Guia dos Cactos e das Suculentas

Como cuidar Cactos e Suculentas
Os cactos e as suculentas são plantas
ornamentais que facilmente tornam qualquer ambiente atraente. Exigem pouco e oferecem muito, são resistentes e que têm grande capacidade de absorver e armazenar água nas folhas, caules, troncos e raízes. Qualidades que permitem ser cultivadas até pelos que não possuem muito tempo livre.

No passado eram considerados vulgares e pouco interessantes, atualmente são altamente valorizados pelas variedade de cores, texturas e formas. São tão versáteis, que podem ser usadas nos mais diversos tipos de decoração.

Os cactos e suculentas permitem-nos alargar  a imaginação, com alguma criatividade podemos dar origem a arranjos incríveis. E é muito simples fazer estas misturas, basta juntar cores, texturas e formatos, colocá-los em qualquer tipo de contentor como: louça, vidro, terrários ou outro tipo de objetos e obtêm-se facilmente um arranjo espetacular.
No entanto, as suas diferentes variações às vezes exigem cuidados diferenciados e isso pode gerar alguma dúvida em quem deseja adquirir uma.

Como cultivar cactos e suculentas 


Luminosidade: A maioria das suculentas aprecia iluminação solar direta, pelos menos 6 horas diária. Dentro de casa, procure colocá-las em janelas ensolaradas ou outros locais onde elas possam receber o máximo de luz possível. Elas não vão sobreviver em locais sombrios como: casas de banho ou prateleiras internas, salvo algumas exceções como: Ripsális ou cato macarrão, hatiora, dama da noite, entre outras.
Se a planta começar a mostrar sinais de estiolamento,  a crescer para cima de um modo desequilibrado e as folhas começarem a alongarem, significa que a suculenta está recebendo pouco sol.
Se optar por fazer a transição da sua suculenta para um local mais iluminado, faça-o gradualmente, de modo a prevenir eventuais queimaduras, e adapte-a lentamente às condições definitivas. Quando comprar uma suculenta, siga os mesmos procedimento.

Tolerância às temperaturas: A maioria das suculentas toleram bem o calor e o frio. Resistem melhor aos períodos de baixas temperaturas, se as mantivermos sem umidade. Devem ser protegidas geadas intensas e prolongadas

Escolha do vaso: É importante escolher vasos furados que permitam uma boa drenagem da água. Contudo se escolher recipientes sem furos: Coloque 2 a 3 cm de gravilha ou argila expandida no fundo do recipiente, cubra com um geotêxtil e disponha  o substrato por cima. Esta medida ajuda a proteger a base da planta do excesso de humidade, que pode levar ao apodrecimento das suas raízes. O tamanho do vaso é decisivo no tamanho da suculenta, ou seja ela vai crescer de acordo com o espaço que têm disponível. Em vasos pequenos as suculentas permanecerão pequenas, em vasos grandes conseguiremos plantas de maior porte.

Substrato: Os cactos e as suculentas são maioritariamente de origem desértica, apreciam solos leves, muito porosos e altamente drenáveis. A melhor maneira de conseguir condições parecidas é misturando areia no substrato, pode ser areia de construção lavada ou de rio, não deve ser usada areia vinda de praias do mar. 

Pedras sobre o vaso: Eu prefiro evitar colocar aquela camada de pedrisco sobre o substrato. Ela têm uma função meramente decorativa e atrapalha a verificação do nível de umidade do substrato. Apenas observando a aparência do solo, que adquire uma coloração mais clara e ressecada, dá para avaliar a necessidade de rega. Além disso, o peso do vaso é um excelente parâmetro para o efeito, quanto mais leve, mais seco estará o substrato em seu interior. 

Rega: Regue apenas as suas suculentas quando a terra se apresentar seca. Se usar prato debaixo do vaso, certifique-se que ele não acumule água. Esta é uma regra de ouro, geralmente o excesso de água é o principal fator associado ao fracasso do cultivo de suculentas. Ao contrário das outras plantas, quando as folhas das suculentas murcham indicam que ela está apodrecendo por excesso de água.
Evite molhar ou borrifar as folhas das suculentas com "pelinhos", porque pode provocar manchas ou mesmo necroses nas folhas.

Adubação:  Forneça um adubo indicado a plantas suculentas e faça-o apenas na Primavera e no Verão, uma vez por Mês. Adicione cálcio,  as plantas de sol forte necessitam de um maior aporte de cálcio, ele permite deixar os caules e as folhas das suculentas mais resistentes. Poderá encontrar este nutriente em abundancia na casca de ovo triturada (Uso da casca de ovo nas plantas).

Manutenção: As suculentas não necessitam de podas, porém convém sempre remover folhas secas, partes secas ou murchas, de modo a permitir um desenvolvimento vigoroso e saudável.

Multiplicação: A capacidade de sobrevivência destas plantas, verifica-se até no modo de propagação. Na natureza as folhas que caem da planta mãe caem no chão, ganham raízes e formam novas plantinhas. Em casa podemos adotar este mecanismo e dar origem a novas plantas de uma forma prática e econômica: (Como multiplicar as suculentas). Esta técnica não se aplica a cactos.

Qual a diferença entre cactos suculentas?


Um cato é uma suculenta, mas nem todas as suculentas são cactos.
As suculentas são plantas que se adaptaram a viver em condições extremas. A exposição a ambientes agrestes levou-as a desenvolverem mecanismos de sobrevivência como sistemas de redução da perda de água e a capacidade de armazenar grandes quantidades de água,  deste modo elas conseguem sobreviver a longos períodos de seca. Em condições extremas, elas são capazes de minimizar o gasto de energia, parrando o crescimento e ficando inativas.
Os cactos são um subgrupo dentro das suculentas, no seu habitat natural vivem em condições extremamente agreste, com uma grande discrepância de amplitudes térmicas que podem ir do -20º  aos 50ºC, estas condições obrigam-nos a aprimorar os mecanismos de sobrevivência. Eles possuem aréolas, pequenos orifícios salientes por onde nascem rebentos, espinhos e flores. Os espinhos protegem-nos dos predadores, reduzem a circulação de ar pela planta, permitindo reduzir a perda de água, amenizam a intensidade do sol e do frio noturno.

Curiosidades dos cactos e suculentas


Apesar de todas as facilidades de cultivo, há diferentes variações que exigem cuidados diferenciados. Todas as suculentas precisam de luz para crescerem saudáveis, mas nem todas se dão bem com a iluminação direta e sol pleno.
Os cactos e suculentas subdividem-se em dois grupos
Plantas do deserto: Gostam de sol direto e sobrevivem com pouca água
Plantas da floresta: Preferem sombra e alguma humidade atmosférica.

Os cactos e suculentas cultivados em condições inadequadas de temperatura ou água, são mais suscetíveis a desenvolverem doenças fúngicas como a ferrugem. o fungo penetra na pele da planta, agride os tecidos que acabam por ficar moles e a suculenta acaba por ficar preta. Nestas situações as partes pretas devem ser descartadas e as partes saudáveis devem ser replantadas num novo subtrato.

O nome cacto, deriva do grego que Káktos, que quer dizer planta espinhosa. 

Oleandro (Nerium oleander)

Cultivo do Oleandro (Nerium oleander)
O Oleandro (Nerium oleander), também conhecido por loendro, é uma planta que pertence à família Apocynaceae, sendo originária da Africa do Sul, do leste do Mediterrâneo e Sul de Asia. É um arbusto lenhoso perene de grande porte, que pode alcançar os 3 a 6 metros de altura.
Oferece flores exuberantes simples ou dobradas, com tonalidades que vão do branco ao vermelho, passando pelo rosado. As suas folhas são estreitas e longas, fazendo lembrar a ponta de uma lança.

É pouco exigente e bastante resistente, é habitual encontrá-lo em locais poluídos e de baixa manutenção como: beiras de estradas, na faixa central de autoestradas e parques públicos.

Contudo há um grande senão, esta planta é linda mas perigosa, todas as suas partes são extremamente toxica para humanos e animais domésticos. Quando ingerida uma unica folha pode provocar fortes dores abdominais, sonolência, pulsação acelerada, falta de ar, diarreia, náuseas, coma e morte. Convém ser manuseado com luvas, a sua seiva em contacto com a pele pode provocar fortes irritações.

Cultivo do Oleandro


 Luz: O oleandro  aprecia lugares ensolarados e suporta perfeitamente os raios solares diretos. Em locais sombrios a planta tende a ficar mais debilitada e as flores são mais ténues.

 Temperatura- Prefere Suporta várias condições e tipos de clima, incluindo o ar marítimo. Embora o Oleandro suporte condições fortemente adversas, ele encontra a temperatura ideal entre os 15 e os 25º C. Pode ficar muito afetado ou até mesmo não sobreviver a temperaturas muito baixas (abaixo dos -5ºC). Caso a folhagem do seu Oleandro tenha sido queimada pela geada, execute uma poda de limpeza e ele voltará a rebentar, desde que a raiz se tenha mantido intacta.

 Regas: O Oleandro desenvolveu mecanismos para suportar condições hostis, inclusive a suportar longos períodos de seca, pode inclusive sobreviver um Verão inteiro sem ser regado. Apesar de resistir bem à falta de água, o oleandro agradece regas frequentes. No Verão, regue a cada 2 ou 3 dias, no Inverno regue a cada 15 a 30 dias caso não chova.

 Solo:  Dá-se em vários tipos de solos, mas atinge toda a sua beleza em solos férteis, que apresentem boa drenagem. Geralmente cultiva-se diretamente no solo, mas também se adapta ao cultivo em vasos e jardineiras, que podem ser colocados em terraços e varandas.

 Poda: Retire ramos e flores secas regularmente. Remova os ramos que se reproduzem vigorosamente e abra a copa de modo a dar forma e permitir a entrada de luz solar no interior da planta. Na Primavera suprima os rebentos que surgem na base da planta.

➢ Floração: A floração dá-se desde o final da Primavera até meados de Outono, com especial abundancia em Junho. Para florescer o Oleandro necessita de uma boa exposição solar.

➢ Aspetos sensíveis: Se as folhas do Oleandro caírem, poderá ser indicativo de falta de nutrientes. Caso seja necessário aplique um adubo equilibrado na água da rega a cada 2 semanas, de Março a Setembro.

Como multiplicar e propagar Oleandros


Propaga-se por estacas, ou por via da sementeira.
➢ Em meados do Verão, retire estacas semi lenhosas 15 a 20 cm de altura e coloque-as em água até surgirem as raízes. Plante em terra vegetal e regue abundantemente.
➢ A multiplicação por semente deve ser realizada na primavera, a uma temperatura de 18 a 20º. Coloque as sementes em recipientes com subtrato à base de turfa e cubra com vidro ou plástico transparente. Depois das novas plantas atingirem 6 a 8 cm de altura, transplante-as para vasos individuais.

Curiosidades sobre o Oleandro 


O Oleandro cresce espontaneamente em Portugal, principalmente nas margens dos rios. Pela sua resistência os Oleandros são usados em sebes fazendo o efeito de "paredes" contra o vento. Deste odo modo proteger terraços ou plantas mais sensíveis, conta os estragos do vento.

Como já foi referido o Oleandro é extremamente venenoso. Isso deve-se principalmente a dois compostos ativos presentes na planta, a oleandrina e a neriantina. Até mesmo as flores têm um aroma considerado toxico. Depois de manipular o seu Oleandro, lave bem as mãos. Geralmente as principais vitimas são as crianças, que tendem a meter tudo o que apanham à boca, o mesmo se aplica aos animais domésticos, principalmente aos filhotes.


Nomes populares: Oleandro, espirradeira, loendro, loandro, aloendro, alandro, loureiro rosa, adelfa, nério, flor de São José, cevadilha.

Foto Pixabay

Espada de São Jorge - Sanseviéria


Espada de São Jorge - Sanseviéria
A Espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata“Laurentii”) é uma planta com origem na Africa, que pertence à família Asparagaceae. É conhecida como planta protetora e purificadora. Limpa e purifica o ar de vários poluentes e protege o ambiente que as circunda das energias negativas.

Ela é uma planta resistente que pode ser plantada em vasos, floreiras ou diretamente no jardim, sendo uma ótima escolha para os que não têm tempo ou paciência de cuidar as plantas. Com o tempo ela vai criando novos rebentos e alastrando, podendo até mesmo se tornar invasiva. O seu sucesso deve-se às suas folhas espessas e carnudas, que se assemelham a espadas, elas embelezam cantos e esquinas, além de criarem maravilhosos arranjos.

Como cuidar espada de São Jorge ou sanseviéria 


 Luz: A espada de São Jorge pode ser cultiva ao sol ou à meia sombra. Porem podem perder um pouco o contraste das cores em locais demasiado sombreados.

 Temperatura- As sanseviérias são bastante resistentes, adecuam-se a diferentes condições climáticas, contudo preferem o calor, sendo que a temperatura ótima situa-se entre os 18 e os 24º. Ressentem-se com temperaturas abaixo dos 10º.

 Regas: A água deve ser dirigida diretamente à superfície da terra, evitando molhar as folhas da planta. Procure regar apenas quando a terra se apresentar seca. No Inverno as regas devem ser reduzidas, principalmente em ambientes frios. Graças às suas folhas carnudas a sanseviéria pode resistir a longos períodos sem água.

 Transplante:  Quando o vaso se apresenta cheio de raízes, deve-se transplantar a planta, usando um substrato permeável e com o cuidado de não exceder as dimensões do vaso. A Sanseviéria é uma planta rustica, que se adapta a vários tipos de solo, desde que tenham boa drenagem, contudo preferem solos arenosos e ricos em matéria orgânica.

 Cuidados: Pode arrancar as folhas secas, amareladas ou manchadas. Remova o pó das folhas com pano seco, evite o uso de abrilhantadores.

 Pragas e doenças: A sanseviérica é uma planta resistente, porém em condições adversas poderá ser atacada por cochonilhas ou sofrer com a podridão. As cochonilhas manifestam-se como manchas algodoentas nas folhas e poderá eliminá-las passando um algodão embebido em álcool.

➢ Aspetos sensíveis: Geralmente o maior inimigo da sanseviéria é o excesso de água, manifesta-se com manchas castanhas, a murcha e o escurecimento das folhas.
A paragem do crescimento é outro dos sintomas e pode ser indicativo de raízes com demasiada água ou atmosfera fria e húmida.

 Floração: As suas inflorescências ocorrem geralmente no Verão, são longas em formato de espigas, sendo as suas flores brancas amareladas, perfumadas e pequenas.

Multiplicação da sanseviéria (Espada de São Jorge)


A sanseviéria multiplica-se facilmente em qualquer época do ano, pelas inúmeras mudas que rebentam junto à planta mãe.
Outra maneira muito usual, mas um pouco mais demorado é a multiplicação através de fragmentos da folha, ou seja corta-se um folha em vários pedaços transversais com 8 a 10 centímetros. Colocam-se na terra enterrando uns 2 centímetros, o único cuidado é colocar os fragmento na posição certa, ou seja, de baixo para cima. Ao fim de algumas semanas surgem as raízes e dão origem as novas plântulas, que surgem como plantinhas em miniatura, junto à base do fragmento. Poderá igualmente enraizar a folha inteira.

Curiosidades sobre a Espada de São Jorge


A sanseviéria é classificada como umas das plantas mais eficientes na purificação do ar, ela retira resíduos poluentes do ar como: benzeno, tricloroetileno, xileno, metanol (formol) e tolueno. Acrescenta ainda o facto de produzir oxigênio durante a noite. Leia mais em: As principais plantas purificadoras
Contudo apesar de toda a sua beleza e funcionalidade ela é uma planta toxica, recomenda que seja afastada de crianças e animais. Os principais sintomas de intoxicação manifestam-se por dificuldade de movimentos, respiração e salivação excessiva.

No mundo mistico acredita-se que a espada de São Jorge têm a capacidade de proteger e purificar os ambientes que a rodeiam, a faculdade de afastar a inveja, o mau olhado e trazer a prosperidade. É recomenda a sua colocação na frente das casas com o fim de afastar as energias negativas. Na frente das lojas atrai prosperidade, dinheiro e abundancia. Se procura plantas de fácil cultivo e que atraem a sorte, veja também: (Planta de jade - Crassula ovata)

As variedades de sanseviéria mais comuns 


Normalmente, no modo popular todas as especies de sansevieria costumam levar o nome de São Jorge, até porque as diferenças morfológicas são minimas, mas cada uma têm a sua designação. Por exemplo a sansevieria que se vê acima na foto é uma espada de Santa Barbara (S.trisfasciata Laurentii). Abaixo deixamos algumas características que as podem diferenciar.

➢ S.trisfasciata: Apresentam folhas espessas estreitas e comprida, com 30 a 60 cm. De cor verde escuro e jaspeadas de cinzento prateado.
➢ S.trisfasciata Laurentii: As folhas são semelhantes à anterior, porem acrescentam uma orla amarela. Na religião católica, esta planta está associada à proteção contra os raios, trovões e tempestades.
S. trifaciata Argentea: Folhas um pouco mais compridas que as precedentes com 40 a 60 centímetros. São espessas, estreitas, de cor cinzo prateado.
➢ Golden Hahnii: Pequena planta com folhas dispostas em roseta. As folhas apresentam banda central verde e laterais cremes.

.Nomes populares: Espada de São Jorge, Sanseviéria, Sansevérica,  Espada de Santa Barbara, espada de lansã, Palma de São Jorge, língua da sogra ou rabo de lagarto. 

Arália - Fatsia japonica

Cuidar a Arália - Fatsia japonica
Nome cientifico: Fatsia japonica
Família: Araliaceae
Género: Fatsia
Origem: Ásia, China, Japão
Ciclo de vida: Perene
Nomes populares
: Arália, Arália japonesa, Fátsia.

A Arália (Fatsia japonica) é uma planta atraente e particularmente resistente, que pertence à família Arilaceae.
 
Apresenta uma linda folhagem e pode desenvolver-se tanto no interior como no exterior. Do seu caule ereto e semi lenhoso, surgem as folhas de tonalidade verde escuro, fortemente lobadas, que podem alcançar os 30 centímetros de largura.

As inflorescências da Arália aparecem no Outono. As flores são agrupadas em jeito de pequena esfera, de cor branco creme, das quais surgem aglomerados de pequenas bagas pretas carnudas não comestíveis.

Como cuidar a Arália (Fatsia japonica)



 Luz: Apesar de suportar a exposição solar direta a Arália cresce melhor em espaços sombrios e húmidos. O excesso de sol pode provocar o amarelecimento e queimadura das folhas. A Fatsia japonica var. variegata é uma outra variedade que apresenta manchas brancas na ponta das folhas e precisa de maior exposição solar para manter o contraste de cores.

 Temperatura- É tolerante ao frio e a geadas ligeiras. Apesar de ser uma planta relativamente resistente a várias temperaturas, a arália encontra as condições ótimas entre os 5 e os 10º no Inverno e os 15 e os 18º no Verão. As temperaturas baixas levam á perda da cor das folhas e posteriormente à sua queda, mas depois da planta ser reposta às condições ideais, elas voltam a rebentar.

 Regas: A irrigação deve ser regular nos meses mais quentes e deverá ser reduzida no inverno. A Arália aprecia o solo húmido, sendo recomendada a rega antes que este seque por completo. Em climas secos é recomendado fazer pulverizações foliares com água da chuva ou de nascente.

 Transplante: Apesar de a Fatsia ser uma planta que alcança  tamanhos consideráveis, não se deve exagerar no tamanho do novo vaso. Pode ser cultiva em vários tipos de solos, desde que sejam ricos em matéria orgânica e apresentem boa drenagem. Não tolera solos demasiado secos ou encharcados.

 Fertilização: Durante o período de crescimento acrescente adubo liquido indicado às plantas de folhagem na água da rega, com intervalos de 15 dias.

 Poda: Com o tempo a arália tende a perder folhas nas partes inferiores, ficando com aspeto um pouco desgrenhado. É recomendado o corte dos troncos de modo a promover nova rebentação e garantir a densidade desejada. Depois do corte recomenda-se a aplicação de enxofre em pó para favorecer a cicatrização da incisão.

 Cuidados: Não deixe acumular o pó nas folhas da planta. Devido ao tamanho das suas folhas, é muito fácil remover o pó, basta passar uma esponja ou pano húmido regularmente.

 Pragas e doenças: A presença de folhas pegajosas e deformadas, é um forte indicio de que a arália está a ser atacada por pulgões, cochonilha ou ácaros. Eles sugam a seiva e enfraquecem a planta. Passe as partes afetas com um algodão embebido em álcool, ou aplique uma solução natural (Inseticida de bicarbonato de sódio).

Multiplicação da Arália


A panta pode ser multiplicada por semente, por estaca, pelos rebentos laterais ou mergulhia aérea. Seja qual for o método a propagação é muito fácil, contudo a utilização dos rebentos laterais é o processo mais rápido.

Sementeira:  Na Primavera semeie as sementes que o próprio exemplar produz durante o inverno. Escolha um substrato ligeiro e mantenha em local protegido com temperaturas entre os 10 e os 15º. As novas mudas devem ser replantas e colocadas em ambiente protegido até alcançarem alguma resistência.
Estacas de caule: Aproveite as estacas da poda, elimine as folhas basais e plante num substrato leve, com o cuidado de o manter húmido. Poderá facilitar o processo usando um enraizador: (Hormonas de enraizamento caseiras)
➢ Rebentos laterais: Este procedimento é muito simples, retirem-se as pequenas plantas que surgem à volta do tronco da planta mãe. Faz-se com ajuda de uma faca, com o cuidado de retirar algumas raízes e facilitar o pegamento.

Curiosidades sobre a Arália


A maior vantagem de ter uma arália, é o facto de ela dificilmente ficar doente e exigir poucos cuidados, sendo uma boa opção para quem não têm muito tempo.

A variedade Fatsia elegantíssima, também denominada por Arália falsa ou Arália elegante, apresenta folhas palmadas de tonalidade verde, compostas por 10 folíolos muito recortados.

Dama da noite - (Epiphyllum oxypetalum)

Como cuidar o Cacto Dama da noite - (Epiphyllum oxypetalum)A Dama da noite (Epiphyllum oxypetalum) também conhecida por cacto orquídea, é uma planta
suculenta originária do Sri Lanka, que pertence à família cactaceae. Os seus ramos são achatados e suculentos, mas também podem se apresentar triangulares, sem espinhos e com borda ondulada. No inicio eles crescem eretos, com o tempo tendem a curvar e pender nas pontas.

Dos ramos que parecem folhas mas são hastes achatadas, surgem flores de grandes dimensões, algumas com mais de 20 centímetro. São valorizadas pelas sua beleza e pelo forte aroma que libertam durante a noite. Ao nascer do sol a flor da dama da noite murcha e ao fim de uma semana cai da planta encerrando o seu ciclo de vida.

Geralmente a dama da noite é usada na forma pendente ou guiada, quanto apoiada em árvores chega a alcançar os 6 metros.

Como cuidar a dama da noite


 Luz: A dama da noite aprecia locais de meia sombra, contudo também se adapta a lugares expostos à luz solar, apesar das folhas ficarem mais amareladas e o excesso de sol poder queimar as folhas.

 Regas: Regue de um modo regular, mas sem encharcamento. A dama da noite ressente-se com terra demasiado seca, porém também não tolera o excesso de água. No inverno reduza drasticamente as regas.

 Solo: Aprecia substratos porosos e leves, que contenham uma percentagem de substrato rico em matéria orgânica e areia, o mesmo que é usado para cactos.
Recomenda-se que utilize um vaso que seja 5 cm mais largo e 10 cm pais profundo que a raiz da planta. No fundo coloque uma camada de cascalho, posicione a raiz da planta e preencha com substrato, apertando delicadamente com a mão.

 Temperatura- No inverno esta suculenta necessita de proteção, ela não suporta a geada.

➢ Multiplicação:  A propagação da planta realiza-se cortando uma porção de ramo e colocando-a cicatrizar sobre um papel, até formar uma película sobre o corte. Depois plante num substrato apropriado a cactos. Mantenha a terra ligeiramente húmida até surgirem sinais de rebentação. Esta operação terá melhor sucesso no inicio da Primavera.

➢ Floração: Para florir esta suculenta necessita de uma boa luminosidade. Se a planta apresentar as condições necessárias, ela começará a presentear-nos com as suas belas flores a partir do meio da Primavera até ao Verão. A floração é bastante peculiar, as suas flores abrem à noite e mantêm-se abertas por poucas horas. A flor emana um odor que atrai os insectos noturnos e os morcegos.

➢ Nomes populares: Dama da noite, cacto orquídea, rainha da noite. Estas denominações são também aplicadas a outras plantas, gerando por vezes alguma confusão.

Curiosidades sobre a dama da noite


Outros cactos e plantas são denominados como dama da noite e na generalidade são plantas de floração noturna. Entre eles destaca-se : Hylocereus undatus (Vulgarmente conhecida por pitaya), Selenicereus sp. (Cacto sianinha), Cestrum nocturnum (Também conhecido por jasmim da noite)

Na Índia esta suculenta é chamada de Brahma Kalam, em consideração ao Deus Hindu, o senhor Brahma. Acreditam que os desejos que são pedidos durante a floração da planta, se irão realizar.

Ripsális - Rhipsalis baccifera

Ripsális ou cacto macarrão
Nome Científico: Rhipsalis baccifera
Família: Cactaceae
Género: Rhipsalis
Categoria: Cactos e Suculentas, Folhagens
Origem:  América do Sul e Central, Caribe e Florida. 
Ciclo de Vida: Perene
Nomes Populares: Ripsális, Cacto-macarrão, cacto esparguete.

Descrição: As Ripsális (Rhipsalis baccifera) pertencem à família das cactaceae. São planta suculentas, epífitas, no seu habitat natural crescem no tronco de grandes árvores.
São constituídas por diversos ramos articulados cilíndricos ou achatados. Algumas plantas apresentam pequenos pelos, que lembram finos espinhos e que têm a finalidade de recolher humidade das gotas de orvalho.

É uma boa planta para ter dentro de casa, adapta-se bem às condições de interior e não exige grandes cuidados. Presta-se a várias decorações e e é uma das plantas mais requisitadas para cestas pendente, jardineiras e jardins verticais, Cria lindas cascatas verdes com baixa manutenção.

Como cuidar o cacto macarrão (Rhipsalis baccifera)


 Luz: Apreciam principalmente ambientes de meia sombra, quando exposto ao sol pleno a planta amarelece e perde parte da beleza. No seu habitat natural o ripsális vive no meio da copa das árvores, onde recebe apenas luz filtrada.

 Temperatura-  Aprecia clima quente e húmido, mas tolera temperaturas mais baixas. Apesar do cacto macarrão ser uma planta suculenta oriunda de climas tropicais, ela adapta-se a outras condições, ela sobrevive facilmente noutro tipo de climas.

 Rega: A rega deve ser moderada, é sensível ao excesso de água, mas aprecia o substrato moderadamente húmido. Mas tal como acontece com outras suculentas, o ripsális aguenta vários dias sem água, ela possui o mesmo mecanismo de armazenamento de água nos caules.

 Solo: Apreciam solos leves com boa drenagem, o mesmo dos cactos e suculentas, ou seja, uma parte de substrato rico em matéria orgânica e uma parte de areia fina. (Como preparar terra para cactos e suculentas). Também se adapta bem em substrato de orquídea. Pode igualmente ser cultiva numa placa de fibra de coco e receber os mesmos cuidados das epífitas.

➢ Cuidados: Os lindos e longos caules do ripsális são fáceis de cuidar e necessitam de pouca manutenção, apenas requerem uma poda de correção e a eliminação de alguns de alguns ramos danificados.
O Ripsális deve ser pendurado ou colocado numa zona alta, esta suculenta têm tendência pendente, com o tempo ela vai crescer e necessitar de espaço em altura.

➢ Multiplicação:  No final do Inverno e inicio da Primavera, corta-se uma estaca da ponta do ramo, com uns 15 a 20 centímetros. Coloca-se A propagação também resulta com estaca foliar, ou seja com o enraizamento de uma "folha", contudo o processo é mais demorado: (Como multiplicar as suculentas)

➢ Floração: Na Primavera e no Verão, as suas flores vão aparecendo ao longo dos ramos terminais e dão origem a pequenos frutos arredondados, brancos ou rosados. Geralmente na natureza são consumidos por pequenas aves.

Como usar o bicarbonato de sódio nas suas plantas

Bicarbonato na horta e no jardim

O Bicarbonato é um composto químico que se apresenta na forma cristalizada. Este pó branco é classificado como um sal e destaca-se pela ação fungicida e bactericida que lhe permitem ter várias utilidades em diversas áreas. É largamente conhecido pelas suas aplicações na cozinha, ajuda nas lides domésticas, tem propriedades reconhecidas na área da saúde e da beleza, e é também muito útil na horta e no jardim. É isso mesmo, o bicarbonato de sódio pode ser um excelente aliado da jardinagem, é um excelente controlador de pragas e de doenças como o míldio e o oídio.

Utilização do bicarbonato de sódio na horta e no jardim


O bicarbonato de sódio é utilizado na preparação artesanal de produtos fitossanitários que podem ser utilizados em agricultura biológica. Verifica-se eficaz no no tratamento de várias pragas e doenças das plantas. As soluções que vem indicadas a seguir devem ser usadas de imediato, já que os princípios ativos do bicarbonato de sódio perdem a ação de um dia para o outro. É recomendado o uso de água da chuva ou mineral, dado que a água da torneira contém cloro e pode alterar a ação do produto. Por ultimo, convém referenciar que quando o bicarbonato é usado incorretamente, em doses inadequadas ou mal diluído, pode provocar queimaduras foliares.

Fungicida natural de bicarbonato de sódio


O bicarbonato de sódio funciona como um fungicida natural capaz de inibir o crescimento dos fungos e de bloquear a produção de esporos. Este aumenta o pH na superfície das folhas e dos caules, criando assim um ambiente improprio à proliferação de fungos. Tem ação nos seguintes cenários: bolor cinzento, podridão na base do caule das plantas, oídio, pinta preta e míldio.

Dissolva 4 colheres de sopa de bicarbonato de sódio em 5 litros de água.
Pulverize as plantas com esta solução, com o cuidado de molhar todas as partes. É recomendada a aplicação desta mistura em dias nublados ou no fim da tarde.

Inseticida de bicarbonato de sódio


Este inseticida natural pode ser usado em plantas de exterior ou de interior e é indicado em vários tipos de pragas como: pulgões, aranhiço vermelho e lagartas.

1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1 colher de sopa de detergente da louça
1 colher de óleo vegetal
1 litro de água

Misture e agite bem todos os ingredientes. Coloque a solução num borrifador e pulverize as plantas por inteiro a cada 3 dias. A aplicação deste inseticida natural deve ser efetuada ao fim do dia.

Controlo de ervas com bicarbonato de sódio


O bicarbonato de sódio é um sal, que em determinadas concentrações queima as plantas e compromete a germinação das mesmas. Sendo assim a sua aplicação torna-se eficiente em pequenas áreas, que não sejam de cultivo.
Coloque bicarbonato de sódio nas ranhuras onde habitualmente nascem as ervas daninhas e repita a operação até que elas parem de rebentar. Esta ação é particularmente útil em locais de difícil controlo de ervas como é o caso de passeios, calçadas e pátios. Poderá igualmente fazer esta operação com um produto oposto: com vinagre (Usos do vinagre na horta e no jardim)

Controlo de lesmas com bicarbonato de sódio


Se tiver problemas de lesmas, basta colocar uma pitada de bicarbonato de sódio sobre elas e elas morrem instantaneamente. Contudo a sua aplicação requer algum cuidado e moderação, sob o risco de alterar em demasia o pH do solo e comprometer o desenvolvimento das plantas.

Outras utilidades do bicarbonato de sódio