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Como Reutilizar Substrato Usado

Como salvar substrato usado

Por norma mudamos as plantas de vaso e substituímos o substrato velho e usado por um novo e está tudo certo,  mas quem têm muitos vasos de plantas sabe que esta prática pesa fundo no orçamento. O custo da troca de substrato pode ser bem alto, mas há uma forma bem simples de amenizar esta despesa e a palavra chave é, reciclar. Reutilizar o substrato velho pode ser a solução, esta prática permite economizar algum dinheiro, evitar o desperdício e ainda aprender um saber novo, mas antes de meter mão à obra é  imprescindível ter em conta algumas exigências fundamentais. 

Mas o que é preciso para ter um substrato perfeito e equilibrado? Pretende-se que seja um solo poroso, de modo permitir a entrada de ar, drenar bem a água e ao mesmo tempo reter alguma, é importante que seja rico em nutrientes e em matéria orgânica.
Outro aspeto importante e fundamental é que o substrato esteja sadio, libre de doenças e de pragas.

Como recuperar e reestruturar um substrato velho e esgotado


Arejar o substrato: A principal característica de um substrato cansado e esgotado é a compactação, é por isso essencial arejá-lo. Este deve deve mexido e descompactado para permitir soltá-lo e arejá-lo, mas há elementos que podemos acrescentar ao substrato para potenciar estas características.
Casca de arroz carbonizada, ela areja e solta o solo e ainda acrescenta matéria orgânica à mistura. 
Nem sempre é fácil encontrar a casca de arroz, mas esta pode ser substituída por outras cascas, como casca de amendoim, de feijão, de fava ou outos similares. Depois de bem secos são carbonizados num forno até alcançar o aspeto escuro que caracteriza a carbonização. Depois de arrefecerem, fragmentam-se as cascas de um modo grosseiro. 
Carvão britado, ele têm excelentes caraterísticas porosas que permitem que seja um ótimo condicionador do solo com várias capacidades (As vantagens do carvão vegetal nas plantas). 
Perlite, estes pequenos grânulos brancos muito leves e porosos, asseguram um bom arejamento do solo, aumenta a capacidade de drenagem e ao mesmo tempo melhora a capacidade de retenção de água do solo. 

Enriquecer o substrato: Outro ponto importante é ter em conta que um substrato velho perdeu matéria orgânica e por conseguinte nutrientes. Vamos então agregar componentes que enriqueçam a mistura. Há vários elementos que podem ser adicionados para este efeito.
Húmus de minhoca, aquela matéria vegetal que foi transformada pelas minhocas, pode ser de compra ou aquela que foi transformada em casa pela técnica da compostagem(Como fazer compostagem domestica).
Estrume de gado muito bem curtido. Um estrume para estar no ponto assimilável para as plantas, em condições ideais leva pelo menos quatro meses a decompor-se.
Cinza de madeira, acrescenta os macro nutrientes fosforo, potássio e nitrogénio (este ultimo em quantidades muito reduzidas). Contém também cálcio, magnésio e algum enxofre, boro, contém vestígios de ferro, manganês, zinco, cobre, sódio e molibdénio (Benefícios da cinza nas plantas).

Descontaminar o substrato: Se tivermos em mãos uma substrato infetado o processo é diferente e exige outras etapas. 
Quando o solo está contaminado patógenos como  ácaros, fungos, cochonilha, nematodos, entre outros, é recomendado colocá-lo num saco e jogá-lo fora. Porque quando usado indevidamente misturado com outro composto, em canteiros, ou espalhado pelo jardim ou pela horta ele pode espalhar os organismos nocivos e provocar novas contaminações. Porém é possível descontaminar o substrato através da esterilização química ou física. A Esterilização química é feita com produtos químicos e a física é realizada com a exposição do substrato a temperaturas acima dos 70º. É possível fazê-lo nos fornos de casa, colocando o substrato num tabuleiro e mantê-lo à temperatura de 100º por pelo menos 30 minutos, depois desta exposição deixa-se o mesmo arrefecer dentro do forno. 
Outro modo possível de desinfeção é a solarização, porem este método de esterilização requer um período mais alargado, acima de quatro semanas, este tempo varia conforme a incidência do sol e a época do ano. Coloca-se o substrato dentro de um saco transparente, estende-se dentro do mesmo, fecha-se bem fechado e coloca-se ao sol. Note-se que neste procedimento o substrato deve estar húmido.

A desinfeção do solo mata os microrganismos nocivos e não só, os microrganismos benéficos também sofrem e como eles são essenciais ás plantas é preciso repô-los.
Duas das formas possíveis é adicionando húmus de minhocas ou bokashi (Bokashi - adubo orgânico caseiro).

Como fazer adubo liquido de estrume

como fazer Adubo liquido biofertilizante de estrume

Na natureza as plantas são adubadas de uma forma natural e cíclica,recebem nutrientes através da decomposição de folhas e dos animais. Em nossa casa seja nos vasos ou no jardim não há esse equilíbrio e cabe-nos a nós complementar essas necessidades para que elas cresçam harmoniosamente.
Há muitas maneiras de fertilizar as fertilizar, o leque de opções é grande, mas se pretende-mos um adubo, prático, económico e que não agrida o meio ambientes, as escolhas ficam mais reduzidas. E é aqui que entra o adubo liquido biofertilizante de estrume, ele reúne todas essas condições é sustentável e possui vários nutrientes uteis ao crescimento das plantas, macro e micro nutrientes.
Outras opções orgânicas: Adubos e fertilizantes naturais.

Este adubo liquido pode-se fazer em casa, é feito a partir de estrume curtido e pode ser aplicada em todo o tipo de plantas, seja na horta ou no jardim. Se não tiverem estrume em casa podem comprar aquele que vem embalado nos centros de jardinagem.

As vantagens de usar adubo liquido biofertilizante de estrume nas culturas


➢ É um adubo completo e equilibrado, rico em nitrogénio e outos macro nutrientes, conta também com micro nutrientes, essenciais para o desenvolvimento das plantas.
Possibilita o reaproveitamento de matéria-prima, utilizando técnicas naturais e contribui para a preservação do meio ambientes. 
É económico, este adubo liquido apresenta um custo inferior aos fertilizantes químicos.
Garante uma excelente nutrição e permite a produção de alimentos mais saudáveis
Melhora o crescimento, a qualidade e a produtividade das plantas, nutre-as, fortalece-as e torna-as mais resistentes às doenças e ao ataque de pragas.
É favorável ao meio ambiente, promove e estimula a atividade biológica do solo, não é tóxico e não altera o equilíbrio biológico do ecossistema.

Preparação do adubo liquido feito com estrume


Converter estrume sólido em adubo líquidos é muito fácil e esta transformação facilita a aplicação e permite uma rápida disponibilidade à planta. Este fertilizante liquido é adequado para todas as plantas da horta, plantas ornamentais de interior ou exterior, ele é diluído e não vai queimar. 

Para preparar a calda vamos precisar de um balde, estrume curtido e água. A diluição é feita aproximadamente  a 5%, ou seja 1/2 litro (volume) de estrume para 9 litros de água.

Coloca-se o estrume no fundo do balde e acrescenta-se a água.
Tapa-se o balde e deixa-se atuar a mistura por 10 dias em local arejado e protegido do sol.
Se preferirem podem transferir a calda para um recipiente fechado.
Passado os 10 dias côa-se a calda. Guarda-se a parte liquida num outro recipiente fechado e a parte solida que restou incorpora-se no solo à volta das plantas, ela continua a ter qualidades fertilizantes e melhora a textura do solo.
Esta calda fertilizante deve ser guardada em local fresco e sombreado e pode ser usada até 6 meses.

Como aplicar a calda fertilizante de estrume


Após realizar as etapas referidas atrás, o fertilizante líquido está pronto a ser usado, mas só depois de diluído. Antes da aplicação este deve ser diluído a 10%, uma parte de calda para nove partes de água. Exemplo: 1 litro de calda de estrume para 9 litros de água.
O preparado pode ser pulverizado ou aplicado diretamente no solo.
Quando é escolhida opção de pulverização, deve-se evitar aplicar nas horas de maior calor. Pulveriza-se a planta e o solo ao redor.
No solo, aplica-se aproximadamente 50 ml de ca calda diluída próximo às raízes das plantas. Lembrando que é recomendado regar as plantas antes de adubar.
De um modo geral a frequência da fertilização faz-se de duas em duas semanas, mas esta dinâmica varia conforme as necessidades da cultura, se as plantas que necessitam de uma maior manutenção, encurte os períodos.
Não é recomendado aplicar a calda sobre plantas em processo de floração, porque pode repelir insetos responsáveis pela polinização.

Como fazer a alporquia (passo a passo)

Como fazer a alporquia (passo a passo)

A alporquia ou alporque é uma técnica antiga que se classifica-se como um método de reprodução assexuada, em que apenas um individuo é envolvido na formação da nova planta, garantindo uma muda geneticamente igual à matriz. 
O método pode parecer complexo, mas a técnica é bem simples e o resultado é bastante compensador.

Técnica e vantagens da alporquia


Basicamente este procedimento permite estimular a formação de raízes, num ramo, sem que este seja separado da planta mãe. A haste é mantida unida à matriz até gerar raízes suficientes para se tornar independente. Com esta técnica podemos reproduzir uma planta que por outros modos dificilmente conseguiríamos, com a vantagem de ser funcional para a maioria das plantas lenhosas. Outro dos pontos positivos deste método é que assegura uma nova árvore em um estágio de crescimento avançado, com  fortes possibilidades de produzir flores e frutos no ano seguinte.

O método é semelhante à mergulhia, na qual se utiliza a mesma técnica, mas difere da alporquia no facto do ramo ser enterrado no solo sem ser separado da matriz.

Como é que funciona a alporquia?


Ao cortar um anel na casca no ramo, interrompemos o fluxo de seiva elaborada, contudo a seiva bruta continua a passar, permitindo que a haste continue sendo alimentado e não sofra desidratação.
Portanto, o galho intervencionado vai continuar a receber alimento da planta e as suas folhas vão  continuar a realizar o processo de fotossíntese. Os nutrientes produzidos pelas folhas do ramo de alporque, não são retribuídos à matriz, param e concentram-se na base da haste junto ao anel e consequentemente vão estimular a formação de novas raízes.

Durante o processo da alporquia é necessário garantir que a planta matriz continue saudável, é recomendado que não lhe falte água e que seja feita a adubação antes e depois do procedimento, garantindo assim toda a energia necessária à planta.

Como fazer a alporquia


Estação do ano: Em plantas de folha persistente cultivadas em ambiente natural, a alporquia terá mais sucesso durante a fase de crescimento vegetativo ativo, geralmente entre meados da Primavera a inicio de verão. Em plantas cultivadas em estufas ou outros ambientes controlados, é possível realizar a alporquia em qualquer mês do ano, salvo nas plantas que entram em dormência.

Escolha da árvore: A escolha da árvore ou da planta que se pretende multiplicar, é primordial. Esta deve ser saudável, bem desenvolvida e com características interessantes, não podemos esquecer que é um processo de clonagem. É igualmente importante que apresente uma boa folhagem sem sinais de doenças ou pragas. 
Caso a escolha seja uma árvore de fruto, prefira uma que já tenha iniciado o estádio de frutificação, desta forma aumentam a possibilidade da nova muda entrar em produção rapidamente.

Escolha do Da haste: O ramo deve ser lenhoso, saudável e bem abastecido de folhagem. O ideal é que tenha pelo menos 1 centímetro de diâmetro, mas que não ultrapasse os 5 centímetros.
Não escolha o ramo principal, nem um que seja proporcionalmente grande comparativamente com a planta mãe. A descompensação destes parâmetros pode comprometer o equilíbrio da planta. Sem folhas suficientes, a área de produção de fotossíntese diminui e compromete o metabolismo da planta. Isto porque, o ramo destinado a alporquia continua a receber nutrientes da matriz.

Como fazer o corte: Faça a intervenção com alguma distancia do tronco de origem do ramo. Em espécies difíceis faça o anel de alporque na zona de entre-nos.
Remova as folhas, com uma lamina desinfetada e bem afiada retire um anel de casca, a largura deve ter um pouco maior que o diâmetro do galho (aproximadamente 1,5 vezes o diâmetro do ramo). Limpe bem, toda a parte viscosa a seguir à casca deve ser retirada, se necessário raspe o anel. Esta operação é importante porque pretendemos interromper  na totalidade o fluxo de seiva elaborada, caso contrário eventualmente a alporquia não terá sucesso. 

Proteção do alporque:  Se tiverem, podem colocar hormonas de enraizamento na zona do corte. Cubra o anel de alporque com esfagno ou um substrato que retenha bem a humidade. Acomode-o bem à volta do anel e prenda-o bem com um plástico preferencialmente transparente e amarre bem as extremidades. 
Por fim envolva com um plástico preto e prenda.
É importante envolver a alporquia com plástico transparente para poder ir observando a evolução das raízes, afim de termos a noção exata da extração do ramo. O plástico preto por cima têm a finalidade de proteger as novas raízes da incidência do sol. 
Também é usual utilizar outros materiais como vasos ou recipientes moldáveis. Faz-se um furo no fundo no contentor de modo a encaixa-lo no tronco. Coloca-se no tronco e fixa-se com ajuda de arames ou outros materiais, de modo a não permitir a movimentação.
Depois é só colocar o composto e regar abundantemente.

Manutenção do alporque: Ocasionalmente, abra cautelosamente o plástico, controle a humidade e observe se o enraizamento já começou. Não permita que o substrato seque, mas evite encharcar.  
Uma forma de regar sem provocar atritos, que podem ser prejudiciais à formação das raízes, é injetar água com a ajuda de uma seringa.    

Finalização da alporquia: O tempo de enraizamento é longo, varia bastante conforme a espécie da planta escolhida, pode demorar desde algumas semanas a alguns meses meses. 
Depois de verificar o enraizamento bem desenvolvido, corte o alporque logo abaixo das raízes e replante num vaso antes do plantio em local definitivo. A intervenção deve ser cuidadosa, é importante retirar o plástico com cuidado, de modo a manter o torão intacto, nesta fase as raízes são finas e delicadas. 
A nova muda deve ser mantida em ambiente controlado, fora da incidência direta dos raios solares, até ao seu completo enraizamento.

As vantagens do carvão vegetal nas plantas


Curiosidades e vantagens do carvão vegetal nas plantas
O carvão vegetal passa de várias maneiras pelas nossas vidas. É utilizado como elemento de combustão em diversas aplicabilidades como churrasqueiras, aquecedores, lareira e fogões a lenha, além de  abastecer alguns setores industriais. Também é usado na medicina, nesse caso é chamado de carvão ativado, resulta de determinadas madeiras de aspeto mole e não resinosas.
Mas as características porosas do carvão permitem dar aso a inúmeros usos. É utilizado como filtro natural e age como um excelente ajudante no mundo da jardinagem. 

 O carvão vegetal atua como um ótimo condicionador do solo, melhorando suas propriedades físicas, químicas e biológicas. Não é à toa que ele entra na composição de fertilizantes orgânicos, como algumas receitas de bokashi (Bokashi - adubo orgânico caseiro).
A adição de carvão no composto é benéfica a todas as plantas, não fornece nutrientes, mas ajuda a fixar os elementos do solo e oferece outras vantagens importantes ás plantas. 
Melhora a qualidade do substrato, melhora a aeração, a capacidade de drenagem, auxilia no combate a insetos, odores desagradáveis e impurezas presentes no substrato.  Além disso é um material alcalino e ajuda a neutralizar a acidez do solo.

Apesar de ser rico em nutrientes, o carvão não é um adubo, as substancias não estão disponíveis no imediato, ainda que liberte uma quantidade de nutrientes insignificante. O processo de decomposição do carvão é muito longo, pode demorar mais de mil anos. 

Curiosidades e vantagens do carvão vegetal


Toda a estrutura do carvão é porosa, ela abre fissuras e forma bolsas ocas, tornando-o um armazém natural que aprovisiona água e nutrientes (pode absorver até 5 vezes o seu peso). Possibilita assim alguma poupança de água e não permite que os nutrientes sejam lixiviados, estes são libertados gradualmente, disponibilizando-os aos poucos às plantas.
Ademais trabalha como um condicionador, capaz de melhorar toda a estrutura do solo. Cria um sistema de drenagem e evita que a água acumule no vaso, reduzindo assim a possibilidade da proliferação de bactérias e fungos patogénicos, que gradativamente destroem a plantação. Evita os maus odores, remove as  impurezas do solo e e repele insetos.

O carvão proporciona um refugio aos microrganismos, ajuda-os a crescer e sobreviver. Nem todas as bactérias e fungos são prejudiciais às plantas, muitos são essenciais e fundamentais para uma agricultura sustentável. Estes microrganismos permitem a mineralização da matéria orgânica, solubilizam os nutrientes e fixam o azoto ambiental, permitindo assim que as plantas obtenham de uma maneira natural o nitrogénio e outros nutrientes importantes de volta ás raízes.
Ademais os microrganismos benéficos ajudam a controlar os patogénicos e isso inclui inclui reduzir a possibilidade das moléstias do solo, principalmente as doenças causadas por fungos. Sendo assim o carvão também possibilita reduzir o uso de inseticidas e fungicidas: (Vantagens do uso dos microrganismos eficazes - EM)

Qual é a diferença do carão vegetal e da cinza? Excluindo o aspeto, que esse é bem evidente, estes dois produtos têm propriedades bem distintas,  apesar de serem provenientes da mesma base. Os dois provem da queima de madeira, o carvão provem da queima controlada, já as cinzas resultam de uma total combustão em que toda a matéria vegetal se transforma em pó.

O carvão utilizado na agricultura como correção para o solo é chamada de Biochar (termo de origem na língua inglesa, a partir de bio e charcoal, "carvão vegetal"; também chamado 'biocarbono'). 
Embora se pareça muito com o carvão comum, o biochar é produzido usando um processo específico, num ambiente controlado onde o oxigênio é limitado. O Processo utiliza inúmeras matérias primas vegetais: palhas, estrumes, cascas, madeira, etc.

Como usar o carvão vegetal nas plantas


A forma correta de usar o carvão é moído grosseiramente, poderá faze-lo colocando uma porção dentro de um saco de pano e martelar até chegar ao ponto pretendido, uma substância grosseira de cor preta. Se quiserem evitar inalar o pó resultante do processo podem molhar o carvão antes de o desfazer. 
Não utilize o carvão usado após o churrasco, ele não irá cumprir as funções pretendidas e vai acrescentar elementos prejudicais ás plantas como gordura e sal.

Não há uma regra fixa com relação à quantidade que se deve aplicar de carvão, mas geralmente mistura-se no substrato a uma média de 15 a 20% . A boa noticia é que até as percentagens mínimas têm bastante relevância nos resultados. 
Evite colocá-lo apenas na superfície do solo, ele é muito mais eficiente quando é envolvido no substrato.
No campo, o carvão é aplicado à razão de 500 kg por hectare. Há relatos que afirmam que após a aplicação de carvão no solos a produtividade aumenta em 150 %.

Um dos problemas mais comuns de quem trata plantas é o abuso de regas e o excesso de água muitas vezes dita o fim das nossas verdinhas. Uma forma de evitar este mau desfecho passa por colocar pedaços de carvão no fundo dos vasos. Ele funciona como um dreno e torna-se um excelente aliado para todas as plantas que necessitam de uma ótima drenagem. 

Como prevenir ou combater fungos nas suculentas

Como prevenir ou combater fungos nas suculentasOs fungos são um dos principais inimigos das plantas, capazes de provocar grandes estragos em pouco tempo. Na verdade precisam de pouco para se desenvolverem, basta duas condições favoráveis: humidade e calor. Os fungos têm uma grande capacidade de proliferação, alastram-se facilmente por meio de esporos e proliferam nos ambientes favoráveis.
É claro que nem todos os fungos são nocivos para as plantas, alguns conseguem manter uma relação harmoniosa com a planta, ajudando inclusive de alguma forma a sua sobrevivência. Mas os fungos que vamos falar hoje são patogénicos e causam grandes complicações ás nossas verdinhas.

As suculentas são muito sensíveis aos fungos, elas não têm grande capacidade de resistência ao excesso de humidade, maioritariamente são de ambientes secos. É precisamente por este aspeto que é tão recomendado um solo com boa capacidade de drenagem, apesar de haver outras medidas que devem ser tidas em conta.  
Muitas vezes nem nos damos conta que elas têm água em excesso e só começamos a ficar alertas quando começam a aparecer os primeiros indicativos. 

Prevenção das doenças fúngicas nas suculentas


É essencial ficar alerta aos primeiros sinais e não ignorar os mais pequenos indícios. Se detetarmos uma doença fúngica em estagio inicial temos maiores chances de eliminar o problema.  

Uma planta bem nutrida dificilmente fica doente. Procure fornecer os nutrientes essenciais á sua suculenta, faça uma adubação equilibrada nas fases de crescimento. A rega também é importante, apesar das suculentas sofrerem com o excesso de humidade, a água é essencial para conduzir os nutrientes, têm de haver um equilíbrio. 

A limpeza da suculenta é um passo essencial. Remova todas as folhas secas, estragadas ou com sinais de doença. Com esta ação potenciamos a circulação de ar dentro da planta e eliminamos eminentes abrigos de fungos e as pragas.

O substrato deve ser leve e arejado. Se estiver húmido, deve ser corrigido imediatamente. Os fungos continuarão a proliferar enquanto a base do foco existir. Se necessário, mude a suculenta do vaso e troque o substrato.

Como é que podemos identificar os fungos em suculentas?


Geralmente aparecem manchas nas folhas, vulgarmente são arredondadas mas podem adquirir outras formas. As manchas podem ser escuras, amareladas ou até parecidas a ferrugem. 
As folhas ficam moles e caem ao mais leve toque.
A suculenta apresenta-se debilitada e não cresce.  
O caule da suculenta apresenta pontos marrons.
A planta pode ficar amarelada.

(Alguns destes sintomas, também são compatíveis com os estragos provocados por bactérias.

O que fazer quando temos fungos nas nossas suculentas?


Os fungos na superfície das suculentas são fáceis de serem identificados e tratados, mas há outros fungos que contaminam as raízes e causam podridão interna e são bastante difíceis de serem tratados. 
Antes de iniciar os tratamento é essencial remover todas as folhas com sinais de doença, esta prática é essencial para prevenir o risco de contaminação aos restantes tecidos da suculenta.
Há inúmeras maneiras de tratar doenças fúngicas, vários produtos e soluções caseiras, a seguir vou indicar apenas as que uso no meu cantinho verde.

No mercado existem muitos fungicidas competentes para o tratamento de problemas de fungos, porém são tóxicos. Não é possível adquiri-los sem cartão de aplicadores e é preciso equipamento especializado para a aplicação.

No modo preventivo podemos usar o sulfato de cobre, ele age como preventivo e também fornece micronutrientes á planta (cobre e enxofre). O tratamento deve ser realizado a cada 6 meses, de um modo leve sem molhar as plantas, basta fazer um pequena aspersão e criar uma espécie de nuvem. Este tratamento é apenas protetor, não é eficaz em suculentas doentes já com os sinais de fungos instalados. A dosagem deve ser usada conforme o indicado na embalagem do produto, mas anda em torno de uma colher de chá rasa (cerca de 2 gramas) para 1 litro de água. 

Quando as suculentas já manifestam os sinais de infeção por fungos, podem ser tratadas com água oxigenada de 10 volumes. Uma solução simples e eficaz, capaz de controlar os fungos, oxigenar a planta e promover o desenvolvimento de novas raízes. Usa-se na proporção de 4 colheres de sopa de água oxigenada por 1 litro de água. (Principais benefícios do uso da solução de água oxigenada no tratamento de plantas)

Os tratamentos não devem ser realizados nos períodos mais quentes do dia. Esta regra é essencial e aplica-se aos aos pesticidas e ás receitas caseiras. A ação do calor ou dos raios solares pode intensificar a ação de alguns elementos e potenciar sérias queimaduras nas plantas.
Os tratamentos devem ser regulares e as plantas infetadas devem ser mantidas separadas das plantas saudáveis.

Como acabar com a junça

Como se livrar da junça (Cyperus esculentus)
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Cyperaceae
Gênero: Cyperus
Espécie: C. esculentus
Nomes populares: Junça, tiririca, junquinho, barba de bode.

Descrição: A junça (Cyperus esculentus) é uma erva daninha terrivelmente resistente com um forte potencial invasivo, sendo considerada uma das maiores pragas vegetais para muitas hortas e jardins. A sua proliferação desequilibra qualquer ecossistema e se for deixada livremente, nada mais cresce. As raízes fortes desta planta herbácea inteligam-se em forma de corrente e suportam pequenos tubérculos (conhecidos como chufa), estes garantem a disseminação da junça com facilidade e resistência.Um único tubérculo inteiro ou cortado pode dar origem a várias plantas, originando várias infestações nas hortas, gramados ou pomares.

Como se livrar da junça na horta


Arranque manual da junça: A forma natural mais eficiente para se livrar da junça é removendo a planta com a mão, arrancar com cuidado todo o sistema radicular e assegurar que os tubérculos também sejam removidos. Uma tarefa árdua e demorada, porque é difícil garantir o arranque total das raízes e dos tubérculos. Cave o máximo que puder à volta da planta, as raízes podem chegar aos 46 cm de profundidade. Faça-o com cuidado, remova a planta,as raízes e os tubérculos, é essencial fazer isto com cuidado para não quebrar as raízes. Se deixar fragmentos de raízes e tubérculos no solo é garantida a volta da junça, um único tubérculo cortado pode dar origem a várias plantas. Ao fim de um a dois anos, se executarmos continuamente este trato cultural vamos conseguir reduzir drasticamente a população de infestantes. Não use os restos de junça nas  pilhas de compostagem, pois ela irá espalhar-se em outras áreas diferentes da sua horta ou jardim. Coloque os restos das plantas em sacos de lixo ou seque-os e depois queime. Nunca revire o solo para tentar remover a junça, este procedimento só irá agravar e espalhar mais os tubérculos, piorando o problema ao invés de melhorá-lo.

Uso de tela ou plástico preto: O uso de plástico ou tela preta é um dos métodos possíveis, quando usado por longos períodos. Não elimina a junça, mas não permite que ela se desenvolva ou alastre tão facilmente. A prática consiste na aplicação de tela preta no chão e fixa-se nas pontas e nas bordas. Sendo possível entretanto a instalação de uma cultura, neste caso é necessário abrir orifícios no local onde é pretendido colocar a planta a cultivar. É possível que surjam algumas ervas de junça no orifício aberto junto à planta cultivada, neste caso terão de ser removidas cuidadosamente.

Uso de herbicidas na junça: Se optar pelo controle químico não use herbicidas de contacto, estes apenas queimam as folhas, não afetam as raízes e os tubérculos subterrâneos, permitindo assim o desenvolvimento e multiplicação de novas plantas. Procure escolher um herbicida sistêmico e use-o na dosagem certa, leia o rotulo antes da aplicação, deste modo ele atuará com eficiência e ao fim de algumas aplicações aniquila a junça. A planta absorve o herbicida  através das folhas, entra na seiva e percorre toda a erva, inclusive os tubérculos. Contudo há sempre pedaços de raízes e tubérculos que não brotaram e vão surgir noutra fase, dai ser recomendado a repetição do herbicida sistêmico até até acabar com a praga da junça. Convêm salientar que o herbicida sistêmico atua melhor em plantas bem formadas, preferencialmente antes de alcançarem as sementes. Uma folhagem bem desenvolvida permite absorver mais produto e atingir em maior concentração o sistema radicular e os pequenos tubérculos da junça. As grandes desvantagens da utilização do herbicida sistêmico é a inutilização do terreno durante o tratamento e o facto de ser um químico que vai afetar o ecossistema.

Utilidades da junça: Apesar de tudo esta erva daninha têm algumas qualidades, O extrato de folhas e tubérculos da junça potencializa o enraizamento de numerosas espécies. ( Como fazer hormonas de enraizamento de junça)
Os tubérculos são comestíveis, têm um sabor agradável, um excelente valor nutricional e qualidades medicinais: (Propriedades da Junça). Na Espanha os tubérculos, são utilizados na fabricação da bebida típica horchata .

Regras básicas da poda das árvores

Regras básicas da poda das árvores
A poda é uma forma de manipular o crescimento, a forma e a produção de uma planta. Quando bem executada ela garante que as espécies cresçam fortes e robustas, permite formar, estimular, renovar e favorecer o crescimento saudável das plantas. Mas quando é mal feita ela representa uma agressão para a planta.

Podar árvores e arbustos não deve ser feito de qualquer maneira, há que ter a consciência que nem todas as especies se podam da mesma forma. Se fizermos uma poda sem o minimo conhecimento podemos prejudicar seriamente o crescimento ou produção das plantas, estas ficam debilitadas e podem ficar mais vulneráveis à incidência de pragas e doenças, compromete-se o seu crescimento, a floração e a frutificação.

Geralmente as plantas não podadas tendem a frutificar mais cedo, contudo à medida que crescem produzem menos rebentos e o seu crescimento anual é reduzido em comparação com uma árvore podada.

As regras básicas da poda


Ferramentas: É importante ter ferramentas bem afiadas e esterilizadas. Podar uma planta doente e logo depois podar outra, potencia a contaminação da doença. A melhor maneira de prevenir contaminações é esterilizar os utensílios, pode fazê-lo passando as laminas por uma chama, desinfetar com cloro, álcool ou produtos específicos de jardinagem.

Poda básica: Embora as plantas tenham métodos de poda  e desbastes diferentes, há procedimentos que são gerais. O corte de um ramo ou galho deve ser sempre executado acima de uma gema lenhosa, orientada para fora. O corte deve ser inclinado com a parte mais alta do lado do rebento. Para eliminar o galho todo, corte rente ao caule ou ao ramo maior. Ao fazer o corte numa árvore, abre uma ferida que serve de porta de entrada aos fungos, é determinante fazer um corte limpo, evitando as rachadelas, de modo a haver menos superfície de contato com os patógenos. Para cortar um grande ramo, evite rebentar a madeira, procure fazer primeiro uma pequena incisão sob o ramo antes de serrar acima. Após a poda é importante proteger as grandes feridas com um cicatrizante ou um produto à base de cobre.

Poda de formação: rege-se desde os primeiros anos de vida de uma planta. Procura-se dar-lhe um determinado aspeto estético, induzir a produção de ramos fortes e bem distribuídos, dirigir ou limitar o crescimento e facilitar a colheita dos frutos. Uma poda de formação bem feita permite uma boa circulação e favorece a formação de caules fortes, com um bom ângulo entre si, impedindo deste modo que eles venham a esgalhar ou quebrar. A poda mal feita ou a falta dela pode comprometer a sanidade da planta, ela atrairá mais facilmente as pragas e ficará mais propicio ao ataque de fungos e consequente doenças.

Poda de fortalecimento: Para conseguir uma estrutura forte e saudável deve iniciar a poda após a plantação, entre o final do Inverno e o principio da Primavera. Remova os ramos doentes, secos, atrofiados, cruzados, ou com outros problemas que possam interferir com o desenvolvimento e produção da árvore. Identifique os ramos principais da árvore e alivie os ramos que se acumulam na parte central da planta, faça um desbaste de modo a permitir uma boa entrada de ar e a penetração da luz. Evite fazer podas demasiadamente drásticas, evite cortar mais de 25% dos ramos da árvore, de modo a conseguir garantir o seu equilíbrio. As folhas e flores secas também devem ser eliminadas.

Galhos ladrões: Devem obrigatoriamente ser removidos, estes ramos diferenciam-se dos outros pelo vigor  e crescimento superior aos outros. De certo modo o nome é bem explicito, são chamados de ladrões por roubar força aos outros ramos e atrapalhar o desenvolvimento da árvore. Corte-os rentes, procedimento ajuda a conservar a energia da árvore e não permite que a água os nutrientes ssimilados pela planta sejam desviados.

Poda de árvores de fruto: As podas quando bem realizadas fazem com que as árvores produzam mais. De maneira geral, os cortes são feitos pouco antes da Primavera, mas noutros casos a poda é favorecida quando feita no Verão. Procure o equilíbrio entre o vigor e a produtividade. Não pode as frutíferas durante a floração. Se uma árvore de fruto for demasiado vigorosa, terá tendencia em produzir madeira e dificilmente dá fruto. Pelo contrário, se a arvore se cobrir de frutos, acaba por enfraquecer e esgotar, porque a seiva vai alimentar a carga de frutos em detrimento da árvore. Além disso uma carga excessiva oferece frutos pequenos e de má qualidade. Poderá ver mais abaixo como aumentar ou diminuir o vigor de uma planta.

Poda verde ou de Verão: É realizada durante o período de vegetação e frutificação da árvore. Ela consiste em vários procedimentos tais como: desponte, desbrote, esladroamento, desbaste, desnetamento, desfolha. Têm como principal finalidade arejar a copa da árvore e melhorar a penetração da luz solar e melhorar a qualidade e coloração dos frutos.
A poda de Verão é igualmente aplicada nas árvores de folhas permanentes (plantas perenifólias) como: laranjeiras e outros citrinos, abacateiro, araçá, mangueira, entre outros.

Quando podar as árvores


Algumas podas podem ser feitas em quase todas as épocas, mas a escolha do momento certo é crucial para obter os resultados pretendidos. A maioria das podas efetuam-se na época de repouso, desde o final do Outono até ao principio da Primavera. Quando realizada nesta fase do ano, ela estimula o crescimento, a formação de novos rebentos e a robustez da árvore. Evite no entanto podar na altura que gela. Já as podas de Verão frenam o desenvolvimento e podem aumentar a produção de flores e frutos do ano seguinte, dado que as plantas com demasiado vigor, florescem e frutificam com mais dificuldade.

Já se sabe que  lua interfere com as marés e de alguma fora este satélite influencia o desenvolvimento, produção e qualidade das plantas. Segundo o testemunho de agricultores e jardineiros mais experientes, a poda quando realizada no minguante oferece melhores resultados. Leia mais em: A influencia da lua na agricultura.

Como proteger as plantas do frio e da geada

Como proteger as plantas do frio e da geada
Os apreciadores da jardinagem entregam-se às experiencias e gostam de cultivar todo o tipo de plantas, porém quando chega o frio as plantas sofrem e muitas não resistem aos efeitos das temperaturas baixas e da geada.
Algumas plantas podem resistir a uma diminuição gradual da temperatura, mas quando ela cai repentinamente as plantas não conseguem adaptar-se à mudança brusca das condições ambientais e não sobrevivem. Não é possível controlar as condições atmosféricas, mas podemos atenuar os efeitos do frio usando alguns métodos que amenizam o seu impacto.

Claro que o principal passo é escolher plantas que se adaptem à região. A escolha deverá começar na hora da compra começando pelo aconselhamento do viveirista, ele melhor que ninguém conhece as plantas e a sua resistência ao frio. Mas não precisamos de nos privar de cultivar as plantas mais sensíveis ao frio se tivermos em consideração alguns detalhes.
Geralmente as plantas de folhagem mais dura é mais resistente à geada, em contra partida as folhas finas e carnudas queimam facilmente.
Sensibilidade de algumas plantas: Folhas de café sucumbem abaixo dos -3,5 C, citrinos aguento temperatura até -6 a -7, bananeira e mamão já sofrem com 5ºC, tomateiro sofre com 2º C.

O que fazer para minimizar os danos do frio e da geada


As plantas sofrem com o frio, mas com a geada é bem pior, esta fina camada de gelo é destrutiva, ela queima literalmente as folhas e os caules das plantas mais sensíveis. Os estragos são enxergados na sua plenitude após os primeiros raios de sol, mas o nosso querido astro solar não têm influencia sobre o fenomeno, ele apenas ajuda a mostrar os danos.

Se as plantas estiverem em vasos e estes forem fáceis de manipular, mude-os para um local protegido durante o período previsto de geada. Este deve apresentar boa luminosidade, de modo a não permitir que a planta sofra com a escuridão.
Na  impossibilidade de mover as plantas de local, pode usar algumas técnicas que ajudam a reduzir os efeitos do frio.

Como proteger as plantas do frio intenso e da geada



  1.  A primeira medida é estarmos bem informados sobre as previsões de tempo, adira ao serviço de meteriologia, esta é uma ferramenta valiosa no quadro da prevenção.
  2.  Tape as plantas com manta térmica. Ela é bem fácil de encontrar nos centros de jardinagem a um preço bastante acessível. Ela permite a entrada da luz solar, da água e mantém um ambiente mais quente sob a sua superfície, geralmente 3º C acima da temperatura ambiental. Além disso é arejada e permeável, eliminando o risco de condensação e consequentemente do apodrecimento.
  3.  Uma maneira mais caseira e mais acessível é tapar as plantas com jornal ou tecidos velhos. Estenda a folha de jornal ou o tecido sobre a superfície da planta e prenda as extremidades com molas da roupa, de modo a que sejam levado pelo vento. De manhã retire, de forma a que a planta possa receber iluminação e ar. 
  4.  Crie uma estrutura e revista-a a plástico. Evite que o plástico entre em contato com as folhas. Assegure-se de o interior da estrutura receba ventilação adequada durante o dia, quando as temperaturas diurnas são elevadas, podem gerar sobreaquecimento ou humidade excessiva.
  5.  Um modo muito interessante é usar material reciclável como garrafas plásticas e garrafões, estes criam um minie estufa e permitem criar um ambiente controlado para as plantinhas mais pequenas. Basta cortar o fundo da garrafa ou garrafão e fincar à volta da planta. Retira-se a tampa de modo a permitir a entrada de ar.
  6.  Revista os vasos grandes com camadas de jornal, plástico com bolhas, esferovite (isopor), cartão, entre outros. Esta operação vai permitir um isolamento térmico que beneficiará as raízes. 
  7.  Cubra o solo ao redor das plantas, use material orgânico como raspa de madeira, casca de árvores, folhas secas, palha, entre outros. A cobertura age como um isolante, mantém o calor e a humidade do solo mais constantes e ajuda a proteger as raízes do efeitos adversos do frio. (Conheça s outras vantagens da cobertura de solo).
  8.  Diminua a frequência das regas no período frio, além dos vegetais precisarem de menos água neste período, a humidade em excesso propicia a redução da temperatura interna da planta. 
  9.  Evite regar no período da tarde, pois não haverá tempo nem calo que permita que a planta seque antes da noite. Procure não molhar as folhas, as gotas de água tenderão a congelar durante a madrugada e podem queimar severamente as folhas.
  10.  Trate com calda calda bordalesa. Esta calda além de ter ação fúngica, aumenta a resistência das plantas face ao frio. O tratamento deve ser efetuado antes da ocorrência da geada. (Utilização e preparação da calda bordalesa

Como se forma a geada



A geada consiste na formação de uma fina camada cristais de gelo nas superfícies expostas, por efeito da queda da temperatura. A formação de geada depende diretamente de vários fatores atmosféricos: da nebulosidade, do vento e da humidade do ar.

Geada provocada por uma vaga de frio: Quando uma massa de ar frio se desloca no modo horizontal de uma região para outra, substituindo a massa de ar quente. Este efeito causa uma queda brusca de temperatura, principalmente nas zonas mais baixas.

Geada provocada pela irradiação: Surgem devido à perda de calor durante a noite, a temperatura baixa principalmente nas camadas mais baixas junto ao solo. Quando o arrefecimento é acentuado, a humidade contida no ar condensa-se e origina gotas de orvalho que com o frio passam ao estado solido.

Geada provocada pela evaporação: Estas geadas são mais frequentes nas madrugadas primaveris. Resultam da evaporação rápida da humidade acumulada durante as noites frias, provocada pelo aparecimento brusco do sol. O processo de evaporação da humidade rouba calor à superfície das folhas das plantas e consequentemente pode ocorrer a formação de geada.

Conheça as vantagens da cobertura de solo (Mulching)

Vantagens da cobertura de solo (Mulching)

A cobertura do solo com material vegetal seco, conhecida pelo termo Mulching em inglês é uma técnica que oferece muitas vantagens ao solo e às plantas, proporcionando um equilíbrio semelhante ao que a natureza oferece. Esta prática é uma das ferramenta mais importantes da agricultura biológica e, felizmente, é cada vez mais comum na fruticultura, horticultura e jardinagem. É principalmente útil na retenção da humidade dos solos, aumenta fertilidade, previne as infestantes e reduz os trabalhos de manutenção. Veja a seguir todas as vantagens que o mulching oferece.

Conheça 6 vantagens da cobertura de solo (mulching)


Retém a humidade do solo. A cobertura do solo com material orgânico evita a evaporação da água do solo, ajudando a manter a humidade do solo por mais tempo o que, por sua vez, ajuda a poupar a água de rega. Tendo em conta que a água potável será cada vez mais rara e cara nos próximos anos, esta medida é muito importante.

 Enriquece o solo. A cobertura vegetal vai-se decompondo aos poucos pela ação dos micro-organismos e pequenos seres vivos que coabitam no solo, transformando-se em húmus. O solo fica mais rico e retém por mais tempo os nutrientes e os minerais.

 Previne a erosão do solo. A ação do vento e da chuva forte leva ao arrastamento de partículas importantes para a estrutura do solo. A camada de matéria vegetal permite manter a camada superficial do solo protegida contra estes agentes e impede o arrastamento dessas partículas.

 Dificulta o desenvolvimento das ervas daninhas. É uma forma de controlo barata e que não causa prejuízos ao meio ambiente, pois restringe a luz que chega à superfície do solo. Não invalida totalmente a germinação das sementes das infestantes, mas dificulta bastante o seu desenvolvimento e atrasa bastante o seu crescimento.

Propicia uma temperatura mais constante no solo. Esta vantagem é benéfica tanto nos climas muito quentes, como nos climas muito frios. A camada vegetal protege as raízes das plantas ao evitar grandes oscilações de temperatura no solo, gerando assim um microclima favorável à maioria das plantas. Evita também as rachaduras provocadas pelas oscilações de temperatura, sendo que o contraste entre o frio e o calor provoca a dilatação e retração do solo, o que, consequentemente, leva ao seu rachamento.

Protege o solo das condições ambientais severas. Como já foi referido anteriormente, protege o solo do frio e do calor, servindo também de proteção contra as chuvas fortes. Quando a chuva é muito intensa, promove a compactação e endurecimento da terra, levando também ao seu encharcamento. A camada de matéria vegetal evita o impacto das gotas sobre a terra, facilitando e propiciando uma estrutura equilibrada.

 Propicia um ambiente equilibrado pois favorece o desenvolvimento de minhocas e de micro-organismos benéficos do solo o que, consequentemente, torna a terra mais rica e porosa.

As boas práticas da cobertura de solo (mulching)


A cobertura orgânica do solo pode ser composta por diversos materiais de restos vegetais, tais como: cascas de árvores, folhas secas, serradura, restos de grama, entre outros.
Também existe a cobertura inorgânica, sendo esta feita por materiais que não se decompõem, tais como pedras, cascalho, pneus picados, plástico, entre outros. Apesar de serem coberturas bonitas, não oferecem as mesmas vantagens da cobertura orgânica.

Para que uma cobertura de solo resulte, é necessário que o terreno se apresente limpo, livre de daninhas e ligeiramente húmido. É aconselhável arejar a superfície da terra com ajuda de uma enxada ou moto enxada, caso sejam terrenos de maior dimensão.

Escolha a matéria vegetal e coloque nas entre as linhas da cultura. Evite encostar na planta de modo a prevenir que ela fique húmida demais e sofra de ataque de fungos. Não exagere na altura da camada vegetal, pois uma camada muito grossa pode levar a que as raízes cresçam demasiado sobre a superfície da terra. O ideal é manter uma faixa até um máximo de cinco centímetros de altura. Por fim, regue bem de modo a acamar o material vegetal. A reposição do material vegetal deve ser feita sempre que necessário, já que este vai-se decompondo pela ação dos micro-organismos.
Nas árvores frutíferas deixe em torno de 10 a 30 centímetros à volta do tronco da planta e não convém que o mulching ultrapasse os 10 a 15 centímetros de altura.

Apesar da cobertura de solo apresentar inúmeros benefícios para o solo e plantas, existe um senão: em climas húmidos ou invernos chuvosos, o mulching cria um ambiente propício a pragas como caracóis e lesmas. (Lesmas e caracóis, como se livrar deles)

Variedades de batata

A batata foi introduzida no nosso pais pouco antes de 1760 e veio para ficar, já não vivemos sem ela. Hoje em dia existem centenas de variedades de batata, umas naturais, outras obtidas através do cruzamento. O cruzamento é um processo na maioria das vezes natural, que têm vindo a ser desenvolvido com o objetivo de conseguir melhor produtividade, maior resistência às doenças e melhor qualidade culinária.

Dependendo da variedade os ciclos da batata podem ser:
Precoce: 70 a 80 dias
Semi precoce: 90 a 100 dias
Semi tardio: 100 a 120 dias
Tardio: 130 a 150 dias
Muito tardias: Acima dos 150 dias

Quanto ao tipo culinário as batata são classificadas como:
A: Consistente
B: Bastante consistente
C: Farinhenta
D: Muito farinhenta

Em relação às técnicas de cultivo, todas todas as variedades seguem as mesmas bases. Veja como plantar batatas na sua horta ou jardim: Cultivo da batata

Algumas variedades de batata


Batata Agata
Casca amarela com polpa amarela. Tubérculo oval mediano uniforme. Ciclo precoce. Resistência média baixa ao míldio da folha e moderada ao míldio do tubérculo, bastante suscetível à sarna comum. Tipo culinário A.

Batata Agria
Casca amarela e polpa amarela. Tubérculos de calibre grande, com forma oval alongada, com olhos superficiais. Ciclo tardio com alta produção. Suscetível ao míldio da folha e ao vírus do enrolamento, resistente ao míldio do tubérculo. Tipo culinário BC. Indicada para fritar.

Batata Annabelle
Pele amarela, com polpa amarela escura. Tubérculo alongado oval de tamanho médio, com olhos superficiais. Ciclo precoce. Muito suscetível ao míldio da folha e do tubérculo, sensível à sarna comum. Batata muito saborosa, destinada ao mercado fresco. Não sensível ao enegrecimento interno. Tipo culinário A.

Batata Asterix
Casca vermelha e polpa amarela clara. Tubérculos de grande calibre, ovais alongados. Ciclo semi tardio. Suscetível ao míldio da folha e resistente ao míldio do tubérculo. Exige uma irrigação regular e abundante. Indicada para o mercado fresco e para fritar. Tipo culinário B.

Batata Aurea
Pele e polpa amarela. Tubérculos grandes, redondos, com olhos superficiais. Ciclo semi tardio. Sensível à sarna comum, ao míldio da folha e do tubérculo. Boa aptidão para a conservação e para a industria. Tipo culinário BC.

Batata Bellarosa
Pele vermelha, polpa amarela clara. Tubérculo oval arredondado, grande e regular, com olhos superficiais a semi superficiais. Ciclo precoce, com alto rendimento e boas características de armazenamento. Resistência média alta à sarna, ao míldio da folha e do tubérculo. Variedade robusta com boa tolerância à seca. Tipo culinário B.

Batata Carlita
Pele amarela, polpa amarela clara. Tubérculo ligeiramente firme, redondo oval, de grande calibre , ideal para o mercado fresco. Ciclo precoce, com alta produção. Suscetível ao míldio da folha, resistente  à  sarna comum. Boa resistência ao enegrecimento interno. Boas características de armazenamento. Tipo culinário AB

Batata challenger
Pele amarela, polpa amarela. Tubérculos de calibre médio, com forma alongada oval. Ciclo semi tardio. Pouco sensível ao míldio da folha e à sarna comum, muito resistente ao míldio do tubérculo. Excelente para fritar e para o mercado de fresco. Tipo culinário BC.

Batata colomba
Pele amarela, polpa amarela ligeiramente firme. Tubérculo de grande calibre, redondo oval. Ciclo muito precoce. Não é sensível ao enegrecimento interno. Muito sensível ao míldio da folha e pouco suscetível ao míldio do tubérculo e à sarna comum. Tipo culinário AB.

Batata jaerla
Casca amarela e polpa amarela, moderadamente firme. Tubérculos grandes, redondo ovais, com olhos superficiais. Ciclo semi precoce. Boa resistência ao míldio do tubérculo, sensibilidade moderada ao míldio da folha e à sarna comum. Características de armazenamento limitadas. Tipo culinário AB.

Batata Kondor
Pele vermelha, polpa amarela clara. Tubérculos de tamanho grande, com olhos semi superficiais. Ciclo semi precoce, com grande produção, boa para consumo em fresco. Tipo culinário B

Batata Desiree
Casca vermelha, polpa firme amarela clara. Tubérculo de tamanho médio grande, com olhos superficiais.Boa qualidade de armazenamento. Ciclo semi tardio com boa produtividade. Pouco suscetível ao míldio da folha e do tubérculo. Muito suscetível à sarna comum e à sarna pulverulenta. Enegrecimento interno:moderado sensível. Tipo culinário B.

Batata Franceline
Casca vermelha com polpa amarela firme, de sabor muito bom. Tubérculo de calibre pequeno,oval alongada. Semi precoce de boa produção. Planta forte, suscetível ao míldio do tubérculo e pouco suscetível ao míldio da folha, resistente à alternaria. Enegrecimento interno: não sensível. Boas qualidades para fritar.

Batata Monaliza
Casca amarela clara, polpa amarela clara, moderadamente firme. Tubérculo grande de tamanho uniforme, oval alongado de excelente sabor. Ciclo semi precoce com boa produtividade. Boas caraterísticas de armazenamento. Suscetível ao míldio da folha, muito suscetível ao míldio do tubérculo. Tipo culinário AB.

Batata Mozart
Casca vermelha, polpa amarela firme. Tubérculo oval de grande calibre. Ciclo semi precoce com alta produtividade. Razoável resistência ao fusarium. Resistência moderada ao míldio da folha, boa resistência ao míldio do tubérculo. Pouco enegrecimento após o cozimento.

Batata picasso
Pele amarela , polpa amarela. Tubérculo oval de tamanho grande, com olhos superficiais de cor rosa. Ciclo semi tardio. Resistência  média baixa ao míldio da folha e media alta ao míldio do tubérculo.
Apta para consumo em fresco e boa conservação. Tipo culinário B.

Batata Romano
Pele vermelha, polpa branca. Tubérculo oval de calibre uniforme, com olhos pouco profundos. Ciclo semi precoce.  Ligeiramente suscetível ao míldio e resistente ao míldio do tubérculo. Boa para fritar. Boas características de armazenamento. Tipo culinário B

Batata Spunta
Pele amarela clara, polpa amarela clara. Tubérculo longo oval, de grande tamanho, com olhos superficiais. Ciclo precoce. Suscetível ao míldio da folha, do tubérculo e da sarna comum. Boa qualidade para consumo em fresco. Tipo culinário B

Batata Stemster
Pele vermelha, polpa amarela clara. Tubérculos oblongos, com olhos moderadamente encovados. Semi tardia, com alta produtividade. Boas qualidades para cozinhar e excelente conservação. É a variedade de batata, mais conhecida e utilizada em Portugal.

Batata Vivaldi
Pele amarela, polpa amarela. Tubérculos ovais, de grande calibre. Suscetível ao míldio da folha e boa resistência ao míldio do tubérculo e à sarna comum. Excelente para consumo, não descolora após a cozedura. Enegrecimento interno moderado sensível. Tipo culinário AB

Batata Voyager
Pele amarela clara, polpa amarela e farinhenta. Tubérculos de grande calibre, com forma alongada oval e pouco sensível ao enegrecimento interno. Ciclo semi tardio. Ligeiramente suscetível ao míldio da folha e resistente ao míldio do tubérculo, ligeiramente sensível à sarna comum. Ideal para o mercado fresco. Tipo culinário B.

A minha  experiência com as variedades de batata


Durante muitos anos a stemster foi a variedade escolhida para o consumo da casa. Apresenta um boa produção, um bom sabor e conserva-se bem. Contudo depois de experimentar a monaliza a stemster perdeu o lugar. A meu ver a monaliza é uma batata inigualável no sabor, cozida ou assada ela realça o sabor de qualquer prato. Contudo tal como a stemster não é indicada para fritura e por tal, é sempre deixada uma pequena parcela na horta, para a produção da variedade de batata agria, destinada à batata frita.

Para mais informação procure na: Tabela das caracteristicas da variedade

Hormonas de enraizamento caseiras


Hormonas de enraizamento caseiras
Na natureza há sempre respostas para tudo, com os conhecimentos certos conseguimos fertilizantes naturais, repelentes caseiros, inseticidas naturais, fungicidas caseiros e até enraizadores naturais. Hoje vamos falar especialmente de hormonas de enraizamento feitas em casa com materiais fáceis de encontrar.

Antes de começar pelos procedimentos, é bom saber que a altura ideal de enraizar as estacas é quando a planta recomeça o ciclo vegetativo, ou seja na primavera (Salvo algumas exceções). A planta mãe deve estar em boas condições de modo a garantir estacas fortes e saudáveis.

Com ajuda de uma faca ou tesoura bem afiada corte as estacas de um modo oblíquo, com aproximadamente 10 centímetros de comprimento, dependendo da espécie. O corte deve ser executado logo abaixo de um olho ou de um rebento. Corte as terminações do ramo de modo a deixar apenas de 3 a 5 folhas.
Mergulhe a extremidade da estaca nas hormonas de enraizamento e enterre-a no substrato, de modo a que pelo menos um nó fique debaixo da terra. Mantenha preferencialmente numa temperatura de 20º, durante as primeiras semanas.

Como fazer hormonas de enraizamento caseiras


Hormonas de enraizamento de salgueiro

O salgueiro contém rizocalina, uma substancia que que desperta o desenvolvimento de novas raízes e entra na composição de vários enraizadores comerciais.
Corte cascas e galhos de salgueiro (preferencialmente as pontas mais jovens), mergulhe-os em água a ferver. Mantenha a mistura a macerar por 24 horas. Depois coe o preparado e guarde o liquido num frasco de vidro no frigorífico.
Antes de espetar as estacas na terra, introduza a base por 3 horas na solução de salgueiro.

Enraizador de junça

A junça é rica em fitormônios e possui um alto poder regenerativo,  qualidades que a levam a ser usada na produção de enraizante caseiro. (No Brasil chamam a junça de tiririca)
Arranque a junça com raiz e bolbos, lave-a com fim de retirar a terra e fragmente-a em pequenas porções. Coloque no liquidificador, cubra-a com água e triture. Coe e guarde num frasco de vidro no frigorífico.
Mergulhe a base das estacas na solução antes de as plantar por 3 horas. Posteriormente poderá também regar as estacas com esta solução diluída numa percentagem igual de água.
Enraizar estacas em água: Coloque 2 colheres de sopa do enraizador de junça em 1 litro de água. Emerja a base dos galhos no liquido durante 24 horas, depois troque por água limpa e mantenha até ao aparecimento das raízes.

Enraizadr de lentilhas:

 No ato da germinação as lentilhas libertam ácido indolbutírico, um enraizador natural.
Coloque um copo de lentilhas num frasco de vidro e encha com quatro copos de água. Deixe em repouso em local fresco e sombreado, até as lentilhas começarem a germinar. Depois triture tudo.
Antes de plantar as estacas, mergulhe-as nesta solução por aproximadamente uma hora.
Este enraizador pode aplicar-se na rega. Dilua na proporção de uma parte de enraizador em 4 partes de água e regue as jovens estacas.
PS: Também dá para fazer com feijão, porém o processo de germinação desta leguminosa leva um pouco mais de tempo.

Tutoramento do feijão de atrepa

Hoje venho testemunhar a minha experiência com tutoramento de feijão de atrepa.
Inicialmente eu usava canas, o que implicava o trabalho de as cortar e de as espetar, uma tarefa que requer alguma força. No fim da colheita as canas tinham de ser retiradas e arrumadas, enfim todos os anos a mesma empreitada.

Como fazer o tutoramento duradouro para o feijão de atrepa


Actualmente uso paus grossos, aqueles que se usam em vinhas e já vem tratados. Espetam-se na terra a uma boa profundidade, de modo a ofereceram alguma resistencia. Ligam-se-se no topo com um arame, que se estica e prende nas extremidades. No fundo o sistema é parecido com o da vinha. A distancia que utilizo entre paus é de aproximadamente 4 metros e 1.20 metros entre linhas.

O processo é muito fácil e prático. No arame esticado colocam-se os fios que vão servir de guia ao feijão de atrepa. Semeia-se os feijões no mesmo alinhamento dos paus e quando eles começarem a lançar os enleios prendem-se aos cordões (Cultivo do feijão). Também é possível utilizar uma rede no lugar dos fios, ela permite uma melhor distribuição, contudo ela é um pouco mais dispendiosa e difícil de limpar.

Depois dos feijoeiros acabarem a produção, puxam-se da terra juntamente com os cordões e mantém-se assim pendurados a secar. Depois de uns dias de sol e vento ele ficam secos e quebradiços. Nessa fase esfregam-se com as mãos, eles vão partir e despender-se dos fios. Puxe os cordões para um dos lados e prenda-os com uma fita até nova utilização.

Fora da produção do feijão poderá usar o local para outras culturas. Caso não necessite do local, cubra-o com plástico preto até nova sementeira, a terra vai ficar limpa, fofa e mais produtiva. Veja aqui mais pormenores: Controle de ervas daninhas com plástico preto.

Usos do vinagre na horta e no jardim

Usos do vinagre na horta e o jardim

O vinagre é daqueles produtos multifacetados que dão para quase tudo. Ele oferece grandes vantagens para cuidados do nosso corpo (Benefícios do vinagre) e ajuda nas limpezas da casa, mas sabia que ele também pode ser utilizado na horta e no jardim?
O vinagre é uma alternativa saudável que está dentro do grupo de produtos que solucionam vários problemas das plantas, sem afetar o equilíbrio do meio que as envolve.

Como utilizar o vinagre na horta e no jardim


Elimine formigas com vinagre: Estes insetos não resistem ao baixo pH do vinagre e acabam por sucumbir quando entram em contacto com ele. Pulverize as áreas afetadas com o vinagre e volte a repetir até acabar com a praga de formigas.

Melhora a saúde das plantas que gostam de solos ácidos: Os solos ácidos geram problemas à maioria das plantas, porém existem plantas que encontram neles as condições ideais, as plantas acidófilas: azáleas, gardênias, camélias, rododendros, hortênsias e urze entre muitas outras. Misture uma colher de sopa de vinagre em 2 litros de água e regue as suas plantas com esta solução uma vez por semana, em pouco tempo notará a diferença.

Combate os pulgões e fungos nas plantas: Pulverize as plantas afetadas com pulgões ou outros insetos sugadores, com uma solução inseticida de vinagre. Use 1 litro de água para 2 colheres de sopa de vinagre e outra 2 de detergente neutro, agite e pulverize as plantas afetadas. Leia outras opções: (Inseticida de sabão e vinagre)
Controle de fungos: Faça um litro de chá de camomila e junte uma colher de sopa de vinagre. Borrife as plantas com esta solução. Ou use apenas o modo mais simples, um litro de água com duas colheres de sopa de vinagre.

Ajuda a eliminar a mosca da fruta: Não mata, mas atrai-as e possibilita reduzir significativamente a população. A técnica consiste em atrair este insetos para uma garrafa com pequenos furos e levá-los ao afogamento. Misture uma parte de vinagre, com 3 partes de agua e duas colheres de sopa de açúcar. Coloque a mistura na garrafa e pendure-a perto do pomar. Sugiro que veja aqui os pormenores: Armadilhas para a mosca da fruta.

Aumenta a vida das flores nos vasos: As flores depois de cortadas têm pouca durabilidade, mas poderá aumentá-la um pouco juntando umas gotas de vinagre de vinho branco na água da jarra das flores.

Elimina as ervas daninhas: Sim é verdade que elimina ervas daninhas, porém não é uma solução muito praticável, em espaços médios seriam necessárias grandes quantidades para efeito, e vamos ser claros, em áreas pequenas é mais viável remover as ervas à mão. Contudo poderá ser útil quando se pretende eliminar as daninhas em locais difíceis, com juntas, passagens ou muros. Misture 200 ml de agua morna com uma chávena de sal e duas de vinagre de vinho branco. Tenha cuidado com a mistura, ela leva sal e poderá afetar o equilíbrio natural do solo.

E agora uma dica fora do âmbito do jardim, apesar de estar de certo modo interligado. Se tiverem cães ou gatos em casa que façam chichi em locais indesejados, basta pulverizar esses pontos com a calda de vinagre que eles param de urinar nesses sítios.

Plantas amigas: Consorciação de culturas

Plantas amigas: Consorciação de culturas

Chamamos plantas amigas a um grupo de plantas que vivem em harmonia e que se suportam ou ajudam mutuamente. Esta associação também é chamada consorciação de culturas e têm como objectivo principal aumentar a produtividade de uma determinada área de terra, tendo em conta as necessidades e exigências de cada planta e permitir a obtenção de vários tipos de vegetais na mesma superfície de solo.

Tudo é tido em conta, o tipo de terra, o clima, a temperatura, a exigência em água, o tipo de raízes, com o fim de não associar plantas que possam competir entre si.

As características das raízes são também um factor a ter em conta, juntar plantas de raízes profundas juntamente com as de raízes rasas, permite um melhor aproveitamento de nutrientes em diferentes profundidades do solo.

As plantas que tenham necessidade de algum sobriamente ficam a ganhar se plantadas entre as de porte alto. Esta prática também permite suprimir algumas ervas daninhas que poderiam invadir o espaço. As plantas maiores também poderão proteger as plantas mais sensíveis das condições adversas como o vento e a geada.


Exemplos de algumas práticas de consorciação




Culturas       Plantas amigas            Combinações  Desfavoráveis                                                                              
_____________________________________________________________

Abóbora-           Milho, Melão, Alface,                         Batata, Rabanete
                            Feijão,
_____________________________________________________________

Acelga -            Cebola, Repolho, Beterraba,          
                           Cenoura
______________________________________________________________

Alface -             Cenoura, Beterraba, Rabanete              Espinafre, salsa, girassol
                           Alho Francês, Pepino, Abóbora
                           Cebola, Feijão
______________________________________________________________

Alho-                Aipo, Beterraba, Couve                         Ervilha, Espargo,
                          Alface, Cenoura, Pepino,                       Feijão, Repolho
                          Tomateiro
______________________________________________________________

Batata -             Repolho, Ervilha,                                 Abóbora, Cebola, Beterraba
                           Feijão, Aipo, Ervilha,                           Berinjela, Couve, Ervilha,
                           Espinafre, Rabanete                             Girassol, Milho, Tomateiro
______________________________________________________________

Beterraba -       Couve de bruxelas, Brócolos                Alho Francês, Cenoura
                           Cebola, Acelga, Repolho                      Batata, Feijão, Milho
                           Pepino, Alho, Alface, Acelga               Tomateiro
_____________________________________________________________

Cebola -           Alface, Beterraba, Repolho               Batata, Couve, Ervilha,
                         Cenoura, alho Francês, Alho              Feijão
                         Erva doce, pepino, Tomateiro
_____________________________________________________________

Cenoura -        Repolho, Ervilha, Alho porro             Beterraba, Funcho
                         Rabanete, Cebola, Alface,
                         Tomateiro
_____________________________________________________________

Ervilha -          Cenoura, Nabo, Pepino, Feijão         Alho, Alho Francês
                         Rabanete, Aipo, Batata, Nabo           Cebola, Feijão, Salsa
                         Milho
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Feijão-             Alface, Aipo, Batata,                         Alho, Ervilha, Cebola,
                         Cenoura, Beterraba, Espinafre,          Batata, Alho Francês
                         Milho, Pepino, Tomateiro
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Milho-            Abóbora, Alface, Feijão                    Aipo, Batata, Beterraba
                        Pepino, Tomateiro, Ervilha          
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Pepino -           Repolho, Rabanete,                          Batata, tomateiro, rabanete,
                          Feijão, Milho                                    Rábano
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Pimento-        Cebola, cenoura,                                Rábano
                        Tomateiro, salsa
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Rabanete-       Ervilha - Cenoura - Alface
                         Pepino, Espinafre
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Repolho -       Brócolos, Tomate,                            Morangueiro, Tomateiro
                        Couve de bruxelas, Espinafre,
                        Acelga, beterraba
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Tomateiro -  Cebola, Cenoura, Repolho,                Ervilha, Couve, Batata,
                       Brócolos, Berinjela,                          Beterraba,
                       Alho Francês, Alho,
                       Alface. Espinafre, Salsa
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Plantas indicadoras, espontâneas ou ervas daninhas

Plantas indicadoras, espontâneas ou ervas daninhas

Há quem lhes chame de ervas daninhas, uma denominação um tanto ou quanto depreciativa, porém estas plantas que nascem espontaneamente, têm imensas vantagens, elas podem ser indicadoras do tipo de solo, de alguns desequilíbrios e têm a capacidade de enriquecer e melhorar as condições do solo.
Estas plantas também têm a função de reestabelecer o solo, vejamos o exemplo das plantas que crescem em solos compactos onde a tendência natural é que cresçam plantas de raízes longas e profundas. Elas descompactam o solo naturalmente, as suas raízes ao penetrar na terra, permitem a entrada de água e de ar, quando a planta morre essas raízes, dão lugar a túneis e a sua decomposição enriquece o solo.
Além de todas as vantagens referidas acresce o facto de algumas serem comestíveis e de apresentarem importantes propriedades medicinais.
A natureza é sabia, nada existe sem razão!


Principais plantas espontâneas indicadoras


Veja aqui a baixo alguns exemplos de plantas indicadores. A numeração corresponde aos números da imagem acima.

  1. Azedinha ou trevo (Oxalis Oxyptera): Poderá indicar níveis baixos de pH, ou seja solos ácidos, com deficiência de calcio molibdênio. Propaga-se facilmente através de um volvo enterrado profundamente no solo e por sementes. As Oxalis Oxyptera são capazes de espalhar as suas sementes sozinhas, pressionam e conseguem projectar as suas sementes a uma distanca de mil vezes o seu comprimento. Algumas plantas desta família são tóxicas quando ingeridas em grandes quantidades.
  2. Beldroegas (Portulaca Oleracea): É indicadora de solos bem estruturados, em matéria orgânica e humidade. Protege o solo da acção do clima. Reproduz-se através de sementes guardadas numa cápsula ovóide que a dado momento explode e espalha as sementes. Sementes essas que podem manter-se viáveis por várias décadas. É comestível e encerra em si Grandes propriedades medicinais: Benefícios das beldroegas 
  3. Bredo ou Caruru (Amaranthus Ssp): Indica a presença de nitrogénio e matéria orgânica. É comestível e há até quem o prepare em substituto ao espinafre. 
  4. Carqueja (Baccharris Trimera): É indicadora de solo pobre e compacto. Multiplica-se por semente. É usada em alguns temperos e possui propriedades medicinais importantes.
  5. Dente de leão (Taraxum Officinalis): Indica um solo fértil com alto teor de boro. Esta planta é designada como erva daninha, contudo ela é comestível e são grandes os benefícios do dente de leão para a saúde. Trata-se de uma planta cuja raiz principal é espessa e carnuda, pode estender-se no solo até 15 centímetros de profundidade. Para remover esta planta, deve-se cavar em profundidade e arrancar a raíz na totalidade, cada fragmento esquecido origina uma nova planta. Não deixe a planta formar sementes, cada exemplar pode dar origem a 5000 novas plantas num raio de 5 km de distancia.
  6. Erva da moda (Galinsoga Parviflora): Esta planta é indicadora de solos com excesso de nitrogénio, com deficiência em cobre. É comestível, também é usada como tempero depois de desidratada e é detentora de propriedades medicinais.
  7. Grama de seda (Cynodon Dactylon): É indicadora de solo muito compactado e pisados. Geralmente a infestação regride quando se verifica uma melhoria das condições do solo. Proppaga-se por raízes, estolões e sementes.
  8. Junça ou tiririca (Cyperus Rotondus): Por norma a presença desta erva é indicadora de solos ácidos, compactos e anaérobicos. poderá também revelar um solo pobre em magnésio.
  9. Língua de vaca ou lavaça (Rumex obtusifolius): É indicadora de um solo compacto, húmido e argiloso, é frequente encontrá-la em terrenos calcados. Propaga-se por sementes e pela raiz. Uma planta pode produzir 60000 sementes com forte poder de germinação, que podem permanecer no solo adormecidas até 21 anos. Qualquer fragmente de raiz pode dar inicio de vida a uma nova planta. 
  10. Saramago ou Nabiça (Raphanus Raphanistrum): Indica carência de boro e manganês. A sua propagação faz-se por meio de sementes. As suas folhas mais jovens são comestíveis.
  11. Tanchagem ou língua de ovelha (Plantago major): Indica solos compactos, densos e pouco arejados. A sua propagação dá-se por meio das sementes, que são dispersadas através do vento. É uma planta de elevado interesse na área medicinal: Benefícios medicinais da tanchagem
  12. Urtigas (Urtica Dioica): A presença de urtigas, pode indicar excesso de nitrogénio e de matéria organiza, pode também indicar uma deficiência de cobre e um pH ácido. Esta planta reproduz-se através de sementes e de rizomas que se estendem no solo. Corte as urtigas rentes ao solo e desenterre a raiz, os fragmentos que ficam não vão rebentar. Estas ervas são comestíveis e também guardam em si grandes vantagens medicinais: Benefícios da urtiga