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Como Combater Os Trevos E Os Oxalis


 O trevo é um vilão que aparece sem aviso e teima em não desaparecer dos nossos vasos e dos nossos jardins, mas há formas de o controlar e de o remover de uma maneira muito fácil.

Na verdade teimamos em chamar trevo a tudo, mas grande parte do que aparece no meio das nossas plantas é o Oxalis, têm forma de crescimento muito parecida, aprecia os mesmos ambientes e controla-se da mesma forma, mas são duas plantas distintas.
O trevo pertence à família das leguminosas (Fabaceae), enquanto a Oxalis pertence à família Oxalidaceae.
Nos Oxalis as flores são formadas por pétalas sedosas e as folhas lembram pequenos corações.
Já o trevo verdadeiro pertence ao género Trifolium e distingue-se muito facilmente pela floração que lembra pequenas espigas e pelas folhas de formato meio oval. 

Mas aparências à parte e apesar de alguns benefícios estas plantas não são bem vindas aos nossos cultivos, são invasoras e competem com as nossas plantas por alimento e espaço.

Como Eliminar o trevo e o Oxalis


Antes de partir para a solução, fica a duvida, porque é que aparece tanto trevo no meio das nossas plantas. E esta questão é importante, porque se nos quisermos ver livres dos trevos temos que perceber o porquê deles aparecerem, caso contrário vai ser sempre uma uma luta infrutífera.

Os trevos e os Oxalis são plantas que gostam de solos ácidos, geralmente aparecem em meios com baixo teor de cálcio, por isso não é à toa que os trevos e os Oxalis sejam indicadores de solos ácidos. 
Então se os trevos e os Oxalis gostam de solos ácidos, vamos contrariar essa condição, vamos lhe dar o oposto, e como é que podemos fazer isso?

Correção da acidez do solo


🍀  Há muitas opções de correção de acidez do solo, mas a principal e a mais utilizada é a calagem. Temos o corretivo agrícola como por exemplo o calcário calcítico composto apenas por calcário e temos o calcário dolomítico que é composto por calcário e também por magnésio, são duas opções naturais permitidas na agricultura biológica. Mas é preciso ter muito cuidado porque a aplicação de corretivos à toa pode provocar desequilíbrios no solo e pôr em causa as nossas produções, o ideal é fazer uma análise ao solo.

🍀 Num modo mais caseiro temos as cinzas de madeira, que são um excelente corretivo natural e que ainda aporta vários outros nutrientes, além de outras vantagens. Vejam mais em: Benefícios da cinza para as plantas.

🍀 As cascas de ovo também são um excelente corretivo rico em cálcio, mas têm de ser finamente trituradas até ao ponto de pó, porque pedaços maiores demoram muito tempo a se se decomporem, a fazerem efeito e a serem assimiladas pelas plantas. Dependendo da forma como se usam as cascas de ovo podem ter outras funções: 5 maneiras de utilizar a casca de ovo na horta e no jardim

🍀 A farinha de osso também pode ser aplicado com o intuito de contrariar os solos ácidos, contudo a sua ação é bastante mais leve, que as opções anteriores. A farinha de osso é um excelente adubo orgânico que além de ser rico em cálcio é rica em outro elementos como por exemplo o fosforo.

🍀 Adubo liquido de cálcio é outra possibilidade, porém em termos de correção é ineficaz, geralmente é utilizada quando se verificam anomalias pontuais provocados pela falta de cálcio. Esta opção é vantajosa apenas no tratamento de choque, não têm a capacidade de alterar o pH do solo, 

Remoção Manuel do trevo e do Oxalis


A remoção manual, é trabalhosa mas eficaz. É importante arrancar a planta na totalidade, incluindo a raiz e os bolbos subterrâneos, qualquer bolbo ou porção do mesmo vai gerar uma nova planta. 
Nos vazos é bastante fácil remover o raizame dos trevos com a ajuda de um garfo. Espetam-se os dentes do garfo no solo, rodam-se várias vezes e levanta-se para cima, esta dinâmica arranca quase tudo, funciona mesmo muito bem.
Este procedimento será mais eficaz se aplicarem corretivo ante de iniciar esta ação.
Veja o procedimento no nosso cal de WouTube em: https://youtu.be/VYGbqSWv15I

Controle Químico Dos Trevos Ou Oxalis


O controle químico é bastante eficaz, porém não está ao alcance de todos e têm a inconveniência de afetar o meio ambiente. Quando esta medida é a escolhida é importante optar por um herbicida sistémico, porque este é absorvido pelas folhas e percorre toda a planta, incluindo a raiz. A aplicação deve ser realizada fora da altura de plantio, porque qualquer planta que seja atingida vai sucumbir. Outra questão importante é que quanto mais frondosa estiver a planta melhor o herbicida vai atuar, porque há mais superfície de absorção e mais hipóteses de transportar herbicida suficiente para acabar com as raízes.
Quando a invasão do trevo afeta o relvado é possível escolher um herbicida seletivo especifico. Os herbicidas seletivos têm a capacidade de acabar apenas com alguns tipos definidos de plantas. No relvado ele condena as plantas de folhas largas e manter as gramíneas, que são plantas com folhas longas, estreitas e nervuras paralelas.

Os Trevos são fixadores de azoto e melhoram a qualidade dos solos


Até agora falamos apenas das inconveniências dos trevos, mas estas plantas também apresentam vantagens importantes para o solo e plantas vizinhas. Á semelhança de outras plantas leguminosas da família Fabaceae têm a capacidade de fixar azoto do ar por meio de uma relação simbiótica com bactérias existentes nas suas raízes. Digamos que a planta troca favores com essas bactérias (Rhizobium spp.). As bactérias vivem dentro de nódulos radiculares e captam o azoto do ar, em troca a planta fornece-lhes açucares e compostos orgânicos produzidos na fotossíntese.
os Trevos também podem aumentar  a fertilidade do solo ao ser incorporado no mesmo como adubo verde e deste modo acrescentar matéria orgânica. 

Trevo de 4 Folhas


Sabem porque é que surgem trevos de quatro folhas? 
Os trevos de 4 folhas advém do Trifolium repens, conhecido como o trevo bravo, e  resulta de uma mutação genética. A improbabilidade de encontrarmos esta modificação é muito baixa, ronda apenas os 0.02%. é mesmo uma questão de sorte. 

Como e porquê decapitar suculentas

Como e porquê decapitar suculentas

Decapitação é o nome usado para apelidar esta prática e apesar de não ser um termo meigo, aporta muitos vantagens ás nossas suculentas. Define-se por cortar a roseta da suculenta, por meio de um processo simples e seguindo algumas regras.

A decapitação de suculentas têm várias finalidades e sem muita técnica conseguem-se resultados que de outra forma não seriam possíveis.

Suculentas que saem dos parâmetros idealizados: Esteticamente o maior motivo para decapitar uma planta é a estiolação, mas há outras causas, como por exemplo crescimento torto e desalinhado, crescimento excessivo do caule de suculentas antigas, desequilíbrio entre o peso da roseta e o tamanho do caule. 
Esta técnica permite encurtar e reposicionar a planta no centro do vaso e recuperar a harmonia na totalidade.

Recuperação de suculentas doentes: Por vezes a decapitação é a única hipótese de salvar uma suculenta, principalmente quando se verifica que a raiz da planta está inconforme. Ao decepar a suculenta, ela vê-se obrigada a produzir novas raízes e deste modo ela gera um sistema radicular novo e sadio. 
A existência de pragas como nematodes e cochonilhas também deve ser tida em conta, estes organismos tendem a esconder-se, mas os seus malefícios são bem nítidos. As plantas enfraquecem e amarelecem porque estas pragas sugam a sua seiva e no caso dos nematodos há até um engrossamento das raízes que dificulta as funções do sistema radicular.

Produção de novas mudas: A decapitação é uma das várias maneiras de propagar uma suculenta e a mais eficiente  quando se trata de Echeverias. Nesta família a propagação através das folhas é um meio muito usado para conseguir novas mudas, contudo o processo é demorado ou mesmo difícil para algumas espécies e a decapitação é o meio que garante bons resultados quando bem realizado.

Como fazer a decapitação de uma suculenta?


➢ Ter atenção ao material a usar. As laminas devem ser bem afiadas de modo a fazer um corte limpo e evitar lesões desnecessárias à planta. Depois do corte a planta fica exposta e vulnerável à entrada de microrganismos, portanto a desinfeção dos instrumentos é outro passo essencial.

➢ Escolher a altura ideal. A decapitação deve ser realizada no período de maior desenvolvimento da suculenta e que acontece geralmente na maioria das espécies desde a primavera ao verão, salvo algumas exceções como por exemplo os Aeonium, que têm o período de crescimento ativo no Inverno.
Evitar fazer a decapitação em dias chuvosos, a humidade é propicia à propagação de fungos e pode comprometer toda a operação.
Quando o objetivo é salvar uma planta, como o apodrecimento do caule ou das raízes, a decapitação faz-se em qualquer altura e o mais rápido possível, dado que não há escolha. 

➢ Fazer um corte limpo para separar a roseta do caule. Verificar minuciosamente os tecidos da roseta cortada, de modo a retirar se necessário tecidos danificados. Por vezes algumas alterações de cor podem-nos indicar que a planta está começando a apodrecer, cortar todo o tecido suspeito e polvilhar com canela. A decapitação só funciona em situação de doença localizada, quando a planta apresenta sinais de doença espalhados por todos os tecidos é possível tentar um fungicida sistémico, porém se a infeção estiver muito avançada mais vale esquecer.
Se o objetivo da decapitação é estimular ao surgimento de novas mudas, é recomendado deixar algumas folhas no caule base.  Após o corte passar canela ou cola sobre as superfícies expostas.

Depois da operação de corte, a base do caule da planta pode continuar no mesmo local e deve-se tratar como as demais suculentas, regar e fertilizar, de modo a que não lhe falte energia para emitir novas rebentações. Porém se estiver a chover deve ser retirada para um local coberto até que superfície de corte cicatrize totalmente.

A roseta já decapitada deve ser guardada protegida da incidência direta do sol e das correntes de ar. O ideal é colocar a roseta sobre um recipiente vazio, como por exemplo  um vaso, esta opção permite que a roseta mantenha o formato e o ar circunde em toda a sua volta, proporcionando uma cicatrização uniforme.
Dependo das condições climáticas o corte pode levar de 2 dias a uma semana a cicatrizar.  Posto isto pode-se seguir tranquilamente com a plantação. 
Quanto ao caule da base, basta esperar que surjam as novas rebentações, o tempo varia muito conforme a espécie e a altura do ano. Mas regra geral ao fim de duas a rês semanas já se veem resultados satisfatórios. 

Vejam o Vídeo aqui: 



Como fazer adubo liquido de estrume

como fazer Adubo liquido biofertilizante de estrume

Na natureza as plantas são adubadas de uma forma natural e cíclica,recebem nutrientes através da decomposição de folhas e dos animais. Em nossa casa seja nos vasos ou no jardim não há esse equilíbrio e cabe-nos a nós complementar essas necessidades para que elas cresçam harmoniosamente.
Há muitas maneiras de fertilizar as fertilizar, o leque de opções é grande, mas se pretende-mos um adubo, prático, económico e que não agrida o meio ambientes, as escolhas ficam mais reduzidas. E é aqui que entra o adubo liquido biofertilizante de estrume, ele reúne todas essas condições é sustentável e possui vários nutrientes uteis ao crescimento das plantas, macro e micro nutrientes.
Outras opções orgânicas: Adubos e fertilizantes naturais.

Este adubo liquido pode-se fazer em casa, é feito a partir de estrume curtido e pode ser aplicada em todo o tipo de plantas, seja na horta ou no jardim. Se não tiverem estrume em casa podem comprar aquele que vem embalado nos centros de jardinagem.

As vantagens de usar adubo liquido biofertilizante de estrume nas culturas


➢ É um adubo completo e equilibrado, rico em nitrogénio e outos macro nutrientes, conta também com micro nutrientes, essenciais para o desenvolvimento das plantas.
Possibilita o reaproveitamento de matéria-prima, utilizando técnicas naturais e contribui para a preservação do meio ambientes. 
É económico, este adubo liquido apresenta um custo inferior aos fertilizantes químicos.
Garante uma excelente nutrição e permite a produção de alimentos mais saudáveis
Melhora o crescimento, a qualidade e a produtividade das plantas, nutre-as, fortalece-as e torna-as mais resistentes às doenças e ao ataque de pragas.
É favorável ao meio ambiente, promove e estimula a atividade biológica do solo, não é tóxico e não altera o equilíbrio biológico do ecossistema.

Preparação do adubo liquido feito com estrume


Converter estrume sólido em adubo líquidos é muito fácil e esta transformação facilita a aplicação e permite uma rápida disponibilidade à planta. Este fertilizante liquido é adequado para todas as plantas da horta, plantas ornamentais de interior ou exterior, ele é diluído e não vai queimar. 

Para preparar a calda vamos precisar de um balde, estrume curtido e água. A diluição é feita aproximadamente  a 5%, ou seja 1/2 litro (volume) de estrume para 9 litros de água.

Coloca-se o estrume no fundo do balde e acrescenta-se a água.
Tapa-se o balde e deixa-se atuar a mistura por 10 dias em local arejado e protegido do sol.
Se preferirem podem transferir a calda para um recipiente fechado.
Passado os 10 dias côa-se a calda. Guarda-se a parte liquida num outro recipiente fechado e a parte solida que restou incorpora-se no solo à volta das plantas, ela continua a ter qualidades fertilizantes e melhora a textura do solo.
Esta calda fertilizante deve ser guardada em local fresco e sombreado e pode ser usada até 6 meses.

Como aplicar a calda fertilizante de estrume


Após realizar as etapas referidas atrás, o fertilizante líquido está pronto a ser usado, mas só depois de diluído. Antes da aplicação este deve ser diluído a 10%, uma parte de calda para nove partes de água. Exemplo: 1 litro de calda de estrume para 9 litros de água.
O preparado pode ser pulverizado ou aplicado diretamente no solo.
Quando é escolhida opção de pulverização, deve-se evitar aplicar nas horas de maior calor. Pulveriza-se a planta e o solo ao redor.
No solo, aplica-se aproximadamente 50 ml de ca calda diluída próximo às raízes das plantas. Lembrando que é recomendado regar as plantas antes de adubar.
De um modo geral a frequência da fertilização faz-se de duas em duas semanas, mas esta dinâmica varia conforme as necessidades da cultura, se as plantas que necessitam de uma maior manutenção, encurte os períodos.
Não é recomendado aplicar a calda sobre plantas em processo de floração, porque pode repelir insetos responsáveis pela polinização.

Transforme as suas suculentas em pequenas arvoretas

Transforme as suas suculentas em pequenas arvoretas bonsai
Quando se trata do crescimento de suculentas, não podemos falar de uma maneira certa ou errada de evolução, mas sim de uma questão de gosto.
Fala-se muito em decapitação, um método que permite manter as suculentas baixas com as rosetas rentes ao solo. Apesar de ser bonito ver uma roseta rechonchuda encher o vaso, nada impede que uma suculenta cresça e continue bela, transformando-se numa deslumbrante pequena "arvoreta". 

Com a poda correta podemos similar o aspeto de pequena árvore, basta conduzir, podar os ramos e fazer alguma manutenção. Durante alguns anos, os rebentos secundários continuarão a surgir ao lado do caule principal e terão que ser cortados. Porém, conforme a “arvoreta” for crescendo e envelhecendo, a tendência é que o número de rebentos diminua. Manter as pequenas arvoretas saudáveis exige fazer limpezas periódicas do excesso de ramos e das folhas secas, de moda a evitar refúgios ás pragas e ás doenças.
Nalgumas espécies de suculentas há a possibilidade de aplicar a arte bonsai, com resultados fascinantes.

Algumas suculentas que permitem formar lindas arvoretas


Identificar a suculenta é um passo importante para premeditar o tipo de arvoretas que vamos conseguir.
É grande a variedade de suculentas que podem ser cultivados como arvoretas. Confira algumas das principais espécies:

➢  A Portulacaria é uma das suculentas com mais predisposição a formar uma pequena árvore de troncos lenhosos macios fáceis de moldar. É uma excelente escolha para aplicar a arte bonsai, é resistente, cresce rápido e de forma compacta. 

➢ Os Aeonium têm uma predisposição natural de formar pequenas arvoretas. Emitir caules longos é uma característica própria deste género. Ex: Aeonium arboreum purpuraAeonium haworthii, Aeonium medusa, Aeonium leucoblepharum, Aeonium sunburst.

➢ Os Kalanchoe também têm uma tendência natural de formar caules lenhosos de crescimento alongado. Ex: Kalanchoe tomentosa, Kalanchoe orgyalis, Kalanchoe humilis, Kalanchoe sexangulares.

➢ As Echeveria de um modo geral têm um caule curto, mas algumas desenvolvem-se naturalmente como arvoretas. Ex: Echeveria mandalaEcheveria pulvinata, Echeveria rezry, Echeveria Doris taylor.

➢ Os Cotyledon são um género que de um modo geral cresce de um modo ramificado, seja de forma pendente ou vertical. Quando jovens os caules apresentam fragilidade elevada, mas com o tempo, as hastes tornam-se lenhosas. Ex: Cotyledon orbiculata, Cotyledon tomentosa, Cotilédone ondulada.

➢ Os Pachyphytum são pequenas suculentas com caules grossos que crescem com tendência vertical. Ex: Pachyphytum oviferum, Pachyphytum compactum, Pachyphytum bracteosum, Pachyphytum longifolium.

➢ As Crassulas abrangem um vasto numero de espécies com características distintas. Algumas crescem de forma arbustiva, formando caules robustos. Ex: Crassula rogersiiCrassula arborescensCrassula ovata.

➢ Os Senecio são um género que inclui muitas espécies de suculentas, rastejantes de de crescimento ereto, sendo as ultimas  capazes de formar as pequenas arvoretas. Ex: Senecio crassissimus, Senecio serpens, Senecio barbertonicus.

Como prevenir ou combater fungos nas suculentas

Como prevenir ou combater fungos nas suculentasOs fungos são um dos principais inimigos das plantas, capazes de provocar grandes estragos em pouco tempo. Na verdade precisam de pouco para se desenvolverem, basta duas condições favoráveis: humidade e calor. Os fungos têm uma grande capacidade de proliferação, alastram-se facilmente por meio de esporos e proliferam nos ambientes favoráveis.
É claro que nem todos os fungos são nocivos para as plantas, alguns conseguem manter uma relação harmoniosa com a planta, ajudando inclusive de alguma forma a sua sobrevivência. Mas os fungos que vamos falar hoje são patogénicos e causam grandes complicações ás nossas verdinhas.

As suculentas são muito sensíveis aos fungos, elas não têm grande capacidade de resistência ao excesso de humidade, maioritariamente são de ambientes secos. É precisamente por este aspeto que é tão recomendado um solo com boa capacidade de drenagem, apesar de haver outras medidas que devem ser tidas em conta.  
Muitas vezes nem nos damos conta que elas têm água em excesso e só começamos a ficar alertas quando começam a aparecer os primeiros indicativos. 

Prevenção das doenças fúngicas nas suculentas


É essencial ficar alerta aos primeiros sinais e não ignorar os mais pequenos indícios. Se detetarmos uma doença fúngica em estagio inicial temos maiores chances de eliminar o problema.  

Uma planta bem nutrida dificilmente fica doente. Procure fornecer os nutrientes essenciais á sua suculenta, faça uma adubação equilibrada nas fases de crescimento. A rega também é importante, apesar das suculentas sofrerem com o excesso de humidade, a água é essencial para conduzir os nutrientes, têm de haver um equilíbrio. 

A limpeza da suculenta é um passo essencial. Remova todas as folhas secas, estragadas ou com sinais de doença. Com esta ação potenciamos a circulação de ar dentro da planta e eliminamos eminentes abrigos de fungos e as pragas.

O substrato deve ser leve e arejado. Se estiver húmido, deve ser corrigido imediatamente. Os fungos continuarão a proliferar enquanto a base do foco existir. Se necessário, mude a suculenta do vaso e troque o substrato.

Como é que podemos identificar os fungos em suculentas?


Geralmente aparecem manchas nas folhas, vulgarmente são arredondadas mas podem adquirir outras formas. As manchas podem ser escuras, amareladas ou até parecidas a ferrugem. 
As folhas ficam moles e caem ao mais leve toque.
A suculenta apresenta-se debilitada e não cresce.  
O caule da suculenta apresenta pontos marrons.
A planta pode ficar amarelada.

(Alguns destes sintomas, também são compatíveis com os estragos provocados por bactérias.

O que fazer quando temos fungos nas nossas suculentas?


Os fungos na superfície das suculentas são fáceis de serem identificados e tratados, mas há outros fungos que contaminam as raízes e causam podridão interna e são bastante difíceis de serem tratados. 
Antes de iniciar os tratamento é essencial remover todas as folhas com sinais de doença, esta prática é essencial para prevenir o risco de contaminação aos restantes tecidos da suculenta.
Há inúmeras maneiras de tratar doenças fúngicas, vários produtos e soluções caseiras, a seguir vou indicar apenas as que uso no meu cantinho verde.

No mercado existem muitos fungicidas competentes para o tratamento de problemas de fungos, porém são tóxicos. Não é possível adquiri-los sem cartão de aplicadores e é preciso equipamento especializado para a aplicação.

No modo preventivo podemos usar o sulfato de cobre, ele age como preventivo e também fornece micronutrientes á planta (cobre e enxofre). O tratamento deve ser realizado a cada 6 meses, de um modo leve sem molhar as plantas, basta fazer um pequena aspersão e criar uma espécie de nuvem. Este tratamento é apenas protetor, não é eficaz em suculentas doentes já com os sinais de fungos instalados. A dosagem deve ser usada conforme o indicado na embalagem do produto, mas anda em torno de uma colher de chá rasa (cerca de 2 gramas) para 1 litro de água. 

Quando as suculentas já manifestam os sinais de infeção por fungos, podem ser tratadas com água oxigenada de 10 volumes. Uma solução simples e eficaz, capaz de controlar os fungos, oxigenar a planta e promover o desenvolvimento de novas raízes. Usa-se na proporção de 4 colheres de sopa de água oxigenada por 1 litro de água. (Principais benefícios do uso da solução de água oxigenada no tratamento de plantas)

Os tratamentos não devem ser realizados nos períodos mais quentes do dia. Esta regra é essencial e aplica-se aos aos pesticidas e ás receitas caseiras. A ação do calor ou dos raios solares pode intensificar a ação de alguns elementos e potenciar sérias queimaduras nas plantas.
Os tratamentos devem ser regulares e as plantas infetadas devem ser mantidas separadas das plantas saudáveis.

Truque da água oxigenada para as plantas

Água oxigenada nas plantas
Quem gosta de plantas procura sempre algo milagroso que ajude a resolver as maleitas que as assombram. A água oxigenada pode ser uma dessas soluções e ser usada para evitar vários problemas que impendem o crescimento harmonioso das nossas verdinhas. Não é mito, a ciência comprova.

A água oxigenada é uma solução aquosa, uma mistura de água e peróxido de hidrogênio com fórmula química H2O2. É um poderoso oxidante com propriedades virucidas, germicidas, bactericidas, esporicidas e fungicidas. Já se conhece o seu uso na desinfeção de feridas, esterilização e descoloração de cabelos,  entre outros: (Características e usos da água oxigenada), mas ela também pode ser uma forte aliada no combate das doenças e pragas das plantas. 

O peróxido de hidrogênio provoca uma fácil oxidação dos compostos orgânicos, uma caraterística que o torna num potente desinfetante. Através da oxidação ele destrói (queima) , bactérias, fungos, algas e até larvas e insetos. Mas cuidado, dependendo da concentração e dosagem ele pode danificar até as raízes e as folhas das plantas. É recomendado como um defensivo agrícola, porque o seu modo de ação não deixa resíduos tóxicos, após a oxidação, transforma-se em água e oxigénio.

Principais benefícios do uso da solução de água oxigenada no tratamento de plantas


 Regar suas plantas com peróxido de hidrogênio misturado com água permite liberar e adicionar mais oxigênio ao solo. A planta absorve mais nutrientes e água, o que estimula seu crescimento. 
Previne a podridão das raízes. Quando a água oxigenada entra no solo ela acaba por se decompor, a água separa-se do oxigénio e este é libertado. Os fungos são organismos anaeróbicos, não sobrevivem com grande quantidade de oxigénio. 
Controla fungos, bactérias e esporos. 
Elimina vários tipos de pragas das folhas das plantas. Controla vários tipos de insetos, destruindo alguns componentes da parede celular  dos organismos. Extermina pulgões, cochonilhas, entre outros.
Estimula o crescimento de novas raízes e acelera o pegamento das plantas e das estacas. 
Protege as plantas contra os stress abióticos: falta de água, salinidade excessiva, mudanças bruscas de temperatura.
Estimula e acelera a germinação das sementes.

Como preparar e usar a solução de água oxigenada

4 colheres de sopa de água oxigenada 10 volumes
1 litro de água

Misture a água oxigenada de 10 volumes  com a água e coloque dentro de um borrifador. 
Atenção: Aplique obrigatoriamente a oxigenada liquida volume 10 (peroxido de hidrogénio a 3%). 
Não aplique sob o sol, faça-o ao fim do dia ou de noite, de modo a proteger a planta de eventuais queimaduras solares. 

Fungos e pragas das folhas: Borrife generosamente a solução sobre a planta, principalmente as partes mais afetadas pelas pragas. Trate  uma vez por semana até exterminar os fungos e as pragas. Em casos de altas infestações, faça aplicações diárias até diminuir os sinais da praga. 

Podridão das raízes: Borrife a solução no solo ao redor da planta. Esta operação ajuda a prevenir a podridão ou recuperar infeções pouco adiantadas. Quando a podridão está muito avançada há pouco a fazer. 

Mudas novas: Borrife a solução sobre o substrato e sobre a planta recém plantada. A solução vai estimular a formação de novas raízes e atenuar o efeito de stress hídrico. Favorecer uma recuperação rápida, ajuda a impulsionar o crescimento e promete plantas mais saudáveis.

Germinação de sementes: Mergulhe as sementes na solução e deixe de molho por 30 minutos a duas horas, dependendo da semente. Isto permite o aceleramento da germinação das sementes, proporcionando raízes e plantas mais resistentes.

Enraizamento de estacas: Antes de plantar a estaca molhe-a por inteiro com a solução e cada vez que regar a estaca regue-a com a solução de água oxigenada.

Desinfeção do material de cultivo: A água oxigenada também é muito útil na desinfeção do material de jardinagem. É um poderoso agente para rápida desinfeção e é capaz de dissolver sais acumulados. Faça a imersão dos objetos por 30 minutos nesta mistura para assegurar uma correta desinfeção;

Água oxigenada no tratamento de orquídeas


A solução de peroxido de hidrogénio consegue controlar com eficiência os insetos e os fungos que se alojam nas folhas e no substrato das orquídeas. É benéfico para o sistema radicular, aumenta a eficiência foliar e melhora o desempenho fotossintético da planta.
Ao regar ou pulverizar uma orquídea florida não molhe de modo algum as flores com a solução preparada. 
Se a planta a curar se tratar de uma orquídea Phalaenopsis, tenha o cuidado de verificar o acumulo de água no núcleo das folhas, elimina o fluido com ajuda de um cotonete ou um pano normal (Como Cuidar a Orquídea Phalaenopsis)
Se a orquídea apresentar partes necrosadas, elimine as parcelas afetadas com ajuda de uma tesoura ou lamina vem afiada, mantenha apenas os tecidos saudáveis. De seguida borrife a solução sobre as folhas.
Se a orquídea apresentar raízes afetadas, elimine-as com ajuda de uma tesoura bem esterilizada. Posteriormente mergulhe o raizame limpo num recipiente com a solução de água oxigenada e deixe por 20 minutos.

Água oxigenada no tratamento de suculentas


A água oxigenada ajuda as suculentas a ficarem mais saudáveis, previna a incidência de pragas e fungos, areja o solo e é fácil de aplicar. É particularmente eficiente no tratamento e prevenção da fumagina, uma doença causada por fungos e que indica geralmente que a planta foi atacada por pragas sugadoras de seiva. Ela forma uma barreira negra superficial sobre a folha e impede-as de realizarem corretamente a fotossíntese 
Pulverizar o substrato das suculentas ajuda a prevenir a podridão das raízes, mas não funciona bem em em processos de infeção iniciada. A melhor hipótese é tentar salvar a planta fazendo a decapitação, remover todas as partes afetadas e plantar apenas a parte sã. 

Como acabar com a junça

Como se livrar da junça (Cyperus esculentus)
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Cyperaceae
Gênero: Cyperus
Espécie: C. esculentus
Nomes populares: Junça, tiririca, junquinho, barba de bode.

Descrição: A junça (Cyperus esculentus) é uma erva daninha terrivelmente resistente com um forte potencial invasivo, sendo considerada uma das maiores pragas vegetais para muitas hortas e jardins. A sua proliferação desequilibra qualquer ecossistema e se for deixada livremente, nada mais cresce. As raízes fortes desta planta herbácea inteligam-se em forma de corrente e suportam pequenos tubérculos (conhecidos como chufa), estes garantem a disseminação da junça com facilidade e resistência.Um único tubérculo inteiro ou cortado pode dar origem a várias plantas, originando várias infestações nas hortas, gramados ou pomares.

Como se livrar da junça na horta


Arranque manual da junça: A forma natural mais eficiente para se livrar da junça é removendo a planta com a mão, arrancar com cuidado todo o sistema radicular e assegurar que os tubérculos também sejam removidos. Uma tarefa árdua e demorada, porque é difícil garantir o arranque total das raízes e dos tubérculos. Cave o máximo que puder à volta da planta, as raízes podem chegar aos 46 cm de profundidade. Faça-o com cuidado, remova a planta,as raízes e os tubérculos, é essencial fazer isto com cuidado para não quebrar as raízes. Se deixar fragmentos de raízes e tubérculos no solo é garantida a volta da junça, um único tubérculo cortado pode dar origem a várias plantas. Ao fim de um a dois anos, se executarmos continuamente este trato cultural vamos conseguir reduzir drasticamente a população de infestantes. Não use os restos de junça nas  pilhas de compostagem, pois ela irá espalhar-se em outras áreas diferentes da sua horta ou jardim. Coloque os restos das plantas em sacos de lixo ou seque-os e depois queime. Nunca revire o solo para tentar remover a junça, este procedimento só irá agravar e espalhar mais os tubérculos, piorando o problema ao invés de melhorá-lo.

Uso de tela ou plástico preto: O uso de plástico ou tela preta é um dos métodos possíveis, quando usado por longos períodos. Não elimina a junça, mas não permite que ela se desenvolva ou alastre tão facilmente. A prática consiste na aplicação de tela preta no chão e fixa-se nas pontas e nas bordas. Sendo possível entretanto a instalação de uma cultura, neste caso é necessário abrir orifícios no local onde é pretendido colocar a planta a cultivar. É possível que surjam algumas ervas de junça no orifício aberto junto à planta cultivada, neste caso terão de ser removidas cuidadosamente.

Uso de herbicidas na junça: Se optar pelo controle químico não use herbicidas de contacto, estes apenas queimam as folhas, não afetam as raízes e os tubérculos subterrâneos, permitindo assim o desenvolvimento e multiplicação de novas plantas. Procure escolher um herbicida sistêmico e use-o na dosagem certa, leia o rotulo antes da aplicação, deste modo ele atuará com eficiência e ao fim de algumas aplicações aniquila a junça. A planta absorve o herbicida  através das folhas, entra na seiva e percorre toda a erva, inclusive os tubérculos. Contudo há sempre pedaços de raízes e tubérculos que não brotaram e vão surgir noutra fase, dai ser recomendado a repetição do herbicida sistêmico até até acabar com a praga da junça. Convêm salientar que o herbicida sistêmico atua melhor em plantas bem formadas, preferencialmente antes de alcançarem as sementes. Uma folhagem bem desenvolvida permite absorver mais produto e atingir em maior concentração o sistema radicular e os pequenos tubérculos da junça. As grandes desvantagens da utilização do herbicida sistêmico é a inutilização do terreno durante o tratamento e o facto de ser um químico que vai afetar o ecossistema.

Utilidades da junça: Apesar de tudo esta erva daninha têm algumas qualidades, O extrato de folhas e tubérculos da junça potencializa o enraizamento de numerosas espécies. ( Como fazer hormonas de enraizamento de junça)
Os tubérculos são comestíveis, têm um sabor agradável, um excelente valor nutricional e qualidades medicinais: (Propriedades da Junça). Na Espanha os tubérculos, são utilizados na fabricação da bebida típica horchata .

Como fazer germinar a batata ao longo do ano

Batatas de semente - como germinar
A sementeira tradicional da batata segue em geral um ritmo, é realizada do fim do Inverno ao inicio da Primavera. Sendo as culturas mais precoces realizadas sob proteção de muros ou de plantas maiores. Mas o cultivo da batata pode perfeitamente ser alargado e permitir obter colheitas ao longo do ano, desde que se tenha batatas greladas.
A germinação é um processo simples que não pode ser subestimado, garante a qualidade e a produtividade da cultura da batata, acelera o processo de amadurecimento das culturas e das raízes. Semear batatas que não tenha iniciado o processo de germinação, poderá ser o caminho mais curto para o fracasso.

Quando o objetivo é semear cedo ou fora de época, deve-se promover a formação de “grelos” nas batatas. Há métodos (vernalização) que permitem estimular a germinação de batata, exigem o controle de temperatura, da luz e da humidade. A vernalização acelera a formação de uma boa colheita várias vezes.

Como incentivar a germinação de batatas


A pré germinação pode ser feita colocando uma camada de batatas sobre uma cama húmedecida. A cama poderá ser areia, musgo, papel, saco de serapilheira ou tecido grosso. Cubra as batatas serapilheira ou um tecido, também previamente molhados e escorridos, vá borrifando de modo a manter um certo grau de humidade até os tubérculos grelarem. Arrume-as  num local escuro, ventilado e fresco, a temperatura deverá rondar os 10 a 12º C. Um choque térmico durante três a quatro dias também pode ajudar a acelerar o processo, as variações de temperatura ajudam a quebrar a dormência, sendo que as temperaturas superiores a 25 ºC devem ser evitadas.
Caso sejam cumpridos todo os procedimentos referidos, ao fim de duas a três semanas começarão a surgir os pequenos grelos. Caso não siga à risca estas dicas, as batatas irão grelar na mesma mas mais tardiamente.

Assim que começarem a surgir os grelos mude as batatas de semente para um local com luz difusa, onde a temperatura não exceda os 20º. A claridade fortalece os tubérculos, torna-os mais resistentes a vários fatores negativos e promove grelos fortes e vigorosos. Os grelos promovidos em lugares escuros tendem a esticar à procura de luz, ficam frágeis e quebram facilmente. Os grelos sadios apresentam tonalidade rosa, verde ou roxo, devendo ser grandes, densos e uniformes. Se ao observar a batata verificar que os grelos são finos e frágeis, descarte-as.

Estimulação  da germinação da batata com frio


Este processo simples, permite a germinação rápida e está ao alcance de todos, têm porém um contra, é limitativo pela quantidade de batatas, a não ser que tenham uma camara frigorifica à disposição.
Coloque uma camada de batatas dentro de uma caixa com papel ou tecido húmido e guarde no frigorifico. Ao fim de dois a três dias, retire do frio e espalhe-as, coloque-as num local mais quente. Tenha o cuidado de manter alguma humidade até elas grelarem.

Há outras maneira de incentivar os grelos das batatas, mas estas duas maneiras são as que eu testei e aprovei. Poderia experimentar outras formas, mas já diz o velho ditado "Em cavalo vencedor não se mexe".

Vegetais que crescem rápido

Vegetais que crescem rápido em dois meses ou menos
Cultivar o próprio alimento faz bem ao corpo e reconforta a alma. Mas começar uma horta é sempre um desafio, mantê-la bonita e saudável não é uma tarefa fácil, é preciso algum empenho, escolher as melhores condições para cada planta e esperar que a natureza faça o seu trabalho. Todavia nem sempre as condições são as ideais, a falta de espaço e de paciência podem condicionar todo o processo, é preciso alguma persistência, sabedoria e criatividade.

Há hortícolas que podem que podem demorar 4 a 6 meses a crescer e atingir o ponto de colheita. Pensando nisso, o cantinho verde escolheu 10 vegetais de crescimento rápido, que podem ser colhidos em apenas dois meses ou até menos.

10 vegetais que crescem em apenas 2 meses ou menos


  1. Alface: É uma excelente opção, cresce facilmente, rápido e ocupa pouco espaço. É aquele vegetal que nunca pode faltar na horta ou jardim, pode inclusivamente ser cultivada em vasos e jardineiras. Além de nos brindar com vários tipos de nutrientes, oferece frescura e versatilidade, seja em, saladas, sandes, sumos e sopas.  (Cultivo da alface)
  2. Pepino: Têm crescimento rápido, em pouco mais de um mês temos pepinos frescos e deliciosos para a salada. 
  3. Os rabanetes (Raphanus sativus): Este pequenos bolbos crescem num espaço de vinte a trinta dias. Devem ser colhidos num curto espaço de tempo, porque quando ultrapassam a maturação, começam a ficar duros e amargos. 
  4. Nabos: Quando cultivados nas condições ideais os nabos crescem muito rápido. Eles apreciam solos ricos e soltos, com muita matéria orgânica. Dependendo da variedade podemos começar a colheita ao fim de 40 a 60 dias, apesar de haver diversidades que ultrapassam largamente esta meta. (Cultivo do nabo)
  5. Espinafre (Tetragonia Tetragonoides): Após o plantio pode ser colhido a partir das quatro semanas. E o melhor é que depois de cada apanha a planta vai continuar a crescer e presentear-nos com folhas tenras. (Sementeira e plantação de espinafre)
  6. Beterraba vermelha: A beterraba têm a vantagem de poder ser cultivada durante todo o ano. Após o plantio elas ficam prontas a ser colhidas ao de fim de 50 a 60 dias .
  7. Couve coração: Fica pronta em cerca de 50 dias após o plantio, mas se for desde a sementeira leva mais tempo.
  8. Rúcula: As suas folhas  são peculiares, além de nutritivas elas enriquecem as saladas de modo único. Colhem-se em aproximadamente 30 a 40 dias após o plantio. Mas vale salientar que não podem ultrapassar a maturação, porque ficam mais fibrosas.
  9. Courgette: Conhecida também por abobrinha pertence à família das cucurbitáceas. É uma planta bastante fácil de cultivar e bastante produtiva, com o ciclo reprodutivo situado entre os 50 a 55 dias. (Cultivo das courgettes)
  10. Feijão (Phaseolus vulgaris): Com variedades precoces poderemos ter vagens frescas a partir de 50 dias de cultura. Uma característica importante do cultivo do feijão verde é o facto de ele dar frutos por um longo período de tempo. (Cultivo do feijão)

Como preparar terra para cactos e suculentas

Mistura de substrato para cactos e suculentas
No seu habitat natural todas as plantas vivem em conformidade com as condições que as rodeiam, desenvolvem capacidades que lhes permitem sobreviver até em condições mais hostis. Quando cultivamos as plantas em casa, cabe-nos criar condições parecidas ao seu ambiente natural, este é o principal fator que leva ao sucesso do cultivo das plantas em casa.
Assim acontece com os cactos e as suculentas, que vivem em condições extremas, adaptam-se a longos períodos de seca, conseguindo armazenar grandes quantidades de água nos seus caules ou folhas suculentas.  A maioria dos cactos e suculentas provém de zonas desérticas, preferem terras bem leves, porosas e com boa capacidade de drenagem, que não permitem a acumulação de água, e minimizam os riscos do apodrecimento das raízes da planta. Ler mais em: Guia dos Cactos e das Suculentas
Há várias maneiras de fazer a mistura de terra para cactos e suculentas, a que proponho a seguir é a que utilizo nas minhas suculentas e têm resultado muito bem.

Material para preparar o substrato de cactos e suculentas


2 medida de substrato
1 medida de areia
1/2 medida de húmus de minhoca
1/2 medida de carvão desfeito

Pode-se usar qualquer medida, dependendo da quantidade de substrato que se vai necessitar. A proporção dos elementos não é absoluta e pode mudar conforme o tipo de substrato usado. Depois de misturar todos os elementos, verificar a consistência da mistura, pretende-se um composto solto. Pressionar o substrato com as mãos, se ele se mostrar compacto incorporar mais areia.
Pode-se usar qualquer tipo de areia, grossa ou fina, desde que não seja areia de mar, esta contém sal e é prejudicial às plantas, a minha preferida é a areia de rio. Outra dica importante, convém desinfetar a areia, é muito comum ela estar contaminada e ser a causadora do contágio dos temíveis nematodos. Colocar a areia num tabuleiro e levar ao forno por aproximadamente 30 minutos na temperatura máxima.

Pode-se também acrescentar uma pequena porção de casca de ovo triturada ao preparado ou cinzas de madeira não tratada. Estes elementos melhoram a textura do solo, aportam cálcio e outros nutriente. As plantas de sol forte precisam um bom aporte de cálcio, ele fortifica os caules e as folhas e torna-os mais resistentes aos agentes externos.
Fonte da foto: Pixabay

Regras básicas da poda das árvores

Regras básicas da poda das árvores
A poda é uma forma de manipular o crescimento, a forma e a produção de uma planta. Quando bem executada ela garante que as espécies cresçam fortes e robustas, permite formar, estimular, renovar e favorecer o crescimento saudável das plantas. Mas quando é mal feita ela representa uma agressão para a planta.

Podar árvores e arbustos não deve ser feito de qualquer maneira, há que ter a consciência que nem todas as especies se podam da mesma forma. Se fizermos uma poda sem o minimo conhecimento podemos prejudicar seriamente o crescimento ou produção das plantas, estas ficam debilitadas e podem ficar mais vulneráveis à incidência de pragas e doenças, compromete-se o seu crescimento, a floração e a frutificação.

Geralmente as plantas não podadas tendem a frutificar mais cedo, contudo à medida que crescem produzem menos rebentos e o seu crescimento anual é reduzido em comparação com uma árvore podada.

As regras básicas da poda


Ferramentas: É importante ter ferramentas bem afiadas e esterilizadas. Podar uma planta doente e logo depois podar outra, potencia a contaminação da doença. A melhor maneira de prevenir contaminações é esterilizar os utensílios, pode fazê-lo passando as laminas por uma chama, desinfetar com cloro, álcool ou produtos específicos de jardinagem.

Poda básica: Embora as plantas tenham métodos de poda  e desbastes diferentes, há procedimentos que são gerais. O corte de um ramo ou galho deve ser sempre executado acima de uma gema lenhosa, orientada para fora. O corte deve ser inclinado com a parte mais alta do lado do rebento. Para eliminar o galho todo, corte rente ao caule ou ao ramo maior. Ao fazer o corte numa árvore, abre uma ferida que serve de porta de entrada aos fungos, é determinante fazer um corte limpo, evitando as rachadelas, de modo a haver menos superfície de contato com os patógenos. Para cortar um grande ramo, evite rebentar a madeira, procure fazer primeiro uma pequena incisão sob o ramo antes de serrar acima. Após a poda é importante proteger as grandes feridas com um cicatrizante ou um produto à base de cobre.

Poda de formação: rege-se desde os primeiros anos de vida de uma planta. Procura-se dar-lhe um determinado aspeto estético, induzir a produção de ramos fortes e bem distribuídos, dirigir ou limitar o crescimento e facilitar a colheita dos frutos. Uma poda de formação bem feita permite uma boa circulação e favorece a formação de caules fortes, com um bom ângulo entre si, impedindo deste modo que eles venham a esgalhar ou quebrar. A poda mal feita ou a falta dela pode comprometer a sanidade da planta, ela atrairá mais facilmente as pragas e ficará mais propicio ao ataque de fungos e consequente doenças.

Poda de fortalecimento: Para conseguir uma estrutura forte e saudável deve iniciar a poda após a plantação, entre o final do Inverno e o principio da Primavera. Remova os ramos doentes, secos, atrofiados, cruzados, ou com outros problemas que possam interferir com o desenvolvimento e produção da árvore. Identifique os ramos principais da árvore e alivie os ramos que se acumulam na parte central da planta, faça um desbaste de modo a permitir uma boa entrada de ar e a penetração da luz. Evite fazer podas demasiadamente drásticas, evite cortar mais de 25% dos ramos da árvore, de modo a conseguir garantir o seu equilíbrio. As folhas e flores secas também devem ser eliminadas.

Galhos ladrões: Devem obrigatoriamente ser removidos, estes ramos diferenciam-se dos outros pelo vigor  e crescimento superior aos outros. De certo modo o nome é bem explicito, são chamados de ladrões por roubar força aos outros ramos e atrapalhar o desenvolvimento da árvore. Corte-os rentes, procedimento ajuda a conservar a energia da árvore e não permite que a água os nutrientes ssimilados pela planta sejam desviados.

Poda de árvores de fruto: As podas quando bem realizadas fazem com que as árvores produzam mais. De maneira geral, os cortes são feitos pouco antes da Primavera, mas noutros casos a poda é favorecida quando feita no Verão. Procure o equilíbrio entre o vigor e a produtividade. Não pode as frutíferas durante a floração. Se uma árvore de fruto for demasiado vigorosa, terá tendencia em produzir madeira e dificilmente dá fruto. Pelo contrário, se a arvore se cobrir de frutos, acaba por enfraquecer e esgotar, porque a seiva vai alimentar a carga de frutos em detrimento da árvore. Além disso uma carga excessiva oferece frutos pequenos e de má qualidade. Poderá ver mais abaixo como aumentar ou diminuir o vigor de uma planta.

Poda verde ou de Verão: É realizada durante o período de vegetação e frutificação da árvore. Ela consiste em vários procedimentos tais como: desponte, desbrote, esladroamento, desbaste, desnetamento, desfolha. Têm como principal finalidade arejar a copa da árvore e melhorar a penetração da luz solar e melhorar a qualidade e coloração dos frutos.
A poda de Verão é igualmente aplicada nas árvores de folhas permanentes (plantas perenifólias) como: laranjeiras e outros citrinos, abacateiro, araçá, mangueira, entre outros.

Quando podar as árvores


Algumas podas podem ser feitas em quase todas as épocas, mas a escolha do momento certo é crucial para obter os resultados pretendidos. A maioria das podas efetuam-se na época de repouso, desde o final do Outono até ao principio da Primavera. Quando realizada nesta fase do ano, ela estimula o crescimento, a formação de novos rebentos e a robustez da árvore. Evite no entanto podar na altura que gela. Já as podas de Verão frenam o desenvolvimento e podem aumentar a produção de flores e frutos do ano seguinte, dado que as plantas com demasiado vigor, florescem e frutificam com mais dificuldade.

Já se sabe que  lua interfere com as marés e de alguma fora este satélite influencia o desenvolvimento, produção e qualidade das plantas. Segundo o testemunho de agricultores e jardineiros mais experientes, a poda quando realizada no minguante oferece melhores resultados. Leia mais em: A influencia da lua na agricultura.

Como proteger as plantas do frio e da geada

Como proteger as plantas do frio e da geada
Os apreciadores da jardinagem entregam-se às experiencias e gostam de cultivar todo o tipo de plantas, porém quando chega o frio as plantas sofrem e muitas não resistem aos efeitos das temperaturas baixas e da geada.
Algumas plantas podem resistir a uma diminuição gradual da temperatura, mas quando ela cai repentinamente as plantas não conseguem adaptar-se à mudança brusca das condições ambientais e não sobrevivem. Não é possível controlar as condições atmosféricas, mas podemos atenuar os efeitos do frio usando alguns métodos que amenizam o seu impacto.

Claro que o principal passo é escolher plantas que se adaptem à região. A escolha deverá começar na hora da compra começando pelo aconselhamento do viveirista, ele melhor que ninguém conhece as plantas e a sua resistência ao frio. Mas não precisamos de nos privar de cultivar as plantas mais sensíveis ao frio se tivermos em consideração alguns detalhes.
Geralmente as plantas de folhagem mais dura é mais resistente à geada, em contra partida as folhas finas e carnudas queimam facilmente.
Sensibilidade de algumas plantas: Folhas de café sucumbem abaixo dos -3,5 C, citrinos aguento temperatura até -6 a -7, bananeira e mamão já sofrem com 5ºC, tomateiro sofre com 2º C.

O que fazer para minimizar os danos do frio e da geada


As plantas sofrem com o frio, mas com a geada é bem pior, esta fina camada de gelo é destrutiva, ela queima literalmente as folhas e os caules das plantas mais sensíveis. Os estragos são enxergados na sua plenitude após os primeiros raios de sol, mas o nosso querido astro solar não têm influencia sobre o fenomeno, ele apenas ajuda a mostrar os danos.

Se as plantas estiverem em vasos e estes forem fáceis de manipular, mude-os para um local protegido durante o período previsto de geada. Este deve apresentar boa luminosidade, de modo a não permitir que a planta sofra com a escuridão.
Na  impossibilidade de mover as plantas de local, pode usar algumas técnicas que ajudam a reduzir os efeitos do frio.

Como proteger as plantas do frio intenso e da geada



  1.  A primeira medida é estarmos bem informados sobre as previsões de tempo, adira ao serviço de meteriologia, esta é uma ferramenta valiosa no quadro da prevenção.
  2.  Tape as plantas com manta térmica. Ela é bem fácil de encontrar nos centros de jardinagem a um preço bastante acessível. Ela permite a entrada da luz solar, da água e mantém um ambiente mais quente sob a sua superfície, geralmente 3º C acima da temperatura ambiental. Além disso é arejada e permeável, eliminando o risco de condensação e consequentemente do apodrecimento.
  3.  Uma maneira mais caseira e mais acessível é tapar as plantas com jornal ou tecidos velhos. Estenda a folha de jornal ou o tecido sobre a superfície da planta e prenda as extremidades com molas da roupa, de modo a que sejam levado pelo vento. De manhã retire, de forma a que a planta possa receber iluminação e ar. 
  4.  Crie uma estrutura e revista-a a plástico. Evite que o plástico entre em contato com as folhas. Assegure-se de o interior da estrutura receba ventilação adequada durante o dia, quando as temperaturas diurnas são elevadas, podem gerar sobreaquecimento ou humidade excessiva.
  5.  Um modo muito interessante é usar material reciclável como garrafas plásticas e garrafões, estes criam um minie estufa e permitem criar um ambiente controlado para as plantinhas mais pequenas. Basta cortar o fundo da garrafa ou garrafão e fincar à volta da planta. Retira-se a tampa de modo a permitir a entrada de ar.
  6.  Revista os vasos grandes com camadas de jornal, plástico com bolhas, esferovite (isopor), cartão, entre outros. Esta operação vai permitir um isolamento térmico que beneficiará as raízes. 
  7.  Cubra o solo ao redor das plantas, use material orgânico como raspa de madeira, casca de árvores, folhas secas, palha, entre outros. A cobertura age como um isolante, mantém o calor e a humidade do solo mais constantes e ajuda a proteger as raízes do efeitos adversos do frio. (Conheça s outras vantagens da cobertura de solo).
  8.  Diminua a frequência das regas no período frio, além dos vegetais precisarem de menos água neste período, a humidade em excesso propicia a redução da temperatura interna da planta. 
  9.  Evite regar no período da tarde, pois não haverá tempo nem calo que permita que a planta seque antes da noite. Procure não molhar as folhas, as gotas de água tenderão a congelar durante a madrugada e podem queimar severamente as folhas.
  10.  Trate com calda calda bordalesa. Esta calda além de ter ação fúngica, aumenta a resistência das plantas face ao frio. O tratamento deve ser efetuado antes da ocorrência da geada. (Utilização e preparação da calda bordalesa

Como se forma a geada



A geada consiste na formação de uma fina camada cristais de gelo nas superfícies expostas, por efeito da queda da temperatura. A formação de geada depende diretamente de vários fatores atmosféricos: da nebulosidade, do vento e da humidade do ar.

Geada provocada por uma vaga de frio: Quando uma massa de ar frio se desloca no modo horizontal de uma região para outra, substituindo a massa de ar quente. Este efeito causa uma queda brusca de temperatura, principalmente nas zonas mais baixas.

Geada provocada pela irradiação: Surgem devido à perda de calor durante a noite, a temperatura baixa principalmente nas camadas mais baixas junto ao solo. Quando o arrefecimento é acentuado, a humidade contida no ar condensa-se e origina gotas de orvalho que com o frio passam ao estado solido.

Geada provocada pela evaporação: Estas geadas são mais frequentes nas madrugadas primaveris. Resultam da evaporação rápida da humidade acumulada durante as noites frias, provocada pelo aparecimento brusco do sol. O processo de evaporação da humidade rouba calor à superfície das folhas das plantas e consequentemente pode ocorrer a formação de geada.

Conheça as vantagens da cobertura de solo (Mulching)

Vantagens da cobertura de solo (Mulching)

A cobertura do solo com material vegetal seco, conhecida pelo termo Mulching em inglês é uma técnica que oferece muitas vantagens ao solo e às plantas, proporcionando um equilíbrio semelhante ao que a natureza oferece. Esta prática é uma das ferramenta mais importantes da agricultura biológica e, felizmente, é cada vez mais comum na fruticultura, horticultura e jardinagem. É principalmente útil na retenção da humidade dos solos, aumenta fertilidade, previne as infestantes e reduz os trabalhos de manutenção. Veja a seguir todas as vantagens que o mulching oferece.

Conheça 6 vantagens da cobertura de solo (mulching)


Retém a humidade do solo. A cobertura do solo com material orgânico evita a evaporação da água do solo, ajudando a manter a humidade do solo por mais tempo o que, por sua vez, ajuda a poupar a água de rega. Tendo em conta que a água potável será cada vez mais rara e cara nos próximos anos, esta medida é muito importante.

 Enriquece o solo. A cobertura vegetal vai-se decompondo aos poucos pela ação dos micro-organismos e pequenos seres vivos que coabitam no solo, transformando-se em húmus. O solo fica mais rico e retém por mais tempo os nutrientes e os minerais.

 Previne a erosão do solo. A ação do vento e da chuva forte leva ao arrastamento de partículas importantes para a estrutura do solo. A camada de matéria vegetal permite manter a camada superficial do solo protegida contra estes agentes e impede o arrastamento dessas partículas.

 Dificulta o desenvolvimento das ervas daninhas. É uma forma de controlo barata e que não causa prejuízos ao meio ambiente, pois restringe a luz que chega à superfície do solo. Não invalida totalmente a germinação das sementes das infestantes, mas dificulta bastante o seu desenvolvimento e atrasa bastante o seu crescimento.

Propicia uma temperatura mais constante no solo. Esta vantagem é benéfica tanto nos climas muito quentes, como nos climas muito frios. A camada vegetal protege as raízes das plantas ao evitar grandes oscilações de temperatura no solo, gerando assim um microclima favorável à maioria das plantas. Evita também as rachaduras provocadas pelas oscilações de temperatura, sendo que o contraste entre o frio e o calor provoca a dilatação e retração do solo, o que, consequentemente, leva ao seu rachamento.

Protege o solo das condições ambientais severas. Como já foi referido anteriormente, protege o solo do frio e do calor, servindo também de proteção contra as chuvas fortes. Quando a chuva é muito intensa, promove a compactação e endurecimento da terra, levando também ao seu encharcamento. A camada de matéria vegetal evita o impacto das gotas sobre a terra, facilitando e propiciando uma estrutura equilibrada.

 Propicia um ambiente equilibrado pois favorece o desenvolvimento de minhocas e de micro-organismos benéficos do solo o que, consequentemente, torna a terra mais rica e porosa.

As boas práticas da cobertura de solo (mulching)


A cobertura orgânica do solo pode ser composta por diversos materiais de restos vegetais, tais como: cascas de árvores, folhas secas, serradura, restos de grama, entre outros.
Também existe a cobertura inorgânica, sendo esta feita por materiais que não se decompõem, tais como pedras, cascalho, pneus picados, plástico, entre outros. Apesar de serem coberturas bonitas, não oferecem as mesmas vantagens da cobertura orgânica.

Para que uma cobertura de solo resulte, é necessário que o terreno se apresente limpo, livre de daninhas e ligeiramente húmido. É aconselhável arejar a superfície da terra com ajuda de uma enxada ou moto enxada, caso sejam terrenos de maior dimensão.

Escolha a matéria vegetal e coloque nas entre as linhas da cultura. Evite encostar na planta de modo a prevenir que ela fique húmida demais e sofra de ataque de fungos. Não exagere na altura da camada vegetal, pois uma camada muito grossa pode levar a que as raízes cresçam demasiado sobre a superfície da terra. O ideal é manter uma faixa até um máximo de cinco centímetros de altura. Por fim, regue bem de modo a acamar o material vegetal. A reposição do material vegetal deve ser feita sempre que necessário, já que este vai-se decompondo pela ação dos micro-organismos.
Nas árvores frutíferas deixe em torno de 10 a 30 centímetros à volta do tronco da planta e não convém que o mulching ultrapasse os 10 a 15 centímetros de altura.

Apesar da cobertura de solo apresentar inúmeros benefícios para o solo e plantas, existe um senão: em climas húmidos ou invernos chuvosos, o mulching cria um ambiente propício a pragas como caracóis e lesmas. (Lesmas e caracóis, como se livrar deles)

Solo ácido e solo alcalino - saiba como ajustar o pH

Solo ácido e solo alcalino - saiba como ajustar o pH
O pH dos solos é a medida da acidez e da alcalinidade dos solos, basicamente o significado é potencial hidrogeniônico. Os níveis variam de 0 a 14, sendo o 7 neuro abaixo do 7 é acido, acima do 7 é básico ou alcalino. A faixa ideal da maioria das plantas situa-se entre os 5,5 e os 7,5 quando a acidez do solo se encontra dentro destes parâmetros, os nutrientes do solo apresentam-se disponíveis, contudo existem várias plantas que encontram as condições ideais fora dessa faixa.

O pH está diretamente ligado às rochas que deram origem ao solo, mas é influenciado por outros fatores entre eles: a interação do clima, a concentração de sais, metais ou ácidos, os fertilizantes ou substancias orgânicas que são acrescentadas ao seu preparo. No Brasil e em Portugal os solos são predominantemente ácidos.

A importância do pH do solo


A medida do pH do solo é um aspecto importante da agricultura, pois ela é determinante no desenvolvimento e produtividade das plantas. O pH demarca a eficácia das plantas absorverem os nutrientes e atingirem o seu potencial de produção total. Quando o solo está em desequilíbrio não é capaz de satisfazer as exigências das plantas, estas começam a apresentar carências pela dificuldade em captar os elementos nutritivos, mesmo que eles estejam presentes em grandes quantidades.

O pH do solo é determinante até na cor de algumas flores, como as hortênsias. Se o pH do solo estiver ácido, as hortênsias apresentarão cor azul, se o pH for alcalino, elas apresentarão cores que variam do rosa ao quase branco. A intensidade dessas cores depende do teor de intensidade da acidez ou alcalinidade do solo, ou seja, quanto mais ácido, mais intenso será o azul e quanto mais básico, mais clara será a flor.
Escala de pH

Como determinar e corrigir o pH do solo


Determinar o tipo de solo é um dos primeiros factores a ter em conta na hora de escolher o melhor método para corrigir o pH do solo. A correção deve ser cautelosa, deve ser realizada em base numa análise ao solo de modo a não provocar desequilíbrios maiores.

O processo mais comum e viável de avaliar o pH do solo é através da recolha de amostras de terra e enviar para centros de análises. Mas existem outros métodos que pode realizar em casa, apesar de não oferecerem resultados tão concretos.

Poderá medir  medir o pH da área que pretende cultivar com ajuda de um estojo medidor de pH, que se encontra em lojas especializadas ou em centros de jardinagem. O processo é fácil, é necessário cavar um buraco com cerca de 5 a 10 centímetros e enchê-lo com água destilada. Insira a sonda medidora nessa lama.

Verifique a acidez do solo com materiais caseiros. Recolha a terra e coloque uma pequena porção em dois copos iguais e adicione água destilada até formar uma pasta. Num dos copos  misture o bicarbonato de sódio, aproximadamente uma colher de sobremesa e mexa, na outra taça verta o vinagre. Espere alguns instantes e observe a reação de cada combinação, se a mistura de bicarbonato de sódio esfervecer é sinal que a terra é ácida, se for a terra com vinagre a esfervecer é sinal que o nosso solo é básico ou calcário. Se nenhuma das duas combinações reagir, o solo é neutro.
Se pretende uma leitura precisa, poderá adquirir umas fitas indicadoras de pH e mergulhá-as na solução da terra que pretende analisar, misturada com água destilada. Depois de imergir a fita na lama obtida espere uns 30 segundos e passe-a rapidamente por água destilada e compare a tonalidade obtida com as cores da caixa.

Também é possível medir a acidez em casa, usando um repolho.Ferva o repolho até ele libertar o pigmento. Misture água destilada  e deixe repousar aproximadamente 3 horas.
Depois adicione a terra ou outra substancia que pretenda analisar. Observe o comportamento da mistura, se ela for verde a substancia é alcalina, se ficar vermelha é acida.

Como corrigir o pH do solo


Solos alcalinos
O solo alcalino é um solo cujo o pH se situa acima de 7. Contém uma parte parte importante de calcário, sendo difícil manter vegetais sensíveis a este elemento, eles facilmente amarelecem devido à clorose férrica, um mal frequente neste tipo de terra.
Incorpore materiais orgânicos para reduzir o pH. Este método é barato e natural, pode ser usado estrume, composto, turfa, adubos verdes, resíduos de folhas e galhos. Conforme os microrganismos vão decompondo o material, vão-se libertando substancias ácidas ao solo. Com o tempo estes materiais orgânicos tendem a diminuir o pH do solo, contudo vale lembrar que o procedimento é lento, mas a inclusão destes materiais têm outros benefícios, melhoram a drenagem e a aeração do solo.
Aplique enxofre. Este elemento aumenta a acidez do solo gradualmente, mas depende de outros factores como humidade, temperatura e bactérias do solo.
Acrescente sulfato de alumínio. Este é um modo rápido, contudo ele provoca uma reação química que pode levar a efeitos indesejáveis, por este motivo alguns agricultores preferem não o usar.  .

Solos ácidos
Os solos ácidos apresentam um pH inferior a 7 e apesar de serem predominantemente férteis, a disponibilidade dos nutrientes é muito reduzida às plantas. Contém uma baixa percentagem de cálcio, um macronutriente secundário que além de promover a redução da acidez do solo e diminuir a toxidade pelo cobre ou alumínio, aumenta a disponibilidade de outros nutrientes, potencia a atividade microbiana, melhora o desenvolvimento das raízes, garante o vigor e proporciona rigidez aos tecidos das plantas. Em solos com um pH inferior a 5,5, a solubilidade do cálcio, do magnésio e do fósforo é reduzida.
A correção dos solos ácidos faz-se com substancias alcalinas como cal, calcário em pó, conchas moídas, marga ou cinzas de madeira.
➢ A calagem é o método mais utilizado para aumentar o pH do solo. Consiste na adição de compostos que contém cal ou calcário em pó. O processo deve ser realizado no Outono, incorporando o calcário ao solo numa cava profunda. A cal têm um baixo impacto em solos secos, por esse facto é recomendado regar o solo regularmente, de modo a potencializar o efeito do corretivo.
A cal agrícola é um pó bastante fino, que o solo absorve com muita facilidade. Contudo, é mais difícil de espalhar e pode entupir o aplicador.
➢ As cais granulada e em pasta são fáceis de espalhar, mas não são tão eficientes na alteração pH.
➢ A cal hidratada é recomendada apenas para os solos muito ácidos, é mais solúvel em água que as restantes e sobe o pH do solo rapidamente.
➢ Algumas fontes de cal contêm micronutrientes, como dolomita, mistura de carbonatos de magnésio e cálcio. São recomendadas a terrenos que apresentem deficiência de magnésio, não aplique desmesuradamente, sob o risco de provocar desequilíbrios por excesso de nutrientes.
➢ A aplicação de cinzas de madeira não é viável em grandes extensões pelo facto de serem necessárias grandes quantidades, mas em pequenas hortas pode ser bastante favorável, apesar de não serem tão eficientes quanto o calcário a curto prazo. Têm porém a vantagem de acrescentar micronutrientes importantes como o cálcio, fosforo, potássio,  boro, fosfato. Leia em: As vantagens da cinza na agricultura.

Plantas indicadoras do pH do solo


Plantas indicadoras de solos alcalinos: Dente-de-leão (Taraxacum officinale), Alfafa (Medicago sativa), Morugem (Stellaria media), Cenoura (Daucus carota), Chenopodium (Chenopodiaceae), Chicória (Cichorium intybus).
Plantas indicadoras de solos ácidos: Junça (Cyperus rotundus), Azedinha ( Oxalis oxyptera), Serradela brava (Ornithopus compressus), Milhãs (Echinochloa), Fetos (Pteridium aquilinum), Erva Pinheira (Sedum anglicum), Malmequer da Praia (Aster tripolum), Margarida ( Bellis perennis).

Plantas de solos ácidos : azáleas, camélias, mandioca, mirtilos, coníferas.
Plantas de solos levemente ácidos : A maioria das horticultas, das plantas ornamentais e relva.
Plantas de solos alcalinos: brincos de princesa, azevinho, azinheira, oliveira, diospireiro (caqui), Figueira, cotonéaster, campanulas, clematis, cravos, syringa, feijão comum.

Hormonas de enraizamento caseiras


Hormonas de enraizamento caseiras
Na natureza há sempre respostas para tudo, com os conhecimentos certos conseguimos fertilizantes naturais, repelentes caseiros, inseticidas naturais, fungicidas caseiros e até enraizadores naturais. Hoje vamos falar especialmente de hormonas de enraizamento feitas em casa com materiais fáceis de encontrar.

Antes de começar pelos procedimentos, é bom saber que a altura ideal de enraizar as estacas é quando a planta recomeça o ciclo vegetativo, ou seja na primavera (Salvo algumas exceções). A planta mãe deve estar em boas condições de modo a garantir estacas fortes e saudáveis.

Com ajuda de uma faca ou tesoura bem afiada corte as estacas de um modo oblíquo, com aproximadamente 10 centímetros de comprimento, dependendo da espécie. O corte deve ser executado logo abaixo de um olho ou de um rebento. Corte as terminações do ramo de modo a deixar apenas de 3 a 5 folhas.
Mergulhe a extremidade da estaca nas hormonas de enraizamento e enterre-a no substrato, de modo a que pelo menos um nó fique debaixo da terra. Mantenha preferencialmente numa temperatura de 20º, durante as primeiras semanas.

Como fazer hormonas de enraizamento caseiras


Hormonas de enraizamento de salgueiro

O salgueiro contém rizocalina, uma substancia que que desperta o desenvolvimento de novas raízes e entra na composição de vários enraizadores comerciais.
Corte cascas e galhos de salgueiro (preferencialmente as pontas mais jovens), mergulhe-os em água a ferver. Mantenha a mistura a macerar por 24 horas. Depois coe o preparado e guarde o liquido num frasco de vidro no frigorífico.
Antes de espetar as estacas na terra, introduza a base por 3 horas na solução de salgueiro.

Enraizador de junça

A junça é rica em fitormônios e possui um alto poder regenerativo,  qualidades que a levam a ser usada na produção de enraizante caseiro. (No Brasil chamam a junça de tiririca)
Arranque a junça com raiz e bolbos, lave-a com fim de retirar a terra e fragmente-a em pequenas porções. Coloque no liquidificador, cubra-a com água e triture. Coe e guarde num frasco de vidro no frigorífico.
Mergulhe a base das estacas na solução antes de as plantar por 3 horas. Posteriormente poderá também regar as estacas com esta solução diluída numa percentagem igual de água.
Enraizar estacas em água: Coloque 2 colheres de sopa do enraizador de junça em 1 litro de água. Emerja a base dos galhos no liquido durante 24 horas, depois troque por água limpa e mantenha até ao aparecimento das raízes.

Enraizadr de lentilhas:

 No ato da germinação as lentilhas libertam ácido indolbutírico, um enraizador natural.
Coloque um copo de lentilhas num frasco de vidro e encha com quatro copos de água. Deixe em repouso em local fresco e sombreado, até as lentilhas começarem a germinar. Depois triture tudo.
Antes de plantar as estacas, mergulhe-as nesta solução por aproximadamente uma hora.
Este enraizador pode aplicar-se na rega. Dilua na proporção de uma parte de enraizador em 4 partes de água e regue as jovens estacas.
PS: Também dá para fazer com feijão, porém o processo de germinação desta leguminosa leva um pouco mais de tempo.

Plantas amigas: Consorciação de culturas

Plantas amigas: Consorciação de culturas

Chamamos plantas amigas a um grupo de plantas que vivem em harmonia e que se suportam ou ajudam mutuamente. Esta associação também é chamada consorciação de culturas e têm como objectivo principal aumentar a produtividade de uma determinada área de terra, tendo em conta as necessidades e exigências de cada planta e permitir a obtenção de vários tipos de vegetais na mesma superfície de solo.

Tudo é tido em conta, o tipo de terra, o clima, a temperatura, a exigência em água, o tipo de raízes, com o fim de não associar plantas que possam competir entre si.

As características das raízes são também um factor a ter em conta, juntar plantas de raízes profundas juntamente com as de raízes rasas, permite um melhor aproveitamento de nutrientes em diferentes profundidades do solo.

As plantas que tenham necessidade de algum sobriamente ficam a ganhar se plantadas entre as de porte alto. Esta prática também permite suprimir algumas ervas daninhas que poderiam invadir o espaço. As plantas maiores também poderão proteger as plantas mais sensíveis das condições adversas como o vento e a geada.


Exemplos de algumas práticas de consorciação




Culturas       Plantas amigas            Combinações  Desfavoráveis                                                                              
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Abóbora-           Milho, Melão, Alface,                         Batata, Rabanete
                            Feijão,
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Acelga -            Cebola, Repolho, Beterraba,          
                           Cenoura
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Alface -             Cenoura, Beterraba, Rabanete              Espinafre, salsa, girassol
                           Alho Francês, Pepino, Abóbora
                           Cebola, Feijão
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Alho-                Aipo, Beterraba, Couve                         Ervilha, Espargo,
                          Alface, Cenoura, Pepino,                       Feijão, Repolho
                          Tomateiro
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Batata -             Repolho, Ervilha,                                 Abóbora, Cebola, Beterraba
                           Feijão, Aipo, Ervilha,                           Berinjela, Couve, Ervilha,
                           Espinafre, Rabanete                             Girassol, Milho, Tomateiro
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Beterraba -       Couve de bruxelas, Brócolos                Alho Francês, Cenoura
                           Cebola, Acelga, Repolho                      Batata, Feijão, Milho
                           Pepino, Alho, Alface, Acelga               Tomateiro
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Cebola -           Alface, Beterraba, Repolho               Batata, Couve, Ervilha,
                         Cenoura, alho Francês, Alho              Feijão
                         Erva doce, pepino, Tomateiro
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Cenoura -        Repolho, Ervilha, Alho porro             Beterraba, Funcho
                         Rabanete, Cebola, Alface,
                         Tomateiro
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Ervilha -          Cenoura, Nabo, Pepino, Feijão         Alho, Alho Francês
                         Rabanete, Aipo, Batata, Nabo           Cebola, Feijão, Salsa
                         Milho
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Feijão-             Alface, Aipo, Batata,                         Alho, Ervilha, Cebola,
                         Cenoura, Beterraba, Espinafre,          Batata, Alho Francês
                         Milho, Pepino, Tomateiro
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Milho-            Abóbora, Alface, Feijão                    Aipo, Batata, Beterraba
                        Pepino, Tomateiro, Ervilha          
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Pepino -           Repolho, Rabanete,                          Batata, tomateiro, rabanete,
                          Feijão, Milho                                    Rábano
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Pimento-        Cebola, cenoura,                                Rábano
                        Tomateiro, salsa
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Rabanete-       Ervilha - Cenoura - Alface
                         Pepino, Espinafre
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Repolho -       Brócolos, Tomate,                            Morangueiro, Tomateiro
                        Couve de bruxelas, Espinafre,
                        Acelga, beterraba
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Tomateiro -  Cebola, Cenoura, Repolho,                Ervilha, Couve, Batata,
                       Brócolos, Berinjela,                          Beterraba,
                       Alho Francês, Alho,
                       Alface. Espinafre, Salsa
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