Cultivo e tratamento de próteas

Cultivo, multiplicação e tratamento de próteas

As próteas são um género botânico que pertence à família das proteaceae, que é composta por mais de 1500 espécies. São plantas arbustivas lenhosas com um forte potencial ornamental e muito valorizadas pelas flores de uma grande beleza e longevidade.

Como cuidar as próteas 


 Localização: As próteas sobrevivem melhor em locais ensolarados, bastante arejados e com baixa humidade relativa (inferior a 50%). São muito exigentes em luz solar, quanto mais sol recebem mais florescem e crescem.

 Solo ideal:  As próteas apreciam um solos arenosos com boa drenagem, profundidade superior a 60 cm, pobres em nutrientes (principalmente baixo em fosfoforo) e com o pH ácido entre os 5,5 e os 6,5. Caso a terra apresente um pH acima de 6,5 adicione turfa ou sulfato de ferro à terra.

 Temperatura:As próteas preferem locais onde as temperaturas variem ente os 7º e os 27º, contudo suportam temperaturas negativas até -3º, apreciam noites frias, dias quentes e uma boa circulação de ar.

 Como plantar proteas: A plantação da prótea deverá ser delicada, de modo a não danificar as raízes que são muito sensíveis.  As próteas dão-se melhor no solo, porém também podem ser cultivada em vaso. O vaso terá de ter pelo pelo menos 40 cm de altura e 30 cm diâmetro. Coloque argila expandida no fundo, de modo a favorecer a drenagem, as próteas não toleram o excesso de humidade, use um substrato leve e ácido e cubra com casca de pinheiro. Coloque o vaso num local arejado e ensolarado.

 Regas: No primeiro ano a rega da prótea deverá ser regular, evitando o encharcamento, depois do segundo ano a planta exige regas mais espaçadas. As próteas são sensíveis aos fungos, que podem danificar o sistema radicular e levar ao colapso da planta. Regue as próteas sempre pela manhã, tendo o cuidado de deixar secar a terra entre as regas.

 Fertilização das próteas: As próteas têm raízes muito sensíveis, que podem facilmente ser queimadas pelos fosfatos. Utilize um adubo especifico para próteas (isento de fosforo) e apenas na fase de floração. Se utilizar outro tipo de adubo, certifique-se que ele não contém fosforo, as próteas são sensíveis a este mineral.

 FloraçãoAs próteas levam cerca de 3 anos a florirem. As flores apresentam uma grande longevidade que pode ir além das duas semanas depois do corte e depois de secas conseguem manter as cores vivas por alguns anos.

 Poda da prótea: Nos primeiros anos de vida realize uma poda de formação, corte os ramos acima da 3ª folha, com o cuidado de verificar se a gema axilar está em boas condições, pois é a partir dai que se vão originar as novos ramos e hastes florais. Ao longo do ciclo de vida da prótea vá realizando uma poda de limpeza, que consiste na eliminação de ramos doentes, secos, enfraquecidos e permitir um melhor arejamento da planta. Depois da floração elimine a haste floral.

Multiplicação das próteas


A reprodução das prótea pode ser feita por sementeira ou por estaca. A propagação via estaca garante que a planta obtida tenha os mesmos traços genéticos da mãe.

➢Multiplicação da prótea com semente: Esta não é a via mais fácil, mas é possível. Escolha um substrato à base turfa e perlita. Enterre as sementes à mesma profundidade do seu tamanho. Regue com água da chuva ou de nascente,  a da água da torneira contém cloro e  pode prejudicar o processo. Mantenha a bandeja num local com meia sombra, protegido do frio e do vento. Com um borrifador vá mantendo a terra ligeiramente húmida.A geminação leva entre 1 a 3 meses, dependendo das condições ambientais.

➢Multilpicação da prótea por estaca: A propagação de estacas faz-se com estacas semi lenhosas com aproximadamente 15 cm, obtidas  no decorrer do verão. Liberte a base das estacas das folhas e coloque-a numa solução enraizante, deixe-a imersa durante 5 segundos e plante-as numa mistura de turfa e permite. Cubra com sacas plásticas transparente perfuradas ou garrafas transparentes sem base e sem tampa. Mantenha a terra ligeiramente húmida e pulverize regularmente com água destilada. Coloque as novas mudas em meio sol (65% de sombra), nunca em em sombra total ou sol pleno. O desenvolvimento das raízes das próteas leva aproximadamente 2 meses.

Variedades de próteas


Cultivo e tratamento de próteas


Prótea cynaroides ou prótea real: está dentro das mais conhecidas. É originária da região do cabo na África do Sul e apresenta-se como um arbusto lenhoso de caule grosso que pode atingir os 2 metros. Exibe uma inflorescência composta, ou seja um conjunto de pequenas flores que se agrupam e formam o que nos parece uma enorme flor, que pode ir do branco, ao rosa e vermelho.

Leucospermum: é originário da África do Sul e do Zimbaué. Esta variedade é constituída essencialmente por arbusto. Destaca-se das outras próteas pela falta de brácteas a envolverem a inflorescência, que nos fazem lembrar almofadinha repletas de alfinetes.Esta variedade é mais fácil de propagar por estacas, a multiplicação por sementes é mais difícil de conseguir. Floresce no fim da Primavera e inicio de Verão.

Telopea: São arbustos grandes e resistentes, originárias do Sudeste da Austrália. Geralmente em Portugal a floração da telopea decorre ente Fevereiro e Abril. O aspeto, tamanho e cor das flores varia muito, mas todas ostento uma beleza rara. A propagação pode ser efetuada por sementes ou estacas. A telopea divide-se em 5 espécies a telopea speciosissima, telopea oreades, telopea truncata, telopea aspera e a telopea mangaensis.

Leucadendron: são arbustos lenhosos com origem na África do Sul. Apresenta lindas brácteas (Parecem flores mas não são) na ponta das hastes, que vão do amarelo ao vermelho. São muito utilizadas pelas floristas na execução de arranjos florais espetaculares.

Bamksia: crescem como arbustos ou árvores lenhosas e distinguem-se de outras próteas pelo aspeto suas espigas florais que lembram um cone.  O aspeto das folhas varia conforme a espécie: banksia aemula, banksia serrata, bansia spinulosa, entre outras.

Curiosidades sobre as próteas


As próteas são originárias da África do Sul, da Nova Zelândia e Austrália. Foram batizadas pelo botânico Carl Linnaeus, que assim as denominou por se parecerem com o Deus Grego Proteu, que consegui se transformar no que desejava quanto era exposto a muitas perguntas. Assim são as próteas, que nos deslumbram com uma grande variedade de formas e cores.

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