1.22.2017

Dióspireiro ou caquizeiro (Diopyros kaki)

Cultivo do dióspireiro

O dióspireiro ou caquizeiro como é chamado no Brasil, caracteriza-se por uma árvore de folha caduca, originária da Ásia, que pertence à família das Ebenaceae e que se destaca-se pela alta produtividade, rusticidade e longevidade.
O dióspiro é um fruto de época e é a partir do outono que começamos a ser brindados por este delicioso fruto tão rico em propriedades medicinais (benefícios do dióspiro). O seu maior consumo é ao natural, porém também é usado para sumos, compotas, passas e mais recentemente para vinagre.
Apesar do dióspireiro ser uma árvore de clima subtropical ela desenvolve-se bem em várias partes do mundo e actualmente existem mais de 200 variedades de dióspiro um pouco por todo o mundo.

Características do dióspireiro (caquizeiro)


O dióspireiro é uma espécie dióica, ou seja existem árvores com flores masculinas e outras femininas. No caso das árvores de frutos com sementes existe a necessidade de instalar variedades polinizadoras. Contudo hoje em dia as variedades comercializadas já são produzidas por partenocarpia, ou seja não necessitam da fecundação para gerar o fruto.
A árvore consegue aguentar pequenos períodos de seca, mas quando regada regularmente, oferece frutos mais pesados e de maior calibre.

Solo e localização


O local ideal para plantação desta árvore de fruto, passa por um local com total exposição solar e com boa protecção contra os ventos fortes.
O dióspireiro desenvolve-se bem em vários tipos de solos, contudo desenvolve-se melhor em solos permeáveis, profundos, com boa drenagem e pH entre os 6 e os 6,5,  .

Plantação do dióspireiro


A plantação do dióspireiro deverá ser executada no inicio do inverno para as árvores de raiz nua e preferencialmente no inicio das chuvas para as envasadas.
As covas para a plantação deverão medir 60 x 60 x 60. Aplique 20 kg de estrume bem curtido, 60 gr de nitrogénio, 160 gr de fosforo e 60 gr de potássio, mas o ideal será fazer uma colecta de terra e basear a correcção e adubação no resultado.
O espaçamento varia de 5 por 6 metros até 7 por 8 metros, consoante o tipo de plantação.

Poda e formação do dióspireiro


No inverno, na fase da dormência, elimine todos os ramos secos e que apresentem sintomas de doença. Nos primeiros anos de vida, execute a poda de formação, que consiste na preparação e árvore para o futuro suporte da carga dos frutos. A ideia é trabalhar o esqueleto do dióspireiro até formar a copa pretendida.
Os ramos do dióspireiro são muito frágeis e quebram facilmente, com o peso da fruta, é muitas vezes necessário realizar o escoramento.
No inicio da frutificação  poderá ser necessário a pratica da do desbaste, a fim de prevenir o excesso de peso nos ramos e aumentar o tamanho dos restantes frutos.

Pragas e doenças do dióspireiro


O dióspireiro é uma árvore bastante rústica e por norma apresenta poucos problemas. Das pragas que mais prejuízo causam são com certeza a mosca da fruta. Dentro dos meios naturais podemos usar as conhecidas garrafas mosquiteiras, não controlam totalmente a praga, mas reduzem significativamente a sua população. (Armadilhas para a mosca da fruta)
Entre as doenças que atacam esta cultura temos a mancha da folha, a antracnose, a podridão das raízes, a galha da coroa, a cochonilha, lepidobroca e ácaros.
O controle destas doenças deve idealmente ser  preventivo, deve ser feito por produtos específicos encontrados em à venda nos locais apropriados.

Colheita e armazenamento do dióspiro


A colheita do dióspiro deve iniciar-se quando o fruto perde a cor verde e passa a alaranjado.
Devido a sensibilidade da sua pele não aguenta muito tempo em conservação e quando guardados devem ser colocados num tabuleiro apenas numa camada de modo a não pisar. Devem ser guardados em local fresco e ventilado até amadurecerem totalmente. Depois de maduros devem se consumidos com brevidade ou guardados no frigorífico por um máximo de 4 a 5 dias.

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