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Como fazer adubo liquido de estrume

como fazer Adubo liquido biofertilizante de estrume

Na natureza as plantas são adubadas de uma forma natural e cíclica,recebem nutrientes através da decomposição de folhas e dos animais. Em nossa casa seja nos vasos ou no jardim não há esse equilíbrio e cabe-nos a nós complementar essas necessidades para que elas cresçam harmoniosamente.
Há muitas maneiras de fertilizar as fertilizar, o leque de opções é grande, mas se pretende-mos um adubo, prático, económico e que não agrida o meio ambientes, as escolhas ficam mais reduzidas. E é aqui que entra o adubo liquido biofertilizante de estrume, ele reúne todas essas condições é sustentável e possui vários nutrientes uteis ao crescimento das plantas, macro e micro nutrientes.
Outras opções orgânicas: Adubos e fertilizantes naturais.

Este adubo liquido pode-se fazer em casa, é feito a partir de estrume curtido e pode ser aplicada em todo o tipo de plantas, seja na horta ou no jardim. Se não tiverem estrume em casa podem comprar aquele que vem embalado nos centros de jardinagem.

As vantagens de usar adubo liquido biofertilizante de estrume nas culturas


➢ É um adubo completo e equilibrado, rico em nitrogénio e outos macro nutrientes, conta também com micro nutrientes, essenciais para o desenvolvimento das plantas.
Possibilita o reaproveitamento de matéria-prima, utilizando técnicas naturais e contribui para a preservação do meio ambientes. 
É económico, este adubo liquido apresenta um custo inferior aos fertilizantes químicos.
Garante uma excelente nutrição e permite a produção de alimentos mais saudáveis
Melhora o crescimento, a qualidade e a produtividade das plantas, nutre-as, fortalece-as e torna-as mais resistentes às doenças e ao ataque de pragas.
É favorável ao meio ambiente, promove e estimula a atividade biológica do solo, não é tóxico e não altera o equilíbrio biológico do ecossistema.

Preparação do adubo liquido feito com estrume


Converter estrume sólido em adubo líquidos é muito fácil e esta transformação facilita a aplicação e permite uma rápida disponibilidade à planta. Este fertilizante liquido é adequado para todas as plantas da horta, plantas ornamentais de interior ou exterior, ele é diluído e não vai queimar. 

Para preparar a calda vamos precisar de um balde, estrume curtido e água. A diluição é feita aproximadamente  a 5%, ou seja 1/2 litro (volume) de estrume para 9 litros de água.

Coloca-se o estrume no fundo do balde e acrescenta-se a água.
Tapa-se o balde e deixa-se atuar a mistura por 10 dias em local arejado e protegido do sol.
Se preferirem podem transferir a calda para um recipiente fechado.
Passado os 10 dias côa-se a calda. Guarda-se a parte liquida num outro recipiente fechado e a parte solida que restou incorpora-se no solo à volta das plantas, ela continua a ter qualidades fertilizantes e melhora a textura do solo.
Esta calda fertilizante deve ser guardada em local fresco e sombreado e pode ser usada até 6 meses.

Como aplicar a calda fertilizante de estrume


Após realizar as etapas referidas atrás, o fertilizante líquido está pronto a ser usado, mas só depois de diluído. Antes da aplicação este deve ser diluído a 10%, uma parte de calda para nove partes de água. Exemplo: 1 litro de calda de estrume para 9 litros de água.
O preparado pode ser pulverizado ou aplicado diretamente no solo.
Quando é escolhida opção de pulverização, deve-se evitar aplicar nas horas de maior calor. Pulveriza-se a planta e o solo ao redor.
No solo, aplica-se aproximadamente 50 ml de ca calda diluída próximo às raízes das plantas. Lembrando que é recomendado regar as plantas antes de adubar.
De um modo geral a frequência da fertilização faz-se de duas em duas semanas, mas esta dinâmica varia conforme as necessidades da cultura, se as plantas que necessitam de uma maior manutenção, encurte os períodos.
Não é recomendado aplicar a calda sobre plantas em processo de floração, porque pode repelir insetos responsáveis pela polinização.

Bokashi - adubo orgânico caseiro

Como fazer adubo Bokashi
Como faço o meu Bokashi - https://youtu.be/iddMhcXrDWM

O adubo bokashi (também conhecido como biokashié um adubo orgânico de origem vegetal ou animalsubmetido a um processo de fermentação controlada. O nome têm origem japonesa e significa diluir, dissolver e é também uma palavra que se usa para designar composto orgânico. É também conhecido por "fermento da vida", porque vitaliza o solo, introduz microrganismos benéficos, estimula o aumento e a diversidade de organismos que vivem na terra. Proporcionando assim condições favoráveis ao crescimento sadio e equilibrado das plantas.

Como fazer kenki bokashi (fermentação anaeróbia)


O Bokashi é feito por meio de uma técnica japonesa que permite fazer um adubo orgânico, que substitui perfeitamente os adubos químicos, contém apropriadamente os nutrientes essenciais N, P, K, Ca, Mg e S, além dos micronutrientes. Ao contrário dos adubos químicos, ele fornece os nutrientes à planta de forma gradual, moderada e racional, pois a sua absorção não se realiza pelo processo de osmose, mas sim, através de microrganismos que se multiplicam na rizosfera das plantas.
Há duas maneiras de preparar o bokashi, um dos processos é conhecido por fermentação aeróbica que é realizado com a presença de ar e o outro por fermentação anaeróbica (kenki bokashi), faz-se sem a presença de ar.

Um dos elementos mais importantes na preparação de bokashi é o inoculante: o EM (Effective Microorganisms), uma mistura de micro organismos benéficos. Os micro organismos trabalham em simbiose com as plantas, fornecem-lhes nutrientes e estas por sua vez passam glicose ao micro organismos. O EM pode ser comprado pronto ou ser feito em casa. Leia mais em: Como capturar os microrganismos eficientes na natureza.

Existem várias formulas de preparar o bokashi, os ingredientes podem ser variáveis, de acordo com a disponibilidade. Os elementos são adaptados aos produtos de cada região, tendo como base principal o cuidado de variar os materiais utilizados de modo a conseguir uma maior diversidade de nutrientes. As principais matérias-primas recomendadas para se fazer o Bokashi são:

Principais ingredientes do bokashi


Farelos de diversos cereais (arroz, trigo, cevada, milho, etc.). No lugar dos farelos também pode ser acrescentado mandioca, milho triturado ou até mesmo ração para animais desde que seja triturada.
Sementes trituradas: soja, amendoim, mamona, girassol, etc.
Materiais vegetais: palha, cascas trituradas, etc
Farinhas de origem animal (peixe, carne, osso), pode colocá-los sozinhos ou fazer uma mistura dos mesmos
Minerais: pó de rocha, calcário, cinzas, carvão, etc.
 EM ativado, na proporção de 1 litro de água sem cloro, 20 ml de EM-4 e 20 g de açúcar mascavado ou melaço (Esta proporção é variável)

Como preparar bokashi


Misture todos os elementos secos e humedeça com o fermento EM diluído e água suficiente até atingir 50% de umidade, isto é, quando se apertar um punhado da mistura e ela fica molhado sem escorrimento de água entre os dedos. A mistura não pode ficar muito húmida, ela estará no ponto quando ao apertar com a mão se forme tipo de uma bola que se desfarela facilmente ao toque.
Coloque a mistura dentro um saco plástico escuro sem nenhum furo, retire todo o ar, aperte bem e compacte o mais que puder, feche hermeticamente o saco. É fundamental que a mistura não entre em contato com o ar durante o processo, pretendemos que ocorra uma fermentação anaeróbica. Guarde num lugar sombrio por 21 dias, depois estará pronto a usar. O bokashi pronto deve apresentar um odor agridoce, meio parecido com a silagem, se apresentar um odor desagradável é porque o objetivo não foi conseguido (provavelmente entrou em contato com ar).

O Kenki Bokashi deve ser usado o mais breve possível, se pretende aumentar a duração seque-o à sombra, deste modo previne-se que entre em processo de fermentação aeróbica e atinja altas temperaturas. Espalhe-o sobre uma superfície protegida e deixe-o secar à sombra. É normal que durante a secagem do kenki bokashi haja a multiplicação de fungos filamentosos de aspeto esbranquiçado sobre a superfície.
O bokashi depois de seco, pode ser armazenado por um máximo, 6 meses.
Saberemos que o nosso adubo bokashi está ativo quando depois de aplicado surgir um bolor branco no solo.

No processo de fermentação aeróbica (com a presença de ar), o material não é embalado, é apenas coberto com a finalidade de evitar a desidratação. Requer um pouco mais de trabalho pelo facto de ser necessário revirar diariamente, de modo a não deixar alcançar altas temperaturas, evitando assim que os nutrientes se percam. Este processo é mais rápido que o anaeróbico, fica pronto em aproximadamente uma semana, dependo das condições ambientais.

Possíveis formulas de bokashi


1 kg de farelo de arroz
400 gramas de farelo de trigo
300 gramas de fubá
300 gramas de farelo de soja
100 gramas de açúcar mascavado
1 copo de pó de carvão
1 cabeça e as tripas de uma sardinha trituradas em 200 ml de água
EM ativado até atingir o ponto de humidade

4,5 kg de farelo de arroz (pode trocar por farelo de trigo, soja, etc... ou a mistura destes)
1 kg de torta, pode ser de mamona ou outra (tudo o que produza óleo)
0,6 kg de farinha de ossos
0,5 kg de cinza de madeira
0,5 kg de palha de arroz ou outra
EM ativado até atingir o ponto de humidade

5 kg de farelo de trigo ou arroz
3,5 kg de farelo de soja, algodão ou mamona
1,5 kg de palhas, cascas ou folhas secas
300 g de farinha de ossos
150 g de fosfato natural
150 g de pó de rocha
300 g de açúcar mascavo
EM ativado até atingir o ponto de humidade

A utilização do adubo bokashi melhora vários aspectos do solo


➢Aumenta a quantidade e a diversidade de micro-organismos no solo.
➢ Melhora as características físicas do solo, torna-o mais arejado, poroso, com maior capacidade de retenção de humidade e reduz a erosão.
➢ Aumenta o conteúdo de macro e micronutrientes no solo
➢ Fertiliza o solo com nutrientes quelatados, que são libertados gradualmente e de forma equilibrada. Os nutrientes são libertados gradativamente por um período que varia entre 1 a 3 meses.
➢Estimula a produção de substancias bioativas, como enzimas que favorecem o desenvolvimento das raízes.
➢ Controla e previne as pragas e as doenças das plantas e da terra.

Como usar o adubo bokashi


O bokashi pode ser usado na horta biológica, jardins, no cultivo de hortaliças, cultivo de agrícolas em geral e até flores em vasos. Geralmente aplica-se à rasão de 200 ou 300 gramas por m², dependo da composição do bokashi e das plantas em questão. Deve ser praticado em solos com boa disponibilidade de matéria orgãnica, caso  contrario poderá levar ao endurecimento do solo. Não use durante a floração da planta. Aplique umas vez a cada dois ou três meses.

Ele tanto pode ser usado como adubo de fundo como de cobertura, a uma profundidade máxima de 10 centímetros. Não o coloque diretamente em contato com as plantas. Terá uma maior eficiência se tapar a área adubada com cobertura orgânica, o objetivo é proteger os fungos que são foto sensíveis, na natureza eles vivem abaixo da camada superficial do solo.

Nas plantas envasadas forneça uma colher de chá ou de sopa de bokashi por mês, dependendo do tamanho do vaso (num vaso de 20 centímetros uma colher de sopa é suficiente). Aplique-o sobre o substrato num canto do vaso, com o cuidado de não o posicionar demasiado perto da planta. Na próxima adubação coloque o adubo num canto oposto. O bokashi é um adubo muito usado e apreciado pelos orquidófilos.

O bokashi pode ser usado como base de um poderoso fertilizante liquido para pulverizar as plantas em geral. Faça um saché com 100 gramas de adubo bokashi, utilize um tecido poroso e deixe de molho em 10 litros de água durante 12 horas. No dia seguinte esprema o saché e pulverize as plantas com essa solução. Realize até duas aplicações por mês.

Nas plantas epífitas, use o sachê de bokashi. Coloque um colher de sopa de adubo no meio de um pedaço de tecido poroso e ate. Coloque o embrulho perto da planta mas não encostado. Quando regar dirija a água ao embrulho.

Coleta e multiplicação de microrganismos eficazes - EM

Coleta e multiplicação de micro organismos eficazes ou eficientes - EM

Os microrganismos eficazes são minúsculos seres vivos compostos por fungos, baterias, leveduras e actinomicetos, que desempenham um papel importantíssimo estabelecendo o equilíbrio e vida do solo. A presença dos microrganismos eficientes proporciona um solo mais rico em energia vital fazendo com que a capacidade natural de produção seja plena

Existe pouca documentação científica sobre o uso dos microrganismos eficazes, mas há algumas fontes que afirmam que a descoberta e o desenvolvimento deste inoculante é da responsabilidade do Dr. Teuro Higa, professor da Universidade de Ryukyus, Okinawa, Japão, por volta de 1982.

Vantagens do uso dos microrganismos eficazes - EM


  • O uso do EM reduz os impactos ambientais proporciona sistemas limpos, permite a produção de alimentos saudáveis, equilibrados nutricionalmente e livres de resíduos químicos. 
  • Aceleram o processo de decomposição da matéria orgânica, aumentam a sua eficácia como fertilizantes e facilitam a libertação de maiores quantidades de alimentos para as plantas.
  • Fermentam a matéria orgânica ao invés de a deteriorar, proporcionando um processo limpo e livre de odores.
  • Melhoram a fertilidade, ajudam na fixação do nitrogénio, recompõe os aspetos biológicos, físicos e químicos do solo.
  • Diminuem ou reduzem as doenças do solo e das plantas. Auxiliam no controle de microrganismos nocivos às plantas, reduzem as doenças patogénicas do solo e auxiliam no controle das doenças da folhagem.
  • Têm ação fortificante, melhora o metabolismo da planta e aumenta a produção agrícola. 

Coleta de microrganismos eficazes (EM)


Os Microrganismos podem ser cultivados em qualquer época do ano. No entanto as estações chuvosas devem ser evitadas, são mais propicias ao crescimento de fungos menos desejáveis ​​para o uso pretendido. Para a coleta e multiplicação do EM irá precisar dos seguintes elementos:
Coza cerca de 700 gramas de arroz em água, sem qualquer tipo de aditivo. Quando ele arrefecer coloque-o numa bandeja, numa telha, garrafa plástica cortada ao meio, pratos, ou outros que tenha à mão. Interessa que que escolha um recipiente que possa ser coberto e amarrado, de modo a que o arroz fique protegido no meio. No Japão usam como meio de captura uma cana de bambu aberta ao meio. Numa das metades é colocado o arroz cozido, a outra serve de tampa. Na ausência de bambu adaptam-se outras possibilidades, eu uso dois pratos de barro, coloco o arroz numa das metades e cubro com o outro, depois prendo os dois pratos com um elástico forte.

Busque um meio virgem como uma floresta, escolha um lugar com bastante matéria orgânica. Coloque a bandeja de arroz cozido sobre esse solo e cubra-a com a camada superficial de matéria orgânica do local da colheita e espere 7 a 15 dias. Após os 7 dias, verifique se o arroz está coberto de um mofo branco ou colorido, caso o crescimento de fungos for escasso, volte a cobrir a caixa e aguarde mais 3 dias antes de verificar novamente.

Como cultivar os microrganismos (EM) depois de coletados



Ao desenterrar o arroz ele deve encontrar-se com manchas coloridas, uma caraterística que testemunha a presença dos microrganismos. Quanto mais cores melhor, poderão ser amarelos, azuis, rosas, laranjas, etc. As colorações no arroz variam em função do tipo de local onde foram capturados os microrganismos. A recomendação é que pode usar qualquer uma dessas tonalidades, menos os tons escuros, os pretos, marrons e os cinzas, porque são dominantes. Descarte os fungos escuros e aproveite os coloridos.
Depois de escolhidos e coletados os microrganismos, o passo seguinte é multiplicar os seus números.
  • 5 garrafas plásticas
  • 700 gramas de açúcar mascavado ou demerara (aproximadamente 100 gramas por litro de água). Pode trocar o açúcar por melaço na mesma proporção, 10 % da quantidade de água.. 
  • 700 gramas de arroz branco (aproximadamente)
  • Água sem cloro
➢Divida o arroz colorido em mais ou menos 5 garrafas de plástico.
➢Distribua o açúcar mascavado ou o melaço em cada garrafa.
➢Acrescente a água mas não encha a garrafa na totalidade, deixe um espaço livre.
➢Aperte a garrafa de modo a fazer o liquido chegar ao gargalo e rolhe bem. A ideia é permitir uma fermentação anaeróbica, sem ar.
➢Ao fim de algum tempo a mistura vai fermentar e a parte amolgada da garrafa vai inchar, abra-a, liberte o gaz e aperte de novo.
➢Repita a operação até já não haver mais gaz (entre 10 a 15 dias). Coe o preparado e reserve em garrafas plásticas bem rolhadas. Armazene em local  fresco e escuro até o máximo de um ano.

O EM tem um odor doce e agradável, a coloração é alaranjada, esta poderá ser mais clara ou mais escura dependendo da matéria prima utilizada.

Aplicações dos microrganismos eficientes - EM


O uso do liquido de micro organismos eficazes é utilizado na pulverização do solo ou das plantas na proporção de 10 ml de ME por 10 lt de água. No caso de queimar as bordas das folhas, utilize uma concentração inferior, 5 ml para 10 litros de água. Não realizar as pulverizações nos horários de maior calor, fazer as pulverizações pela manhã, bem cedinho, no final do dia ou em dias nublados.

Usados sobre as pilhas de compostagem aceleram a decomposição de qualquer tipo de matéria orgânica. A utilização de microrganismos benéficos gera uma maior concentração de nutrientes e faz com que o processo de preparação seja mais rápido e eficaz.

O EM é um dos elementos mais importantes na preparação de bokashi. Dilua o liquido de ME na proporção de 20 ml de ME e 20 gramas de açúcar mascavado para 1 litro lde água. 
Aplique o caldo sobre os materiais até alcançar uma humidade a rondar os 50%. Leia mais em: Bokashi - adubo orgânico caseiro

A inoculação de sementes permite aumentar a produtividade do cultivo das leguminosas. Com a inoculação pretende-se associar as bactérias fixadoras de nitrogénio ás plantas e deste modo dispensar o uso de adubos nitrogenados. Mergulhe por uma hora as sementes numa solução de EM a 10%, ou seja, 1 ml de EM em 1 litro de água.

O EM elimina o mau cheiro, trata os resíduos nos espaços dos animais. Pode ser usados nas fossas sépticas, cama do gado, estrume, fezes de cães e gatos, entre outros. Pulverize os resíduos com uma solução de EM a 10% a cada 3 dias, nas horas de menor calor, até o cheiro diminuir, depois uma pulverização por mês poderá ser suficiente. Podem também ser usados na limpeza de caixas de gordura das pias, dos ralos e no tratamento dos resíduos da casa de banho.

O preparado de   microrganismos eficazes reduz a propagação de moscas e formigas. Pulverizado sobre o chão ou sobre os animais a 10%, o EM,  têm a capacidade de afastar as moscas, formigas e carraças (carrapatos).

Retira a ferrugem das instalações, máquinas e ferramentas. Realize a limpeza das ferramentas com uma solução de EM a 5%.

Descontamina a água e restaura o equilíbrio natural do sistema aquático com efeitos benéficos e sustentáveis. Aplique um litro de EM em 1000 litros de água, após descontaminar a lagoa ou outro espaço, faça a manutenção mensal com 1 litro de EM para 10000 de água.

Ameniza os efeitos dos agentes poluidores, reduzindo o impacto ambiental. Sendo usados nos saneamentos, nos aterros sanitários resíduos de industrias. É realizada uma pulverização diária sobre a superfície dos resíduos.

Foto: Pixabay

Como preparar terra para cactos e suculentas

Mistura de substrato para cactos e suculentas
No seu habitat natural todas as plantas vivem em conformidade com as condições que as rodeiam, desenvolvem capacidades que lhes permitem sobreviver até em condições mais hostis. Quando cultivamos as plantas em casa, cabe-nos criar condições parecidas ao seu ambiente natural, este é o principal fator que leva ao sucesso do cultivo das plantas em casa.
Assim acontece com os cactos e as suculentas, que vivem em condições extremas, adaptam-se a longos períodos de seca, conseguindo armazenar grandes quantidades de água nos seus caules ou folhas suculentas.  A maioria dos cactos e suculentas provém de zonas desérticas, preferem terras bem leves, porosas e com boa capacidade de drenagem, que não permitem a acumulação de água, e minimizam os riscos do apodrecimento das raízes da planta. Ler mais em: Guia dos Cactos e das Suculentas
Há várias maneiras de fazer a mistura de terra para cactos e suculentas, a que proponho a seguir é a que utilizo nas minhas suculentas e têm resultado muito bem.

Material para preparar o substrato de cactos e suculentas


2 medida de substrato
1 medida de areia
1/2 medida de húmus de minhoca
1/2 medida de carvão desfeito

Pode-se usar qualquer medida, dependendo da quantidade de substrato que se vai necessitar. A proporção dos elementos não é absoluta e pode mudar conforme o tipo de substrato usado. Depois de misturar todos os elementos, verificar a consistência da mistura, pretende-se um composto solto. Pressionar o substrato com as mãos, se ele se mostrar compacto incorporar mais areia.
Pode-se usar qualquer tipo de areia, grossa ou fina, desde que não seja areia de mar, esta contém sal e é prejudicial às plantas, a minha preferida é a areia de rio. Outra dica importante, convém desinfetar a areia, é muito comum ela estar contaminada e ser a causadora do contágio dos temíveis nematodos. Colocar a areia num tabuleiro e levar ao forno por aproximadamente 30 minutos na temperatura máxima.

Pode-se também acrescentar uma pequena porção de casca de ovo triturada ao preparado ou cinzas de madeira não tratada. Estes elementos melhoram a textura do solo, aportam cálcio e outros nutriente. As plantas de sol forte precisam um bom aporte de cálcio, ele fortifica os caules e as folhas e torna-os mais resistentes aos agentes externos.
Fonte da foto: Pixabay

Solo ácido e solo alcalino - saiba como ajustar o pH

Solo ácido e solo alcalino - saiba como ajustar o pH
O pH dos solos é a medida da acidez e da alcalinidade dos solos, basicamente o significado é potencial hidrogeniônico. Os níveis variam de 0 a 14, sendo o 7 neuro abaixo do 7 é acido, acima do 7 é básico ou alcalino. A faixa ideal da maioria das plantas situa-se entre os 5,5 e os 7,5 quando a acidez do solo se encontra dentro destes parâmetros, os nutrientes do solo apresentam-se disponíveis, contudo existem várias plantas que encontram as condições ideais fora dessa faixa.

O pH está diretamente ligado às rochas que deram origem ao solo, mas é influenciado por outros fatores entre eles: a interação do clima, a concentração de sais, metais ou ácidos, os fertilizantes ou substancias orgânicas que são acrescentadas ao seu preparo. No Brasil e em Portugal os solos são predominantemente ácidos.

A importância do pH do solo


A medida do pH do solo é um aspecto importante da agricultura, pois ela é determinante no desenvolvimento e produtividade das plantas. O pH demarca a eficácia das plantas absorverem os nutrientes e atingirem o seu potencial de produção total. Quando o solo está em desequilíbrio não é capaz de satisfazer as exigências das plantas, estas começam a apresentar carências pela dificuldade em captar os elementos nutritivos, mesmo que eles estejam presentes em grandes quantidades.

O pH do solo é determinante até na cor de algumas flores, como as hortênsias. Se o pH do solo estiver ácido, as hortênsias apresentarão cor azul, se o pH for alcalino, elas apresentarão cores que variam do rosa ao quase branco. A intensidade dessas cores depende do teor de intensidade da acidez ou alcalinidade do solo, ou seja, quanto mais ácido, mais intenso será o azul e quanto mais básico, mais clara será a flor.
Escala de pH

Como determinar e corrigir o pH do solo


Determinar o tipo de solo é um dos primeiros factores a ter em conta na hora de escolher o melhor método para corrigir o pH do solo. A correção deve ser cautelosa, deve ser realizada em base numa análise ao solo de modo a não provocar desequilíbrios maiores.

O processo mais comum e viável de avaliar o pH do solo é através da recolha de amostras de terra e enviar para centros de análises. Mas existem outros métodos que pode realizar em casa, apesar de não oferecerem resultados tão concretos.

Poderá medir  medir o pH da área que pretende cultivar com ajuda de um estojo medidor de pH, que se encontra em lojas especializadas ou em centros de jardinagem. O processo é fácil, é necessário cavar um buraco com cerca de 5 a 10 centímetros e enchê-lo com água destilada. Insira a sonda medidora nessa lama.

Verifique a acidez do solo com materiais caseiros. Recolha a terra e coloque uma pequena porção em dois copos iguais e adicione água destilada até formar uma pasta. Num dos copos  misture o bicarbonato de sódio, aproximadamente uma colher de sobremesa e mexa, na outra taça verta o vinagre. Espere alguns instantes e observe a reação de cada combinação, se a mistura de bicarbonato de sódio esfervecer é sinal que a terra é ácida, se for a terra com vinagre a esfervecer é sinal que o nosso solo é básico ou calcário. Se nenhuma das duas combinações reagir, o solo é neutro.
Se pretende uma leitura precisa, poderá adquirir umas fitas indicadoras de pH e mergulhá-as na solução da terra que pretende analisar, misturada com água destilada. Depois de imergir a fita na lama obtida espere uns 30 segundos e passe-a rapidamente por água destilada e compare a tonalidade obtida com as cores da caixa.

Também é possível medir a acidez em casa, usando um repolho.Ferva o repolho até ele libertar o pigmento. Misture água destilada  e deixe repousar aproximadamente 3 horas.
Depois adicione a terra ou outra substancia que pretenda analisar. Observe o comportamento da mistura, se ela for verde a substancia é alcalina, se ficar vermelha é acida.

Como corrigir o pH do solo


Solos alcalinos
O solo alcalino é um solo cujo o pH se situa acima de 7. Contém uma parte parte importante de calcário, sendo difícil manter vegetais sensíveis a este elemento, eles facilmente amarelecem devido à clorose férrica, um mal frequente neste tipo de terra.
Incorpore materiais orgânicos para reduzir o pH. Este método é barato e natural, pode ser usado estrume, composto, turfa, adubos verdes, resíduos de folhas e galhos. Conforme os microrganismos vão decompondo o material, vão-se libertando substancias ácidas ao solo. Com o tempo estes materiais orgânicos tendem a diminuir o pH do solo, contudo vale lembrar que o procedimento é lento, mas a inclusão destes materiais têm outros benefícios, melhoram a drenagem e a aeração do solo.
Aplique enxofre. Este elemento aumenta a acidez do solo gradualmente, mas depende de outros factores como humidade, temperatura e bactérias do solo.
Acrescente sulfato de alumínio. Este é um modo rápido, contudo ele provoca uma reação química que pode levar a efeitos indesejáveis, por este motivo alguns agricultores preferem não o usar.  .

Solos ácidos
Os solos ácidos apresentam um pH inferior a 7 e apesar de serem predominantemente férteis, a disponibilidade dos nutrientes é muito reduzida às plantas. Contém uma baixa percentagem de cálcio, um macronutriente secundário que além de promover a redução da acidez do solo e diminuir a toxidade pelo cobre ou alumínio, aumenta a disponibilidade de outros nutrientes, potencia a atividade microbiana, melhora o desenvolvimento das raízes, garante o vigor e proporciona rigidez aos tecidos das plantas. Em solos com um pH inferior a 5,5, a solubilidade do cálcio, do magnésio e do fósforo é reduzida.
A correção dos solos ácidos faz-se com substancias alcalinas como cal, calcário em pó, conchas moídas, marga ou cinzas de madeira.
➢ A calagem é o método mais utilizado para aumentar o pH do solo. Consiste na adição de compostos que contém cal ou calcário em pó. O processo deve ser realizado no Outono, incorporando o calcário ao solo numa cava profunda. A cal têm um baixo impacto em solos secos, por esse facto é recomendado regar o solo regularmente, de modo a potencializar o efeito do corretivo.
A cal agrícola é um pó bastante fino, que o solo absorve com muita facilidade. Contudo, é mais difícil de espalhar e pode entupir o aplicador.
➢ As cais granulada e em pasta são fáceis de espalhar, mas não são tão eficientes na alteração pH.
➢ A cal hidratada é recomendada apenas para os solos muito ácidos, é mais solúvel em água que as restantes e sobe o pH do solo rapidamente.
➢ Algumas fontes de cal contêm micronutrientes, como dolomita, mistura de carbonatos de magnésio e cálcio. São recomendadas a terrenos que apresentem deficiência de magnésio, não aplique desmesuradamente, sob o risco de provocar desequilíbrios por excesso de nutrientes.
➢ A aplicação de cinzas de madeira não é viável em grandes extensões pelo facto de serem necessárias grandes quantidades, mas em pequenas hortas pode ser bastante favorável, apesar de não serem tão eficientes quanto o calcário a curto prazo. Têm porém a vantagem de acrescentar micronutrientes importantes como o cálcio, fosforo, potássio,  boro, fosfato. Leia em: As vantagens da cinza na agricultura.

Plantas indicadoras do pH do solo


Plantas indicadoras de solos alcalinos: Dente-de-leão (Taraxacum officinale), Alfafa (Medicago sativa), Morugem (Stellaria media), Cenoura (Daucus carota), Chenopodium (Chenopodiaceae), Chicória (Cichorium intybus).
Plantas indicadoras de solos ácidos: Junça (Cyperus rotundus), Azedinha ( Oxalis oxyptera), Serradela brava (Ornithopus compressus), Milhãs (Echinochloa), Fetos (Pteridium aquilinum), Erva Pinheira (Sedum anglicum), Malmequer da Praia (Aster tripolum), Margarida ( Bellis perennis).

Plantas de solos ácidos : azáleas, camélias, mandioca, mirtilos, coníferas.
Plantas de solos levemente ácidos : A maioria das horticultas, das plantas ornamentais e relva.
Plantas de solos alcalinos: brincos de princesa, azevinho, azinheira, oliveira, diospireiro (caqui), Figueira, cotonéaster, campanulas, clematis, cravos, syringa, feijão comum.

Adubo de casca de banana

As cascas de banana tendem em ir diretamente para o lixo, mas sabia que elas além de possuírem diversas possibilidades de uso como lustrar sapatos, clarear os dentes, desinflamar a pele, elas também são ricas em nutrientes essenciais ao crescimento das plantas e podem ser utilizadas como fertilizante.

Esta fruta têm a particularidade de acumular grandes quantidades de minerais, grande parte desses elementos permanecem na casca e podem ser aproveitados. O adubo de casca de banana têm excelentes resultados nas plantas em geral, principalmente em árvores e plantas de fruto. Há quem relate que as roseiras adubadas com casca de banana oferecem um perfume mais prolongado.

Como usar casca de banana na adubação das plantas


As cascas de banana devem ser cortadas em pequenos pedaços ou trituradas, depois colocam-se no buraco da plantação ou na superfície do solo, enterrando-as ligeiramente próximas da planta do jardim, da horta ou dos vasos e deixa-se a natureza fazer o seu trabalho. Se preferir bata-as com água no liquidificador e regue a plantas com esta calda.

Também poderá preparar um adubo liquido, colocando 5 cascas de banana em 1 litro de água por dois ou três dias. Depois coa-se e joga-se a parte solida na terra ou na compostagem.
Outra maneira mais rápida passa por colocar as cinco cascas de banana cortadas numa panela com 1 litro de água e deixar ferver por 15 minutos, depois é só juntar mais 1/2 litro de água fria e deixar arrefecer. Por fim segue os mesmos passos do anterior, coa-se e coloca-se os resíduos na compostagem.
Reserve o adubo liquido numa garrafa bem rolhada, na hora de usar dilua uma parte de adubo com 5 partes de água. Adube somente uma vez por semana.

Características do adubo de casca de banana


As cascas de banana são uma importante fonte de potássio, fosforo e magnésio, três macronutrientes essenciais ao crescimento equilibrado das plantas. Contém também, embora em quantidade inferior: cálcio, ferro, zinco, cobre.

Potássio (K): Durante o seu crescimento a banana tende a acumular grandes quantidades de potássio principalmente na casca . Este macronutriente é essencial ao desenvolvimento das plantas, é um dos três elementos consumido em maior quantidade, acompanhado do Azoto (N) e do fosforo (P). Ele contribui em várias atividades bioquímicas das plantas, é importante à fotossíntese, à formação dos frutos, resistência da planta face ao frio e às doenças.

Fosforo (P): A presença de fosforo no solo é indispensável ao crescimento e produção vegetal. Contribui na formação das raízes, têm uma função importante na fotossíntese, respiração, divisão e crescimento de células, armazenamento e transferência de energia. Melhora a resistência das plantas às doenças, favorece a formação de flores, produção de frutos e sementes.

Magnésio (Mg): Participa em várias reações enzimáticas, é um importante macronutriente indispensável ao desenvolvimento das plantas. É um constituinte da clorofila e a sua carência identifica-se principalmente com o amarelecimento das folhas mais velhas entre as nervuras.

Nota: As plantas precisam de adubos que contenham macronutrientes em maiores quantidades e embora a casca de banana contenha um bom teor de fosforo e potássio, não é tão abonada de nitrogénio. Poderá encontrar este ultimo elemento em outros adubos caseiros, veja em: Fertilizante de borra de café e casca de ovo
Veja também: Conheça os sintomas e as carências nutricionais das plantas

Nitrogénio (N): É um dos nutriente mais requisitados pelos vegetais, é essencial ao desenvolvimento  e reprodução das plantas.A sua ausência leva ao amarelecimento das folhas e à diminuição de crescimento das plantas, em casos mais severos pode mesmo causar a necrose dos tecidos. 

Alecrim - Um Repelente Natural

Alecrim Rosmarinus officinalis - Um Repelente Natural
Ter um pé de Alecrim (Rosmarinus officinalis) no jardim é sempre uma escolha acertada, ele brinda-nos com as suas folhas folhas aromáticas que permitem dar um toque especial às receitas culinárias, fazer infusões com propriedades importantes para a saúde e as suas flores atraem as abelhas que polinizam as plantas à nossa volta. Mas as qualidades deste arbusto não ficam por aí, ele detém propriedades repelentes com grande aproveitamento para a casa, jardim e horta. O alecrim  muito fácil de cultivar, têm uma grande capacidade de resistência às condições ambientais e boa tolerância à maioria das pragas  (Cultivo do Alecrim).

De forma geral as ervas aromáticas são repelentes naturais, o odor e o aroma que sai das suas folhas e flores ajuda a controlar vários tipos de pragas e insetos. O alecrim está incluído nesse grupo de ervas, ele é capaz de afastar a borboleta da couve,  a mosca da cenoura, mosquitos, formigas, traças, fora os insetos ele também espanta os gatos dos canteiros e dos vasos.

Como usar o alecrim em casa e na horta


Na horta e jardim recomenda-se espalhar as folhas de alecrim sobre as áreas ou plantas a proteger.
Outras plantas aromáticas com propriedades repelentes: sálvia, neem, citronela, hortelã, eucalipto, manjericão, lavanda, crisântemo, etc.

Em casa coloque raminhos de alecrim fresco nos seus armários ou gavetas. Deste modo protegerá os tecidos do ataque das indesejadas traças, além de harmonizar esses locais com o odor da planta.

Ferva um punhado de folhas e ramos de alecrim e liberte o vapor pela casa de modo a impregnar o ambiente com o aroma da planta.

2 receitas de repelentes naturais à base de Alecrim


As receitas que se seguem podem ser usadas na casa, no corpo e na jardinagem.
Na pele: Se usar o repelente na pele, acrescente 50 ml de óleo de amêndoas (ou outro óleo vegetal a gosto) à rasão de 50 ml por um litro de preparado. Esta prática é importante porque vai proteger a pele do ressecamento provocado pelo álcool e vai fixar o odor do repelente.
Jardim e horta : Afaste a traça das batatas pulverizando regularmente na fase mais critica, as paredes do local de armazenamento. Embeba um algodão no repelente, esprema-o ligeiramente e coloque-o perto das zonas ou plantas a proteger.
Em casa: Pulverize os tapetes, as cortinas, os cantos da janela, objetos decorativos, etc. Pulverize a banca da louça após a lavagem da mesma.

Repelente de alecrim

  • 250 ml de água mineral
  • 250 ml de álcool a 70 %
  • 4 colheres de sopa de a folhas de alecrim

Modo de preparação: Ferva 250 ml de água, depois de ela atingir a fervura junte o alecrim e desligue o calor. Mexa bem, cubra e deixe arrefecer (cobrir é importante mantém os óleos voláteis dentro). Depois da solução se apresentar arrefecida, coe e misture com o álcool. Por último, armazene o preparado num frasco de spray e mantenha no frigorifico.

Repelente de alecrim com eucalipto e cravo da índia


  • Folhas de alecrim
  • Folhas de eucalipto
  • Cravo da índia
  • Álcool a 70 %

Modo de preparação: Encha um frasco com metade de folhas de eucalipto e metade de folhas de alecrim, alguns botões de cravo da índia e cubra com álcool. Mantenha o frasco bem rolhado em local escuro por aproximadamente sete dias, se tiver pressa pode usar ao fim de dois dias. embora ele se apresente menos concentrado. Coe o preparado e coloque num borrifador. 

Calda inseticida de sabão

Calda inseticida de sabão
A Calda de sabão inseticida têm ganhado adeptos ao longo dos últimos anos, cada vez mais as pessoas procuram soluções menos perigosas para o ambiente e para a saúde.

Todos os que gostam de jardinagem, já se depararam em algum momento com as pragas sugadoras, sugam a seiva das planta, causam o definhamento da planta e atrasos no seu crescimento. Existem várias soluções amigas do ambiente,  alternativas que não libertam químicos ou resíduos prejudiciais. Muitas dessas soluções podem ser preparadas com ingredientes que temos em casa e algumas delas são preparadas com sabão. Veja também outras: Soluções naturais

A calda de sabão têm ação inseticida têm a grande vantagem de não ser toxica para animais e aves e protegem as joaninhas e os insetos benéficos.
Destina-se principalmente ao combate de insetos de corpo mole como afídios (piolhos e pulgões), moscas brancas, ácaros e cochonilhas. A calda têm ação seletiva e mata os insetos por asfixia, ao ser aplicada ela danifica a camada cerosa que serve de proteção e impede a respiração dos insetos. 
A calda de sabão pode também ser usada com preventiva, a aplicação regular permite prevenir que as pragas se instalem nas plantas e ainda têm a capacidade de tratar algumas doenças e fungos.

Como preparar 2 caldas de sabão inseticida em casa


Estas caldas naturais são poderosas , podem ser usadas no jardim, na horta, em árvores frutíferas e nas plantas de interior. Apresentam eficacia contra insetos de corpo mole e vários organismos sugadores: pulgão, piolho, lagartas, ácaros, mosca branca e cochonilha.

Calda inseticida com óleo:
10 L de água
200 gr de sabão de potassa ou sabão azul ralado
100 ml de óleo vegetal (óleo de cozinha)
Dissolva o sabão em metade da água (previamente aquecida) e mexa até a mistura se apresentar diluída. Acrescente o óleo, mexendo sempre energicamente e junte a água restante. Deixe a calda arrefecer na totalidade antes de fazer aplicação. Se preferir coloque o sabão na água e deixe de um dia para o outro. Pulverize as plantas de um modo uniforme.

Calda inseticida com vinagre:
100 gr de sabão azul ralado
1 L de água
2 colheres de sopa de Vinagre (pode trocar por álcool)
Coloque o sabão numa garrafa com 1 L de água e agite até dissolver o sabão.
Na hora de usar acrescente mais 2 Litros de água e duas colheres de sopa de vinagre. Coloque num pulverizador e borrife as plantas, cobrindo os insetos na totalidade. Leia mais sobre: O uso do vinagre na horta e no jardim

Cuidados e modo de aplicação da calda inseticida de sabão


O modo de atuação desta calda passa por envolver o corpo das pragas com uma película impermeável que mata o organismo por asfixia. Procure pulverizar a planta por inteiro, de modo a atingir todos insetos e permitir que a solução atue na totalidade. São necessárias várias aplicações para que o extermínio da praga seja bem sucedido. Faça pelo menos uma aplicação por semana, num período minimo de 3 semanas.
Pulverize sempre no final do dia, quando o sol está menos forte e há menos riscos de queimar as folhas. Esta calda inseticida não requer intervalo de segurança ente o tratamento o e o consumo da planta.

Nota final: Paralelamente ao tratamento é recomendada a observação das plantas, é importante não deixar as maleitas evoluírem, é sempre mais fácil e trata-las numa fase inicial.
Geralmente as plantas adoecem por falta de condições, ficam debilitadas e são alvo das doenças e das pragas. Isso acontece por falta ou excesso de água, falta de nutrientes ou fertilização exagerada, demasiado calor ou frio, ventilação insuficiente, luz inapropriada, entre outros. Tome estes fatores em consideração e retifique o que estiver errado.

Como multiplicar as suculentas através de folhas

As suculentas apresentam uma grande capacidade de sobrevivência e essa característica manifesta-se na sua propagação. As folhas e os caules destas plantas enraízam facilmente quando se soltam da planta mãe e algumas criam raízes mesmo fora do solo. Por isso multiplicar um suculenta é um processo muito fácil. A técnica mais conhecida e utilizada é a propagação por estaca, mas as folhas também dão origem a novas plantas. O método é simples e a taxa de sucesso é elevada, permitindo obter um grande numero de suculentas sem gastar muito dinheiro.

A reprodução de suculentas por das folhas é um método bastante atrativo, permite conseguir um grande numero de novas plantas com características idênticas à mãe.  
Geralmente as folhas criam raízes em 2 a 3 semanas, porém algumas demoram mais de um mês ou até mesmo dois, depende muito das condições climáticas e do tipo de suculenta. Com tempo quente elas propagam mais rápido. O fundamental é nunca desistir, enquanto a folhas não se deteriorarem há sempre chances, elas conseguem surpreender-nos, mesmo quando se apresentam um pouco murchas. 

O processo de multiplicação de suculenta por estaca, requer uma pequena secagem de dois dias, de modo a concluir o processo de cicatrização e evitar podridões desnecessárias.

6 passos para propagar as suas suculentas através das folhas



  1. Retire uma folha adulta da planta mãe. Remova-a delicadamente, fazendo um movimento giratório, de modo a que ela saia intacta. As folhas escolhidas devem apresentar saudáveis, com o estado de maturação completo, livres de manchas e sinais de doenças.
  2. Não enterre as folhas, apenas as coloque sobre a superfície da terra porosa. Deve escolher um substrato próprio para cactos e suculentas, ou uma mistura feita em casa de substrato com areia (Como preparar terra para cactos e suculentas)
  3. Coloque num lugar iluminado, evitando a incidência direta dos raios solares, principalmente nas horas de mais calor.
  4. Deixe as folhas das suculentas repousarem por uns 2 dias sobre a terra seca de modo a cicatrizarem. 
  5. Depois vá regando de um modo leve, sem exagerar na quantidade de água. Vá mantendo a terra ligeiramente húmida, resistindo à tentação de regar em demasia, o excesso de humidade pode levar ao apodrecimento do material vegetativo. Sugiro que o faça com vaporizador ou uma garrafa com um pequeno furo na tampa.
  6. Logo que verifique o aparecimento de novas raízes, mova a folha para um vaso com o mesmo substrato usado no processo anterior, mantendo a folha na mesma posição e cubra ligeiramente as raízes da folha com o substrato. Com o cuidado de não cobrir a pequena muda que começa a surgir na base da folha.
  7. Prossiga com o processo de rega gradual e siga os procedimentos normais indicados às plantas suculentas.

Propagar suculentas a partir da haste floral


Apesar do método de propagação a partir das folhas ser altamente viável,  torna-se difícil em alguns tipos de suculentas, geralmente acontece com as hibridas. Neste caso a utilização da haste floral é uma das soluções para a reprodução de novas plantas. Antes das flores abrirem, corte a haste pela base. Remova o ápice com os botões e mantenha apenas a parte que apresenta as folhas pequenas. Deixe os cortes cicatrizarem e plante num substrato arenoso. Regue e mantenha em local sombreado até surgirem as novas brotações.

Calda de cavalinha contra doenças fúngicas e insectos

Calda de cavalinha no tratamento de doenças fungicas e praga na agricultura biológica
Nome Científico: Equisetum spp
Ordem: Equisetales
Família: Equisetaceae
Género: Equisetum
Clima: Continental, Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Temperado, Tropical
Origem: África, América, Ásia, Europa
Ciclo de Vida: Perene

A cavalinha (Equisetum), também é conhecida por pinheirinha pela sua semelhança a um pequeno pinheiro, é uma planta vivaz, cujo o habitat natural localiza-se preferencialmente em zonas húmidas e sombrias perto de cursos de água. É uma planta resistente, com características invasivas, que facilmente ganha o estatuto de infestante.

A cavalinha é extraordinária, apresenta efeito fungicida, inseticida e fortificante. Pode ser usada na horta de forma preventiva ou curativa, no controle de vários insetos nocivos, assim como das doenças provocadas por fungos. Destacam-se também as suas importantes propriedades medicinais (Benefícios da erva cavalinha para a saúde)

Vantagens do uso da calda de cavalinha 


A calda de cavalinha é um poderoso fungicida natural, é utilizada na agricultura biológica com o fim de controlar diversas patologias das plantas. Conta também com ação inseticida, bacteriana e fortificante, contém sílica, uma substancia que aumenta a resistência das plantas, age nas paredes celulares, fortalece-as e torna-as mais resistentes aos ataques. Todas esta características permitem utilizar a calda de cavalinha contra diversas pragas, doenças fúngicas ou bacterianas, seja no modo preventivo ou curativo
.

A calda de cavalinha é eficaz contra:

  • Míldio
  • Lepra do pessegueiro
  • Ferrugem
  • Podridão cinzenta
  • Oídio
  • Fungos do solo
  • Algumas viroses
  • Ácaros
  • Pulgões


Como preparar a calda de cavalinha


75 gr de cavalinha seca ou 500 gramas de cavalinha verde
5 litros de água
Caso a cavalinha seja seca triture-a, se for verde desfaça-a em pedaços mais pequenos.
Coloque a cavalinha em em 5 litros de água e deixe-a de molho por 24 horas. Depois coe a maceração, guarde-a em recipientes plásticos bem fechados e guarde em local escuro e fresco. Quando bem acondicionada a calda de cavalinha pode conservar as suas qualidades até 3 meses.

Modo de uso da calda: 
➢ Dilua 1 litro do preparado em 10 litros de água para tratamento foliar contra insetos e doenças fúngicas ou bacterianas. Os tratamentos deverão ser efetuados no fim do dia.
Se a plantar apresentar sintomas de doença, faça aplicações de 3 em 3 dias. No modo preventivo, pulverize de 15 em 15 dias.
➢ Contra as doenças do solo, pulverize o produto puro sobre a superfície do solo.

Curiosidades sobre a cavalinha 


Calda de cavalinha no tratamento de pragas e doenças fúngicas
A cavalinha apresenta dois tipos de caule, fértil e estéril. O caule fértil surge na primavera e morre no verão, é curto, não possui clorofila, apresenta tons cinzentos avermelhados e gera na ponta uma inflorescência em forma de espiga que produz esporos responsáveis pela sua reprodução.
O caule estéril é longo, pode atingir os 90 cm de altura, têm tonalidade verde, surge depois dos caules férteis murcharem e morre no inicio do inverno. Apresenta muitos nós, ramificações e é utilizado para fins medicinais.

Na natureza poderá encontrar a cavalinha em terrenos húmidos ou na margem de cursos de água. Poderá também encontrar a cavalinha em viveiros e floristas e pode inclusive cultiva-la como planta ornamental. Outra opção é compra-la já seca em lojas ou casas de produtos naturais. Se optar por colhe-la, escolha o verão, seque-a à sombra num lugar seco e ventilado.

Outras utilidades da cavalinha: Ajuda a polir moveis, compõe arranjos florais, é usada como corante verde, no passado era usada como "esfregão" no arreamento de panelas.

Nomes populares: cavalinha, erva pinheira, equiseto, cola de lagarto (Uruguai), yerba del tigre, yunquillo, equiseto menor, tembladera pequena (Colombia), horsetail (Inglaterra), équiset (França), lixa vegetal.

Se gosta de soluções naturais, sugiro que veja também: Como fazer chorume de urtiga

Utilidades e preparação da Calda bordalesa

Utilidades e preparação da Calda bordalesa

A calda bordalesa também conhecida como calda sulfocálcica é uma mistura à base de cal virgem e sulfato de cobre, que resulta num produto pouco tóxico, é usada em vários métodos agrícolas, o convencional e o biológico ou orgânico.
Supõe-se que tenha sido usada pela primeira vez em 1882 em Bordeaux na França, com o intuito de curar as doenças da videira. Os agricultores desta região tratavam as videiras com água de cal e constataram que quando ela era preparada em recipientes de cobre o tratamento era mais eficiente, daí o nome calda bordalesa ou mistura de Bordeaux.

Calda bordalesa para que serve


Os seus atributos são vários, a calda bordalesa têm ação fungicida, bactericida, repelente de insectos, fertilizante e fortificantes.  Aplica-se em diversas culturas hortícolas, em árvores de fruta e flores e tal como a maioria dos produtos é mais eficiente quando aplicada de forma preventiva. A aplicação da calda bordalesa nas laranjeiras e noutros citrinos antes do frio é muito comum, quando ela é aplicada antes das primeiras geadas, têm ação fortificante que robustece e caustica a planta, ajudando-a a suportar melhor o frio, esta prática também se alarga a outras árvores. Acresce ainda a vantagem de poder ser usada em modo de produção biológica.
A calda bordalesa poderá ser comprada pronta ou feita em casa, sendo a segunda opção a mais econômica e o único modo viável aos que não possuem cartão de aplicador de produtos fitofarmacêuticos.

Como fazer calda bordalesa


A preparação mais comum da calda bordalesa dá-se na proporção de uma parte de cal, uma parte de sulfato de cobre e 100 partes de água. A seguir fica o exemplo para 20 litros.

200 gr de cal virgem
200 gr de sulfato de cobre
20 litros de água

Antes de mais deve escolher um vasilhame de plástico, madeira ou betão. Na véspera ou seja no dia anterior, coloque o sulfato de cobre dentro de um saquinho de pano ralo e emerja-o em água. Há quem opte por amornar a água com o intuito de acelerar a diluição do sulfato de cobre.

A cal deverá ser colocada num balde metálico com uma pequena quantidade da água, deixe ferver e acrescente mais água, suficiente para diluir a cal e mexa bem. Neste procedimento deverá ter cuidado a redobrar, sob o risco de se queimar, use luvas apropriadas.

Junte o sulfato de cobre diluído lentamente sobre a calda de cal virgem, faça-o sempre nesta ordem, nunca ao contrário. Mexa bem e acrescente mais água, até obter o volume de 20 litros, coe num crivo de malha fina e despeje no pulverizador.

Deverá ter o cuidado de verificar o pH da calda bordalesa, que não deverá ficar ficar nem muito alto nem muito baixo, o ideal situa-se entre os 6,5 e os 7. O método certo e eficaz é o uso das fita medidora do pH, que deverá ser mergulhada na calda.
Há também o método tradicional que consiste em colocar um pingo da calda sobre a lamina de uma faca ou canivete de ferro e se formar uma mancha vermelha é sinal que a calda está ácida. Porém este método é falível e apenas indica a acidez.
Lembrando que o sulfato de cobre é ácido e cal é básica, deverá fazer a correção acrescentando o elemento em falta conforme o resultado, isto claro depois de diluído.

Aplicação mais habitual da calda bordalesa é a quinzenal, não devendo ultrapassar os 3 kg de produto por ha ao ano, de forma a proteger o meio ambiente. Não pulverize a calda em dias de sol quente ou em dias de temperaturas muito baixas.

Depois de misturada a solução deve ser logo utilizada, têm um tempo limite de 24 horas. Contudo se cada calda for guardada em separado numa garrafa plástica rolhado poderá durar até um ano.

Fertilizante de borra de café e casca de ovo

Fertilizante liquido de borras de café e casca de ovo

A borra de café têm imensas utilidades seja na agricultura, na cosmética ou nas limpezas, ela é sempre eficiente.

Hoje particularmente vamos falar de um adubo caseiro feito com a borra de café. Ela é um excelente fertilizante, contribui com uma quantidade significativa de nutrientes importante ao bom desenvolvimento das plantas. Falamos especificamente do nitrogénio (2,3), fosforo (0,15) e potássio (0,35), acresce ainda de alguns micronutrientes importantes como o cálcio (0,08), o magnésio (o,13), o cobre, o zinco, o ferro, o manganês, acumula aínda aminoácidos como alanina, arginina e asparagina.
Uma outra vantagem das borras de café é que não vão interferir muito com a acidez do solo, elas possuem um pH de entre os 6,5 a 6,8, normalmente o pH adequado à maioria das plantas.

Como fazer fertilizante liquido  de borra de café com casca de ovo


O fertilizante é feito com uma proporção de 100 gr de borra de café ( cerca de quatro colheres de sopa) com 2 litro de água e 2 colheres de sopa de casca de ovo seca e moída.
Coloque todos os ingredientes numa garrafa  e agite, mantenha a mistura a macerar por 24 horas.
Depois agite de novo e coloque o fertilizante liquido ao redor da planta sem exagerar, faça-o de 15 em 15 digas ou de 10 em 10 caso a suas plantas apresentem mais necessidades.
Também poderá usar o fertilizante sem adição da água, ou seja apenas usa a mistura seca, colocando um pouco à volta da planta. Porém deste modo a mistura é um pouco menos eficiente, porque a água ajuda a extrair os nutrientes da mistura e torna-os mais acessíveis ás plantas.

No dia a dia reserve as suas borras de café num caixa fechada e guarde-as no frio, de moda a não contraírem fungos ou outros microrganismos que possam afetar o fertilizante.
As cascas de ovo devem ser secas ao sol ou no forno e depois trituradas o mais finamente possível. Poderá usar o liquidificador e deste modo também afiará o mesmo (Uso das cascas de ovo para afiar as laminas)

Quando pretenderem adubar plantas que necessitam de um meio ácido, façam o adubo liquido da mesma maneira, porém sem a casca de ovo. Dentro deste tipo de vegetais temos as azáleas, rododendros, camélia, gardénia entre outras.

Outras maneiras de usar as borras de café


A borra de café podem ser depositada na compostagem junto com todos os outros detritos. Os micro-organismos vão atuar sobre ela, sobre os restantes elementos e transformar o todo numa matéria com nutrientes disponíveis no imediato às plantas. Além disso as borras atraem minhocas e sabe-se que estes seres vivos têm um papel muito importante na decomposição da matéria orgânica.

Uma outra hipótese de utilização dos nosso resíduos de pó de café é colocá-lo como cobertura da terra à volta das plantas. Ele vai ser transformado lentamente pelos micro-organismos e vai libertar gradualmente todos os nutrientes de um modo equilibrado, aumenta a quantidade de matéria orgânica no solo e permite melhorar a composição da terra.

O pó de café pode ser misturado e envolvido na terra numa percentagem baixa, sempre abaixo da proporção de 10 partes de borras de café para 20 partes de terra.

A borra de café também afugenta algumas pragas da horta, como caracóis e lesmas, contudo o modo de uso é diferente. O pó de café deve ser bem seco e depois é espalhado ao redor da planta, as vantagens são redobradas. Afasta os indesejáveis sem fazer uso de químicos e enriquece o solo envolvente.

Conheça outras utilidades das borras de café e das cascas do ovo


Reutilize as borras de café de 10 maneiras diferentes
Usos da casca de ovo na horta

Calda de mamona contra doenças e pragas

Calda de mamona contra doenças e pragas

A mamona (Ricinus communis)é uma planta tóxica que pertence à família das Euforbiaceas. Possui características físicas inconfundíveis, a começar pelas folhas grandes e pecioladas com a forma de estrela de oito pontas. As flores são unissexuadas, coexistindo os dois sexos no mesmo ramo.

A planta da mamona é cultivada no Egipto desde a antiguidade, pensas-se que ela foi dispersada pelos escravos na antiga época colonial. Na altura o óleo obtido da planta era usado na lubrificação dos instrumentos utilizados na transformação da cana de açúcar. Hoje o óleo é usado com fins medicinais: Benefícios do óleo de rícino

Mas hoje vamos falar especificamente da calda de mamona, que é de extrema utilidade na agricultura.  A calda de mamona detém propriedades insecticidas, fungicidas e até algum efeito biofertilisante, combate diversas doenças provocadas por fungos e vírus, é utilizada como adubação foliar e como repelente de diversos insectos. Ela pode ser aplicada na horticultura no geral, nas árvores de fruto, nas flores e plantas de interior.
Ao aplicar deve borrifar a planta de modo homogénio de forma que as toxinas da mamona actuem devidamente sobre as pragas. Falamos especificamente da toxina ricina e da toxina reacinina, juntas elas ajudam a danificar as paredes das células das pragas.

Como preparar a calda de mamona


Vai necessitar de uma proporção de 4 folhas de mamona grandes para um litro de água.

Extraia o talo às folhas de mamona, eles não têm interesse, é na folha que se concentram os princípios activos.
Rasgue e coloque as folhas de mamona num recipiente junto com a água e com a ajuda de um pau pressione bem as folhas, a finalidade é extrair o máximo de princípios activos.
Depois das folhas bem pizadas, deixe-as a macerar no escuro por doze horas. A melhor maneira é preparar a solução no fim de tarde e deixar actuar durante a noite, a luz pode alterar as qualidades da solução.

Depois de decorrido o tempo indicado, coe a calda e passe-a para o pulverizador à razão de um litro de caldo para 9 litros de água.
No ato da pulverização tenha o cuidado de evitar as horas de mais calor, sob o risco de provocar queimaduras das plantas. A melhor maneira de não correr riscos é aplicar a solução ao final da tarde, é uma hora de menos calor e têm a noite pela frente.
Outro cuidado que deve ser tido em conta é a proteção pessoal, já que esta calda de mamona também é tóxica para nós seres humanos e animais no geral (Plantas venenosas - precauções e cuidados)

Além de todas as funcionalidades já referidas, a calda de mamona também atua na eliminação de formigas. Prepara-se a calda conforme as instruções e aplica-se diretamente nos formigueiros.

Insecticida natural à base de alho

Insecticida natural à base de alho é cebola

O aparecimento de pragas é uma grande preocupação de quem têm ligação com as plantas e a terra. A propagação dos insetos revela-se num grande problema, que afeta a saúde e produção dos vegetais. Neste artigo vamos oferecer 4 receitas caseiras de inseticidas naturais feitos à base de alho e cebola.
O alho contêm substancias que permitem afastar pragas e tratar várias doenças das plantas, ele atua como inseticida, fungicida e acaricida.

Como preparar o 4 inseticidas naturais à base de alho


1º método

- 1 dente de alho com pele
- 3 cebolas com pele
- 3 malaguetas frescas
- 1 copo de água fria

Coloque o alho, as cebolas e as malaguetas no liquidificador com o copo de água fria e triture.
Deixe a mistura macerar durante toda a noite e coe.
Dilua a mistura em 4 litros de água fria. Pulverize as plantas atacadas com pulgão. Repita o tratamento com intervalo de 10 dias entre cada aplicação. Esta solução é eficaz para combater o pulgão, a mosca branca e a aranha vermelha.

2ºmétodo

- 3 cebolas picadas
- 5 dentes de alho
- 5 litros de água

Triture o alho e a cebola com uma porção dos 5 litros de água. Depois de bem esmagados acrescente a restante água.
Coe o preparado com ajuda de um tecido fino. Antes de usar, adicione mais 5 litros de água, prefazendo 10 litros de extrato.
Aplique sobre s culturas em que se observem a ocorrência de pulgão, ácaros. No tomateiro funciona como um fungicida.

3º método

- 100 gr de alho
- 500 ml de água quente
- 10 gr de sabão neutro
- 2 colheres (de café) de óleo mineral

 Esmague dentes de alho e junte-os com o óleo mineral, deixe repousar por 24 horas, dentro de um recipiente fechado. Dissolva o sabão nos 500 ml de água quente. Misture as duas soluções e coe. Antes de plicar dilua a mistura em 20 partes de água. Ou seja, 100 ml de água para 2 litros de água.
Esta calda é indicada para: brocas, ácaros, cochonilhas, pulgões e lagartas.

4º método

- 1 dente de alho
-  1 litro de água

Triture o alho no liquidificador juntamente com a água. Coe a calda e pulverize as plantas atacadas. Insetos controlados: ácaros e pulgões.

Recomendações da aplicação do inseticida natural 


A pulverização das plantas deve ser realizada fora dos períodos de maior calor, como por exemplo no inicio da manhã ou no fim da tarde.
Por se tratar de caldas feitas com produtos naturais, é recomendado aplicar as soluções no mesmo dia em que são feitas.
Não use estas soluções sobre feijões, porque o alho inibe o seu crescimento.

Insecticida natural de cebola e alho


Se as suas plantas estão sendo atacadas por pragas como lagartas, piolhos ou pulgões, anote este insecticida caseiro amigo do meio ambiente que têm por base cebola e alho.
Previna-se e ponha mãos à obra, tenha em conta que este insecticida natural leva 6 semanas para estar pronto.

Como fazer inseticida caseiro de cebola e alho


1º passo
Pique uma cebola com pele  e uma cabeça de alho.
Coloque tudo num tacho com 2 litros de água com mais 1 colher de sopa de pimenta de cayena.

2º passo
Leve a mistura ao lume brando, por uns 20 minutos e vá mexendo.
Verta o preparado num recipiente hermético, juntamente com as partes solidas.
Deixe arrefecer e feixe o recipiente.
Guarde em local fresco e escuro durante 6 semanas.

3º passo
Passado as 6 semanas, coe o preparado  e retire as partes solidas.
Utilize uma colher de sopa da mistura diluida em 500 ml de água.
Vaporize as plantas afectadas com este insecticida natural.

Solução de cebola e alho


Ferva cinco a seis dentes de alho com meia cebola, em um litro de água. Mantenha a fervura por uns quinze minutos e retire do calor. Quando o preparado esfriar, coe e pulverize as plantas atacadas.

Detergente da louça para matar piolho e cochonilha

Detergente da louça para matar piolho e cochonilhaUsar detergente da louça para controlar os piolhos e a cochonilha na horta, pode ser a solução ideal para pequenas áreas.
Este processo mata os insetos sugadores por asfixia, ao serem envolvidos pela película do detergente ficam impedidos de respirar.

Como aplicar o detergente contra as pragas


Para esta prática surtir efeito, as pulverizações têm de atingir diretamente os insetos, cobrindo-os totalmente.
Não deve ser aplicado em hora de calor, a película do detergente intensifica a ação do sol, provocando queimaduras nas folhas.

Desconheço os efeitos secundários, mas acredito que caso existam sejam inferiores aos químicos usados habitualmente.

A concentração que eu uso é de uma colher de sopa de detergente para um litro de água. Nas infestações mais graves aumento a doze para duas colheres de detergente.
Esta operação deve ser repetida até erradicar a praga totalmente, mas geralmente uma aplicação não é suficiente. Recomendo que repita a aplicação uma vez por semana até acabar com o problema.

Se acrescentar uma ou duas colheres de sopa de óleo ao preparado intensificará o efeito do mesmo no combate da cochonilha. Contudo os cuidados com a hora de aplicação deverão de ser redobrados, em conjunto com o sol esta solução pode provocar sérias queimaduras foliares.

Outra hipótese é acrescentar uma colher de sopa de vinagre ao preparado (Usos do vinagre na horta e no jardim)

Sugerimos que veja também outras duas caldas que levam como base principal o sabão. Veja todos os pormenores aqui: Como preparar duas caldas inseticidas de sabão

Armadilhas para eliminar a mosca da fruta

Armadilhas para eliminar mosca da fruta
Colocar armadilhas com isco para a mosca da fruta, é um método biológico preventivo que não vai erradicar a praga, mais vai reduzir consideravelmente a sua população e permitir uma percentagem muito maior de fruta sadia.
A técnica consiste em colocar um isco liquido atrativo numa garrafa plástica pet. Faz-se uns pequenos furos, estes buracos devem ficar acima da solução escolhida. Para fazer os orifícios eu uso um ferro aquecido, com um diâmetro inferior a 5 mm. A rolha também leva um furo, de modo a deixar passar um cordão com um nó, que vai permitir pendurar a armadilha de moscas na árvore ou no local desejado.

A mosca depois de entrar vai tentar a fuga e voa para cima, como não há saída acaba por cair no liquido atrativo e acaba por se afogar. Conheça melhor

A colocação das garrafas deve ser efetuada após a floração e de preferência viradas ao sol. É necessária a retificação periódica, com o tempo a solução vai evaporando e é necessário retificar o liquido atrativo.

A mosca da fruta ataca variadíssimas espécies de fruteiras: laranjas, pêssegos, damascos, ameixas, maçãs, dióspiros, peras, entre muitos outros. Conheça melhor o ciclo desta praga e veja outras maneiras de a controlar: Controle da mosca da fruta

Líquidos atrativos para a mosca da fruta (Mosca do Mediterrâneo)


  • Vinagre. A armadilha para mosca com vinagre é uma das mais usadas.  Misture uma parte de vinagre com três partes de água e acrescente uma colher de sopa de açúcar. Também poderá utilizar esta mistura para atrair a mosca doméstica ou os mosquitos. Como se trata de uma combinação inodora, poderá colocá-la nas imediações da casa ou mesmo dentro da habitação. 
  • Restos de sumos de fruta misturados meio por meio com água e uma colher de sopa de açúcar.
  • Sumo da fruta da própria árvore misturada com açúcar.
  • Restos de vinhos ou licores sem utilidade. Utilizar na proporção de meio por meio.

Líquidos atrativos para eliminar todo o tipo de moscas 


As garrafas poderão servir para capturar outro tipos de moscas, como mosquitos, moscas, varejeiras, etc. São igualmente úteis nas instalações dos animais como coelhos, onde os mosquitos são os principais vetores das doenças. As misturas com mau cheiro também servem para repelir coelhos e não são aconselhadas nos alojamentos dos animais.
Poderá utilizar as combinações já referidas atrás ou as seguintes:

  • Rabos de bacalhau. Com a ajuda de uma tesoura corte os rabos de bacalhau, introduza-os na garrafa e acrescente água até ao nível desejado. Resulta numa mistura com muito mau cheiro. Também funciona muito bem como repelente de coelhos na horta.
  • Restos de peixe. Os restos que resultam do amanhar do peixe também resultam muito bem, basta amiudaçá-los de maneira a passar pelo gargalo da garrafa e acrescentar água, esta é outra opção com mau cheiro
  • Urina. Sugiro esta opção para os mais arrojados, consiste simplesmente em verter urina na garrafa até ao nível desejado, com o tempo emana um cheiro bastante desagradável.

Repelente caseiro contra as melgas e mosquitos

Repelente caseiro contra as melgas e mosquitos

Repelente caseiro contra as melgas e mosquitos para o vestuário e para a pele


Os insecticidas convencionais são tóxicos e poluentes, as formulas novas tendem em ser menos agressivas, contudo ainda provocam algumas reacções adversas.
Para quem quem prefere uma resposta mais ecológica, pode optar  por repelentes naturais.
O cravo da índia é um excelente repelente para melgas e mosquitos,  liberta um odor que não agrada nada aos nossos amigos.

Preparação do repelente caseiro contra as melgas e mosquitos


A fragrância libertada por esta mistura acaba por ser muito agradável, o meu irmão têm por habito me dizer que eu cheiro a rebuçado ( Cá para nós não sei que rebuçados é que ele come )
Eu gosto de pulverizar a roupa e o pescoço, para me proteger o rosto e o couro cabeludo.
  • 500 ml de álcool
  • 10 gr de cravo da india
Verter o álcool num frasco vaporizador e acrescentar os cravos da índia.
Deixar em infusão pelo menos um mês  em local escuro, quanto mais tempo, mais forte é o aroma libertado.
Para uma aplicação mais directa na pele, pode  juntar 100 ml de óleo essencial ( tipo óleo jonhson ) agitar e fica assim pronto a usar. Aplicar umas gotas na pele.

Adubos e fertilizantes naturais

Adubos e fertilizantes naturais

 Acrescentar adubos ou fertilizantes aos canteiros ou aos vasos, têm como finalidade favorecer o crescimento, a saúde e a frutificação das plantas.Ter plantas bonitas e saudáveis com alternativas naturais e econômicas, não é difícil, a solução é bem simples e pode estar na cozinha, no jardim ou na horta.

5 alternativas de adubos naturais e econômicos


Os adubos naturais são a solução mais segura, mais fácil, mais barata e podem ser aplicados em todas as plantas, sejam da horta ou do jardim

Fertilizante de casca de ovo


As cascas de ovo são uma excelente fonte de cálcio, fosforo e potássio. Portanto da próxima vez que usar ovos não deite a casca fora.
Seque as casca de ovo, ao sol ou no forno. Depois de secas triture-s num almofariz ou num liquidificador. Espalhe sobre a terra à volta da planta, elas vão agradecer. Leia mais: Uso da casca de ovo na horta

Poderá igualmente preparar um adubo liquido. Ferva o pó de 20 cascas de 20 cascas de ovo em 3 litros de água, por alguns minutos. Depois deixe a mistura em infusão por 8 horas. aplique nas plantas uma vez por semana.

Fertilizante de cinza vegetais


As cinzas vegetais são uma excelente fonte de cálcio, magnésio fosforo e outros elementos essências ao bom desenvolvimento das plantas. Aplicam-se em camadas finas sobre a terra ou sob a forma de calda numa mistura com cal. Leia mais:
As vantagens da cinza na agricultura
Água de cinza e cal

Fertilizante de casca de banana


A casca da banana é rica em magnésio, fosforo e potássio. Corte a casca da banana  em pequenas porções e junte-as à terra das plantas.
Também pode triturar a casca de 5 bananas com 1 litro de água e regar as plantas com esta calda.

Adubo de borras de café


As borras de café são excelentes para nutrir as plantas, contém nitrogénio, potássio, zinco, magnésio, ferro, enxofre entre outros.
Deve-se usar uma parte de café com 4 partes de água e regar as plantas 1 vez por semana. Cuidado, elas podem acidificar a terra, em plantas sensíveis à acidez, junte casca de ovo ou cinzas.

Fertilizante de urtiga


O fertilizante de urtiga é rico em azoto, potássio, magnésio, silício, ferro e macro nutrientes. Além da ação fertilizante, a urtiga também possui propriedades protetoras, sendo uma boa auxiliar no combate a pragas.
Introduza 1 kilo de urtigas em 10 litros de água, deixar macerar na água por 2 ou três dias. Deve ser usado à razão de 1 lt de caldo para 10 litros de água.
Leia mais: Benefícios do uso das urtigas na horta.