Mostrar mensagens com a etiqueta Fertilizantes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fertilizantes. Mostrar todas as mensagens

Como fazer adubo liquido de estrume

como fazer Adubo liquido biofertilizante de estrume

Na natureza as plantas são adubadas de uma forma natural e cíclica,recebem nutrientes através da decomposição de folhas e dos animais. Em nossa casa seja nos vasos ou no jardim não há esse equilíbrio e cabe-nos a nós complementar essas necessidades para que elas cresçam harmoniosamente.
Há muitas maneiras de fertilizar as fertilizar, o leque de opções é grande, mas se pretende-mos um adubo, prático, económico e que não agrida o meio ambientes, as escolhas ficam mais reduzidas. E é aqui que entra o adubo liquido biofertilizante de estrume, ele reúne todas essas condições é sustentável e possui vários nutrientes uteis ao crescimento das plantas, macro e micro nutrientes.
Outras opções orgânicas: Adubos e fertilizantes naturais.

Este adubo liquido pode-se fazer em casa, é feito a partir de estrume curtido e pode ser aplicada em todo o tipo de plantas, seja na horta ou no jardim. Se não tiverem estrume em casa podem comprar aquele que vem embalado nos centros de jardinagem.

As vantagens de usar adubo liquido biofertilizante de estrume nas culturas


➢ É um adubo completo e equilibrado, rico em nitrogénio e outos macro nutrientes, conta também com micro nutrientes, essenciais para o desenvolvimento das plantas.
Possibilita o reaproveitamento de matéria-prima, utilizando técnicas naturais e contribui para a preservação do meio ambientes. 
É económico, este adubo liquido apresenta um custo inferior aos fertilizantes químicos.
Garante uma excelente nutrição e permite a produção de alimentos mais saudáveis
Melhora o crescimento, a qualidade e a produtividade das plantas, nutre-as, fortalece-as e torna-as mais resistentes às doenças e ao ataque de pragas.
É favorável ao meio ambiente, promove e estimula a atividade biológica do solo, não é tóxico e não altera o equilíbrio biológico do ecossistema.

Preparação do adubo liquido feito com estrume


Converter estrume sólido em adubo líquidos é muito fácil e esta transformação facilita a aplicação e permite uma rápida disponibilidade à planta. Este fertilizante liquido é adequado para todas as plantas da horta, plantas ornamentais de interior ou exterior, ele é diluído e não vai queimar. 

Para preparar a calda vamos precisar de um balde, estrume curtido e água. A diluição é feita aproximadamente  a 5%, ou seja 1/2 litro (volume) de estrume para 9 litros de água.

Coloca-se o estrume no fundo do balde e acrescenta-se a água.
Tapa-se o balde e deixa-se atuar a mistura por 10 dias em local arejado e protegido do sol.
Se preferirem podem transferir a calda para um recipiente fechado.
Passado os 10 dias côa-se a calda. Guarda-se a parte liquida num outro recipiente fechado e a parte solida que restou incorpora-se no solo à volta das plantas, ela continua a ter qualidades fertilizantes e melhora a textura do solo.
Esta calda fertilizante deve ser guardada em local fresco e sombreado e pode ser usada até 6 meses.

Como aplicar a calda fertilizante de estrume


Após realizar as etapas referidas atrás, o fertilizante líquido está pronto a ser usado, mas só depois de diluído. Antes da aplicação este deve ser diluído a 10%, uma parte de calda para nove partes de água. Exemplo: 1 litro de calda de estrume para 9 litros de água.
O preparado pode ser pulverizado ou aplicado diretamente no solo.
Quando é escolhida opção de pulverização, deve-se evitar aplicar nas horas de maior calor. Pulveriza-se a planta e o solo ao redor.
No solo, aplica-se aproximadamente 50 ml de ca calda diluída próximo às raízes das plantas. Lembrando que é recomendado regar as plantas antes de adubar.
De um modo geral a frequência da fertilização faz-se de duas em duas semanas, mas esta dinâmica varia conforme as necessidades da cultura, se as plantas que necessitam de uma maior manutenção, encurte os períodos.
Não é recomendado aplicar a calda sobre plantas em processo de floração, porque pode repelir insetos responsáveis pela polinização.

Carências nutricionais das plantas, conheça os sintomas

Carências nutricionais das plantas, conheça os sintomas

A falta ou excesso de qualquer nutriente pode causar graves problemas no desenvolvimento da planta e causar carências nutricionais. Existem vários nutrientes necessários ao bom desenvolvimento das plantas: gasosos, sólidos e líquidos, que se dividem em dois grupos, os macro nutrientes e os micronutrientes.
Os gasosos não são preocupantes, são extraídos diretamente da atmosfera. Sendo eles o carbono, o oxigénio e o hidrogénio. Os restantes são normalmente absorvidos pela planta através do solo.

Os macronutrientes são de um modo geral absorvidos em maior quantidade pela planta.
Os micronutrientes são necessários às plantas em pequenas quantidades e acima de determinadas concentrações podem causar efeitos tóxicos. Todos os nutrientes são importantes, a definição de macro e de micro apenas definem a quantidade necessária, não a importância.

Carência não significa ausência, o elemento em questão até pode estar, mas é anulado pelo excesso ou falta de outro elemento. Para todos há necessidade de um equilíbrio, uma só carência pode comprometer todo a nutrição da planta e o excesso de um nutriente pode comprometer o desempenho e a absorção de outro.

Sintomas das carências nutricionais das plantas


Carência de azoto (N)
Amarelecimento e queda prematura das folhas, as primeiras folhas a ficarem amarelas, são sempre as mais velhas. Provoca o encurtamento dos entrenós e potencia paragem de crescimento dos lançamentos jovens. Reduz a quantidade  e qualidade da produção, diminui a percentagem de vingamento dos frutos.
Excesso de azoto- Aumenta o vigor e consequentemente a planta fica mais propicia a doenças. Atrasa a maturação dos frutos.

Deficiência de fosforo (P)
Diminuição de crescimento da planta, raízes atrofiadas, os rebentos e os talos ficam mais finos e murcham. Perda de vigor generalizada e floração insignificante, fraca qualidade dos frutos.  Os sintomas de deficiência se manifestam primeiramente nas folhas mais velhas, com cor amarelada ou verde azulada, falta de brilho e alguma rigidez. No milho a carência de fosforo manifesta-se com coloração arroxeada.

Falta de potássio (K)
Amarelecimento das folhas mais velhas na zona do limbo, podendo também levar à necrose em casos avançados, a começar pelas folhas mais velhas. O crescimento é retardado.
Frutos duros, com calibre e coloração inferior. Atraso na maturação dos frutos. 

Falta de magnésio (Mg)
O principal sintoma de deficiência de magnésio é caracterizado pelo amarelecimento das folhas velhas na forma de clorose internerval, com posterior necrose. As folhas ficam amarelas com nervuras muito verdes. Diminui o desenvolvimento da planta, o rendimento e a qualidade. 

Deficiência de boro (B)
Redução do tamanho, amarelecimento e deformação das folhas novas e posteriormente morte da gema apical. Crescimento reduzido, deformação dos pontos de crescimento e encurtamento dos entrenós, menor resistência ás infeções, diminuição da área foliar. Bolhas nas cascas das árvores.
Abortamento floral. Deformação, dessecamento e rachamento dos frutos. 

Falta de cálcio (Ca)
As folhas mais novas deformam e amarelecem entre as nervuras, contudo as nervuras não ficam tão verdes como na falta de magnésio. Pode levar a planta à morte. Formação de "bitter pit" nos frutos, ou seja umas manchas negras e amargas. Redução da firmeza dos frutos, descoloração e firmeza da polpa. Inferior capacidade de conservação.

Falta de cobre (Cu)
Amarelecimento das folhas e dos ramos mais novos, deformação dos pontos de crescimento.

Falta de zinco (Zn)
Folhas mais novas amarelas e muito pequenas, frutos pequenos e dificuldade na maturação, entrenós curtos.

Carência de Enxofre (S): As folhas ficam amarelecidas á semelhança da deficiência de azoto, contudo neste caso, o amarelecimento é mais uniforme estendendo-se a toda a planta.

Deficiência de Manganês (Mn): Crescimento vegetativo atrofiado, baixa produção e qualidade reduzida.

Nem sempre é fácil ter certezas apenas com o aspeto da planta, até porque alguns sintomas das carências nutricionais se confundem. A única forma de chegar a uma conclusão certa é através da analise foliar.