Como Combater Os Trevos E Os Oxalis


 O trevo é um vilão que aparece sem aviso e teima em não desaparecer dos nossos vasos e dos nossos jardins, mas há formas de o controlar e de o remover de uma maneira muito fácil.

Na verdade teimamos em chamar trevo a tudo, mas grande parte do que aparece no meio das nossas plantas é o Oxalis, têm forma de crescimento muito parecida, aprecia os mesmos ambientes e controla-se da mesma forma, mas são duas plantas distintas.
O trevo pertence à família das leguminosas (Fabaceae), enquanto a Oxalis pertence à família Oxalidaceae.
Nos Oxalis as flores são formadas por pétalas sedosas e as folhas lembram pequenos corações.
Já o trevo verdadeiro pertence ao género Trifolium e distingue-se muito facilmente pela floração que lembra pequenas espigas e pelas folhas de formato meio oval. 

Mas aparências à parte e apesar de alguns benefícios estas plantas não são bem vindas aos nossos cultivos, são invasoras e competem com as nossas plantas por alimento e espaço.

Como Eliminar o trevo e o Oxalis


Antes de partir para a solução, fica a duvida, porque é que aparece tanto trevo no meio das nossas plantas. E esta questão é importante, porque se nos quisermos ver livres dos trevos temos que perceber o porquê deles aparecerem, caso contrário vai ser sempre uma uma luta infrutífera.

Os trevos e os Oxalis são plantas que gostam de solos ácidos, geralmente aparecem em meios com baixo teor de cálcio, por isso não é à toa que os trevos e os Oxalis sejam indicadores de solos ácidos. 
Então se os trevos e os Oxalis gostam de solos ácidos, vamos contrariar essa condição, vamos lhe dar o oposto, e como é que podemos fazer isso?

Correção da acidez do solo


🍀  Há muitas opções de correção de acidez do solo, mas a principal e a mais utilizada é a calagem. Temos o corretivo agrícola como por exemplo o calcário calcítico composto apenas por calcário e temos o calcário dolomítico que é composto por calcário e também por magnésio, são duas opções naturais permitidas na agricultura biológica. Mas é preciso ter muito cuidado porque a aplicação de corretivos à toa pode provocar desequilíbrios no solo e pôr em causa as nossas produções, o ideal é fazer uma análise ao solo.

🍀 Num modo mais caseiro temos as cinzas de madeira, que são um excelente corretivo natural e que ainda aporta vários outros nutrientes, além de outras vantagens. Vejam mais em: Benefícios da cinza para as plantas.

🍀 As cascas de ovo também são um excelente corretivo rico em cálcio, mas têm de ser finamente trituradas até ao ponto de pó, porque pedaços maiores demoram muito tempo a se se decomporem, a fazerem efeito e a serem assimiladas pelas plantas. Dependendo da forma como se usam as cascas de ovo podem ter outras funções: 5 maneiras de utilizar a casca de ovo na horta e no jardim

🍀 A farinha de osso também pode ser aplicado com o intuito de contrariar os solos ácidos, contudo a sua ação é bastante mais leve, que as opções anteriores. A farinha de osso é um excelente adubo orgânico que além de ser rico em cálcio é rica em outro elementos como por exemplo o fosforo.

🍀 Adubo liquido de cálcio é outra possibilidade, porém em termos de correção é ineficaz, geralmente é utilizada quando se verificam anomalias pontuais provocados pela falta de cálcio. Esta opção é vantajosa apenas no tratamento de choque, não têm a capacidade de alterar o pH do solo, 

Remoção Manuel do trevo e do Oxalis


A remoção manual, é trabalhosa mas eficaz. É importante arrancar a planta na totalidade, incluindo a raiz e os bolbos subterrâneos, qualquer bolbo ou porção do mesmo vai gerar uma nova planta. 
Nos vazos é bastante fácil remover o raizame dos trevos com a ajuda de um garfo. Espetam-se os dentes do garfo no solo, rodam-se várias vezes e levanta-se para cima, esta dinâmica arranca quase tudo, funciona mesmo muito bem.
Este procedimento será mais eficaz se aplicarem corretivo ante de iniciar esta ação.
Veja o procedimento no nosso cal de WouTube em: https://youtu.be/VYGbqSWv15I

Controle Químico Dos Trevos Ou Oxalis


O controle químico é bastante eficaz, porém não está ao alcance de todos e têm a inconveniência de afetar o meio ambiente. Quando esta medida é a escolhida é importante optar por um herbicida sistémico, porque este é absorvido pelas folhas e percorre toda a planta, incluindo a raiz. A aplicação deve ser realizada fora da altura de plantio, porque qualquer planta que seja atingida vai sucumbir. Outra questão importante é que quanto mais frondosa estiver a planta melhor o herbicida vai atuar, porque há mais superfície de absorção e mais hipóteses de transportar herbicida suficiente para acabar com as raízes.
Quando a invasão do trevo afeta o relvado é possível escolher um herbicida seletivo especifico. Os herbicidas seletivos têm a capacidade de acabar apenas com alguns tipos definidos de plantas. No relvado ele condena as plantas de folhas largas e manter as gramíneas, que são plantas com folhas longas, estreitas e nervuras paralelas.

Os Trevos são fixadores de azoto e melhoram a qualidade dos solos


Até agora falamos apenas das inconveniências dos trevos, mas estas plantas também apresentam vantagens importantes para o solo e plantas vizinhas. Á semelhança de outras plantas leguminosas da família Fabaceae têm a capacidade de fixar azoto do ar por meio de uma relação simbiótica com bactérias existentes nas suas raízes. Digamos que a planta troca favores com essas bactérias (Rhizobium spp.). As bactérias vivem dentro de nódulos radiculares e captam o azoto do ar, em troca a planta fornece-lhes açucares e compostos orgânicos produzidos na fotossíntese.
os Trevos também podem aumentar  a fertilidade do solo ao ser incorporado no mesmo como adubo verde e deste modo acrescentar matéria orgânica. 

Trevo de 4 Folhas


Sabem porque é que surgem trevos de quatro folhas? 
Os trevos de 4 folhas advém do Trifolium repens, conhecido como o trevo bravo, e  resulta de uma mutação genética. A improbabilidade de encontrarmos esta modificação é muito baixa, ronda apenas os 0.02%. é mesmo uma questão de sorte. 

Como Reutilizar Substrato Usado

Como salvar substrato usado

Por norma mudamos as plantas de vaso e substituímos o substrato velho e usado por um novo e está tudo certo,  mas quem têm muitos vasos de plantas sabe que esta prática pesa fundo no orçamento. O custo da troca de substrato pode ser bem alto, mas há uma forma bem simples de amenizar esta despesa e a palavra chave é, reciclar. Reutilizar o substrato velho pode ser a solução, esta prática permite economizar algum dinheiro, evitar o desperdício e ainda aprender um saber novo, mas antes de meter mão à obra é  imprescindível ter em conta algumas exigências fundamentais. 

Mas o que é preciso para ter um substrato perfeito e equilibrado? Pretende-se que seja um solo poroso, de modo permitir a entrada de ar, drenar bem a água e ao mesmo tempo reter alguma, é importante que seja rico em nutrientes e em matéria orgânica.
Outro aspeto importante e fundamental é que o substrato esteja sadio, libre de doenças e de pragas.

Como recuperar e reestruturar um substrato velho e esgotado


Arejar o substrato: A principal característica de um substrato cansado e esgotado é a compactação, é por isso essencial arejá-lo. Este deve deve mexido e descompactado para permitir soltá-lo e arejá-lo, mas há elementos que podemos acrescentar ao substrato para potenciar estas características.
➢ Casca de arroz carbonizada, ela areja e solta o solo e ainda acrescenta matéria orgânica à mistura. 
Nem sempre é fácil encontrar a casca de arroz, mas esta pode ser substituída por outras cascas, como casca de amendoim, de feijão, de fava ou outos similares. Depois de bem secos são carbonizados num forno até alcançar o aspeto escuro que caracteriza a carbonização. Depois de arrefecerem, fragmentam-se as cascas de um modo grosseiro. 
➢ Carvão britado, ele têm excelentes caraterísticas porosas que permitem que seja um ótimo condicionador do solo com várias capacidades (As vantagens do carvão vegetal nas plantas). 
➢ Perlite, estes pequenos grânulos brancos muito leves e porosos, asseguram um bom arejamento do solo, aumenta a capacidade de drenagem e ao mesmo tempo melhora a capacidade de retenção de água do solo. 

Enriquecer o substrato: Outro ponto importante é ter em conta que um substrato velho perdeu matéria orgânica e por conseguinte nutrientes. Vamos então agregar componentes que enriqueçam a mistura. Há vários elementos que podem ser adicionados para este efeito.
➢ Húmus de minhoca, aquela matéria vegetal que foi transformada pelas minhocas, pode ser de compra ou aquela que foi transformada em casa pela técnica da compostagem(Como fazer compostagem domestica).
➢ Estrume de gado muito bem curtido. Um estrume para estar no ponto assimilável para as plantas, em condições ideais leva pelo menos quatro meses a decompor-se.
➢ Cinza de madeira, acrescenta os macro nutrientes fosforo, potássio e nitrogénio (este ultimo em quantidades muito reduzidas). Contém também cálcio, magnésio e algum enxofre, boro, contém vestígios de ferro, manganês, zinco, cobre, sódio e molibdénio (Benefícios da cinza nas plantas).

Descontaminar o substrato: Se tivermos em mãos uma substrato infetado o processo é diferente e exige outras etapas. 
Quando o solo está contaminado patógenos como  ácaros, fungos, cochonilha, nematodos, entre outros, é recomendado colocá-lo num saco e jogá-lo fora. Porque quando usado indevidamente misturado com outro composto, em canteiros, ou espalhado pelo jardim ou pela horta ele pode espalhar os organismos nocivos e provocar novas contaminações. Porém é possível descontaminar o substrato através da esterilização química ou física. A Esterilização química é feita com produtos químicos e a física é realizada com a exposição do substrato a temperaturas acima dos 70º. É possível fazê-lo nos fornos de casa, colocando o substrato num tabuleiro e mantê-lo à temperatura de 100º por pelo menos 30 minutos, depois desta exposição deixa-se o mesmo arrefecer dentro do forno. 
Outro modo possível de desinfeção é a solarização, porem este método de esterilização requer um período mais alargado, acima de quatro semanas, este tempo varia conforme a incidência do sol e a época do ano. Coloca-se o substrato dentro de um saco transparente, estende-se dentro do mesmo, fecha-se bem fechado e coloca-se ao sol. Note-se que neste procedimento o substrato deve estar húmido.

A desinfeção do solo mata os microrganismos nocivos e não só, os microrganismos benéficos também sofrem e como eles são essenciais ás plantas é preciso repô-los.
Duas das formas possíveis é adicionando húmus de minhocas ou bokashi (Bokashi - adubo orgânico caseiro).

Como e porquê decapitar suculentas

Como e porquê decapitar suculentas

Decapitação é o nome usado para apelidar esta prática e apesar de não ser um termo meigo, aporta muitos vantagens ás nossas suculentas. Define-se por cortar a roseta da suculenta, por meio de um processo simples e seguindo algumas regras.

A decapitação de suculentas têm várias finalidades e sem muita técnica conseguem-se resultados que de outra forma não seriam possíveis.

Suculentas que saem dos parâmetros idealizados: Esteticamente o maior motivo para decapitar uma planta é a estiolação, mas há outras causas, como por exemplo crescimento torto e desalinhado, crescimento excessivo do caule de suculentas antigas, desequilíbrio entre o peso da roseta e o tamanho do caule. 
Esta técnica permite encurtar e reposicionar a planta no centro do vaso e recuperar a harmonia na totalidade.

Recuperação de suculentas doentes: Por vezes a decapitação é a única hipótese de salvar uma suculenta, principalmente quando se verifica que a raiz da planta está inconforme. Ao decepar a suculenta, ela vê-se obrigada a produzir novas raízes e deste modo ela gera um sistema radicular novo e sadio. 
A existência de pragas como nematodes e cochonilhas também deve ser tida em conta, estes organismos tendem a esconder-se, mas os seus malefícios são bem nítidos. As plantas enfraquecem e amarelecem porque estas pragas sugam a sua seiva e no caso dos nematodos há até um engrossamento das raízes que dificulta as funções do sistema radicular.

Produção de novas mudas: A decapitação é uma das várias maneiras de propagar uma suculenta e a mais eficiente  quando se trata de Echeverias. Nesta família a propagação através das folhas é um meio muito usado para conseguir novas mudas, contudo o processo é demorado ou mesmo difícil para algumas espécies e a decapitação é o meio que garante bons resultados quando bem realizado.

Como fazer a decapitação de uma suculenta?


➢ Ter atenção ao material a usar. As laminas devem ser bem afiadas de modo a fazer um corte limpo e evitar lesões desnecessárias à planta. Depois do corte a planta fica exposta e vulnerável à entrada de microrganismos, portanto a desinfeção dos instrumentos é outro passo essencial.

➢ Escolher a altura ideal. A decapitação deve ser realizada no período de maior desenvolvimento da suculenta e que acontece geralmente na maioria das espécies desde a primavera ao verão, salvo algumas exceções como por exemplo os Aeonium, que têm o período de crescimento ativo no Inverno.
Evitar fazer a decapitação em dias chuvosos, a humidade é propicia à propagação de fungos e pode comprometer toda a operação.
Quando o objetivo é salvar uma planta, como o apodrecimento do caule ou das raízes, a decapitação faz-se em qualquer altura e o mais rápido possível, dado que não há escolha. 

➢ Fazer um corte limpo para separar a roseta do caule. Verificar minuciosamente os tecidos da roseta cortada, de modo a retirar se necessário tecidos danificados. Por vezes algumas alterações de cor podem-nos indicar que a planta está começando a apodrecer, cortar todo o tecido suspeito e polvilhar com canela. A decapitação só funciona em situação de doença localizada, quando a planta apresenta sinais de doença espalhados por todos os tecidos é possível tentar um fungicida sistémico, porém se a infeção estiver muito avançada mais vale esquecer.
Se o objetivo da decapitação é estimular ao surgimento de novas mudas, é recomendado deixar algumas folhas no caule base.  Após o corte passar canela ou cola sobre as superfícies expostas.

➢ Depois da operação de corte, a base do caule da planta pode continuar no mesmo local e deve-se tratar como as demais suculentas, regar e fertilizar, de modo a que não lhe falte energia para emitir novas rebentações. Porém se estiver a chover deve ser retirada para um local coberto até que superfície de corte cicatrize totalmente.

➢ A roseta já decapitada deve ser guardada protegida da incidência direta do sol e das correntes de ar. O ideal é colocar a roseta sobre um recipiente vazio, como por exemplo  um vaso, esta opção permite que a roseta mantenha o formato e o ar circunde em toda a sua volta, proporcionando uma cicatrização uniforme.
Dependo das condições climáticas o corte pode levar de 2 dias a uma semana a cicatrizar.  Posto isto pode-se seguir tranquilamente com a plantação. 
Quanto ao caule da base, basta esperar que surjam as novas rebentações, o tempo varia muito conforme a espécie e a altura do ano. Mas regra geral ao fim de duas a rês semanas já se veem resultados satisfatórios. 

Vejam o Vídeo aqui: 



Como fazer adubo liquido de estrume

como fazer Adubo liquido biofertilizante de estrume

Na natureza as plantas são adubadas de uma forma natural e cíclica,recebem nutrientes através da decomposição de folhas e dos animais. Em nossa casa seja nos vasos ou no jardim não há esse equilíbrio e cabe-nos a nós complementar essas necessidades para que elas cresçam harmoniosamente.
Há muitas maneiras de fertilizar as fertilizar, o leque de opções é grande, mas se pretende-mos um adubo, prático, económico e que não agrida o meio ambientes, as escolhas ficam mais reduzidas. E é aqui que entra o adubo liquido biofertilizante de estrume, ele reúne todas essas condições é sustentável e possui vários nutrientes uteis ao crescimento das plantas, macro e micro nutrientes.
Outras opções orgânicas: Adubos e fertilizantes naturais.

Este adubo liquido pode-se fazer em casa, é feito a partir de estrume curtido e pode ser aplicada em todo o tipo de plantas, seja na horta ou no jardim. Se não tiverem estrume em casa podem comprar aquele que vem embalado nos centros de jardinagem.

As vantagens de usar adubo liquido biofertilizante de estrume nas culturas


➢ É um adubo completo e equilibrado, rico em nitrogénio e outos macro nutrientes, conta também com micro nutrientes, essenciais para o desenvolvimento das plantas.
➢ Possibilita o reaproveitamento de matéria-prima, utilizando técnicas naturais e contribui para a preservação do meio ambientes. 
➢ É económico, este adubo liquido apresenta um custo inferior aos fertilizantes químicos.
➢ Garante uma excelente nutrição e permite a produção de alimentos mais saudáveis
➢ Melhora o crescimento, a qualidade e a produtividade das plantas, nutre-as, fortalece-as e torna-as mais resistentes às doenças e ao ataque de pragas.
➢ É favorável ao meio ambiente, promove e estimula a atividade biológica do solo, não é tóxico e não altera o equilíbrio biológico do ecossistema.

Preparação do adubo liquido feito com estrume


Converter estrume sólido em adubo líquidos é muito fácil e esta transformação facilita a aplicação e permite uma rápida disponibilidade à planta. Este fertilizante liquido é adequado para todas as plantas da horta, plantas ornamentais de interior ou exterior, ele é diluído e não vai queimar. 

Para preparar a calda vamos precisar de um balde, estrume curtido e água. A diluição é feita aproximadamente  a 5%, ou seja 1/2 litro (volume) de estrume para 9 litros de água.

Coloca-se o estrume no fundo do balde e acrescenta-se a água.
Tapa-se o balde e deixa-se atuar a mistura por 10 dias em local arejado e protegido do sol.
Se preferirem podem transferir a calda para um recipiente fechado.
Passado os 10 dias côa-se a calda. Guarda-se a parte liquida num outro recipiente fechado e a parte solida que restou incorpora-se no solo à volta das plantas, ela continua a ter qualidades fertilizantes e melhora a textura do solo.
Esta calda fertilizante deve ser guardada em local fresco e sombreado e pode ser usada até 6 meses.

Como aplicar a calda fertilizante de estrume


Após realizar as etapas referidas atrás, o fertilizante líquido está pronto a ser usado, mas só depois de diluído. Antes da aplicação este deve ser diluído a 10%, uma parte de calda para nove partes de água. Exemplo: 1 litro de calda de estrume para 9 litros de água.
O preparado pode ser pulverizado ou aplicado diretamente no solo.
Quando é escolhida opção de pulverização, deve-se evitar aplicar nas horas de maior calor. Pulveriza-se a planta e o solo ao redor.
No solo, aplica-se aproximadamente 50 ml de ca calda diluída próximo às raízes das plantas. Lembrando que é recomendado regar as plantas antes de adubar.
De um modo geral a frequência da fertilização faz-se de duas em duas semanas, mas esta dinâmica varia conforme as necessidades da cultura, se as plantas que necessitam de uma maior manutenção, encurte os períodos.
Não é recomendado aplicar a calda sobre plantas em processo de floração, porque pode repelir insetos responsáveis pela polinização.

Floração e polinização do abacateiro

Floração e polinização do abacateiro
O abacateiro é oriundo de regiões tropicais e subtropicais, contudo o seu cultivo tem-se vindo a alargar a regiões um pouco mais frias. O aumento do interesse nesta frutífera têm vindo a suscitar interesses e curiosidades sobre o seu cultivo. 

Normalmente a floração é abundante, prolonga-se durante várias semanas, geralmente em Portugal ocorre entre meados de fevereiro  e finais de maio, dependendo do cultivar e das condições climáticas.
As flores são produzidas em grande quantidade e agrupam-se em inflorescências alongadas axilares situadas na extremidade de ramos novos.

O abacateiro têm um processo de reprodução muito peculiar. As flores são hermafroditas, têm órgãos femininos e órgãos masculinos, ambos funcionais, contudo apresentam uma característica  chamada  dicogamia protogínica, ou seja, a parte feminina da flor abre-se em horas diferentes do dia da parte masculina,  dificultando assim a autopolinização. As flores abrem como femininas, fecham e depois abrem como masculinas, é por este motivo recomendado plantar duas variedades de grupos florais diferentes, um tipo A e outro tipo B, porque elas têm comportamento de tempo de floração descoincidente. Também é expectável obter produção de apenas um tipo de abacate, há momentos no dia em que se sobrepõe a abertura das flores machos e fêmeas, porém o resultado não é tão otimista, espera-se uma produção inferior e por vezes alteração da qualidade dos frutos, que podem ser pequenos ou deformados. Por exemplo na variedade Hass a abertura das flores fêmeas e machos sobrepõe-se por 1 a 2 horas por dia e deste modo ele consegue produzir sozinho.

Algumas variedades dos 2 grupos florais do Abacate

➢ Grupo floral A: Abacate Hass, Abate Fortuna, Abacate Breda, Abacate Ouro Verde, Gwen, lamb, Reed, Harvest, Rincon, Benic, Benic, Dickinson, Duke, Yama, Abacate Pinkerton.  

➢ Grupo floral B: Abacate Geada, Abacate Quintal, Abacate Margarida, Bacon, Fuerte, Zutano, Ettinger, Edranol, Pollock.
 

Fatores que interferem com a floração e a polinização do abacateiro


Insetos polinizadores: A fecundação da flor do abacateiro é altamente dependente da polinização cruzada, portanto, a participação de insetos, especialmente abelhas, é muito importante para o processo. As abelhas podem levar o pólen de uma planta até outra num percurso de até 2 Km. 
O pólen, normalmente mantem-se viável por mais de 24 horas, portanto a possibilidade de autopolinização com auxílio de insetos é bastante aumentada.
Dado que as abelhas são tão importantes, é essencial adotar práticas amigáveis para atrair e manter estes polinizadores por perto. 
Providenciar o plantio de espécies de plantas melíferas (Plantas que atraem abelhas). 
Deixar as abelhas trabalhar tranquilamente, evitando a aplicação de produto agrotóxicos na fase da floração, mas se o tratamento fitossanitário for indispensável, a aplicação deve ser realizada com produtos de baixa toxidade para as abelhas. A escolha dos horários dos tratamentos também é crucial, deve ser dada preferência ao final da tarde, quando elas já não estão em atividade.

Exposição solar: O abacateiro precisa de sol, é essencial analisar o espaçamento entre as árvores de fruto e evitar locais sombrios. Uma árvore que produz pouco na parte de baixo e muito no topo, é um possível indicativo de luz insuficiente. Por vezes um bom sistema de poda que permita a entrada de luz dentro da copa, pode ajudar a melhorar este fator.

Clima: As condições climáticas são determinantes, quando a temperatura no ciclo da floração cai abaixo de 15º ou sobe acima de 40º, interfere negativamente com o processo. As temperaturas altas podem provocar o aborto dos pequenos frutos, as temperaturas baixas provocam frutos com qualidade reduzida.
Esta condição varia conforme as variedades de abacate, sendo uns mais resistentes ao calor, outros ao frio.
A chuva dependendo do ciclo em que o abacateiro se apresente pode trazer benefícios ou prejuízos. Na faze da floração, quando é excessiva não é benéfica, atrapalha o lavor das abelhas e pode promover o desenvolvimento de doenças fúngicas ou de pragas nas floradas.

Irrigação: O fornecimento de água é outro ponto importante, a planta de abacateiro necessita de muita água, esta é essencial durante a polinização e durante a faze de enchimento de fruto. contudo o excesso também provoca estragos. 

Cacto Candelabro - Euphorbia Trigona

Cacto Candelabro - Euphorbia Trigona
Nome científico: Euphorbia trigona
Família: Euphorbiaceae
Categoria: Cactos e Suculentas
Origem: África do Sul
Nomes populares: Cacto candelabro, candelabro, cacto catedral, árvore leiteira africana, euphorbia abissínio.

Descrição: A Euphorbia trigona é uma planta suculenta densamente ramificada, de crescimento colunar, com subdivisões eretas do caule, que crescem de modo paralelo e que dão um ar de candelabro. Têm caules espinhosos verdes com padrões de verde claro, que podem atingir 2 a 3 metros. Os espinhos afiados e acastanhados nascem nas esquinas dos caules. No Verão surgem folhas minúsculas com forma de gota, que posteriormente desaparecem com a chegada do frio.
Possui um sistema radicular raso e pequeno, comparativamente ao corpo da planta.  
À semelhança das outras Euphorbiaceae, a Euphorbia trigona também é lactensence, têm seiva toxica. Quando ferida, a planta solta um látex leitoso e tóxico, que pode causar irritações na pele e nas mucosas.

Cuidados com o Cacto Candelabro_ Euphorbia Trigona  


Condições de cultivo favoráveis: Deve ser cultivado em local arejado e bem iluminado. Exige menos luminosidade que a maioria das cactáceas, porém ela fica mais bonita quando cultivada em pleno sol, com 6 ou mais horas de luz solar direta por dia.
Têm tolerância ao frio e a geadas muito ligeiras. Em situações de frio mais agressivo, a Euphorbia trigona pode sofrer danos irreversíveis.
Apesar dela conseguir sobreviver na terra comum de jardim, o seu cultivo terá melhor resultado em solos bem drenados, arenosos e férteis. Estas características são encontradas nos Substratos indicado a cactos e suculentas.

Manutenção do Cacto Candelabro - Euphorbia Trigona: Os cuidado com a Euphorbia trigona são bem básicos, trata-se de uma planta rustica que não requer muita manutenção, apenas zelos simples.
Rega: Não tolera encharcamentos, é recomendado que o solo seque entre cada rega. Nas condições de excesso de humidade a planta pode apodrecer com facilidade. No Verão a rega deve ser mais insistente, de modo a evitar que o substrato seque na totalidade. No período de dormência que coincide com o Inverno, a rega deve ser reduzida. Convém evitar o uso de pratos sob o vaso, de modo a evitar o acúmulo de água proveniente das regas e que pode causar o apodrecimento das raízes.
Adubação: Não é exigente em relação à adubação, basta adicionar um adubo equilibrado uma vez por ano.
Poda: A poda é desnecessária, contudo se for relevante ao desenvolvimento da planta ou controlar a forma, pode-se fazer com prudência. Cada corte realizado provoca o derrame de latex, uma substância leitosa que todas as Euphorbias têm e o seu vazamento excessivo pode levar ao enfraquecimento da planta.
Cada vez que se corta um segmento, estimula-se a planta a ramificar-se e tornar-se mais compacta.

Multiplicação da Euphorbia Trigona: Enraíza facilmente a partir de segmentos de caule. É importante deixar a superfície do corte secar antes de plantar, pelo menos 24 horas, de modo a formar um calo e deste modo prevenir o apodrecimento dos tecidos em contato com a terra. 
Depois do plantio, manter a terra ligeiramente húmida até enraizar. 
As sementes germinam com facilidade, porém o processo de desenvolvimento é muito lento.

Usos paisagísticos: Fica muito bem em jardins de pedras, isolado como planta de destaque ou junto com outras suculentas. Usá-la com sebe viva é outra possibilidade, os seus picos ajudam a manter afastadas as visitas indesejadas. 

Curiosidades: É chamado de cacto, têm picos, folhas diminutas, mas não é uma cactácea, pertence à família botânica Euphorbiaceae, à semelhança da: Coroa de Cristo (Euphorbia milii), Alfineteiro (Euphorbia enopla), Estrela de Natal (Euphorbia pulcherrima), Euphorbia horrida, entre outras.
É exigido algum cuidado com os picos e com a sua seiva que é toxica. Mantenham a planta fora do alcance das crianças e de animais de estimação curiosos. 

Planta de picles - Delosperma echinatum

Planta de picles - Delosperma echinatum
Nome cientifico: Delosperma echinatum
Família: Aizoaceae
Gênero: Delosperma
Origem: Sul de Africa
Ciclo: Perene
Sinonímia: Mesembryanthemum echinatum,Trichodiadema echinatum, Delosperma pruinosum,
Mesembryanthemum pruinosum.
Nomes populares: Planta gelo, suculenta gelo, lingua de gato, pickle plant.

Descrição: O Delosperma echinatum é uma pequena suculenta de aspeto curioso e original, possui pequenos detalhes que a destacam de outras plantas com caraterísticas similares. 
As folhas, com aproximadamente  2,5 centímetros de comprimento têm formato ovoide, crescem de modo oposto sobre os caules e possuem tonalidade verde a rubro conforme a luz solar recebida. Tanto as folhas como os ramos apresentam pequenas estruturas que lembram espinhos, mas só de aspeto porque são inofensivos, na verdade são tricomas. Estes tricomas são glandulares e denotam pequenas vesículas repletas de água ao longo das superfícies, favorecem o brilho das folhas e dão-lhes a aparência de pequeno pepino tipo picles. Esta adaptação têm várias funções, tais como a redução da incidência luminosa sobre a superfície da folha e proteção contra perda de água, diminuindo a sua evaporação.
As suas flores delicadas lembram pequenas margaridas e vão surgindo ao longo da Primavera. Surgem na extremidade dos ramos e as suas cores podem variar em tons de amarelo ou branco. Quando a flor é fecundada dá origem a pequenos frutos repletos de sementes. Depois de maduros as capsulas abrem e as sementes ficam expostas e visíveis
O seu crescimento é rasteiro, geralmente forma uma base compacta e ampla sem ordem especifica. Quando cultivada diretamente no solo, a planta alastra facilmente. Os seus caules crescem de um modo ereto, por vezes com tendência pendente. Com o tempo vão adquirindo aspeto lenhoso e vão surgindo pequenas saliências brancas, por vezes confundidas com pequenas cochonilhas. 
As raízes são longas, musculosas, com saliências  e geralmente profundas. 

Cuidados com a Delosperma echinatum


Condições de cultivo favoráveis: Aprecia luminosidade abundante, fora da incidência solar direta. A tonalidade das folhas pode variar conforme a quantidade de luz que a suculenta recebe. Quando expostas ao sol direto as suas folhas assumem um tom mais escuro e perdem algum brilho, podem eventualmente ficar acastanhas com aspeto murcho. Sob condições de menor luminosidade, os caules apresentam um crescimento mais alongado e as folhas adquirem um verde mais claro e luzidio. Na foto apresentada acima pode-se ver à frente um Delosperma echinatum cultivado num ambiente bastante luz e atrás do lado esquerdo, cultivado num em ambiente de meia sombra.
Desenvolve-se bem em climas quentes e têm alguma tolerância ao frio, sendo contudo recomendado resguardar a planta sempre que aja possibilidades de geada ou de neve.
No seu habitat natural o Delosperma echinatum desenvolve-se em solos pobres e rústicos, portanto não é exigente quanto ao substrato desde que tenha boas capacidades drenantes, mas se lhe for oferecido um de qualidade superior, o seu desenvolvimento vai ser realçado (Como preparar terra para cactos e suculentas). . 

Manutenção da Delosperma echinatum: Os cuidados do Delosperma echinatum são bastantes básicos e muito similares à maioria das suculentas (cultivo de suculentas).
Rega: À semelhança de algumas suculentas a Delosperma echinatum é sensível ao excesso de humidade, podendo apodrecer dentro destas condições. O ideal é fornecer água apenas quando o substrato se encontre seco. É importante que o vaso tenha um bom sistema de drenagem, de modo a evitar que a água fique acumulada no substrato. 
Tratar a planta ao menor sinal de doenças fúngicas pode ajudar que a prevenir que a infeção alastre. A água oxigenada diluída é um excelente método curativo e preventivo contra os fungos e não só (Água oxigenada no tratamento das plantas).
Poda: Remover as folhas amarelas ou secas, de modo a melhorar condições de crescimento da planta. 
O crescimento do Delosperma echinatum não têm uma ordem especifica, apresentando por vezes um aparência desalinhada. Este aspeto pode ser contrariado com com ajuda da poda, dando a forma pretendida à planta.
Adubação: Evitar aplicar fertilizantes em excesso ou fora do período de crescimento ativo da planta. Entre a Primavera e o Verão fornecer um adubo tipo NPK, uma vez a cada três meses ou um adubo indicado a cactos e suculentas, conforme a indicação do rotulo.  

Multiplicação da Delosperma echinatum: Propaga-se facilmente, seja por meio de estacas ou através de sementes. 
Por estaca: É preferível escolher estacas lignificada e deixá-las cicatrizar por um dia ou dois. Depois enterram-se num substrato arenoso ligeiramente humedecido. Manter num local iluminado sem a incidência direta da luz solar. A altura ideal para esta operação situa-se entre a Primavera e o inicio do Verão.
Por sementes: Espalhe as sementes sobre um substrato arenoso. Vaporize com água de seguida e vá repetindo, evitando que o substrato seque, sem contudo o encharcar. A temperatura ideal para este processo situa-se entre os 20 e 30º C. Geralmente germinação acontece ao fim de duas semanas. 

Crassula Tom Thumb

Crassula Tom Thumb

Nome científico: Crassula 'Tom Thumb'
Familia: Crassulaceae
Subfamilia: Crassuloideae
Género: Crassula
Origem: África do Sul
Nomes comuns: Tom Thumb
Sinônimo: Crassula 'Klein Duimpje'

Descrição: A Crassula Tom Thumb é uma pequena suculenta que apresenta um porte compacto e delicado, e pode crescer até 15 centímetros.
Desenvolve caules eretos compostos por folhas triangulares minúsculas organizadas ao pares de um modo oposto formando uma linda simétrica. As folhas possuem a cor verde claro e são cobertas na sua superfície por uma fina camada farinhenta. 
A Crassula Tom Thumb fica ainda mais bonita quando é cultivada ao sol, já que nesta condição ela revela uma linda tonalidade vermelha na extremidade das folhas. Esta mesma tonalidade também surge quando a planta é estressada pelo frio.
As flores são minúsculas e surgem na Primavera, agrupadas em inflorescências brancas que surgem na terminação do ramo.

Cuidados com a Crassula Tom Thumb


Condições de cultivo favoráveis: Gosta de climas quentes mas tolera diversas temperaturas. Resiste bem ao frio e geadas ligeiras, mas o ideal é que não desça os 0º. Quando a Crassula  Tom Thumb é submetida a temperaturas superiores a 30 ℃, é possível ela entrar em dormência. 
Pode ser cultivada em pleno sol ou em ambiente de meia sombra. Ela fica bem em qualquer local, até mesmo dentro de casa, desde que seja próximo a uma janela bem iluminada. A planta alcança um visual mais chamativo quando recebe boa exposição solar, nesta condição ela consegue obter tons de vermelho quase florescente nas extremidades das suas folhas, os entrenós encurtam e a suculenta apresenta um aspeto mais compacto. Quando cultivada em condições de luz solar insuficiente, ela tenderá a perder a cor original, cresce de forma frouxa alongada e perde resistência.
O substrato apropriado é aquele que é indicado a cactos e suculentas, mas podem ser usados outros tipos desde que sejam leves, tenham bom teor de matéria orgânica e facilmente drenáveis.

Manutenção da Crassula Tom Thumb: Cuidar da Crassula Tom Thumb é muitos simples e recompensador, segue as diretrizes básicas que se aplicam ao cultivo de suculentas.
Rega:  É muito resistente à seca, o ideal é regar profundamente o substrato e depois deixar drenar bem. A água deve ser dirigida à base da planta, procurando não molhar as folhas. É essencial deixar o substrato secar completamente entre as regas, evitar sempre os excessos, a suculenta pode facilmente apodrecer pelo contato prolongado com a humidade, principalmente em épocas frias, 
Adubação: A aplicação esporádica entre a Primavera e o Verão de um adubo equilibrado tipo NPK ou um adubo indicado a cactos e suculentas, é suficiente para garantir o bom desenvolvimento desta planta. Sua estação de crescimento é da primavera e ao outono, fora deste ciclo a planta não deve ser fertilizada, porque neste período ela não consome e o acréscimo destes elementos pode provocar desequilíbrios.

Multiplicação da Crassula Tom Thumb: A maneira mais fácil e rápida é propagar esta suculenta por meio dos pequenos rebentos laterais que ela emite a partir da base, estes podem ser destacados e plantados separadamente. No entanto eles também podem ser mantidos, para aumentar a touceira e obter uma planta mais volumosa e vistosa. 
A propagação por meio de estacas de caule é outro meio bastante usual e eficiente de obter novas mudas. Basta cortar uma fração do caule, tirar algumas folhas da parte inferior e deixar o corte cicatrizar. Por fim, plantá-la num substrato poroso, regar levemente e  repetir novamente sempre que o solo estiver completamente seco.

Esta suculenta é um hibrido obtido através do cruzamento de duas espécies diferentes de Crássulas: Crassula rupestris ssp rupestri e Crassula rupestris ssp. marnieriana

Euphorbia horrida

Euphorbia horrida
Nome cientifico: Euphorbia horrida
Família: Euphoribaceae
Subfamília: Euphorbioideae
Gênero: Euphorbia
Origem: Africa do Sul
Nomes populares: Barril de Leite Africano, Euphorbia horrível.

Descrição: A Euphorbia horrida é uma linda suculenta, que se ramifica lentamente a partir da base, formando amontoados irregulares. Não possui folhas, a fotossíntese dá-se nos seus caules de tonalidade verde clara, com uma cobertura esbranquiçada.
Apesar da sua aparência espinhosa não é um cacto é uma suculenta. Os vastos espinhos pontiagudos avermelhados enquanto jovens e marrons escuros quando maduros, crescem nas costelas do caule formando belas fileiras.
As flores verdes amareladas e discretas têm uma vida curta, normalmente surgem no Verão e brotam na parte superior do caule. As plantas jovens não florescem, apenas as que atingem a maturidade.

Cuidados do barril de leite africano (Euphorbia horrida)


Condições de cultivo favoráveis: Gosta de uma boa exposição luminosa, prefere sol pleno, mas tolera sombra parcial. Aprecia calor mas pode tolerar temperaturas abaixo de  0°C  desde que não seja submetida a geadas severas e que as raízes sejam mantidas secas. As plantas maduras são mais resistentes e toleram melhor as discrepâncias do clima. 
Não é exigente quanto ao solo, desde que tenha excelente drenagem,  mas cresce melhor sobre um um substrato arenoso (Como preparar terra para cactos e suculentas). 

Manutenção da Euphorbia horrida: A frequência da rega depende do clima  e das condições de cultivo, o ideal é deixar o solo secar bem antes de a molhar novamente. Esta planta é muito sensível ao encharcamento, a ponto de apodrecer rapidamente num solo com humidade excessiva. 
O vaso deve se trocado à medida que a planta cresce, de modo a não limitar o seu desenvolvimento. 
Não é muito exigente em relação à fertilização, contudo crescerá mais bonita e equilibrada se receber uma adubação mensal indicada a cactos e suculentas, durante a estação de crescimento. 
A Euphorbia Horrida requer poda, mas é importante remover as partes danificadas ou estragadas da planta, de modo a manter o aglomerado em boas condições. 

Multiplicação da Euphorbia horrida: Por sementes ou estacas na primavera ou verão. 
Por estaca: Corta-se a estaca com uma lamina afiada e desinfetada e deixa-se a secar à sombra até que a superfície de corte cicatrize por completo antes de plantar. manter a nova muda num ambiente de meia sombra, longe da incidência direta do sol. Por vezes esses pequenos brotos da base já têm raízes formadas e são portanto um meio de multiplicação facilitado. 
Por semente: As flores quando fertilizadas desenvolvem uma cápsula com pequenas sementes no seu  interior, que depois de maturadas e secas ficam aptas à sementeira. Este método permite obter um elevado numero de plantas mas em contrapartida é um processo demorado. 
Lançar as sementes sobre o substrato, enterrando-os um pouco. Regar levemente e colocar o berçário em ambiente protegido do sol. Em condições ótimas as sementes germinam em aproximadamente três semanas. 

Pragas e doenças da Euphorbia horrida: Os fungos são os principais inimigos desta suculenta. Apesar de ela ser rustica à maioria das condições de cultivo, é sensível ao excesso de humidade e se este fator não for corrigido a tempo, a planta pode apodrecer de um modo irremediável. No caso de contaminações ligeiras uma solução de água oxigenada pode ajudar.
As lesões na superfície da epiderme também podem ser portas abertas à entrada de fungos. Se a planta for machucada, polvilhar a lesão com canela ou selar com cola. 

Curiosidades: À semelhança de outras Euforbias, esta suculenta contém seiva toxica branca, conhecida como látex, que em contato com a pele pode causar irritação e ardência. Por este motivo é essencial manter a planta fora do alcance dos mais suscetíveis e sugere-se prudência no seu manuseio, evitando o contato com os olhos ou a boca e priorizando o uso de luvas.
Algumas espécies que já abordamos em CantinhoVerde: Euphorbia enopla, Euphorbia milii, Euphorbia pulcherrima.

Sedum pachyphyllum

Sedum pachyphyllum, feijão de geleia
Nome científico:
Sedum pachyphyllum
Família: Crassulaceae
Gênero:  Sedum
Origem: Mexico
Clima: Subtropical/ tropical.
Nomes populares: Dedo de moça, nariz de borracho, feijão de geleia, planta de feijão, feijão suculento, muitos dedos.

Descrição: O Sedum pachyphyllum está distribuído um pouco por todo o mundo, pelo seu fácil cultivo, seja em vaso ou no solo, onde forma uma densa e linda cobertura. É uma pequena suculenta ramificada, inicialmente de crescimento ereta e depois cresce com alguma tendência pendente. O caule é ramificado e lenhoso na base, no qual nascem as folhas carnudas com formato de dedo, de cor verde azulado e geralmente com a ponta vermelha, características que provavelmente motivaram duas de suas principais alcunhas: dedo de moça e nariz de borracho. No tempo seco, os caules carregam apenas um pequeno grupo terminal de folhas.
Entre a Primavera e o Verão, surgem inflorescências suportadas por caules curtos, com flores estreladas de cor amarelo dourado.

Cuidados com o Sedum pachyphyllum


Condições de cultivo favoráveis: O cultivo pode ser feito a pleno sol ou ambiente de sombra parcial.  A mesma espécie cultiva em diferentes formas de cultivo apresenta aspetos distintos. Em locais ensolarados a ponta das folhas conquistam um tom avermelhado mais intenso, em locais muito sombreados as folhas ficam totalmente verdes azuladas. Se a suculenta for cultivada em plena sombra, há uma grande tendência da planta estiolar, tornando-se fina e comprida, com um grande espaçamento entre as folhas.
Resiste bem ao calor e ao frio, mas não tolera geadas.
Deve ser cultivado em solo arenoso com boa capacidade de drenagem, leve e fértil ou usar um substrato especifico a cactos e suculentas.

Manutenção do Sedum pachyphyllum: À semelhança de outras suculentas o Sedum pachyphyllum têm uma grande capacidade de armazenar água e consegue assim suportar períodos de seca. Regar  generosamente e deixar escorrer a água na totalidade. Não permitir que o solo fique encharcado ou com de excesso de humidade e deixar a terra secar totalmente entre os intervalo das regas. 
O Sedum pachyphyllum não é muito exigente quanto à adubação, o fornecimento de um adubo de manutenção do tipo NPK, próprio a cactos e suculentas, é suficiente para garantir o bom desenvolvimento da planta. Se o substrato for novo não há necessidade de adubação.
Geralmente as plantas jovens apresentam-se mais compactas e as mais velhas ficam com aspeto desgrenhado e irregular. Se a suculenta se apresentar deformada e pouco apelativa, recorrer à poda  de formação, de modo a conduzi-la ao formato pretendido. 

Multiplicação Sedum pachyphyllum: Propaga-se facilmente por estacas dos ramos e pelas folhas. Seja qual for a escolha, o ideal é deixar cicatrizar o corte ou a zona de separação antes de os colocar no berçário de suculentas. Desta forma, previne-se o apodrecimento da estaca ou das folhas de possíveis infeções de fungos ou bactérias. 
De um modo natural os caules e as folhas que caem criam raízes facilmente, levando a que a planta se espalhe espontaneamente, sem a exigência de grandes cuidados.

Curiosidades: Por vezes há alguma confusão entre o Sedum pachyphyllum e o Sedum rubrotinctum. Mas se observarem com calma há diferenças notáveis que não deixam margem para duvidas. O primeiro têm as folhas menos gordas, mais alongadas, com tonalidade azulada e quando recebem sol ficam avermelhadas na ponta. Em contrapartida as folhas do Sedum rubrotinctum têm tonalidade verde mais intenso, quando recebem sol também conquistam tons avermelhados, mas em toda a superfície. Já os caules geralmente crescem rastejantes ou pendurados, ao contrário do Sedum pachyphyllum que cresce de um modo um pouco mais ereto, apesar de também ter alguma tendência descaída.

Sedum spurium

Sedum spurium
Sedum spurium `Tricolor´                                                Sedum spurium "Voodoo"

Nome cientifico: Sedum spurium
Família: Crassulaceae
Género: Sedum
Origem:  Europa, Ásia e América do Norte
Ciclo de vida: Perene
Nomes populares: Esteva de folha pequena, sangue de dragão, bastardo sedoso.

Descrição: Os Sedum spurium são plantas perenes rastejantes que podem crescer até 10 centímetros de altura. São plantas rústicas, muito ramificadas e bastante resistentes. Abraçam o solo formando lindos tapetes compactos, com tonalidades  que variam consoante a espécie. As folhas pequenas, ovaladas e dentadas nas margens, são opostas e estão dispostas em duas fileiras ao longo do caule, terminando em pequenas rosetas no ápice da haste. 
As flores são minúsculas, têm formato de estrela e estão agrupadas em lindas inflorescências. Estas podem ser brancas, avermelhadas ou rosadas, dependendo da variedade. São ricas em pólen e conhecidas por atrair diversos tipos de insetos como, abelhas, borboletas e outros polinizadores.
À semelhança de outras suculentas, os Sedum spurium são fáceis de cultivar e são adequados para jardins de pedras ou enchimento de bordaduras e quando colocados em vaso vão crescer pendentes, formando uma linda cascata colorida.

Cuidados com os Sedum spurium


Condições de cultivo favoráveis: Preferem sol pleno mas toleram sombreamento parcial. Uma boa exposição solar permitir realçar o brilho e as cores da folhagem, por outro lado, seu crescimento é mais lento. Se o cultivo do Sedum spurium for num ambiente bastante ensolarado e a rega for escassa, os entrenós encurtam, o caule engrossa e as folhas densas desenham uma bela roseta de 3 a 4 cm de diâmetro, que se aperta ou se abre dependendo da quantidade de água e luz. 
O clima temperado é o ideal, contudo tolera ambientes quentes, suporta e resiste às temperaturas baixas e a geadas desde que não sejam muito intensas. No tempo frio a tonalidade das folhas fica mais intenso.
Podem crescer em qualquer tipo de solo desde que este seja bem drenado, mas crescem melhor numa mistura arenosa indicada a cactos e suculentas (Como preparar terra para cactos e suculentas).

Manutenção dos Sedum spurium:  Os sedum Spurium não toleram muita água, evitar encharcar o solo ou colocar a planta num local com umidade excessiva. Regar apenas quando o solo estiver seco. São tolerantes à seca, desde que não seja prolongada.
Não são exigentes em adubação, mas respondem muito bem a uma adubação de dois em dois meses, com um adubo equilibrado tipo NPK, fora do período de dormência. 
Após a floração, cortar as inflorescências secas e algumas hastes danificadas, de modo a manter a forma da suculenta e evitar possíveis abrigos às pragas. 

Multiplicação do Sedum spuriam: Pelas suas características os Sedum spirium são muito fáceis de propagar. Sendo plantas com crescimento rastejante que tendem a espalharem-se facilmente e são capazes de se reproduzirem no chão. Os nós que tocam no solo ganham raiz facilmente e dão origem a novas mudas. Estas depois de enraizadas podem ser retiradas e transplantadas. Também é possível retirar pequenas parcelas de estaca, deixar cicatrizar e plantar. O processo é um pouco mais demorado que o anterior, mas também é relativamente eficaz.
Multiplica-se igualmente por sementes. Semeia-se num tabuleiro ou diretamente num canteiro com substrato indicado a cactos e suculentas.

Pragas e doenças dos Sedum spurium: A suculenta geralmente é resistente a doenças e pragas, mas pode ser afetada por fungos quando submetida a condições de humidade excessivas. Se a suculenta for afetada  por fungos, devem-se remover as partes afetadas e reduzir as regas. Borrife a planta com uma solução de água oxigenada (Água oxigenada no tratamento das plantas)
A planta também pode ser danificado por lesmas e caracóis (Lesmas e caracóis, como se livrar deles). 

Descrição dos meus Sedum spurium das fotos


A foto da esquerda é de um Sedum spurium tricolor: Esta suculenta variegada tal como o nome indica têm a conjugação de três cores, verde no centro e margens brancas tingidas de rosa. A foto foi captada no Verão, num local protegido do sol nas horas de calor mais forte. Quando a planta é exposta ao sol intenso ela forma talos compridos com rosetas pronunciadas.

A foto da direta é de um Sedum spuriam voodoo: Conhecida também como "Tapete Vermelho" essa linda suculenta têm conquistado espaço nos jardins do mundo todo, porque quando exposta ao sol ou ao frio por um longo período adquire uma chamativa coloração gvermelho tinto. A foto foi captada em pleno Inverno, a planta está exposta ao sol direto das horas mais quentes do dia. O vaso está fixo num muro que propicia alguma proteção do frio à suculenta.

A melhor maneira de plantar uma árvore

12 Dicas para plantar plantar árvores de fruto ou  ornamentais

Plantar uma árvore é ter o poder dar inicio a uma vida que vai alegrar o ambiente, dar energia, ar puro e alimento.  Garante frutos coloridos e apetitosos, com a certeza de que são indubitavelmente melhores quando são produzidos por nós.
Frequentemente são um marco ao longo de gerações, um sinal de alguém que por ali passou e quis deixar o melhor para os seus descendentes. Uma idealização que visa o amor ao próximo e ao planeta.

Uma árvore permanece no mesmo lugar durante muitos anos, portanto é importante fazer um estudo do local e ver os fatores a considerar que permitam não ter arrependimentos a longo prazo.
Á semelhança de outras plantas, as árvores de fruto têm necessitas e características especificas, portanto o primeiro passo para o sucesso passa por conhecer as particularidades especificas da árvore em questão e garantir o seu ótimo desenvolvimento, de modo a obter colheitas abundantes. Mas há regras que se adaptam á generalidade.

12 Dicas para plantar plantar árvores de fruto ou  ornamentais no seu jardim



➢ Escolher a época de plantação é importante. As plantas compradas em vaso podem ser plantadas em qualquer altura do ano. As árvore de raiz nua são apenas plantadas na época de repouso vegetativo, que coincide com o final de Outono e Inverno.
➢ É importante começar por analisar o local da plantação. Ter em conta a rede de esgotos, a rede elétrica e estruturas físicas que possam ser danificadas com o crescimento da árvore.
➢ Outro passo essencial passa por certificar-se da qualidade da planta em questão. Mudas fracas produzem árvores de qualidade inferior.
➢ Procurar fazer uma cova maior que o raizame da planta, pelo menos o dobro do tamanho. O buraco pode ficar maior, mas nunca menor, É essencial que as raízes da nova muda ao começarem a desenvolverem-se encontre uma terra arejada e rica. Caso contrario o crescimento da planta estagna. A terra retirada deve ser enriquecida com adubo e matéria orgânica. Retirar entulhos, pedras ou lixo. A nova muda deve ser aprumada, antes de ser aconchegada.
➢ Ter a atenção de manipular a planta com cuidado, de modo a não desfazer o torrão na hora de retirar o vaso ou o involucro. Caso a escolha seja de uma árvore de raízes nuas, antes da plantação colocar a planta num balde com água, suficiente para cobrir todo o raizame. Com esta operação pretende-se hidratar as raízes e remover restos de solo indesejados. Remover as raízes quebradas, secas ou danificadas. Usar uma tesoura bem afiada e devidamente desinfetada.
➢ Segurar a árvore na posição vertical e preencher e ir preenchendo com a terra retirada ao redor da raiz. Não enterrar o enxerto. Entre a raiz e o caule da árvore existe um nós, que são o ponto de inserção do enxerto. Enterrar esse ponto vai estimular o surgimento de raízes nessa zona e poderão surgir rebentações completamente diferentes da planta escolhida.
Geralmente o porta enxerto têm características completamente diferentes do ramo que se aplica em enxertia.
➢Tomar o cuidado de cobrir bem, de modo a que as raízes não fiquem expostas, mas não afundar demasiado, o colo da planta deve ficar rente ao nível da superfície. Pressione firmemente, mas sem comprimir demais o solo, evitando pisar diretamente o torrão das raízes, porque estas podem ficar danificadas e compactadas.
➢ Colocar uma estaca firme e amarra-la à planta, esta deve estar distanciada a cerca de 10 centímetros. Este passo é importante para conduzir e dar estabilidade à pequena árvore, porque na fase inicial, se ela balançar muito vai ter dificuldade em se fixar e em enraizar. Na hora de prender ter a atenção de não apertar demasiado o atilho, sob o risco de este enforcar a planta durante o seu crescimento. Prefira um atilho ou fio largo de textura suave, de modo a não ferir  casca do tronco.
➢ Depois da pequena árvore estar acomodada e aconchegada com a terra, fazer uma pequena caldeira à volta. O objetivo é reter a água da rega, criando uma poça e permitir que ela aprofunde. Se depois de regar, a terra à volta da árvore baixar, é sinal que ficaram espaços de ar dentro da cova. Acrescentar mais terra, até completar o nível do solo.
➢ Durante os primeiros meses de vida é essencial regar a jovem árvore até que esta esteja plenamente estabelecida. O deve ser mantido húmido, mas não encharcado.
➢ Cubra o solo ao redor da planta com cobertura vegetal seca (lascas de madeira, serradura, casca de pinheiro ou folhas secas). Esta permite  conservar melhor a humidade, diminuir o crescimento de ervas daninhas e enriquecer a composição do solo. Contudo a camada de mulching deve ficar afastada 5 centímetros do tronco da árvore. Leia mais em: Conheça as vantagens da cobertura de solo (Mulching)
➢ Durante a fase de crescimento, cortar as brotações que vão surgindo na base da muda, estas consomem muito em nutrientes.

Usar álcool etílico nas plantas

Usar álcool etílico nas plantas

Muito se têm falado sobre o uso de álcool isopropílico nas plantas, com o objetivo de eliminar as pragas e a verdade é que funciona muito bem. É um produto mais puro, bastante usado em laboratórios, contudo não é tão fácil de encontrar: Elimine as pragas das plantas com Álcool isopropílico. 
Em contrapartida o álcool domestico (etílico) está ao alcance de todos, mas fica a duvida? Posso aplicar álcool etílico nas plantas? A conclusão de uma intensa pesquisa não foi otimista, há quem defenda que ele não é tão puro quanto o álcool isopropílico e possa danificar ou manchar as plantas. 

Como aplicar o álcool etílico nas plantas


Duvidas á parte, eu arrisquei experimentar e devo dizer que o resultado foi muito animador, apesar de verificar manchas de queimaduras em algumas plantas mais sensíveis quando pulverizadas. 
Cada planta reage de uma maneira diferente ao álcool, umas resistem muito bem e outras sofrem, então o mais adequado é testar o produto numa pequena parte do vegetal antes realizar o tratamento definitivo (dois dias antes). Se a planta não apresentar sintomas depois deste tempo, provavelmente ela não vai sofrer danos com o procedimento.
O ideal é passar o álcool etílico diluído sobre uma pequena parcela da planta, fundamentalmente sobre as pragas. Deste modo reduzimos os riscos de toxidade ou de queimaduras. 


De modo  algum regue a planta com o álcool, aplique apenas na parte vegetativa. Quando aplicado nas raízes, ele retarda o crescimento das plantas, mesmo que seja de uma forma muito diluída, numa concentração mais elevada (apenas 25%), leva ao colapso da planta. 

Quanto ao seu uso localizado, ou seja, passar um algodão embebido diretamente sobre as pragas, não verifiquei estragos. Em resumo, não constatei estragos ou manchas justificáveis, portanto vou continuar a usar o álcool etílico nas minhas plantas. 

Como usar o álcool etílico nas plantas


Como é que se uso o álcool etílico? Da mesma maneira que o álcool isopropílico, mas de um modo mais diluído! 

Uso uma mistura de álcool etílico a 96% na concentração aproximada a 50%. Ou seja, meio por meio, uma metade água e outra metade de álcool isopropílico. Aos primeiros sinais de pragas, borrife a planta afetada diretamente com o álcool diluído. Deve ser aplicado de preferência de manhã bem cedo ou no fim da tarde.

Pode também embeber um algodão com o álcool e passa-lo sobre a praga e toda a zona afetada. Neste caso uso álcool puro de 70%. Esta ultima prática faço-a recorrentemente contra as cochonilhas que se grudam na planta e são difíceis de remover por outros meios e aplico-a sem medo em todo o tipo de plantas, orquídeas, suculentas, entre outras. Nunca tive efeitos indesejáveis.
Geralmente uso um cotonete, porque me permite chegar aos lugares mais inacessíveis das plantas. É importante não deixar nenhuma cochonilha viva, já que poderia infetar a planta de novo.

Nota: Eu aplico álcool apenas como medida de SOS nas plantas muito afetadas, independente de ser o etílico ou o isopropílico. Prefiro dar prioridade ao tratamento com água oxigenada, esta quando devidamente aplicada nunca danifica as plantas e ainda funciona como estimuladora (Truque da água oxigenada para as plantas).

Patinha de rã - Adromischus cristatus

Patinha de rã - Adromischus - cristatus
Nome cientifico
: Adromischus cristatus
Família: Crassulaceae
Género: Adromischus
Origem: Africa do Sul
Ciclo de vida: Perene
Nomes populares: patinha de rã, patinha de sapo, planta de folha enrugada, torta de limão.

Descrição: O Adromischus cristatus é uma suculenta peculiar com ramos curtos e eretos de 20 a 50 mm de comprimento cobertos por finas e vastas raízes aéreas que dão aspeto de um amontoado de pelos castanhos. O aspeto das folhas é outra particularidade interessante desta suculenta, o seu formato triangular e onduladas nas pontas, lembra as patinhas das rã. São ainda recobertas por minúsculos pelos, que lhes conferem um tom aveludado. 
Durante a primavera, a suculenta emite longas varas florais, das quais desabrocham pequenas flores brancas de formato tubular. Estas são compostas por cinco pétalas de cor branca com detalhes rosados.

Cuidados com a Patinha de rã - Adromischus - cristatus


Condições favoráveis de cultivo: É uma suculenta resistente que tolera bem o calor e o frio. Pode resistir às temperaturas baixas desde que não seja submetida a geadas intensas e prolongadas. Aprecia sol pleno de média intensidade, deve ser evitada a exposição solar nas horas de maior calor.  Se cultivar a sua patinha de tartaruga dentro de casa, coloque-a em num local que receba bastante luz solar, como perto de uma janela.
No seu habitat natural a Adromischus cristatus cresce em solos pobres, mas não significa que ela não aprecie solos ricos. Recomenda-se solos arejados com boa capacidade de drenagem, tal como as misturas indicadas a cactos e suculentas: (Como preparar terra para cactos e suculentas). 

Manutenção do Adromischus cristatus: O excesso de água pode comprometer  o desenvolvimento da planta, Recomenda-se praticar uma rega equilibrada, deixando secar o substrato entre cada irrigação. Não permitir o encharcamento e evitar o uso de prato sob o vaso. A rega da suculenta deve ser direta ao solo, evitando molhar as folhas, de modo a prevenir a propagação de fungos. 
As doenças fúngicas e as pragas precisam ser tratadas rapidamente de modo a deter o seu desenvolvimento e evitar uma possível propagação às plantas vizinhas: (Elimine as pragas das plantas com Álcool isopropílico), (Truque da água oxigenada para as plantas).
A fertilização da planta é normalmente necessária uma uma vez por mês durante os períodos de crescimento e floração, nas dosagens aconselhadas na rotulagem do produto.
Dado o seu crescimento lento, a troca de vaso é esporádico, só deve ser feita quando o tamanho da planta ultrapassa o recipiente de cultivo.

Multiplicação do Adromischus cristatus: Pode ser facilmente propagada por estacas de folhas, basta puxar suavemente uma folha saudável  e aguardar alguns dias, permitindo assim que a base da folha cicatrize antes de a colocar no solo. Durante esta fase é fundamental não regar demasiado, dado que a folha do Adromischus cristatus, poderá se decompor rapidamente.
Também pode ser propagada a partir de sementes, embora o processo seja mais difícil e demorado. Se optarem por esta técnica, certifiquem-se de que a temperatura esteja quente. O substrato deve ser bem drenado e deve ser regado sempre que estiver seco. A germinação é demorada, pode levar várias semanas, dependendo das condições de cultivo.

Aeonium - Características e cuidados


Aeonium - Características e cuidados

Os Aeonium englobam aproximadamente 40 espécies, pertencem à família vegetal das Crassuláceas, denominadas como suculentas. São maioritariamente originários das ilhas Canárias, onde crescem geralmente em locais ingremes com solo rochoso, em ambientes um pouco mais húmidos influenciados pelo clima mediterrânico.

No geral a maioria das espécies de aeonium tendem a crescer rápido, de um modo ramificado. Alguns exemplares tendem a crescer em altura, os caules engrossam e ficam com aspeto lenhoso, podendo parecer um bonsai, nestes casos o aspeto da planta ganha, quando é devidamente aparado. Os sistemas radiculares são rasos e algumas espécies projetam raízes ao longo do caule. 
A floração dá-se apenas em plantas maduras, suas flores agrupadas em inflorescências são amarelas ou brancas e brilhantes em forma de estrela. Depois de florir a planta mãe sucumbe, mas as novas rebentações continuarão a crescer e a produzir novas rosetas.
Contrariamente á maioria das plantas, é no Outono e no Inverno que os aeonium atingem o auge do crescimento. Tendem a adormecer no verão e às vezes parecem um pouco cansados, mas eles animam-se novamente no começo das estações mais frias. 
Algumas espécies tendem a confundir-se com as Echeveria, contudo na maior parte dos casos podemos distinguir um Aeonium pelo serrilhado no contorno das folhas.


Cultivo e cuidados dos Aeonium


Condições de cultivo favoráveis: Evite expor a planta ao sol nas horas de maior calor.  A luminosidade recomendada varia conforme as características de cada espécie. Um Aeonium verde exige um ambiente de meia sombra, já um Aeonium escuro ou variegado precisa de uma boa boa exposição solar para alcançar toda a plenitude das suas cores. 
Os Aeonium são maioritariamente rústicos, toleram vários tipos de solos desde que sejam bem drenados. Mas as misturas indicadas a cactos e suculentas são as mais indicadas.
Os Aeonium crescem bem ao ar livre, resistem bem ao calor e ao frio até um certo limite. Temperaturas negativas podem causar danos graves e por vezes fatais a algumas espécies. Se houver previsões de geada cubra a planta com manta térmica ou um tecido leve e respirável.

Rega dos Aeonium: Os Aeonium gostam de um pouco mais de água comparativamente ás outras suculentas, preferem solo húmido, mas não encharcado. Quando a planta têm falta de água as folhas ficam murchas, mas depois de a hidratar volta tudo ao normal. Apesar desta característica, depois de bem restabelecidos são tolerantes à seca.
Ao contrário da maioria das suculentas os aeonium apreciam água sobre as folhas, portanto, quando os regar, molhe-os na totalidade, eles agradecem. 

Adubação dos Aeonium: Não necessitam de fertilização frequente, basta fornecer um adubo de libertação lenta na fase de crescimento que coincide com o período frio, Outono e Inverno.
O adubo deve ser equilibrado tipo um 10-10-10 preferencialmente rico em micronutrientes. Se adubar com um adubo granulado faça-o a cada 3 meses, se escolher um adubo liquido, adube 1 vez por mês.

Multiplicação dos Aeonium: As estacas são o meio mais apto e rápido para a obtenção de novas mudas. Corta-se uma estaca, deixa-se cicatrizar por 2 ou 3 dias e planta-se no substrato indicado acima. Depois rega-se normalmente, evitando o encharcamento. As estacas retiradas durante o período do verão, época que coincide com o período de dormência da planta, tendem a enraizar mal, escolha o período de crescimento ativo da planta para obter melhor sucesso na propagação.
Ao contrário de outas suculentas de folha, o Aeonium não se propaga pela via foliar. As suas folhas geralmente são muito finas e raramente criam raízes.

Reenvasamento das Aeonium: Este tipo de suculenta não exige mudanças frequentes de de vasos. As raízes dos Aeonium não são muito extensivas, pois armazenam a água nas suas folhas e caules.  
A operação deve ser feita no inicio da fase de crescimento da planta, no outono. Sacuda toda a terra antiga das raízes da planta e substitua por substrato novo.
 
Manutenção dos Aeonium: Corte as hastes espigadas, mal formadas ou secas. Retire as folhas secas e velhas da base das rosetas, é um paço importante para manter os Aeonium bonitos e saudáveis, além de eliminar refúgios para possíveis pragas.
É importante manter alguma vigilância sobre as pragas. Os pulgões, as cochonilhas e a fumagina são alguns dos exemplos. A planta também é apetecível às lesmas e aos caracóis, estes podem causar danos severos. Possíveis meios de tratamento:

Planta Espiral - Albuca spiralis

Planta Espiral - Albuca spiralis
Espécies
: Albuca spiralis
Ordem: Espargos
Família: Asparagaceae
Subfamília: Scilloideae
Gênero: Albuca
Origem: Africa do Sul
Nomes populares: Planta-espiral, suculenta espiral, albuca saca rolhas, planta saca rolhas, albuca enrolada, frizzle grizzle, planta helicóptero.

Descrição: É impossível não se apaixonar pela Albuca spiralis. Uma planta suculenta invulgar que se caracteriza por um bolbo de onde surgem folhas lineares torcidas nas pontas, tipo saca rolhas. O seu crescimento é moderado e geralmente cresce em torno de 30 centímetros.

As flores são outro ponto atrativo desta planta suculenta, surgem geralmente no Inverno, em inflorescências eretas. Brindam-nos com uma tonalidade amarela esverdeada e um suave aroma semelhante à baunilha. As flores geralmente duram algumas semanas e produzirão pequenas sementes depois de polinizadas. Devido à ausência de insetos as plantas de interior não podem ser polinizadas naturalmente, mas é possível polinizar artificialmente, passando o pólen de uma flor para outra, usando um pincel ou um cotonete. 
Após a floração, a Albuca spiralis entra em dormência para o verão.

Cuidados com a Albuca spiralis


Condições de cultivo favoráveis: É tolerante ao calor e ao frio, desde que não seja excessivo e que não seja submetida ás geadas. A temperatura ideal de cultivo situa-se entre os os 12 e os 20º C.
Gosta de ambientes luminosos, contudo, a sua exposição ao sol direto intenso poderá provocar queimaduras nas suas folhas. Quanto mais luz receber, mais as folhas enrolam. 
Deve ser protegidas das chuvas, estas quando são abundantes podem proporcionar condições de humidade excessiva e levar à podridão do bolbo.
Adaptam-se a vários tipos de solos, desde que bem drenados. 

Manutenção da Albuca spiralis: Aprecia regas regulares, mas sem excessos. O ideal é permitir que a superfície do solo seque entre as regas.
Deve ser fertilizada anualmente com um adubo equilibrado, durante o início do Outono, quando ela desperta da dormência.
No Verão é conveniente cortar as folhas secas, consequentes da pausa do seu ciclo. Deixa-se o bolbo na terra e não se rega, dado que a planta está em dormência e o seu metabolismo está lento, e pode facilmente apodrecer com o excesso de humidade. A redução ou ausência total da folhagem e o seu mau aspeto durante o verão é natural. O Importante é que o seu bolbo esteja firme e sadio, isto permite constatar que a planta está em boas condições e retorne com determinação no outono seguinte e complete mais um ciclo.

Multiplicação da Albuca spiralis: Por divisão ou bolbos e sementes. 
Pode ser propagado por pedacinhos do bolbo ou pelos pequeno bolbinhos que vão surgindo ao lado da planta mãe . Devem ser plantados superficialmente, permitindo que o colo da planta se mantenha acima da superfície do solo.
Nem sempre as albuca produzem compensações, razão pela qual também se usa o método de sementeira, na primavera ou verão. É preciso ter em atenção que a viabilidade das sementes é reduzida, anda em torno de seis meses.
Após a sementeira deve-se manter o substrato ligeiramente húmido num ambiente quente e com luz média. Geralmente as sementes começam a germinar uma semana após a sementeira.
Transplantar as pequenas mudas quando começar o período ativo da planta (geralmente no Outono). 
Deve-se relembrar que o processo de sementeira não é sempre fiel ás caraterísticas da planta mãe.