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As doenças dos coelhos



Os coelhos são muito sensíveis a inúmeras doenças, embora nem todas sejam fatais é preciso ter alguns cuidados e dar tratamentos atempados. Muitas dessas doenças são facilmente diagnosticadas.



Saiba como cuidar dos seus coelhos e como conhecer as doenças mais comuns


Doença hemorrágica viral

Trata-se de uma doença infecciosa que afecta os coelhos e que é provocada por um calicivírus. A doença hemorrágica víral ( DHV ), é uma doença altamente contagiosa, tanto via directa como indirecta. Todo e qualquer objecto contaminado poderá ser a causa de nova epidemia quando não desinfectado correctamente, mesmo após a eliminação dos animais contaminados.
A mortalidade entre os animais afectados por esta patologia situa-se entre os 50% e os 100%. Normalmente morrem com hemorragia nasal ou por outros orifícios naturais. Estes sintomas dão-se aproximadamente 48 horas após a contaminação. Os sobreviventes podem ser portadores do vírus por um mês.
A vacinação é a melhor forma de controle.

Mixomatose

A mixomatose é uma doença infecto contagiosa que é originada por um
vírus e que se transmite directamente. Os insectos sugadores de sangue, como as pulgas e mosquitos são os principais vectores para a transmissão da mixomatose. Após a contaminação os sintomas aparecem normalmente entre 5 a 7 dias. Os sinais principais são edema generalizado,  principalmente na cabeça à volta dos olhos e das orelhas. Esta doença apresenta uma taxa muito alta de mortalidade, acima dos 90%.
A melhor forma de prevenção passa pela vacinação e controle de insectos. Mais sobre mixomatose

A disenteria

As disenterias podem ter causas diversas, pode ser um sintoma comum a várias doenças. Aparecem principalmente na época de desmame. Por norma são provocadas por excesso de pastos verdes, alimentos fermentados ou sujos. Também o calor intenso, o excesso de humidade ou até parasitas intestinais podem ser responsáveis por esta patologia.

Sarna auricular

A sarna é provocada por ácaros que causam um grande desconforto e podem alcançar uma grande extensão. O ácaro responsável por esta doença aloja-se por baixo da pele do coelho e alimenta-se do seu sangue. Esta situação provoca sérias irritações, com aparição de crostas, perda de pelo, pele rugosa e inchada.
Se o coelho abana excessivamente a cabeça e apresenta umas manchas acastanhadas com crostas nas orelhas, nas patas ou noutras partes do corpo, poderá ser um sinal desta doença. Os animais infectados tornam-se fracos e perdem peso muito rapidamente. Quando não tratada a tempo a sarna pode levar à morte do coelho
Este problema é muito comum em coelhos pode ser tratado com uma grande opção de remédios disponíveis testados e comprovados, à venda em farmácias ou locais apropriados.  Como se trata de uma doença muito contagiosa deve separar o coelho afectado dos outros e examinar os animais periodicamente.

Coriza

Esta doença é caracterizada pelo aparecimento de corrimento nasal e espirros, podendo também apresentar febre e falta de apetite. As causas mais prováveis para o aparecimento da coriza são as mudanças bruscas de temperatura, correntes de ar, humidade e poeiras. Também a alimentação incorrecta e a falta de higiene nas coelheiras podem provocar esta sintomatologia. Conforme o caso pode ser benigna ou infecciosa. No decorrer da doença e no seu possível agravamento, o coelho irá apresentar um corrimento nasal aquoso, que vai progredir para um corrimento mucoso e espesso que ao aderir à ração do animal, forma uma massa consistente que pode obstruir as narinas do coelho e causar a sua morte por asfixia.

Coccidiosis hepática

Coccidiosis hepática, é uma das doenças mais comum nos coelhos, principalmente nos mais jovens e que pode levar à morte dos mesmos em semanas.
os animais sobreviventes desta patologia, frequentemente tornam-se portadores, tornando-se propagadores ao eliminar o micróbio da coccidiosis pelas fezes. Deste modo as possibilidades de contaminar outros animais ou até o próprio tratador são fortes.
Os sintomas dos coelhos infectados passam por diarreia, pelo arrepiado, falta de apetite, tristesa, ventre dilatado e perda de peso. Ao abrir um coelho morto, é visível o fígado aumentado e salpicado de pontos branco amarelados.
Para reduzir os riscos do aparecimento da Coccidiosis, convêm localisar a coelheira num local seco e arejado, efectuar limpezas e desinfecção diárias. Evitar o contacto do coelho com os excrementos, a água e a ração devem ser mantidos limpos.

Tratamento da lepra nos coelhos.


Doenças dos coelhosA lepra dos coelhos é uma doença com uma taxa de sobrevivência muito reduzida. As evidencias apontam para percentagens de sucesso mínimas, inferiores a 10%.
Sacrificar a vida do animal é a prática mais recorrente.
Eu pergunto-me: será que não desistimos dos nossos animais cedo demais?

Passo a explicar. Sou conhecida por ser incapaz de matar um animal e quando necessito de os sacrificar com a única finalidade de comer, recorro à ajuda de um familiar.
Por esta razão quando surgiu um ataque da lepra do coelho na minha produção, nenhum foi abatido.
O estado de doença alcançado foi lastimoso, cheguei a perder as esperança, tal era o seu estado.
Vivia obcecada em lhes dar as melhores condições possíveis e dei-lhes tudo o que estava ao meu alcance.
Na altura tinha 3 coelhas de reprodução com mais de um ano e 3 juvenis com cerca de 3 meses.

Após um período superior a 1 mês, as 3 coelhas e um juvenil começaram a mostrar sinais de recuperação evidentes.
Os outros dois juvenis morreram num espaço de tempo superior a 15 dias, após o aparecimento dos sintomas da doença.
Tomando em conta que a taxa de mortalidade é superior a 90%, eu considerei o meu resultado um caso de sucesso.

As fotos que aqui apresento mostram os coelhos já em franca recuperação, já que no auge da doença apresentavam os sintomas comuns da lepra  muitos tumores, inchaços que os impediam de abrir os olhos e muitas dificuldades respiratórias.

Deixo-vos aqui os procedimentos, que acredito terem sido a razão do meu sucesso



Conhecendo o coelho como um animal muito sensível, a sua alimentação fazia parte das minhas preocupações.Receava dar-lhes verde, frutas ou até folhas de couve.
Nesta fase da doença, a minha única preocupação era alimentá-los. Eles deixaram de pegar em alimentos secos. Passei a dar especialmente verduras murchas, casca de banana, maçãs e até cascas de mango. A minha principal intenção era fazê-los comer.

Doença dos coelhos Tanto quanto sei a maioria dos animais morre por desnutrição, devido à sua incapacidade em se alimentarem. O pó da ração torna-se perigoso, associado ao corrimento do coelho pode originar infecções ou até obstruir a entrada nasal. Por essa razão passei a peneirar a ração antes de a fornecer aos coelhos.

Os coelhos formam uma espécie de tumores e apresentam a pele descamada. Passei óleo de coco sobre as zonas afectadas, especialmente no focinho e orelhas.

Mantinha um frasco de álcool nas coelheira e aplicava umas gotas sobre o dorso do coelho.  Uma acção feita ao acaso, à qual eu não sei se tinha razão de ser.

Mantinha as instalações limpas e, ao contrário do dia a dia, deixei de usar a cal viva, receei que o pó agredisse mais ainda o seu estado.
Nesta fase optei pela lixívia, acreditando que o cheiro forte no ar afasta-se os insectos ou quem sabe, reduzir a multiplicação das bactérias. Já que se sabe que o coelho não morre pela doença mas pelas infecções oportunistas que se instalam devido à sua grande fragilidade.

Espero que esta minha experiência vos seja de alguma utilidade, e que obtenham resultados positivos com os vossos animais.

Lepra nos coelhos

Prevenção da lepra dos coelhos

Características e prevenção da lepra nos coelhos


A mixomatose , conhecida vulgarmente por lepra dos coelhos é uma doença transmitida por um vírus, que raramente têm cura e que leva na maioria das vezes à morte dos coelho de 4 a 8 dias. Normalmente há sempre animais que resistem à doença, encontrando-se estes numa percentagem muito reduzida.

Esta doença é altamente contagiosa, normalmente é transmitida por contacto directo ou pela picada de insectos como por exemplo o  mosquito, os ácaros, as  caraças e as pulgas. Estes insectos alimentam-se do sangue do animal e podem manter o vírus activo durante meses.
Os meses quentes e húmidos, são os mais propícios a surtos epidémicos.

Os sintomas da mixomatose, caracterizam-se por corrimento nasal que vai aumentando gradualmente, inflamação e congestão ocular  com secreção purulenta,  formação de tumores na base  das orelhas, do nariz e da boca e cabeça inchada. Com a evolução deste quadro todo o corpo acaba por ficar afectado, principalmente os órgãos genitais e o ânus.

Prevenção da mixomatose


A melhor forma de prevenir a mixomatose é a vacinação, que pode ser feita logo a partir de um mês de idade, com continuação semestral. Contudo não é totalmente eficiente.
Prevenir os mosquitos nas zonas de alojamento  é outra medida importante, que pode ser feita com garrafas mosquiteiras.


Leia mais sobre a mixomatose


Tratamento da lepra dos coelhos


Criação de coelhos



Coelhos

O que deve saber para iniciar uma criação de coelhos

A criação de coelhos, é uma actividade de custo relativamente baixo. 
Para iniciar uma criação de coelhos, convém escolher um local afastado de outras criações para evitar a transmissão de doenças. Um local calmo, com poucos ruídos, porque o coelho entra em stress facilmente, o que pode provocar transtornos digestivos, circulatórios e respiratórios. Também convém evitar as correntes de ar não deixar a temperatura ultrapassar os 30 graus. A higiene é indispensável convém limpar várias vezes os alojamentos.

O coelho é um animal herbívoro, come a maioria do tipo de grãos, pastos e verduras. Em geral as folhas de verde-escuro são bem toleradas, devendo evitar-se as de folhas claras como exemplo a alface, que podem provocar problemas intestinais. É aconselhável deixar os pastos verdes murcharem  antes dar aos coelhos.

  Uma coelha inicia a reprodução aos 5 ou 6  meses e um macho por volta dos 6 ou 7 meses. As matrizes ou reprodutores que não alcançarem entre 3 kg a 3,5 kg, nas idades mencionadas, não são recomendáveis para reprodução. Após 10 a 15 dias do parto, deve-se fazer novamente uma cobrição.

A gestação em média é de 28 a 32 dias. A dois ou três dias do parto, colocar os ninhos nas gaiolas, com o cuidado de estarem secos e limpos, com alguma palha. No dia do parto, não faltar com a água e reduzir a alimentação para metade. Verificar diariamente os ninhos, para retirar algum láparo morto.
as crias saem do ninho por volta dos 21 dias, nesta altura já bebem água e comem ração e por volta dos 40 dias dá-se o desmame.