O trevo é um vilão que aparece sem aviso e teima em não desaparecer dos nossos vasos e dos nossos jardins, mas há formas de o controlar e de o remover de uma maneira muito fácil.
Como Combater Os Trevos E Os Oxalis
O trevo é um vilão que aparece sem aviso e teima em não desaparecer dos nossos vasos e dos nossos jardins, mas há formas de o controlar e de o remover de uma maneira muito fácil.
Como e porquê decapitar suculentas
Como fazer a decapitação de uma suculenta?
Como fazer adubo liquido de estrume
As vantagens de usar adubo liquido biofertilizante de estrume nas culturas
➢ É económico, este adubo liquido apresenta um custo inferior aos fertilizantes químicos.
➢ Garante uma excelente nutrição e permite a produção de alimentos mais saudáveis
➢ Melhora o crescimento, a qualidade e a produtividade das plantas, nutre-as, fortalece-as e torna-as mais resistentes às doenças e ao ataque de pragas.
➢ É favorável ao meio ambiente, promove e estimula a atividade biológica do solo, não é tóxico e não altera o equilíbrio biológico do ecossistema.
Preparação do adubo liquido feito com estrume
Como aplicar a calda fertilizante de estrume
Transforme as suas suculentas em pequenas arvoretas
Algumas suculentas que permitem formar lindas arvoretas
É grande a variedade de suculentas que podem ser cultivados como arvoretas. Confira algumas das principais espécies:
Como prevenir ou combater fungos nas suculentas
Prevenção das doenças fúngicas nas suculentas
Como é que podemos identificar os fungos em suculentas?
➢ Geralmente aparecem manchas nas folhas, vulgarmente são arredondadas mas podem adquirir outras formas. As manchas podem ser escuras, amareladas ou até parecidas a ferrugem.
O que fazer quando temos fungos nas nossas suculentas?
Truque da água oxigenada para as plantas
A água oxigenada é uma solução aquosa, uma mistura de água e peróxido de hidrogênio com fórmula química H2O2. É um poderoso oxidante com propriedades virucidas, germicidas, bactericidas, esporicidas e fungicidas. Já se conhece o seu uso na desinfeção de feridas, esterilização e descoloração de cabelos, entre outros: (Características e usos da água oxigenada), mas ela também pode ser uma forte aliada no combate das doenças e pragas das plantas.
O peróxido de hidrogênio provoca uma fácil oxidação dos compostos orgânicos, uma caraterística que o torna num potente desinfetante. Através da oxidação ele destrói (queima) , bactérias, fungos, algas e até larvas e insetos. Mas cuidado, dependendo da concentração e dosagem ele pode danificar até as raízes e as folhas das plantas. É recomendado como um defensivo agrícola, porque o seu modo de ação não deixa resíduos tóxicos, após a oxidação, transforma-se em água e oxigénio.
Principais benefícios do uso da solução de água oxigenada no tratamento de plantas
➢ Previne a podridão das raízes. Quando a água oxigenada entra no solo ela acaba por se decompor, a água separa-se do oxigénio e este é libertado. Os fungos são organismos anaeróbicos, não sobrevivem com grande quantidade de oxigénio.
➢ Controla fungos, bactérias e esporos.
Como preparar e usar a solução de água oxigenada
Desinfeção do material de cultivo: A água oxigenada também é muito útil na desinfeção do material de jardinagem. É um poderoso agente para rápida desinfeção e é capaz de dissolver sais acumulados. Faça a imersão dos objetos por 30 minutos nesta mistura para assegurar uma correta desinfeção;
Água oxigenada no tratamento de orquídeas
Água oxigenada no tratamento de suculentas
Como acabar com a junça
Família: Cyperaceae
Gênero: Cyperus
Espécie: C. esculentus
Nomes populares: Junça, tiririca, junquinho, barba de bode.
Descrição: A junça (Cyperus esculentus) é uma erva daninha terrivelmente resistente com um forte potencial invasivo, sendo considerada uma das maiores pragas vegetais para muitas hortas e jardins. A sua proliferação desequilibra qualquer ecossistema e se for deixada livremente, nada mais cresce. As raízes fortes desta planta herbácea inteligam-se em forma de corrente e suportam pequenos tubérculos (conhecidos como chufa), estes garantem a disseminação da junça com facilidade e resistência.Um único tubérculo inteiro ou cortado pode dar origem a várias plantas, originando várias infestações nas hortas, gramados ou pomares.
Como se livrar da junça na horta
Arranque manual da junça: A forma natural mais eficiente para se livrar da junça é removendo a planta com a mão, arrancar com cuidado todo o sistema radicular e assegurar que os tubérculos também sejam removidos. Uma tarefa árdua e demorada, porque é difícil garantir o arranque total das raízes e dos tubérculos. Cave o máximo que puder à volta da planta, as raízes podem chegar aos 46 cm de profundidade. Faça-o com cuidado, remova a planta,as raízes e os tubérculos, é essencial fazer isto com cuidado para não quebrar as raízes. Se deixar fragmentos de raízes e tubérculos no solo é garantida a volta da junça, um único tubérculo cortado pode dar origem a várias plantas. Ao fim de um a dois anos, se executarmos continuamente este trato cultural vamos conseguir reduzir drasticamente a população de infestantes. Não use os restos de junça nas pilhas de compostagem, pois ela irá espalhar-se em outras áreas diferentes da sua horta ou jardim. Coloque os restos das plantas em sacos de lixo ou seque-os e depois queime. Nunca revire o solo para tentar remover a junça, este procedimento só irá agravar e espalhar mais os tubérculos, piorando o problema ao invés de melhorá-lo.
Uso de tela ou plástico preto: O uso de plástico ou tela preta é um dos métodos possíveis, quando usado por longos períodos. Não elimina a junça, mas não permite que ela se desenvolva ou alastre tão facilmente. A prática consiste na aplicação de tela preta no chão e fixa-se nas pontas e nas bordas. Sendo possível entretanto a instalação de uma cultura, neste caso é necessário abrir orifícios no local onde é pretendido colocar a planta a cultivar. É possível que surjam algumas ervas de junça no orifício aberto junto à planta cultivada, neste caso terão de ser removidas cuidadosamente.
Uso de herbicidas na junça: Se optar pelo controle químico não use herbicidas de contacto, estes apenas queimam as folhas, não afetam as raízes e os tubérculos subterrâneos, permitindo assim o desenvolvimento e multiplicação de novas plantas. Procure escolher um herbicida sistêmico e use-o na dosagem certa, leia o rotulo antes da aplicação, deste modo ele atuará com eficiência e ao fim de algumas aplicações aniquila a junça. A planta absorve o herbicida através das folhas, entra na seiva e percorre toda a erva, inclusive os tubérculos. Contudo há sempre pedaços de raízes e tubérculos que não brotaram e vão surgir noutra fase, dai ser recomendado a repetição do herbicida sistêmico até até acabar com a praga da junça. Convêm salientar que o herbicida sistêmico atua melhor em plantas bem formadas, preferencialmente antes de alcançarem as sementes. Uma folhagem bem desenvolvida permite absorver mais produto e atingir em maior concentração o sistema radicular e os pequenos tubérculos da junça. As grandes desvantagens da utilização do herbicida sistêmico é a inutilização do terreno durante o tratamento e o facto de ser um químico que vai afetar o ecossistema.
Utilidades da junça: Apesar de tudo esta erva daninha têm algumas qualidades, O extrato de folhas e tubérculos da junça potencializa o enraizamento de numerosas espécies. ( Como fazer hormonas de enraizamento de junça)
Os tubérculos são comestíveis, têm um sabor agradável, um excelente valor nutricional e qualidades medicinais: (Propriedades da Junça). Na Espanha os tubérculos, são utilizados na fabricação da bebida típica horchata .
Como fazer germinar a batata ao longo do ano
A germinação é um processo simples que não pode ser subestimado, garante a qualidade e a produtividade da cultura da batata, acelera o processo de amadurecimento das culturas e das raízes. Semear batatas que não tenha iniciado o processo de germinação, poderá ser o caminho mais curto para o fracasso.
Quando o objetivo é semear cedo ou fora de época, deve-se promover a formação de “grelos” nas batatas. Há métodos (vernalização) que permitem estimular a germinação de batata, exigem o controle de temperatura, da luz e da humidade. A vernalização acelera a formação de uma boa colheita várias vezes.
Como incentivar a germinação de batatas
A pré germinação pode ser feita colocando uma camada de batatas sobre uma cama húmedecida. A cama poderá ser areia, musgo, papel, saco de serapilheira ou tecido grosso. Cubra as batatas serapilheira ou um tecido, também previamente molhados e escorridos, vá borrifando de modo a manter um certo grau de humidade até os tubérculos grelarem. Arrume-as num local escuro, ventilado e fresco, a temperatura deverá rondar os 10 a 12º C. Um choque térmico durante três a quatro dias também pode ajudar a acelerar o processo, as variações de temperatura ajudam a quebrar a dormência, sendo que as temperaturas superiores a 25 ºC devem ser evitadas.
Caso sejam cumpridos todo os procedimentos referidos, ao fim de duas a três semanas começarão a surgir os pequenos grelos. Caso não siga à risca estas dicas, as batatas irão grelar na mesma mas mais tardiamente.
Estimulação da germinação da batata com frio
Este processo simples, permite a germinação rápida e está ao alcance de todos, têm porém um contra, é limitativo pela quantidade de batatas, a não ser que tenham uma camara frigorifica à disposição.
Coloque uma camada de batatas dentro de uma caixa com papel ou tecido húmido e guarde no frigorifico. Ao fim de dois a três dias, retire do frio e espalhe-as, coloque-as num local mais quente. Tenha o cuidado de manter alguma humidade até elas grelarem.
Há outras maneira de incentivar os grelos das batatas, mas estas duas maneiras são as que eu testei e aprovei. Poderia experimentar outras formas, mas já diz o velho ditado "Em cavalo vencedor não se mexe".
Vegetais que crescem rápido
Há hortícolas que podem que podem demorar 4 a 6 meses a crescer e atingir o ponto de colheita. Pensando nisso, o cantinho verde escolheu 10 vegetais de crescimento rápido, que podem ser colhidos em apenas dois meses ou até menos.
10 vegetais que crescem em apenas 2 meses ou menos
- Alface: É uma excelente opção, cresce facilmente, rápido e ocupa pouco espaço. É aquele vegetal que nunca pode faltar na horta ou jardim, pode inclusivamente ser cultivada em vasos e jardineiras. Além de nos brindar com vários tipos de nutrientes, oferece frescura e versatilidade, seja em, saladas, sandes, sumos e sopas. (Cultivo da alface)
- Pepino: Têm crescimento rápido, em pouco mais de um mês temos pepinos frescos e deliciosos para a salada.
- Os rabanetes (Raphanus sativus): Este pequenos bolbos crescem num espaço de vinte a trinta dias. Devem ser colhidos num curto espaço de tempo, porque quando ultrapassam a maturação, começam a ficar duros e amargos.
- Nabos: Quando cultivados nas condições ideais os nabos crescem muito rápido. Eles apreciam solos ricos e soltos, com muita matéria orgânica. Dependendo da variedade podemos começar a colheita ao fim de 40 a 60 dias, apesar de haver diversidades que ultrapassam largamente esta meta. (Cultivo do nabo)
- Espinafre (Tetragonia Tetragonoides): Após o plantio pode ser colhido a partir das quatro semanas. E o melhor é que depois de cada apanha a planta vai continuar a crescer e presentear-nos com folhas tenras. (Sementeira e plantação de espinafre)
- Beterraba vermelha: A beterraba têm a vantagem de poder ser cultivada durante todo o ano. Após o plantio elas ficam prontas a ser colhidas ao de fim de 50 a 60 dias .
- Couve coração: Fica pronta em cerca de 50 dias após o plantio, mas se for desde a sementeira leva mais tempo.
- Rúcula: As suas folhas são peculiares, além de nutritivas elas enriquecem as saladas de modo único. Colhem-se em aproximadamente 30 a 40 dias após o plantio. Mas vale salientar que não podem ultrapassar a maturação, porque ficam mais fibrosas.
- Courgette: Conhecida também por abobrinha pertence à família das cucurbitáceas. É uma planta bastante fácil de cultivar e bastante produtiva, com o ciclo reprodutivo situado entre os 50 a 55 dias. (Cultivo das courgettes)
- Feijão (Phaseolus vulgaris): Com variedades precoces poderemos ter vagens frescas a partir de 50 dias de cultura. Uma característica importante do cultivo do feijão verde é o facto de ele dar frutos por um longo período de tempo. (Cultivo do feijão)
Como preparar terra para cactos e suculentas
Assim acontece com os cactos e as suculentas, que vivem em condições extremas, adaptam-se a longos períodos de seca, conseguindo armazenar grandes quantidades de água nos seus caules ou folhas suculentas. A maioria dos cactos e suculentas provém de zonas desérticas, preferem terras bem leves, porosas e com boa capacidade de drenagem, que não permitem a acumulação de água, e minimizam os riscos do apodrecimento das raízes da planta. Ler mais em: Guia dos Cactos e das Suculentas
Há várias maneiras de fazer a mistura de terra para cactos e suculentas, a que proponho a seguir é a que utilizo nas minhas suculentas e têm resultado muito bem.
Material para preparar o substrato de cactos e suculentas
2 medida de substrato
1 medida de areia
1/2 medida de húmus de minhoca
Pode-se usar qualquer medida, dependendo da quantidade de substrato que se vai necessitar. A proporção dos elementos não é absoluta e pode mudar conforme o tipo de substrato usado. Depois de misturar todos os elementos, verificar a consistência da mistura, pretende-se um composto solto. Pressionar o substrato com as mãos, se ele se mostrar compacto incorporar mais areia.
Pode-se usar qualquer tipo de areia, grossa ou fina, desde que não seja areia de mar, esta contém sal e é prejudicial às plantas, a minha preferida é a areia de rio. Outra dica importante, convém desinfetar a areia, é muito comum ela estar contaminada e ser a causadora do contágio dos temíveis nematodos. Colocar a areia num tabuleiro e levar ao forno por aproximadamente 30 minutos na temperatura máxima.
Pode-se também acrescentar uma pequena porção de casca de ovo triturada ao preparado ou cinzas de madeira não tratada. Estes elementos melhoram a textura do solo, aportam cálcio e outros nutriente. As plantas de sol forte precisam um bom aporte de cálcio, ele fortifica os caules e as folhas e torna-os mais resistentes aos agentes externos.
Fonte da foto: Pixabay
Regras básicas da poda das árvores
Podar árvores e arbustos não deve ser feito de qualquer maneira, há que ter a consciência que nem todas as especies se podam da mesma forma. Se fizermos uma poda sem o minimo conhecimento podemos prejudicar seriamente o crescimento ou produção das plantas, estas ficam debilitadas e podem ficar mais vulneráveis à incidência de pragas e doenças, compromete-se o seu crescimento, a floração e a frutificação.
Geralmente as plantas não podadas tendem a frutificar mais cedo, contudo à medida que crescem produzem menos rebentos e o seu crescimento anual é reduzido em comparação com uma árvore podada.
As regras básicas da poda
Ferramentas: É importante ter ferramentas bem afiadas e esterilizadas. Podar uma planta doente e logo depois podar outra, potencia a contaminação da doença. A melhor maneira de prevenir contaminações é esterilizar os utensílios, pode fazê-lo passando as laminas por uma chama, desinfetar com cloro, álcool ou produtos específicos de jardinagem.
Poda básica: Embora as plantas tenham métodos de poda e desbastes diferentes, há procedimentos que são gerais. O corte de um ramo ou galho deve ser sempre executado acima de uma gema lenhosa, orientada para fora. O corte deve ser inclinado com a parte mais alta do lado do rebento. Para eliminar o galho todo, corte rente ao caule ou ao ramo maior. Ao fazer o corte numa árvore, abre uma ferida que serve de porta de entrada aos fungos, é determinante fazer um corte limpo, evitando as rachadelas, de modo a haver menos superfície de contato com os patógenos. Para cortar um grande ramo, evite rebentar a madeira, procure fazer primeiro uma pequena incisão sob o ramo antes de serrar acima. Após a poda é importante proteger as grandes feridas com um cicatrizante ou um produto à base de cobre.
Poda de formação: rege-se desde os primeiros anos de vida de uma planta. Procura-se dar-lhe um determinado aspeto estético, induzir a produção de ramos fortes e bem distribuídos, dirigir ou limitar o crescimento e facilitar a colheita dos frutos. Uma poda de formação bem feita permite uma boa circulação e favorece a formação de caules fortes, com um bom ângulo entre si, impedindo deste modo que eles venham a esgalhar ou quebrar. A poda mal feita ou a falta dela pode comprometer a sanidade da planta, ela atrairá mais facilmente as pragas e ficará mais propicio ao ataque de fungos e consequente doenças.
Poda de fortalecimento: Para conseguir uma estrutura forte e saudável deve iniciar a poda após a plantação, entre o final do Inverno e o principio da Primavera. Remova os ramos doentes, secos, atrofiados, cruzados, ou com outros problemas que possam interferir com o desenvolvimento e produção da árvore. Identifique os ramos principais da árvore e alivie os ramos que se acumulam na parte central da planta, faça um desbaste de modo a permitir uma boa entrada de ar e a penetração da luz. Evite fazer podas demasiadamente drásticas, evite cortar mais de 25% dos ramos da árvore, de modo a conseguir garantir o seu equilíbrio. As folhas e flores secas também devem ser eliminadas.
Galhos ladrões: Devem obrigatoriamente ser removidos, estes ramos diferenciam-se dos outros pelo vigor e crescimento superior aos outros. De certo modo o nome é bem explicito, são chamados de ladrões por roubar força aos outros ramos e atrapalhar o desenvolvimento da árvore. Corte-os rentes, procedimento ajuda a conservar a energia da árvore e não permite que a água os nutrientes ssimilados pela planta sejam desviados.
Poda de árvores de fruto: As podas quando bem realizadas fazem com que as árvores produzam mais. De maneira geral, os cortes são feitos pouco antes da Primavera, mas noutros casos a poda é favorecida quando feita no Verão. Procure o equilíbrio entre o vigor e a produtividade. Não pode as frutíferas durante a floração. Se uma árvore de fruto for demasiado vigorosa, terá tendencia em produzir madeira e dificilmente dá fruto. Pelo contrário, se a arvore se cobrir de frutos, acaba por enfraquecer e esgotar, porque a seiva vai alimentar a carga de frutos em detrimento da árvore. Além disso uma carga excessiva oferece frutos pequenos e de má qualidade. Poderá ver mais abaixo como aumentar ou diminuir o vigor de uma planta.
Poda verde ou de Verão: É realizada durante o período de vegetação e frutificação da árvore. Ela consiste em vários procedimentos tais como: desponte, desbrote, esladroamento, desbaste, desnetamento, desfolha. Têm como principal finalidade arejar a copa da árvore e melhorar a penetração da luz solar e melhorar a qualidade e coloração dos frutos.
A poda de Verão é igualmente aplicada nas árvores de folhas permanentes (plantas perenifólias) como: laranjeiras e outros citrinos, abacateiro, araçá, mangueira, entre outros.
Quando podar as árvores
Algumas podas podem ser feitas em quase todas as épocas, mas a escolha do momento certo é crucial para obter os resultados pretendidos. A maioria das podas efetuam-se na época de repouso, desde o final do Outono até ao principio da Primavera. Quando realizada nesta fase do ano, ela estimula o crescimento, a formação de novos rebentos e a robustez da árvore. Evite no entanto podar na altura que gela. Já as podas de Verão frenam o desenvolvimento e podem aumentar a produção de flores e frutos do ano seguinte, dado que as plantas com demasiado vigor, florescem e frutificam com mais dificuldade.
Já se sabe que lua interfere com as marés e de alguma fora este satélite influencia o desenvolvimento, produção e qualidade das plantas. Segundo o testemunho de agricultores e jardineiros mais experientes, a poda quando realizada no minguante oferece melhores resultados. Leia mais em: A influencia da lua na agricultura.
Como proteger as plantas do frio e da geada
Algumas plantas podem resistir a uma diminuição gradual da temperatura, mas quando ela cai repentinamente as plantas não conseguem adaptar-se à mudança brusca das condições ambientais e não sobrevivem. Não é possível controlar as condições atmosféricas, mas podemos atenuar os efeitos do frio usando alguns métodos que amenizam o seu impacto.
Claro que o principal passo é escolher plantas que se adaptem à região. A escolha deverá começar na hora da compra começando pelo aconselhamento do viveirista, ele melhor que ninguém conhece as plantas e a sua resistência ao frio. Mas não precisamos de nos privar de cultivar as plantas mais sensíveis ao frio se tivermos em consideração alguns detalhes.
Geralmente as plantas de folhagem mais dura é mais resistente à geada, em contra partida as folhas finas e carnudas queimam facilmente.
Sensibilidade de algumas plantas: Folhas de café sucumbem abaixo dos -3,5 C, citrinos aguento temperatura até -6 a -7, bananeira e mamão já sofrem com 5ºC, tomateiro sofre com 2º C.
O que fazer para minimizar os danos do frio e da geada
As plantas sofrem com o frio, mas com a geada é bem pior, esta fina camada de gelo é destrutiva, ela queima literalmente as folhas e os caules das plantas mais sensíveis. Os estragos são enxergados na sua plenitude após os primeiros raios de sol, mas o nosso querido astro solar não têm influencia sobre o fenomeno, ele apenas ajuda a mostrar os danos.
Se as plantas estiverem em vasos e estes forem fáceis de manipular, mude-os para um local protegido durante o período previsto de geada. Este deve apresentar boa luminosidade, de modo a não permitir que a planta sofra com a escuridão.
Na impossibilidade de mover as plantas de local, pode usar algumas técnicas que ajudam a reduzir os efeitos do frio.
Como proteger as plantas do frio intenso e da geada
- A primeira medida é estarmos bem informados sobre as previsões de tempo, adira ao serviço de meteriologia, esta é uma ferramenta valiosa no quadro da prevenção.
- Tape as plantas com manta térmica. Ela é bem fácil de encontrar nos centros de jardinagem a um preço bastante acessível. Ela permite a entrada da luz solar, da água e mantém um ambiente mais quente sob a sua superfície, geralmente 3º C acima da temperatura ambiental. Além disso é arejada e permeável, eliminando o risco de condensação e consequentemente do apodrecimento.
- Uma maneira mais caseira e mais acessível é tapar as plantas com jornal ou tecidos velhos. Estenda a folha de jornal ou o tecido sobre a superfície da planta e prenda as extremidades com molas da roupa, de modo a que sejam levado pelo vento. De manhã retire, de forma a que a planta possa receber iluminação e ar.
- Crie uma estrutura e revista-a a plástico. Evite que o plástico entre em contato com as folhas. Assegure-se de o interior da estrutura receba ventilação adequada durante o dia, quando as temperaturas diurnas são elevadas, podem gerar sobreaquecimento ou humidade excessiva.
- Um modo muito interessante é usar material reciclável como garrafas plásticas e garrafões, estes criam um minie estufa e permitem criar um ambiente controlado para as plantinhas mais pequenas. Basta cortar o fundo da garrafa ou garrafão e fincar à volta da planta. Retira-se a tampa de modo a permitir a entrada de ar.
- Revista os vasos grandes com camadas de jornal, plástico com bolhas, esferovite (isopor), cartão, entre outros. Esta operação vai permitir um isolamento térmico que beneficiará as raízes.
- Cubra o solo ao redor das plantas, use material orgânico como raspa de madeira, casca de árvores, folhas secas, palha, entre outros. A cobertura age como um isolante, mantém o calor e a humidade do solo mais constantes e ajuda a proteger as raízes do efeitos adversos do frio. (Conheça s outras vantagens da cobertura de solo).
- Diminua a frequência das regas no período frio, além dos vegetais precisarem de menos água neste período, a humidade em excesso propicia a redução da temperatura interna da planta.
- Evite regar no período da tarde, pois não haverá tempo nem calo que permita que a planta seque antes da noite. Procure não molhar as folhas, as gotas de água tenderão a congelar durante a madrugada e podem queimar severamente as folhas.
- Trate com calda calda bordalesa. Esta calda além de ter ação fúngica, aumenta a resistência das plantas face ao frio. O tratamento deve ser efetuado antes da ocorrência da geada. (Utilização e preparação da calda bordalesa)
Como se forma a geada
A geada consiste na formação de uma fina camada cristais de gelo nas superfícies expostas, por efeito da queda da temperatura. A formação de geada depende diretamente de vários fatores atmosféricos: da nebulosidade, do vento e da humidade do ar.
Geada provocada por uma vaga de frio: Quando uma massa de ar frio se desloca no modo horizontal de uma região para outra, substituindo a massa de ar quente. Este efeito causa uma queda brusca de temperatura, principalmente nas zonas mais baixas.
Geada provocada pela irradiação: Surgem devido à perda de calor durante a noite, a temperatura baixa principalmente nas camadas mais baixas junto ao solo. Quando o arrefecimento é acentuado, a humidade contida no ar condensa-se e origina gotas de orvalho que com o frio passam ao estado solido.
Geada provocada pela evaporação: Estas geadas são mais frequentes nas madrugadas primaveris. Resultam da evaporação rápida da humidade acumulada durante as noites frias, provocada pelo aparecimento brusco do sol. O processo de evaporação da humidade rouba calor à superfície das folhas das plantas e consequentemente pode ocorrer a formação de geada.
Conheça as vantagens da cobertura de solo (Mulching)
A cobertura do solo com material vegetal seco, conhecida pelo termo Mulching em inglês é uma técnica que oferece muitas vantagens ao solo e às plantas, proporcionando um equilíbrio semelhante ao que a natureza oferece. Esta prática é uma das ferramenta mais importantes da agricultura biológica e, felizmente, é cada vez mais comum na fruticultura, horticultura e jardinagem. É principalmente útil na retenção da humidade dos solos, aumenta fertilidade, previne as infestantes e reduz os trabalhos de manutenção. Veja a seguir todas as vantagens que o mulching oferece.
Conheça 6 vantagens da cobertura de solo (mulching)
➤ Retém a humidade do solo. A cobertura do solo com material orgânico evita a evaporação da água do solo, ajudando a manter a humidade do solo por mais tempo o que, por sua vez, ajuda a poupar a água de rega. Tendo em conta que a água potável será cada vez mais rara e cara nos próximos anos, esta medida é muito importante.
➤ Previne a erosão do solo. A ação do vento e da chuva forte leva ao arrastamento de partículas importantes para a estrutura do solo. A camada de matéria vegetal permite manter a camada superficial do solo protegida contra estes agentes e impede o arrastamento dessas partículas.
➤ Dificulta o desenvolvimento das ervas daninhas. É uma forma de controlo barata e que não causa prejuízos ao meio ambiente, pois restringe a luz que chega à superfície do solo. Não invalida totalmente a germinação das sementes das infestantes, mas dificulta bastante o seu desenvolvimento e atrasa bastante o seu crescimento.
➤ Propicia uma temperatura mais constante no solo. Esta vantagem é benéfica tanto nos climas muito quentes, como nos climas muito frios. A camada vegetal protege as raízes das plantas ao evitar grandes oscilações de temperatura no solo, gerando assim um microclima favorável à maioria das plantas. Evita também as rachaduras provocadas pelas oscilações de temperatura, sendo que o contraste entre o frio e o calor provoca a dilatação e retração do solo, o que, consequentemente, leva ao seu rachamento.
➤ Protege o solo das condições ambientais severas. Como já foi referido anteriormente, protege o solo do frio e do calor, servindo também de proteção contra as chuvas fortes. Quando a chuva é muito intensa, promove a compactação e endurecimento da terra, levando também ao seu encharcamento. A camada de matéria vegetal evita o impacto das gotas sobre a terra, facilitando e propiciando uma estrutura equilibrada.
➤ Propicia um ambiente equilibrado pois favorece o desenvolvimento de minhocas e de micro-organismos benéficos do solo o que, consequentemente, torna a terra mais rica e porosa.
As boas práticas da cobertura de solo (mulching)
A cobertura orgânica do solo pode ser composta por diversos materiais de restos vegetais, tais como: cascas de árvores, folhas secas, serradura, restos de grama, entre outros.
Também existe a cobertura inorgânica, sendo esta feita por materiais que não se decompõem, tais como pedras, cascalho, pneus picados, plástico, entre outros. Apesar de serem coberturas bonitas, não oferecem as mesmas vantagens da cobertura orgânica.
Para que uma cobertura de solo resulte, é necessário que o terreno se apresente limpo, livre de daninhas e ligeiramente húmido. É aconselhável arejar a superfície da terra com ajuda de uma enxada ou moto enxada, caso sejam terrenos de maior dimensão.
Escolha a matéria vegetal e coloque nas entre as linhas da cultura. Evite encostar na planta de modo a prevenir que ela fique húmida demais e sofra de ataque de fungos. Não exagere na altura da camada vegetal, pois uma camada muito grossa pode levar a que as raízes cresçam demasiado sobre a superfície da terra. O ideal é manter uma faixa até um máximo de cinco centímetros de altura. Por fim, regue bem de modo a acamar o material vegetal. A reposição do material vegetal deve ser feita sempre que necessário, já que este vai-se decompondo pela ação dos micro-organismos.
Nas árvores frutíferas deixe em torno de 10 a 30 centímetros à volta do tronco da planta e não convém que o mulching ultrapasse os 10 a 15 centímetros de altura.
Apesar da cobertura de solo apresentar inúmeros benefícios para o solo e plantas, existe um senão: em climas húmidos ou invernos chuvosos, o mulching cria um ambiente propício a pragas como caracóis e lesmas. (Lesmas e caracóis, como se livrar deles)
Solo ácido e solo alcalino - saiba como ajustar o pH
O pH está diretamente ligado às rochas que deram origem ao solo, mas é influenciado por outros fatores entre eles: a interação do clima, a concentração de sais, metais ou ácidos, os fertilizantes ou substancias orgânicas que são acrescentadas ao seu preparo. No Brasil e em Portugal os solos são predominantemente ácidos.
A importância do pH do solo
O pH do solo é determinante até na cor de algumas flores, como as hortênsias. Se o pH do solo estiver ácido, as hortênsias apresentarão cor azul, se o pH for alcalino, elas apresentarão cores que variam do rosa ao quase branco. A intensidade dessas cores depende do teor de intensidade da acidez ou alcalinidade do solo, ou seja, quanto mais ácido, mais intenso será o azul e quanto mais básico, mais clara será a flor.
Como determinar e corrigir o pH do solo
Determinar o tipo de solo é um dos primeiros factores a ter em conta na hora de escolher o melhor método para corrigir o pH do solo. A correção deve ser cautelosa, deve ser realizada em base numa análise ao solo de modo a não provocar desequilíbrios maiores.
O processo mais comum e viável de avaliar o pH do solo é através da recolha de amostras de terra e enviar para centros de análises. Mas existem outros métodos que pode realizar em casa, apesar de não oferecerem resultados tão concretos.
Poderá medir medir o pH da área que pretende cultivar com ajuda de um estojo medidor de pH, que se encontra em lojas especializadas ou em centros de jardinagem. O processo é fácil, é necessário cavar um buraco com cerca de 5 a 10 centímetros e enchê-lo com água destilada. Insira a sonda medidora nessa lama.
Verifique a acidez do solo com materiais caseiros. Recolha a terra e coloque uma pequena porção em dois copos iguais e adicione água destilada até formar uma pasta. Num dos copos misture o bicarbonato de sódio, aproximadamente uma colher de sobremesa e mexa, na outra taça verta o vinagre. Espere alguns instantes e observe a reação de cada combinação, se a mistura de bicarbonato de sódio esfervecer é sinal que a terra é ácida, se for a terra com vinagre a esfervecer é sinal que o nosso solo é básico ou calcário. Se nenhuma das duas combinações reagir, o solo é neutro.
Se pretende uma leitura precisa, poderá adquirir umas fitas indicadoras de pH e mergulhá-as na solução da terra que pretende analisar, misturada com água destilada. Depois de imergir a fita na lama obtida espere uns 30 segundos e passe-a rapidamente por água destilada e compare a tonalidade obtida com as cores da caixa.
Também é possível medir a acidez em casa, usando um repolho.Ferva o repolho até ele libertar o pigmento. Misture água destilada e deixe repousar aproximadamente 3 horas.
Depois adicione a terra ou outra substancia que pretenda analisar. Observe o comportamento da mistura, se ela for verde a substancia é alcalina, se ficar vermelha é acida.
Como corrigir o pH do solo
Solos alcalinos
O solo alcalino é um solo cujo o pH se situa acima de 7. Contém uma parte parte importante de calcário, sendo difícil manter vegetais sensíveis a este elemento, eles facilmente amarelecem devido à clorose férrica, um mal frequente neste tipo de terra.
➢Incorpore materiais orgânicos para reduzir o pH. Este método é barato e natural, pode ser usado estrume, composto, turfa, adubos verdes, resíduos de folhas e galhos. Conforme os microrganismos vão decompondo o material, vão-se libertando substancias ácidas ao solo. Com o tempo estes materiais orgânicos tendem a diminuir o pH do solo, contudo vale lembrar que o procedimento é lento, mas a inclusão destes materiais têm outros benefícios, melhoram a drenagem e a aeração do solo.
➢Aplique enxofre. Este elemento aumenta a acidez do solo gradualmente, mas depende de outros factores como humidade, temperatura e bactérias do solo.
➢Acrescente sulfato de alumínio. Este é um modo rápido, contudo ele provoca uma reação química que pode levar a efeitos indesejáveis, por este motivo alguns agricultores preferem não o usar. .
Solos ácidos
Os solos ácidos apresentam um pH inferior a 7 e apesar de serem predominantemente férteis, a disponibilidade dos nutrientes é muito reduzida às plantas. Contém uma baixa percentagem de cálcio, um macronutriente secundário que além de promover a redução da acidez do solo e diminuir a toxidade pelo cobre ou alumínio, aumenta a disponibilidade de outros nutrientes, potencia a atividade microbiana, melhora o desenvolvimento das raízes, garante o vigor e proporciona rigidez aos tecidos das plantas. Em solos com um pH inferior a 5,5, a solubilidade do cálcio, do magnésio e do fósforo é reduzida.
A correção dos solos ácidos faz-se com substancias alcalinas como cal, calcário em pó, conchas moídas, marga ou cinzas de madeira.
➢ A calagem é o método mais utilizado para aumentar o pH do solo. Consiste na adição de compostos que contém cal ou calcário em pó. O processo deve ser realizado no Outono, incorporando o calcário ao solo numa cava profunda. A cal têm um baixo impacto em solos secos, por esse facto é recomendado regar o solo regularmente, de modo a potencializar o efeito do corretivo.
➢ A cal agrícola é um pó bastante fino, que o solo absorve com muita facilidade. Contudo, é mais difícil de espalhar e pode entupir o aplicador.
➢ As cais granulada e em pasta são fáceis de espalhar, mas não são tão eficientes na alteração pH.
➢ A cal hidratada é recomendada apenas para os solos muito ácidos, é mais solúvel em água que as restantes e sobe o pH do solo rapidamente.
➢ Algumas fontes de cal contêm micronutrientes, como dolomita, mistura de carbonatos de magnésio e cálcio. São recomendadas a terrenos que apresentem deficiência de magnésio, não aplique desmesuradamente, sob o risco de provocar desequilíbrios por excesso de nutrientes.
➢ A aplicação de cinzas de madeira não é viável em grandes extensões pelo facto de serem necessárias grandes quantidades, mas em pequenas hortas pode ser bastante favorável, apesar de não serem tão eficientes quanto o calcário a curto prazo. Têm porém a vantagem de acrescentar micronutrientes importantes como o cálcio, fosforo, potássio, boro, fosfato. Leia em: As vantagens da cinza na agricultura.
Plantas indicadoras do pH do solo
Plantas indicadoras de solos alcalinos: Dente-de-leão (Taraxacum officinale), Alfafa (Medicago sativa), Morugem (Stellaria media), Cenoura (Daucus carota), Chenopodium (Chenopodiaceae), Chicória (Cichorium intybus).
Plantas indicadoras de solos ácidos: Junça (Cyperus rotundus), Azedinha ( Oxalis oxyptera), Serradela brava (Ornithopus compressus), Milhãs (Echinochloa), Fetos (Pteridium aquilinum), Erva Pinheira (Sedum anglicum), Malmequer da Praia (Aster tripolum), Margarida ( Bellis perennis).
Plantas de solos ácidos : azáleas, camélias, mandioca, mirtilos, coníferas.
Plantas de solos levemente ácidos : A maioria das horticultas, das plantas ornamentais e relva.
Plantas de solos alcalinos: brincos de princesa, azevinho, azinheira, oliveira, diospireiro (caqui), Figueira, cotonéaster, campanulas, clematis, cravos, syringa, feijão comum.
Hormonas de enraizamento caseiras
Na natureza há sempre respostas para tudo, com os conhecimentos certos conseguimos fertilizantes naturais, repelentes caseiros, inseticidas naturais, fungicidas caseiros e até enraizadores naturais. Hoje vamos falar especialmente de hormonas de enraizamento feitas em casa com materiais fáceis de encontrar.
Antes de começar pelos procedimentos, é bom saber que a altura ideal de enraizar as estacas é quando a planta recomeça o ciclo vegetativo, ou seja na primavera (Salvo algumas exceções). A planta mãe deve estar em boas condições de modo a garantir estacas fortes e saudáveis.
Com ajuda de uma faca ou tesoura bem afiada corte as estacas de um modo oblíquo, com aproximadamente 10 centímetros de comprimento, dependendo da espécie. O corte deve ser executado logo abaixo de um olho ou de um rebento. Corte as terminações do ramo de modo a deixar apenas de 3 a 5 folhas.
Mergulhe a extremidade da estaca nas hormonas de enraizamento e enterre-a no substrato, de modo a que pelo menos um nó fique debaixo da terra. Mantenha preferencialmente numa temperatura de 20º, durante as primeiras semanas.
Como fazer hormonas de enraizamento caseiras
Hormonas de enraizamento de salgueiro:
O salgueiro contém rizocalina, uma substancia que que desperta o desenvolvimento de novas raízes e entra na composição de vários enraizadores comerciais.Corte cascas e galhos de salgueiro (preferencialmente as pontas mais jovens), mergulhe-os em água a ferver. Mantenha a mistura a macerar por 24 horas. Depois coe o preparado e guarde o liquido num frasco de vidro no frigorífico.
Antes de espetar as estacas na terra, introduza a base por 3 horas na solução de salgueiro.
Enraizador de junça:
A junça é rica em fitormônios e possui um alto poder regenerativo, qualidades que a levam a ser usada na produção de enraizante caseiro. (No Brasil chamam a junça de tiririca)Arranque a junça com raiz e bolbos, lave-a com fim de retirar a terra e fragmente-a em pequenas porções. Coloque no liquidificador, cubra-a com água e triture. Coe e guarde num frasco de vidro no frigorífico.
Mergulhe a base das estacas na solução antes de as plantar por 3 horas. Posteriormente poderá também regar as estacas com esta solução diluída numa percentagem igual de água.
Enraizar estacas em água: Coloque 2 colheres de sopa do enraizador de junça em 1 litro de água. Emerja a base dos galhos no liquido durante 24 horas, depois troque por água limpa e mantenha até ao aparecimento das raízes.
Enraizadr de lentilhas:
No ato da germinação as lentilhas libertam ácido indolbutírico, um enraizador natural.Coloque um copo de lentilhas num frasco de vidro e encha com quatro copos de água. Deixe em repouso em local fresco e sombreado, até as lentilhas começarem a germinar. Depois triture tudo.
Antes de plantar as estacas, mergulhe-as nesta solução por aproximadamente uma hora.
Este enraizador pode aplicar-se na rega. Dilua na proporção de uma parte de enraizador em 4 partes de água e regue as jovens estacas.
PS: Também dá para fazer com feijão, porém o processo de germinação desta leguminosa leva um pouco mais de tempo.
Plantas amigas: Consorciação de culturas
Chamamos plantas amigas a um grupo de plantas que vivem em harmonia e que se suportam ou ajudam mutuamente. Esta associação também é chamada consorciação de culturas e têm como objectivo principal aumentar a produtividade de uma determinada área de terra, tendo em conta as necessidades e exigências de cada planta e permitir a obtenção de vários tipos de vegetais na mesma superfície de solo.
Tudo é tido em conta, o tipo de terra, o clima, a temperatura, a exigência em água, o tipo de raízes, com o fim de não associar plantas que possam competir entre si.
As características das raízes são também um factor a ter em conta, juntar plantas de raízes profundas juntamente com as de raízes rasas, permite um melhor aproveitamento de nutrientes em diferentes profundidades do solo.
Exemplos de algumas práticas de consorciação
Culturas Plantas amigas Combinações Desfavoráveis
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Abóbora- Milho, Melão, Alface, Batata, Rabanete
Feijão,
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Acelga - Cebola, Repolho, Beterraba,
Cenoura
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Alface - Cenoura, Beterraba, Rabanete Espinafre, salsa, girassol
Alho Francês, Pepino, Abóbora
Cebola, Feijão
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Alho- Aipo, Beterraba, Couve Ervilha, Espargo,
Alface, Cenoura, Pepino, Feijão, Repolho
Tomateiro
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Batata - Repolho, Ervilha, Abóbora, Cebola, Beterraba
Feijão, Aipo, Ervilha, Berinjela, Couve, Ervilha,
Espinafre, Rabanete Girassol, Milho, Tomateiro
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Beterraba - Couve de bruxelas, Brócolos Alho Francês, Cenoura
Cebola, Acelga, Repolho Batata, Feijão, Milho
Pepino, Alho, Alface, Acelga Tomateiro
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Cebola - Alface, Beterraba, Repolho Batata, Couve, Ervilha,
Cenoura, alho Francês, Alho Feijão
Erva doce, pepino, Tomateiro
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Cenoura - Repolho, Ervilha, Alho porro Beterraba, Funcho
Rabanete, Cebola, Alface,
Tomateiro
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Ervilha - Cenoura, Nabo, Pepino, Feijão Alho, Alho Francês
Rabanete, Aipo, Batata, Nabo Cebola, Feijão, Salsa
Milho
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Feijão- Alface, Aipo, Batata, Alho, Ervilha, Cebola,
Cenoura, Beterraba, Espinafre, Batata, Alho Francês
Milho, Pepino, Tomateiro
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Milho- Abóbora, Alface, Feijão Aipo, Batata, Beterraba
Pepino, Tomateiro, Ervilha
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Pepino - Repolho, Rabanete, Batata, tomateiro, rabanete,
Feijão, Milho Rábano
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Pimento- Cebola, cenoura, Rábano
Tomateiro, salsa
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Rabanete- Ervilha - Cenoura - Alface
Pepino, Espinafre
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Repolho - Brócolos, Tomate, Morangueiro, Tomateiro
Couve de bruxelas, Espinafre,
Acelga, beterraba
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Tomateiro - Cebola, Cenoura, Repolho, Ervilha, Couve, Batata,
Brócolos, Berinjela, Beterraba,
Alho Francês, Alho,
Alface. Espinafre, Salsa
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