Cultivo dos coentros

Cultivo dos coentros
Os coentros (Coriandrum sativum) são plantas aromáticas anuais, que fazem parte da família das Umbelliferae. São relativamente fáceis de manter, com a vantagem de apresentarem um crescimento rápido e alcançam a maturidade em aproximadamente 2 meses após a sementeira.

Cultivam-se principalmente pela folhagem, mas também pelas suas sementes, as quais têm propriedades particulares, dão sabor distinto a vários pratos, chás, doces e bebidas, são inclusive um ingrediente importante no tempero de pickles, principalmente o conhecido cornichon francês.

Características dos coentros


É uma planta aromática, que se adapta perfeitamente ao nosso clima. O ciclo cultural dos coentros varia entre os 90 e os 120 dias, contudo a colheita das folhas inicia-se aos 50 ou 60 dias após a sementeira.

Apresentam um porte baixo, entre os 30 e os 50 cm. As folhas são verdes e aromáticas, sendo as da base loboladas e as do topo finamente recortadas, quando esmagadas apresentam um odor forte, lembrando o cheiro do percevejo.
As flores atraem os insetos polinizadores e surgem entre a Primavera e o Verão. Estão dispostas numa inflorescência tipo umbela, são pequenas de tonalidade branca ou levemente rosadas.
As sementes são redondas com tonalidade beje, são muito aromática e apresentam uma um sabor distinto.

Sementeira e condições favoráveis ao cultivo dos coentros


Preferem exposição ensolarada, ambientes quentes, ao abrigo das correntes de ar, eles não suportam o vento, pois podem secar e morrer.

Procure semeá-los diretamente em local definitivo os coentros não apreciam grandes mudanças. São recomendadas sementeiras escalonadas, de modo a permitir colheitas regulares.

Os coentros não gostam de solo compacto, deve ser ligeiro, poroso e fértil, fresco e ao mesmo tempo com boa permeabilidade. Toleram solos de pH ácido, neutro e alcalino.

As sementes devem ser enterradas a uma profundidade de 1 cm. Procure manter o extrato ligeiramente húmido, até à germinação, que acontece entre 7 a 15 dias dependendo das condições ambientais. Quando as jovens plantas alcançarem 4 a 5 folhas, faça um desbaste, mantenha as mais vigorosas, de modo a permitir um crescimento mais uniforme.

Cuidados com os coentros


Procure regar os coentros regularmente nas horas mais frescas do dia, mantenha o substrato ligeiramente húmido, sem que o solo fique encharcado. A planta até tolera curtos períodos de seca, porem a falta de irrigação estimula a planta ao florescimento prematuro. Já o excesso de água pode levar ao amarelecimento das folhas.

Retire periodicamente as ervas daninhas de modo a não permitir a competição com o espaço, a luz e os nutrientes.

Colheita dos coentros


A colheita faz-se pelas folhas mais desenvolvidas, com um corte rente ao solo, não convém podar as folhas na totalidade, de modo a possibilitar que a planta continue a desenvolver-se de maneira equilibrada. O corte das folhas deve ser realizado pela manhã, pois é nesta altura do dia que os óleos essenciais estão mais concentrados.

As sementes de coentros são colhidas quando mudam do verde para o castanho, preferencialmente no período da manhã, após o orvalho ter evaporado. Depois de devidamente secas devem ser conservadas numa caixa hermética, ao abrigo da luz, de modo a manter todo o aroma.

Existe algumas semelhanças entre os coentros e a salsa, apesar de existirem notáveis diferenças nos sabores. As formas de cultivo são parecidas, contudo o tempo de germinação varia muito entre as duas plantas, enquanto os coentros levam de 10 a 15 dias a germinarem, a salsa pode levar 20 a 40 dias. Veja mais em: (Cultivo da salsa)

Nomes populares: coentro português, coriandro, erva percevejo, salsa árabe, salsa chinesa, culandro, cilandro, salsinha, cilantro (espanhol), coriandre (francês), coriander (inglês).

Cultivo da Zamioculcas zamiifolia

Cultivo da Zamioculcas zamiifolia
A Zamioculcas (Zamioculcas zamiifolia) é uma espécie exótica originária da Tanzânia na Africa, que pertence à família das Araceae, a mesma dos antúrios (Cultivo do antúrio) e dos copos de leite.

É uma planta que apresenta grande rusticidade, é rizomatosa e entouceirada com caule curto, que consegue sobreviver com poucos cuidados, pouca água e pouca luz.
Apresenta uma folhagem verde muito decorativa com brilho intenso, um aspeto peculiar que faz lembrar a beleza plástica.
A inflorescência das zamioculcas é branca a creme e lembra a flor do jarro, porém ela praticamente passa despercebida, pelo facto de ficar escondida no meio da folhagem.

Cuidados com a Zamioculcas


Condições de cultivo: Não deve ser exposta à luz solar direta, prefere locais de baixa luminosidade, seja em ambientes interiores ou exteriores.
É um planta que aprecia calor, sendo que a temperatura ideal se situa acima dos 25º, a planta sai do seu ambiente de conforto quando a temperatura desce abaixo dos 18º, não tolera a geada.

Rega: A irrigação deve ser espaçada, a zamioculca é capaz de sobreviver longos períodos sem água,  deixe a terra secar entre as irrigações. O caule dela reserva água e serve de reservatório em caso de necessidade, um mecanismo semelhante ao das suculentas. O acumulo de água deve ser evitado, porque pode levar ao amarelecimento das folhas, apodrecimento da raiz e consequentemente à perda da planta.  Na duvida mais vale pecar pela falta do que pelo excesso.

Transplante: As zamioculcas apresentam um crescimento lento, não requerem transplantes vastos, regra geral só é necessário a cada 2 a 3 anos ou quando o raizame começa a pressionar o vaso. O substrato deve ser rico em matéria orgânica e ter obrigatoriamente uma boa drenagem. Poderá fazer a mistura com uma parte de terra comum, 1/2 parte de húmus de minhoca e 1/2 parte de areia, misture bem todos os elementos.
Recomenda-se que seja colocada num vaso com diâmetro 2 a 3 vezes maior que o seu raizame. É essencial colocar no fundo do vaso uma camada de material que facilite a drenagem, pode ser argila expandida, pedaços de isopor, cacos de barro, etc. Ajeite a planta no centro do vaso e aconchegue com o subtrato.

Cuidados: A zamioculca é uma planta robusta que quando cultivada nas condições ideais não exige grandes cuidados. Adube-a com um adubo equilibrado a cada 2 semanas ou com húmus de minhoca a cada 3 a 4 meses. Devido ao seu crescimento lento, a planta quase não necessita de podas, remova as folhas amarelas ou secas, de modo a manter a planta em boas condições sanitárias.

Reprodução da Zamioculca: Geralmente o modo mais comum e mais rápido de propagação é por divisão de touceiras, porem também é possível efetuá-la por sementeira, através das sementes produzidas na haste floral. Outro modo viável, porém bastante mais demorado é fazer a reprodução por estacas das folhas da planta, pode ser inteira ou apenas os fólios.
Escolha uma folha madura e com aspeto saudável, corte-a rente à base com uma tesoura ou faca bem afiada e coloque-a numa jara com água (mude-a regularmente), em ambiente protegido com luz indireta, até ela desenvolver raízes e depois plante-a num vaso.
Se optar pelos fólios, separe-os cuidadosamente da haste da folha principal e enterre menos de metade da pequena folha, numa mistura com uma parte de substrato de plantio e outra parte de areia. Regue as folhinhas e coloque-as na sombra em local protegido. Poderá agilizar o processo tapando o berçário com um plástico ou vidro transparente. Vá pulverizando o substrato de modo a manter uma ligeira humidade, mas sem encharcar. As novas mudas demorarão vários meses a surgir, mas se espreitas com cuidado abaixo da superfície do solo, verá pequenos rizomas em desenvolvimento.

Curiosidades sobre as Zamioculcas


Todas as partes das zamioculcas são venenosas, como tal não é recomendado mantê-la ao alcance das crianças e dos animais domésticos. É igualmente importante usar luvas durante o manuseamento da planta, a seiva da planta pode irritar a pele e as mucosas.

É conhecida popularmente com uma planta da sorte, está associada ao sucesso financeiro. Estas crenças levam-na a ser conhecida como árvore do dinheiro, uma denominação também associada a outras plantas como a planta de jade: (Conheça a planta de jade - Crassula ovata).

A zamioculcas pertence à família das Araceae, a mesma dos antúrios (Cultivo do antúrio) e dos copos de leite, porem a sua semelhança está associada a outra planta da uma família distinta (Zamiaceae), apelida de zâmia. Supõe-se que esta parecença esteja na origem do nome cientifico Zamioculcas.

Nomes populares: zâmia, brilhante, árvore do dinheiro, dólar, zz plant (inglês).

Planta fantasma - Graptopetalum paraguayense

Planta fantasma - Graptopetalum paraguayense
A planta fantasma (Graptopetalum paraguayense) é uma suculenta procedente do México, que pertence à família Crassulaceae. Esta planta carnuda é também conhecida pelo nome Sedum Weinberg.
As folhas são carnudas e lanceoladas, com tonalidades azuladas, cinzentas esbranquiçadas, ligeiramente rosadas ou arroxeadas, dependendo do meio em que vivem. Estão revestidas por um pó fosco, que lhes dá uma aparência fantasmagórica e que desaparece nos pontos onde se passa a mão. Apresentam-se dispostas em forma de roseta, no ápice de ramos com tendências pendentes.
As flores surgem na Primavera, são brancas e pequenas, com formato de estrela. Agrupam-se numa longa haste floral, que surge do centro da roseta, porém não apresenta grande valor ornamental. 

Cuidados com a planta fantasma (Graptopetalum paraguayense)


➢ Condições de cultivo: Prefere uma boa exposição solar, mas suporta lugares de meia sombra. Quando pega mais sol as folhas exibem um ligeira tonalidade rosada.
Apesar de preferir climas quentes, tolera uma ampla gama de temperaturas. Quando cultivada em interior, deve ser afastada dos aparelhos de aquecimento. Suporta bem os ambientes secos. O solo deve conter uma percentagem de areia, de modo a facilitar a drenagem.

➢ Rega: As regas devem ser moderadas na época quente e escassas no Inverno. Evite sempre o encharcamento e ao regar evite molhar as folhas carnudas. Permita que a terra seque entre as regas. O excesso de água pode provocar o apodrecimento das raízes ou provocar o aparecimento das doenças fúngicas, como o oídio. Quando os caules e as folhas apresentam um aspeto mais delgado, poerá ser um indicativo de falta de água.

➢ Cuidados: A planta fantasma é das suculentas mais resistentes que eu conheço, não necessita de muitos cuidados e sobrevive sob condições bastante adversas. Poderá adubá-la a cada 20 dias com um adubo indicado a suculentas, na época de crescimento entre a Primavera e Verão.

Multiplicação da Graptopetalum paraguayense


Plântulas da Planta fantasma - Graptopetalum paraguayense
Propaga-se muito facilmente por meio das folhas. Elas têm uma grande capacidade de sobrevivência, enraízam espontaneamente e rapidamente dão origem a uma nova plântula, até nos sítios que nos parecem mais improváveis. Leia também: Como multiplicar as suculentas.
Também se multiplica por semente, por estacas de ponta de caule ou pela separação dos rebentos novos que nascem à volta da roseta.

Curiosidades da planta fantasma (Graptopetalum paraguayense)


 A planta é facilmente confundida com uma Echevéria, apesar das semelhanças o formato das folhas e o modo de crescimento são diferentes. Veja também: Cultivo da echevéria ou rosa de pedra.
É utilizada para decorar a cassa e o jardim, seja em canteiros, jardim rochosos em conjunto com outras suculentas, vasos pendentes ou floreiras.

Quando cultivadas continuamente no exterior, mostram maior resistência, superam melhor as baixas de temperatura e o o excesso de água que advêm da chuva. As folhas caem muito facilmente e muitas vezes nem é preciso colocá-las no berçário, elas desprendem-se e originam novas plântulas, mesmo sem contacto com a terra.

Nomes comuns: graptopétalo, planta fantasma, planta pérgola.

Calda inseticida de sabão

Calda inseticida de sabão
A Calda de sabão inseticida têm ganhado adeptos ao longo dos últimos anos, cada vez mais as pessoas procuram soluções menos perigosas para o ambiente e para a saúde.

Todos os que gostam de jardinagem, já se depararam em algum momento com as pragas sugadoras, sugam a seiva das planta, causam o definhamento da planta e atrasos no seu crescimento. Existem várias soluções amigas do ambiente,  alternativas que não libertam químicos ou resíduos prejudiciais. Muitas dessas soluções podem ser preparadas com ingredientes que temos em casa e algumas delas são preparadas com sabão. Veja também outras: Soluções naturais

A calda de sabão têm ação inseticida têm a grande vantagem de não ser toxica para animais e aves e protegem as joaninhas e os insetos benéficos.
Destina-se principalmente ao combate de insetos de corpo mole como afídios (piolhos e pulgões), moscas brancas, ácaros e cochonilhas. A calda têm ação seletiva e mata os insetos por asfixia, ao ser aplicada ela danifica a camada cerosa que serve de proteção e impede a respiração dos insetos. 
A calda de sabão pode também ser usada com preventiva, a aplicação regular permite prevenir que as pragas se instalem nas plantas e ainda têm a capacidade de tratar algumas doenças e fungos.

Como preparar 2 caldas de sabão inseticida em casa


Estas caldas naturais são poderosas , podem ser usadas no jardim, na horta, em árvores frutíferas e nas plantas de interior. Apresentam eficacia contra insetos de corpo mole e vários organismos sugadores: pulgão, piolho, lagartas, ácaros, mosca branca e cochonilha.

Calda inseticida com óleo:
10 L de água
200 gr de sabão de potassa ou sabão azul ralado
100 ml de óleo vegetal (óleo de cozinha)
Dissolva o sabão em metade da água (previamente aquecida) e mexa até a mistura se apresentar diluída. Acrescente o óleo, mexendo sempre energicamente e junte a água restante. Deixe a calda arrefecer na totalidade antes de fazer aplicação. Se preferir coloque o sabão na água e deixe de um dia para o outro. Pulverize as plantas de um modo uniforme.

Calda inseticida com vinagre:
100 gr de sabão azul ralado
1 L de água
2 colheres de sopa de Vinagre (pode trocar por álcool)
Coloque o sabão numa garrafa com 1 L de água e agite até dissolver o sabão.
Na hora de usar acrescente mais 2 Litros de água e duas colheres de sopa de vinagre. Coloque num pulverizador e borrife as plantas, cobrindo os insetos na totalidade. Leia mais sobre: O uso do vinagre na horta e no jardim

Cuidados e modo de aplicação da calda inseticida de sabão


O modo de atuação desta calda passa por envolver o corpo das pragas com uma película impermeável que mata o organismo por asfixia. Procure pulverizar a planta por inteiro, de modo a atingir todos insetos e permitir que a solução atue na totalidade. São necessárias várias aplicações para que o extermínio da praga seja bem sucedido. Faça pelo menos uma aplicação por semana, num período minimo de 3 semanas.
Pulverize sempre no final do dia, quando o sol está menos forte e há menos riscos de queimar as folhas. Esta calda inseticida não requer intervalo de segurança ente o tratamento o e o consumo da planta.

Nota final: Paralelamente ao tratamento é recomendada a observação das plantas, é importante não deixar as maleitas evoluírem, é sempre mais fácil e trata-las numa fase inicial.
Geralmente as plantas adoecem por falta de condições, ficam debilitadas e são alvo das doenças e das pragas. Isso acontece por falta ou excesso de água, falta de nutrientes ou fertilização exagerada, demasiado calor ou frio, ventilação insuficiente, luz inapropriada, entre outros. Tome estes fatores em consideração e retifique o que estiver errado.

Cultivo da Equinácea - Echinacea purpurea

Cultivo da Equinácea - Echinacea purpurea
A Equinácea Echinacea purpurea é um gênero de planta herbácea nativa da América do Norte,constituída por 9 especies, que pertence à família das Asteraceae. No seu habitat natural encontram-se em pradarias ou florestas pouco densas e margens arenosas dos rios, contudo corre grandes riscos de extinção devido ao seu uso e abuso.
A equinácea é uma planta vivaz cheia de qualidades, atrai borboletas no jardim e oferece importantes valores terapêuticos na área de saúde (Benefícios da Echinacea purpurea). Pode ser cultivada no jardim formando lindas bordaduras e macicos, depois de florirem podem ser colhidas, secas e utilizadas ao longo do ano. É uma planta silvestre, perene e pratense. Seu caule é ereto e ramificado, com folhas lanceoladas verdes escuras, serrilhadas e ásperas. As raízes são aprumadas e cilíndricas que emitem um odor aromático e adocicado. Não é muito cultivada em Portugal, porém temos boas condições climáticas para o seu plantio.

Como Cultivar a equinácea - Echinacea purpurea


Condições favoráveis: Embora não seja muito exigente, a equinácea aprecia solos ricos em matéria orgânica com boa drenagem, com pH situado entre os 6 e os 7,5.
Aprecia irrigações regulares, mas não tolera o encharcamento.
Em Invernos rigorosos a planta desaparece por completo, mas volta a rebentar em força na Primavera e forma de novo uma linda planta que pode ultrapassar um metro de altura.

Praticas culturais: Em Julho realize uma poda na planta, ela irá potenciar nova vegetação e possibilitará nova floração entre Outubro e Novembro. De 4 em 4 anos as raízes devem ser arrancadas, este procedimento deve ser realizado no Outono.

Multiplicação da equinácea: A propagação é feita principalmente por sementes, contudo também é possível realizá-la por divisão vegetativa.
Sementeira: Colha as flores e coloque-as a secar. Depois de secas abra os capítulos sobre um papel e recolha as sementes que apresentarem melhor formação. A melhor época de sementeira encontra-se entre o fim do Inverno e principio da Primavera. Geralmente a germinação das sementes ocorre entre 10 a 12 dias, em ambiente quente e iluminado.
Divisão vegetativa: A melhor época para executar esta operação é no Outono após a floração ou na Primavera. Corte parte do rizoma, reservando algumas raízes e partes dos ramos.
Depois de estabelecidas a plantas formam touceiras de grandes dimensões, plante as novas mudas com espaçamento de 50 cm entre plantas e entre linhas.

Curiosidades sobre a equinácea


A "flor" da equinácea é na verdade uma inflorescência, define-se como um conjunto de flores agrupadas, semelhantes à margaridas. O disco central é amarronzado com formato cônico e aparenta um ouriço do mar, denominado em grego como "echinos"  do qual derriva o nome botânico echinacea. A polinização é realizada por abelhas e borboletas e as sementes atraem as aves.
As flores são duráveis e podem ser utilizadas como flor de corte, em vasos ou arranjos florais.

Nomes comuns: Equinácea, flor de cone, flor roxa cônica, margarida de cone, purpura, rudbéquia, cometa roxo, coneflower.

Columéia batom - Aeschynanthus radicans

Como cuidar a Columéia batom - Aeschynanthus radicans
A columéia batom (Aeschynanthus radicans), também conhecida por planta batom, é  nativa da Asia e pertence á família Gesneriaceae.

É uma planta pendente perene, rizomatosa, epífita, que apresenta flores vistosas, com um formato que lembram pequenos batons, surgem no Verão e atraem os beija flor.

Suas folhas surgem em ramos finos e longos, são ovaladas, opostas, um tanto carnudas e cerosas, de tonalidade verde levemente bronzeado.

Como cuidar a columéia batom (Aeschynanthus radicans)


Condições favoráveis: A columéia é uma planta de clima equatorial, sub tropical, tropical. A flor batom aprecia locais bem iluminados, com luz difusa, sem a incidência direta do sol. Se a planta apresentar caules demasiadamente alongados, poucas folhas e poucas flores, é indicativo de pouca luminosidade. Procure dar-lhe mais luz, caso contrário ela não irá resistir.
Gosta de ambiente quente, com temperaturas situadas entre os 18 e os 20º, com alto grau de humidade. Em Invernos mais rigorosos, recomenda-se que a columéia seja cultivada sob proteção, não suporta as correntes de ar, nem as geadas.

Transplante: A cada dois anos mude a sua columéia de vaso, procurando escolher um que tenha o diâmetro ligeiramente acima. O solo de cultivo deve ser fértil e apresentar uma boa drenagem e ser rico em detritos vegetais. Escolha uma mistura bastante porosa e arejada, inclua elementos como fibra de coco, musgo, casca de árvores, turfa.

Rega: A irrigação deve feita em intervalos regulares, mas sem excessos, a planta não tolera o encharcamento. Evite a água muito fria, a planta batom aprecia ser regada com água morna. No Inverno as regas devem ser reduzidas, sob o risco de lavarem as raízes da planta ao apodrecimento.
Se os ramos da columélia começarem a apodrecer e as folhas a caírem, quer dizer que ela está demasiado húmida. Se for o caso, deixe o substrato secar, diminua a quantidade de regas e forneça uma menor quantidade de água em cada irrigação. Caso as folhas enruguem ou sequem nas pontas, poderá ser falta de água.

Reprodução : A columéia batom propaga-se pela divisão da planta ou por estacas de caule, postas a enraizar na Primavera. Corte uma ponta do ramo com 10 a 15 centímetros, retire as folhas mais próximas da base e espete em subtrato poroso. Regue a estaca de modo a aconchegar a terra e mantenha em local protegido e bem iluminado, fora da incidência direta dos raios solares.
Geralmente o enraizamento é fácil, no seu ambiente natural, os caules das columéias enraízam quando encostam aos ramos da árvore

Usos : A columeia têm um grande valor decorativo, mesmo quando não está em floração, geralmente é usada em jardins verticais, jardineiras altas, cestas e vasos pendentes, pelo facto de os seus ramos chegarem a atingir um metro de comprimento e produzirem cascatas vistosas e abundantes. Presta-se ao plantio em placas de fibras, juntamente com outras plantas epífitas como algumas orquídeas, ripsális ou bromélias. Em climas amenos pode ser colocada no tronco das árvores.

Cuidados com a columéia batom


Evite trocar a sua columéia batom de lugar, elas não gosta de mudanças.
Borrife a planta regularmente com água tépida, de modo a aumentar a humidade do ar. Um dos principais sintomas de falta de humidade atmosférica é quando a planta apresenta um aspeto cansado e as suas folhas secam.
Se pretender obter uma planta mais densa corte as pontas dos ramos, esta prática vai permitir a formação de novas gemas. Pode sempre acima de um nó.
Adube a planta com um adubo equilibrado cada 2 semanas, pare no Inverno. Se os caules da sua planta se mostrarem finos e delgados, poderá ser um indicativo de falta de nutrientes.
Após a floração elimine a ponta dos galhos, cortando os caules pela metade do seu tamanho.

Curiosidades sobre a Aeschynanthus radicans


A columéia batom pertence ao género botãnico A eschynanthus, que conta com mais de 150 espécies. No seu ambiente natural é uma planta epífita, cresce no ramos das árvores, nas florestas tropicais, alimenta-se de resíduos que se acumulam nas fendas ou cavidades dos ramos. São da mesma família das violetas, apesar de diferirem muito no aspeto e nos cuidados. Leia também: Cultivo da Violeta Africana.

Nomes populares: Columéia batom, Planta batom, flor batom, lipstick (inglês).

Echeveria pulvinata

Como cuidar a Echeveria pulvinata
A Echeeria pulvinata é uma suculenta, nativa do México, que pertence à família crassulácea.
É uma planta pequena de crescimento rápido, ligeiramente arbustiva e ramificada com rosetas soltas. As folhas são gordas ovaladas,  com uma fina pelagem que lhe conferem um aspeto aveludado.
As flores são pequenas amarelo rosadas em forma de sino, surgem ao longo de uma haste floral e ocorrem no tempo mais quente, ou seja, entre a Primavera e o Verão. Projetam-se para fora da planta e têm grande valor ornamental, podem ser usadas como flores de corte, complementando lindos arranjos florais.

Como cuidar a Echeveria pulvinata


Condições favoráveis ao crescimento da Echeveria pulvinata

Aprecia uma boa exposição solar, sendo que as suas folhas alcançam tons avermelhados quando cultivadas em sol pleno. Quando cultivada com menos luminosidade, as folhas apresentam apenas tons verdes.
Suportam bem o frio, mas podem sofrer alguns danos com as geadas intensas.

Rega da Echeveria pulvinata 

A rega deve ser moderada, tal como as outras suculentas a Echeeria pulvinata é sensível ao excesso de água. O ideal é deixar secar a terra entre as regas. No Inverno é conveniente protegê-la da chuva.

Transplante da Echeveria pulvinata 

A mudança de vaso é realizada na Primavera, com um substrato arenoso que apresente uma boa drenagem. Poderá fazer a mistura em casa misturando um subtrato comum com um pouco de areia.

Cuidados com a Echeveria pulvinata 

Geralmente não necessita de grandes cuidados, apenas uma poda de limpeza, de modo a remover os ramos secos e as folhas velhas que vão surgindo na parte inferior da suculenta à medida que ela cresce. Caso necessário, administre a cada 15 dias um adubo especifico a cactos, diluído em água, na concentração indicada pelo fabricante.

Multiplicação da Echeveria pulvinata 

Propaga-se como a maioria das suculentas, por estaca de folha ou pelo enraizamento de hastes, em duas a três semanas, elas começam a emitir raízes. Esta operação têm mais exito, no inicio do Verão. Leia mais em: Como multiplicar as suculentas.
Também podem ser reproduzidas por sementes, contudo o processo é mais demoroso.

Usos das Echeveria pulvinata

Elas podem ser cultivadas em vaso ou diretamente na terra do jardim. No solo elas criam lindas bordaduras, canteiros e enriquecem os jardins de pedra. As hastes florais podem ser cortadas e aplicadas na elaboração de arranjos florais.

Curiosidades: No seu pais de origem, no Mexico, a Echeveria pulvinata cresce nas encostas de montanhas áridas e nas planícies pedregosas da América Central.

Nomes populares: Echeveria peluda, Echeveria de veludo.