Colar de pérolas - Senecio rowleyanus

Colar de pérolas - Senecio rowleyanus
Nome cientifico: Senecio rowleyanus
Origem: Africa
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Gênero: Senécio
Ciclo de vida: Perene
Nomes populares: Colar de pérolas, rosário, tercinho, pérola verde, ervilhas da sorte.
Categoria: Cactos e suculentas

Esta suculenta desenvolve numerosos caules compridos guarnecidos com folhas esféricas que lembram um colar ou um rosário. A forma globosa das folhas permite minimizar a área de superfície e deste modo conservar mais água. As bolinhas verdes (folhas) possuem uma faixa transparentes, que permite a entrada da luz no seu interior e aumenta a capacidade de fotossíntese.
A floração não é muito vistosa, mas liberta um delicioso aroma a canela. As flores são pequenas e brancas, com estames de cor purpura. O florescimento não ocorre em todos os ambientes, é preciso determinadas condições como boa exposição solar e bom arejamento, além disso é necessário que a planta atinja a maturidade.
É referenciada como uma planta toxico, embora o estudioso Gordon Rowley afirme que ela é inofensiva.

Modo de cultivo do Colar de pérolas - Senecio rowleyanus


Condições favoráveis: Aprecia climas amenos com temperaturas acima dos 5º. O local de cultivo ideal é em ambiente de boa luminosidade, evitando o sol direto. Nas épocas frias é conveniente proteger a suculenta das chuvas excessivas e do frio, ela não  tolera o excesso de humidade, nem a geada.

Transplante do colar de pérolas: O recipiente não necessita de ser profundo, mas deve ter a boca larga. Coloque no fundo material drenante como argila expandida, placas de esferovite, casca de árvores, entre outros. Use um substrato poroso com boa capacidade de drenagem como o substrato de cactos e suculentas ou misture um húmus de minhoca com composto orgânico e areia em partes iguais.

Rega do colar de pérolas : A rega deve ser regular, desde que o substrato seque bem entre uma rega e outra. No Inverno reduza a quantidade de água, de modo a prevenir o aparecimento de fungos. Tal como a maioria das suculentas, ela não gosta de excesso de água.

Manutenção do colar de pérolas: Ela não requer poda, porém se ramos ficarem muito desproporcionais, pode cortar e aproveitar para fazer a propagação de novas mudas.

Multiplicação do colar de pérolas: A reprodução é feita por meio de estacas. Coloque uma estaca com pelo menos 10 centímetros de comprimento deitada sobre um substrato poroso, nunca a deixe pendurado.
Se a sua suculenta florir, pode esperar ela dar fruto e recolher as sementes, porém o processo é muito demorado.

Usos paisagísticos: Quando cultivado no chão o colar de pérolas acaba por formar um lindo tapete,  mas é no cultivo de vaso como pendente que ela atinge a plenitude de toda a sua beleza exótica, lembrando colares de pérolas verdes.

Reprodução da orquídea phalaenopsis

Reprodução da orquídea phalaenopsis
Quando somos premiados com com flores maravilhosas é difícil resistir à tentação de multiplicá-las. Assim acontece com a phalaenopsis que oferece uma grande variedade de cores e combinações surpreendentes e quando bem tratadas as flores chegam a durar 3 meses.
Ao contrário de algumas orquídeas, a phalaenopsis não se  multiplica  por meio da divisão, a maneira mais eficaz de o fazer é por meio da estimulação à produção de keikis.
O que é um keiki? É uma nova planta produzida assexuadamente por algumas especies de orquidias e que são geneticamente iguais à matriz.  A palavra Keiki surge do termo havaiano que designa bebé.

Reprodução da orquidea phalaenopsis a partir da haste floral (Keiki)


Após a floração da phalaenopsis dá-se a murcha e queda das flores e fica a haste. Essa haste floral têm uma especie de nozinhos ao longo do seu comprimento. Cada um desses nós está protegido por um fina membrana e quando corretamente estimulados oferecem a possibilidade de formar uma nova planta (Keiki). E como podemos estimular a formação de novas mudas?

Procure colocar a sua orquídea phalaenopsis num local um pouquinho mais sombreado e húmido. Por outro lado existem produtos à base de hormonas próprios para serem aplicados nas gemas da haste floral das orquídeas e estimulá-las a "acordarem", geralmente encontram-se à venda em centros de jardinagem, mas nem sempre é fácil encontrá-los.

Há quem corte a ponta da haste floral antes que as flores abram, com este procedimento esperam aumentar as possibilidades de sucesso, pelo facto de canalizar a energia da planta para a produção de novas mudas. O mais habitual é esperar que as flores murchem e corta-se a haste acima da 3ª ou 4ª gema.  É importante escolher uma tesoura bem afiada e esterilizada. A planta vai interpretar o corte como uma especie de agressão e como instinto ela vai tentar perpetuar a especie.
Ao fim de um tempo pode surgir uma nova muda, caso aconteça destaque-a apenas quando tenham criado pelo menos 3 raízes grandes e as suas folhas estiverem crescidas. Enquanto os keikis estão ligados à planta mãe, recebem os nutrientes e a água através dela, as suas raízes têm apenas uma função secundária, quanto mais desenvolvidos eles se apresentarem, mais chances têm de se adaptarem sozinhos.

Reprodução da orquidea phalaenopsis a partir da haste floral (Keiki)

Como plantar um keiki de phalaenopsis


Quando a nova plantinha atingir o tamanho pretendido, corte o galho em que ela está sustentada e com cuidado gire-a de modo a soltá-la do pedaço do caule floral. Polvilhe canela no corte de separação.
Também pode manter uma parte da haste presa ao keiki e usá-la como tutor de suporte para facilitar a fixação da plantinha ao substrato.
Plante-o numa mistura de substrato de orquídeas, mas rodei-e as raízes com musgo espagnum, porque ele são pequenos e não têm a capacidade de enraizar tão facilmente, quanto um exemplar adulto.
No incio de ciclo é fundamental mante-lo bem irrigado, até ele desenvolver um bom enraizamento. Contudo evite os excessos e o encharcamento, se ficar água retida no cento da planta retire com um pano absorvente, de modo a reduzir as hipóteses de propagação de fungos.

Reprodução da phalaenopsis a partir do corte do rizoma


Neste processo é  importante cortar a orquídea no ponto certo, ou seja deixar pelo menos 3 a 4 raízes com a parte de cima da planta e deixar raízes sadias no solo que possam dar origem à nova planta (Keiki).
Polvilhe o corte da planta com canela em pó, faça-o também no corte da base com raízes que ficaram no vaso. Replante a phalaenopsis  num vaso. Veja aqui: Guia de cultivo da orquídea phalaenopsis
Não mexa nas raízes que ficaram, coloque o vaso num lugar iluminado e regue naturalmente até surgir um keiki. Depois espere que ele alcance um bom tamanho e reenvase-o. Remova as raízes secas e substitua o substrato.

Produzir orquídeas a partir da semente


As orquídeas produzem sementes em capsulas de vários tamanhos, a questão é que a germinação é muito difícil e demorada.O processo é muito trabalhoso e por norma é feito em laboratório com várias condições reunidas.

Afelandra - Aphelandra squarrosa

Nome cientificoAphelandra squarrosa
Ordem: Lamiales
Família: Acanthaceae
Subfamília: Acanthoideae
Género: Aphelandra
Origem: América do Sul, Brasil
Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
Ciclo de vida: Perene
Nomes comuns: Afelandra, planta zebra, afelandra zebra, espiga dourada.

Cuidados com Afelandra - Aphelandra squarrosa


A Afelandra (Aphelandra squarrosa)é uma planta herbácea, que crescem em média 30 a 50 centímetros de altura, contudo existem variedades que crescem acima dos 90 centímetros. É valorizada pelas belas folhas riscadas e floração peculiar. As folhas são duras e coreáceas, grandes com formato ovalado acuminado, de tonalidade verde escura e nervuras brancas, lembrando as riscas da zebra. A floração começa no inicio da Primavera e estende-se até ao final do Outono. As flores são pequenas e podem ser brancas ou amarelas, estão encaixadas em brácteas amarelas que formam inflorescências com aspeto de espigas de 9 a 10 centímetros. Além da sua beleza, as inflorescências da afelandra têm a qualidade de atrair os beija flores.

Condições favoráveis: A afelandra requer boa luminosidade, mas não é aconselhável a luz do sol direto. Não se dá bem no frio, nem em espaços de correntes de ar. A temperatura ideal varia entre os 16º e os 20º. Exige uma humidade atmosférica elevada.

Adubação da Aphelandra squarrosa: Quando a planta se encontra florida administre um adubo liquido diluído em água na dose recomendada pela embalagem, de 15 em 15 dias. Escolha um adubo rico em fosforo e com baixo teor de nitrogénio, como o NPK 4-14-8.

Manutenção da Aphelandra squarrosa: Faça regularmente uma limpeza à planta por meio de pulverização de água morna. Após a floração corte o pé floral após este se apresentar seco. Em condições de temperatura elevada, pulverize regularmente as folhas da afelandra e coloque o vaso sobre cascalho encharcado.

Rega da Aphelandra squarrosa : A afelandra é bastante sensível à falta de humidade. Requer regas moderadas, que mantenham a terra ligeiramente húmida. Não gosta do substrato encharcado e muito menos água acumulada no prato. Regue quando notar que a superfície do substrato começa a secar. A falta de humidade leva à queda das folhas basais e propicia o ataque de pragas.

Multiplicação da Aphelandra squarrosa: Por meio de estacas de ponta (com 3 gemas), no final da Primavera. Mergulhe a base da estaca com hormonas de enraizamento para estimular o aparecimento das raízes. A nossa dica: Hormonas de enraizamento caseiras.
Plante-as num recipiente adequado. Terá melhores resultados se tapar com um plástico, este conservará o grau de humidade. Retire o plástico alguns minutos por dia, de modo a renovar o ar do interior. Com os devidos cuidados, as estacas enraízam em mádia entre 6 a 8 semanas.

Transplante da Aphelandra squarrosa: Faz-se em função das exigências da planta. Use um substrato com boa drenagem e fértil, á base de turfa, húmus e areia. Faça a mudança de vaso no fim do período de descanso e antes da floração.

Aspetos sensíveis da Afelandra


Manchas brancas sob as folhas: É indicativo de um ataque de cochonilhas. Este parasita apresenta-se sob a forma de pequenas bolas com aspeto de algodão ou pequenos escudos brancos ou castanhos. Geralmente apresentam-se alojadas nas nervuras  do avesso. O combate pode ser realizado com produtos específicos ou esfregando as partes afetadas da planta com um algodão embebido em água e álcool.

Folhas deformadas: Indicam a presença de piolhos ou pulgões. Geralmente alojam-se nas axilas das folhas. (Insecticida natural à base de alho)

Queda das folhas:Pode ser indicativo de que o ambiente atmosférico se encontra demasiado seco. Borrife a planta com água mineral.

Podridão na base do caule: Excesso de humidade e ambientes frios. Coloque a plante num ambiente mais quente e controle o excesso de rega.

Planta murcha: Apesar de ter as regas equilibradas a afelandra pode apresentar sinais de murchidão. Geralmente isso acontece quando ela é exposta a correntes de ar. Coloque-a em local protegido e resguardado.

Foto:  Wikimedia Commons

Regras básicas da poda das árvores

Regras básicas da poda das árvores
A poda é uma forma de manipular o crescimento, a forma e a produção de uma planta. Quando bem executada ela garante que as espécies cresçam fortes e robustas, permite formar, estimular, renovar e favorecer o crescimento saudável das plantas. Mas quando é mal feita ela representa uma agressão para a planta.

Podar árvores e arbustos não deve ser feito de qualquer maneira, há que ter a consciência que nem todas as especies se podam da mesma forma. Se fizermos uma poda sem o minimo conhecimento podemos prejudicar seriamente o crescimento ou produção das plantas, estas ficam debilitadas e podem ficar mais vulneráveis à incidência de pragas e doenças, compromete-se o seu crescimento, a floração e a frutificação.

Geralmente as plantas não podadas tendem a frutificar mais cedo, contudo à medida que crescem produzem menos rebentos e o seu crescimento anual é reduzido em comparação com uma árvore podada.

As regras básicas da poda


Ferramentas: É importante ter ferramentas bem afiadas e esterilizadas. Podar uma planta doente e logo depois podar outra, potencia a contaminação da doença. A melhor maneira de prevenir contaminações é esterilizar os utensílios, pode fazê-lo passando as laminas por uma chama, desinfetar com cloro, álcool ou produtos específicos de jardinagem.

Poda básica: Embora as plantas tenham métodos de poda  e desbastes diferentes, há procedimentos que são gerais. O corte de um ramo ou galho deve ser sempre executado acima de uma gema lenhosa, orientada para fora. O corte deve ser inclinado com a parte mais alta do lado do rebento. Para eliminar o galho todo, corte rente ao caule ou ao ramo maior. Ao fazer o corte numa árvore, abre uma ferida que serve de porta de entrada aos fungos, é determinante fazer um corte limpo, evitando as rachadelas, de modo a haver menos superfície de contato com os patógenos. Para cortar um grande ramo, evite rebentar a madeira, procure fazer primeiro uma pequena incisão sob o ramo antes de serrar acima. Após a poda é importante proteger as grandes feridas com um cicatrizante ou um produto à base de cobre.

Poda de formação: rege-se desde os primeiros anos de vida de uma planta. Procura-se dar-lhe um determinado aspeto estético, induzir a produção de ramos fortes e bem distribuídos, dirigir ou limitar o crescimento e facilitar a colheita dos frutos. Uma poda de formação bem feita permite uma boa circulação e favorece a formação de caules fortes, com um bom ângulo entre si, impedindo deste modo que eles venham a esgalhar ou quebrar. A poda mal feita ou a falta dela pode comprometer a sanidade da planta, ela atrairá mais facilmente as pragas e ficará mais propicio ao ataque de fungos e consequente doenças.

Poda de fortalecimento: Para conseguir uma estrutura forte e saudável deve iniciar a poda após a plantação, entre o final do Inverno e o principio da Primavera. Remova os ramos doentes, secos, atrofiados, cruzados, ou com outros problemas que possam interferir com o desenvolvimento e produção da árvore. Identifique os ramos principais da árvore e alivie os ramos que se acumulam na parte central da planta, faça um desbaste de modo a permitir uma boa entrada de ar e a penetração da luz. Evite fazer podas demasiadamente drásticas, evite cortar mais de 25% dos ramos da árvore, de modo a conseguir garantir o seu equilíbrio. As folhas e flores secas também devem ser eliminadas.

Galhos ladrões: Devem obrigatoriamente ser removidos, estes ramos diferenciam-se dos outros pelo vigor  e crescimento superior aos outros. De certo modo o nome é bem explicito, são chamados de ladrões por roubar força aos outros ramos e atrapalhar o desenvolvimento da árvore. Corte-os rentes, procedimento ajuda a conservar a energia da árvore e não permite que a água os nutrientes ssimilados pela planta sejam desviados.

Poda de árvores de fruto: As podas quando bem realizadas fazem com que as árvores produzam mais. De maneira geral, os cortes são feitos pouco antes da Primavera, mas noutros casos a poda é favorecida quando feita no Verão. Procure o equilíbrio entre o vigor e a produtividade. Não pode as frutíferas durante a floração. Se uma árvore de fruto for demasiado vigorosa, terá tendencia em produzir madeira e dificilmente dá fruto. Pelo contrário, se a arvore se cobrir de frutos, acaba por enfraquecer e esgotar, porque a seiva vai alimentar a carga de frutos em detrimento da árvore. Além disso uma carga excessiva oferece frutos pequenos e de má qualidade. Poderá ver mais abaixo como aumentar ou diminuir o vigor de uma planta.

Poda verde ou de Verão: É realizada durante o período de vegetação e frutificação da árvore. Ela consiste em vários procedimentos tais como: desponte, desbrote, esladroamento, desbaste, desnetamento, desfolha. Têm como principal finalidade arejar a copa da árvore e melhorar a penetração da luz solar e melhorar a qualidade e coloração dos frutos.
A poda de Verão é igualmente aplicada nas árvores de folhas permanentes (plantas perenifólias) como: laranjeiras e outros citrinos, abacateiro, araçá, mangueira, entre outros.

Quando podar as árvores


Algumas podas podem ser feitas em quase todas as épocas, mas a escolha do momento certo é crucial para obter os resultados pretendidos. A maioria das podas efetuam-se na época de repouso, desde o final do Outono até ao principio da Primavera. Quando realizada nesta fase do ano, ela estimula o crescimento, a formação de novos rebentos e a robustez da árvore. Evite no entanto podar na altura que gela. Já as podas de Verão frenam o desenvolvimento e podem aumentar a produção de flores e frutos do ano seguinte, dado que as plantas com demasiado vigor, florescem e frutificam com mais dificuldade.

Já se sabe que  lua interfere com as marés e de alguma fora este satélite influencia o desenvolvimento, produção e qualidade das plantas. Segundo o testemunho de agricultores e jardineiros mais experientes, a poda quando realizada no minguante oferece melhores resultados. Leia mais em: A influencia da lua na agricultura.

Como proteger as plantas do frio e da geada

Como proteger as plantas do frio e da geada
Os apreciadores da jardinagem entregam-se às experiencias e gostam de cultivar todo o tipo de plantas, porém quando chega o frio as plantas sofrem e muitas não resistem aos efeitos das temperaturas baixas e da geada.
Algumas plantas podem resistir a uma diminuição gradual da temperatura, mas quando ela cai repentinamente as plantas não conseguem adaptar-se à mudança brusca das condições ambientais e não sobrevivem. Não é possível controlar as condições atmosféricas, mas podemos atenuar os efeitos do frio usando alguns métodos que amenizam o seu impacto.

Claro que o principal passo é escolher plantas que se adaptem à região. A escolha deverá começar na hora da compra começando pelo aconselhamento do viveirista, ele melhor que ninguém conhece as plantas e a sua resistência ao frio. Mas não precisamos de nos privar de cultivar as plantas mais sensíveis ao frio se tivermos em consideração alguns detalhes.
Geralmente as plantas de folhagem mais dura é mais resistente à geada, em contra partida as folhas finas e carnudas queimam facilmente.
Sensibilidade de algumas plantas: Folhas de café sucumbem abaixo dos -3,5 C, citrinos aguento temperatura até -6 a -7, bananeira e mamão já sofrem com 5ºC, tomateiro sofre com 2º C.

O que fazer para minimizar os danos do frio e da geada


As plantas sofrem com o frio, mas com a geada é bem pior, esta fina camada de gelo é destrutiva, ela queima literalmente as folhas e os caules das plantas mais sensíveis. Os estragos são enxergados na sua plenitude após os primeiros raios de sol, mas o nosso querido astro solar não têm influencia sobre o fenomeno, ele apenas ajuda a mostrar os danos.

Se as plantas estiverem em vasos e estes forem fáceis de manipular, mude-os para um local protegido durante o período previsto de geada. Este deve apresentar boa luminosidade, de modo a não permitir que a planta sofra com a escuridão.
Na  impossibilidade de mover as plantas de local, pode usar algumas técnicas que ajudam a reduzir os efeitos do frio.

Como proteger as plantas do frio intenso e da geada



  1.  A primeira medida é estarmos bem informados sobre as previsões de tempo, adira ao serviço de meteriologia, esta é uma ferramenta valiosa no quadro da prevenção.
  2.  Tape as plantas com manta térmica. Ela é bem fácil de encontrar nos centros de jardinagem a um preço bastante acessível. Ela permite a entrada da luz solar, da água e mantém um ambiente mais quente sob a sua superfície, geralmente 3º C acima da temperatura ambiental. Além disso é arejada e permeável, eliminando o risco de condensação e consequentemente do apodrecimento.
  3.  Uma maneira mais caseira e mais acessível é tapar as plantas com jornal ou tecidos velhos. Estenda a folha de jornal ou o tecido sobre a superfície da planta e prenda as extremidades com molas da roupa, de modo a que sejam levado pelo vento. De manhã retire, de forma a que a planta possa receber iluminação e ar. 
  4.  Crie uma estrutura e revista-a a plástico. Evite que o plástico entre em contato com as folhas. Assegure-se de o interior da estrutura receba ventilação adequada durante o dia, quando as temperaturas diurnas são elevadas, podem gerar sobreaquecimento ou humidade excessiva.
  5.  Um modo muito interessante é usar material reciclável como garrafas plásticas e garrafões, estes criam um minie estufa e permitem criar um ambiente controlado para as plantinhas mais pequenas. Basta cortar o fundo da garrafa ou garrafão e fincar à volta da planta. Retira-se a tampa de modo a permitir a entrada de ar.
  6.  Revista os vasos grandes com camadas de jornal, plástico com bolhas, esferovite (isopor), cartão, entre outros. Esta operação vai permitir um isolamento térmico que beneficiará as raízes. 
  7.  Cubra o solo ao redor das plantas, use material orgânico como raspa de madeira, casca de árvores, folhas secas, palha, entre outros. A cobertura age como um isolante, mantém o calor e a humidade do solo mais constantes e ajuda a proteger as raízes do efeitos adversos do frio. (Conheça s outras vantagens da cobertura de solo).
  8.  Diminua a frequência das regas no período frio, além dos vegetais precisarem de menos água neste período, a humidade em excesso propicia a redução da temperatura interna da planta. 
  9.  Evite regar no período da tarde, pois não haverá tempo nem calo que permita que a planta seque antes da noite. Procure não molhar as folhas, as gotas de água tenderão a congelar durante a madrugada e podem queimar severamente as folhas.
  10.  Trate com calda calda bordalesa. Esta calda além de ter ação fúngica, aumenta a resistência das plantas face ao frio. O tratamento deve ser efetuado antes da ocorrência da geada. (Utilização e preparação da calda bordalesa

Como se forma a geada



A geada consiste na formação de uma fina camada cristais de gelo nas superfícies expostas, por efeito da queda da temperatura. A formação de geada depende diretamente de vários fatores atmosféricos: da nebulosidade, do vento e da humidade do ar.

Geada provocada por uma vaga de frio: Quando uma massa de ar frio se desloca no modo horizontal de uma região para outra, substituindo a massa de ar quente. Este efeito causa uma queda brusca de temperatura, principalmente nas zonas mais baixas.

Geada provocada pela irradiação: Surgem devido à perda de calor durante a noite, a temperatura baixa principalmente nas camadas mais baixas junto ao solo. Quando o arrefecimento é acentuado, a humidade contida no ar condensa-se e origina gotas de orvalho que com o frio passam ao estado solido.

Geada provocada pela evaporação: Estas geadas são mais frequentes nas madrugadas primaveris. Resultam da evaporação rápida da humidade acumulada durante as noites frias, provocada pelo aparecimento brusco do sol. O processo de evaporação da humidade rouba calor à superfície das folhas das plantas e consequentemente pode ocorrer a formação de geada.

Dracena de madagascar - Dracaena marginata

Cultivo da Dracaena Marginata
Nome cientifico: Dracena marginata
Ordem: Asparagales
Família: Asparagaceae
Subfamília: Nolinoideae
Género: Dracaena
Origem: Asia, Africa, Madagascar
Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical.
Ciclo de vida: Perene
Nomes comuns: Dragoeiro de Madagascar, Dracena, Dracena de madagascar.

A Dracena de Madagascar (Dracaena marginata) é uma planta arbustiva, originária da Africa tropical e Asia. É uma planta de tronco fino, ereto e anelado nas plantas jovens, volumoso e espesso nas plantas idosas.  O seu aspeto é delicado, no entanto é uma planta de interior muito resistente, sobrevive até em locais mais sombrios. As folhas agrupam-se na ponta dos ramos, são compridas, estreitas, de coloração verde com uma faixa vermelha, contudo existem variedade tricolores, com listra de coloração branca, creme ou rosada. As suas flores brancas, pequenas e perfumadas, agrupam-se em inflorescências, contudo a planta raramente floresce fora do seu habitat natural.

Cuidados com a Dracaena marginata


Condições favoráveis: Pode ser colocada num espaço com bastante luz ou um pouco mais sombrios, mas não se deve expor aos raios solares diretos. Uma boa luminosidade desperta todo o seu esplendor, realça as cores da folhagem e garantem um frondosidade equilibrada.
Sendo uma planta tropical a Dracaena marginata necessita de ambientes amenos, a temperatura ideal situa-se entre os 16 e os 22º C, apesar de suportar temperaturas até aos 10º C por períodos breves.

Adubação Dracaena marginata: Durante a fase de crescimento é necessário adicionar adubo liquido indicado a plantas de folhagem, diluído na água da rega de 15 em 15 dias. Administração deve ser interrompida durante o Inverno. A adubação também pode ser feita apenas com uma reposição anual de um adubo NPK 10-10-10, sempre com o cuidado de afastar os grânulos do caule ou de alguma raiz visível.

Manutenção Dracaena marginata: Basicamente a manutenção restringe-se à remoção das folhas baixas e velhas. Se a planta se apresentar velha e desnudada, corte os ramos a 10 cm do solo, rebentarão novas hastes das raízes dos ramos cortados. É possível orientar os ramos, dando-lhe um aspeto mais escultural com ajuda do tutoramento.

Rega Dracaena marginata : Durante o período de Primavera Verão regue abundantemente, reduza no Inverno. A regra principal é deixar o solo secar entre as irrigações. Tenha o cuidado de a água não estagnar, o excesso de humidade nas raízes pode potenciar o aparecimento de fungos que causam o seu apodrecimento e posterior colapso da planta.

Multiplicação Dracaena marginata: Multiplica-se facilmente por estacas, principalmente as das pontas dos ramos. Plante numa mistura de turfa e areia e mantenha o substrato húmido até ao enraizamento. Poderá também inserir a estaca num recipiente com água, trocando o liquido a cada 3 ou 4 dias, de modo a reduzir as probabilidades de contaminação. As raízes poderão surgir em 20 a 30 dias, quando isso acontecer, transfira a estaca para um vaso preenchido com substrato à base de turfa.

Pragas e doenças da Dracaena marginata: Geralmente a ocorrência destes problemas está relacionada com maus cuidados, principalmente à irrigação desadequada e ao meio ambiente. Os pulgões  e as cochonilhas são as pragas mais recorrentes. Os pulgões danificam a parte interior das folhas, provocando o seu enrolamento e secagem. As cochonilhas aparecem principalmente na bainha das folhas e caules, caracterizam-se como pequenos pontos que lembem o algodão (isto no caso da cochonilha branca) ou como pequenas chapas amarelo-castanho (no caso da cochonilha de carapaça). Elas provocam o enfraquecimento da planta e podem inclusive transmitir outras doenças. Poderá ajudar as plantas infestadas com uma: (Calda inseticida de sabão).

Transplante Dracaena marginata: Recomenda-se que seja realizado quando o vaso se verifica muito pequeno para a planta em questão. Noutro caso bastará substituir o terriço superficial por substrato novo.

Usos: A Dracaena marginata é uma das plantas mais populares na decoração de interiores, pela sua resistência e aspeto escultural. Geralmente plantam-se vários pés com a finalidade de obter um efeito mais denso.

Aspetos sensíveis da Dracaena marginata


Planta flácida e folhas castanhas: Por vezes também se verifica o amarelecimento e queda das folhas. Esta dinâmica e indicativa de excesso de humidade. Deixe o substrato secar e reduza a frequência das regas.
Mas também é importante lembrar que as folhas da dracaena podem cair por causas naturais, elas normalmente têm um tempo de vida de dois anos, após este período caem naturalmente.

Folhas com pontas secas: Geralmente seca a ponta da folha e por vezes também se verifica a secagem completa da folha seguida da queda. Isso acontece por influencia do ambiente demasiado seco. Nos dias mais quentes pulverize a planta com água não calcária morna.
Amarelecimento e queda das folhas:

Curiosidades da Dracaena marginata


Significado da Dracaena marginata: Dracaena vem do grego, que significa "dragão fêmea". Acredita-se que a origem deste nome esteja associada ao facto da planta libertar uma goma vermelha escura quando é golpeada. Essa seiva é utilizada na medicina e industria alimentar.

Funcionalidades da Dracaena marginata: Dentro de casa a Dracaena marginata também é conhecida pela sua capacidade purificadora do ar. Ela absorve dióxido de carbono e remove poluentes como o benzeno, xileno formaldeído e tricloetileno, melhorando o ar em qualquer ambiente. Conheça: 10 plantas para purificar o ar de casa

A minha experiencia com Dracaena marginata no exterior


Apesar de ser uma planta tropical e ter as exigências desse clima, ela pode se adaptar gradualmente a condições adversas. Eu coloquei duas plantas na varanda da rua e elas têm vindo a desenvolverem-se satisfatoriamente. Já passaram por dois Invernos, com geadas noturnas e temperaturas tipicas da região da Bairrada. O que eu recomendo é que adapte a planta aos poucos, faça a mudança no inicio da Primavera de modo a ela apanhar alguma rusticidade, que a possa ajudar a enfrentar o frio.

Cultivo da pereira - Pyrus communis

Cultivo da pereira - Pyrus communis
Nome cientificoPyrus communis
Origem: Europa Oriental e Ásia Menor
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Subfamília: Maloideae ou Pyreae
Género: Pyrus
Nomes comuns: Pereira, pereira comum, pereira brava, catapereiro, pera europeia.

A pereira é uma árvore de fruto de tamanho médio que pode facilmente ser cultivada em várias partes do mundo. Apresenta uma copa de configuração oval oval e sistema radicular penetrante. As folhas são caducas com tonalidade verde e formato oval, no fim do percurso, geralmente adquirem lindas tonalidades de Outono.
A floração surge nos meados da Primavera e a sua beleza transforma-se um momento único de grande harmonia. As flores são brancas com estames vermelhos, agrupadas em forma de corimbo.
O um fruto apresenta polpa suculenta e perfumada e possui elevado valor nutritivo. É utilizada no consumo em fresco, sobremesas, bolos, compotas, gelados e como acompanhamento de determinados pratos.
Cultiva-se em várias partes do mundo mas dá-se particularmente bem em Portugal onde se cultivam-se cerca de 40 variedades, sendo a famosa pera rocha do Oeste a variedade mais cultivada, ocupando quase 95% da área de cultivo.

Condições favoráveis ao cultivo da pereira


Aprecia clima temperado, a maioria dos cultivares exige 600 a 1100 horas de temperaturas abaixo dos 7,2ºC.
É importante a pereira receber exposição solar plena, esta permite que os frutos desenvolvam toda a sua coloração, sabor e fragrância. Durante a floração e desenvolvimento dos frutos necessitam de tempo ameno e seco.
A pereira deve ser plantada em solos profundos, boa capacidade de drenagem, textura franca, pH neutro e rico em matéria orgânica. Aprecia locais  protegidos dos ventos fortes e das geadas tardias.

Práticas culturais da pereira


Plantação da pereira

 As árvores jovens de raiz nua devem ser plantadas quando estão no período de dormência, no fim do Outono principio do Inverno (de Novembro a Janeiro em Portugal). As plantações tardias podem levar à perda da pequena árvore, porque ela começa a ganhar folhas e perde água antes das raízes apresentarem condições de absorver água do solo.

Adubação da pereira

Incorpore matéria orgânica ao solo, nomeadamente estrumes e compostos. Aplique uma camada de mulching à volta do tronco da árvore. (Conheça as vantagens da cobertura de solo (Mulching)
Exigências nutritivas: Tipo 7-14-14 (NPK). Os microelementos mais necessitados são: Cálcio, Ferro, Boro, Manganés e Magnésio.

Polinização da pereira

 A maioria das variedades de pereiras são autoestéreis, ou seja, é necessário ter mais de uma variedade em que a floração coincida, de modo a que ocorra a polinização cruzada. É favorável encorajar a presença de abelhas durante a floração.

Manutenção dos frutos

Em produções intensas realize um desbaste dos frutos, deixe um a dois frutos por ramalhete, o objetivo é potenciar frutos maior calibre e qualidade superior. Retire os frutos pequenos e de deficiente qualidade,

Colheita e armazenamento das peras 

A colheita deve ser efetuada pela manhã, com o cuidado de manter o pedúnculo intacto. É realizada quando as peras se encontram na fase inicial de maturação e se apresentam ainda firmes. Após a colheita as peras devem ser armazenadas em local fresco, seco, arejado e abrigado do sol.

Poda da pereira

As pereiras são conduzidas de forma semelhante à macieira (Cultivo da macieira). A poda é maioritariamente realizada no Inverno, de Novembro a Fevereiro, com o cuidado de evitar o tempo em que a temperatura do ar se situa no ponto de congelação.
Desde a fase inicial de crescimento é recomendado fazer a abertura dos ramos da planta, implementando o formato de taça ou deixando um líder central. O objetivo da poda da pereira é o mesmo da maioria das árvores de fruto, deixar entrar luz e permitir um bom arejamento.
Além da abertura da planta devem ser eliminados os ramos sem gemas , os mal colocados, os ramos ladrões e os que crescem na vertical deixando apenas alguns ramos de espera. Na maioria das variedades os frutos são produzidos em ramos de 2º ano.

Pragas e doenças da pereira

As pereiras são árvores bastante resistentes às pragas e doenças, principalmente quando são bem tratadas. As pragas mais comuns são os afídios(piolhos), o bichado da fruta e a psila da pereira.
O pedrado da pereira e o oídio são as doenças mais comuns. O pedrado previne-se facilmente com a aplicação de calda bordalesa (Utilidades e preparação da Calda bordalesa) e o oídio com enxofre molhável.
O pedrado é a principal doença das pereiras e das macieiras. O fungo do pedrado infeta as folhas, flores, lançamentos e escamas dos gomos. Carateriza-se por manchas de aspeto aveludado castanho esverdeado, com evolução para negro.
O oídio ataca as flores, as folhas e os frutos, causando a sua distorção, descoloração e diminuição. Como o tempo a árvore infetada acaba por ficar debilitada e vulnerável a outros ataques.

Algumas variedades de peras cultivadas 


Existem mais de 4000 variedades de pereiras, grande parte são pouco conhecidas e só se comercializam algumas delas. As variedades de peras apresentam as mais variadas formas, sabores e texturas, entre as mais comercializadas podemos citar as seguintes:

Pera Rocha: É uma variedade exclusiva de Portugal, com Denominação de Origem Protegida - DOP. Quando madura a pele é de cor amarela clara, pode adquirir uma mancha rosada do lado exposto ao sol. A polpa é doce, sumarenta, macia, granulosa e aroma ligeiramente acentuado.

Pera Williams: Fruto doce e sumarento com polpa branca marfim. Têm tamanho médio a grande, pele verde que vai passando a amarelo dourado com pontuações ruivas e faixas avermelhadas à medida que amadurece.

Pera D’água: Fruto arredondado de casca verde e calibre pequeno. A polpa é delicada, adocicada, suculenta e amanteigada. 

Pera Dona Joaquina: Fruto pequeno arredondado e pele verde manchada, com polpa suculenta e doce. 

Pera Conférence: Frutos grandes sobre o comprido, polpa amarela firme, sucosa, doce e perfumada. 

Pera Doyenné du Comice: Frutos gordos arredondados, com pele amarela acastanhada. Polpa muito doce, sumarenta e perfumada. 

Pera Docto Jules Guyot: Fruto grande e pouco irregular com polpa firme, granulada, sumarenta, doce ácida e perfumada. Casca amarela, lisa com pintas marrons. 

Pera de Santa Maria: Fruto de tamanho médio verde amarelado, com nuances vermelhas. A polpa é branca, fina, suculenta de sabor agradável basicamente ácido.

Pera Bela de Junho: Uma variedade precoce com frutos pequenos e epiderme amarela retocada de vermelho do lado do sol. A polpa é branca, macia e textura média, doce e saborosa. 

Pera Beurré Precoce Morettini: Fruto médio com epiderme de tonalidade amarelo palha, coberta de vermelho do lado do sol. Polpa  doce levemente ácida, sumarenta e aromática.

Como cultivar a Avenca - Adiatum

 Cultivo da Avenca - Adiatum
Nome cientificoAdiatum spp
Ordem: Polypodiales
Família: Pteridaceae
Subfamília: Vittarioideae
Género: Adiatum
Ciclo de vida: Perene
Época de floração: Não floresce
Nomes comuns: avenca das fontes, avenca de montpellier, aivenca, cabelos de vénus, capilária, capilária de montpellier, lágrimas de sangue.

A avenca é uma das plantas ornamentais mais populares, é cultivada pela sua linda folhagem leve e delicada. É uma planta herbácea, rizomatosa e perene, alcança em torno de 40 centímetros, porém existem variedades que ultrapassam 70 centímetros de altura. As folhas são recompostas e subdivididas em foliólulos, desenvolvem-se no vértice de um pecíolo cuja extremidade é flexível, .

Existem mais de 200 especie de avenca, todas têm folhagem delicada, algumas apresentam folhas miúdas, outras graúdas, diversas tonalidades, algumas variedades são variegadas. Dentre as avenca mais conhecidas e cultivadas destacam-se a cabelo de vénus (Adiatum capillsveneris), Cabelo de anjo (Adiatum microphyla), avencão (Adiatum macrophylla), Avenca suissa (Adiatum radianum).

As avencas não têm flor, reproduzem-se por meio de esporos uns pequenos pontos que aparecem no verso das folhas. Quando estão maduros libertam-se das folhas e são levados pelo vento, brotando onde encontrarem um ambiente propicio. Este modo de disseminação leva a que na natureza as avencas crescem espontaneamente por toda a parte, surgem principalmente em locais húmidos e sombrios, na beira dos cursos de água, em muros, no tronco de algumas árvores, grutas e encostas. Em Portugal é muito comum encontrá-la nos muros dos poços de água.

Cuidados com a avenca


Condições favoráveis: A avenca gosta de muita luminosidade, mas sem a incidência direta dos rais solares, desenvolve-se bem em ambiente de sombra ou meia sombra. É uma planta delicada e sensível às mudanças bruscas de temperatura e às correntes de ar fortes. A temperatura ideal varia entre os 15 e os 18ºC.

Transplante: Mude a planta na Primavera, use um solo rico em matéria orgânica e com boa drenagem. Uma mistura de húmus com turfa e areia têm as caraterísticas perfeitas. Não calque o substrato após o transplante.

Rega: A rega deve ser frequente mantenha o solo húmido, mas sem excessos, a avenca gosta muito de humidade, mas não da água estagnada ou do encharcamento. Recomenda-se colocar gravilha no fundo do prato, de modo a que a água acumulada não fique em contacto com o terriço. Na época quente borrife regularmente a folhagem da planta. tal como a maioria dos fetos, ela aprecia a humidade ambiental.

Fertilização: Forneça um adubo liquido indicado a plantas verdes, duas vezes ao mês durante a Primavera e Verão. No Inverno uma administração por mês é suficiente. Tenha cuidado, a avenca é muito sensível, não ultrapasse a dose de concentração recomendada na embalagem.

Cuidados particulares: As folhas mortas e secas devem ser removidas. Quando a planta se encontrar envelhecida e menos bonita, corte as folhas na totalidade deixando oportunidade às novas rebentações. Limpe regularmente as folhas com água tépida não calcaria, sob o modo de pulverização.

Multiplicação da avenca


A maneira mais rápida e eficiente de propagar a avenca é por meio de divisão de touceira entre Abril e Maio. O processo é fácil e permite obter uma nova planta em pouco tempo. Aconselha-se a retirar a planta do vaso e cortar o torrão com uma faca afiada.

A avena multiplica-se também por esporos, apesar de ser um processo mais lento e difícil. A avenca produz os esporos no verso das folhas, pequenos pontos que parecem "sementinhas" e  muitas vezes são confundidas com pragas. Quando essas "sementinhas" ficam ficam maduras, elas ficam escuras e soltam-se das folhas. Quando verificar que que as suas estão neste ponto, corte a folha da avenca e coloque-a dentro de envelope de papel, mantenha até os esporos se libertarem totalmente das folhas. Entre Março e Abril, espalhe os esporos sobre a superfície de um substrato misturado com areia. Mantenha o substrato humedecido em ambiente de meia sombra. Após aproximadamente quatro semanas, surgirá algo parecido com uma especie de musgo, é o inicio do processo que dará origem às novas mudas.

Pontos sensíveis da Avenca - Adiatum


Folhagem seca: É indicativo de atmosfera muito seca ou rega insuficiente.
Folhagem escurecida: Atmosfera demasiadamente seca.
Folhagem murcha: Atmosfera demasiadamente húmida e fria ou excesso de água na rega.
➢ Crescimento excessivo dos ramos: Luz insuficiente.

Sedum reflexum 'Blue Spruce'

Suculenta Sedum reflexum 'Blue Spruce'
Nome cientifico: Sedum rupestre 'Blue Spruce' 
Família: Crassulaceae
Subfamília: Sedoideae
Ordem: Rosales
Ciclo de vida: Perene
Época de floração: Ao longo do Verão.
Nomes comuns: Stonecrop

O Sedum refflexum 'Blue Spruce'  é uma suculenta de crescimento rápido e rasteiro, com hábito de expansão, geralmente alcança os 15 a 20 centímetros de altura e os 60 centímetros de largura. As folhas são carnudas e apresentam tonalidade azul acinzentadas, estão dispostas em torno do caule delicado, assemelhando-se às pequenas agulhas de uma conífera de abeto azul.
As flores são pequenas e amarelas, têm formato de estrela e são ligeiramente perfumadas, aparecem num vistoso aglomerado ao longo do Verão, atraindo borboletas, abelhas e outros polinizadores.

Usos: Esta suculenta fica linda em vasos pendentes, em jardins de pedra, em muros, jardins verticais e telhados verdes. Em combinações, o Sedum Reflexum 'Blue Spruce' faz realçar a beleza de qualquer outra planta ao seu redor. É usado frequentemente como cobertura de solo, pelo facto de se espalhar rapidamente e formar um denso tapete no solo, chega inclusive a ser aplicado como gramado nos locais quentes e secos.

Cuidados com o Sedum reflexum 'Blue Spruce'


Luz e temperatura: O sedum reflexum é proposto ao cultivo de sol pleno, pode tolerar alguma sombra mas prefere uma boa exposição solar. Aprecia muito calor, mas também é resistente ao frio.

Rega: Esta suculenta é muito resistente à seca, requer pouca água. Regue apenas quando o solo se apresentar seco.

Pragas e doença: É praticamente isento de doenças e pragas, mas em ambientes demasiadamente húmidos, poderão surgir problemas com doenças fúngicas e a ocorrência de caracóis e lesmas (Lesmas e caracóis, como se livrar deles).  As condições de sobrelotação e de seca, podem levar ao aparecimento de pulgões e cochonilhas.

Solo: O sedum reflexum dá-se em qualquer substrato arenoso que apresente boa drenagem. Os solos demasiadamente férteis, devem ser evitados, geralmente eles propiciam o crescimento débil e demasiado flexível da planta.

Multiplicação:A propagação dá-se por meio de fragmentos de estaca, que enraízam muito facilmente sem a necessidade de grandes cuidados. Mas pode igualmente multiplicar o sedum reflexum por meio de divisão de raiz ou por meio de sementeira depois de ter passado o perigo da geada.

Fertilização: A adubação não é essencial, mas pode distribuir alguns grânulos de adubo na Primavera à volta da planta, com o cuidado de os afastar dos caules.

Manutenção: Se pretender um crescimento mais denso do do sedum reflexum, como o que é exigido na formação de coberturas de solo, faça uma poda à planta no inicio da Primavera, de resto necessita de poucos cuidados, é perfeitamente adequado aos mais descuidados porque até suporta a negligencia.

Conheça as vantagens da cobertura de solo (Mulching)

Vantagens da cobertura de solo (Mulching)

A cobertura do solo com material vegetal seco, conhecida pelo termo Mulching em inglês é uma técnica que oferece muitas vantagens ao solo e às plantas, proporcionando um equilíbrio semelhante ao que a natureza oferece. Esta prática é uma das ferramenta mais importantes da agricultura biológica e, felizmente, é cada vez mais comum na fruticultura, horticultura e jardinagem. É principalmente útil na retenção da humidade dos solos, aumenta fertilidade, previne as infestantes e reduz os trabalhos de manutenção. Veja a seguir todas as vantagens que o mulching oferece.

Conheça 6 vantagens da cobertura de solo (mulching)


Retém a humidade do solo. A cobertura do solo com material orgânico evita a evaporação da água do solo, ajudando a manter a humidade do solo por mais tempo o que, por sua vez, ajuda a poupar a água de rega. Tendo em conta que a água potável será cada vez mais rara e cara nos próximos anos, esta medida é muito importante.

 Enriquece o solo. A cobertura vegetal vai-se decompondo aos poucos pela ação dos micro-organismos e pequenos seres vivos que coabitam no solo, transformando-se em húmus. O solo fica mais rico e retém por mais tempo os nutrientes e os minerais.

➤ Previne a erosão do solo. A ação do vento e da chuva forte leva ao arrastamento de partículas importantes para a estrutura do solo. A camada de matéria vegetal permite manter a camada superficial do solo protegida contra estes agentes e impede o arrastamento dessas partículas.

➤ Dificulta o desenvolvimento das ervas daninhas. É uma forma de controlo barata e que não causa prejuízos ao meio ambiente, pois restringe a luz que chega à superfície do solo. Não invalida totalmente a germinação das sementes das infestantes, mas dificulta bastante o seu desenvolvimento e atrasa bastante o seu crescimento.

Propicia uma temperatura mais constante no solo. Esta vantagem é benéfica tanto nos climas muito quentes, como nos climas muito frios. A camada vegetal protege as raízes das plantas ao evitar grandes oscilações de temperatura no solo, gerando assim um microclima favorável à maioria das plantas. Evita também as rachaduras provocadas pelas oscilações de temperatura, sendo que o contraste entre o frio e o calor provoca a dilatação e retração do solo, o que, consequentemente, leva ao seu rachamento.

Protege o solo das condições ambientais severas. Como já foi referido anteriormente, protege o solo do frio e do calor, servindo também de proteção contra as chuvas fortes. Quando a chuva é muito intensa, promove a compactação e endurecimento da terra, levando também ao seu encharcamento. A camada de matéria vegetal evita o impacto das gotas sobre a terra, facilitando e propiciando uma estrutura equilibrada.

➤ Propicia um ambiente equilibrado pois favorece o desenvolvimento de minhocas e de micro-organismos benéficos do solo o que, consequentemente, torna a terra mais rica e porosa.

As boas práticas da cobertura de solo (mulching)


A cobertura orgânica do solo pode ser composta por diversos materiais de restos vegetais, tais como: cascas de árvores, folhas secas, serradura, restos de grama, entre outros.
Também existe a cobertura inorgânica, sendo esta feita por materiais que não se decompõem, tais como pedras, cascalho, pneus picados, plástico, entre outros. Apesar de serem coberturas bonitas, não oferecem as mesmas vantagens da cobertura orgânica.

Para que uma cobertura de solo resulte, é necessário que o terreno se apresente limpo, livre de daninhas e ligeiramente húmido. É aconselhável arejar a superfície da terra com ajuda de uma enxada ou moto enxada, caso sejam terrenos de maior dimensão.

Escolha a matéria vegetal e coloque nas entre as linhas da cultura. Evite encostar na planta de modo a prevenir que ela fique húmida demais e sofra de ataque de fungos. Não exagere na altura da camada vegetal, pois uma camada muito grossa pode levar a que as raízes cresçam demasiado sobre a superfície da terra. O ideal é manter uma faixa até um máximo de cinco centímetros de altura. Por fim, regue bem de modo a acamar o material vegetal. A reposição do material vegetal deve ser feita sempre que necessário, já que este vai-se decompondo pela ação dos micro-organismos.
Nas árvores frutíferas deixe em torno de 10 a 30 centímetros à volta do tronco da planta e não convém que o mulching ultrapasse os 10 a 15 centímetros de altura.

Apesar da cobertura de solo apresentar inúmeros benefícios para o solo e plantas, existe um senão: em climas húmidos ou invernos chuvosos, o mulching cria um ambiente propício a pragas como caracóis e lesmas. (Lesmas e caracóis, como se livrar deles)

Benefícios da canela para a horta e jardim

Benefícios da canela nas plantas, horta e jardim

A canela faz um brilharete na culinária, aromatizando e enriquecendo os sabores de uma maneira peculiar e insubstituível. Em relação ao seu papel na saúde há também estudos que evidenciam as suas importantes propriedades anti inflamatórias, antioxidantes, bactericidas e fungicidas,entre outras (Benefícios da canela). Mas sabia que ela também pode ser uma ótima auxiliar da horta e do jardim? Conheça todos os detalhes a seguir.

Conheça os benefícios da canela nas plantas da horta e do jardim


O uso da canela na horta e no jardim é muito versátil, esta especiaria ajuda a manter as plantas saudáveis e bonitas, pode ser usada no enraizamento de estacas, previne o aparecimento de fungos e mantém vários tipos de pragas longe das suas plantas. Existem no mercado vários tipos de produtos para estes efeitos, mas na generalidade contém substancias químicas, mas nós no cantinho verde tentamos procurar sempre soluções mais sustentáveis e a canela é um ótimo recurso natural. Conheça a seguir todas as vantagens de usar a canela e conheça a melhor maneira de a aplicar na horta e no jardim.

Como usar a canela na horta e no jardim


Fungicida de canela: A canela têm propriedades fungicidas, ajuda a prevenir a incidência dos fungos, os principais potenciadores das doenças das plantas. Geralmente os sintomas da presença destes agentes infeciosos carateriza-se pelo aparecimento de mofo, bolor ou podridão.
Receita do fungicida: Junte duas colheres de sopa de canela a um litro de água morna e mexa bem. Deixe a solução repousar durante a noite. No dia seguinte coe a mistura com um filtro fino, como por exemplo o filtro de café e coloque num borrifador. É recomendado pulverizar regularmente as plantas, como medida preventiva e curativa. Em ataques severos recomenda-se eliminar primeiro as partes mais afetadas da planta antes do tratamento. Conheça outro potente fungicida natural: Calda de cavalinha contra doenças fungicas e insectos

Estimular o enraizamento das plantas com canela: A canela acelera o processo de enraizamento da planta, protege contra os fungos e facilita a cicatrização dos tecidos. Basta molhar a base da estaca e passá-la pelo pó de canela ou apenas emergi-la na solução de água com canela e mantê-la por alguns minutos antes de a plantar na terra. As sementes também podem ser beneficiadas ao serem polvilhadas com canela, este processo ajuda a semente no processo inicial de germinação.Conheça outros enraizantes naturais: Hormonas de enraizamento caseiras

Repelir pragas com canela: Espalhe um pouco de canela ao redor das plantas, esta especiaria  têm um odor forte que não agrada aos insetos. As formigas também não gostam dela, elas não conseguem caminhar sobre a canela em pó e afastam-se do local. Há também quem utilize esta especiaria como repelente contra alguns tipos de caruncho, entre os quais aqueles que atacam o feijão, o arroz e o milho. Leia também: 14 plantas repelentes uteis na horta.

Cicatrização das plantas com canela: Polvilhe canela nas feridas e lesões das plantas, nas folhas e nas raízes machucadas, nos cortes das podas severas ou nos enxertos. Ela é um excelente cicatrizante natural, ajuda a promover a cicatrização rápida e e ao mesmo protege as partes expostas do aparecimento de fungos.

Estudo relacionado com a ação fungicida da canela


Um estudo realizado na Universidade Federal de São Carlos, comprovou que a canela pode combater o fungo cercóspora, que causa manchas nas folhas de alface. Teoricamente a capacidade da canela no controle do fungo advém das suas capacidades fungicidas comprovadas e de dois princípios ativos, o cinamaldeído e o eugenol, duas substancias responsáveis pelo aroma e sabor da canela.
A solução é feita à razão de 5 gramas de canela para 100 ml de água. Leva-se a ferver por cinco minutos e depois a mistura é filtrada, de seguida são pulverizadas as sementes de alface com esta solução antes da sementeira. Todos os detalhes do estudo: Canela e água sanitária podem controlar doenças da alface.

Fonte de imagem: Pixabay

Colar de Jade - Crassula Marnieriana

Colar de Jade - Crassula Marnieriana
Nome cientificoCrasula marnieriana
Género: Crassula
Família: Crassulaceae
Ordem: Saxifragales
Origem: Africa do Sul, Lesoto e Suazilândia.
Ciclo de vida: Perene
Época de floração: Fim do Verão até ao principio do Outono.
Nomes vulgares: Pagoda chinês, colar de jade, planta colar de jade, colar de bebé, planta de minhoca, colar de videira.

Cultivo da Colar de Jade - Crassula Marnieriana


A Crassula marnieriana é uma pequena suculenta de crescimento lento, que atinge 15 a 20 centímetros de comprimento. Destaca-se pela sua forma peculiar, a perfeita simetria e disposição das folhas, que estão empilhadas em hastes verticais lembrando as contas de um colar. As folhas são carnudas, arredondadas, bordas avermelhadas e com revestimento pó fino esbranquiçado, que lhe conferem uma tonalidade azul. Com o tempo a base da planta torna-se lenhosa e torna-se pendente.

Condições ambientais: Aprecia ambientes de muita claridade, suporta viver em interiores desde que receba pelo menos 4 a 6 horas de sol. Quando a Crassula Marnieriana se encontra em ambientes com menos luminosidade ela apresentas folhagem verde, quando recebe alguma sol pleno, ela fica com a margem das folhas avermelhadas.
Suporta climas secos e altas temperaturas, é igualmente resistente ao frio desde que mantida em ambiente seco.

Rega da Crassula Marnieriana: Deixe secar o substrato entre as regas e nunca permita água acumulada no prato. Tal como a maioria das suculentas ela não tolera o encharcamento e facilmente apodrece com o excesso de humidade, principalmente em ambientes frios.

Como multiplicar a Crassula Marnieriana: A propagação faz-se facilmente por meio das pequenas mudas que rebentam no solo à volta da planta mãe ou  por meio do corte de estacas da planta principal. Corte uma pequena estaca e deixe-a secar por uns 3 dias à sombra, deste modo há menos probabilidades do corte apodrecer quando colocada na terra. O substrato usado deve apresentar boa drenagem, sendo a mistura de cactos e suculentas a ideal.

Colar de Jade - Crassula MarnierianaFloração da Crassula Marnieriana: A planta floresce no fim do Verão principio de Outono. As
flores assemelham-se a uma estrela de tonalidade rosada. Surgem em grupo na ponta das hastes.

Usos da Crassula Marnieriana: Esta suculenta predispõe-se com sucesso em sestas pendentes, resulta num visual muito interessante que faz lembrar belas cascatas. É igualmente muito atrativa em arranjos com outras suculentas, onde o conjunto das plantas é favorecido pelo contraste da tonalidade e textura da planta.

Curiosidades sobre a Crassula Marnieriana: Esta suculenta recebe o nome Crassula Marnieriana em homenagem ao famoso botãnico Francês: Julien Marnier Lapostolle.

Sedum nussbaumerianum (Stonecrop)

Sedum nussbaumerianum (Stonecrop)
Nome cientifico: Sedum nussbaumerianum
Origem: México
Ordem: Saxifragales
Família: Crassulace
Sub amilia: Sedoideae
Gênero: Sedum
Ciclo de vida: Perene
Nomes populares: Sedum de ouro, sedum dourado, sedum adolph.
Sinonimos: sedum adolphii, sedum nussbaumerianum

O Sedum nussbaumerianum é uma suculenta deslumbrante, carateriza-suculenta com rosetas casuais de folhas grossas e pontiagudas com tonalidade verde amarelada carnuda e contorno avermelhado, quando expostas ao sol pleno alcançam uma atraente tonalidade bronze vivo. À medida que as rosetas envelhecem, elas vão criando novas folhas, as mais antigas caem ou secam, sendo que algumas enraízam no contato com  a terra, quando as condições são adequadas. A aparência e cor da planta tornam-na numa grande valia no uso das plantações combinadas.

Como cuidar o Sedum nussbaumerianum



Sedum nussbaumerianum (Stonecrop)
Sedum nussbaumerianum exposta ao sol
 Luz: A planta aprecia pelo menos 6 horas diárias de luz solar direta. A cor das folhas varia conforme as condições de luz fornecidas e as estações do ano, quando recebem muito sol ficam com a tonalidade bronze que se vê na foto à direita.

 Temperatura- Depois de estabelecido o sedum nussbaumerianum é resistente ao calor e à seca, mas não tolera o frio acentuado e a geada.

 Regas: No Verão a rega realiza-se na média de um a dois dias por semana. No Inverno faz-se com intervalos de 15 dias ou mais, tudo depende das condições ambientais.

 Solo: Não é exigente e tolera a maioria dos solos, mas prefere os que apresentam textura leve e bem drenados.

 Cuidados básicos: O sedum nussbaumerianum é uma planta de baixa manutenção, não requer muitos cuidados, podemos dizer que tolera a negligencia e é uma boa planta para os jardineiros iniciantes.

➢ Floração: A floração surge desde o final do Inverno até à Primavera, as flores apresentam-se ao longo de uma inflorescência e são brancas, ligeiramente perfumados com formato de estrela.

➢ Multiplicação: Propaga-se por meio de estacas, folhas e sementes. A propagação da planta é tão fácil, que se cair um talo sobre o solo ele pode enraíza sozinho. Leia mais em: (Multiplicar suculentas)

 Utilização: É aplicada em jardins de pedra, cestos pendentes ou em vasos com outras suculentas. A propagação fácil e o crescimento rápido fazem do sedum nussbaumerianum um excelente candidato à cobertura de solos.

Curiosidades: Sedum nussbaumerianum recebeu um premio de mérito pelo Royal Horticultural Society.

Pragas e doenças do Sedum nussbaumerianum


Lesmas e caracóis: Se verificar que a sua suculenta apresentar folhas roídas e trilhas brilhantes, poderemos estar perante um problema de lesmas. Aplicar moluscicida pode ser a solução, mas é possível adotar métodos naturais: remova a praga manualmente (preferencialmente à noite) e espalhe casca de ovo triturada sobre a superfície do solo.

Podridão: Se a sua suculenta apresentar definhamento, descoloração das folhas, raízes definhadas ou morte das folhas e dos rebentos, poderemos estar sob um quadro de excesso de humidade. Geralmente o excesso de água ajuda a proliferação de fungos e bactérias que enfraquecem a planta e podem levar ao seu definhamento total. Perante estes sintomas remova as partes danificadas, coloque a suculenta em local arejado e reduza as regas.

➢ Infestação de pulgão: Geralmente a existência destes afídeos manifesta-se na planta por folhas e ramos distorcidas, com uma melada sobre a superfície dos tecidos. Use um inseticida ou passe um algodão embebido em álcool, pulverize com uma mistura de água e vinagre. Leia mais aqui: (Como utilizar o vinagre na horta e no jardim)

➢ Cochonilha: A presença de folhas meladas também pode ser indicadora de cochonilha. Trate do mesmo modo que foi sugerido ao ataque de afídeos.

Vespa velutina nigrithorax ou vespa asiática

Vespa velutina ou vespa asiática

A vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax) é uma especie nativa do Sudeste Asiático, do Nepal, Indonésia, Norte da Índia e Sul da China. Alega-se que ela tenha chegado acidentalmente à Europa entre 2003 e 2004, através do porto de Bordéus, por meio de um contentor carregado de louças e bonsais oriundas do Sul da China. Em Portugal o primeiro registo desta praga deu-se em 2011 perto de Viana do castelo, desde então têm vindo a progredir por todo o território continental, avançando de Norte para Sul.

Fora do seu habitat natural é uma especie invasora e constitui uma grande preocupação, ela possui uma forte capacidade de adaptação e dispersão, com impacto negativo no nosso ecossistema. Esta praga é capaz de matar acima de 30 abelhas por minuto e dizimar um enxame em poucos dias, levando a quebras alarmantes de produção na apicultura e pondo em perigo a existência das abelhas autóctones.

No Oriente as abelhas nativas desenvolveram mecanismos de defeza contra as vespas velutinas. Quando a predadora entra na colmeia, a colonia de abelhas fecha-lhe a saída e rodei-a, formam uma especie de bolha ao seu redor e começam todas a bater as asas. Esta ação provoca o aumento da temperatura, que se torna fatal à velutina. As abelhas suportam temperaturas até 42º, já as vespas suportam apenas 40º. Este mecanismo embora eficiente, torna-se muito desgastante para as abelhas, elas aquecem a temperatura até 41º, quase se matando a si próprias.

Como identificar a vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax)


A vespa asiática diferencia-se perfeitamente das demais vespas pelo facto de ser bem maior, à excepção da vespa crabro que é igualmente grande e apresenta comportamento similar, apesar desta se integrar perfeitamente no nosso ecossistema sem causar desequilíbrios. A crabro é uma especie autóctone e desempenha um papel importante na nossa fauna no controle de outras especies. Além disso ela representa um importante obstáculo à rápida progressão da vespa velutina, visto que estas duas especies competem pelos mesmos recursos e um enfraquecimento da população da vespa crabro abriria as portas na totalidade à vespa velutina.

Os ninhos da vespas velutina e crabro são semelhantes, mas existem algumas diferenças, o ninho da
velutina possui apenas um orifício saída-entrada, na lateral superior, já o ninho das crabro pode possui mais de um orifício ou então um mais largo, com localização na base.

Ao contrário da crabro (vespa europeia) a Velutina é uma especie diurna, ela interrompe a sua atividade ao anoitecer. Contudo a luz artificial ou mesmo ruídos intensos  podem despoletar a sua atenção e desencadear ataques.

Vespa asiática e vespa Crabro
            Vespa Asiática                                                                             Vespa Crabro     

A principal diferença física entre a Vespa crabro e a Vespa velutina (conhecida como vespa asiática), são os segmentos abdominais, na Vespa velutina são quase todos negros, na Vespa crabro só os primeiros são quase inteiramente negros, sendo o amarelo mais saliente..

Vespa velutina ou vespa asiática
Vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax): A dimensão da vespa velutina varia ente os 2,5 e os 3,5
cm., sendo que as rainhas podem atingir os 3,5 cm. A especie apresenta tórax e cabeça negros, face alaranjada e patas amarelas. Grande parte do abdômen é negro com 3 listras amarelas sendo a listra mais próxima do ferrão a mais larga e apelativa.



Vespa Europeia - Crabro
Vespa crabro ou vespa europeia: É ligeiramente maior que a vespa asiática, sendo que o seu comprimento varia entre os 3 e os 3,5 cm, à excepção das vespas fundadoras (rainhas) que podem ultrapassar os 4 cm. A cabeça é amarelada ou vermelho ferrugem. O abdómen é predominantemente amarelo. As patas são acastanhadas e mais claras na extremidade inferior.


Ciclo biológico da vespa velutina ou vespa asiática


O ciclo de vida da vespa velutina é anual, sendo o seu desenvolvimento condicionado pelas condições climáticas. A duração de vida de uma obreira situa-se entre os 30 a 55 dias, esta variante está condicionada pelas temperaturas, já a rainha (vespa fundadora) têm uma longevidade aproximada a um ano.

Durante o Inverno as rainhas fecundadas hibernam em locais abrigados, principalmente em árvores, rochas, fendas de construções ou no solo.  Em Março-Abril as fundadoras (rainhas) que sobreviveram ao frio saem da hibernação, procuram alimento e exploram o território à procura de um local ideal para nidificar. Procuram especificamente locais protegidos, água abundante por perto e comida fácil.

Em Abril-Maio elas iniciam a construção dos ninhos primários, estes geralmente podem atingir 5 a 10 centímetros de diâmetro, o suficiente para pôr as primeiras dezenas de ovos e dar inicio a uma nova colonia. Inicia-se a postura, dá-se a eclosão dos ovos fecundados, formam-se novas vespas asiáticas e dá-se a mudança para um ninho secundário. Geralmente as vespas nascidas nos ninhos primários são mais pequenas do que as nascidas no ninho secundário, dado que as lavas não são tão bem alimentadas, devido à falta de obreiras no ninho.

O ninho secundário é geralmente construído em grandes altitudes, habitualmente acima do 10 metros de altura, mas também há casos em que os ninhos se encontram  escondidos no subsolo. Os locais preferidos são as copas das árvores, beirados das habitações, armazéns desocupados, alpendres ou paredes. Geralmente o desenvolvimento destes ninhos verifica-se mais de Julho a Outubro. coincidente também com a maior atividade das vespas, relativamente à predação de insetos, principalmente de abelhas.
Entre Outubro Novembro dá-se o acasalamento e fecundação das novas rainhas e as velhas rainhas morrem. Depois do acasalamento os machos também sucumbem e as novas rainhas fecundadas abandonam o ninho. Os ninhos perdem  a atividade e são abandonados, não sendo reutilizados no ano seguinte.

Ninho Vespa velutina ou vespa asiática


Ninho das vespas asiáticas: Os ninhos primários têm cerca de 5 a 10 centímetros de diâmetro, são esféricos e muito frágeis. Os ninhos secundários podem alcançar um metro de altura e 50 a 80 centímetros de diâmetro. Os secundários têm apenas um orifício lateral de entrada e saída e são compostos por várias galerias de células e compartimentos. São construídos com fibras de celulose amassadas com água e podem assumir formas diversas, sendo uma das mais comuns a forma de pera. Podem albergar por volta de 2000 vespas asiáticas, criar em torno de 20 000 e centenas de rainhas fundadoras.

Alimentação das vespas velutinas - vespas asiáticas


As vespas adultas alimentam-se principalmente de néctar, líquidos açucarados, fruta madura,como peras, maçãs, figos, uvas, ameixas, entre outros. O consumo alimentar delas é tão significativo que pode levar a grandes estragos nos pomares. As larvas são alimentadas com proteína animal e dada a grande quantidade de larvas nos ninhos secundários, as vespas são obrigadas a procurar grande quantidade de alimento rico em proteínas, resultando assim numa grande procura de insetos, sendo a abelha de mel um dos principais alvos, mas também ataca outros tipos de insetos e outras especies como: moscas, borboletas, larvas, vespas de outra especie e aranhas, entre outros.

O perigo da vespa asiática para o homem


Sabe se que a presença da vespa velutina têm constituído um grave problema à segurança da população e saúde publica. Vários são os casos registados da picada deste insecto, com um mau desfecho, no entanto vale salientar que apesar da picada da vespa velutina ser muito dolorosa, ela só se torna potencialmente perigosa se a vitima for alérgica. Em caso de picada não espere pelos sintomas, dirija-se imediatamente ao centro de saúde mais próximo.

Não tente de modo algum destruir os ninhos, recorra a um técnico habilitado. Acima de tudo recomenda-se prudencia à aproximação desta especie, a vespa velutina é particularmente agressiva quando se sente incomodada no ninho, podendo perseguir em grupo a fonte de ameaça em torno de 500 metros.

Controle da vespa velutina ou asiática


Não existe nenhum método de controle eficaz, mas a destruição dos ninhos por pessoal especializado é considerado um dos mecanismos mais eficientes. Mas a sua detecção não é fácil, geralmente o avistamento é dificultado pela folhagem da copa das árvores. O inverno é uma das melhores alturas para os descobrir, dada a queda das folhas das árvores, contudo a partir de Dezembro a destruição dos ninhos não têm grande efeito biológico, a destruição é particularmente eficaz quando realizada até finais de Julho-Agosto. É nesta altura que se inicia a criação das rainhas fundadoras, são estas que garantem a sobrevivência da especie no ano seguinte.

A destruição de um ninho de asiáticas deve ser obrigatoriamente realizada por um técnico especializado. Este deve capaz de fazer um reconhecimento coreto e decidir qual o método indicado de aniquilação. Uma destruição mal feita pode levar à proliferação de outros ninhos, é portante primordial extinguir toda a colonia. Além disso uma exterminação mal realizada pode potenciar o comportamento defensivo da colonia e aumentar a agressividade das vespas sobreviventes, colocando em perigo a integridade física da população humana circundante.

No meio de toda esta apoquentação surge uma nova esperança, está a ser criada uma capsula que funciona como um cavalo de troia. A vespa asiática é atraída pela capsula que têm material atrativo e leva-a para o ninho, confundindo-a com alimento. A capsula contém um biocida que atua dentro do ninho, contamina-o e aniquila toda a colonia de vespas. Leia mais em: Um projeto que visa eliminar a praga da vespa asiática.

O controle da vespa asiática é uma necessidade urgente e todas as medidas são bem vindas. Se avistar um ninho comunique de imediato às autoridades, poderá fazê-lo através dos seguintes meios: Câmera municipal, junta de freguesia, proteção civil, linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) ou preencha o formulário da plataforma SOS Vespa.


Armadilhas para a captura de vespas asiáticas


Fazer armadilhas de captura com garrafas plásticas e colocar lá dentro um liquido atrativo é outra medida que têm sido utilizada. O isco varia conforme a estação do ano.
No inicio da Primavera o principal objetivo é capturar as fundadoras, cada vespa eliminada será menos um ninho nos meses de Verão. A partir de Maio as vespas asiáticas procuram proteína para alimentar as larvas, são usadas soluções contendo carne ou peixe juntamente com água.
É recomendado fazer armadilhas seletivas, com orifícios de entrada de 9 mm, de modo a evitar a entrada da cabro. Propões-se também fazer outro buracos de 6 mm de modo a possibilizar a fuga de outros insetos mais pequenos, entre eles as abelhas.
Coloque estas armadilhas nos locais de avistamento ou pendure-as nas árvores de fruto.

1ª Opção
  • 50 ml de vinho branco
  • 50 ml de groselha
  • 50 ml de cerveja preta
2ª Opção
  • Néctar de pera
  • Vinagre
3ª Opção
  • 5 litros de água
  • 2 Quilos de açúcar
  • 50 gramas de fermento de padeiro

Plantas que atraem abelhas

Plantas e flores que atraem abelhas
A polinização é o processo inicial da formação dos frutos e sementes. Dela depende o sucesso da fecundação do ovulo da flor e consequentemente o desenvolvimento e a qualidade dos frutos e das sementes.

Cerca de 85% das plantas com flores dependem dos polinizadores e as abelhas são as mais eficazes da natureza, elas são capazes de polinizar milhares de flores num só dia e visitam cerca de dez flores por minuto.  Albert Einstein dizia mesmo: "Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas quatro anos de existência". Mas a verdade é que a população de abelhas está a reduzir, elas morrem e desaparecem sem deixar rasto. Os especialistas defendem que este fenómeno pode estar associado ao ataque de parasitas,  às más práticas agrícolas, ao uso indiscriminado de agrotoxicos e à carência de matéria prima fornecedora de néctar.

Atualmente vislumbra-se outro perigo, as vespas velutinas conhecidas também por vespas asiáticas, elas atacam diretamente as abelhas e as colmeias, matando milhares de abelhas num só dia, pondo em risco a população. A vespa velutina nigritorax chegou à Europa em 2004, esta especie predadora veio por via marítima da China para Bordéus em França. Supõe-se que tenha vindo dentro de contentores num carregamento de bonsais. Desde então a praga têm vindo a alastrar-se na Europa e entrou no território português, em Setembro de 2011 foi detetado o primeiro ninho de vespas  em Portugal, perto de Viana do Castelo. Posteriormente alargaram-se para Braga e Vila Real, atualmente já há milhares de ninhos em Portugal e esta especie invasora já se encontra confirmada no Porto, Aveiro, Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Lisboa, Alentejo.

4 medidas importantes para ajudar as abelhas


Existem diversas medidas no sentido de travar a extinção das abelhas, algumas simples, outras radicais, apenas ao alcance dos especialistas. Mas nós podemos ajudar a salvar as abelhas? Claro que sim, existem pequenas grandes-coisas que todos podemos fazer.

Plantar flores seja em jardim vasos ou floreiras é uma das medidas que se podem tomar para ajudar as abelhas a sobreviver. Uma abelha produz 5 gramas de mel por ano, para a produção de 1 quilo de mel é necessário que as abelhas visitem 5 milhões de flores.
Evitar ao máximo o uso de pesticidas e quando estritamente necessário leia o rotulo e certifique-se de que o produto não prejudica a existência das abelhas.
Evitar o consumo de alimentos geneticamente modificados e alimentos de agricultura convencional, onde são usados abusadamente os agroquímicos.
Se avistar um ninho de vespas velutinas avise as autoridades, poderá fazê-lo por um dos seguintes meios: a GNR através da linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), preencha o formulário da plataforma sosvespa ou peça a colaboração da sua junta de freguesia. 

As plantas preferidas das abelhas


 As abelhas polinizam todo o tipo de flores, são  particularmente atraídas por plantas aromáticas, especialmente as que dão flores miúdas com tonalidades claras e dão floração em massa. Elas fornecem uma grande quantidade de pólen e néctar e são denominadas de plantas melíferas.

➢ Tomilho
➢ Alfazema
➢ Salvia
➢ Alecrim
➢ Manjericão
➢ Funcho
➢ Orégão
➢ Hortelã
➢ Coentros
➢ Dente de leão

Outras flores que agradam às abelhas


➢ Margaridas
➢ Girassóis
➢ Chagas ou capuchinhos
➢ Cistus
➢ Calêndula
➢ Borragem
➢ Madressilva
➢ Trevos
➢ Alfafas
➢ Abutilon
➢ Malváceas
➢ Urzes
➢ Silva