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Como Combater Os Trevos E Os Oxalis


 O trevo é um vilão que aparece sem aviso e teima em não desaparecer dos nossos vasos e dos nossos jardins, mas há formas de o controlar e de o remover de uma maneira muito fácil.

Na verdade teimamos em chamar trevo a tudo, mas grande parte do que aparece no meio das nossas plantas é o Oxalis, têm forma de crescimento muito parecida, aprecia os mesmos ambientes e controla-se da mesma forma, mas são duas plantas distintas.
O trevo pertence à família das leguminosas (Fabaceae), enquanto a Oxalis pertence à família Oxalidaceae.
Nos Oxalis as flores são formadas por pétalas sedosas e as folhas lembram pequenos corações.
Já o trevo verdadeiro pertence ao género Trifolium e distingue-se muito facilmente pela floração que lembra pequenas espigas e pelas folhas de formato meio oval. 

Mas aparências à parte e apesar de alguns benefícios estas plantas não são bem vindas aos nossos cultivos, são invasoras e competem com as nossas plantas por alimento e espaço.

Como Eliminar o trevo e o Oxalis


Antes de partir para a solução, fica a duvida, porque é que aparece tanto trevo no meio das nossas plantas. E esta questão é importante, porque se nos quisermos ver livres dos trevos temos que perceber o porquê deles aparecerem, caso contrário vai ser sempre uma uma luta infrutífera.

Os trevos e os Oxalis são plantas que gostam de solos ácidos, geralmente aparecem em meios com baixo teor de cálcio, por isso não é à toa que os trevos e os Oxalis sejam indicadores de solos ácidos. 
Então se os trevos e os Oxalis gostam de solos ácidos, vamos contrariar essa condição, vamos lhe dar o oposto, e como é que podemos fazer isso?

Correção da acidez do solo


🍀  Há muitas opções de correção de acidez do solo, mas a principal e a mais utilizada é a calagem. Temos o corretivo agrícola como por exemplo o calcário calcítico composto apenas por calcário e temos o calcário dolomítico que é composto por calcário e também por magnésio, são duas opções naturais permitidas na agricultura biológica. Mas é preciso ter muito cuidado porque a aplicação de corretivos à toa pode provocar desequilíbrios no solo e pôr em causa as nossas produções, o ideal é fazer uma análise ao solo.

🍀 Num modo mais caseiro temos as cinzas de madeira, que são um excelente corretivo natural e que ainda aporta vários outros nutrientes, além de outras vantagens. Vejam mais em: Benefícios da cinza para as plantas.

🍀 As cascas de ovo também são um excelente corretivo rico em cálcio, mas têm de ser finamente trituradas até ao ponto de pó, porque pedaços maiores demoram muito tempo a se se decomporem, a fazerem efeito e a serem assimiladas pelas plantas. Dependendo da forma como se usam as cascas de ovo podem ter outras funções: 5 maneiras de utilizar a casca de ovo na horta e no jardim

🍀 A farinha de osso também pode ser aplicado com o intuito de contrariar os solos ácidos, contudo a sua ação é bastante mais leve, que as opções anteriores. A farinha de osso é um excelente adubo orgânico que além de ser rico em cálcio é rica em outro elementos como por exemplo o fosforo.

🍀 Adubo liquido de cálcio é outra possibilidade, porém em termos de correção é ineficaz, geralmente é utilizada quando se verificam anomalias pontuais provocados pela falta de cálcio. Esta opção é vantajosa apenas no tratamento de choque, não têm a capacidade de alterar o pH do solo, 

Remoção Manuel do trevo e do Oxalis


A remoção manual, é trabalhosa mas eficaz. É importante arrancar a planta na totalidade, incluindo a raiz e os bolbos subterrâneos, qualquer bolbo ou porção do mesmo vai gerar uma nova planta. 
Nos vazos é bastante fácil remover o raizame dos trevos com a ajuda de um garfo. Espetam-se os dentes do garfo no solo, rodam-se várias vezes e levanta-se para cima, esta dinâmica arranca quase tudo, funciona mesmo muito bem.
Este procedimento será mais eficaz se aplicarem corretivo ante de iniciar esta ação.
Veja o procedimento no nosso cal de WouTube em: https://youtu.be/VYGbqSWv15I

Controle Químico Dos Trevos Ou Oxalis


O controle químico é bastante eficaz, porém não está ao alcance de todos e têm a inconveniência de afetar o meio ambiente. Quando esta medida é a escolhida é importante optar por um herbicida sistémico, porque este é absorvido pelas folhas e percorre toda a planta, incluindo a raiz. A aplicação deve ser realizada fora da altura de plantio, porque qualquer planta que seja atingida vai sucumbir. Outra questão importante é que quanto mais frondosa estiver a planta melhor o herbicida vai atuar, porque há mais superfície de absorção e mais hipóteses de transportar herbicida suficiente para acabar com as raízes.
Quando a invasão do trevo afeta o relvado é possível escolher um herbicida seletivo especifico. Os herbicidas seletivos têm a capacidade de acabar apenas com alguns tipos definidos de plantas. No relvado ele condena as plantas de folhas largas e manter as gramíneas, que são plantas com folhas longas, estreitas e nervuras paralelas.

Os Trevos são fixadores de azoto e melhoram a qualidade dos solos


Até agora falamos apenas das inconveniências dos trevos, mas estas plantas também apresentam vantagens importantes para o solo e plantas vizinhas. Á semelhança de outras plantas leguminosas da família Fabaceae têm a capacidade de fixar azoto do ar por meio de uma relação simbiótica com bactérias existentes nas suas raízes. Digamos que a planta troca favores com essas bactérias (Rhizobium spp.). As bactérias vivem dentro de nódulos radiculares e captam o azoto do ar, em troca a planta fornece-lhes açucares e compostos orgânicos produzidos na fotossíntese.
os Trevos também podem aumentar  a fertilidade do solo ao ser incorporado no mesmo como adubo verde e deste modo acrescentar matéria orgânica. 

Trevo de 4 Folhas


Sabem porque é que surgem trevos de quatro folhas? 
Os trevos de 4 folhas advém do Trifolium repens, conhecido como o trevo bravo, e  resulta de uma mutação genética. A improbabilidade de encontrarmos esta modificação é muito baixa, ronda apenas os 0.02%. é mesmo uma questão de sorte. 

As vantagens do carvão vegetal nas plantas


Curiosidades e vantagens do carvão vegetal nas plantas
O carvão vegetal passa de várias maneiras pelas nossas vidas. É utilizado como elemento de combustão em diversas aplicabilidades como churrasqueiras, aquecedores, lareira e fogões a lenha, além de  abastecer alguns setores industriais. Também é usado na medicina, nesse caso é chamado de carvão ativado, resulta de determinadas madeiras de aspeto mole e não resinosas.
Mas as características porosas do carvão permitem dar aso a inúmeros usos. É utilizado como filtro natural e age como um excelente ajudante no mundo da jardinagem. 

 O carvão vegetal atua como um ótimo condicionador do solo, melhorando suas propriedades físicas, químicas e biológicas. Não é à toa que ele entra na composição de fertilizantes orgânicos, como algumas receitas de bokashi (Bokashi - adubo orgânico caseiro).
A adição de carvão no composto é benéfica a todas as plantas, não fornece nutrientes, mas ajuda a fixar os elementos do solo e oferece outras vantagens importantes ás plantas. 
Melhora a qualidade do substrato, melhora a aeração, a capacidade de drenagem, auxilia no combate a insetos, odores desagradáveis e impurezas presentes no substrato.  Além disso é um material alcalino e ajuda a neutralizar a acidez do solo.

Apesar de ser rico em nutrientes, o carvão não é um adubo, as substancias não estão disponíveis no imediato, ainda que liberte uma quantidade de nutrientes insignificante. O processo de decomposição do carvão é muito longo, pode demorar mais de mil anos. 

Curiosidades e vantagens do carvão vegetal


Toda a estrutura do carvão é porosa, ela abre fissuras e forma bolsas ocas, tornando-o um armazém natural que aprovisiona água e nutrientes (pode absorver até 5 vezes o seu peso). Possibilita assim alguma poupança de água e não permite que os nutrientes sejam lixiviados, estes são libertados gradualmente, disponibilizando-os aos poucos às plantas.
Ademais trabalha como um condicionador, capaz de melhorar toda a estrutura do solo. Cria um sistema de drenagem e evita que a água acumule no vaso, reduzindo assim a possibilidade da proliferação de bactérias e fungos patogénicos, que gradativamente destroem a plantação. Evita os maus odores, remove as  impurezas do solo e e repele insetos.

O carvão proporciona um refugio aos microrganismos, ajuda-os a crescer e sobreviver. Nem todas as bactérias e fungos são prejudiciais às plantas, muitos são essenciais e fundamentais para uma agricultura sustentável. Estes microrganismos permitem a mineralização da matéria orgânica, solubilizam os nutrientes e fixam o azoto ambiental, permitindo assim que as plantas obtenham de uma maneira natural o nitrogénio e outros nutrientes importantes de volta ás raízes.
Ademais os microrganismos benéficos ajudam a controlar os patogénicos e isso inclui inclui reduzir a possibilidade das moléstias do solo, principalmente as doenças causadas por fungos. Sendo assim o carvão também possibilita reduzir o uso de inseticidas e fungicidas: (Vantagens do uso dos microrganismos eficazes - EM)

Qual é a diferença do carão vegetal e da cinza? Excluindo o aspeto, que esse é bem evidente, estes dois produtos têm propriedades bem distintas,  apesar de serem provenientes da mesma base. Os dois provem da queima de madeira, o carvão provem da queima controlada, já as cinzas resultam de uma total combustão em que toda a matéria vegetal se transforma em pó.

O carvão utilizado na agricultura como correção para o solo é chamada de Biochar (termo de origem na língua inglesa, a partir de bio e charcoal, "carvão vegetal"; também chamado 'biocarbono'). 
Embora se pareça muito com o carvão comum, o biochar é produzido usando um processo específico, num ambiente controlado onde o oxigênio é limitado. O Processo utiliza inúmeras matérias primas vegetais: palhas, estrumes, cascas, madeira, etc.

Como usar o carvão vegetal nas plantas


A forma correta de usar o carvão é moído grosseiramente, poderá faze-lo colocando uma porção dentro de um saco de pano e martelar até chegar ao ponto pretendido, uma substância grosseira de cor preta. Se quiserem evitar inalar o pó resultante do processo podem molhar o carvão antes de o desfazer. 
Não utilize o carvão usado após o churrasco, ele não irá cumprir as funções pretendidas e vai acrescentar elementos prejudicais ás plantas como gordura e sal.

Não há uma regra fixa com relação à quantidade que se deve aplicar de carvão, mas geralmente mistura-se no substrato a uma média de 15 a 20% . A boa noticia é que até as percentagens mínimas têm bastante relevância nos resultados. 
Evite colocá-lo apenas na superfície do solo, ele é muito mais eficiente quando é envolvido no substrato.
No campo, o carvão é aplicado à razão de 500 kg por hectare. Há relatos que afirmam que após a aplicação de carvão no solos a produtividade aumenta em 150 %.

Um dos problemas mais comuns de quem trata plantas é o abuso de regas e o excesso de água muitas vezes dita o fim das nossas verdinhas. Uma forma de evitar este mau desfecho passa por colocar pedaços de carvão no fundo dos vasos. Ele funciona como um dreno e torna-se um excelente aliado para todas as plantas que necessitam de uma ótima drenagem. 

Elimine as pragas das plantas com Álcool isopropílico

Elimine as pragas das plantas com Álcool isopropílico

O álcool isopropílico têm várias aplicabilidades, é um excelente desengordurante, pode ser utilizado para limpar componentes eletrónicos, em utilizações de laboratório, superfícies de vidro, entre outros. Mas sabiam que ele também elimina a maioria das pragas das plantas de um modo eficaz?
O álcool isopropílico é eficiente e resolve mesmo e é completamente seguro, ele evapora rapidamente antes que qualquer dano possa ocorrer e apenas permanece a água na planta. 

Embora as pragas sejam minúsculas, ela podem causar grandes estragos se não forem combatidas atempadamente. Os  ácaros, cochonilha, pulgões e fungos, debilitam as plantas, enfraquecem-nas e se persistirem podem mesmo acabar com elas. Se não forem tratados rapidamente, estas pragas podem provocar danos irreparáveis, impedimento da fotossíntese e da floração, aparecem malformações, apodrecimento e manchas foliares, além disso elas espalham-se rapidamente e podem contaminar outras plantas vizinhas. 
Nem sempre é fácil librar-se librar-se delas com produtos comuns, mas com álcool isopropílico é garantido. 
Parte-se do principio de que o álcool é capaz de dissolver as ceras ou gorduras que revestem o corpo das pragas, desidratando-as e expondo o seu corpo frágil a todo o tipo de adversidades.

Como usar o álcool isopropílico na plantas


O álcool isopropílico pode ser pulverizado sobre as plantas com segurança, no entanto não é recomendado sob a forma de rega, já que que conforme as concentrações usadas pode limitar, danificar ou atrofiar o crescimento das plantas. 
Dever ser usado sobre as plantas a 70%. Portanto se tiverem um álcool a 100%, devem dilui-lo. 

Diluem-se 7 partes de álcool com 3 partes de água.
Ou seja, para fazer 1 lt de produto: 300 ml de água com 700 ml de álcool isopropílico.

Como usar? Basta borrifar o álcool diretamente sobre as partes infetadas das plantas, tendo o cuidado de verificar os pontos mais inacessíveis. Algumas pragas costumam ficar escondida em locais de difícil acesso, por isso é muito importante inspecionar bem toda a planta.
Geralmente, uma pulverização de álcool isopropílico é suficiente, mas pode ser necessário mais de uma aplicação. Recomenda-se uma observação regular, de modo a repetir a aplicação em caso de necessidade.
Mantenha o borrifador num lugar resguardado e aplique-o assim que as pragas indesejáveis aparecerem. 

Outra possibilidade de uso, passa por molhar um cotonete ou algodão embebido com álcool isopropílico.  Esfregue na superfície infestada, com o cuidado de revistar a parte de baixo da folha,  as nervuras, o caule e pontos mais escondidos. Algumas pragas são facilmente removidas com este método, principalmente as cochonilha lanuginosa. 

O álcool isopropílico garante o combate das pragas das plantas, e quando os problemas são fungos? Temos também uma excelente ajuda nos armários de nossa casa, a água oxigenada. Controla doenças fúngicas, a podridão e também algumas pragas. Estimula a formação de raízes, ajuda a recuperar plantas em estresse e muito mais. Veja aqui como a usar: Como preparar e usar a solução de água oxigenada 

Nota: O álcool isopropílico não é igual ao álcool etílico, não deve ser utilizado para fins medicinais. Apesar destas divergências o álcool isopropílico também pode ser usado no controle de pragas das plantas, mas com diferentes concentrações (Como aplicar o álcool etílico nas plantas).  

Como prevenir ou combater fungos nas suculentas

Como prevenir ou combater fungos nas suculentasOs fungos são um dos principais inimigos das plantas, capazes de provocar grandes estragos em pouco tempo. Na verdade precisam de pouco para se desenvolverem, basta duas condições favoráveis: humidade e calor. Os fungos têm uma grande capacidade de proliferação, alastram-se facilmente por meio de esporos e proliferam nos ambientes favoráveis.
É claro que nem todos os fungos são nocivos para as plantas, alguns conseguem manter uma relação harmoniosa com a planta, ajudando inclusive de alguma forma a sua sobrevivência. Mas os fungos que vamos falar hoje são patogénicos e causam grandes complicações ás nossas verdinhas.

As suculentas são muito sensíveis aos fungos, elas não têm grande capacidade de resistência ao excesso de humidade, maioritariamente são de ambientes secos. É precisamente por este aspeto que é tão recomendado um solo com boa capacidade de drenagem, apesar de haver outras medidas que devem ser tidas em conta.  
Muitas vezes nem nos damos conta que elas têm água em excesso e só começamos a ficar alertas quando começam a aparecer os primeiros indicativos. 

Prevenção das doenças fúngicas nas suculentas


É essencial ficar alerta aos primeiros sinais e não ignorar os mais pequenos indícios. Se detetarmos uma doença fúngica em estagio inicial temos maiores chances de eliminar o problema.  

Uma planta bem nutrida dificilmente fica doente. Procure fornecer os nutrientes essenciais á sua suculenta, faça uma adubação equilibrada nas fases de crescimento. A rega também é importante, apesar das suculentas sofrerem com o excesso de humidade, a água é essencial para conduzir os nutrientes, têm de haver um equilíbrio. 

A limpeza da suculenta é um passo essencial. Remova todas as folhas secas, estragadas ou com sinais de doença. Com esta ação potenciamos a circulação de ar dentro da planta e eliminamos eminentes abrigos de fungos e as pragas.

O substrato deve ser leve e arejado. Se estiver húmido, deve ser corrigido imediatamente. Os fungos continuarão a proliferar enquanto a base do foco existir. Se necessário, mude a suculenta do vaso e troque o substrato.

Como é que podemos identificar os fungos em suculentas?


➢ Geralmente aparecem manchas nas folhas, vulgarmente são arredondadas mas podem adquirir outras formas. As manchas podem ser escuras, amareladas ou até parecidas a ferrugem. 
➢ As folhas ficam moles e caem ao mais leve toque.
➢ A suculenta apresenta-se debilitada e não cresce.  
➢ O caule da suculenta apresenta pontos marrons.
➢ A planta pode ficar amarelada.

(Alguns destes sintomas, também são compatíveis com os estragos provocados por bactérias.

O que fazer quando temos fungos nas nossas suculentas?


Os fungos na superfície das suculentas são fáceis de serem identificados e tratados, mas há outros fungos que contaminam as raízes e causam podridão interna e são bastante difíceis de serem tratados. 
Antes de iniciar os tratamento é essencial remover todas as folhas com sinais de doença, esta prática é essencial para prevenir o risco de contaminação aos restantes tecidos da suculenta.
Há inúmeras maneiras de tratar doenças fúngicas, vários produtos e soluções caseiras, a seguir vou indicar apenas as que uso no meu cantinho verde.

No mercado existem muitos fungicidas competentes para o tratamento de problemas de fungos, porém são tóxicos. Não é possível adquiri-los sem cartão de aplicadores e é preciso equipamento especializado para a aplicação.

No modo preventivo podemos usar o sulfato de cobre, ele age como preventivo e também fornece micronutrientes á planta (cobre e enxofre). O tratamento deve ser realizado a cada 6 meses, de um modo leve sem molhar as plantas, basta fazer um pequena aspersão e criar uma espécie de nuvem. Este tratamento é apenas protetor, não é eficaz em suculentas doentes já com os sinais de fungos instalados. A dosagem deve ser usada conforme o indicado na embalagem do produto, mas anda em torno de uma colher de chá rasa (cerca de 2 gramas) para 1 litro de água. 

Quando as suculentas já manifestam os sinais de infeção por fungos, podem ser tratadas com água oxigenada de 10 volumes. Uma solução simples e eficaz, capaz de controlar os fungos, oxigenar a planta e promover o desenvolvimento de novas raízes. Usa-se na proporção de 4 colheres de sopa de água oxigenada por 1 litro de água. (Principais benefícios do uso da solução de água oxigenada no tratamento de plantas)

Os tratamentos não devem ser realizados nos períodos mais quentes do dia. Esta regra é essencial e aplica-se aos aos pesticidas e ás receitas caseiras. A ação do calor ou dos raios solares pode intensificar a ação de alguns elementos e potenciar sérias queimaduras nas plantas.
Os tratamentos devem ser regulares e as plantas infetadas devem ser mantidas separadas das plantas saudáveis.

Elimine os fungos das suas plantas sem recorrer a pesticidas

Elimine os fungos das suas plantas sem recorrer a pesticidas
É comum surgirem manchas nas plantas, manchas essas que podem ser amareladas, acastanhadas ou esbranquiçadas, algumas com aparência de bolor. Normalmente são doenças provocadas por fungos, uns seres com uma grande capacidade de proliferação, que se dissipam através de esporos.

Sem andar com rodeios, é certo dizer que são facilmente tratáveis com pesticidas, mas existem diversas formas de combater as doenças fúngicas sem recorrer a tratamentos agressivos ao ambiente. Além de não poluírem o planeta, estas mesinha caseiras não são tóxicas para os seres humanos e podem inclusive ser ser usados em plantas comestíveis.

Antes de refletir no tratamento é preciso pensar na prevenção, é importante remover folhas secas ou amareladas que possam ser potencias focos de infeção. É importante manter a planta arejada de modo a permitir uma boa circulação de ar e minimizar as hipóteses de sobrevivência dos fungos. Outra consideração importante é tentar manter o menos tempo possível a planta húmida. Sempre que possível faça a rega pela manhã, durante o dia o solo e a planta secam mais rápido e não permanecerão tanto tempo húmidos.
Outra dica importante é quando comprar uma planta nova, coloque-a de quarentena, com o objetivo de reduzir as hipóteses das outras plantas serem contaminadas caso ela venha infetada com fungos. 

4 receitas de fungicidas caseiros para combater as doenças provocadas por fungos


➤ Calda de leite

Nesta receita usa-se uma parte de leite para nove de água. 
Exemplo: 100 ml de leite em 900 ml de água.

Coloque a calda num borrifador e aplique nas plantas afetadas, molhe bem as partes mais atingidas.
Esta mistura também se revela eficaz no tratamento contra os ácaros. Todos os detalhes em: (Leite de vaca no tratamento de doenças das plantas)

➤ Solução de água oxigenada

Usa-se quatro colheres de sopa num litro de água
É primordial escolher água oxigenada volume 10.

Agita-se e aplica-se nas plantas afetadas. Borrife a folhagem ou o solo á volta do caule da planta para a prevenção da podridão da raiz. (Truque da água oxigenada para as plantas)

➤ Calda de vinagre

Nesta diluição usa-se o vinagre de maçã.
Emprega-se uma colher de sopa em um litro de água.

Mexa bem e verta a solução num borrifador e pulverize as plantas. 
Além da sua ação fungicida esta mistura  também combate afídeos e outros tipos de insetos. Todos os detalhes em: (Usos do vinagre na horta e no jardim)

➤ Calda de camomila

Misture 50 g de flores de camomila com  1 l de água.

Deixe a mistura  em repouso por três dias, com o cuidado de agitar 3 a 4 vezes ao dia. 
Findo o tempo, coe o preparado e pulverize as plantas doentes.

Regras básicas do tratamento de plantas


A maioria dos tratamentos não têm efeito imediato e a insistência é a palavra chave. O ideal é borrifar as plantas pelo menos uma vez por semana, até se observar a ausência de sintomas. Se chover, reaplique.

Não aplique estas soluções nas horas de maior calor. O sol direto ao incidir sobre os líquidos pode potenciar o efeito de lupa e provocar queimaduras. Além disso as folhas e outras partes aéreas da planta têm umas pequenas aberturas chamadas de estômatos, responsáveis pela fotossíntese, respiração e absorção de nutrientes. Estas estruturas também estão relacionados com a perda de água por transpiração, portanto, nas horas de maior calor os estómatos fecham-se com o intuito de proteger a planta, nas horas mais frescas estão abertos e mais recetivos á absorção dos tratamentos.

Como usar borra de café nas plantas

Como usar borra de café nas plantas
A borra de café fazem parte do cotidiano de grande parte da população mundial. Seja dentro da cápsula ou em pó no modo mais clássico, temos em nossa casa uma ajuda preciosa para a horta ou jardim. É essencialmente usada com dois propósitos, como repelente de pragas e como fertilizante do solo caseiro.
A borra de café acrescenta nutrientes importantes ao solo e podem trazer benefícios para as plantas desde que se empreguem de forma adequada e com cautela. São uma valiosa fonte de matéria orgânica e nitrogênio, contém também magnésio, cálcio, potássio entre outros minerais. A borra de café podem ser usadas na compostagem, diretamente sobre a superfície da terra á volta das plantas ou mesmo produzir um bio fertilizante caseiro. Todas as borras de café servem, desde que não tenham açúcar.

Como utilizar a borra de café na horta e jardim


Fertilizante liquido com borra de café: Misture 4 colheres de sopa em dois litros de água.  Coloque a mistura dentro de uma garrafa e rolhe bem. Mantenha o preparado ao abrigo dos raios solares por sete dias, antes de usar. Não enrosque a tampa da garrafa com demasiada força, pois a mistura vai fermentar. Abra a garrafa todos os dias para que os gases sejam liberados.
Depois dos sete dias vai verificar que o preparado ficou escuro e liberta pouco gaz ao abrir a garrafa, é sinal que o processo correu bem. 
Aplique a mistura á volta das plantas, com o cuidado de não molhar as folhas e preferencialmente após uma boa irrigação. Eu faço um furo na tampa da garrafa com ajuda de um prego e aplico assim mesmo, diretamente da garrafa. O objetivo não é encharcar o solo, é aplicar uma porção que permita estimular a planta.
Recomenda-se fazer a aplicação com intervalos de pelo menos quinze dias. Veja também como fazer: (Fertilizante de borra de café e casca de ovo).
Este fertilizante liquido vai fornecer principalmente nitrogénio ás plantas. É adequado para aumentar o crescimento vegetativo e realçar o verde das folhas. É necessário ter em atenção que as adubações azotadas (nitrogénio) podem dificultar a floração, quando as adubações são exageradas. Os principais sinais de excesso de nitrogénio são: Aumento considerável do tamanho das folhas, excesso de brotações, o verde das folhas torna-se mais escuro


Como aplicar borra de café nas plantas: Esta prática mantém a permeabilidade e facilita a drenagem do solo, ademais, permite atrair organismos benéficos para o desenvolvimento e o crescimento saudável das plantas. Por exemplo, são um bom atrativo para as minhocas
A borra de café é excelentes mas deve ser usadas com moderação, tudo o que é demais estraga. Ela demora a decompor-se e quando usada pura e em grandes quantidades diretamente no solo, rouba nutrientes essenciais ás planta para concluir a sua decomposição. Deste modo gera-se um desequilíbrio que acaba por definhar as culturas. Mas quando aplicada em pequenas quantidades, a borra de café é umas excelentes aliada da horta e do jardim. 
As aplicações deverão ter intervalo de pelo menos um mês.
  • 1 kg de borra de café para um metro de terreno
  • 1 colher de café / um vaso pequeno
  • 1 colher de sobremesa / vaso médio
  • 1 colher de sopa / vaso grande
Quando aplicadas desta forma e com o intuito de fertilizar, convém dar-lhe uma secagem prévia, esta ação vai permitir espalhá-las de uma maneira mais uniforme. Depois o ideal é remexer ligeiramente o solo. Se a borra de café ficar amontoada por cima da superfície do solo, pode compactar e dificultar a entrada de água na terra, além da possibilidade de atrair mosquitos, criar bolores e fungos. É certo que alguns fungos são benéficos, mas os que surgem nos resíduos de café (fungos cinzas escuros) podem afetar a saúde das plantas, principalmente as que já se encontrem debilitadas.

Transforme a borra de café em composto orgânico: Outra boa maneira de usar a borra de café é transformá-la em composto orgânico, juntando-as com outos resíduos produzidos em casa. Não devem ultrapassar os 20% do volume total dos materiais utilizados. Quando colocada no compostor ela passa pelo processo de decomposição e os seus nutrientes ficam mais acessíveis ás plantas. 
O ideal é deixar fermentar por aproximadamente 60 dias antes de aplicar no solo. 
É preciso ter em atenção que no processo de compostagem, a borra de café é considerada material de compostagem "verde", é preciso misturá-la com resíduos "castanhos", de forma a não desequilibrar a mistura. veja mais em: Como fazer compostagem domestica

Borra de café contra pragas da horta: Outra das vantagens do uso da borra de café é a sua ação repelente. Para o efeito é espalhada sobre a superfície do solo á volta das plantas, com o intuito de proteger as culturas contra caracóis, lesmas e formigas. Não se deve abusar na quantidade, sob o risco de formar uma camada rígida que impede a entrada de água no solo. 
A borra de café não aniquila a praga, atuam como repelente. O odor do café, aliado à capacidade de se fixar na pele das lesmas e caracóis, mantém estas pragas longe das culturas.
Podem ser usadas do mesmo modo como repelente de gatos. Parece que os felinos não gostam de escavar terra com borra de café.

Inseticida caseiro para combater a cochonilha

Inseticida caseiro infalível para combater a cochonilha
O gosto pelas plantas dá-nos muito prazer mas também trás algumas chatices. Diversas pragas e doenças atacam as plantas, elas debilitam-nas, enfraquecem-nas e em pouco tempo podem acabar com as nossas verdinhas.
Se desejarmos um jardim bonito e livre de pragas devemos estar atentos e combate-las aos primeiros sinais. Algumas são fáceis de tratar, outras são um verdadeiro inferno como as cochonilhas, especialmente as de carapaça. 
A cochonilha de carapaça é a mais difícil de eliminar justamente por causa da carapaça que funciona com uma proteção contra os agentes exteriores, digamos que é um escudo protetor. A cochonilha não mede mais de 3,5 milímetros, suga a seiva da planta, rouba os nutrientes, enfraquece-a e aínda segrega uma espécie de cera adocicada que atrai formigas, prejudica a capacidade fotossintética da planta e favorece o aparecimento de doenças fúngicas.

Se a infestação for pequena ou a praga aparecer numa área diminuta da planta, pode embeber um cotonete em álcool ou vinagre e passar na parte afetada. Mas convém ficar atento, as cochonilhas podem-se esconder em lugares mais inacessíveis, fora do alcance da nossa visão e dar origem a uma nova infestação.

Se recorrermos a produtos químicos teremos de escolher um inseticida sistémico, porque ele entra na corrente da seiva da planta e mata os insetos sugadores por ingestão. Para esta escolha é necessário a ajuda de um técnico, porque não podemos esquecer que estamos a lidar com um produto toxico que pode fazer muito mal á saúde. O técnico indicará o pesticida mais apropriado, a dosagem e o modo adequado de aplicação. 
Mas eu prefiro optar por alternativas caseiras que não sejam toxicas para quem aplica, que sejam amigas do ambiente e preparadas com ingredientes básicos, baratos e fáceis de encontrar. 

Preparação do inseticida caseiro para acabar com cochonilhas


Como é que este inseticida natural funciona? Por asfixia. Esta mistura envolve a cochonilha com uma pelica fina de óleo e impede-a de respirar. 

Ingredientes do inseticida caseiro

500 ml de água
1 colher de sopa de óleo de cozinha
1/2 colher de sopa de detergente da louça
1 colher de sopa de álcool

Preparação do inseticida caseiro

Misture os ingredientes dentro de um borrifador e molhe todas as partes da planta com este inseticida caseiro. A pulverização deve acontecer no final do dia, fora da incidência dos raios solares, caso contrário, podemos provocar queimaduras nas folhas das plantas. A pelicula formada sobre a superfície das folhas faz efeito de lupa e intensifica a ação do sol. 
Repita periodicamente a operação enquanto verificar a existência de cochonilhas. 

Plantas que curam plantas contra pragas e fungos

Plantas que curam com efeito inseticida e repelente
Ter uma horta ou um jardim pode ser algo muito prazeroso, permite cultivar os próprios alimentos, desfrutar da beleza das plantas e beneficiar de toda a energia que as abrange. Mas também existem precalços, apesar de toda a perfeição envolvente, surgem pragas e doenças que podem em pouco tempo dizimar as culturas.

Com o objetivo de minimizar o problema, o Cantinho Verde escolheu 12 plantas que são excelentes pesticidas naturais, capazes de manter os insetos indesejáveis e as doenças afastados dos nossos vasos e canteiros, sem efeitos colaterais.
O uso de plantas repelentes e estimulantes, é uma prática muito utilizada na agricultura biológica. Visa combater determinados males de forma barata e caseira, sem o uso de produtos químicos, com o objetivo de proteger a natureza e proporcionar alimentos indiscutivelmente mais saudáveis e ricos.

Plantas que auxiliam outras plantas contra pragas e doenças


1 - Arruda 

Nome vulgar: Arruda
Nome cientifico: Ruta graveolens
Utilidades em agricultura biológica: A calda de arruda é usada com eficácia no controle de afídeos, ácaros, lagartas pequenas, cochonilhas, mosca branca,  percevejos, formigas.

Modo de uso: Colher 3 ramos de arruda com aproximadamente 30 cm de comprimento. Picar os ramos e as folhas, no liquidificador com 1 litro de água.Coar o preparado com um pano fino. Na hora de usar adicione um emulsionante de sabão, à rasão de 200 ml de calda de arruda  em 2 litros de calda de sabão. Calda de sabão: 100 gramas de sabão em 10 litros de água.
Formigas: Coloque 100 gramas de folhas de arruda picadas em 2 litros de água. Deixe repousar por 24 horas. Findo o tempo coe a mistura e junte a 20 litros de água.  Pulverize ou regue sobre as plantas ou locais afetados por formigas.

2 - Cavalinha (Preventivo) 

Nomes vulgares: Cavalinha, Pinheirinha, entre outros.
Nome cientifico: Equisetum
Utilidades para a agricultura biológica: A Cavalinha é muito rica em silício, atua no fortalecimento das planta tornando-as mais resistentes ao ataque dos fungos e das pragas. É usada no controle de Ferrugem, Oídio, Míldio, Lepra do pessegueiro, Podridão cinzenta, Fungos do solo, Repelente de afídeos, algumas viroses.

Modo de uso: É aplicada na forma preventiva. Usam-se 10 kg de plantas frescas em 100 litros de água e deixa-se a macerar por 24 horas, coar e pulverizar as plantas. (Calda de cavalinha contra doenças fúngicas e insectos).

3 - Urtiga

Nome vulgar: Urtigas
Nome científico: Urtica sp.
Utilidade em Agricultura Biológica: Aumenta a resistência das plantas, acelera a compostagem, têm ação insecticida contra piolhos e ácaros.

Preparação e aplicação: Colocar 1kg de urtigas frescas em 10 lt de água. O tempo de fermentação estará concluído quando terminarem de aparecer bolhas na mistura. Se se pretender efeito inseticida o processo passa por uma maceração de 12 horas. Aplicar à rasão de 10%. Leia mais em (Como fazer chorume de urtiga)

4 - Alho (Alho repelente)

Nome vulgar: Alho
Nome científico: Allium sativum
Utilidade em Agricultura Biológica: Têm efeito antibiótico e fungicida. Permite combater ácaros, afídeos, oídio, brocas, cochonilhas. Também pode ser nocivo para alguns auxiliares.

Modo de uso: Usa-se 1 dente de alho em 1 litro de água. Pique o alho no liquidificador com uma parte da água, depois misture a restante. Coar a mistura e pulverizar as plantas com esta solução. (Insecticidas naturais à base de alho)

5 - Absinto (Repelente)

Nomes vulgares: Absinto, losna, artemísia,  amargosa, entre outros.
Nome cientifico: Artemisia absinthium
Utilidades em agricultura biológica: A calda de absinto funciona como um inseticida  biológico com capacidade de combater afídeos, mosca branca, ácaros, pulgas, traças e até moscas.
Modo de uso: Maceração, na proporção de 1 kg da planta em 10 litros de água. Colocar num bidão plástico, tapar e manter por 3 semanas. Filtrar e diluir meio por meio, antes de aplicar. Exemplo: 2 litros do preparado de absinto com 2 de água.

6 - Feto

Nomes vulgares: Feto comum, feto do monte, feteira, entre outros.
Nome cientifico: Pteridium aquilinum
Utilidades em agricultura biológica: Têm propriedades inseticidas, fungicidas e repulsivas. Combate o pulgão lanígero, a cidadela, a traça, e rosca.

Modo de uso: Colocar 1 kg de folhas e caules de fetos em 10 litros de água, Durante 4 a 5 dias. Filtrar e diluir a 10% antes de aplicar (1 litro para 10 litros de água). Rosca: fazer duas aplicações sobre a terra antes da plantação. Contra a ferrugem: é aplicado o extrato fermentado puro.

7 - Tanaceto

Nomes vulgares: Tanaceto, crisântemo de jardim, matricária, entre outros.
Nome cientifico: Tanacetum vulgare L.
Utilidades em agricultura biológica: O seu aroma repele ácaros, formigas, lagartas, nóctuas, afídeos,  piolhos, moscas e pulgas.

Modo de uso: Infusão na proporção Coloca-se 300 a 500 gramas da plantas em floração dentro de um vasilhame resistente à temperatura e verter 10 litros de água a ferver por cima. Tapar a mistura por 10 a 15 minutos. Filtrar e pulverizar as plantas ou os locais infetados

8 - Camomila

Nomes vulgares: Camomila comum
Nome cientifico: Matricaria chamomilla
Utilidades em agricultura biológica: Reforça a resistência das plantas às doenças e ativa o crescimento.

Preparação e aplicação: 50 gramas de flores de camomila para um litro de água. Misturar e deixar o preparado em repouso por três dias. Durante esse período agitar a solução 4 vezes ao dia. Coar o preparado e pulverizar as plantas afetadas.

9 - Coentros

Nome vulgar: Coentro
Nome cientifico: Coriandrum sativum
Utilidade em agricultura biológica: Têm ação contra os ácaros e os pulgões

Preparação e utilização: Bater aproximadamente 200 gramas de folhas de coentros no liquidificador com 1 litro de água. Coar a mistura e pulverizar as plantas afetadas. 

10 - Folhas de tomateiro:

Nome vulgar: Tomateiro
Nome cientifico: Solanum lycopersicon
Utilidades em agricultura biológica: A calda de folhas de tomateiro é utilizada para o manejo de pulgões, lagartas e vermes
Preparação e utilização: As folhas e rebentos novos triturados em 2 litros água. Pulverizar as plantas atacadas com a calda filtrada. Leia mais em: (Calda Insecticida de folhas de tomateiro)

11 - Cravo Túnico (Tagetes)

Nomes populares: Cravo túnico, cravo de defunto,
Mome cientifico: Tagetes sp
Utilidades em agricultura biológica: É vulgarmente conhecido como cravo-de-defunto, por possuir odor considerado forte e até desagradável, protege contra os nematóides, é um ótimo inseticida e repelente natural de insetos, mosca branca, pulgões, ácaros e lagartas.
Modo de uso: Em cultivo ou sob a forma de uma calda das folhas e flores maceradas em água. 1 kg de talos e folhas em 10 litros de água. Deixar a macerar por dois dias, coar e pulverizar as plantas atacadas. (Modo de uso do Cravo Túnico - Tagetes)

12 - Cebola

Nome vulgar: cebola
Nome cientifico: Allium cepa
Utilidades em agricultura biológica: A cebola é útil contra lagartas, brocas, pulgões, cochonilhas sem carapaça e fungos. Pode ser plantada ao lado das plantas pretendidas para afugentar brocas.
Modo de uso: Triturar 1 quilo de cebolas e juntar a 10 litros de água. Deixar fermentar e quando pronto, diluir a mistura a 30% (3 litros de calda de cebola em 10 litros de água) e aplicar sobre as plantas afetadas ou ao redor no solo.

Bokashi - adubo orgânico caseiro

Como fazer adubo Bokashi
Como faço o meu Bokashi - https://youtu.be/iddMhcXrDWM

O adubo bokashi (também conhecido como biokashi) é um adubo orgânico de origem vegetal ou animalsubmetido a um processo de fermentação controlada. O nome têm origem japonesa e significa diluir, dissolver e é também uma palavra que se usa para designar composto orgânico. É também conhecido por "fermento da vida", porque vitaliza o solo, introduz microrganismos benéficos, estimula o aumento e a diversidade de organismos que vivem na terra. Proporcionando assim condições favoráveis ao crescimento sadio e equilibrado das plantas.

Como fazer kenki bokashi (fermentação anaeróbia)


O Bokashi é feito por meio de uma técnica japonesa que permite fazer um adubo orgânico, que substitui perfeitamente os adubos químicos, contém apropriadamente os nutrientes essenciais N, P, K, Ca, Mg e S, além dos micronutrientes. Ao contrário dos adubos químicos, ele fornece os nutrientes à planta de forma gradual, moderada e racional, pois a sua absorção não se realiza pelo processo de osmose, mas sim, através de microrganismos que se multiplicam na rizosfera das plantas.
Há duas maneiras de preparar o bokashi, um dos processos é conhecido por fermentação aeróbica que é realizado com a presença de ar e o outro por fermentação anaeróbica (kenki bokashi), faz-se sem a presença de ar.

Um dos elementos mais importantes na preparação de bokashi é o inoculante: o EM (Effective Microorganisms), uma mistura de micro organismos benéficos. Os micro organismos trabalham em simbiose com as plantas, fornecem-lhes nutrientes e estas por sua vez passam glicose ao micro organismos. O EM pode ser comprado pronto ou ser feito em casa. Leia mais em: Como capturar os microrganismos eficientes na natureza.

Existem várias formulas de preparar o bokashi, os ingredientes podem ser variáveis, de acordo com a disponibilidade. Os elementos são adaptados aos produtos de cada região, tendo como base principal o cuidado de variar os materiais utilizados de modo a conseguir uma maior diversidade de nutrientes. As principais matérias-primas recomendadas para se fazer o Bokashi são:

Principais ingredientes do bokashi


➢ Farelos de diversos cereais (arroz, trigo, cevada, milho, etc.). No lugar dos farelos também pode ser acrescentado mandioca, milho triturado ou até mesmo ração para animais desde que seja triturada.
➢ Sementes trituradas: soja, amendoim, mamona, girassol, etc.
➢ Materiais vegetais: palha, cascas trituradas, etc
➢ Farinhas de origem animal (peixe, carne, osso), pode colocá-los sozinhos ou fazer uma mistura dos mesmos
➢ Minerais: pó de rocha, calcário, cinzas, carvão, etc.
➢ EM ativado, na proporção de 1 litro de água sem cloro, 20 ml de EM-4 e 20 g de açúcar mascavado ou melaço (Esta proporção é variável)

Como preparar bokashi


Misture todos os elementos secos e humedeça com o fermento EM diluído e água suficiente até atingir 50% de umidade, isto é, quando se apertar um punhado da mistura e ela fica molhado sem escorrimento de água entre os dedos. A mistura não pode ficar muito húmida, ela estará no ponto quando ao apertar com a mão se forme tipo de uma bola que se desfarela facilmente ao toque.
Coloque a mistura dentro um saco plástico escuro sem nenhum furo, retire todo o ar, aperte bem e compacte o mais que puder, feche hermeticamente o saco. É fundamental que a mistura não entre em contato com o ar durante o processo, pretendemos que ocorra uma fermentação anaeróbica. Guarde num lugar sombrio por 21 dias, depois estará pronto a usar. O bokashi pronto deve apresentar um odor agridoce, meio parecido com a silagem, se apresentar um odor desagradável é porque o objetivo não foi conseguido (provavelmente entrou em contato com ar).

O Kenki Bokashi deve ser usado o mais breve possível, se pretende aumentar a duração seque-o à sombra, deste modo previne-se que entre em processo de fermentação aeróbica e atinja altas temperaturas. Espalhe-o sobre uma superfície protegida e deixe-o secar à sombra. É normal que durante a secagem do kenki bokashi haja a multiplicação de fungos filamentosos de aspeto esbranquiçado sobre a superfície.
O bokashi depois de seco, pode ser armazenado por um máximo, 6 meses.
Saberemos que o nosso adubo bokashi está ativo quando depois de aplicado surgir um bolor branco no solo.

No processo de fermentação aeróbica (com a presença de ar), o material não é embalado, é apenas coberto com a finalidade de evitar a desidratação. Requer um pouco mais de trabalho pelo facto de ser necessário revirar diariamente, de modo a não deixar alcançar altas temperaturas, evitando assim que os nutrientes se percam. Este processo é mais rápido que o anaeróbico, fica pronto em aproximadamente uma semana, dependo das condições ambientais.

Possíveis formulas de bokashi


1 kg de farelo de arroz
400 gramas de farelo de trigo
300 gramas de fubá
300 gramas de farelo de soja
100 gramas de açúcar mascavado
1 copo de pó de carvão
1 cabeça e as tripas de uma sardinha trituradas em 200 ml de água
EM ativado até atingir o ponto de humidade

4,5 kg de farelo de arroz (pode trocar por farelo de trigo, soja, etc... ou a mistura destes)
1 kg de torta, pode ser de mamona ou outra (tudo o que produza óleo)
0,6 kg de farinha de ossos
0,5 kg de cinza de madeira
0,5 kg de palha de arroz ou outra
EM ativado até atingir o ponto de humidade

5 kg de farelo de trigo ou arroz
3,5 kg de farelo de soja, algodão ou mamona
1,5 kg de palhas, cascas ou folhas secas
300 g de farinha de ossos
150 g de fosfato natural
150 g de pó de rocha
300 g de açúcar mascavo
EM ativado até atingir o ponto de humidade

A utilização do adubo bokashi melhora vários aspectos do solo


➢Aumenta a quantidade e a diversidade de micro-organismos no solo.
➢ Melhora as características físicas do solo, torna-o mais arejado, poroso, com maior capacidade de retenção de humidade e reduz a erosão.
➢ Aumenta o conteúdo de macro e micronutrientes no solo
➢ Fertiliza o solo com nutrientes quelatados, que são libertados gradualmente e de forma equilibrada. Os nutrientes são libertados gradativamente por um período que varia entre 1 a 3 meses.
➢Estimula a produção de substancias bioativas, como enzimas que favorecem o desenvolvimento das raízes.
➢ Controla e previne as pragas e as doenças das plantas e da terra.

Como usar o adubo bokashi


O bokashi pode ser usado na horta biológica, jardins, no cultivo de hortaliças, cultivo de agrícolas em geral e até flores em vasos. Geralmente aplica-se à rasão de 200 ou 300 gramas por m², dependo da composição do bokashi e das plantas em questão. Deve ser praticado em solos com boa disponibilidade de matéria orgãnica, caso  contrario poderá levar ao endurecimento do solo. Não use durante a floração da planta. Aplique umas vez a cada dois ou três meses.

Ele tanto pode ser usado como adubo de fundo como de cobertura, a uma profundidade máxima de 10 centímetros. Não o coloque diretamente em contato com as plantas. Terá uma maior eficiência se tapar a área adubada com cobertura orgânica, o objetivo é proteger os fungos que são foto sensíveis, na natureza eles vivem abaixo da camada superficial do solo.

Nas plantas envasadas forneça uma colher de chá ou de sopa de bokashi por mês, dependendo do tamanho do vaso (num vaso de 20 centímetros uma colher de sopa é suficiente). Aplique-o sobre o substrato num canto do vaso, com o cuidado de não o posicionar demasiado perto da planta. Na próxima adubação coloque o adubo num canto oposto. O bokashi é um adubo muito usado e apreciado pelos orquidófilos.

O bokashi pode ser usado como base de um poderoso fertilizante liquido para pulverizar as plantas em geral. Faça um saché com 100 gramas de adubo bokashi, utilize um tecido poroso e deixe de molho em 10 litros de água durante 12 horas. No dia seguinte esprema o saché e pulverize as plantas com essa solução. Realize até duas aplicações por mês.

Nas plantas epífitas, use o sachê de bokashi. Coloque um colher de sopa de adubo no meio de um pedaço de tecido poroso e ate. Coloque o embrulho perto da planta mas não encostado. Quando regar dirija a água ao embrulho.

Coleta e multiplicação de microrganismos eficazes - EM

Coleta e multiplicação de micro organismos eficazes ou eficientes - EM

Os microrganismos eficazes são minúsculos seres vivos compostos por fungos, baterias, leveduras e actinomicetos, que desempenham um papel importantíssimo estabelecendo o equilíbrio e vida do solo. A presença dos microrganismos eficientes proporciona um solo mais rico em energia vital fazendo com que a capacidade natural de produção seja plena

Existe pouca documentação científica sobre o uso dos microrganismos eficazes, mas há algumas fontes que afirmam que a descoberta e o desenvolvimento deste inoculante é da responsabilidade do Dr. Teuro Higa, professor da Universidade de Ryukyus, Okinawa, Japão, por volta de 1982.

Vantagens do uso dos microrganismos eficazes - EM


  • O uso do EM reduz os impactos ambientais proporciona sistemas limpos, permite a produção de alimentos saudáveis, equilibrados nutricionalmente e livres de resíduos químicos. 
  • Aceleram o processo de decomposição da matéria orgânica, aumentam a sua eficácia como fertilizantes e facilitam a libertação de maiores quantidades de alimentos para as plantas.
  • Fermentam a matéria orgânica ao invés de a deteriorar, proporcionando um processo limpo e livre de odores.
  • Melhoram a fertilidade, ajudam na fixação do nitrogénio, recompõe os aspetos biológicos, físicos e químicos do solo.
  • Diminuem ou reduzem as doenças do solo e das plantas. Auxiliam no controle de microrganismos nocivos às plantas, reduzem as doenças patogénicas do solo e auxiliam no controle das doenças da folhagem.
  • Têm ação fortificante, melhora o metabolismo da planta e aumenta a produção agrícola. 

Coleta de microrganismos eficazes (EM)


Os Microrganismos podem ser cultivados em qualquer época do ano. No entanto as estações chuvosas devem ser evitadas, são mais propicias ao crescimento de fungos menos desejáveis ​​para o uso pretendido. Para a coleta e multiplicação do EM irá precisar dos seguintes elementos:
Coza cerca de 700 gramas de arroz em água, sem qualquer tipo de aditivo. Quando ele arrefecer coloque-o numa bandeja, numa telha, garrafa plástica cortada ao meio, pratos, ou outros que tenha à mão. Interessa que que escolha um recipiente que possa ser coberto e amarrado, de modo a que o arroz fique protegido no meio. No Japão usam como meio de captura uma cana de bambu aberta ao meio. Numa das metades é colocado o arroz cozido, a outra serve de tampa. Na ausência de bambu adaptam-se outras possibilidades, eu uso dois pratos de barro, coloco o arroz numa das metades e cubro com o outro, depois prendo os dois pratos com um elástico forte.

Busque um meio virgem como uma floresta, escolha um lugar com bastante matéria orgânica. Coloque a bandeja de arroz cozido sobre esse solo e cubra-a com a camada superficial de matéria orgânica do local da colheita e espere 7 a 15 dias. Após os 7 dias, verifique se o arroz está coberto de um mofo branco ou colorido, caso o crescimento de fungos for escasso, volte a cobrir a caixa e aguarde mais 3 dias antes de verificar novamente.

Como cultivar os microrganismos (EM) depois de coletados



Ao desenterrar o arroz ele deve encontrar-se com manchas coloridas, uma caraterística que testemunha a presença dos microrganismos. Quanto mais cores melhor, poderão ser amarelos, azuis, rosas, laranjas, etc. As colorações no arroz variam em função do tipo de local onde foram capturados os microrganismos. A recomendação é que pode usar qualquer uma dessas tonalidades, menos os tons escuros, os pretos, marrons e os cinzas, porque são dominantes. Descarte os fungos escuros e aproveite os coloridos.
Depois de escolhidos e coletados os microrganismos, o passo seguinte é multiplicar os seus números.
  • 5 garrafas plásticas
  • 700 gramas de açúcar mascavado ou demerara (aproximadamente 100 gramas por litro de água). Pode trocar o açúcar por melaço na mesma proporção, 10 % da quantidade de água.. 
  • 700 gramas de arroz branco (aproximadamente)
  • Água sem cloro
➢Divida o arroz colorido em mais ou menos 5 garrafas de plástico.
➢Distribua o açúcar mascavado ou o melaço em cada garrafa.
➢Acrescente a água mas não encha a garrafa na totalidade, deixe um espaço livre.
➢Aperte a garrafa de modo a fazer o liquido chegar ao gargalo e rolhe bem. A ideia é permitir uma fermentação anaeróbica, sem ar.
➢Ao fim de algum tempo a mistura vai fermentar e a parte amolgada da garrafa vai inchar, abra-a, liberte o gaz e aperte de novo.
➢Repita a operação até já não haver mais gaz (entre 10 a 15 dias). Coe o preparado e reserve em garrafas plásticas bem rolhadas. Armazene em local  fresco e escuro até o máximo de um ano.

O EM tem um odor doce e agradável, a coloração é alaranjada, esta poderá ser mais clara ou mais escura dependendo da matéria prima utilizada.

Aplicações dos microrganismos eficientes - EM


➢ O uso do liquido de micro organismos eficazes é utilizado na pulverização do solo ou das plantas na proporção de 10 ml de ME por 10 lt de água. No caso de queimar as bordas das folhas, utilize uma concentração inferior, 5 ml para 10 litros de água. Não realizar as pulverizações nos horários de maior calor, fazer as pulverizações pela manhã, bem cedinho, no final do dia ou em dias nublados.

➢ Usados sobre as pilhas de compostagem aceleram a decomposição de qualquer tipo de matéria orgânica. A utilização de microrganismos benéficos gera uma maior concentração de nutrientes e faz com que o processo de preparação seja mais rápido e eficaz.

➢ O EM é um dos elementos mais importantes na preparação de bokashi. Dilua o liquido de ME na proporção de 20 ml de ME e 20 gramas de açúcar mascavado para 1 litro lde água. 
Aplique o caldo sobre os materiais até alcançar uma humidade a rondar os 50%. Leia mais em: Bokashi - adubo orgânico caseiro

➢ A inoculação de sementes permite aumentar a produtividade do cultivo das leguminosas. Com a inoculação pretende-se associar as bactérias fixadoras de nitrogénio ás plantas e deste modo dispensar o uso de adubos nitrogenados. Mergulhe por uma hora as sementes numa solução de EM a 10%, ou seja, 1 ml de EM em 1 litro de água.

➢ O EM elimina o mau cheiro, trata os resíduos nos espaços dos animais. Pode ser usados nas fossas sépticas, cama do gado, estrume, fezes de cães e gatos, entre outros. Pulverize os resíduos com uma solução de EM a 10% a cada 3 dias, nas horas de menor calor, até o cheiro diminuir, depois uma pulverização por mês poderá ser suficiente. Podem também ser usados na limpeza de caixas de gordura das pias, dos ralos e no tratamento dos resíduos da casa de banho.

➢ O preparado de   microrganismos eficazes reduz a propagação de moscas e formigas. Pulverizado sobre o chão ou sobre os animais a 10%, o EM,  têm a capacidade de afastar as moscas, formigas e carraças (carrapatos).

➢ Retira a ferrugem das instalações, máquinas e ferramentas. Realize a limpeza das ferramentas com uma solução de EM a 5%.

➢ Descontamina a água e restaura o equilíbrio natural do sistema aquático com efeitos benéficos e sustentáveis. Aplique um litro de EM em 1000 litros de água, após descontaminar a lagoa ou outro espaço, faça a manutenção mensal com 1 litro de EM para 10000 de água.

➢ Ameniza os efeitos dos agentes poluidores, reduzindo o impacto ambiental. Sendo usados nos saneamentos, nos aterros sanitários resíduos de industrias. É realizada uma pulverização diária sobre a superfície dos resíduos.

Foto: Pixabay

Vantagens da canela para a horta e jardim

Benefícios da canela nas plantas, horta e jardim

A canela faz um brilharete na culinária, aromatizando e enriquecendo os sabores de uma maneira peculiar e insubstituível. Em relação ao seu papel na saúde há também estudos que evidenciam as suas importantes propriedades anti inflamatórias, antioxidantes, bactericidas e fungicidas,entre outras (Benefícios da canela). Mas sabia que ela também pode ser uma ótima auxiliar da horta e do jardim? Conheça todos os detalhes a seguir.

Conheça os benefícios da canela nas plantas da horta e do jardim


O uso da canela na horta e no jardim é muito versátil, esta especiaria têm ação fungicida, bactericida e cicatrizante. Ajuda a manter as plantas saudáveis e bonitas, pode ser usada no enraizamento de estacas, previne o aparecimento de fungos e mantém vários tipos de pragas longe das suas plantas. Existem no mercado vários tipos de produtos para estes efeitos, mas na generalidade contém substancias químicas, mas nós no cantinho verde tentamos procurar sempre soluções mais sustentáveis e a canela é um ótimo recurso natural. Conheça a seguir todas as vantagens de usar a canela e conheça a melhor maneira de a aplicar na horta e no jardim.

Como usar a canela na horta e no jardim


Fungicida de canela: A canela têm propriedades fungicidas, ajuda a prevenir a incidência dos fungos, os principais potenciadores das doenças das plantas. Geralmente os sintomas da presença destes agentes infeciosos carateriza-se pelo aparecimento de mofo, bolor ou podridão.
Receita do fungicida: Junte duas colheres de sopa de canela a um litro de água morna e mexa bem. Deixe a solução repousar durante a noite. No dia seguinte coe a mistura com um filtro fino, como por exemplo o filtro de café e coloque num borrifador. É recomendado pulverizar regularmente as plantas, como medida preventiva e curativa. Em ataques severos recomenda-se eliminar primeiro as partes mais afetadas da planta antes do tratamento. Conheça outro potente fungicida natural: Calda de cavalinha contra doenças fungicas e insectos

Estimular o enraizamento das plantas com canela: A canela acelera o processo de enraizamento da planta, protege contra os fungos e facilita a cicatrização dos tecidos. Basta molhar a base da estaca e passá-la pelo pó de canela ou apenas emergi-la na solução de água com canela e mantê-la por alguns minutos antes de a plantar na terra. As sementes também podem ser beneficiadas ao serem polvilhadas com canela, este processo ajuda a semente no processo inicial de germinação.Conheça outros enraizantes naturais: Hormonas de enraizamento caseiras

Repelir pragas com canela: Espalhe um pouco de canela ao redor das plantas, esta especiaria  têm um odor forte que não agrada aos insetos. As formigas também não gostam dela, elas não conseguem caminhar sobre a canela em pó e afastam-se do local. Há também quem utilize esta especiaria como repelente contra alguns tipos de caruncho, entre os quais aqueles que atacam o feijão, o arroz e o milho. Leia também: 14 plantas repelentes uteis na horta.

Cicatrização das plantas com canela: Polvilhe canela nas feridas e lesões das plantas, nas folhas e nas raízes machucadas, nos cortes das podas severas ou nos enxertos. Ela é um excelente cicatrizante natural, ajuda a promover a cicatrização rápida e e ao mesmo protege as partes expostas do aparecimento de fungos. Poderá facilitar o grudamento da canela nas lesões, criando uma pasta gordura, por exemplo com vaselina, deste modo a canela não desaparecerá com a ação das regas.

Estudo relacionado com a ação fungicida da canela


Um estudo realizado na Universidade Federal de São Carlos, comprovou que a canela pode combater o fungo cercóspora, que causa manchas nas folhas de alface. Teoricamente a capacidade da canela no controle do fungo advém das suas capacidades fungicidas comprovadas e de dois princípios ativos, o cinamaldeído e o eugenol, duas substancias responsáveis pelo aroma e sabor da canela.
A solução é feita à razão de 5 gramas de canela para 100 ml de água. Leva-se a ferver por cinco minutos e depois a mistura é filtrada, de seguida são pulverizadas as sementes de alface com esta solução antes da sementeira. Todos os detalhes do estudo: Canela e água sanitária podem controlar doenças da alface.

Fonte de imagem: Pixabay

Vespa velutina nigrithorax ou vespa asiática

Vespa velutina ou vespa asiática

A vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax) é uma espécie nativa do Sudeste Asiático, do Nepal, Indonésia, Norte da Índia e Sul da China. Alega-se que ela tenha chegado acidentalmente à Europa entre 2003 e 2004, através do porto de Bordéus, por meio de um contentor carregado de louças e bonsais oriundas do Sul da China. Em Portugal o primeiro registo desta praga deu-se em 2011 perto de Viana do castelo, desde então têm vindo a progredir por todo o território continental, avançando de Norte para Sul.

Fora do seu habitat natural é uma espécie invasora e constitui uma grande preocupação, ela possui uma forte capacidade de adaptação e dispersão, com impacto negativo no nosso ecossistema. Esta praga é capaz de matar acima de 30 abelhas por minuto e dizimar um enxame em poucos dias, levando a quebras alarmantes de produção na apicultura e pondo em perigo a existência das abelhas autóctones.

No Oriente as abelhas nativas desenvolveram mecanismos de defesa contra as vespas velutinas. Quando a predadora entra na colmeia, a colonia de abelhas fecha-lhe a saída e rodei-a, formam uma espécie de bolha ao seu redor e começam todas a bater as asas. Esta ação provoca o aumento da temperatura, que se torna fatal à velutina. As abelhas suportam temperaturas até 42º, já as vespas suportam apenas 40º. Este mecanismo embora eficiente, torna-se muito desgastante para as abelhas, elas aquecem a temperatura até 41º, quase se matando a si próprias.

Como identificar a vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax)


A vespa asiática diferencia-se perfeitamente das demais vespas pelo facto de ser bem maior, à exceção da vespa crabro que é igualmente grande e apresenta comportamento similar, apesar desta se integrar perfeitamente no nosso ecossistema sem causar desequilíbrios. A crabro é uma espécie autóctone e desempenha um papel importante na nossa fauna no controle de outras espécies. Além disso ela representa um importante obstáculo à rápida progressão da vespa velutina, visto que estas duas espécies competem pelos mesmos recursos e um enfraquecimento da população da vespa crabro abriria as portas na totalidade à vespa velutina.

Os ninhos da vespas velutina e crabro são semelhantes, mas existem algumas diferenças, o ninho da
velutina possui apenas um orifício saída-entrada, na lateral superior, já o ninho das crabro pode possui mais de um orifício ou então um mais largo, com localização na base.

Ao contrário da crabro (vespa europeia) a Velutina é uma espécie diurna, ela interrompe a sua atividade ao anoitecer. Contudo a luz artificial ou mesmo ruídos intensos  podem despoletar a sua atenção e desencadear ataques.

Vespa asiática e vespa Crabro
            Vespa Asiática                                                                             Vespa Crabro     

A principal diferença física entre a Vespa crabro e a Vespa velutina (conhecida como vespa asiática), são os segmentos abdominais, na Vespa velutina são quase todos negros, na Vespa crabro só os primeiros são quase inteiramente negros, sendo o amarelo mais saliente..

Vespa velutina ou vespa asiática
Vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax): A dimensão da vespa velutina varia ente os 2,5 e os 3,5
cm., sendo que as rainhas podem atingir os 3,5 cm. A espécie apresenta tórax e cabeça negros, face alaranjada e patas amarelas. Grande parte do abdômen é negro com 3 listras amarelas sendo a listra mais próxima do ferrão a mais larga e apelativa.



Vespa Europeia - Crabro
Vespa crabro ou vespa europeia: É ligeiramente maior que a vespa asiática, sendo que o seu comprimento varia entre os 3 e os 3,5 cm, à exceção das vespas fundadoras (rainhas) que podem ultrapassar os 4 cm. A cabeça é amarelada ou vermelho ferrugem. O abdómen é predominantemente amarelo. As patas são acastanhadas e mais claras na extremidade inferior.


Ciclo biológico da vespa velutina ou vespa asiática


O ciclo de vida da vespa velutina é anual, sendo o seu desenvolvimento condicionado pelas condições climáticas. A duração de vida de uma obreira situa-se entre os 30 a 55 dias, esta variante está condicionada pelas temperaturas, já a rainha (vespa fundadora) têm uma longevidade aproximada a um ano.

Durante o Inverno as rainhas fecundadas hibernam em locais abrigados, principalmente em árvores, rochas, fendas de construções ou no solo.  Em Março-Abril as fundadoras (rainhas) que sobreviveram ao frio saem da hibernação, procuram alimento e exploram o território à procura de um local ideal para nidificar. Procuram especificamente locais protegidos, água abundante por perto e comida fácil.

Em Abril-Maio elas iniciam a construção dos ninhos primários, estes geralmente podem atingir 5 a 10 centímetros de diâmetro, o suficiente para pôr as primeiras dezenas de ovos e dar inicio a uma nova colonia. Inicia-se a postura, dá-se a eclosão dos ovos fecundados, formam-se novas vespas asiáticas e dá-se a mudança para um ninho secundário. Geralmente as vespas nascidas nos ninhos primários são mais pequenas do que as nascidas no ninho secundário, dado que as lavas não são tão bem alimentadas, devido à falta de obreiras no ninho.

O ninho secundário é geralmente construído em grandes altitudes, habitualmente acima do 10 metros de altura, mas também há casos em que os ninhos se encontram  escondidos no subsolo. Os locais preferidos são as copas das árvores, beirados das habitações, armazéns desocupados, alpendres ou paredes. Geralmente o desenvolvimento destes ninhos verifica-se mais de Julho a Outubro. coincidente também com a maior atividade das vespas, relativamente à predação de insetos, principalmente de abelhas.
Entre Outubro Novembro dá-se o acasalamento e fecundação das novas rainhas e as velhas rainhas morrem. Depois do acasalamento os machos também sucumbem e as novas rainhas fecundadas abandonam o ninho. Os ninhos perdem  a atividade e são abandonados, não sendo reutilizados no ano seguinte.

Ninho Vespa velutina ou vespa asiática


Ninho das vespas asiáticas: Os ninhos primários têm cerca de 5 a 10 centímetros de diâmetro, são esféricos e muito frágeis. Os ninhos secundários podem alcançar um metro de altura e 50 a 80 centímetros de diâmetro. Os secundários têm apenas um orifício lateral de entrada e saída e são compostos por várias galerias de células e compartimentos. São construídos com fibras de celulose amassadas com água e podem assumir formas diversas, sendo uma das mais comuns a forma de pera. Podem albergar por volta de 2000 vespas asiáticas, criar em torno de 20 000 e centenas de rainhas fundadoras.

Alimentação das vespas velutinas - vespas asiáticas


As vespas adultas alimentam-se principalmente de néctar, líquidos açucarados, fruta madura, como peras, maçãs, figos, uvas, ameixas, entre outros. O consumo alimentar delas é tão significativo que pode levar a grandes estragos nos pomares. As larvas são alimentadas com proteína animal e dada a grande quantidade de larvas nos ninhos secundários, as vespas são obrigadas a procurar grande quantidade de alimento rico em proteínas, resultando assim numa grande procura de insetos, sendo a abelha de mel um dos principais alvos, mas também ataca outros tipos de insetos e outras espécies como: moscas, borboletas, larvas, vespas de outra espécie e aranhas, entre outros.

O perigo da vespa asiática para o homem


Sabe se que a presença da vespa velutina têm constituído um grave problema à segurança da população e saúde publica. Vários são os casos registados da picada deste inseto, com um mau desfecho, no entanto vale salientar que apesar da picada da vespa velutina ser muito dolorosa, ela só se torna potencialmente perigosa se a vitima for alérgica. Em caso de picada não espere pelos sintomas, dirija-se imediatamente ao centro de saúde mais próximo.

Não tente de modo algum destruir os ninhos, recorra a um técnico habilitado. Acima de tudo recomenda-se prudência à aproximação desta espécie, a vespa velutina é particularmente agressiva quando se sente incomodada no ninho, podendo perseguir em grupo a fonte de ameaça em torno de 500 metros.

Controle da vespa velutina ou asiática


Não existe nenhum método de controle eficaz, mas a destruição dos ninhos por pessoal especializado é considerado um dos mecanismos mais eficientes. Mas a sua deteção não é fácil, geralmente o avistamento é dificultado pela folhagem da copa das árvores. O inverno é uma das melhores alturas para os descobrir, dada a queda das folhas das árvores, contudo a partir de Dezembro a destruição dos ninhos não têm grande efeito biológico, a destruição é particularmente eficaz quando realizada até finais de Julho-Agosto. É nesta altura que se inicia a criação das rainhas fundadoras, são estas que garantem a sobrevivência da espécie no ano seguinte.

A destruição de um ninho de asiáticas deve ser obrigatoriamente realizada por um técnico especializado. Este deve capaz de fazer um reconhecimento coreto e decidir qual o método indicado de aniquilação. Uma destruição mal feita pode levar à proliferação de outros ninhos, é portante primordial extinguir toda a colonia. Além disso uma exterminação mal realizada pode potenciar o comportamento defensivo da colonia e aumentar a agressividade das vespas sobreviventes, colocando em perigo a integridade física da população humana circundante.

No meio de toda esta apoquentação surge uma nova esperança, está a ser criada uma capsula que funciona como um cavalo de troia. A vespa asiática é atraída pela capsula que têm material atrativo e leva-a para o ninho, confundindo-a com alimento. A capsula contém um biocida que atua dentro do ninho, contamina-o e aniquila toda a colonia de vespas. Leia mais em: Um projeto que visa eliminar a praga da vespa asiática.

O controle da vespa asiática é uma necessidade urgente e todas as medidas são bem vindas. Se avistar um ninho comunique de imediato às autoridades, poderá fazê-lo através dos seguintes meios: Câmara municipal, junta de freguesia, proteção civil ou preencha o formulário da plataforma STOP Vespa.
Linha SOS Ambiente e Território: (808 200 520)
Cantanhede: Proteção Civil Municipal (231423818)
Câmara Municipal da Mealhada: (231 200 980)
Anadia serviços camarários: Linha Verde (800 207 081)


Armadilhas para a captura de vespas asiáticas


Fazer armadilhas de captura com garrafas plásticas e colocar lá dentro um liquido atrativo é outra medida que têm sido utilizada. O isco varia conforme a estação do ano.
No inicio da Primavera o principal objetivo é capturar as fundadoras, cada vespa eliminada será menos um ninho nos meses de Verão. A partir de Maio as vespas asiáticas procuram proteína para alimentar as larvas, são usadas soluções contendo carne ou peixe juntamente com água.
É recomendado fazer armadilhas seletivas, com orifícios de entrada de 9 mm, de modo a evitar a entrada da cabro. Propõe-se também fazer outro buracos de 6 mm de modo a possibilizar a fuga de outros insetos mais pequenos, entre eles as abelhas.
Coloque estas armadilhas nos locais de avistamento ou pendure-as nas árvores de fruto.

1ª Opção
  • 50 ml de vinho branco
  • 50 ml de groselha
  • 50 ml de cerveja preta
2ª Opção
  • Néctar de pera
  • Vinagre
3ª Opção
  • 5 litros de água
  • 2 Quilos de açúcar
  • 50 gramas de fermento de padeiro