proporcionar resistência ás folhas: 1 Kg de cinza e 1 Kg de cal para 10 litros de água.

    Pasta de cinza e cal para árvores de fruto


    Outra maneira de usar este preparado passa por fazer uma pasta. Use as duas matérias na mesma proporção, ou seja 500 gr de cinza e outras 500 gramas de cal. Dilua os dois elementos em água, apenas a necessária para obter uma pasta liquida.
    Pincele os troncos das árvores com esta mistura até à base dos ramos principais.
    Esta prática permite tratar as formas hibernantes de algumas pragas e doenças, que se alojam na superfície lenhosa.